Síndrome da classe econômica: existe, sim

Ricardo Freire
por Ricardo Freire

Alguns assuntos soam vagamente esotéricos e parecem mera curiosidade até que aconteçam perto da gente.

Se você, como eu, achava que "síndrome da classe econômica" era uma dessas doenças de agência de notícias, está na hora de rever seus conceitos.

Aconteceu aqui pertinho da gente: com a Bia, irmã da Majô. O vôo de volta de Milão ao Rio causou uma embolia pulmonar que por pouco não lhe custou a vida. A Majô postou no seu blog e eu reproduzo aqui:

Acho que muitos já sabem que a Bia teve uma embolia pulmonar que só começou a manifestar sintomas, 6 dias após a nossa viagem de volta de Milão para o Rio, no dia 11. Foi internada no CTI, onde ficou 8 dias. Ela correu risco de vida, e o médico declarou que embolia pulmonar pode matar em minutos. Graças a Deus, ela já está em casa se recuperando. 

Ao diagnosticarem, pelo ecocardiograma, o trombo no pulmão que se descolou de um outro trombo que se formou na virilha, os médicos fizeram uma série de perguntas, pois não entendiam como ela tinha tido a embolia, sem doença circulatória ou cardíaca. Ao relatar as atividades das últimas semanas, comentamos que tínhamos feito uma viagem de avião de Milão para o Brasil. Imediatamente, os médicos disseram “ isto é a síndrome da classe econômica.

Como assim ? Isto não ocorre em passageiros que viajam em classe executiva e 1a classe”.   

Conclui-se que este episódio é mais freqüente do que se imagina, tanto que já há o jargão médico Síndrome da Classe Econômica

Achei que tinha a obrigação de escrever sobre isto, divulgando o risco que corremos, ao viajarmos cada vez mais compactados na classe econômica, sendo que este risco aumentou proporcionalmente à ganância das Cias. Aéreas que nos últimos anos apertaram cada vez mais o espaço nos e entre os assentos.

É preciso que Constantino da Gol/VARIG, a família Rolim da TAM atentem para o fato de que são co-responsáveis por danos físicos que podem levar à morte, causados aos passageiros que viajam na classe econômica, como sardinhas em lata, por longas horas.  E, não há dinheiro que pague a vida de uma pessoa. Tenho dito.

[...]

Hoje, dia 6 de setembro, por uma coincidência, o caderno Boa Viagem do jornal O Globo, publica a matéria CLASSE econômica  que  aborda exatamente o tema das poltronas apertadas e o desconforto e riscos à saúde dos passageiros,  abraçando a idéia do Ministro Jobim que tem reclamado do assunto. O jornal pediu a quatro designers  que redesenhassem as poltronas, sem que sejamos cutucados pelo passageiro da poltrona de trás, o que não acontecia nos espaçosos Electra da Varig. Menciona também que existe um estudo da Organização Mundial da Saúde que alerta para o risco de desenvolvimento de trombose venosa por conta da longa imobilidade numa área reduzida. Este é o mais grave, mas não o único perigo. Segundo o jornal,  o Ministro Jobim resolveu bolar novas regras para a disposição dos assentos que serão publicadas no site da ANAC, e receberão críticas e sugestões até 1o. de outubro. 

Faço meu -- e grifo -- o último parágrafo do texto da Majô:

As cias. aéreas não querem perder receita, mas nós, passageiros e clientes, temos o direito de exigir as condições mínimas de conforto e segurança à nossa saúde. Devemos pressionar e interferir para que esta situação mude,  e a hora é agora.

31 comentários

Majô
MajôPermalinkResponder

Riq,

Ficou ÓTEMA a matéria.
Obrigada mexxxmo, em meu nome, da Bia lol lol e acho que de todos nós viajantes, ainda, compactados.
O mais importante é que devemos lutar para que isto tudo mude. Sim, porque pelo que li no Boa Viagem do Globo ontem, a Air France e a American Airlines, bem como a Emirates já tomaram providências e diminuiram o número de poltronas na classe econômica, aumentando a distância- pitch - entre elas.
No Airbus da TAM a distância é de 73,6 cm, com 144 poltronas, e no Boeing da Gol 74 cm, com 178 poltronas ! E vejam a diferença, nos aviões Electra eram 85 cm, com 98 poltronas. !
Por mais que queiramos prestigiar as cias nacionais, quem vai querer voar com riscos graves à saúde ?

Zé Maria
Zé MariaPermalinkResponder

Ricardo, claro que vc vai dar dicas de como evitar ou minimizar essa desgraça, né?
Ou dicas de auto ajuda pra ganhar muito dinheiro e pular pra first. rs...

Ricardo Freire

Zé Maria, seu quase-xará Zé inseriu um artigo médico em gringuês lá no blog da Majô.

A única forma absolutamente segura de prevenção é... viajar de executiva, já que não até hoje não há relatos de embolia causada por vôo lá na frente do avião.

Entre os cuidados que se podem tomar está levantar-se e exercitar-se durante o vôo.

O artigo diz que há pessoas mais propensas a embolia, e que deveriam ser diagnosticadas; quem toma pílula anticoncepcional ou remédio para dormir (no avião) estaria mais sujeito a desenvolver embolia.

Zé
PermalinkResponder

Hoje cedo mandei um e-mail para a ouvidoria da ANAC contendo sugestões a respeito desse assunto.

Vai lá você também. Dê sua sugestão. Participe! wink mrgreen

GiraMundo com Jorge Bernardes

Quando eu vejo aqueles filminhos de instruções antes da decolagem demonstrando alguns exercícios sugeridos para o vôo, eu costumo não dar bola, mas na próxima vez, será muito diferente, vou prestar atenção e me cuidar! Normalmente, eu viajo enlatado na poltrona sem conseguir me movimentar um milímetro.

Obrigado Majô pelo relato!

Somos reféns de um mercado monopolista e não vamos parar de viajar, mas ainda assim é possível pressionar através de nossas escolhas. Ninguém escolhe mais cia aérea apenas pelo preço da tarifa e relatos como esse que a Majô colocou acima sobre AA e AF farão toda a diferença para as escolhas futuras das pessoas que levarão em conta entre outros fatores a segurança da poltrona para o passageiro.

Por que voar TAM se posso voar Air France com muito mais segurança?

A preocupação com a segurança da TAM é inversamente proporcional à preocupação com marketing.

Bem que o Rodrigo Purisch poderia se inspirar e fazer um comparativo de espaço entre poltronas nas principais cias que operam no Brasil. Uma vez, vi algo assim acho que foi na V&T, mas uma matéria atualizada sobre esse assunto seria muito importante.

Mô Gribel
Mô GribelPermalinkResponder

Tomara que o Rodrigo se anime a fazer. Excelente idéia, JB do GM!

Majô
MajôPermalinkResponder

Zé Maria,

Como o Riq falou, os médicos são enfáticos ao dizer que isto não acontece em quem voa na executiva e 1a. classe. Tínhamos voado no Airbus da TAM, em 2000, voltamos a voar no mesmo avião em 2006. Ao chegar na poltrona, a 1a constatação que tive foi - como diminuiram os assentos e a distância entre eles. E eu tenho 1,57m, imagino o Jorge com 1,86m, simplesmente não dá !!!
É preciso falar com o médico antes, seja aspirina ou outros recursos, pois cada caso é um caso.

Ainda acho que nós não temos que esquentar tanto a mufa para saber como voar seguramente. As cias aéreas têm obrigação de oferecer vôos sem riscos à saúde e à vida dos passageiros. Migremos para as que oferecem condições mais seguras.

Jorge,
Obrigada, mas acho que não fiz mais que minha obrigação. Depois que as coisas foram se acalmando, me senti mesmo na obrigação de relatar o ocorrido, para que as pessoas soubessem o risco que correm. wink
Concordo com você em tudo o que você diz, o mercado é mesmo monopolista, e a preocupação da TAM é mesmo inversamente proporcional à preocupação com a saúde, infelizmente.
Concordo também que o Rodrigo poderia fazer esta matéria que é de utilidade pública. wink

Majô
MajôPermalinkResponder

Zé,
Achei ótima a carta que você enviou para a ANAC ! mrgreen

Bora pessoal, pressão em cima deles !!

rancis Albert
rancis AlbertPermalinkResponder

Eu estou com essa tromose,passei um susto danado até descobrir, consegui no voo da Turkish Airlines e não sabia de nada. Você tem a carta que enviou para a ANAC. Vou acionar a TURKISH e a ANAC.

Obrigado.

Mari Campos
Mari CamposPermalinkResponder

Como eu já tinha escrito lá no Filigrana, a Majô mandou muito bem no texto! Ainda bem que a Bia já tá se recuperando direitinho, mas, como disse o Riq, a hora que acontece assim, pertinho da gente, é que nos damos conta do perigo.
Como tenho alguns problemas de má circulação, minha médica sempre insiste que eu caminhe a cada duas horas no máximo, dentro do avião. Mas, como eu morro de medo de voar :roll: eu fico protelando... Depois de saber do caso da Bia, não dá mais pra me comportar assim.

Rodrigo Purisch

Majô, muito triste o que ocorreu com a sua Irmã. Tinha lido no seu blog, mas não sabia que era sua irmã.

Neste ano morreu uma dona de agência de turismo aqui em BH de embolia pulmonar.

Devemos lembrar que não é so o espaço entre as cadeiras que causa uma trombose venosa profunda (coágulo nas veias das pernas) e que ao se deslocar podem migrar para o pulmão obstruindo os vasos e impedindo a oxigenação do sangue (Embolia Paulmonar).

Existem condições/problemas de saúde, medicamentos e a próprio microclima dentro do avião aumentam as cahnces de uma trombose.

Os vôos ultra longos e a reduzida mobilidade dentro das aeronaves (essa devido as ameaças terroristas) ajudaram a aumentar o número de casos.
Avião não para no meio da viagem....

Lembre-se de que a trombose pode ocorrer dentro de uma viagem de ônibus também, depende apenas da mobilidade do passageiro de outros fatores citados acima.

Fiz um post sobre trombose profunda em julho:

http://aquelapassagem.blogspot.com/2007/07/trombose-venosa-profunda.html

Arthur
ArthurPermalinkResponder

Oi Majô, que desagradável, ainda bem que a sua irmã se recuperou. Abraços grandes.

Jurema
JuremaPermalinkResponder

Bom, eu sou uma das poucas loucas que faz os exercicinhos mostrados no início do vôo, às vezes durante o vôo também. Mas o mais importante é mesmo levantar, andar um pouco, ir até a fila do banheiro, buscar água no fundo do avião, etc. Mesmo que incomode o seu vizinho. É questão de saúde!

Majô
MajôPermalinkResponder

Rodrigo, obrigada pela solidariedade. smile Foi um susto muito grande mesmo. Mas, como ela é saudável a recuperação está indo muito bem. Contribuiu para que ela se salvasse, a excelente formação do médico e o hospital no qual ela foi internada, o Pró-Cardíaco e o fato dela ser uma pessoa sadia. É um excelente hospital (sem luxos) com excelentes médicos e equipamentos. Na madrugada em que saí do hospital, saí arrasada, pois sabia que tudo poderia acontecer, pois o procedimento trombolítico tem riscos. Graças a Deus foi um sucesso. Na manhã em que o médico me ligou para dizer isto, ele imediatamente disse que o que ela tinha tido era a síndrome da classe econômica, uma vez que as pessoas viajam compacatadas, enlatadas por muitas horas, palavras dele. Os vários médicos que a atenderam no CTI, nos diversos plantões TODOS falaram sobre a síndrome da classe econômica, incluindo os que fizeram vários ecos, durante sua internação.
O que eles diziam, é que em geral as pessoas já saem do avião, passando mal. No caso dela, demorou 6 dias. E, como se formou na virilha, e como ela não teve dor, nem inchaço, só quando houve a embolia é que foi diagnosticado. Como eu disse antes, ela não tem doença cardíaca ou circulatória. Também não fuma, o que é fator de risco para eventuais problemas circulatórios.

A distância cada vez mais exígua entre as poltronas, não tenho a menor dúvida ELEVA o fator de risco. Pelo que li na matéria do Globo ontem, não há regras para a instalção das cadeiras, cada empresa faz como quer. E o critério deles não é o conforto, nem a integridade das pessoas, é $$$$$$$$ Sabe o tio Patinhas, pois é, é este o critério.
A ANAC deveria ter orientação de médicos para estabelecer regras obrigatórias que estabelecessem distâncias seguras entre os assentos para a saúde dos passageiros.

Arthur, obrigada pela solidariedade lol abraços para você

Jurema
JuremaPermalinkResponder

Majô, leve nosso abraço virtual para sua irmã!

Majô
MajôPermalinkResponder

Jurema, obrigada, ela fica toda toda com o carinho dos tripulantes do VNV. smile Nada como sentir solidariedade, levanta o astral, e como ! lol

Rodrigo Purisch

Jorge,

É muito difícil um levantamento desse atualizado. Vou tentar fazer um com base nos dados existentes.

O espaço entre as poltronas podem variar de avião para avião dentro de uma mesma cia.

Uma vez voei em um 767 da Varig, na verdade da Euro Atlantic alugado para Varig Charter, que no meio da crise da Varig era usado em vôos regulares para NY. Foi um martírio. Mas em outros 767 da Varig o tamanho é maior (parece que em algumas aeronaves ela tem o maior espaço no Brasil). Com isso faz a escolha do assento uma questão de sorte... A Air Asia tem um espaço mínimo do assento, mas como voei cerca de 1:30hs deu para tolerar.

Vou ver se faço esse levantamento junto com o post sobre trombose e coloco no menu principal. Quem sabe não podemos ajudar a previnir mais casos.

Advogo que o espaço deve nas cias deve ser regulado por questões médicas e também relacionado ao tempo de vôo. Mas nós não vamos conseguir acabar com a trombose (vamos sim reduzi-la) unicamente com o aumento dos espaços nos aeres devido aos vários outros fatores envolvidos na gênese da trombose.

O que pode salvar a vida de quem tem uma trombose é um bom diagnóstico. Mesmo dentro de hospitais, pacientes acamados sofrem com ela e as vezes, o diagnóstico não é bem feito no momento que deveria.. Majô, sua Irmã teve uma associação de bom atendimento, boa condição de saúde e um pouco de sorte.

Majô
MajôPermalinkResponder

Rodrigo, talvez eu não tenha sido clara. O diagnóstico de trombose em minha irmã não foi imediato, uma vez que ela não tinha e não tem doença cardiovascular, e não tinha os sintomas de trombose.
Segundo o médico, o coágulo na virilha, se formou na viagem de volta de Milão. Ele disse ser comum isto acontecer em passageiros que voam na classe econômica que viajam muito comprimidos, e por isto eles chamam de síndrome da classe econômica. Alguns dias depois da chegada, um pedaço deste coágulo se desprendeu, passou pelo coração e foi para o pulmão. Após o Raios X do torax que apresentou o derrame na pleura, o médico pediu mais exames para investigar a causa deste derrame, tendo aparecido no eco-cardiograma, o trombo no pulmão e na virilha. Em seguida ela foi internada no CTI do próprio Pró-Cardíaco, como eu já disse foi muito bem assistida.

Veja, a pressão no avião é a mesma para todos os passageiros, tanto na econômica, 1a classe ou executiva. O diferencial é o espaço que cada um ocupa em cada uma das 3 classe. Na econômica os passageiros permanecem em espaços comprimidos por longo tempo em viagens intercontinentais. Os médicos são unânimes na denominação síndrome da classe econômica porque segundo eles, isto não ocorre em passageiros da 1a classe e executiva.
Leia o artigo de literatura médica que o Zé me passou lá no blog.
A matéria do Globo de ontem é muito clara sobre o assunto. Eles mostram em números como umentaram o número de poltronas na classe econômica nos últimos anos e o espaço entre elas, no Airbus e no Boeing da Gol é reduzidíssimo, 73 cm é muito pouco, concorda ?

Rodrigo Purisch

Majô,

Eu entendo sua indignação e isso fica mais forte ainda quando temos alguém que nos é muito querido passando por um problema grave. Confirmo, sua Irmã teve muita sorte. Grandes trombos podem se fragmentar em muitos pequenos trombos causando uma embolia pulmonar que muitas vezes é fatal e não da chance de tratamento.

Concordo com você que o espaço interno das aeronves está abaixo do desejável e do confortável, apesar de entender que existem consumidores que topam um vôo CURTO com desconforto mediante um preço mais baixo (esse é o conceito das low costs). Mas não é isso que acontece no Brasil. É desconforto no vôo curto, no vôo longo e preços acima dos praticados no mercado internacional.

Minha intenção é alertar que a trombose não depende apenas da imobilidade. Ela pode ocorrer inclusive na executiva e primeira. Não ocorre com a mesma frequência porque, entre outros fatores, esses passageiros estão em assentos que permitem uma extensão maior das pernas (facilitando a circulação), porque se hidratam melhor (não tem que ficar chamando a comissária) e por contar com uma maior tolerância da tripulação no quesito caminhar ou ficar em pé durante o vôo. Nos vôos intercontinentais as chances aumentam astronomicamente.

Não podemos esquecer que antes de receber o nome de Síndrome da Classe Econômica, ela é considerada uma trombose venosa profunda (TVP). As TVPs têm várias causas e muitas vezes há uma associação perigosa de fatores que facilitam sua ocorrência. Uso de pilula anticoncepcional aumenta a chance. Doenças de coagulação (muitas vezes de diagnóstico difícil, como as Sindrome antifosfolípedes) aumentam as chances. Obesidade. Cirurgia ou doenças mais graves recentes aumentam as chances. Cânceres (algumas vezes as TVP podem ser o primeiro sintoma) aumentam as chances, desidratação, infecção, acamados, varizes, pós operatório ......

A imobilidade é o ambiente que essas condições precisam para iniciar uma TVP, mas pode ser só ela o fator causador.

Hoje existem vôos de 15 horas (Cingapura/Nova York), as viagens intercontinentais aumentaram, um maior número de portadores dessas condições tem viajado (a proporção na voando na econômica é muito maior), com isso a ocorrência aumenta mais ainda. Esse estudo da OMS vai clarear essas dúvidas e trazer sugestões para o futuro.

Esse novo Boeing 787 feito de material sintético faz propaganda que por ser sintético ele toleraria maior humidade (sem perigo de corrosão) e novos padrões de pressão dentro das aeronaves. As aeronaves nunca voaram tão alto como hoje, obrigando uma maior pressurização.

Finalizando,
Só quero alertar que não é só mudando o espaço entre as cadeiras que vamos acabar com a TVP. Podemos reduzir a ocorrência, mas ainda não está claro o quanto.

A Organização Mundial da Saúde não tem dados científicos que possam culpar um ou outro fator como preponderante ainda. Esta correndo um estudo com duração de 4 anos (Wright) que deve servir de base para que a União Européia faça normas mais rígidas a respeito do tema.

Organização Mundial da Saúde:

http://whqlibdoc.who.int/publications/2007/9789241580397_2_eng.pdf

Aeroespace Medical Association:

Orientaçoes para passageiros:
http://www.asma.org/publications/paxguidelines.doc

Majô
MajôPermalinkResponder

Rodrigo,
Desculpe não ter respondido a você, fui levar Bia para fazer RX. Me dá um tempinho. wink

Carla
CarlaPermalinkResponder

Majô, que susto! Mas, ao mesmo tempo, que bom saber que a Bia está se recuperando bem! Um grande beijo! wink

Majô
MajôPermalinkResponder

Riq,

Please dá uma editada: 3 classes e ... como aumentaram.....
Merci

Majô
MajôPermalinkResponder

Rodrigo,

Ufa ! Desculpe só responder agora, muitos lerês wink

Veja bem, concordamos em alguns pontos, como passagens nacionais são caras, acima do mercado internacional e os espaços para a classe econômica estão reduzidíssimos.

Estive pensando hoje, por que as cias aéreas nacionais não aumentaram o espaço entre as poltronas, ao invés de reduzirem ?
Creio que se tivessem aumentado o espaço propiciando mais conforto e segurança à saúde, os passageiros brazucas talvez concordassem em pagar mais pelas passagens de cias aéreas brasileiras.

As cias aéreas consultaram médicos, antes de reduzir o espaço entre as poltronas ? Certamente não, pois nenhum médico endossaria esta alteração.

É inegável que há pessoas que estão mais propensas a riscos de trombose como os que você citou, mas mesmo pessoas que não estão nestes grupos também correm esse risco, como foi o caso de minha irmã, por viajarem com as pernas espremidas em suas cadeiras por longas horas.

Ainda não falei com os médicos, especificamente sobre este assunto, porque o foco é a recuperação da Bia. Assim que tiver oportunidade, procuarei por mais informações, pois são 2 médicos com larga experiência, além do que são atualizados em literatura médica. Assim que tiver mais dados, passo aqui.

Creio que se o comandante Rolim fosse vivo, a história seria diferente.

Majô
MajôPermalinkResponder

Carla,

Foi um sustão mesmo, mas graças a Deus ela já está em recuperação. smile
Obrigada pelo carinho, beijins pra você também wink

Rodrigo Purisch

Majô,

No Brasil muitas empresas optam pelo padrão "quanto menos eu oferecer sem que eu perca meus lucros, melhor é. Só isso explica a redução do padrão da TAM tentando igualar-se a Gol. Ela está lentamente reduzindo seus serviços testando até onde seu consumidor tolera. Concordo, a TAM do Rolim não é a TAM de hoje. Também a TAM do Rolim não seria a maior cia aérea do Brasil, mas poderia ser a melhor do Brasil. Alguns optam pelo tamanho, escala, produtividade, outros pela qualidade. Os visionários por combinar as duas situações de acordo com uma proposta clara.

Quanto a TVP:

Repito, a intenção é frisar o carater multifatorial da doença (não diminuir a importância da imobilidade) . É da natureza humana procurar um culpado ( a medicina sempre tentou e só conseguiu isso nas doenças infecto-contagiosas), mas cada dia fica mais claro que uma doença, um acidente de trabalho ou acidente aéreo, entre outras coisas, são resultados de uma conjunção de fatores maiores e menores que misturados de tal forma e num determinado momento causam o fato em questão. Fica a dúvida ainda de qual o real peso de cada fator na equação. Por isso concordo que as poltronas devam ser reavalidas, mas nem os médicos sabem ainda qual será a magnitude do efeito prático dessa medida. Que vai melhorar isso vai, mas quanto? Só isso é suficiente para deixar o passageiro tranquilo? Por isso também espero os resultados do estudo Wrigth patrocinado pela OMS. Enquanto isso, devemos tomar todas as possíveis precauções antes de entrar em vôo longo (hidratação, movimentação dos membros, evitar bebidas alcoólicas, usar meias de média compressão, evitar uso de soníferos, se orientar sobre os efeitos de medicações em uso ou doenças que se saiba possuir). isso como uma orientação geral aos viajantes.

Mas o importante é que sua irmã está bem, vai usar um medicamento de 6 meses a 1 ano e rapidinho vai estar pronta para te acompanhar em outra viagem. O susto vai demorar um pouco para sumir, mas não é isso que vai fazer você perder sua companheira de viagens.

Um fraterno abraço

Majô
MajôPermalinkResponder

Rodrigo,

Concordo, empresários de visão buscam o melhor para o consumidor, com a margem de lucro razoável para si, isto satisfará os dois lados.

Não estou procurando culpados, e sim chamar à responsabilidade as empresas aéreas que corroboram ao diminuir ao mínimo, os espaços entre as poltronas, com riscos à saúde de todos. Hoje em dia é um suplício viajar na classe econômica. É preciso que mudem dando melhores condições de espaço aos passageiros, é claro, já que não podemos cacifar assentos na 1a classe. Todos agradeceremos.

Netto
NettoPermalinkResponder

Sou estudante de medicina e vou deixar minhas impressões.... TEP = trombo embolismo pulmonar pode acontecer em diversas ocasiões, em geral por longo período de imobilidade. Pode sim ocorrer em longas viagens, se orienta andar, ir ao banheiro, ocorre muito em pacientes acamados em longo período na UTI. Quanto a questão do tamanho das poltronas acredito que existe espaço sim pra quem quer maior conforto como na 1ª classe, mas se a pessoa não levantar e caminhar também não irá reduzir o risco de TEP. Parabéns pelo post q pode evitar muitos acidentes.

Majô
MajôPermalinkResponder

Netto,
A questão é que a distância entre os assentos está cada vez menor, as pessoas têm dificuldade até para levantar e andar, principalmente se o passageiro da frente recostar a poltrona, ou o do lado dormir e se for preciso que ele levante para você passar. Li hoje em matéria do Globo que deixei linkada lá no blog, onde há vários depoimentos de passageiros reclamando.
As cias aéreas estrangeiras estão preocupadas em dar mais conforto aos passageiros da classe econômica, aumentando a distância entre as poltronas como a British, KLM, American Airlines, Lufthansa.
As passagens na 1a classe, são inacessíveis para classe média.

KellyC. Dutra
KellyC. DutraPermalinkResponder

Oi, meu nome é Kelly, estou vivendo um drama, após a longa viajem de ferias para o Rio, sofri com minhas pernas que incharão e na volta para New York nada ocorreu, mas quase uns 2 meses depois, eu que estava gravida fiz uma cesariana, pois já estava muito inchada com105 kg e cinco dias após o nascimento do meu filho, eu senti um dor tão forte nas minhas pernas, queimava, com um cor roxeada, falta de ar, desmaiei no quarto do meu filho, em quanto estava arrumando a bolsa dele, para minha sogra ficar com ele , porque eu já estava indo para o hospital, voltei a si e voltei desmaiar no caminho do hospital, chegando la foi diagnosticado como pulmonar embolismo, fui direto para o CTI e foi dito para mim sem a menor cerimonia que eu poderia morrer, por vários factores.
primeiro porque tive um cesariana em menos de 5 dias, poderia ter um hemorragia e outros risco.
Já passei por todo o tratamento, graças a DEUS com sucesso, mas agora tenho um grande problema, pois estou muito preocupada em fazer a longa viajem de avião ate o Rio, para levar meu filho para conhecer a minha mãe, já que o visto dela foi negado mesmo com documentação do hospital falando da gravidade da doença, da importância da presença dela e do nascimento do meu primeiro filho.
Então gostaria de saber o que? que os médicos falarão sobre um viajem longa de avião, já q a alguns meses atrás ela sofreu com embolia pulmonar(digo sua irmã).
Se você souber alguma coisa sobre isso ou me indicar aonde posso descobrir serei eternamente grata.... Sucesso no tratamento da sua irmã...

Desde já muito obrigada.

Kelly C. Dutra

Procura-se: testador de cabine de aviao | zumo

[...] de gado econômica confortável, ao menos para vôos acima de 5 horas de duração, sempre com o risco de um AVC. Eu, com 1,83m de altura, sei bem o que é isso (e brigo pra sentar na saída de emergência [...]

Renata
RenataPermalinkResponder

Meu ritual, por ordens médicas: 20 minutos de perna para cima, meia elástica, 1 aplicação de Klexane 1 hora antes de embarcar.

Já tive uma trombose, não por voar (mas por causa dos famigerados gessos de pronto-socorro, que inclusive já mataram a mãe de uma amiga pelo mesmo motivo). Por isso, agora, todo cuidado é pouco!

Atenção: Os comentários são moderados. Relatos e opiniões serão publicados. Perguntas serão selecionadas para publicação e resposta. Entenda os critérios clicando aqui.
Bóia offline! Vamos continuar aprovando comentários, mas a Bóia só volta a responder perguntas que forem feitas depois de 10 de abril de 2017. Obrigado pela compreensão.
Cancelar