Viajando de avião com criança: o que levar (e o que fazer) a bordo

Ricardo Freire
por Ricardo Freire

Minha amiga Elisa Araújo, que é a C.E.O. deste blog, também é consultora num site superbacana para crianças, o Mingau Digital. Lá, numa seção dirigida aos pais, ela postou este ótimo texto sobre a bagagem de mão ideal para entreter/acalmar/administrar os pimpolhos. Adorei que ela deixou republicar aqui mrgreen (Já a foto foi gentilmente surrupiada deste site; originalmente é de um anúncioda rede americana de fast-food drive-in Sonic -- obrigado, Mariana -- e foi clicada por Lyndon Wade.)

sonic-airplane-ad

A regra é: 'quanto menor a criança, mais coisas na bagagem de mão'. Isso porque as horas dentro do avião (especialmente em vôos internacionais) incluem refeições, soninho, brincadeiras e, também, impaciência, irritação, acidentes com a comida etc.

Anote algumas dicas e boa viagem.

Farmacinha. Converse com o pediatra e peça uma lista de remédios que você deve levar na viagem com as respectivas dosagens. Separe para a bagagem de mão o analgésico, o anti-térmico e um remédio para enjôo.

Kit brincadeiras
. Leve brinquedos (sem músicas, buzinas ou campainhas), cadernos de atividades, giz de cera (nao sujam como os pilots e não precisam de apontador), baralho, livros. Evite jogos com muitas peças porque um esbarrão manda tudo para baixo das poltronas. Pense também no peso dos brinquedos -- lembre que quem vai carregar é você. Se a criança for pequena, compre brinquedos baratinhos, do tipo encontrado em lojas populares, bancas de jornais etc, e faça surpresas dentro do avião, aos poucos. O fato de serem novidades vai garantir parte da atenção dedicada a eles.

DVD portátil. Se você tiver um, leve. Siga as instruções dos comissários de bordo sobre quando é possível ligar o aparelho.

Roupas. Se a criança é pequena, menos de 3 anos, leve uma ou duas mudas de roupa completas. Leve também uma calça e uma blusa ou sueter extra para você - parece exagero, mas ninguém gosta de desembarcar com manchas de comida ou outras coisas estragando o figurino de viagem. Nao esqueça os babadores.

Lanchinhos e refeições
. Inclua na bagagem de mão biscoitos, chocolates e sucos ou achocolatados. Por melhor que sejam as refeições oferecidas durante o vôo, são muitas horas sem ter o que fazer e a fome não perdoa. Avalie bem se vale a pena levar frutas -- elas podem estragar ou então produzem lixo orgânico do qual você terá que se livrar (casca, miolo, bagaço, caroços).

Pedir a refeiçao infantil no avião é uma boa idéia -- peça ao seu agente de viagens para fazer isso ou faça você mesmo quando comprar os bilhetes e fizer a escolha dos assentos. Normalmente, as bandejas das crianças e outras refeições especiais (vegetariana, kosher etc) chegam antes e os pratos para crianças são em geral acompanhados de iorgurtes levinhos e brindes.

As papinhas de bebês, tipo potinhos da Nestlé, podem ser aquecidas no avião -- peça ajuda a uma comissária. A equipe de bordo também ajuda com a água quente para misturar com o leite em pó.

Se você vai dar mamadeiras de leite em pó durante o vôo, procure em farmácias e lojas especializadas aqueles modelos de mamadeira em que pó e água ficam separados e você gira as partes para fazer a mistura na hora que quiser. Ou procure por um recipiente específico que tem três divisões para o pó - a tampa é giratória e você abre cada divisão individualmente. Dá para preparar 3 mamadeiras no avião.

Escolha bem o vôo. Em viagens internacionais, prefira os vôos noturnos. Isso fará do sono um aliado seu. Se viaja em 3, peça ao agente de viagens para escolher as poltronas da fileira central do avião, deixando um assento vazio no meio. Vai ser mais dificil outro passageiro comprar aquele assento e você tem grande chance de ocupar os 4 lugares - ou seja, viajar com mais conforto. Se viaja em 2 ou em 4, escolha as poltronas das fileiras laterais para nao ficar espremido nem preso por outros passageiros.

Quem viaja com bebês deve informar isso na compra dos bilhetes e pedir o bercinho. Normalmente, você vai viajar na primeira fileira, de frente para a parede onde o bercinho será encaixado.

Higiene. Leve álcool-gel, forros descartáveis para assentos de vasos sanitários, lenços de papel e lenços umedecidos, mesmo se seus filhos já forem crescidos. Sempre tem mãos sujas de chocolate ou comida para serem limpas.

Fraldas. Faça trocas preventivas, mesmo que você pareça paranóica e exagerada. É melhor trocar as fraldas várias vezes do que ter que trocar toda a roupa do bebê porque o xixi vazou. Isso sem falar da poltrona ou do bercinho do avião, que podem acabar sendo vítimas.

Para trocas simples, prefira o próprio assento. Só leve ao banheiro se for mesmo necessário. Os banheiros dos aviões não são os lugares mais limpos do mundo.

Documentos. Além dos passaportes das crianças, leve cópias autenticadas das certidões de nascimento. Uma garantia extra, até porque os novos modelos dos passaportes brasileiros não informam os nomes dos pais!

Na descida. A descompressão na hora da descida vai incomodar as crianças porque os ouvidos vão doer. Para os bebês, a melhor coisa é mamar (no peito ou mamadeira) por causa do movimento de sucção. Para os mais velhos, goma de mascar para movimentar as mandíbulas. As crianças que não mamam mais e não mascam chicletes precisarão de atenção extra -- explique o que vai acontecer e ensine a abrir e fechar a boca repetidamente. Às vezes, não importa o que você faça, não tem jeito e o ouvido dói mesmo.

Mamães e papais a bordo: algum outro conselho na manga?

259 comentários

Lu Malheiros
Lu MalheirosPermalinkResponder

Ótimo! Obrigada Elisa e Riq!
Viajarei com minha sobrinha em dezembro e depois falo como foi.
Bjs,

Jorge Bernardes

Eu nao arriscaria viajar com copia autenticada da certidao de nascimento. Leve logo a original mesmo. Elas sao fundamentais para embarcar, ainda no Brasil.

Esse negocio de certidao de nascimento e tao importante que deveria ser a primeira dica. Tenho ouvido muita gente dizer que esqueceu e eu mesmo vi um casal no aeroporto, na vespera de um feriado, ter que voltar para casa porque haviam esquecido a certidao.

No exterior, nunca precisamos mostrar, mas se alguem pedisse, duvido que ajudaria muito ter a copia autenticada por um cartorio do Brasil, nem a original diria muito...

DVD portatil vale DEMAIS a pena.

A escolha do horario do voo e a mais importante das dicas.
Enquanto a crianca cabe no berco a primeira fileira e a melhor. Depois disso, e' melhor fugir delas, pois os bracos dessas cadeiras nao costumam levantar e ai, nao havera soninho a bordo no colo entre o papai e a mamae.

Luciana Bordallo Misura

Tenho alguns comentários sim:

Carseat (cadeirinha do carro): se você comprar um assento para a criança, vale a pena levar o carseat dentro do avião e prendê-lo no banco. Assim a criança não fica "solta" no assento enorme e cinto idem, é muito mais seguro e pra algumas crianças tem a vantagem que elas já estão acostumadas a dormir no carseat nas viagens de carro. Tranquilidade para todos, na viagem e na chegada. Carseat não conta como bagagem (nas cias aéreas americanas, toda criança tem direito a um carseat + stroller (carrinho)).

Carrinho: o melhor meio de transporte nos aeroportos pra crianças pequenas mas que já pesam bastante pra carregar no colo o tempo todo ou que andam mas nem tanto. Prefira os carrinhos que conectam com o carseat, menos uma coisa pra levar na mão. Não despache o carrinho com as malas! As cias aéreas deixam você levar o carrinho até a porta do avião, e fazer o gate-check. Assim quando você sair do avião, eles trazem o carrinho ali na porta e te devolvem.

Canguru (sling): melhor acessório pra bebês pequeninos viajando no colo. Tem que ser do tipo que deixa o bebê deitar, assim ele dorme e o pai ou a mãe não fica sem braço no final da viagem de ter que segurar a criança o tempo inteiro. E tem a vantagem de deixar as mãos livres pra carregar todo o resto. É sempre bom levar o canguru, mesmo se você quiser usar o bercinho, porque o número de bercinhos por vôo é limitado e se você não conseguir um, pelo menos não vai ser um vôo super desconfortável. E nem todo vôo tem bercinho.

Fraldas: Na hora que chamarem pro embarque, faça uma troca preventiva antes de entrar no avião. Uma vez no avião, eu não troco fralda no assento, acho muito arriscado. Vai que o vôo está cheio e o bebê faz um xixi ali na hora que molha tudo...você vai passar a viagem sentado no molhado. Nós temos um protetor que colocamos em cima do trocador do banheiro do avião, existem vários tipos, são baratinhos e laváveis. Muitas bolsas de fraldas já vem com esses protetores. Assim o seu filho não deita direto no trocador e se acontecer algum vazamento, você não vai sentar no xixi depois.

Na descida é só dar alguma coisa pra comer, não precisa ser chiclete, é só ter o suficiente pra ficar mastigando. Mamar no peito, mamadeira ou chupeta funcionam pros menores.

Kit brincadeiras: os brinquedos novos funcionam bem mas leve alguns dos preferidos - o seu filho pode resolver que não quer nada diferente porque de diferente já basta o avião.

Roupas: reforço que calça ou blusa extra pros pais são importantes. A questão não é nem mancha de comida, mas se acontecer um vazamento você não quer ficar com roupa suja de xixi e cocô fedendo a viagem toda né...acontece.

DVD portátil: atenção aos horários. Tente se programar pro filminho acabar antes da tripulação mandar desligar os aparelhos eletrônicos, senão pode ter choradeira (já aconteceu com a gente algumas vezes). Não confie no sistema de entretenimento dos aviões, já pegamos alguns vôos que as nossas telinhas não estavam funcionando e se não fosse o laptop ia ser complicado.

Na verdade é ótimo viajar quando eles são bem pequenos (antes de começarem a engatinhar e andar), porque depois que eles aprendem a sair por aí sozinhos, é difícil de convencer que tem que ficar sentado na cadeira. A viagem mais difícil que fizemos com a Julia foi justamente quando ela tinha começado a andar. Ela queria andar no avião nas horas mais inapropriadas...

E lembre-se, todo mundo que viaja com criança um dia já passou por isso ou vai passar!

Carla
CarlaPermalinkResponder

Para crianças que estejam aprendendo ou já saibam ler, é bem interessante levar livrinhos e revistas em quadrinhos, além, claro, dos livrinhos pra colorir e dos brinquedos. Além de não ocuparem muito espaço nem fazerem bagunça durante o vôo, os pequenos se sentem super importantes porque estão fazendo a mesma atividade que boa parte dos adultos... wink

Carla
CarlaPermalinkResponder

Minha frase ficou péssima! Quis dizer que o material de leitura não ocupa muito espaço, não as crianças... lol

Rodrigo Dantas

Excelente post para quem vai
enfrentar 10h de viagem. Com 2
figuras. Uma de 2 anos e outro de 9

valeu

Paula Bicudo
Paula BicudoPermalinkResponder

Eu até hoje não tive coragem de fazer uma viagem longa com a Sofia. Eu odeio incomodar os outros passageiros e com crianças pequenas a gente sempre incomoda.
Eu tenho uma grande amiga sem filhos que sempre brinca que "avião não é lugar de criança. Deviam haver vôos onde crianças são proibidas OU permitidas". Isso é um absurdo, lógico, mas muita gente pensa assim. Por mais educada que seja a criança, se ela tiver menos de 4 anos, nunca vai se comportar de maneira exemplas e ficar quietinha na cadeira. Eles querem brincar, explorar, andar, conversas com todo mundo, correr...ficam entediados fácil. Sempre é difícil e o meu conselho é nunca viajar sozinha com uma criança pequena. Leve sempre o pai, a vó, a tia, etc...pra ajudar. Senão vc não consegue nem ir ao banheiro no avião.
Minha experiência em pequenos vôos foi boa, sem problema algum. Itens já comentados como a sacola de surpresas, a chupeta (para a decolagem) e as papinhas Nestlè ajudaram bastante.
E no mais é tentar relaxar e não dar atenção para a cara (feia) da maioria das pessoas, hahaha.

Ricardo Freire

Em 2005, entre São Paulo e Joanesburgo, eu precisei agüentar duas criancinhas chinesas que passaram o vôo in-tei-ro BERRANDO feito ambulâncias. Os desgraçados dos pais não tinham subido sequer com uma chupeta a bordo -- que dirá brinquedinhos, DVD, nada do que a Elisa ou a Luciana Misura sugerem.

Ao chegar à África do Sul, eu pus um post no blog chamado Air Herodes, em que comentava justamente um editorial jocoso da Economist, que dizia que se o cigarro foi proibido nos vôos, os bebês também deveriam ser mrgreen

http://viajenaviagem2.zip.net/arch2005-03-01_2005-03-31.html#2005_03-19_17_06_24-2048312-0

O problema é que J. Pinto Fernandes perguntou se o post podia ser republicado pela Viagem & Turismo como artigo, e eu deixei. Pra quê? Fui atingido por uma saraivada de emails desaforados de gente me rogando toda a sorte de pragas.

Ô povo sem humor evil

Paula Bicudo
Paula BicudoPermalinkResponder

Hahaha, Riq, adorei o texto. E lendo os comentários pude distinguir as duas linhas de pensamento mais frenquentes quando o assunto vem a tona:

1) Mães ofendidíssimas, dezendo que seus filhos são ótimos e não incomodam ninguém (mentira, sempre incomodam, vamos partir desse princípio e encarar a realidade e não nos ofender)

2) Os sem-filhos ou com filhos mais velhos que dizem que crianças que choram/bagunçam são mal-educadas por culpa dos pais que não sabem educá-las. Agora, por favor me expliquem: "Como eu educo uma criança de 1 ano e 9 meses e a convenço a ficar quietinha durante todo um vôo de 12 horas?"

Na boa, prefiro não levar. 3h de vôo é o meu corte nessa idade!

Sylvia
SylviaPermalinkResponder

Paula , imagina o sufoco de quem tem que fazer transcontinentais com crianças .Tenho uma amiga que vem de Roma todo ano, e trás 4 crianças pequenas . Ela diz que passa tanta vergonha que precisa de uma semana só pra se recuperar do stress do voo mrgreen

Carla
CarlaPermalinkResponder

Eu acho que o principal é pensar no bem-estar da criança, né? Dificilmente ela vai estar berrando à toa - ou seja, está desconfortável, entediada, irritada, sei lá... (Eu mesma de vez em quando tenho uma vontade danada de berrar num vôo de 12 horas - mas somos adultos civilizados e sabemos controlar isso... lol ) Se a criança já fica de saco cheio em uma viagem de carro, em que se pode parar, descansar um pouco e prosseguir, no avião provavelmente vai ser pior...

Agora, tudo isso vale para quando as viagens são opcionais - não é o caso sempre... Por exemplo, eu tenho uma prima que mora na Itália e tem um filhinho de 4 anos; os pais dela, que moram aqui no Brasil, já são idosos. Então, todo ano ela traz o menino pra ver os avós, com ou sem dificuldades... wink

Paula Bicudo
Paula BicudoPermalinkResponder

Carlinha, totally agree. Quando as viagens não são opcionais, o negócio e desencanar tentar minimizar os "danos".

Dani G.
Dani G.PermalinkResponder

Vôo longo com toddler não combina. Isso é um fato. Porém, as que estão no avião geralmente são as que estao ali pq não há outra opção. Nesses vôos Europa-Brasil sempre vejo as crianças que estao indo visitar a família no Brasil, já que a maioria dos parentes não tem $$$ pra virem até aqui, e querem conviver um pouco com a cultura que tb é o background da criança.

Gabs so foi ao Brasil bebê. Estou adiando ao maximo a proxima ida, justamente pq é difícil. Mas viagens curta ele faz sem menor problemas, o que ja vejo de forma positiva, pq ele esta bastante familiarizado com avião por conta disso !

Paula Bicudo
Paula BicudoPermalinkResponder

Dani, acho que muitos pais brasileiros levam seus os toddlers para a Europa/EUA apenas para férias mesmo, sem se darem conta do trabalho que terão. E na hora do embarque ou já dentro do avião ficam perdidos, com aquela expressão de mais absoluto terror, tipo "o que eu faço agora?" Esse post é muito informativo...espero que muitos leiam e sigam esses conselhos.

Luciano
LucianoPermalinkResponder

Esses pais também não saberiam o que fazer nem em um restaurante.

Malu
MaluPermalinkResponder

Pois é.. mas nós que moramos no exterior com crianças TEMOS que levar.. nao tem opção de deixar !

O negocio é entreter e nao deixar de viajar !

Marcie
MarciePermalinkResponder

Podem me xingar o quanto quiserem, mas enquanto a Julie não virou gente eu só fiz vôos curtos com ela. Eu condivido a opinião de que em avião não pode nem cigarro nem criança!
Uma vez, voltando pro Brasil de Miami, tinha uma mãe viajando com não uma, não duas nem três, mas quatro crianças pequenas! O pai estava tonto, não sabia por onde começar - sounds familiar, anyone? - e um amigo e eu catamos cada um um bebê e passamos a noite andando os corredores (naquela época podia!), até papinha demos. Me incluí fora dessa naquele dia. wink

Lili-CE
Lili-CEPermalinkResponder

Eu concordo com a Marcie sobre evitar os voos longos - até hj, só levei a Sara pra Recife, (1h de viagem) c/ 1 ano e 7 meses. Mas entendo q tem gente q não tem opção. Num voo da TACV, entre Lisboa e Cabo Verde, cheguei até a passar água na mamadeira de uma caboverdiana no banheiro do avião pra ajudar a pobre mãe q chamava uma comissária há horas e o pessoal nem olhava pra ela.
Na unica vez em q viajei, a Sara saiu sorrindo e dando a mão pra todos na sala de embarque, um por um, espertamente ganhando seus colegas de voo. Quando ela reclamou, e foi só um pouquinho, na hora de voltar pra cadeira antes do pouso, ninguem fez cara feia.
Tem uma dica q eu comecei a "trabalhar" aos 6 meses de vida dela: dar o potinho natural, pra não ter problema caso não haja como esquentar. Pode parecer maldade, mas ela nunca reclamou. A "malinha de surpresas", DVDs inclusos, faz toda a diferença.

Dani G.
Dani G.PermalinkResponder

Vamos lançar uma campanha contra essas mamadeiras que só dão trabalho para as mães ! smile

Ricardo Freire

Mas olhem só: desde então eu me tornei uma pessoa muito mais complacente.

O que me irritou muito na época foi os pais estarem tão despreparados para cuidar do problema.

Se eu perceber que os pais estão fazendo alguma coisa além de sacudir as coitadas das crianças, eu já ativo o mode compreensão on.

Zayra
ZayraPermalinkResponder

Riq, é que tem gente sem noção mesmo. Estando com criança, deve-se levar brinquedos/distrações até se for apenas visitar uma amiga (na mesma cidade), imagina numa viagem de avião.
A Marina ainda nem nasceu, mas já anotei todas as dicas. Adorei! smile

Dani G.
Dani G.PermalinkResponder

O texto é muito bom, eu realmente faço isso tudo. Com excessão das mamadeiras que Gabs não usa e tb chupetas (ele nunca usou). Qdo ele foi ao Brasil com 5 meses, foi a viagem mais fácil, pois ele só amamentava, daí não teve tralha de comidinhas.

A minha dica maior é qto aos hábitos:

- Mamadeira pra que ? A partir de dez meses a criança já é capaz de tomar tudo em copo. Em poucas semanas tá tomando tudo em copinhos, e é bem mais prático. Uma coisa a menos pra se preocupar. (Além do que acho feio criança com chupeta e mamadeira depois de um ano, esteticamente falando!) smile

-Pq não acostumar a criança a beber leite e comer comidinhas em temperatura ambiente ? Não precisa esquentar nada, evita sofrimento e agonia desnecessária.

- Ensinar a tomar água na garrafinha de plástico.

- Depois de um ano dar comida "normal", a que os adultos comem. Nada de ficar dando papinhas, dê pedacinhos da comida que vc está comendo. A criança sabe mastigar sim e quer sabores (e não, ela não vai engasgar). Se tratar sempre como bebê, criará hábitos ruins pra se alimentar. No avião comerá o mesmo que vc, sem fazer careta pro brócolis e pra cenourinha.

Eu estou em aviões constantemente com o Gabs (só esse ano já foram oito vôos!), pois temos residência em dois países. Ele está agora com 2 anos e 4 meses e já sabe colocar o cinto de segurança, tá experiente, rs.

Odeio bagagem de mão, então eu uso uma mochila pra colocar tudo que levo: minha carteira, os documentos ficam numa pastinha de plástico pequena, e levo sempre uma troca de roupa, paracetamol supositório (p evitar que derrame liquidos), termômetro, biscoito de arroz (pois esse previne diarréias), lenços umidecidos, dois livrinhos, giz de cera e papel, mais os dois carrinhos favoritos. Qdo passo a segurança compro garrafinha de água. E é só o que eu levo. Só uso DVDs em viagens de carro. No avião eu leio o livro, e sempre o faço dormir, mesmo que a viagem seja curta.

Pra viajar de avião com criança, o menos é mais. Pior coisa é ter que cuidar de menino e ainda ter que carregar uma mala de mão grande, cheia de tralhas que vc não precisa usar, caso crie hábitos PRÁTICOS em seu dia-a-dia.

smile

PS: Tb não uso "carrinhos". Só trambolho. Os bebês se acomodam bem em slings/cangurus e vc ainda tem os dois braços livres. Menino que já sabe andar, anda até entrar no avião, é bom que cansa, e ele sempre dorme. smile

Lili-CE
Lili-CEPermalinkResponder

Dani, penso igual a vc sobre a tralha e a alimentação! Ela encarou a meia pensão do hotel numa boa!

Dani G.
Dani G.PermalinkResponder

Pois é, antes que me chamem de "radical" eu vou logo dizendo que não sou. Eu sou é prática. wink

Jorge Bernardes

E'isso aí. Basta seguir os habitos da crianca que vai dar tudo certo.

Mas se acontecer algo imprevisto, a prioridade e'acalmar a crianca para nao incomodar os outros passageiros. Tem que haver um acordo entre os pais para acalmar a crianca imediatamente.

Ate hoje, eu me lembro de uma so vez presenciar uma crianca chorando por longas horas num aviao, mas acho que estava doentinha (era uma dekassegui num voo da JAL)

Realmente me incomodou um pouco, mas fazer o que... Como muitos ja disseram, muito mais comum sao os roncos e cheiros de gente que nao se enxerga e nao tem olfato.... quase sempre tem um.

Estou escrevendo da NZ. Na quarta feira, a gente retorna ao Brasil. A Clara esta conosco. No voo de vinda, ela assistiu desenhos, recortou papeis, desenhou o livro das princesas e nao nos deixou jantar direito entre SP e Santiago, ok, mas nao incomodou ninguem no aviao... Entre Santiago e Auckland, ela dormiu umas 11 das 12 horas de voo, inclusive ja decolou dormindo...

O imprevisto foi que ela nao queria usar o banheiro do aviao... fez xixi somente depois de descermos. Ok, eu tambem evito ao maximo.... Vamos ver na volta.

thiago
thiagoPermalinkResponder

Rsss ... como a vida muda .. li seu artigo na época e adorei ... só naun imaginava que quatro anos depois eu embarcaria num voo de 12h com minha filha de um ano ... no primeiro choro (no total foram três e acabaram rapidinho, eu juro) lembrei do artigo e passei o resto da noite rindo de mim mesmo ... o mundo realmente dá voltas ... hoje, relendo o tal artigo, até me sinto "ofendido" ... rsss ... só sabe quem eh pai ou mãe ... se prestarmos bem atenção, insones, inquietos, gordos, executivos trabalhando, fedorentos e muitos outros tipos tão comuns nos aviões também incomodam. No final das contas, a viagem eh desconfortável na maioria das vezes, então, usem máscaras pra dormi, plugs de ouvido, vicky nas narinas e paciência que uma hora acaba ... No caso da minha filha, pra minimizarmos o "problema", já fazíamos tudo que foi descrito pela Elisa. Acho um DVD portátil FUNDAMENTAL (com toda a coleção do xuxa para baixinhos, pois ela tem o incrível poder de hipnotizá-la durante horas). Só tenho uma dica a acrescentar: o pediatra de maria luiza recomenda uma gota de remédio de ouvido (desses com anestésico) antes do pouso e decolagem ... de resto eh carinho e paciência ...

Lili-CE
Lili-CEPermalinkResponder

Ah, tem mais uma coisa: a dor de ouvido q eu temia não aconteceu, mas essa dica do Thiago é boa.

Daniele
DanielePermalinkResponder

Só viajei uma vez com meu filho, que na época tinha 1 ano e 3 meses. Fomos para a Europa. Na ida fomos em voo noturno e foi ótimo, porque ele dormiu a viagem toda.
Os voos internos que fizemos foram curtos e diurnos e tb não tivemos problemas com ele.
A volta foi num voo diurno (10h de duração). Achei que seria o caos, mas ele tb dormiu a viagem inteira.
Enfim, foi uma única experiência e foi fantástica, tanto que ele recebeu elogios das comissárias e dos passageiros que estavam ao nosso redor.
Mas tem uma coisa que eu acho que ajudou: o pediatra receitou uma medicação para evitar enjoos e acho que ele deve ter ficado com mais sono por causa dela tb. Talvez isso tenha ajudado.
De qualquer maneira, acho que todas as dicas deste post são perfeitas, só adicionaria mais uma: se possível escolher um voo que seja noturno ou no horário do cochilo diurno.

marcio nel cimatti

Pessoal,

Esse post era tudo que eu precisava. Estou prestes a iniciar a pequena Vitória no maravilhoso mundo das viagens!!!!

Obrigado por todas as dicas!!

Bjos!

Rosa
RosaPermalinkResponder

Criança alimentada e sem dor não pertuba, muitas vezes a neurose é dos pais. Mostrar-se tranquilo e relaxado, a criança absorve. Agora se a criança não tem princípios, muda todo o foco. Já vi muitas criança sendo chamada a atenção pelos comissários, quando os pais é que precisariam de um corretivo. Sim, eu tenho 03 filhos, hoje moça e rapazes, viajaram desde bebês e nunca tivemos problemas.

Luciano
LucianoPermalinkResponder

Quanto aos documentos, quando fomos a Buenos Aires fizemos a Carteira de Identidade pra Isabella, e agora quando precisa é Passaporte + CI ou só a CI nos vôos domésticos. Por ser um documento com foto, dá mais segurança.

O problema às vezes são aqueles pais que, ou por falta de experiência, ou sei lá o motivo, deixam a criança solta pelo avião. É complicado para uma criança entender que ela tem que ficar sentada durante turbulência e que não pode correr pelo corredor enquanto as outras pulam de um banco para outro e correm pelo corredor - e os pais achando tudo lindo!

Já pegamos vôo em que um bebê berrava no pouso e o pai só sacudia a criança, e o avião ainda arremeteu. Sofrimento em dobro. Também já emprestamos leite em pó, pois por não poder levar líquido a bordo, os coitados não levaram nem leite em pó porque não podia levar água. Água tem no avião e dá pra levar, já cheios, quantas mamadeiras ou copinhos forem necessários para a duração do vôo sem problema algum. Se necessário, explicando bem dá até pra embarcar com uma garrafinha extra de água.

Uma alternativa ao DVD, para quem tem iPhone ou iPodtouch são aplicativos gratuitos ou baratinhos para entreter os pequenos. Colocar os filmes no telefone também vale. Alguns:
http://www.travelsavvymom.com/blog/family-travel/top-iphone-apps-for-kids/

Outras dicas: Flying With Babies, Toddlers and Kids (Deliciousbaby.com) http://www.deliciousbaby.com/travel/family-travel-tips/making-travel-days-with-kids-work/air-travel-no_pic/

Luciana
LucianaPermalinkResponder

Eu já viajei duas vezes com meu filho para a Europa e não me arrependo.

A primeira dica que já foi dada pela Dani G é mamadeira em temperatura ambiente. Desde o dia em que ele parou de mamar no peito eu segui a dica do pediatra e passei a dar mamadeira com água mineral em temperatura ambiente e logicamente o leite em pó. Isso facilitou muito as duas viagens. Eu preparava em qualquer lugar. Lembro de fazer o leite nas ruas de Paris. Ele largou a mamadeira e a chupeta logo que voltamos da segunda viagem (ele já tinha 2 anos e 4 meses).

O DVD portatil é fundamental não somente no avião como durante toda a viagem. Como alugamos carro, ele ficava entretido também nas viagens de carro.

O único incidente ocorreu na primeira viagem, justamente na ida.
O pediatra falou para darmos o Dramin em gotas para o caso de enjôo e também para facilitar o sono. Pois o efeito foi justamente o contrário. Ele tomou o remédio e em seguida vomitou dentro do avião. As comissárias da Tam não ajudaram em nada.Disseram que não podiam. Nós limpamos tudo e ele dormiu em seguida como um anjo. Aliás em todos os voôs ele dormiu. Então a dica é levar roupa extra também para os pais porque acidentes acontem.

Ligia
LigiaPermalinkResponder

Crianças dão trabalho, sim. Quando os pais ignoram isso e viajam sem planejamento, todo mundo em volta acaba sofrendo. Seria muito útil para a humanidade se essa listinha básica acima fosse enviada aos pais pelas companhias aéreas na confirmação do voo.

Rosa
RosaPermalinkResponder

Cadê a charada???

Aline
AlinePermalinkResponder

Adorei. Ótimas dicas. Eu tenho uma filha de 14 meses que já tem a sua cota de viagens aéreas porque moro fora e longe da família e também tenho o vício de viajar.

Mas se eu tivesse que acrescentar uma dica é faça de tudo por vôos diretos. Tivemos que pegar um vôo da Espanha para o Brasil com escala em Paris porque não dava para pagar os €5000 por passagem que a Iberia estava cobrando na época do Natal e não foi fácil.

Fora isso também sou a favor da temperatura ambiente para mamadeiras e papinhas até porque já vi o leite ser aquecido demais e o bebê chorar mais um tempão enquanto esfria...

E caso ainda precisem do bercinho e da primeira fila, confirmem e reconfirmem exaustivamente. Já pedi o bercinho por telefone, confirmei no check-in e quando cheguei no avião estava em uma fila do meio sem lugar para o bercinho que haviam me prometido. Sorte que a aeromoça pediu para o casal que estava lá trocar com a gente e eles concordaram.

Quanto a incomodar, eu acredito que minha filha pode vir a incomodar alguém no avião, no restaurante, no shopping... Mas quanto mais eu colocar numa redoma, menos ela vai aprender a se comportar. E menos eu vou aprender sobre como educá-la. Ser mãe (e pai) também é um aprendizado e se alguma coisa não foi bem numa viagem (ou numa saída) na próxima farei de tudo para que seja melhor para todos.

Escrevi um post no meu blog sobre as dificuldades que tive viajando de avião com a minha bebê, se alguém quiser ler.
http://asvoltasqueeudoupelomundo.wordpress.com/2009/05/08/apertem-os-cintos/

E estou me preparando para mais dificuldades, porque em abril do ano que vem vou ter que aprender a ser mãe de dois.

Beijos e boa sorte a todos os papais que querem que os filhotes participem desta coisa tão gostosa da vida que é viajar.

mariana
marianaPermalinkResponder

Ricardo... acho que a Sonic na propaganda acima e' a cadeia de fast-food Sonic que existe nos EUA, reconheco pelo logo no copo http://www.sonicdrivein.com/

Ellen
EllenPermalinkResponder

Na maioria das vezes acaba dando tudo certo.Quando dá errado, é pra valer. Mas aí agente acrescenta mais um mico de viagem inesquecível no arquivo.
Ótimas dicas.

Lali
LaliPermalinkResponder

"insones, inquietos, gordos, executivos trabalhando, fedorentos e muitos outros tipos tão comuns nos aviões também incomodam"

Concordo plenamente (e acrescento: pessoas sem noção que colocam iPods nas alturas)! Aliás, sempre penso nisso quando os meus começam a dar algum piti em avião (a família mora longe, não tem jeito, viajam desde os 2 meses de avião). Nós tentamos controlá-los ao máximo, vamos preparados, mas tem hora que eles cansam. E, vamos combinar, e digo isso com bom humor, criança não mata ninguém nem causa alergia, como o cigarro, né?

Nós fizemos uma viagem para Orlando quando o meu mais velho tinha 1 ano e 6 meses e o outro estava há 5 meses na minha barriga. Os únicos que passaram desconforto fomos nós, com o filho no colo + barriga + poltronas espremedíssimas + aeromoças grosseiras (AA). Passei 7 horas repetindo mentalmente: nunca mais, nunca mais... Mas meu bebê se comportou lindamente, dormiu a noite toda e de manhã ficou vendo desenhos. Na volta, tivemos mais sorte com os comissários e com o lugar e foi tudo perfeito. Lembro-me que um senhor entrou, olhou para o meu filho e deu um suspiro acompanhado de olhar reprovador, provavelmente pensando que não dormiria. Pois bem, na manhã seguinte, sem um chorinho sequer, passou por nós e nos parabenizou pela filho bonzinho (não que ele seja um anjinho, pelo contrário).

Acho ótimo viajar com criança e não abro mão. Nós adoramos viajar e eu não deixo meus bebês em casa... a alternativa seria não viajar por vários anos! Prefiro encarar olhares reprovadores. E os meus, modéstia à parte, se comportam até que bem e costumam arrancar mais risadas do que reclamações (o mais velho, de 3 anos, da última vez, andou por todo o corredor até chegar ao assento falando pra quem via: tô indo pra Porto Alegre visitar minha vó!)

Eu acrescentaria uma dica: nunca, de forma alguma, esquecer da autorização de viagem do pai ou da mãe, quando este não estiver junto. Sem isso, não embarca mesmo. Também é sempre bom levar o original da documentação. De resto, pouca frescura: comer comida de adulto, tomar leite em temperatura ambiente... Tudo isso ajuda.

Majô
MajôPermalinkResponder

Eu achei este post de utilidade pública, riquíssimo com dicas de pais experientes e que podem tornar uma viagem com criança mais prazerosa.

Já viajei para Paris com um bebê do lado que chorou boa parte do tempo, claro que não dá pra cochilar, mas eu não me chateio, até senti pena da mãe que ficou em pé com o bebê. caminhando de um lado para outro grande parte do vôo. Não sei se foi dor de ouvido, cólica, a mãe não sabia mais o que fazer.

Acho pior, adolescentes ou adultos mal educados que incomodam os passageiros vizinhos e não estão nem aí.

Mariana
MarianaPermalinkResponder

Oi!
Só pra esclarecer, o anúncio da foto é da rede de fast food sonic, uma porcariada dos EUA.
www.sonicdrivein.com

reconheci pelo logo no copo do rapaz.

Ricardo Freire

Ops, brigado, vou corrigir...

Renata R
Renata RPermalinkResponder

Eu viajo com o meu desde os 3 meses... Se ele incomoda??? Claro, ele e crianca e sempre vai acontecer uma ou outra coisa que vai incomodar alguem. Mas nos sempre vamos munidos de tudo isso ai descrito. Antes de ter filhos eu era destas que me incomodava muito com bebes/criancas em voos...mas o mundo da voltas...hoje sou uma delas. What can I do???? Parar a minha vida por anos so pq vou incomodar uma meia duzia? E aqueles que fogem do chuveiro antes de voar, os que rocam , a turma de adolescentes fazendo HOLA em plena 3 da manha e os gordoes que ocupam 2 poltronas?...garanto que incomodam bastante tambem. A verdade e que voo longo e um incomodo por si so.

Pedro filho da Ellen

Otimas dicas, mas só para te avisar eu não encomodo ninguem.
Tenho 7 anos.

Ricardo Freire

A gente acredita, Pedro filho da Ellen mrgreen

Ellen
EllenPermalinkResponder

Apenas para explicar. Meu querido Pedro, que viaja de avião desde 2 anos, estava por conta própria, revendo os vídeos "desempacotando New York" (ele adora!!!), quando viu também a foto das crianças do post de hoje. Conversamos sobre o assunto e ele quis escrever.Eu não quis corrigir os erros de português, para não estragar a iniciativa.

Sílvia Soares

Pode parecer estranho, mas eu prefiro vôos curtos, com escalas curtas entre eles, a vôos diretos, porém longos. Explicando a esquisitice: assim o Gabriel "estica as pernas", muda de ambiente e se distrai, evitando o tédio de uma viagem longa. Se for o caso, faço até aquelas escalas longuíssimas, que permitem dormir e pegar o outro vôo no dia seguinte.

Também não faço mais viagens noturnas que comecem no horário em que ele está habituado a cair no sono. A movimentação no avião, os avisos no alto-falante...tudo deixou ele estressado (sim, criança estressa com adulto).

Já foi dito acima, mas não custa repetir: não teste estes remédios de enjôo (Dramin, por exemplo) em vôos. Muitas vezes, o efeito é o contrário e a criança fica irritadíssima.

A propósito, alguém sabe me dizer a partir de quantos anos crianças começam a pontuar no Smiles? Vi no site que meu filho (1 ano e 9 meses) já pode fazer o cartão, mas não consegui descobrir no regulamento a partir de quantos anos ele pontua (será a partir dos 2, quando começa a pagar parcialmente?)

Carol Garcia
Carol GarciaPermalinkResponder

Oi Riq...
Olha só, um post sobre viagem com crianças, então, mesmo não sendo de avião, posso dividir aqui a minha experiência em Barra do Sahy, que aliás, Papais e Mamães, é um super lugar pros pequenos.

Queria levar o Isaac pra conhecer a praia. Mas e agora? Como, onde, quando viajar com uma crianças de 1 ano de idade? Simples. Abri o "100 praias que valem a viagem" e achei um ícone mais que necessário pro momento: um baldinho e uma pazinha. É pra lá que eu vou - pensei toda feliz.

Li e reli as praias recomendadas com o tal ícone e escolhemos Barra do Sahy. E fui super feliz!
A vilazinha super tranquila, com supermercado, padaria, farmácia e gente simpática parece que foi feita mesmo pra pais de primeira viagem.

E o melhor: No final de semana, todas (todas mesmo) as pessoas que entraram na areia estavam com carrinho, bolsa de brinquedos e piscina inflável... demais. Demais porque se seu filho resolve ter uma crise de choro ao tomar um caldo, passear sozinho, olhar com vontade pro biscoito do guarda-sol ao lado, todo mundo entende. No fim, é um boa oportunidade pro seu filho conhecer as delícias de ter "um amigo das férias".

A praia é tudo o que o Riq descreve no livro. Mar calmo, água limpa e o vento freco fica mais gostoso quando se está sentado debaixo das árvores enormes que estão logo alí na areia.

Outro ponto mega positivo é que as pousadas estão preparadíssimas pros pequenos. Ficamos na Pousada da Foca e não precisei levar bercinho, banheira, nada. Estava tudo lá e ainda uma copa a disposição pra lavar mamadeiras, aquecer leite ou papa.

As caipiroskas de lima da pérsia continuam lá, viu Riq, deliciosas. Pedi a opção mais fraquinha pro Val, que o fez com maestria, já que mamas precisam ter atenção redobrada.

E mais, Barra do Sahy fica a 4km de Juquey, onde estão restaurantes pé na areia muito bons, shoppings e a parte mais agitada do pedaço. Dá bem pra se passar alguns minutos no ar condicionado do carro e parar pra almoçar vendo a moçada aproveitar a vida.

Pontos negativo??? Puts Riq, morador folgado com cachorro na praia. O que deu (um pouquinho) pra compensar com a enorme quantidade de lixeiras distribuidas na areia.

adorei, Riq, valeu mesmo pela dica.
Ah! Estamos embarcando pra Amsterdam dia 28/11, já, logo alí. Depois Barcelona. Alguma dica?

Bjocas

Ricardo Freire

Barcelona é com a Dri Setti: http://viajeaqui.abril.com.br/blog/achados/

Amsterdã é com o Marcio nel Cimatti: http://www.ajanelaranja.com

Veja dicas bistronômicas em Amsterdã nos Destemperados: https://www.viajenaviagem.com/2009/11/destemperados-devoram-amsterda/

Carol Garcia
Carol GarciaPermalinkResponder

Valeu Riq!
Já "destemperei" e to indo com váaaaarias dicas!
Bjo grande

Carol Garcia
Carol GarciaPermalinkResponder

Ah, esqueci!!!! a Livia tem um blog muito bacana pra mamães que adoram viajar. Altas dicas!
http://viagensdeumamaedeprimeiraviagem.blogspot.com

thiago
thiagoPermalinkResponder

acho que só pontua quando você paga pelo assento, mesmo antes dos dois anos, quando a compra dele eh opcional ... ratifico o que foi dito acima: testar dramin no voo eh arriscado ... melhor fazer o teste em casa pra ver a reação da criança ... mas acho que só deve usar em crianças que enjooam ... "dopar" uma criança não me parece adequado e, por fim, cansadas elas vão dormir de qualquer jeito, em qualquer lugar, naun acham?

Sílvia Soares

Thiago, qualquer remédio, com certeza, só deve ser usado em caso de absoluta necessidade.

Breno B.
Breno B.PermalinkResponder

Como eu viajo com trigêmeos, o buraco acaba sendo beeeeeem mais embaixo. Se você levar tudo o que está na listinha, vai esquecer uma criança no check-in... com certeza.

Detalhe que sempre tem alguém dormindo, alguém brincando e alguém chorando - não necessariamente nesta mesma ordem.

Se você também é pai de tri, sabe que o melhor a fazer em um voo é... rezar!

Abraços a todos

Cecília
CecíliaPermalinkResponder

Enfim, achei alguém na mesma situação que eu! rs
Depois do que passamos, viajar com 1 criança apenas é o paraíso! rs
Já comecei a praticar essa dica...oremos...e muito! Poruqe mebarco dia 11 com minhas trigêmeas de 5 anos sem o pai..sozinha, sozinha...(#tôloka)
smile

Elke
ElkePermalinkResponder

Adorei o post, dei muita risada com o artigo do Ricardo sobre crianças em avião, achei uma graça esse Pedro Filho da Ellen, já defendendo a classe das crianças comportadas (os meus tb são assim, viu?! Rsrsrs...) e achei as dicas dos pais e mães ótimas, concordo também, que já me incomodei muito mais com adultos mal educados, adolescentes barulhentos do que com crianças.
A primeira viagem com minha filha foi aos 3 meses de idade(agora com 12 anos),e foi uma viajem muito tranquila, pois já seguia todas essas dicas, agora, como Pediatra, reforço que medicação é para ser dada apenas se necessário, com recomendação médica e com dose correta, algumas crianças podem fazer reações se essas recomendações não forem seguidas.
A última viagem que fiz com minha dupla, agora com 11 e 12 anos, foi para Disney, eles já são bem grandinhos, mas se incomodaram com a TAM, que nos colocou em uma avião com o equipamento de video quebrado, ainda bem que levaram vários livros e os MP3!
Achei muito boa a observação da Dani G e concordo sobre o que ela disse a respeito de crianças com mamadeiras e papinhas que não são mais necessárias para ccas acima de 1 ano (na verdade, acima de 6 meses já se pode dar comida apenas bem amassadinha!).
Outra observação é que atualmente existem muitos pais mal educados, deixam as crianças fazer o que bem entendem, sem dar o famoso "limite", não ensinam como se comportar em público e acham graça quando os pequenos aprontam as maiores barbaridades, portanto, muitas vezes a culpa vem do exemplo que essas crianças tem em casa.
Agora, chorinho por causa de sono, de fome, que passa logo, são coisas que, para mim, são muito melhores de ouvir do que um adulto roncado a noite toda!
Abraços!

Dri
DriPermalinkResponder

http://www.smartertravel.com/blogs/today-in-travel/allegiant-boots-mom-and-noisy-kids-but-no-refund.html?id=3854662

Empresas começam a retirar mães com filhos barulhentos dos voos, com ou SEM reembolso!

Aline Lima
Aline LimaPermalinkResponder

Ótimo post, com muita opinião de quem viaja como passageiros!
Mas vou dar o meu pitaco como (agora) comissária smile

Mamadeira x copos: a mamadeira pode ser estéticamente feia e carregar a fama de entortadora de dentes, mas no avião ela ainda leva vantagem, pois assim como os brinquedos vão para baixo do assento com um esbarrão, o suco do copo consegue ser ainda pior e ir a todos os lugares (seja com esbarrão ou turbulência mais forte). Se a criança for grandinha para mamadeira, leve uma garrafinha e um canudo pra facilitar.

Troca de fraldas e banheiro: acho que trocar a frada no assento pode ser ofensivo a outros passageiros, já que xixi de criança não é inodoro. Ainda pode acontecer a clássica cena do menino fazer xixi DURANTE a troca, aí já viu, xixi pra todos os lados! E uma dica que vale também para os grandinhos: sempre vá ao banheiro antes do embarque (e leve seu filho(a) também). Até o avião decolar, subir e o sinal de atar cintos apagar pode passar fácil de uma hora. Claro que pode ir ao banheiro com a aeronave em terra, mas vai ter outros 200 ou 300 passageiros passando pelos corredores ainda embarcando também. E se a criança for pequena demais para ir ao banheiro do avião sozinha, pergunte aos comissários qual banheiro é mais espaçoso (para deficientes físicos), pois esse costuma ser um pouco maior que os outros e a porta abre para fora. Num A380, por exemplo, esse banheiro fica perto da terceira porta, do lado esquerdo - e tem o símbolo de cadeira de rodas do lado de fora.

Enjoos e vômito: deixe o saquinho num lugar acessível assim que embarcar, pois muitas crianças não avisam que estão passando mal, simplesmente chamam o Juca. As vezes o dito cujo tá láááááá atrás das revistas, então até você pegá-lo, já era. A roupa extra para os pais serve para isto, pois já vi crianças vomitando nos pais à bordo e eles não tinham roupas extras para si (uma vez nem para a criança tinha e o menino ficou de cuecas). Sobre as comissárias da TAM não poderem ajudar, achei um absurdo, mas eu não posso falar por eles. Na Emirates temos um Hygiene Kit para esses casos com Sani Sorb (um pó que transforma líquidos em gelatina instantâneamente, aí dá para pegar com a pá de lixo), lenços umedecidos desifectantes, luvas de látex e saquinhos com arame para fechar (se bem que eu já pego um sacão de lixo para jogar fora o cobertor e o travesseiro também). Já me ajoelhei muito entre as fileiras da econômica para limpar (contando sempre até três para não vomitar em cima), mas mandar os passageiros é que não dá né? Depois eu lavo bem as mãos - apesar de ter usado luvas - e ainda uso um hand sanitizer que carrego no bolso. Fim de papo!

Comidinhas, papinhas: please, please, solicitem sempre a refeição especial para crianças, pois sempre os pimpolhos querem quando veem a do vizinho de assento (e nem sempre temos extras para dar). Se puder levar lanchinhos leves como biscoitos ou chocolates extras melhor ainda. Apesar de saudáveis, frutas são desaconselháveis não só pelo lixo ôrganico citado, mas também porque são proibidas pela Alfândega de vários países, podendo até dar multa - uma comissária esqueceu que tinha um limão na mala (don't ask me why!) e levou uma multa, não lembro se Austrália ou Nova Zelândia.... Com tanta coisa pra se preocupar quando viajando com os baixinhos, a chance de esquecer que tem uma fruta na bolsa é grande.

DVDs e joguinhos: tente usar o entretenimento à bordo primeiro, pois algumas companhias aéreas tem uma respeitável seleção de canais, assim você economiza bateria para lugares onde tomadas podem ser pouco ou inacessíveis, como trânsito em aeroportos ou viagens de carro.

Abraços à todos! grin

Dicas úteis para viajar de avião com crianças « Favoritos

[...] Link: Viajando de avião com criança: o que levar (e o que fazer) a bordo [...]

Figuras e figurinos » Viagem com crianças - Bem Paraná

[...] Dicas importantíssimas para quem pretende viajar de avião com as crianças e não quer irritar a tripulação inteira. [...]

Andre
AndrePermalinkResponder

Achei legal.

Livia
LiviaPermalinkResponder

Oi Ricardo,
Adorei seu site, especialmente os posts sobre viagens com crianças. Sou uma mãe viajante de uma menina de 1 ano e meio, e ela viaja comigo desde que tinha 2 meses. Dá um trabalhão, é verdade, mas é uma delícia ver ela descobrindo o mundo. Já tive muitas experiências (boas e ruins) viajando com a minha bebezinha pelo mundo afora, então resolvi compartilhar tudo num blog. Daí nasceu o "Viagens de Uma Mãe de Primeira Viagem" (viagensdeumamaedeprimeiraviagem.blogspot.com), onde coloco não apenas dicas sobre viagens com crianças, a grande maioria delas aprendidas na prática, mas também dicas sobre o "equipamento" necessário para viajar com pequenos. Fica aqui um convite, depois passe lá!
Um abraço
Livia

renata
renataPermalinkResponder

amei as dicas meu filho nem chorou dentro do voo obrigada pelas dicas

Bea
BeaPermalinkResponder

Bea
30 de janeiro de 2010 às 2:38 | Permalink | Responder Sou mãe de três crianças de 12, 10 e 4 anos. Quando os mais velhoe eram pequenos costumava optaar por viagens dentro do Brasil ou países vizinhos, já a minha pequenininha aprendeu a fazer longas viagens desde cedo. Na minha experiência, acho que com certeza estar sempre acompanhada de mais um adulto, no meu caso o pai, mas poderia ser uma tia ou avó, com certeza ajuda. Sempre dividimos as tarefas no aeroporto: um cuida das malas e documentos e outro das crianças. Para a minha filha menor enquanto era bebê sempre me lembrava do kit trevesseirinho, chupeta e mamadeira, além disso só o que ela precisava era de um bom colinho para se acalmar. Atualmente procuro fazer com que ela se alimente bem e saudavelmente antes do voo, levo papel, giz de cera, um livrinho novo e mais uma daquelas historinhas que eles gostam de ouvir muitas vezes e brinquedinhos pequenos, minha filha adora miniaturas de seus personagens preferidos. Para crianças que curtem e se acalmam com um filminho um dvd portátil é uma boa pedida. Concordo com todas as dicas da Elisa. Quando a criança já tem mais de uns dois anos também acho que contar a ela como vai ser a viagen de uma maneira que ela entenda e dizer o que se espera dela também ajuda.

André
AndréPermalinkResponder

Viajar com crianças... ou não. Eis a questão. Não tenho nada contra quem pratica essa modalidade de esporte radical. Eu mesmo pratico, dependendo da situação.

De carro, faço isso regularmente. Desde que a mais nova tinha 3 meses de idade (e encarou a primeira viagem de quase 1600 km, só de ida).

Os maiores já fizeram viagens de mais de 3 mil km.

Mas de carro os problemas e dificuldades ficam restritos à família e não atingem terceiros.

No caso de avião, todos eles viajam regularmente, pois a mais nova tem, hoje, 4 anos.

Contudo, abaixo de 2 anos eu acho desnecessário, se puder ser evitado. Se não puder evitar, que sejam tomados cuidados, como observado nas dicas fartas desse tópico.

Eu tenho uma discussão eterna com a minha mulher, pois ela acha que todo lugar tem que levar criança. Eu não concordo.

Ela já fez uma viagem de turismo para a Europa levando os gêmeos, quando eles tinham 1 ano de idade. O que eu acho uma bobagem (melhor economizar essa viagem para quando eles puderem se LEMBRAR de já terem visto o Coliseu ou o Museu do Louvre) já que dá um trabalhão, os pais acabam perdendo uma parte do passeio e as crianças simplesmente não registram NADA.

Mas isso é de cada um.

Rodrigo Dantas

Na minha opinião isso melhora muito se for à noite, se tratando de avião...quem fala tem 2 filhos: 8 anos e 2 anos.

Marcie
MarciePermalinkResponder

Hoje estou cheia das frases lol e tenho uma para esse post, também:
In America there are two classes of travel - first class, and with children.  (Robert Benchley).

Marina
MarinaPermalinkResponder

Como ainda não tenho filhos, toda vez q viajo, fico estressada se tem criança no voo... mas só daquele tipo q berra, corre, faz os pais de gato-e-sapato (usando hífens enqto posso!! rs.) Até compreendo a situação da pobre coitada: depois de horas e horas dentro do voo até eu tenho vontade de gritar e pular nas poltronas!!...
Espero que todos os pais sigam as dicas do Riq (qdo eu tiver os meus, vou fazê-lo tb, prometo!!)
bjs

Cynthia
CynthiaPermalinkResponder

Ótimas dicas! Todas anotadas!

MIGUEL ANGELO GOMES

Essa questão de documentação é mega-importante, não da pra improvisar, por causa de um pequeno papel você estraga uma grande viagem.

Quanto ao tema, isso me lembra a "mamadeirada" que levei num voo REC/IGU ano passado, acho que se a mãe tivesse seguido os bons conselhos acima teria se saído melhor e eu não teria pago esse mikásso! Porque desembarcar em IGU todo lanbuzado de leite na região pelvica não pegou muito bem.

claudio macapá/amapá

Na verdade eu gostaria de saber se alguem pode me indicar um remedio para os ouvidos que quando o avião atingi uma certa altidude, meus ouvidos começam a doer e parece que dilata e fico quase surdo durante a viagem e depois, se alguem sabe o que devo fazer pra evitar isso, eu agradeço, abraços a todos.

Andre Lot
Andre LotPermalinkResponder

Esse problema tem a ver com alteração súbita de pressão atmosférica, pois a cabine da maioria dos aviões é pressurizada como se estivesse a 2.500m de altitude. Em geral o segredo é mander a cavidade que liga o ouvido-nariz-garganta com ar ciculando, mascando chiclete etc. Em casos mais sérios seu otorrino pode pescrever outros exercícios ou medicações que aliviam a dor.

Angela Raquel de L S Vieira

Pode uma menor de idade viajar com a tia (irmã da mãe), para o exterior, Bariloche, sem a autorização dos pais?

Ricardo Freire

Não. Vá o quanto antes ao Juizado fazer a autorização.

Atenção: Os comentários são moderados. Relatos e opiniões serão publicados. Perguntas serão selecionadas para publicação e resposta. Entenda os critérios clicando aqui.
Atenção: Bóia de férias. Só voltaremos a responder perguntas que forem postadas a partir de 23 de novembro.
Cancelar