Ame-o e/ou deixe-o

Ricardo Freire
por Ricardo Freire

ameo

Um papo bem interessante surgiu, neste fim de semana, na caixa de comentário de um post do mês passado sobre a Amazônia.

A discussão foi desencadeada por essa provocação da Dani G.:

Por que o brasileiro economiza pra conhecer as Zoropas e os Isteites, e acha que conhecer o Brasil com CONFORTO é caro? Por que gastar 3000-5000 euros pra conhecer a Europa ficando em hotéis mais-ou-menos é aceitável, e gastar 2000 reais pra conhecer o BRASIL é caro ?

Vejam bem, eu não acho turismo no Brasil barato, mas eu não entendo a PRIORIDADE que dão na hora da escolha… é mais chique dizer que foi a NYC do que até Manaus ou Alter-do-Chão, por exemplo? O que é mais importante? Conhecer os valores da sua terra, ou enaltecer as belezas do vizinho?

Imediatamente o post ficou quentíssimo, com muitas contribuições interessantes.

Para a Sylvia, "o Brasil vai estar sempre aqui". Por isso aproveitamos para viajar para fora sempre que a ocasião se apresenta (na juventude, porque temos mais tempo de férias e mais disposição para encarar qualquer parada; agora, quando as passagens baixam ou o real se valoriza). No caso dela, ter deixado para visitar o Brasil depois de ter percorrido o mundo não alterou o resultado: "meu credo é viajar".

A Dani retrucou: "Da mesma forma que o Brasil continua 'aqui', a Europa, Caribe e USA continuarão 'lá'. O enriquecimento cultural de quem passa 30 dias mochilando na Europa é maior do quem fica 30 dias mochilando no nordeste, por exemplo? Não sou ufanista e nem estou saudosista, mas antes de meter a cara no que chamam de 'mundo' eu visitei o Brasil. E, aqui no chamado 'mundo' posso conversar com X,Y z Z dizendo que no Sul é assim e no Nordeste é assado. Acho a coisa mais triste alguém te perguntar peculiaridades do seu próprio país e você não saber informar, e ao mesmo tempo sabe de cor todos os pontos turisticos de Paris…"

No que a Mô, que detesta praia e mato, e já foi a quase todas as capitais brasileiras a trabalho (e voltou por conta própria a Belém e Manaus), foi direto ao ponto: "Gostoso é ir para aonde temos vontade e não para aonde acham que deveríamos ir. Como não sabemos jamais o dia de amanhã, no momento eu curto mais ir para aonde sempre tive vontade e não podia. O que há de errado nisso?"

Concordando com a Dani, a Carla2 encontrou traços culturais na preferência brazuca por viagens ao exterior: desde a colônia as classes abastadas mandavam seus filhos estudar na Europa; e no Sul e no Sudeste quase todo mundo tem origens européias mais ou menos recentes para conferir.

A maior declaração de amor às viagens dentro do Brasil veio da Flavia Penido, nossa LadyRasta: "Acho que tem dois fatores aí: a) preferência por um ou outro lugar; b) o conceito do que é viajar para você. Eu acho importante conhecer o nosso país até para conseguirmos saber quem nós somos, ou o que nos torna brasileiros; mas é um conceito meu. Como a Sylvia, acho que não importa o que se vê antes ou depois; mas como a DaniG, acho sim que as pessoas dão mais valor para o exterior do que para o Brasil. Eu até poderia dizer que isso advém de termos sido colônia, mas os EUA, por exemplo, não são assim -- americano conhece normalmente os EUA antes de ir para a França ou para o Caribe. Sem dizer o que é melhor ou pior (não é isso em absoluto), acho que essa preferência pelos roteiros ao exterior tem um pouco a ver com a nossa baixa auto-estima sim. Que, paradoxalmente, só vai melhorar quando nos conhecermos. E para nos conhecermos…temos que viajar aqui dentro…".

Meu pitaco: eu acho que a gente gasta dinheiro demais para viajar no Brasil em momentos errados (Réveillon e Carnaval), e gasta tempo demais reclamando de preços praticados em lugares remotos, de logística complicadíssima, como hotéis de selva e Fernando de Noronha, que seriam caros em qualquer lugar do mundo. Ao mesmo tempo, pouca gente está realmente ligada em descobrir as barbadas da baixa temporada -- quando, sabendo para onde ir, o Brasil é uma pechincha.

Endossando a Dani, acho que a gente só considera um bom negócio viajar por aqui mesmo quando o Brasil está MUITÍSSIMO mais barato do que ir para o Exterior. Se custar só um pouquinho mais barato, o Brasil está caro...

Também acho que normalmente temos dois padrões distintos de conforto. Como aqui somos da casa-grande, não admitimos nada que pareça remotamente senzaliano. Já quando turistamos fora, topamos qualquer parada... Dificilmente ficaríamos em Copacabana num hotel equivalente aos que ficamos em Paris ou Roma (para citar três cidades de hotelaria ultrapassada e cara).

Aos "fatores culturais" apontados pela Carla2 e pela Flavia,  eu acrescento mais um: a instabilidade econômica e monetária do Brasil, que faz com que a moeda passe alguns anos supervalorizada e outros tantos sem valer nada. É natural que a gente não queira perder a oportunidade de viajar para fora quando isso é possível.

Por isso, no final das contas, estou com a Mô -- a gente deve ir para onde tem vontade e está podendo mrgreen

(Só acrescentaria: desde que numa época favorável, hehe.)

E você, o que acha? Concorda com alguém aqui? Discorda? Muito antes pelo contrário?

Ajude a engrossar esse caldo, pufavô!

132 comentários

Denise Mustafa

Mariana, concordo contigo. Tô morando em Portugal e precisei passar 1 ano aqui pra amar mais o Brasil. É clichê, mas é verdade: a gente dá mais valor quando tá fora. Sou de Fortaleza e esse final de semana senti MUITA falta de acordar, ir pra praia, comer um carangueijo e tomar uma água de côco. E meus amigos com inveja de mim porque eu tô no frio. Agora tenho a certeza de que as duas coisas valem SUPER a pena. Aliás, viajar vale a pena! Não importa pra onde. Acho que essa é a grande conclusão da discussão! E vamo que vamo..

Mirella
MirellaPermalinkResponder

Nossa... a discussão tá boa, indo de papos filosoficos, biologicos, antropologicos e afins.
Mas no fundo, como alguém já disse por aqui, tudo é questão de oportunidade, tempo e dinheiro... essas três coisas são fundamentais para escolher o proximo destino.
Eu comecei a viajar tarde (só depois dos 22). Antes, quando morava com meus pais e não tinha meu proprio dinheiro, eu sempre ia para os mesmos lugares (na infancia Guaruja e Pousada do Rio Quente - e na adolescia, somente Guaruja). Tive alguns viagens diferentes como Disney, Rio de Janeiro e região e sul do Brasil (leia-se Santa Catarinha).
Enfim... o mundo se abriu para mim quando estava mais velha e na verdade depois que me mudei do Brasil.
Resumo da Opera... eu quase não conheço o Brasil e morro de vontade de ir ao nordeste, norte, pantanal e afins... porém não surgiu a oportunidade, principalmente por gastar minhas ferias no Brasil somente com a familia (e eu sempre vou no Natal & Reveillon). É sempre assim.... quando eles vem me visitar no Canada, eu tenho que leva-los para todos os cantos, mas quando eu vou... eu fico em Sao Carlos (nem me pergunte o porque, pois eu fico irritada, tá?!).
E agora, eu tenho uma lista de lugares que quero conhecer e quando surge a oportunidade + tempo + dinheiro, eu vejo o que dá para fazer e organizo a viagem.
Enfim... acho que não tem muita explicação. Aqui no Canada, especialmente para quem mora em Toronto, é super caro ir para Vancouver... e quando se compara preco de passagens, só dá Europa
Um dilema...
Abs,

Paulo Torres
Paulo TorresPermalinkResponder

Um ponto que achei bem legal é o da Lúcia Malla, no primeiro comentário: quase sempre, não conhecemos nem mesmo nossa própria cidade. Parece que precisamos estar em um outro ambiente para que aproveitemos aquilo que muitas vezes pode ser encontrado a poucos quarteirões de casa. Percebi isso lendo algumas reportagens sobre turismo aqui em Belo Horizonte, e vi que quem visita minha cidade sai daqui com uma impressão melhor do que a que eu mesmo tenho dela. devagazinho, estou corrigindo isso, aprendendo a "turistar em casa" - ainda assim, já fui duas vezes ao MALBA, mas só uma vez ao Inhotim...

Wanessa
WanessaPermalinkResponder

Nossa! Essa discussão rende muito...

Acho que o destino de viagem é uma decisão muito subjetiva. Vamos para o lugar que nos atrai num dado momento (e pelo qual podemos pagar). O ponto é que muita gente se sente atraída pela idéia de ir a lugares badalados, sofisticados, "desenvolvidos"... E, para essas pessoas, a viagem em si não é o objetivo, mas sim cumprir a "obrigação social" de ticar algum destino em uma lista. Concordo com quem disse que isso tem a ver com a nossa história de povo colonizado e etc.

Agora o público deste blog em geral viaja movido por outro fator que é a busca por coisas extraordinárias, diferentes do cotidiano, como também já disseram aqui. Para essas pessoas, ir à Europa e aos EUA antes de viajar dentro do Brasil mesmo que as duas opções custem o mesmo preço é meramente circuntancial, uma escolha determinada com base na vontade do momento.

Pessoalmente, prefiro viagens para grandes centros urbanos. Moro na praia, e mato não me atrai muito. Então, em geral, prefiro ir a São Paulo, BsAs, Paris, Londres do que à Amazônia ou a Fernando de Noronha, o que significa apenas que, nessa fase da minha vida, as duas últimas não são minhas prioridades. Mas as coisas mudam: a Ásia, há 2 anos, não me atraía nada; hoje, morro de vontade de ir; depois dos posts do Riq sobre o México, não vejo a hora de conhecer (basta passar a gripe suína!); o Peru, minha próxim viagem, pulou muitas casas na lista de prioridades depois que amigas me chamaram pra ir.

Só não me atrai nada a idéia de ir a um lugar por pura obrigação, mesmo que seja no Brasil!

Luciana Bordallo Misura

Não li todos os comentários então não sei se alguém já falou isso, mas comparar americanos e brasileiros não dá: viajar pelos EUA para americano é MUITO, MUITO mais barato do que viajar pelo Brasil para os brasileiros.

O Brasil é enorme, assim como os EUA, então passagens aéreas são um dos maiores fatores nessa história. É só comparar preços de passagens aéreas entre os dois países e você começa a ver o problema (dá para atravessar os EUA costa a costa com passagens $200 ida e volta em promoção, $400 em média - uma passagem Salvador-SP que e um voo muito mais curto custa R$800 no barato). Depois vem os hotéis, aluguel de carro, tudo no Brasil você paga muito mais e leva menos. O custo benefício é ridiculamente menor, isso sem contar o preço em valor absoluto mesmo.

Um americano pega o carro com a família e dirige muito até o destino pagando gasolina barata ($25 pra encher um tanque, quanto está um tanque de gasolina no Brasil?). Ou voa até lá pagando uma passagem muito menor que um brasileiro. Paga menos de hotel, menos de aluguel de carro, menos em comida. É impossível comparar.

Mas acho que percepção é um problema tão grande quanto o valor absoluto. Claro que se você quer ver a Amazônia ou o Pantanal de qualquer jeito você engole essa sensação de estar pagando muito mais do que deveria, mas se você não é absolutamente convencido que tem que ir em um lugar específico no Brasil, acaba ficando balançado com as ofertas no exterior. Porque no final das contas você está pagando a mesma coisa ou um pouco mais pra ir pra muito mais longe, então a percepção do custo é diferente. Gastar 2 mil reais dentro de casa e os mesmos 2 mil fora dá aquela impressão de que você fez o dinheiro valer mais (e na verdade fez, porque os preços no Brasil são exorbitantes mesmo).

Obviamente isso é uma consideração monetária sem contar o seu envolvimento emocional com o destino, mas se você é uma pessoa que vai ficar feliz indo pra um monte de lugares diferentes, isso acaba pesando no final.

E tem sempre a questão do momento certo, oportunidade. Por exemplo, quando eu morei em Seattle aproveitei para ir ao Japão, já que um vôo Seattle-Tóquio eram meras 9h30 minutos. O Japão na época nem era topo da minha lista de lugares pra conhecer, mas com a proximidade, aproveitamos a ocasião. Também fomos pro Hawaii, pertinho, Vancouver no Canadá, passeamos pelo estado de Washington. Agora que estamos morando no Texas vamos aproveitar para conhecer o Caribe e América Central, além do próprio Texas e estados vizinhos. Quando moramos em Michigan conhecemos vários lugares no meio-oeste, costa leste e Toronto. Antes de termos filhos viajamos para a África do Sul, porque era um vôo muito longo que não queríamos fazer com crianças. Agora com a nossa filha novinha vamos fazer vôos mais curtos. A viagem pra Índia vai sendo adiada...e por aí vai.

Quero conhecer Fernando de Noronha, Bonito, Pantanal, Amazônia, Jericoacoara, Fortaleza, mas também são vôos longos para a gente. Na época que eu morava no Brasil não consegui visitar esses lugares por falta de oportunidade - não conseguia tirar férias pra ir. Quando era adolescente fui de carro e ônibus para o ES, sul da Bahia, Santa Catarina, enfim, eram os programas da idade com os amigos.

Ninguém tem que se sentir obrigado a visitar lugar nenhum. Como já falaram, o legal é viajar. Eu topo praticamente qualquer lugar, sempre tem alguma coisa interessante pra conhecer. smile

Lena
LenaPermalinkResponder

Luciana, a Delta já está voando para Recife e Fortaleza direto de Atlanta smile Agora os vôos ficaram mais curtos para vocês!

Paulo Chaves
Paulo ChavesPermalinkResponder

- Concordo com o Rique, dificilmente ficariamos num hotel no Brasil como aqueles que nos hospedamos na Europa. Embora, cada um vai aonde quer, preferimos sempre viajar para ao exterior, porque eh "chique". Acho que eh o velho "complexo de vira-latas". Mas com essas discussoes no seu "blog" e outros, a gente devagarinho chegaremos la. Abs/P.

Márcio Cabral de Moura

Li alguns comentários cuidadosamente, outros dinamicamente, outros nem isso, mas deixa eu dar meus 2 centavos de contribuição para a discussão:

Primeiro, meu pai era como a mãe de Natalie: achava que eu só deveria sair do Brasil depois de conhecê-lo. Por isso fiz duas excursões de ônibus de Recife até Porto Alegre, ainda adolescente. E antes disso, era comum irmos (eu e papai) para a estação de ônibus pegar o primeiro ônibus que não estivesse saindo para muito longe, só para conhecer alguma cidade diferente (a gente também fez isso algumas vezes com ônibus urbano). Ainda que eu ainda esteja com o Pantanal e as cidades históricas de Minas fora do meu currículo, acho que conheço bem o Brasil. E de fato, só depois disso é que eu passei a viajar para o exterior.

Quanto à pergunta fundamental de Dani G., a princípio eu acho caro os dois. smile Tanto a Pousada do Toque, quanto a pousada no Taiti. Para viajar para uma cidade distante e desconhecida, o hotel ideal para mim é um Formule 1 ou Íbis - se bem que tive uma experiência muito legal na Alemanha com um B&B e agora estou caprichando na dose na Inglaterra. Procurei ficar o máximo possível em B&Bs.

Mas, de fato isso acontece. Eu demorei muito a ir para Noronha porque achava caro demais. Depois que fui a primeira vez, já fui a segunda e pretendo ir a terceira. Mas, mesmo assim, nada daquelas pousadas mega-caras. Eu quero um quarto limpo, uma cama confortável, água quente no chuveiro e de preferência três travesseiros para mim e lençóis de solteiro que não fedam a mofo. Não precisa de mais.

Outra coisa que atrapalha no Brasil, mas isso é válido para quase todas as grande cidades, é que tem muito pardieiro por aí. Então a gente não fica num hotel barato, por desconfiar de sua qualidade, então termina ficando num hotel melhor e mais caro do que a gente ficaria lá fora.

De qualquer forma, uma coisa que hoje me inibe um pouco a viajar pelo Brasil é a segurança. Já basta eu viver com medo em Recife. Quando eu viajo eu gosto de ficar sem medo. Na Europa ou no Canadá, eu posso pegar um ônibus ou metrô e ir para os cantos. Aqui eu tenho que, muitas vezes, pegar um táxi, o que também encarece a viagem.

Ah, Curitiba é basicamente um destino perfeito aqui no Brasil: tem Formule 1 bem localizado, hotel executivo barato do aeroporto até a porta do hotel, tem o ônibus de turismo com um preço bem acessível e é bastante segura, pelo menos comparada com a maioria das capitais brasileiras. Se toda capital brasileira fosse assim, com certeza eu viajaria mais pelo Brasil.

De qualquer forma, próximo feriadão estarei em São Benedito do Sul, pela segunda vez este ano. E pretendo conhecer Bonito, ainda este ano. Mas não a do Mato Grosso, a de Pernambuco, mesmo. smile

Sônia Regina Fernandes da Costa

Eu gosto de viajar ... viajar ... viajar... e viajar.
Por isso, escolho os meus roteiros na maioria das vezes instintivamente, ou seja, o que me der na telha. Seja Brasil ou Europa. O importante é viajar.
Tenho alguns países que no momento não me interessam, como os Estados Unidos, Canadá, Rússia, por motivos nem sempre claros para mim mesma. Acho que é implicância pura, mesmo. E tenho um que volto semppre que o tempo e o dinheiro permitem: Portugal. Sou apaixonadíssima por Lisboa, em especial.
Então o meu "critério" faz com que algumas vezes eu viaje no Brasil ou outras que ir para fora do país. E isto independentemente do fator financeiro.
Com isso conheço uma boa parte do Brasil e uma pequena parte da Europa.
Então não entro muito nessa de que tem que conhecer obrigatoriamente o Brasil para depois a Europa. É colonialismo? pode ser que sim. O que acho sinceramente é que cada um sabe o que é melhor para sua qualidade de vida. Se para uns significa hotel caro ou barato na Europa, na Ásia ou qualquer outro lugar fora daqui e para outros hotel caro ou barato no Brasil, que a viagem seja uma maravilha para todos.
Eu, por exemplo, adoro voltar. Volto, em média, duas a três vezes em cada lugar, seja no Brasil ou fora daqui. Meus filhos acham que é uma boa forma de jogar dinheiro fora (e óbvio que o meu dinheiro é fruto de trabalho e não de herança). Mas, o que se há de fazer. Gosto é gosto. E viagem é sempre viagem, mesmo que o lugar já pareça o quintal da nossa casa.

Nil
NilPermalinkResponder

O importante e' sempre viajar e conhecer novos lugares (no BR ou fora), mas acima de tudo aproveitar as oportunidades, anos atras viajar para Europa era caro demais, agora que o dolar baixou, vale a pena viajar para fora... quando o dolar voltar a subir o Brasil continua como uma otima opcao!

Sylvia
SylviaPermalinkResponder

Falou tudo Nil :cool: viajar para A ou B é oportunidade !

Paula*
Paula*PermalinkResponder

Gente, adorei esse post! Antes de mais nada, acho que é bastante enriquecedora discussões em um meio de respeito e de pessoas inteligentes - como sempre acontece aqui - Dito isso, eu penso que essa questão esbarra muito mais no gosto pessoal de cada um, no que cada um busca em suas viagens e, fundamentalmente, onde mora o seu prazer!!!
Não li todos os comentários atentamente, mas já percebi que está super rico!
Obs1: Não acho o Brasil tão caro assim, com exceção de poucos lugares! Todo ano programo uma viagem pelo Brasil porque ADORO!!!
Obs2: Vou fugir um pouco do tema...(pode?)pq ultimamente, muitas pessoas têm perguntado o "pq" de viajar...e acho que tem tudo a ver com o que já foi ito aqui!

Quantos de nós (viajantes/turistas por paixão) já não foram questionandos sobre os seus gastos com viagens?! Não ouviram algo parecido com: "Não seria melhor adquirir o bem "X" ou "Y", ou quem sabe fazer um investimento "tal"...Enfim, cada uma gasta o seu din-din com aquilo que lhe dá prazer! Com o que lhe faz feliz! Não é mesmo?! wink

Agora, quanto ao destino, Brasil ou qualquer outro lugar fora do Brasil, também acho que a coisa não é tão simplista, do tipo, é só pra dizer que foi pra fora do país, por status, deixando a Pátria Amada desprestigiada, ignorantes de nossa própria cultura.
Não sou tão viajada assim, mas registrando a minha opinião, acho que o Brasil é lindo demais! Não falta beleza natural, cultura de tudo que de todas as formas, na própria história de cada lugar, nas comidas, músicas, natureza. Enfim, um universo de possibilidades, assim como o resto do mundo!!!!

Não importa o destino, se surgiu a oportunidade, ou vc acha que deve ir, vá! wink

Eu, particularmente, procuro alternar as duas possibilidades, quando não dá, sempre fico com o Brasil (porquer gosto e é quando vou com toda a família). Mas, não vejo nada d+ em quem opta por viajar para fora do Brasil! Existem brasileiros melhores adaptados culturalmente em outros lugares do mundo, do que jamais foram nesse país (e a recíproca é verdadeira).
Talvez esse seja um motivo que nos faça viajar para outros países, antes mesmo de conhecer todo o Brasil (que é E-N-O-M-E). Talvez para descobrir o nosso lugar.

Na verdade, pouco me importa se a pessoa está viajando pelo Brasil, para fora do Brasil, se não quer viajar, se não gosta, se prefere comprar um bem "X", se quer fazer um festa em que vai gastar o preço de uma viagem...o importante é ser feliz! Investir o seu tempo e o seu dinheiro no que vai te realizar, te dar prazer, te acrescentar como pessoa.
Agora, se o seu investimento é nisso ou naquilo, tanto faz, eu gosto mesmo é de ver pessoas felizes! wink

Quando as pessoas estão felizes elas são mais leves, mais amorosas, menos agressivas, mais positivas, param de se "preocupar" com coisas menos altruístas...o mundo fica bem melhor!!! wink

Paula*
Paula*PermalinkResponder

Riq e tripulantes...desculpaê!!! Muita empolgação = muitos erros de português eekops:

Mô Gribel
Mô GribelPermalinkResponder

Ah, ir apenas para um lugar porque é chic é tão podre e sem noção quanto ir porque tenho a obrigação de conhecer.

Cláudia Holder

Também acho, Mô. Mas tem gente que é assim...

Marília
MaríliaPermalinkResponder

Acho que o que vemos mais são pessoas que não conhecem sua própria cidade e almejam conhecer um país distante primeiramente....seria a mídia trabalhando ???
Acredito que para conhecermos os outros (paises) verdadeiramente precisamos conhecer primeiramente o nosso país, a cidade o bairro que vivemos....
Assim ao compararmos, veremos que aonde estamos ainda é muito melhor que muitos lugares....e assim valorizar o que é nosso...
Acredito no turismo brasileiro.....infelizmente aqui existe uma super valorização de tudo que é de fora e não seria diferente com o turismo...

Andre Lot
Andre LotPermalinkResponder

Hum, acho que esse é um fenômeno meio universal. Quando eu morei nos EUA por alguns meses, em uma cidade universitária de pequeno porte perdida no meio das Rocky Mountains, conheci muita gente lá que já tinha vindo para Europa e Austrália mas jamais tinha colocado o pé em New York (ok, americanos não nova-iorquinos não tem uma boa relação com a cidade e realmente New York não é muito representativa do american way of life que tanto admiro mas...). Aqui na Itália, diria que a maioria dos meus colegas italianoa acha engraçado/estranho/exótico o fato de eu estar aqui há pouco tempo e já ter vistiado todas as regiões da Itália à exceção da Sardegna. Muitos jamais foram a qualquer lugar ao sul de Napoli exceto para um resort ou outro na praia (esquema "CVC"), e desses vários já viajaram por várias outras capitais europeias.

Dani S.
Dani S.PermalinkResponder

Concordo com a Sylvia - a oportunidade sempre tem que ser aproveitada. E a decisão de para onde viajar tem a ver com o seu momento de vida. É por isso que gente mais jovem vai pra lugar que tem balada, gente mais parada (eu!) gosta de museu, e por aí vai. Pessoalmente, estou aproveitando enquanto estou sem filhos (sem nenhum passarinho pra tratar) para ir pra mais longe. Depois, com a família toda, fica mais fácil viajar de carro dentro do Brasil.
Mas tem também um componente de estranheza que atrai, nas viagens para o exterior. É a busca do "estrangeiro", mesmo. A língua tem um enorme componente, pelo menos pra mim - estar ouvindo outro idioma me dá uma sensação de que estou muito longe de casa.

Wander
WanderPermalinkResponder

Por que viajamos? O valor de uma viagem : este excelente post do Arnaldo : Fatos e Fotos de Viagem, tem o tema relacionado a esta discussão.

Lu
LuPermalinkResponder

Acho que aproveitar a oportunidade como já disseram alguns é o fundamental! E como a economia oscila às vezes a favor e outras contra, sempre vai ter um momento que o Brasil vai estar caro e outras que vai valer a pena. Acho que neste blog ñ há pessoas que viajam por ser chique, todos viajamos e estamos aqui discutindo pq adoramos viajar! E todos sabemos que o nosso país é lindíssimo!!! C/paisagens e culturas tão diferentes!! E um povo super simpático! Mas, há tb um mundo inteiro lá fora prá gente conhecer! Se pararmos prá pensar qtas viagens teremos que fazer p/conhecer quase todas as regiões do mundo, veremos que já estamos mto atrasados, ñ vai dar tempo. De modo que o negócio é aproveitar o que pinta, tanto aqui como lá, lembrando que o melhor da viagem e "viajar na viagem"!

Sylvia
SylviaPermalinkResponder

Numa pausa entre um IR-leãão e outro IR -sem leão , quero dizer pra todo mundo , que me encanta e seduz a forma pela qual enriquecemos a vida uns dos outros , colocando os nossos pontos de vista , discordando , concordando , mas sempre acrescentando .

Dani S.
Dani S.PermalinkResponder

Ihh, Sylvia, cá estou também fazendo o meu imposto =( Ainda acho que tinha que ter um jeito de descontar despesas de viagem no IR. É gasto com instrução e com saúde, oras! mrgreen

Cláudia Holder

Gostei! Bem que eu estou precisando de alguma coisa pra descontar. smile

EduLuz
EduLuzPermalinkResponder

Viajo bastante pra ler comentários como estes e achar todos interessantes!
E estou com a Emília : tento viajar pra todos os lugares ( inclusive as pequenas viagens, os restaurantes).
Dou preferência pro exterior por ser fascinado por línguas/costumes diferentes e acreditar que um dia ( lembra aquela do país do futuro !!) o Brasil se tornará um verdadeiro destino turístico pra todo mundo, inclusive nós !
Belíssimo idéia e concepção de post, viu Riq !!

Sylvia
SylviaPermalinkResponder

hehe Dani , tem um "véio" aqui em casa que diz que se não gasta em viagem vai gastar na farmácia lol eekops:

Sylvia
SylviaPermalinkResponder

Tava com saudades Edu ! Ei ! uma ótima viagem pra vcs :cool:

EduLuz
EduLuzPermalinkResponder

É amanhã, Sylvia ! Com gripe ou sem gripe, estamos lá !!
Abs e boa ConVNVenção pra vocês ( com salto e tuodo o mais!)

Emília
EmíliaPermalinkResponder

Boa viagem, Edu e Débora! grin

Edu Luz
Edu LuzPermalinkResponder

Obrigado! E sem atchin !! rs

Marcie
MarciePermalinkResponder

Boa viagem, meus scrapfriends! And remember: Miami é tão pertinho daqui.....um pulinho só!

Lu
LuPermalinkResponder

Onde vai ser a conVNVenção??

Lena
LenaPermalinkResponder

Noossa!! O post bombou!!!

Bom, primeiro à pergunta inicial: Dani, todo mundo acha caro certas coisas no Brasil. Não somos só nós. Tenho grande dificuldade em explicar para um americano, o porquê de uma pousada no meio da montanha, sem ar condicionado, nem academia, com um colchão king size, que na verdade são dois colchóes de solteiro emendados, com um calombo no meio, custar o mesmo que um Hyatt!!
Posso dizer que paguei por uma pousada prá lá de mequetrefe em Fernando de Noronha, mais do que pagaria por um hotel 2 estrelas em Paris.
Fazendo uma rápida matemática de cabeça, calculamos que devido à incidência de impostos, um produto importado deve ser mais caro que um nacional. Da mesma forma, sei que um restaurante aqui não poderia custar mais caro que um restaurante nos EUA, pois conheço o preço da matéria-prima, da mão de obra e do aluguel. Mas muitas vezes custa mais caro, sim.

Agora, quanto à decisão de viajar aqui ou fora. Não conheço ninguém que tenha viajado por ser chique. Entre os meus conhecidos existem aqueles que gostam de viajar e aqueles que não gostam. Ponto. A escolha do destino obedece fatores muitas vezes aleatórios.

No meu caso, viajei para fora primeiro, simplesmente porque na minha época de estudante não me ocorria pedir aos meus pais uma viagem de férias para lugar algum. E viagens em família não aconteciam, já que eles não saíam de casa. Meus feriados e férias eram sempre na casa de amigos e parentes no Guarujá, litoral Norte e Campos do Jordão. Porém, descobri cêdo que viagens para estudo eram altamente bem vindas mrgreen Pronto!! Fui de intercâmbio para os EUA e fiz estágio na França quando me formei, emendando com um mochilão de 6 meses, pois já que estava lá, tinha que aproveitar. Aprendi a viajar pela Europa, pegar trem, dormir em albergue. Adorei! Naquela época, nunca tinha ouvio falar em albergue no Brasil, porque não existiam.

Por outro lado, não tinha a menor idéia de como viajar no Brasil. As pessoas que conhecia que tinham ido ao Nordeste, tinham estado apenas nas capitais, o que não me atraía muito.

Assim foi natural que depois de começar a trabalhar, passasse a economizar para visitar outros lugares que não havia conhecido na Europa. Naquela época, amava passar horas dentro de museus. Muitas vezes fui informada pelo segurança que estava na hora de fechar.

Muita gente me dizia que achava um absurdo eu conhecer EUA e Europa e não conhecer muito do Brasil, mas eu nem ligava.

Hoje, ainda bem, aprendi a viajar por aqui, pois ultimamente, já que não passo mais meus feriados entre o Guaruja e o litoral Norte, amo me jogar numa praia nas minhas férias wink

Enfim, assim como minha vida não seguiu muitas normas, simplesmente porque as coisas vão acontecendo, acho que o mesmo se passa com a maioria das pessoas. As oportunidades surgem. Alguns pegam, outros não.

As oportunidades incluem entre tantos itens citados nos comentários, como momento, dinheiro, taxa de câmbio, custo de passagem, tempo, etc., também companhia.´`As vezes pode ser mais fácil conseguir uma companhia para ir Miami do que a Manaus.

Eu sou uma grande turista da minha própria cidade, mas morro de vontade de fazer alguns programas para os quais ainda não arranjei companhia. Por exemplo: adoraria passear de barco na Guarapiranga lol

Marília Marconi

Eu fico com o "muito antes pelo contrário"! Concordo que o importante, mesmo, é viajar para onde a gente tem vontade, seja aqui ou lá fora. Mas é inegável que nossas vontades são reflexo das milhares de influência que recebemos - familiares, culturais, cinematográficas, gastronômicas, televisivas, midiáticas e mais um monte de outras.
Se durante muito tempo o legal, cool, chique, sei lá o que, era o que vinha do exterior, nada mais justificável que as pessoas só se interessassem em conhecer o "primeiro mundo", algo que, penso eu, ficou meio arraigado no "inconsciente coletivo".
Por outro lado, dizer que algo é caro depende de se estabelecer uma comparação com outra coisa, ou, pelo menos, com o que a gente considera um preço justo. Então a gente passa a achar que não é justo gastar tanto para não cruzar fronteira nenhuma, não receber nenhum carimbinho no passaporte, não gastar as horas do cursinho de inglês... smile
No frigir dos ovos, eu, particularmente, prefiro conhecer o Brasil, talvez pela facilidade da logística: nada de alfândega, imigração, "compra" de dinheiro, conversão... wink E tem tanto lugar legal por aqui pra conhecer, né?!
Por isso, agradeço sempre aos viajantes-desbravadores do Brasil e canto a plenos pulmões "Podemos sorrir, nada mais nos impede/ não dá pra fugir dessa coisa de pele/sentida por nós, desatando nós/sabemos agora, nem tudo que é bom vem de fora..." lol

Dani S.
Dani S.PermalinkResponder

Fiquei pensando, e tenho que dizer: viajar pro exterior tem, sim, um quê de mais gostoso. Pelo estranhamento, pela segurança, pela língua. Porque no Brasil, por mais pequeno que seja o lugarejo, todo mundo assiste novela da Globo. Então, há uma identidade cultural comum - que é super legal, com inúmeras peculiaridades, mas não dá aquele friozinho na espinha de viajar rumo ao desconhecido. Eu lembro muito bem da viagem mais esquisita que eu fiz: com um dia e meio de Japão, todo mundo já estava achando que estava a mais de mês de férias, tão grande o choque cultural, a diferença. Você ter que se concentrar pra se virar lá fora tem um efeito colateral interessantíssimo: faz a gente desconectar totalmente de todas as nossas preocupações comezinhas, do dia a dia. Aqui no Brasil, a gente ainda assiste o Jornal Nacional. Lá no outro lado do mundo, o Brasil é nota de rodapé, algo de que você realmente tirou férias, e depois, ao voltar, descobre que continuou perfeitamente bem sem a sua interferência. Aí, tem aquela coisa gostosa da volta das férias: tomar pé sobre o que aconteceu enquanto você não estava na sua cidadezinha, fazendo as suas coisas.
É lógico que você pode fazer a mesma coisa indo pra uma praia totalmente deserta ou pro meio do mato, mas não cheguei ainda a este nível de desprendimento =)

Cristina
CristinaPermalinkResponder

Acabei de enviar meu IR, ufa!!! Não li todos os comments, mas vou ler pq adoro uma lenha na fogueira rsrs. Vcs sabem que a Mari Campos já botou na posteridade meu "War turístico pessoal" - e ele é bem racional - 20 dias para exterior, 10 dias para Brasil - mais longe gasto mais dinheiro. Em 2008 não consegui, mas em 2007, consegui até 17 dias no Nordeste. Ainda não comecei a visitar praia no exterior - já aqui, faltam poucas, já repeti várias.

Patsal
PatsalPermalinkResponder

Cheguei tarde na discussão, mas ainda a tempo de dar meu pitaco. Viajo desde os 15 anos, e já conheço quase todo o Brasil e boa parte da Europa, além de Nova York e Orlando. Já fiz viagens estilo mochilão pelo Nordeste e em minha primeira ida à Europa, já fiz viagem chique de carro e avião e também já gastei muito bumbum em ônibus Porto Alegre-Salvador. Ou seja, acho que tenho experiência para opinar sobre o assunto. Para mim, o importante é que a viagem combine com o momento de vida em que vc se encontra e o com a verba disponível. Eu hoje, com 47 anos, não tenho mais paciência para passar 22 horas em um ônibus Brasil afora. Nem para me hospedar em uma casa de pescador que aluga redes na Canoa Quebrada, como fiz na primeira vez em que estive lá. Mas continuo com pique e adrenalina para passar 5 dias em uma fazenda no Pantanal, como farei agora em julho com meu filho de 10 anos. De tudo o que viajei e conheci, o que mais me marcou foram os bons momentos que vivi e eles aconteceram tanto nas viagens pelo Brasil quanto nas ao exterior, nas caras e nas econômicas, por isso acho que o importante é viajar para onde você pode e da melhor maneira que puder, para o Brasil ou para o exterior, para o interior do seu Estado, para a praia, campo ou cidade. O que importa é viajar sempre,procurando a viagem que se adeque ao seu momento e às suas posses. Porque é muito melhor um belo sanduíche de mortadela na esquina do que ficar com vontade de ir à restaurante chique e não poder passar da porta.

Cláudia Holder

Gostei do tema do debate! Concordo em parte com Dani G.: “brasileiro acha caro viajar para o Brasil, mas gasta muito mais viajando para o exterior”. Mas às vezes não é só que “brasileiro acha”, é que de fato é. Há alguns meses eu estava acompanhando os preços de passagens para Curitiba. Recife – Curitiba – Recife estava por 1.800 reais. Isso foi antes da alta do dólar, e era pouco menos do que uma passagem para a Europa, que estava na faixa de 2.500 reais. Convenhamos: não é simplesmente uma questão de preferência pelo exterior, é uma questão de quilometragem. Curitiba fica a uns 2.500 km do Recife, enquanto que Londres fica a uns 7.500 km. Recife – Fernando de Noronha – Recife chega a 1.000 reais, e a viagem é curtinha. Vale a pena, é claro, mas é caro de fato. Ainda assim, ressalte-se que eu já fui duas vezes a Curitiba (mas não por 1.800 reais!) e duas a Noronha. E também já fui a vários outros lugares no Brasil.

Cláudia Holder

Eu não viajo para ser chique. Não sou chegada a Paris (se depender de mim, nem volto lá) e nunca fui aos Estados Unidos (nunca tive vontade de ver o Mickey, e olha que uma amiga minha mora em Orlando há dez anos). Mas também não viajo com fins sociológicos ou antropológicos. Eu viajo para me divertir, e isso, na minha concepção, requer algumas coisas que a gente não encontra facilmente no Brasil, como segurança. Eu, que moro no Recife, sinto falta de poder sair de casa e caminhar pela cidade, e isso eu posso fazer na Europa, inclusive de noite, mas não posso fazer nas grandes cidades (e em muitas das pequenas) brasileiras. Outro ponto: daqui de Recife eu poderia ir de carro, facilmente, a Maceió, João Pessoa, Natal. Mas eu não vou, porque não há segurança na estrada. Não falo necessariamente de assaltos, mas de buracos, má sinalização, motoristas incompetentes e irresponsáveis. Eu nunca dirigi na estrada aqui no Brasil, mas dirigi na Europa sem nenhum problema.

Cláudia Holder

E uma questão igualmente importante é o gosto de cada um. Eu gosto da Europa. Na verdade eu queria era poder morar na Inglaterra ou na Alemanha. Como não posso, vou só como turista.
Tenho afinidade com a cultura de lá e estou cansada da falta de respeito e do jeitinho brasileiro com que tenho que conviver diariamente. Não quero continuar lidando com isso nas minhas férias.

Rosa
RosaPermalinkResponder

Eu e meu marido viajamos Brasil e exterior, avião e carro, tudo sempre dá certo, tem diferenças estrada, roubos, seja lá o que for, se passamos por algum aperreio, tiramos de letra, andamos de dia e de noite, acho que somos tão tranquilos e saimos de casa tão de bem com a vida, que tudo, da saída de casa ao retorno à casa, é sucesso, é só alegria, é só felicidade. Não gasto mais nem aqui, nem lá fora, gasto aquilo que posso. Pago o preço justo e procuro sempre ter o conforto igual ou maior do que tenho na minha casa, não falamos outro idioma, já tenho 47 e ele 64, e nos viramos muitíssimo bem, esse é o nosso espírito. A paixão por viagens vence qualquer barreira.

Marilia Pierre

Utopia pensar que vai conhecer o Brasil inteiro.

Considerar conhecer outros países só depois de conhecer o Brasil?
Desculpe, somos gigantes pela própria natureza, eu não dou conta.

Viajo para descobrir que a vida é maior que um umbigo, não dá para restringir meus destinos.

A oportunidade me leva, o dinheiro me limita.

Marília
MaríliaPermalinkResponder

Cláudia Holder, desculpe o "pitaco" no seu comentário,
mas já fiz todo este trajeto que citou de carro, dirigindo, seguindo mapas e NADA sofri de ruim, detalhe sou de São Paulo.
Subi de Recife passando por João Pessoa até Natal, parei em Pipa,depois fui de Recife até Alagoas (Rota Ecológica.

Em outra viagem fiz Macéio até Mangue Seco na Bahia, passei por Sergipe, entrei em Aracajú, Penedo, e fui até o agreste em Canindé de São Francisco...

Sempre viajei em família, e sempre montei os roteiros (sou turismóloga) e por isso mesmo não me perdoaria em colocar os outros em uma roubada qualquer.

Te garanto, da para ser feito e de maneira segura e com várias bônus como por ex: hospitalidade que só encontramos aqui no Brasil.

Vc mora numa região fantástica, aproveite ! Amplie seu horizonte e se precisar estou a disposição para dar dicas, informações etc...

Márcio Cabral de Moura

Marília, eu e Cláudia já fizemos esses trajetos algumas vezes, mas venhamos e convenhamos, a estradas daqui são ruins que doem e o perigo sempre ronda cada quilômetro. O pai de uma amiga minha só não morreu na estrada porque um candidato a governador do estado estava na região de helicóptero, quando ele foi atingido por um pedaço de pneu de caminhão.

E meu irmão morreu vindo de João Pessoa para Recife, num acidente de carro.

Ok, eu tenho um colega de trabalho que morreu num acidente de trânsito na Califórnia, mas nossas estradas são péssimas, isso não há dúvidas.

Cláudia Holder

Oi, Marília. Pitacos são bem-vindos. smile Veja, felizmente você nada sofreu de ruim; nem eu, nas vezes em que me aventurei pelas estradas dessa região. Mas pegar aquelas estradas horríveis, cheias de motoristas assassinos, e ver barbeiragem atrás de barbeiragem pra mim não é nada animador. E não é nada seguro! O fato de estarmos inteirinhas não significa que seja seguro, significa apenas que escapamos. Eu não gosto de viajar de carro por aqui. Me sinto tão mal na estrada que acho longo o trajeto de Recife a Porto de Galinhas: não sinto o tempo passar, fico com as mãos suadas. Não tenho dúvidas de que posso perder passeios interessantes por causa disso, mas quero viajar pra me divertir, não pra sofrer. smile Admiro as pessoas corajosas, mas prefiro o avião que me leva pra bem longe daqui...

CarlaZ
CarlaZPermalinkResponder

Nossa quantas pontos...
Comecei a viajar tarde pois passei a vida inteira indo pra Búzios e Itaipava e moro no Rio. Sempre teve muita coisa pra fazer e meus pais não eram muito de organizar coisas. Tinham muita vontade, mas não paravam pra fazer.
Quando comecei a viajar...horas de ônibus, vi que era isso que queria...um belo dia vi que a diferença de ir para Florianópolis de ônibus ou de vaião era em $ muito pouca comparando com o tempo. Falei pros meus pais que ia de ônibus e fui de avião que eles achavam que era "coisa de rico".
Comecei a planejar minhas viagens pela internet e acabei descobrindo que tem um mundão pela frente e hoje fica difícil escolher entre ir pra fora ou ficar aqui. Quero os dois! E não vejo problema nenhum nisso. Estou tentando fazer de tudo...um pouco de Brasil, de America do Sul, EUA, Europa...
Tambem descobri que quase nao conhecia o Rio e esse ano já até conheci uns pontos turísticos, como Corcovado e Forte Copacabana mas ainda falta o pão de acucar e tantos outros.
O outro problema, de viajar no Reveillon e Carnaval, é que não é escolha, é a única época de férias. Acabo pagando bem mais mesmo, mas não dá tempo de sair do Brasil e ficar no Rio...não aguento mais...

Márcio Cabral de Moura

Ah, no meu imenso post me esqueci de dizer algo que aconteceu recentemente com meu pai. Ele queria ir para Aracaju. Chegando na agência de turismo, descobri que uma passagem Recife-Santiago-Recife estava custando o mesmo que Recife-Aracaju-Recife.

Naturalmente, ele foi para o Chile.

Marília
MaríliaPermalinkResponder

Márcio, com certeza nossas estradas não são as melhores, mas daí deixar de ir do lado de casa por causa disso, acho que é se prover de conhecer lugares belissimos e de grande valor turístico.
Estive em um trecho pior de estrada BR101 trecho Salvador-Ilhéus, mas nem por isso deixei de ir, usei a atenção redobrada e quer saber valeu muiiiiiiiitoooooo a pena, faria tudo de novo (ainda mais agora que recapearam).
Achar que só fora do país teremos segurança é fantasia, fui enganada em Buenos Aires, minha prima foi assaltada em Paris sem citar outros casos que conheço.
Não podemos nos alienar e sim nos dar oportunidade para conhecer o novo, seja aqui ou no exterior. Insegurança teremos em qualquer lugar.

Cláudia Holder

Marília, não é que a gente deixa de ir, a gente já foi algumas vezes. Mas iria muito mais se considerasse mais seguro. Como longe de casa, há milhares de quilômetros, há outros lugares também belíssimos e de grande valor turístico, prefiro ir até eles. smile

Eu não acho que só fora do país teremos segurança, mas tenho certeza de que na Europa temos, sim, mais segurança do que no Brasil. Talvez tenhamos insegurança em qualquer lugar, mas decerto não na mesma medida. Há lugares mais seguros e outros mais inseguros, e essa diferença se percebe aqui mesmo no Brasil (vide Recife x Curitiba).

Eu nunca fui assaltada ou sequer furtada no exterior. Sua prima foi assaltada ou furtada em Paris? Porque isso faz muita diferença: na Europa existem muitos batedores de carteira (talvez até mais do que aqui), mas a chance de alguém apontar uma arma pra você é muito menor lá do que aqui. Eu já fui assaltada (com revólver) duas vezes aqui em Recife, e até me considero uma pessoa de sorte (eu poderia ter sido assaltada mais vezes ou nem estar aqui pra contar a história).

Realmente medo é algo que eu procuro banir das minhas férias, mesmo que, para isso, eu tenha que banir também algumas viagens interessantes.

Cláudia Holder

Ops! "a milhares de quilômetros"

Lili-CE
Lili-CEPermalinkResponder

Ufa, li tudo! Duas coisas me compelem ao exterior: oportunidade ($$$) e segurança. Conheço pouco do Brasil, basicamente Poa e Serra Gaúcha, SP e Rio e a maior parte do Nordeste. BSB não conta, por ser a trabalho e não ter muita chance de ver a cidade. Sou apaixonada pela America do Sul, apesar de conhecer pouco, e pela Europa. Fico mais relaxada em locais mais seguros e isso conta pra mim. Curiosamente, me sinto mais segura no RJ e em SP do que em Recife ou Fortaleza, talvez pela quantidade de pessoas andando a pé nas ruas, não sei, Freud explica! Acho que ninguém aqui viaja por ser chique, parafraseando o comandante, gente chique constroi casa na praia e divide seu mau humor com empreiteiro, arquiteto, marceneiro... smile
Totalmente offtopic: Edu Luz, não percam a Michael's, paraíso dos scrapers! Só faltei enlouquecer!

Cláudia Holder

Lili-CE, eu também me sinto mais segura no Rio e em São Paulo do que em Recife, onde moro. E também acho que tem a ver com a quantidade de pessoas andando na rua. Aliás, uma coisa leva à outra: ruas com movimento inibem assaltos; ruas sem assaltos atraem movimento. É também que o Rio tem o Leblon, Ipanema, Urca, que são áreas mais seguras. São Paulo tem os Jardins. Recife não tem nada. Todos os bairros, inclusive os mais chiques, têm violência.

Fabio
FabioPermalinkResponder

Lili, embora tenha gostado do Recife, tive uma experiencia sobre a violencia. Em Boa Viagem vimos um casal que tinha acabado de "perder" um carro, e um cara correu atrás de nós numa pontinha que passa sobre um corrego, bem proximo ao Bom Preço, numa avenida movimentadissima... tivemos que sair correndo que nem loucos.
Graças ao bom Deus nada aconteceu conosco.

Marília
MaríliaPermalinkResponder

Cláudia, respondendo a sua pergunta:
Minha prima foi perseguida quando chegava a Paris no transporte público e assaltada.
Acho que temos muito a conhecer aqui e no exterior, todo lugar tem sua particularidade boa ou ruim, aqui temos estradas ruins, assaltos etc..mas tb não temos terremoto, terrorismo etc...
Acho que todo lugar é válido e deve ser conhecido, respeitando as vontades e as "boas" do momento.
Eu mesmo deixei este ano em Janeiro de ir para o Nordeste para ir para a Argentina/Uruguai pq as passagens estavam bem mais em conta.
Não sou nada contra ao exterior mas acho que não devemos nos alienar com a falsa idéia que "tudo lá fora é melhor". Enquanto pensamos assim os "grigos" se fazem em nossa terra, vide Jeri, Canoa Quebrada, Pipa etc....
Vamos valorizar um pouquinho mais nosso país, TODOS tem a ganhar com isso.

Marília Marconi

Um tanto quanto off-post, mas só para comentar o mencionado pela Claudia Holder e pela Lili-CE: meninas, será que vocês não se sentem mais seguras nas cidades em que não moram pq não sabem exatamente que lugares são considerados seguros/inseguros?
Sabe aquela coisa de vc visitar uma cidade, passear tranquilamente por um lugar (parque/rua/praça/praia/etc) e qdo comentar com um nativo ouvir "Mas você foi lá e não aconteceu nada? Que sorte!!! É super-perigoso!!!!!". Aí vc fica se achando um louco por ter ido, se voltar à cidade vai passar bem longe daquele canto, que muita vezes vc gostou tanto e tinha tanta vontade de rever. Isso já aconteceu algumas vezes comigo, mesmo aqui no Rio (onde moro), e eu fiquei pensando que é claro que a violência existe, mas o medo tá mais na gente do que no lugar. Se vc nem imagina que seja perigoso, anda despreocupado e consegue curtir; se vc já vai com um (ou vários) pé atrás, qq um que passar pelo seu lado vc já vai achar mal-encarado, qq barulhozinho vai parecer uma ameaça, e o que o lugar tinha de legal fica soterrado pelas milhares de preocupações que passam pela sua cabeça enquanto vc está lá.
Além disso, é claro que quando a gente visita uma cidade, por menos "turista" que a gente queira ser, sempre vamos ficar restrito aos bairros/locais "turísticos", ou que tenham algum apelo nesse sentido. Não conheço ninguém que venha ao Rio e vá, por exemplo, ao Grajaú (bairro onde moro), ou a Bento Ribeiro, embora talvez tenha estado no Maracanã e em Madureira (nesse último caso, só se gostar de samba!wink), que são bairros coladinhos naqueles dois, respectivamente. Então, por mais que a gente "desbrave" a cidade, nunca chega a ir aos bairros mais distantes do circuito turístico que, normalmente, são mais violentos, pq a tendência do Poder Público é policiar, vigiar mais os bairros turísticos, que, afinal, são as meninas-dos-olhos da cidade (se isso é certo ou errado, já é outra discussão).
Já na cidade onde moramos, volta e meia temos que ir a esses locais "não-turisticos", seja para ir pra casa, trabalhar, visitar um amigo... Eu acho que é por isso que a nossa cidade sempre parece mais perigosa e menos civilizada.
Tb é por isso, combinado com meu espírito contestador-mala, que qdo alguém me pergunta: Vc conhece Buenos Aires/Curitiba/Fortaleza/etc? Moraria lá?" Invariavelmente eu respondo: "Conheço e adoro! É uma cidade linda!!! Mas não sei se moraria lá, pq só conheci a Ipanema, o Leblon, no máximo o Centro daquela cidade. Ninguém me mostrou o Andaraí de Buenos Aires, Maria da Graça de Curitiba, o Cachambi de Fortaleza..." smile
Qto a ter pessoas nas ruas, isso, realmente, diminui em muito a sensação de insegurança. Afinal, os lugares são inseguros pq são desertos ou são desertos pq são inseguros? (eterna dúvida-Tostines).
E, se isso melhora a barra de Recife e Fortaleza, aqui no Rio tb tem violência em Ipanema, Urca, Leblon, Copacabana... só que mostrar isso não dá Ibope, né?! Então tome Complexo do Alemão, Maré e quetais na Rede Globo!!! wink
Só não usem essa "informação privilegiada" (rsrs) que eu dei para deixar de vir para cá!! Apesar da quase guerra civi instalada, a gente continua caminhando feliz pelas ruas, curtindo os churrasquinhos nas esquinas, sambando na Lapa... E não tem lugar melhor no mundo pra se viver do que o Rio de Janeiro!!! (ai de quem me diga o contrário!!! razz)

Andre Lot
Andre LotPermalinkResponder

hehe serei polêmico, mas para viver prefiro Brasília (ódio aos políticos à parte). Nenhuma cidade é tão organizada (entre as de grande porte ) para a classe média e classe alta como Brasília.

Marília Marconi

Ai, pessoal, desculpa aí pela verborragia, viu?! eekops:

marco cavalheiro

Acho que não devemos usar casos específicos para criar a regra. Não ser assaltado em Porto Alegre não significa que Porto Alegre é segura, e ser assaltado em Paris não significa que Paris é perigosa. Mas, por favor, não podemos negar que o Brasil é infinitamente mais perigoso e violento do que a Europa. Isto é ciência, e não opinião. E outra coisa, valorizar o nosso país é muito mais do que decidir um destino nas férias. Alguém aqui tem o hábito de exigir certificação nos móveis de madeira que compramos? Visitar a Amazônia é uma coisa, tentar preservá-la é outra. Então a pergunta que não quer calar: quem valoriza mais o nosso país, aquele que vai para Paris e compra móveis com certificação ambiental ou quem vai para a Amazônia por achar que assim valoriza o país, mas não se importa em silenciar diante de sua destruição?

Andre Lot
Andre LotPermalinkResponder

Bom, eu já visitei a Amazônia, tenho vários amigos que moram lá, e posso dizer que o eco-xiismo pseudo-engajado é um dos maiores entraves à melhoria das condições de vida da população. E não só na Amazônia: dependência excessiva do turismo, dependendo do tipo de turismo, aumenta a pobreza do lugar. Explico.

Dependendo de como o desenvolvimento turístico acontece, ele dá origem a organizações (públicas, mistas, privadas) que acabam orientando todo o lugar para receber os visitantes, às custas de salários baixos e reduzidas oportunidades de industrialização e modernização. O melhor exemplo disso é a Praia do Forte: o IBAMA e o resortão lá instalado exercem uma "ditabranda" sobre a prefeitura local. A Praia do Forte é linda, maravilhosa, mas os salários recebidos na região são baixíssimos e como o lugar se orgulha de manter uma atmosfera voltada para um turismo não massificado, limita as possibilidades de que surja um número maior de hotéis, pousadas, parques aquáticos/temáticos etc.

Para nós que visitamos o lugar, é ótimo. O resultado em termos de experiência de viagem é perfeito. No entanto, o resultado para a população local no seu conjunto é nefasto. Nada contra o fenômeno, só não achemos que estamos colaborando e sendo conscientes e sustentáveis viajando a esses lugares enquanto detratamos quem pega uma excursão para Orlando está sendo culturalmente insensível e tal.

Alguns hotéis de selva na Amazônia fazem igual ou pior: fazem lobby contra qualquer melhoria significativa nas cidades e vilas próximas às quais estão instalados, seja a abertura de uma rodovia, ou a construção de casas de alvenaria em substituição a palafitas. Essa prática de forças pessoas a manterem contra sua vontade um estilo de vida original, "autêntico", do tipo que os visitantes esperam é extremamente danosa no meu ponto de vista, pior do que qualquer aterramento de mangue que um resort decida fazer em uma capital do nordeste qualquer.

Marília
MaríliaPermalinkResponder

Marco, turismo gera emprego, que diminui violência, que ajuda na preservação (qdo sustentável) etc..etc..etc...
Estamos falando de uma "cadeia produtiva". SIM !!! muitas pessoas vivem disso !
Então quando você escolhe um "destino turístico", vc interfere na cadeia produtiva, sendo assim quando escolhemos o Brasil, estamos valorizando sim o país, tanto quanto móveis com certificação ambiental...
Na minha opinião ambos estão valorizando o país, aquele que viaja até a Amazônia, aposta no destino, leva renda para a população local e aquele que prefere viajar pra fora mais esta atento em comprar móveis com certificação.

Cristina
CristinaPermalinkResponder

Hoje consegui ler tudo. Discussão de altíssimo nível. Adorei os depoimentos, as discussões, os pontos e contrapontos.

Curiosamente, preenchi meu pedido de visto para os EUA recentemente e lá eu tinha que declarar os anos em que estive nos EUA - 2002, 2004, 2005, 2008, país que nunca fiz questão de conhecer (sempre adorei cultura e história européias). Mas já que mestrado, trabalho e milhagem me levaram, aproveitei!

Algumas pessoas falaram sobre o fato de estarem indo para mais longe por que os filhos hão de chegar um dia, o que é meu caso, e concordo. Porém hoje pensei, puxa, se eu tô programando Malásia para 2012, como eu vou para lá se tiver filho? Ao que imediatamente pensei: ufa, o Jorge Gira escreve sobre viagem com crianças, outros já viajam, até lá alguém me diz se dá para ir a Malásia com criança.

Ou seja, para o Brasil ou para o exterior, sozinho ou acompanhado, com ou sem filhos, o comandante e a tripulação estão aqui...inclusive debatendo em tão alto nível temas como esse - Brasil ame, fique, deixe, volte ou não, faça como desejar!!! wink

Lili-CE
Lili-CEPermalinkResponder

Marília, vc tem razão. No caso de Fortaleza, por ex, eu não levo minha filha pra Beira Mar, local que todo turista freqüenta. E na primeira vez que ela foi à Praia do Futuro, com 6 meses, onde ficou até umas 10h da manhã, a mesma barraca sofreu um arrastão às 15h da tarde. Não deixei de ir a praia, mas vou pra barracas menos turísticas. Resumindo seu pensamento, a ignorância é realmente a mãe da felicidade.

Silvia
SilviaPermalinkResponder

Voltei para conferir o debate e vi que rendeu! Muito bom! Abraço a todos.

marco cavalheiro

Marilia, com certeza o turismo deveria ser uma das principais industrias do Brasil devido ao grande potencial que ainda não é explorado. Que o turismo gera toda uma cadeia produtiva é um fato pacífico. Assim como a indústria calçadista de Campo Bom, RS também, nem por isso as pessoas deixam de comprar seus sapatos chineses mais baratos. Talvez a ironia por trás do comentário foi lida sem ironia. O que eu quero dizer é que muitas vezes um discurso nacionalista pode ser superficial e ilógico, pois não estamos atentos ao impacto total das nossas ações. Eu sou um grande defensor do turismo responsável, que o André Lot menciona. Muitas vezes atacamos o problema de forma errada. Por exemplo, as ONGS que são contra a caça de gorilas na Africa não entendem que se não se criar uma alternativa de renda para a população que vê nos gorilas o potencial economico que a gente vê no gado, o problema não será resolvido.Convencer um morador local que O melhor dessa discussão é que começamos em um aspecto e estamos terminando em outro. Hipertexto total. Eu sou apenas contra a idéia que quem viaja para o exterior desvaloriza o local. É uma idéia um tanto ultrapassada e nacionalista/populista. Nessa linha de raciocínio, quem prefere bebidas de outros países, literatura, música, filmes, roupas, etc deixa de valorizar o Brasil? Claro que não. Devemos nos preocupar com o destino dos nossos Senadores e suas passagens. Eles sim devem ficar apenas no País. Mas esta discussão, além de interessante,é essencial, pois muitas pessoas não viajam no Brasil por desinformação e preconceito. E a indústria do Turismo não ajuda nem um pouco. Vocês não acham que no nosso país o Ministério do Turismo deveria ser tão importante quanto o da Cultura, Fazenda, etc? Claro! E se este tipo de blog, com este alto nível de discussão ( coisa que falta nos nossos plenários!) conseguir ajudar a diminuir o preconceito em relação ao turismo doméstico, ótimo! E com certeza conseguiremos, pois o nível da discussão é altíssimo. Um debate de idéias, sem nenhum ataque pessoal! Isso é raro!

Leonardo Luz
Leonardo LuzPermalinkResponder

Há alguns dias conversando com alguns amigos sobre meu destino de férias - a decisão estava entre NY ou Pipa / Norte de Alagoas - ouví a seguinte fala: "_Não acredito que você não vai para a Europa? Eu, se tivesse esse dinheiro para ir para o Nordeste e ficar em pousadas de luxo, iria para a Europa!" Felizmente, em vez de dar uma respostinha atravessada para meu querido amigo, expliquei que conhecer cada dia mais o meu país era, para mim, um prazer. Tanto que repetirei a dose da Rota Ecológica em junho (será que vai chover muito? O Christian, da Pousada Patacho, disse que sim, e que eles estarão em férias coletivas...que coisa. Queria ir de novo lá. Agora acho que vou apostar na Beijupirá e na do Toque).
Aproveitei para dizer que a qualidade e o nível que o Nordeste tem apresentado em suas novas pousadas, não perdem em nada para o que é divulgado e vivido no exterior. A diferença é que aqui você é um dos brasileiros em uma praia virgem nunca d'ante visitada. No exterior você é "mais um brasileiro" na 5th Ave. ou na Champs! Não desmerecendo NY ou Paris, até porque NY é meu destino em outubro. Esperemos que as pessoas entendam o conceito da Hospitalidade e da troca valorosa entre hóspede e comunidade/proprietário da pousada/funcionário da pousada. Momentos certamente inesquecíveis.

Lafa
LafaPermalinkResponder

Riq, concordo com todo mundo...

...desde que venham pra cá, purfavô!

Lafayette, de Belém-Amazônia-Brasil

Helenice Figueiredo

Riq,

Voltando aos velhos hábitos!
Estive afastada de computadores, por motivos particulares. Qual minha surpresa ao entrar no Viaje Aqui e ver que havia se mudado. E então vim visitar sua casa nova. Que linda que ela é, cheia de luz, cheia de liberdade, sem censuras (no bom sentido!). Você voltou a ser o Riq que aprendi a amar, com as idéias e palavras soltas, alegre. Vejo-o como um passarinho que ganha a liberdade, pois no seu antigo enderêço percebia-se que não tinha encontrado o que procurava (talvez seja herança de nossos costumes BBeanos, onde corríamos o Brasil inteiro, a procura do eldorado!).
Estou "vasculhando" todos os cantos de sua nova casa, desde o dia da mudança, e vejo que está feliz. Bom vê-lo assim. Que o sucesso continue sempre ao seu lado.
Beijos.

Helenice

Ricardo Freire

Bem-vinda de volta, Helenice!

E obrigado pelas palavras eekops:

Atenção: Os comentários são moderados. Relatos e opiniões serão publicados. Perguntas serão selecionadas para publicação e resposta. Entenda os critérios clicando aqui.
Bóia de férias. Só voltaremos a responder perguntas que forem postadas a partir de 3 de junho. Relatos e opinões continuarão sendo publicados.
Cancelar