Caos marítimo: Havaí

Ricardo Freire
por Ricardo Freire

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Anteontem entrou em operação o Superferry, um hiper-mega-blaster catamarã pensado para ser a primeira linha regular não-aérea a ligar Oahu (onde está Honolulu) a Maui e Kauai.

Apesar de ter o apoio do governo estadual do Havaí, o Superferry encontra altíssima resistência entre ambientalistas, que dizem que o hiper-mega-blaster catamarã -- com capacidade para 800 passageiros e 200 carros -- é uma ameaça a baleias e aves marinhas.

Ecologistas de Kauai montaram um site onde avaliam o impacto social e ambiental do Superferry na ilha.

Mas não ficaram só na ação virtual. Centenas de surfistas bloquearam a entrada do Superferry no porto, na viagem inaugural a Kauai. O catamarã não conseguiu aportar e acabou voltando a Oahu com todos os passageiros sem desembarcar.

Depois de dois dias de protestos, a direção da companhia resolveu interromper o serviço até segunda ordem.

No Brasil seria fácil prever como uma história assim acabaria. Mas como é na gringolândia, taí uma história divertida de acompanhar...

(Foto da Associated Press surrupiada do U.S.A. Today)

16 comentários

Carla
CarlaPermalinkResponder

Nossa, que poluição visual esse catamarã nessa praia... razz E, pensando em outros aspectos, se o catamarã de Salvador a Morro de São Paulo já causa um estrago nos estômagos em geral, não gosto nem de imaginar o que faria esse aí nos mares agitadinhos do Hawaii... :roll:

Lucia Malla
Lucia MallaPermalinkResponder

É, será interessante. Mas a passagem interisland de avião já está tão barata com a entrada da Go! na concorrência... realmente, há de se questionar pra q lado da balança ambiental a coisa toda vai pender. Aguardemos.

Ernesto
ErnestoPermalinkResponder

Se todos no Brasil protestassem e se mobilizassem, talvez teriamos um pais diferente...

Claudio
ClaudioPermalinkResponder

Cheguei do Havaí, semana passada, de um cruzeiro sensacional por todas as ilhas(um sonho de muitos tempo)... O que mais impressionou nesta viagem , alem da extraordinaria beleza natural, eh o AMOR que as pessoas tem pelo lugar, sejam nativos ou que se mudaram...No estado do ALOHA, eles realmente vivem este espirito de cordialidade, alegria e orgulho de ser havaiano e preservar os costumes...Por isto, nao me admirei com a noticia...smile
Falando em sonho a se realizar, dah uma checada neste link e sonhe, afinal, SONHAR nao custa NADA!!!!!!
http://www.silversea.com/silversea.aspx?id=914&page_type=worldcruiselist&page_id=wc2008

Diogo
DiogoPermalinkResponder

Só eu to acordado? Ê lerê danado esse meu...

Riq: o teu gmail tá estragado?

Ricardo Freire

Mandasse alguma coisa ontem, guri? Não chegou nada...

Meilin
MeilinPermalinkResponder

Olha, pode ser uma ameaça ambiental, mas isso seria um SONHO pra se movimentar entre o centro e a Barra da Tijuca. Será que não tem uma solução similar?

Diogo
DiogoPermalinkResponder

Riq,

Nãããão... iiiixi, faz tempo...

Pra lá do meio de agosto. Um com umas fotos, e depois um outro de BsAs...

Ah, e a Carlota vai lançar o livro dela aqui em POA, dia 02/10 na Cultura do Bourbon Country! Vou até lançar essa notícia na caixa apropriada, lá nas Doceiras wink

Carla
CarlaPermalinkResponder

Meilin, já houve uma viagem experimental de catamarã entre o centro e a Barra - não sei se o propósito era ver se daria certo transformar isso em transporte regular... O fato é que o ex-marido de uma amiga minha participou do "passeio" e disse que foi um inferno, de tanto que o mar jogava... Não sei, não, mas catamarã em mar aberto sempre me parece programa de índio - e olha que eu sou vira-lata, não enjôo fácil, não!!! Mas detesto viajar com o povo todo passando mal o tempo inteiro... razz

Meilin
MeilinPermalinkResponder

É, Carla, eu conheço essa história, mas imaginei que um hiper-mega-blaster catamarã pudesse ser mais estável...

Lucia Malla
Lucia MallaPermalinkResponder

Tem um catamarã em mar aberto q liga Pohang à Uleung-do, uma ilhota mágica da Coréia do Sul. São 3horas em mar aberto. Eu fiz o trajeto e sinceramente nem senti, mas tbm não chequei o banheiro para ver as condições finais... grin

Marcos Salomão

Esperei alguém de Niterói se manifestar,mas como ninguém comentou:
Lá colocaram um catamarã entre o bairro de charitas e a praça XV no Rio. Só que "esqueceram" de verificar os impactos na vizinhança. Resultado, o catamarã após algumas semanas de operação teve que reduzir a velocidade e aumentar o tempo da viagem em 7 minutos. O catamarã estava formando ondas na enseada, que afetavam os barcos ancorados. Sinal que pouco a pouco Brasil também vai se acertando e tornando-se menos injusto!

Arthur
ArthurPermalinkResponder

A solução para o transporte RJ/NIT passa pelo teletransporte de Jornada nas Estrelas. Todo o resto é inútil, estressante e descabelante.

Carla
CarlaPermalinkResponder

Arthur: lol lol lol Ninguém melhor do que eu por aqui pra entender a sua piada - no que ela tem de tragicômico, claro... razz

Arthur
ArthurPermalinkResponder

Tragicômico é eufemismo, Carla...
cry

Roberta
RobertaPermalinkResponder

O Meio Ambiente sempre pagando o pato, né??? Até quando isso??? Please!!!
Espero que na Gringolândia o desfecho seja faroável às aves marinhas, baleias, outras vidas marinhas e à comunidade local!!!
Bjs

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