JFK: 7 horas no chão

Ricardo Freire
por Ricardo Freire

Outro dia um vôo da Delta de Nova York (JFK) a Dallas ficou retido no solo devido primeiro a um problema que eu não entendi, e depois porque venceram as horas da tripulação, e então porque o novo piloto vinha de outro aeroporto (Newark) e não chegava nunca.

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=R06dAgpmmbg]

Durante essas sete horas não foi servida comida nenhuma, porque não estava previsto servir comida; e os passageiros não foram liberados para voltar ao prédio do aeroporto, porque o avião já estava no meio da pista.

Um passageiro registrou, editou e pôs no ar o martírio, que eu pesquei no blog da Budget Travel Online. O blogueiro da Budget Travel aproveita para lembrar às companhias aéreas que os casos de consumidores registrando e divulgando o mau serviço vão ser cada vez mais comuns.

shock

10 comentários

Sylvia
SylviaPermalinkResponder

Mais uma historia triste de absoluto desrespeito , e num lugar que se
auto-proclama primeiro mundo sad sad
Mas tb serve para confirmar que é preciso embarcar munido do
"kit sobrevivencia " ( agua, comida , e .. dormonid+lexotan ) :roll:

Diogo
DiogoPermalinkResponder

Fantástico o vídeo...

E mó presença de espírito do "visconde de sabugosa", não?!

Legal canal que se abre pra esse tipo de "passado à limpo". Talvez assim as cias aéreas tomem vergonha na cara e respeitem mais o consumidor.

Bem que o meu sogro diz: se pudesse, eu ia de carro pra Europa! Hehehe...

GiraMundo com Jorge Bernardes

Vc não entendeu o problema, porque o problema não foi explicado. Eles primeiro disseram que estavam investigando um "possible issue" e depois informaram que o possible issue não existia mais quando avisaram que o prazo de validade da tripulação tinha expirado.

Eu já passei por uma situação igual a essa no JFK, às vésperas do Natal de 2001 quando voava para GRU com a AA.

Depois de quase 3 horas de atraso por conta de overbooking em que a conta assentos x passageiros foi fechada somente depois da oferta acima de USD 1500.00 em vouchers, o avião tentou três decolagens, mas acabava voltando ao portão porque o comandante achava que tinha algum container ou algo no trem de pouso solto.

Enfim, depois de 6 horas, também sem comida, num vôo que previa duas refeições, o comandante cancelou o vôo de vez porque a tripulação não chegaria a GRU dentro do prazo de validade (passageiros podem "expire" até apodrecer, tripulação não), embora o tal problema com o trem de pouso ou container já estivesse resolvido.... Revolta total!

Sabe o que foi pior: eu havia despachado meu casaco,colocando na mala no check in para não ter que carregar... Erro fatal. Fui para o hotel enrolado em cobertorzinho de avião para não congelar.

Dia seguinte voltamos ao JFK, embarcamos e... nova tentativa de decolagem e NADA. O avião não estava arrumado coisa nenhuma. Sem previsão de embarque novamente, desembarcaram todo mundo e passei a acreditar que passaria a noite de Natal no aeroporto, já era a tarde do dia 23... Com muita sorte e abusando do cartão corporativo, do celular compramos (eramos 6 pessoas) bilhetes com a JAL e abandonamos o avião sem nossa bagagem que a AA jurava que não voaria desacompanhada e que ficaria em NY se largássemos o avião.

Pois bem, decolamos com a JAL no horário e sem bagagem e ainda assim chegamos em GRU muitas horas antes do vôo da AA que chegou literalmente com o Natal e que trouxe nossas bagagens, incrível, né? Segurança zero.

Numa outra vez, num vôo da Delta no JFK também pra GRU, eu ouvi da tripulação que se não partíssemos nos próximos 5 minutos, perderíamos a vez na fila de decolagem e uma nova "janela" para atrasildos só depois de 3 ou 4 horas. Tá com cara de que foi isso que aconteceu com esse vôo. No nosso caso, o avião saiu do portão "voando", com passageiros em pé, uma loucura, mas ao menos saiu... smile

A grande dificuldade da cultura americana é exatamente esse: zero jogo de cintura, não saber trabalhar sem script. Tudo e tudo mesmo funciona como no McDonald's: é número 1 ou número 2. Se o script muda um milimetro, dá tudo errado.

marcio
marcioPermalinkResponder

O vídeo é ótimo mesmo!!

É mais uma prova do descaso das companhias aéreas.

Agora lá nos EUA os caras botam tudo na justiça, ganham indenizações milionárias. Para esse tipo de coisa não funciona?

Ta louco que sofrimento!!!!

Putz Jorge, você também já passou umas boas hein!!!

Lafa
LafaPermalinkResponder

É o que sempre digo, viajar de avião nesses paisezinhos de 3º mundo é um HORROR!!!

grin
grin
grin

Lena
LenaPermalinkResponder

Uma vez eu fiquei 5 horas dentro do avião Varig na pista do JFK, esperando para poder voltar ao portão de embarque. Descemos e fomos para um hotel. Na manhã seguinte, o vôo atrasou mais 2 horas, acho. A diferença é que neste vôo do vídeo, à exceção do bebezinho chorando, os demais passageiros pareciam quietos e sentados. No meu vôo, Varig, lotado de brasileiros, todos estavam em pé, circulando, reclamando muuuuito e quase gritando; tripulação desesperada, chorando todas as mágoas da crise da empresa, atraso de pagamentos, etc. :roll:

Mari Campos
Mari CamposPermalinkResponder

Passei por coisa parecida em junho, num vôo da TAM para BsAs. Mas graças a Deus não durou todas essas 7 horas - ainda que a sensação de ser obrigado a ficar preso num avião em solo esperando outra tripulação seja terrível de qq jeito. Viajei em julho com uma comissária da mesma TAM e ela me contou, em off, que esse procedimento de a tripulação abandonar um vôo em cima da hora porque suas horas (ou até mesmo só as horas do comandante) venceram vai ser cada vez mais comum: com todos esses pepinos e inseguranças aéreas dos últimos tempos, os comissários não querem arriscar voar com horas vencidas, já que, dessa forma, perdem direito a indenização familiar em caso de acidentes. Caso complicado. sad

Alinelima
AlinelimaPermalinkResponder

A pergunta que não quer calar: se a FAA permite que a tripulação trabalhe até 16 horas, o que faz o crew de um voo EWR-SIN, que leva 18hrs40? Troca de tripulação no meio do vôo?

Luciano
LucianoPermalinkResponder

Olha Aline, uma vez num vôo United GRU-MIA dormi com uma tripulação e acordei com outra. Nesse mesmo vôo ouvi uma comissária (do "primeiro turno") dizer pra outra que estava muito cansada porque teve que trabalhar até mais tarde no outro emprego (?!).

Quanto a atrasos, já fiquei 9 horas em GRU esperando vôo pra POA. Foi ano passado. Voltava de Frankfurt com a Varig (já no meio da crise). Vôo tranquilo, a não ser pelo sistema de entretenimento de bordo não estar funcionando (mas 3 copos de vinho resolveram o problema). Desembarcamos em Guarulhos, fizemos o check-in de conexão (que saudade de quando dava pra fazer alfândega direto em POA) e corremos pro embarque (7 da manhã) - no mesmo avião que nos trouxe de Frankfurt. Entramos, nos acomodamos, comandante deu check de portas e... nada. Meia hora depois desembarcamos. Problema no acionamento de uma das turbinas. Disseram que em 1 hora estava solucionado. A cada trinta minutos empurravam mais o embarque sem nos darem certeza de horário certo. Em 3 reembarcamos (e já tinham nos dado um voucher pra refri e sanduíche), todo mundo se acomodou, check de portas e .... nada novamente. Mais 30 minutos antes e desembarcarmos. Dessa vez tínhamos que esperar vir peça do Rio. Aí já tava aquela confusão. Metade do pessoal ia pra Buenos Aires e tava querendo ser acomodado em outros vôos. Uma parte dos passageiros estava brigando pra serem colocados em um vôo que saía de Congonhas (e estava lotado). Quem resolveu esperar foi levado para almoçar em fila indiana pelos terminais (me senti no jardim da infância). A uma da tarde disseram que aquele avião não saía de São Paulo e que já tinham arranjado outro pra nos levarem, mas não tinha tripulação. Embarcamos as 4 da tarde. No check de portas dessa vez todo mundo riu. Até aí a gente já tinha passado duas vezes, mas dessa vez deu. Em vez de chegar aqui as 8.30 da manhã, chegamos as 18.30.

Teve confusão e teve gente que se irritou, mas eu só reclamei de não saber quanto tempo mais teríamos de esperar (depois que confirmaram o embarque, foi só esperar). Quando chegamos ainda teve um "Obrigado por voar Varig e acreditar na gente" do fundo do coração da tripulação.

Ah, concordo plenamente com o que o Jorge disse no último parágrafo (já fui expulso a gritos de uma loja por ter entrado pela porta da saída - pode?). E também, alguém já tentou facilitar o troco? Por exemplo dar $11 em uma compra de $6 pra devolverem $5? - Não sabem o que fazer. Te devolvem a nota de 1 com mais 4 (aí até já acho que é meio cultural, mas mesmo assim...).

Sylvia
SylviaPermalinkResponder

Luciano , essa do troco acho que não é cultural não .. é
falta de leite na primeira infancia mesmo .
Quantos de nós todos os dias dão uma nota de 20 para pagar 9 reais
e pegam a maquina de calcular para saber quanto vão dar de troco sad
Já me aconteceu mais de uma vez de me perguntarem se eu era
professora de matematica ! por eu falar o valor do troco , de coisas
assim ... 20 -9 = 11 :roll:

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