O esporte radical do turismo

Ricardo Freire
por Ricardo Freire

No Louvre

Desculpe se o título levou você a pensar que eu falaria sobre trekking, rafting, expedições de moto ou viagens em veleiro. Na verdade o assunto é bem mais prosaico: por que costumamos exigir tanto de nós mesmos durante nossas viagens?

Tudo bem que a gente normalmente disponha de menos tempo e de menos dinheiro do que gostaria. Só o que o primeiro luxo a ser cortado de qualquer viagem parece ser dormir. O segundo, descansar.

Daí a transformar qualquer viagenzinha numa maratona é um pulo.

É bom lembrar que toda viagem envolve, por definição, um stress emocional considerável. Chegar numa terra estranha, aprender a se localizar, ativar o alerta anti-encrenca, negociar todos os movimentos com eventuais companheiros de viagem, tudo isso exige bastante da gente. Mas é parte indissociável do desafio – e do prazer – de viajar.

No entanto, junte-se a esse stress emocional um excesso de exigência física, e daí eu acho que a coisa já configura masoquismo.

Veja a diferença. Quando um atleta vai fazer uma maratona, um trekking ou uma travessia a vela, ele passa meses, anos se preparando. Mas quando a gente sai de casa para dormir uma noite sentado num avião e, ao desembarcar, pegar um carro para dirigir 350 quilômetros até o destino final, ninguém acha que é preciso preparo físico especial.

E por aí vamos. Não prevemos alguns dias de adaptação ao novo fuso horário. Atulhamos nosso itinerário de paradas. Inventamos vôos de madrugada. Fazemos bate-voltas de três horas de ida e três de volta, contra a opinião de todos a quem perguntamos. Enfrentamos frio sem estarmos vestidos com as roupas adequadas. Saímos para cumprir nossos roteiros mesmo chovendo canivetes. Deixamos que nos marquem conexões apertadas, que nos fazem viajar com o coração na mão.

Por que isso? Porque viajamos com o espírito dos alpinistas do Everest. Encasquetamos com objetivos que nos impomos e não sossegamos enquanto não fincamos nossas bandeiras em cada um deles.

Nada contra ter objetivos ou enfrentar desafios.

Mas proponho objetivos e desafios de outra natureza.

Que tal nos desafiarmos a viajar da maneira mais prazerosa e confortável, com o tempo e o dinheiro de que dispomos? Exigindo menos do corpo e oferecendo mais recompensa à mente? Praticando, nas férias, aquilo a que nos preparamos durante o resto do ano: curtir bastante?

86 comentários

Lu Malheiros
Lu MalheirosPermalinkResponder

Da primeira vez que fui à Paris (1 semana, presente da minha irmã) o VnV não existia e a internet não era o que é hoje. Munida de vários guias, fiz um roteiro mirabolante que, claro, não cumpri. Logo no primeiro dia entendi que não queria ficar ticando atrações de uma lista. A ida ao Louvre, especificamente à sala onde fica a Monalisa, foi bastante instrutiva. A minha foto, diferente da sua, mostra um bando de turistas tentando fotografar o quadro sem ao menos gastar um minutinho apreciando-o. Eu não queria ser um deles!
Gosto de caminhar pelas cidades que visito, mas com calma, com tempo para apreciar os lugares e as pessoas. Coisas incríveis acontecem quando a gente faz pausas e não fica andando pra cima e pra baixo feito uma louca. Uma das melhores recordações que tenho de Santiago de Compostela é de uma conversa que tive em um café com 3 senhoras portuguesas que, também, visitavam a cidade. Ficamos um bom tempo trocamos impressões sobre o lugar e falando de viagens.Em ritmo de maratona não existe espaço para essas coisas!

Martinha
MartinhaPermalinkResponder

Haha..
pq serà que me vi em vàrias frases.. :roll:
Mas bem, posso dizer que pq ainda me considero nova e aventureira (???)
Acho que aos poucos estou mudando, ou envelhecendo, ou amadurecendo.. não me sinto + apta à mtas coisas..
Tipo em 2007 fui com amigos para a Oktoberfest de ÔNIBUS.. estàvamos todas super empolgadas que nem não emportamos com as 14h do trajeto.. chegamos no hotel, so largamos as coisas, e là fomos para a festa.. o parque fechou meia noite (oh esses europeus q não sabem que as festas so' ficam boas depois da 1h da manhã!).. fomos p/ boate, voltamos p/ hotel para tomar banho e aproveitar o café da manhã (café da manhã alemão, pra mim é o melhor, EVER!!) e voltamos para o parque.. + cervejinha (copo tamanho "pequeno" 1l \o/ ), bandinha tocando, montanha russa, animação, quando vimos jà era hora de estar no hotel para voltarmos à Paris..
O que conhecemos de Munique?? o caminho hotel - parque - boate - hotel.. eekops:
Sei que cheguei em casa na 2a feira com morta.. fui trabalhar direto, mas muito feliz e cheia de canecos.. lol
=)
Ahh, meus pais estão vindo ficar em Abri/Maio.. mas meu pai jà pediu para eu ver um apto.. dessa vez ele quer flanar sem compromisso.. sem correria.. pq das outras vezes além da minha mega agenda de atividades, tinha hora marcada nesse restaurante, naquele museu, (...), naquela loja, fora que viajamos muito.. então, ainda não sei se vamos a algum lugar, pq isso ele so vai decidir na hora.. shock LOUCO!!

Gabi de Madri
Gabi de MadriPermalinkResponder

Totalmente apoiado! Eu já acordo cedo o ano todo pra trabalhar, então se saio de férias é também pra descansar. Mesmo que sejam poucos dias em uma cidade, me nego rotundamente a madrugar! A unica viagem que faço e sempre rola um pouco de maratona é quando vou ao Brasil, e normalmente compro a passagem de volta para o meu ultimo dia de ferias, e quando chego em Madri tenho que ir diretamente do aeroporto de volta ao trabalho com jet lag, poucas horas de sono, etc. Mas é por uma causa nobre, aproveitar até o ultimo minuto com meus amigos e a minha familia querida! Acho que é uma exceção totalmente aceitavel nao?

Leticia Greco
Leticia GrecoPermalinkResponder

Gracas ao VnV a minha experiencia na Europa nao se transformou num maraturismo!! No unico trecho em que eu temei fazer isso (na Toscana), apendi na pratica que nao deveria ter feito!!!! rs Aproveitei Paris sem a pressa de conhecer tudo que as pessoas acham q se deve conhecer e isso resultou em piqueniques no Jardim de Luxemburgo, na place des Vosges, observando a movimentacao dos parisienses, alem de paradinhas, sem hora para acabar, em cafes!! Ate hoje algumas pessoas me falam mas vc nao foi no Opera, nao foi na Galeria Lafayette, nem conheceu o lindo museu POmpidou, nao fez passeio de barco no Sena??? e eu sem arrependimentos respondo que NAO e por isso, tenho muitos motivos para voltar em Paris!!!! rs E lembro de forma gostosa de ter descoberto coisas q descobri andando despretensiosamente!!!!

Lu
LuPermalinkResponder

Certíssimo, Riq! Mas, é preciso muuuito tempo prá chegar lá!! É mto fácil cair em tentação! Quem nunca deu uma de maraturista, ñ pode compreender o prazer de viagem que caiba no nosso bolso e no tempo disponível!! Há muuuuito tempo atrás, qdo da minha 1a viagem à Europa, em excursão, naturalmente, uma amiga me falou p/em cada cidade, eu tirar um tempinho p/dar pelo menos uma volta no quarteirão sozinha, que era prá ter a real noção do que era aquela cidade. Outra dica (será que li isso no VnV, o livro??) foi escolher uma manhã ou tarde em cada cidade p/fazer aquilo que vc está c/vontade, que ñ necessariamente é aquilo que está no seu roteiro ... e ñ se arrepender de ñ ter ido a tal lugar, pois vc está de férias, pagando a sua viagem, e, portanto, vc tem direito a isso. Experimente!! Mas, tb se de vez em qdo cair em tentação e sair correndo por aí, ñ se preocupe, é parte do aprendizado, logo logo vc vai lembrar como é bom flanar!!

Mirella
MirellaPermalinkResponder

O duro é conseguir relaxar e e não estressar sabendo que existe o mundo inteiro para se conhecer.
Mas no fundo, aprendi a ir com calma... minhas viagens sempre costumam ser relax e quando estou cansada, volto para dormir no hotel... ou para um café por 30 hora ou mais... e se deu para conhecer tudo, beleza, do contrário fica p/ a proxima. Claro que as vezes estrapolo e faço Las Vegas - Grand Canyon/South Rim no bate-e-volta, mas faz parte! Loucuras também contam como aventuras, mas não rola fazer sempre.
Preparar a viagem é algo que faz a diferença, sem duvida tudo fica mais legal e além do mais você perdem menos tempo... e as dicas dos tripulantes daqui do VnV são essenciais (você sai de cada roubada! E entra em cada lugar bacana eheheh...).
Mas acho que viajar de maneira relax é um treino. Ainda mais para queme sta acostumado a pegar aquelas tour de 30 paísem na Europa em 25 dias smile
Outra coisa que brasileiro tem mania de dizer, é? Dormir em dollarou euro, nem pensar... eu estou aqui para passear, domir eu durmo em casa.... socorro! Me tira dessa.
Abs

Arthur | Agora Vai

Acho que este post e o anterior "O turista nunca-chega" se complementam perfeitamente. Também me identifiquei com as situações. Eu sempre digo que eu viajo para me estressar em lugares diferentes, porque cansa se estressar só em Niterói e no Rio. É preciso variar a paisagem para o stress, meu fiel companheiro de viagem que não paga nem a passagem nem o hotel, mas seu custo psicológico é imensurável...

Caroline®
Caroline®PermalinkResponder

Certíssimo. O povo fica desesperado com o ponto final, e esquece de aproveitar o caminho, que é a viagem em si. Parece até que viajar é que nem bater as metas do trabalho, que tem que cumprir obrigações. Férias não existem pra se fazer o que se tem vontade, sem agenda, sem compromisso? Se vira obrigação, quando a cabeça descansa?

Mari Campos
Mari CamposPermalinkResponder

ooops, cai no poco eekops:

Andre Lot
Andre LotPermalinkResponder

Eu sempre adorei viajar de carro por viajar, desde quando tirei minha CNH uns anos atrás. É meu sub-hobby particular: adoro dirigir, passar por estradas desertas, locais semi-desabitados porém civilizados (não gosto de off-road) etc. Não faço só viagens nesse estilo, mas gosto de combinar trajetos rodoviários com a aventura de dirigir em cidades grandes desconhecidas e visitar vários lugares interessantes no caminho.

A primeira vez que vim à Europa, decidi cortar a duração da viagem pra poder usar carro o tempo todo, e abrir mão da maioria dos lugares famosos que fazem parte da "lista". Tem gente que até hoje não entende como desci no aeroporto de Orly e o máximo que conheci de Paris foi a saída para o Vale do Loire. "Paris, mas como vc NÃO FOI VISITAR Paris e [lista de lerês parisienses]???" Meus 3 dias nos Pirineus, entre Espanha e França, em cidades minúsculas e rodovias de montanha com 10 curvas por quilômetro valeram muito a pena smile

De qualquer forma, eu auto-adotei (?) o seguinte "protocolo André Lot" rs:

(1). Dia de chegada de vôo intercontinental é pra pegar o carro e ir para um hotel próximo ao aeroporto (em já forço o ajuste do fuso no dia anterior à partida), de preferência de fácil acesso. Se estiver muito disposto depois do check-in, uma voltinha básica de carro pelas redondezas pra dar uma espiada, e nada mais.

(2). Se a viagem tiver mais de 5 dias inteiros, a cada 4 dias intensos eu tiro um quinto dia de "FÉRIAS DAS FÉRIAS": sem programa definido, sem troca de hotel, para eu ficar na piscina, para dirigir até um local legal, para ficar no MSN e Facebook conversando com colegas etc. Um dia onde tudo é possível sem culpa, inclusive ficar no hotel o dia inteiro.

(3). Sempre ter à mão uma lista com o triplo de lugares que seriam possíveis de ser visitados em um dia da viagem qualquer. Uma lista que nem a CVC conseguiria dar conta, impossível. Como não vai dar pra visitar tudo ou dirigir para todos os lugares mesmo (e eu já sei totalmente disso), ficarei feliz e satisfeito em visitar ou dirigir a 15 ou 30% da lista, sem remorosos no fim do dia. Minha lista de programas e destinos 'prioridade máxima' não ultrapassa 1/3 do tempo livre. disponível.

(4). Eu não sou feito de açúcar, mas também não sou storm hunter. Nada de pegar o furnicular em um dia de neblina e passar 2 horas torcendo pra névoa ir embora. Um dia de tempo ruim é um dia bom pra fazer upload de fotos em um café, pra fazer um almoço demorado e pra visitar locais indoor.

(5). EU VIAJO PARA MIM. Sou egoísta. Eu não viajo para tirar fotos que os outros vão gostar em poses tão inovadoras como novela das 8. Eu não viajo para dizer que conheço lugares famosos. Já troquei Barcelona pelas estradas de Andorra e Zaragoza e o mundo não acabou e eu não entrei em depressão. Em tempos de Google Street View 3D e por aí vai, qualquer um pode ver fotos e imagens de lugares famosos muito melhores do que as que eu provavelmente vou tirar.

(6). Se preciso calcular tempo de viagem para algum trajeto mais longo (pra deslocamento só, com várias centenas de km em auto-estrada, e.g., Milano-Rotteram 915km), diminuo a velocidade de referência do GPS em 15%. Se tudo der certo, chego adiantado e tomo banho mais cedo. Se tiver congestionamento, se a fila do pedágio demorar, se chover, eu não vou ficar agoniado por estar "ficando para trás" no ETA do GPS.

(7). Um museu ou exposição menos badalados de um tema que me atrai (Projetos de engenharia de Leonardo da Vinci, em Firenze) é mais imperdível para mim do outro local muito famoso, mas sem interesse temático especial (Duomo, em Firenze). Eu troco fácil e fico feliz. Além disso, não estou viajando para cobrir um museu (deixo isso pro Riq) e posso passar toda a tarde em 2 ou 3 salas que muito me interessam, e ir embora sem ver o segundo andar do Palazio Ducalle. Again, o mundo não acabou.

(8). A melhor forma de observar algo típico e contemporâneo é não ir em qualquer cidade classificada pelo público como "típica". Se eu quero o tipo, e não o estereo-tipo, nada mais interessane que entrar em uma cidade não-famosa cujo entorno (relevo, vegetação etc.) parece ser legal. No mínimo, eu vou conhecer um lugar fora do circuito turístico que leva uma vida normal, no máximo, terei um achado nas minhas mãos.

(9). Para mim, até 2h30 a mais de direção por dia compensam não ter que mudar de hotel e empacotar tudo na manhã antes de sair do mesmo. É o preço, em tempo, gasolina e pedágios, que estou disposto a pagar pelo conforto de chegar de um dia na estrada e encontrar tudo arrumado no meu quarto como deixei de manhã.

(10). Estar na direção de um carro te dá muito poder, de mudar o programa como quiser sem trocar o horário e pagar remarcação e ecolher a rota que der na telha ao acordar. Eu não transformo meu carro, jamais, em uma versão particular de um ônibus da CVC!

Lucia Malla
Lucia MallaPermalinkResponder

Andre, excelente seu protocolo! Com certeza, a ser seguido.

(Eu infelizmente ainda faço uns maraturismos de vez em quando... mas tudo na dose adequada. Afinal eu curto montanhismo everestiano. grin )

Paula Bicudo
Paula BicudoPermalinkResponder

André, achei simplesmente genial. Alguns desses mandamentos eu já seguia, mas estou pensando em adotar todos.

Paulo Torres
Paulo TorresPermalinkResponder

Esse numero 3 eu já adotei, ter diversas opções sem ter a ansiedade de marcar o "xis" em cada uma delas dá uma sensação de estar no melhor dos mundos! Lembro de sair do albergue em Barcelona pela manhã, tentando decidir se iria à praia, ou caminhar pelo Montjuic, ou assistir ao jogo de basquete do Barça - é o tipo de problema que eu gostaria de ter sempre smile (Acabei indo ao Montjuic, passando muitas horas na Fundació Miró e passeando pelo Parq

Paulo Torres
Paulo TorresPermalinkResponder

Esse numero 3 eu já adotei, ter diversas opções sem ter a ansiedade de marcar o "xis" em cada uma delas dá uma sensação de estar no melhor dos mundos! Lembro de sair do albergue em Barcelona pela manhã, tentando decidir se iria à praia, ou caminhar pelo Montjuic, ou assistir ao jogo de basquete do Barça - é o tipo de problema que eu gostaria de ter sempre smile (Acabei indo ao Montjuic, passando muitas horas na Fundació Miró e curtindo o Parque Olímpico.)

Carla
CarlaPermalinkResponder

Adorei o protocolo, André! Concordo com muitos tópicos e discordo de alguns poucos - mas o mais importante é mesmo que cada um pense no que funciona para si próprio e siga essas convicções, sem ficar dando trela pro que os outros vão pensar, dizer ou cobrar... (Aliás, isso vale pra vida, né? Não é só pras viagens... wink )

CarlaZ
CarlaZPermalinkResponder

Na verdade nao sigo a fundo o estilo maraturismo nem o slow travel...tem viagens e viagens...destinos e destinos...
Adoro nao bater ponto em todas as atracoes...para ter um motivo para voltar. E tambem se nao deu pra ver tudo...nao deu!
Quanto tenho que dormir ate tarde durmo mesmo (ja acordei uma e meia da tarde em Paris...)e procuro nao encher minha programacao com passeios que tenha que acordar cedo...mas tem dias que acordo (para fazer o passieo de balao por exemplo tive que acordar 4:30 da manha...mas foi um dia so).
Adoro sentar em cafes...considero um programao!
Mas e dificil saber que esta em tal lugar e nao deu pra fazer isso ou aquilo...tento equilibrar...

Luciana Bordallo Misura

Valeu Riq, foi um bom reality-check e cortei uns lugares da minha lista pra semana que vem wink Na verdade os meus tempos de maratona turistica ja acabaram quer queira ou nao - depois que a gente passa a viajar com crianca a coisa muda de figura. Os adultos podem estar achando que da, mas ai a crianca abre logo o berreiro e pronto, o ritmo muda na hora. Mas eu sempre tiro um dia pra ficar no hotel de bobeira curtindo a piscina, praia ou instalacoes, normalmente o dia seguinte a chegada, pra recarregar as baterias depois do voo. Mas como a CarlaZ falou ai em cima, tem viagens e viagens...a gente se matou no Japao mas valeu muito, nao mudaria nada...mas de um modo geral eu tento nao precisar de ferias das ferias.

Dani S.
Dani S.PermalinkResponder

O André Lot fez um protocolo que eu quero assinar! mrgreen
Eu definitivamente não gosto de esportes radicais. Nem maraturismo. O que não me impede - infelizmente - de fazer umas besteiras de vez em quando.
E eu já falei que atraio chuva quando viajo? É tiro e queda - é só eu marcar viagem (na época mais seca, lógico, que o marido é fã de meteorologia) que São Pedro descobre, e começa a chuva. Aí, não tem jeito - tem que diminuir o ritmo meeeeeeesmo. O melhor de chuva é que você não fica se sentindo (muito) culpado por estar no hotel quentinho em vez de naquela fila quilométrica... mas tem que levar livros sempre!

Guta
GutaPermalinkResponder

Para mim, existem dois tipos de viagem: a de turismo e a descanso. A de turismo é aquela que vc normalmente não pára: acorda cedo e tenta aproveitar ao máximo o lugar onde vc está. Geralmente é nela que vc sai do seu hotel e só volta para ele de noitão.
A de descanso é aquela em que vc aproveita o lugar, mas no seu ritmo. Acorda tarde, toma um longo café da manhã, bate perna mas volta para um soninho da tarde.
A viagem ideal é aquela que dá para juntar esses dois tipos, mas isso não quer dizer que elas separadas não dêem um imenso prazer.

lalai
lalaiPermalinkResponder

eu já fui uma viajante estressada. Tinha que acordar cedo, ir em todos os cantos possíveis por dia e dormir o menos possível para não perder nada. Resultado: sempre chegava algum momento que o que eu mais queria era estar de volta para a minha casa para descansar das minhas férias. No ano passado eu viajei por um mês entre França & Suecia & Noruega e decidi que eu iria descansar. Acordava às 10h sem qualquer culpa e depois aproveitava o dia longo de verão, retornando pra casa depois das 10h da noite, mas sempre sem pressa. Preferi gastar horas sentada num bistro apreciando à minha volta com uma taça de vinho a ficar horas na fila dos museus lotados. Foi a melhor férias que tive, descansei tudo que merecia, vi tudo que de fato valia a pena e ainda tive tempo para ler e ficar sem fazer nada. Cá estou novamente em férias no maior sossego do mundo. Enquanto meu namorado acorda na maior pressão às 8h da matina para não perder uma hora sequer do dia e esquiar durante o tempo que a estação fica aberta, eu aviso que encontro ele por lá e estico meu sono até às 9h, leio revista, tomo meu café e só então sigo para a estação. E já sei que vou voltar ao Brasil em março mais descansada do que nunca novamente.

Bom texto e ótima reflexão, coincidentemente foi meu discurso nessa última semana devido à pressão que tive para não perder meus preciosos momentos livres na cama.

Ricardo Freire

Obrigado pelo depoimento mrgreen

Jussara
JussaraPermalinkResponder

Somos todos conscientes de que normalmente vivemos dias pra lá de agitados quando estamos viajando. É a vontade aproveitar tudo, de não deixar passar nada porque às vezes, e falo por experiência própria, passarão dez anos antes que você consiga retornar ao local visitado e preencher eventuais lacunas. Mas... ninguém conseguiria abordar o assunto de forma mais exata e divertida que você Riq.
O problema é que não nos emendamos: aqui estou planejando uma viagem a Buenos Aires, tentando encaixar mil passeios, mil restaurantes, muita caminhada, tudo em apenas quatro dias. Acho que vou cancelar a dormidinha à noite.

Sylvia
SylviaPermalinkResponder

Hehe Jussara , fica tranquila pois todos já passamos por isso.
O que achas de almoçar e jantar duas vezes prá conferir todos os
da lista ?

Como não será tua ultima vez na cidade , fica aqui minha sugestão : duas coisas de manhã e duas de tarde.
Se puderem ser no mesmo bairro , melhor.
O resto, fica para a próxima lol

E não esqueça , que ir nos dias e horarios errados nos lugares, é perda de tempo.

Palermo nas segundas , e de terça a sexta ,antes das 4 da tarde é furada.
( a não ser que queiras fuçar na feirinha aos sabados e domingos a partir do meio dia)

Feira de San Telmo , vá domingo depois das 11.

Entorno do cemiterio da Recoleta ,vá quando escurecer ou no domingo perto do meio dia.

Compras na Santa Fé só depois das 10 , e é ótimo ao entardecer.

Confira no guia óleo se o restaurante é melhor no almoço ou jantar.

Eu não gosto da Florida , mas dá pra encarar das 9 as 11 da manhã
( e nos domingos depois das 16h)

Outlets da Cordoba e Aguirre com Gurruchaga aos sabados são insuportavelmente cheios.

Reserve almoço para os fins de semana e todos os jantares .

Sylvia
SylviaPermalinkResponder

Sempre repito -para mim e para outros- que a gente está onde estão nossos pensamentos.

De nada adianta carregar pensamentos passados para o presente ,quando estamos viajando.

De nada adianta planejar, estudar, sonhar , executar os planos de viagem , se quando a gente chega no objetivo , ficamos pensando em outras coisas .

Focar o pensamento em qualquer coisa que não seja exclusivamente o objeto do sonho é , no minimo , um delirio insano .

E pra quem ainda não sabe , incluo na lista de atitudes perda-de-foco , ficar tirando mil fotos de todos os angulos , em vez de olhar, respirar e impregnar a alma com o objeto do sonho.
Pronto:falei wink

Jussara
JussaraPermalinkResponder

Sylvia anotei tudinho. Já ia entrando numas furadas. É que chego na quinta por volta das 14 horas e volto na segunda às 14:30. Praticamente um final de semana e ainda quero ir até Colônia(lacuna a ser preenchida)sexta ou sábado porque domingo é dia de San Telmo! Maraturismo??? Ah! Tem os cafés...e os sorvetes...
Sobre as fotos, já aprendi a lição e concordo totalmente. Muito legal trazer alguns registros, mas certas coisas só nossos olhos têm a capacidade de captar e eternizar na memória.

Sylvia
SylviaPermalinkResponder

Jussara , até hoje ainda não encontrei nenhum diazinho vago pra ir até Colonia , visse ?
E na ultima vez por lá , quando me peguei falando sózinha na rua - indignada- " ..pô .. seis dias é muito pouco .." decidi que daqui pra frente só fico num bairro em cada viagem grin

Dani Polis
Dani PolisPermalinkResponder

Jussara, aproveite um dos dias, de preferencia o mais ensolarado, para tomar um sorvete no Freddo em Puerto Madero, enquanto o sol se põe. É a lembrança mais bonita que tenho de BsAs: eu e meus amigos, conversando nos banquinhos de Madero, dando risada, tomando sorvete enquanto a noite chegava. O resto é tudo foto de cartão psotal =D

Ana Claudia
Ana ClaudiaPermalinkResponder

Riq, e por falar em esporte radical, eu estou vivendo um dilema! Aceito humildemente sua opinião e dos demais trips.
Em abril, tenho 5 dias livres para comemorar 22 anos de casamento. A idéia inicial era ficar só em Santiago e conhecer os arredores. Mas uma ansiedade não quer me largar... Será que fica muito cansativo ficar 3 dias em Santiago e fazer só os leres, fazer a travessia dos Andes de carro e descansar 2 dias em Mendoza no Cavas Wine Lodge??? Assim eu juntaria 3 sonhos numa viagem só, hehe...
Thanks

Ricardo Freire

Ana, não posso dizer que fui direito a Santiago, e nunca fui a Mendoza, então a minha resposta é apenas teórica. Eu acredito que você vá se arrepender e vá querer voltar a ambos lugares futuramente pra ver coisas que só vai descobrir por lá que terá deixado para trás.

Pra fazer desse jeito, o negócio é afinar a seleção do que fazer e ficar só com a crème de la crème; pensar nessa viagem não como uma viagem de exploração, mas de experiência.

Carla
CarlaPermalinkResponder

Ana, eu estou em Mendoza agora. Cheguei hoje de Santiago, e vim para passar apenas 2 dias também. Foi a minha 3a. vez em Santiago, e ainda tenho muito o que ver e visitar... É a minha 1a. vez em Mendoza e já estou encantada com a cidade, certa de que os 2 dias que vou passar aqui não vão dar nem pro começo. Eu não me incomodo muito com isso, porque gosto de retornar aos lugares, mas pode ser frustrante para quem não tem essa mania...

Uma parte da sua viagem que deve, sim, ser muito bacana, mas que também deve te atrapalhar a vida é fazer a travessia dos Andes de carro. A burocracia de levar um carro alugado de um país para outro costuma ser grande - e aqui, a distância de 350km não é percorrida em menos de 5 ou 6 horas, porque ou você está indo montanha acima ou montanha abaixo... Por outro lado, a Lan tem passagens de ida e volta de Santiago a Mendoza por apenas US$ 49. E o Cavas Wine Lodge está situado próximo a vinícolas como a Catena Zapata, a Norton, a Ruca Malén - não que dê pra ir a pé, mas o próprio hotel deve ter um esquema de vans, táxis ou remises para levar os hóspedes às vinícolas, de modo que o carro não seria tão necessário.

Amanhã vou almoçar no Cavas. Posso te dar uma opinião mais fundamentada depois, Ok? wink

Ernesto, o pato

Carla

Eu nao sei se vale a pena o voo internacional, para poucos dias, considerando'se o tempo total, que deve ser de umas 4 horas (considerando'se o trajeto para os aeroportos de Santiago e Mendoza, a apresentacao no Check in com 2 horas de antecedencia, e o desembaraco das malas), e custo final, que com todas as taxas e custos de locomocao ao aerporto deve bater em 100 dolares, pelo menos.

Em tempo. E melhor pegar uma lotacao em Mendoza, e Santiago (assim se gasta muito menos tempo na imigracao) e alugar um carro em cada fronteira.

Carla
CarlaPermalinkResponder

Bom, o vôo em si dura apenas meia hora, não há tempo nem para o serviço de bordo. A antecedência para o check-in e a imigração na chegada são a parte chata, sem dúvida, mas ainda acho que vale a pena, porque haverá burocracia na estrada para cruzar a fronteira com o carro alugado, de qualquer forma... Quanto aos custos, o táxi da Providencia ao aeroporto de Santiago me saiu a US$ 30 - mas o remis do aeroporto de Mendoza até a Plaza Independencia custou apenas Ar$ 23... wink O que não me parece interessante aqui é fazer todo esse trajeto de ida e volta para ficar tão pouco tempo - a menos que fosse mesmo uma vontade daquelas, que não dá pra adiar de jeito nenhum... grin

Ana Claudia
Ana ClaudiaPermalinkResponder

Carla, vou esperar sua avaliação, sim.
Mas Mendoza ficará para a próóóóxima viagem.
Minha listinha só aumenta.
E eu ainda tenho a mania de querer voltar sempre para lugares que gosto...

Carla
CarlaPermalinkResponder

Ana, adorei o Cavas!!! Ele fica próximo a várias vinícolas, e você pode ir até elas por conta própria - eles têm bicicletas, para que os hóspedes possam se locomover pelas redondezas por conta própria!Adorei!!! 8) Mas, quando você for planejar a sua ida a Mendoza, lembre-se que o Cavas Wine Lodge é um destino em si - vale ficar uns 2 ou 3 dias para explorar o hotel e a região de Luján de Cuyo, mas ele não tem uma boa localização para explorar o resto de Mendoza, como a região de Maipú ou mesmo a cidade em si. Se eu fosse voltar a Mendoza e me hospedar no Cavas (como adoraria fazer um dia...) dividiria a minha estada entre ele e um hotel nas cercanias da Plaza Independencia.

Ernesto, o pato

Ana

A viagem è muito bonita, mas em 5 dias e impossivel, a nao ser que voce va de aviao. A viagem Santiago Mendoza demora quase 1 dia inteiro (creio que 7 ou 8 horas) em cada sentido, entre as curvas e as formalidades da alfandega. Assim, como voce perde 2 dias so na viagem, nao vale a pena. Mendoza e bonita, e vale a viagem por si.

Dri - EveryWhere

Ana Claudia,
Eu estive no Chile para tambem 5 dias na semana entre natal e ano novo, e passei pelo mesmo dilema.
Como estava viajando com meu marido e meus pais, e meu pai bateu o peh que nao tem mais idade pra ficar encarando roteiros loucos (sendo que aprendi meu estilo bate-e-volta-e-vai-de-novo com ele!) entao decidimos fazer apenas Santiago e arredores.

Foi uma viagem maravilhosa, onde conseguimos experimentar um pouquinho de tudo por Santiago, e como o Riq falou, foi uma viagem de experiencia, e com certeza pretendo voltar a SAntiago e ao Chile com mais calma um dia desses.

O roteiro completo e detalhado esta no meu blog, mas essencialmente fizemos 1 dia e meio emSantiago, 1 dia em Valparaiso/Vina del mar, 1 dia em Portilho (nos Andes, quase Mendoza) e 2 manhas em viniculas (uma no vale do Maipo e uma no vale do Aconcagua).

Nao achei tao corrido assim nao, tivemos tempo de comer em bons restaurantes, descansar na piscina do hotel e apreciar a maravilhosa paisagem do Chile.

Definitivamente precisaria de mais tempo rpa conseguir ver o pais todo, mas fiquei bem satisfeita com o que deu pra fazer, e achei super tranquilo o voo internacional saindo do Rio.

Abs
Dri Miller

Ana Claudia
Ana ClaudiaPermalinkResponder

Queridos trips, obrigada pelas opiniões. Vou conter minha ansiedade e ficar só em Santiago.
Um dia inteiro para fazer o básico: centro histórico, museu arte pré-colombino,mercado central, Cerro San Cristobal.Café e jantar bem e com calma.
Outro dia para Reñaca, Concon e após conhecer Valparaíso, almoçar nessa bonita pousada Casa Higueras. Na volta passear no Pueblito los Dominicos. Sair para jantar.
No terceiro dia vou de ecoturismo, Cajon del Maipo até Embalse el Yeso. Jantar.
No quarto dia vou para Vale do Colchagua, talves dormir na Casa Silva ou Casa Lapostolle.
Acho que desse modo vou aproveitar e sentir melhor o destino.
Obrigada mais uma vez.
Beijos para vocês.

Eneida
EneidaPermalinkResponder

Olá Ana Claudia,
Estive no Chile em janeiro e decidimos ficar só um dia em Santiago, na véspera de nossa viagem de volta ao Brasil. Eu já tinha estado na cidade antes e o marido só queria ir ao museu de arte pré-colombiana, e fazer um ou outro passeio básico. O problema é que o dia escolhido era uma segunda-feira e todas as atrações turísticas estão fechadas na segunda, até o passeio ao Cerro Catedral. Então é só para dar um toque mesmo, se for ficar um dia turistando em Santiago, não escolha segunda-feira!

Quanto ao vale do Colchagua, não cheguei a ir à Casa Silva (estava lotado no período em que estivemos lá), mas a Casa Lapostolle é muito bonita, vale a pena passar uma noite lá.

Lili-CE
Lili-CEPermalinkResponder

O Andre Lot tem muita razão, mas sempre lembrando que cada um tem seu ritmo e suas preferências. Eu, por ex., sou fã de transporte pública na Europa e acho que carro não tem cara de férias, afinal vivo engarrafada nas ruas estreitas de Fortaleza. Não curto mesmo, carro só em Gramado, praias do NE (mas sempre saindo de avião e alugando no destino). Meu sogro dorme após o almoço TODOS os dias, mesmo em euro ou dólar, por ex. Isso é inegociável p/ ele. Eu, mesmo sendo um pouco agitada, procuro ter no máximo uma atração por dia - e que eu realmente queira ver. No dia do museu, a outra ticada só pode ser um restaurante, no máximo. E assim vai. Buenos Aires é ótima p/ flanar, Jussara, siga os conselhos da Sylvia!

Ana Claudia
Ana ClaudiaPermalinkResponder

É, Riq, tá difícil decidir. Se eu correr o risco de querer voltar para os dois destinos, então é melhor decidir por um.
Seria mesmo uma experiência...

Riq , você conhece alguém que já fez o passeio ao Cajon del Maipo e Embalse el Yeso, distante +ou- 80km de Santiago? Seria uma opção além do Vale Colchagua para não ir agora até Mendoza.

Ricardo Freire

Conheço não, mas posso abrir um post pra ver se o povo sabe. Se bem que EU já confio totalmente na tua intuição smile

Ana Claudia
Ana ClaudiaPermalinkResponder

Ah, esqueci de te agradecer: obrigada, viu?

Thiago Parente

O bordão desse site não é "inteligência para viajar mais e melhor"? Apoiadíssimo.

Maria Tereza
Maria TerezaPermalinkResponder

Não sou adepta ao esporte radical do turismo! Passo pelo menos 1 semana numa cidade grande. Tbém gosto de sentar me num banco e observar a vida dos locais.
Mas tenho uma pergunta:
O QUE É VnV????

Lu Malheiros
Lu MalheirosPermalinkResponder

Maria Tereza,
VnV = Viaje na Viagem smile

Dani S.
Dani S.PermalinkResponder

Viaje na viagem, abreviado, oras! mrgreen

Ana Claudia
Ana ClaudiaPermalinkResponder

Riq!!! Que honra saber que VOCÊ confia na minha intuição. Esse é o meu momento Tassia...
Beijins

Ana Claudia
Ana ClaudiaPermalinkResponder

Na verdade, tenho muita vontade de conhecer os arredores de Santiago, mas qdo começo a pesquisar hoteis na cidade, desanimo. Acho que eu queria compensar esse problema com o Cavas.

Dani S.
Dani S.PermalinkResponder

Ah (hoje eu não saio daqui), vim só pra lembrar: alguém aqui no blog sugeriu o site tripit.com - não lembro mais quem, só que era um homem muito gentil, sorry eekops:
Eu queria agradecer! O site é incrível, é um caderninho virtual. Lógico que funciona melhor pra armazenar reservas de sites já cadastrados (principalmente os americanos), que é só dar encaminhar no email de confirmação da reserva, e já sai preenchidinho no seu roteirinho. Mas dá pra preencher na mão as reservas brasileiras. O mais legal é que você o tem sempre à mão (cansei de estar no serviço sem o meu caderninho físico, e não poder anotar nem consultar nada), e dá pra cadastrar as pessoas que também viajam com você, para que ajudem a preencher, e dêem palpites. Também é bom pra cadastrar os parentes, que querem saber onde você vai estar tal dia, e eles podem olhar toda a sua programação (você regula quem tem poder de mexer, ou sou de olhar, e deixar notas). Dá pra incluir mapinhas do google. Antes de viajar, é só imprimir, e você fica com um papel só, com todos os códigos de confirmação de todas as suas reservas. Uma mão na roda!!

Deiatatu
DeiatatuPermalinkResponder

Eu já melhorei muito, acho q com o tempo e a prática, a ansiedade diminui um pouco. O turista em si é ambicioso e sempre quer ver mais um pouco nem q seja da janela de um ônibus. Mas acho q isso é um mal do nosso tempo, assim como “colecionar” países é um must pra muitos, para outros é ter o melhor carro, comprar, comprar serve como uma valvula de escape. O turista é tbém imediatista sempre pensa a curto prazo : tenho q aproveitar o máximo este lugar, nao sei se terei outra oportunidade ou dindin pra voltar aqui.

Lili-CE
Lili-CEPermalinkResponder

Ana Claudia, conheci Santiago em dois dias antes de cruzar a região dos lagos e mais um dia inteiro na volta. Foi pouco. Santiago não tem a vibração argentina, o povo é mais contido e isso se reflete na cidade, mas ela é muito agradável e bonita. De outra vez, fui até Mendoza a partir de Buenos Aires, fiquei lá 4 dias. Foi maravilhoso. Num dia, saímos da vinícola e fizemos um dispensável bate e volta até a Puente del Inca, já após o controle de fronteira argentino, quase no Chile e pertíssimo de Santiago. A paisagem meio californiana, desértica, é cansativa e o trajeto, longo, apesar da estrada maravilhosa e o motorista educadíssimo - todos afastam pra vc passar. Acredito que só valha a pena quando se vai de Santiago a Mendoza, mas ficando uns 4 dias em Santiago e pelo menos 2 dias inteiros em Mendoza, que é pequenininha, mas p/ quem gosta de vinho e restaurante bons, inesgotável. Para não fugir do clima do post, acrescentaria que quanto menos tempo se passa num local, menos se gosta dele.

Ana Claudia
Ana ClaudiaPermalinkResponder

Lili, pura verdade que qto menos tempo num lugar, menos a gente gosta.

Paula Bicudo
Paula BicudoPermalinkResponder

Acho que a gente amadurece como viajante com o tempo. Eu mesma já fui muito afoita e em 2006 fiz um super maraturismo pela Europa em um mês, mesmo já não sendo a primeira vez. Mas, de verdade, se tem alguma coisa do qual me arrependo é não ter passado mais tempo em determinados lugares, mesmo a custa de cortes na lista, por exemplo em Madrid. Estive duas vezes na cidade, mas sempre rapidinho e tenho um carinho especial por ela. Gostaria de ter passado pelo menos uma semana inteirinha por lá, e nunca consegui. Viena é outra cidade de sonhos que merece ser degustada e os meus 3 dias na cidade só serviram para me deixar com vontade de quero mais.
Na minha última viagem pra Londres, passei 7 dias inteiros por lá, feliz, passeando com calma, dormindo de vez em quando a tarde (sou uma pessoa diurna, acordo sempre cedo, mesmo em viagens, mas amo a "siesta") saindo de noite as vezes e foi o ideal, apesar de Londres ser sempre Londres e sempre haver motivos para voltar. E tive uma super preguiça de fazer bate e volta. E o mundo também não acacou por isso.
Enfim, vivendo, viajando e aprendendo. Mas nada adianta a gente falar isso sempre, repetir como um mantra e aconselhar quem nunca foi a Europa a não fazer 11 países em 18 dias. Esse aprendizado precisa ser adquirido por experiência própria e cada um sabe qual o seu limite.

Jussara
JussaraPermalinkResponder

Carla, você está realizando um dos meus sonhos: Mendoza. Sou uma amante dos vinhos e a paisagem local parece fascinante.Depois conta tudo pra nós.

Ernesto, o pato

Bem, parabens pelo Andre pelos mandamentos...

Algumas coisas que eu aprendi.Como os voos internacionais estao horriveis, e muitas vezes ha o stress de terminar todo o trabalho antes de viajar, o primeiro dia e para se aclimatar e dormir, num hotel bem gostoso e confortavel... Ja fiz a famosa viagem na Europa, de 5 paises em 20 dias, mas foi ha 20 anos e nao me arrependo nem um pouco... Hoje vou mais devagar, delimito melhor, e por pegar roteiros mais novos e que ninguem conhece, me dou ao luxo de errar, e de fazer coisas novas que podem se revelar fantasticas, como voces leram no Peru, ou uma que foi bem mediocre, como o passeio nas serras de Catamarca, mas que eu quereia conferir (depois eu conto para voces) . Acho que o slow travel e bom, eu particularemnte gosto de viagens de onibus, em paises diferentes, e uma grande oporutnidade de meditar e pensar na vida, desde que nao se passe muito das 4 horas por viagem, quando possivel... Quanto a ficar mum cafe, ou numa praca, sempre achei algo interessante, que capta a essencia da Cidade...E, muitas vezes eu gosto de pegar alguns onibus ao acaso, para ver como e a Cidade de verdade, fora da programacao turisitica... Ja descobri tambem, que pelo menos para minhas necessidades, e considerando'se tambem a questao trabalho, a viagem ideal e entre 12 e 21 dias, fica aquele gosto de quero mais, a vontade de voltar, e nao aquela saudade de casa....

Dri - EveryWhere

Hahahahaha!
Riq amei esse post! Voce sempre se superando em seus textos!!
Tenho que levantar a mao e admitir um mea culpa pois esse post me descreveu inteiramente!
Sou campea de enfrentar voo Ryanair as 6 da manha pra passar 40 horas de passeios intensos em alguma capital Europei, voltando pra casa as 11:30 da noite de Domingo, andando em media 12 horas por dia e comendo sanduiches, chova ou faca sol!
O pobre coitado do meu marido fica acabado e me faz prometer que quando "eu crescer" vou deixar ele ir assar ferias num resort all inclusive onde ele nao tenha que fazer nada a nao ser levar o garfo ou o copo ateh a boca!
hahahahaha
Definitivamente nao sou nada adepta ao slow travel... mas um dia pretendo aderir!
Amei o post!
Abs
Dri Miller

Natalie
NataliePermalinkResponder

Será que nosso rítimo de viagem não depende diretamente da nossa maturidade como viajante? Concordo com a Paula, com o tempo nós aprendemos a viajar melhor, a aproveitar nosso tempo melhor e a nos permetir certas "loucuras" sejam elas almoçar em um restaurante estrelado, passar a tarde toda em um café, visitar um museo lotado ou até mesmo passar 3 horas na fila da Torre Eifel smile

Alex Melo
Alex MeloPermalinkResponder

Este é um aspecto qe preciso melhorar muito!! Já consigo evitar o tema da outra coluna, o 'nunca-chega', sabendo ficar em poucas cidades mesmo em viagem longa, mas dentro de uma cidade ainda sou exagerado.

Tento sair sempre antes das 9:00, e voltar só depois das 20:00, muitas vezes deixando a esposa no hotel para uma ultima caminhada durante o dia. O lado bom é que mesmo comendo bem nestas viagens, volto mais leve para casa - mas ao final do dia (de quase TODOS os dias), estou sempre com os pés doendo de tanto caminhar.

Aí leio uma coluna destas e sei que é assim que preciso fazer, sem loucuras - mas é dificil se conter, viu hehehe

Pelo menos quando o lugar é praia eu já consigo ficar sem problemas em no máximo 2 por dia, com o almoço entre 1 e outra.

MIGUEL ANGELO GOMES

Realmente isso é mais comum do que se imagina e não adianta dar conselhos, na verdade eu gosto de fortes emoções e muitas vezes quando solicitada minha opinião eu digo, "Não, essa conexão é humanamente impossível, eu iria, mas não recomendo". É o mesmo que dizer vá no caso dos homens que sentem-se desafiados. Já as mulheres são mais prudentes. Meus conselhos são sempre de prudência mas a lei do livre comercio me obriga onde cada um vende e compra o que quer não me permite deixar de fechar um negócio mesmo sabendo que o cara ta entrando numa robada.

Tem gente que simplesmente não aceita os conselhos, tipo: Voo simplesmente lotado, consigo uma vaguinha numa preço acima da média, o cara me pergunta "Será que não vai surgir uma promoção" e eu respondo "Não tenho nehuma informação a respeito, meu conselho é de prudência, é melhor adquirir agora porque no geral a tendencia é de aumentar (lei da oferta e da demanda). Na maioria dos casos o cliente fecha negócio, pior é quando ele faz e depois o preço aumenta. Isso acontece muito também com aqueles que adquirem seus bilhetes por conta própria. A verdade é que todo mundo gosta de um pouco de emoção, tem gente que não vive sem.

Meu conselho pra quem é muito estressado e não aceita erros é Slow Travel, um estilo de viajar pouco difundido infelizmente

Andre Lot
Andre LotPermalinkResponder

O meu maior medo são as tais conexões "interline" que envolvem cias. diferentes. Mesmo sendo o mesmo bilhete, já passei pela situação de uma cia. empurrar a responsabilidade e a conta por um dia extra em Miami para a outra.

Cristina
CristinaPermalinkResponder

Adorei os posts do nunca-chega e esse. Já fiz de tudo...mas hoje me bato para não aceitar maraturismo (recentemente foi difícil mas a viagem acabou nem rolando...). Tô programando uma viagem com minha mãe e tá sendo um ótimo exercício - será minha 4a vez em Paris, onde temos 1 coisa por dia programada, só o básico. Eu tenho certeza que ela vai virar para mim e dizer "ah, vamos andar mais um pouco", mas poder, se quiser, descansar após o almoço, dormir até um horário que eu não acordaria para trabalhar, não tem preço!!!

Fernando
FernandoPermalinkResponder

Riq, já fui assim. Exatamente tudo isso que você descreveu.

Tem uma frase que eu sempre guardo comigo que é a seguinte: "informação sem utilização não é conhecimento".
Conhecer 12 países em um viagem, não é conhecer, é no máximo arrumar a desarrumar a mala em 12 países. Ou ainda tomar 6 ou 7 cafés da manhã em países diferentes ( e rápido, porque o ônibus está saindo). Conhecer exige tempo, dedicação. Como tudo na nosso vida. Não se vira um expert em um lugar conhecendo apenas os top 10. É muito mais do que isso. É como uma diferença entre a quantidade de energia elétrica de um relâmpago e um vagalume.

Mais uma vez, seguindo as suas dicas, aluguei um apartamento em Paris. Foi uma espécie de pós-graduação na cidade. Muitas vezes o nosso programa era curtir a "nossa casa" parisiense, como fazemos várias e várias com a nossa casa daqui. Sem obrigações, sem lerês...

Pra mim agora, viajar é muito mais o "cotidiano" do que a "ilustrada"...

Rafaela
RafaelaPermalinkResponder

Caro Ricardo,
Seus textos são sempre primorosos, dão gosto de ler cada palavra.
Acho que cada pessoa tem seu ritmo, e nem sempre o que é bom pra um é bom pra todos. Eu adoro programação, e quando vou viajar programo tudo com gosto, ocupando uma parte do tempo com os lerês meio obrigatórios de cada lugar, mas sempre deixando tempo para o inesperado. O melhor de cada viagem acontece justo nesse tempo, em situações absolutamente improgramáveis.

Dani Polis
Dani PolisPermalinkResponder

Ahaha olha, eu vou dizer que sou meio maraturista também. Mas tudo isso também depende do tempo que você dispõe pra uma viagem. E, o mais importante de toda e qualquer viagem (pelo menos pra mim) é o seguinte: faça seu roteiro de acordo com o que VOCÊ quiser ver.

Eu sempre fiz isso nas minhas viagens, e nunca me arrependi. Na minha última viagem, pra Montréal, fiquei 2 semanas por lá. Não conheci o Mont Royal (montanha que deeu nome à cidade), mas passei a manhã inteira no Oratoire Saint-Joseph (que muita gente passa na porta e vai embora) e vi a cidade inteirinha de lá de cima. O caminho Montreal - NYC eu não fiz de avião, mas sim de trem (demorei 11 horas ao invés da 1 hora de avião). Mas chegar no centro de Manhattan, já noite e com tudo iluminado também não teve preço, bem como passar por cada cidadezinha que eu nem imaginava que existia (e outra coisa que também não tem preço: não precisar ficar praticamente pelado pra passar na imigração dos EUA. De trem é tão tranquilo que parece que é uma triagem!!) e que no outono fica um espetáculo só. Já na Big Apple, eu não conheci a Brooklyn Bridge, mas fiquei no Central Park uma manhã inteira vendo as gravações de Gossip Girl, um seriado que amo.

Então mais importante do que o que os livros e as pessoas queiram que você conheça, é melhor você definir o que você quer conhecer. De Paris eu não saio sem conhecer o Garnier (ahaha Fã de Fantasma da Ópera é triste… ahaha)

Carla
CarlaPermalinkResponder

Dani, não sei se ainda é assim, mas já voei do Canadá para os EUA e a imigração foi super tranqüila também - fui de Toronto para NYC e a imigração foi feita em Toronto mesmo... Resultado: tenho um carimbo surreal no meu passaporte, que diz que entrei nos EUA por Toronto! shock

Ricardo Freire

Isso também acontece em Aruba! Acho que é pra facilitar quem vai fazer conexão -- a bagagem pode ser despachada direto para o aeroporto final.

Andre Lot
Andre LotPermalinkResponder

Em Nassau, Bermuda e em Dublin também funcionam esquemas de US border preclearance. O que ocorre é que as cias. aéreas americanas fizeram um lobby gigantesco para o governo federal americano ampliar o número de aeroportos com alfândega e posto imigratório, para expandirem seus vôos do Caribe e Canadá para os EUA (o caso da Irlanda é uma exceção por outros motivos). Como o número de possíveis origens desses vôos internacionais era muito menor que o número de destinos de/para onde as cias. queriam voar dentro dos EUA, o governo dos EUA fez acordos com governos de vários países para estabelecer postos de inspeção imigratória antes da partida, como forma de facilitar conexões, reduzir a necessidade de controles de imigração em mais aeroportos dentro dos EUA e por aí vai.

Em tempo: não existe possibilidade de médio prazo de tal sistema ser adotado no Brasil. Ele só é viável onde a taxa de recusas é baixíssima a nula, pois do contrário expõe funcionários americanos à ira e pressão de autoridades locais (imaginem, comparativamente, se a imigração para a Espanha fosse feita em Guarulhos e nao em Bajaras).

Hugo Loureiro
Hugo LoureiroPermalinkResponder

Realmente, este é o retrato do que para mim costuma ser minhas viagens. Para resolver isso, estou planejando minhas viagens deixando mais dias para cada local e sempre imaginando que posso voltar novamente para ver o que ficou. Outra atitude radical que estou me acostumando a fazer é deixar a camera/filmadora, as vezes, no hotel. smile

Ana Claudia
Ana ClaudiaPermalinkResponder

Riq, já que eu comecei aqui a falar de Santiago, vou contar que acabei de comprar passagens para lá, da TAM, por 330 reais cada trecho, bom, né?
Estou até pensando em cacifar o RitzCarlton, hehehe...22 anos de casada mais que merece o investimento! Além do mais o Miguel tá indo só prá me agradar, que amor!!!

Ricardo Freire

Uau, muito bom!

Carol Mendonça

Riq (íntima, não?!),

Adorei seu texto!
Sempre TENTEI ser adepta do slow travel: escolhia apenas um país por viagem, onde ficava entre 20 e 30 dias...
Mas meu espírito virginiano continua indomado e frequentemente me coloca em armadilhas, tais como andar 12 horas por dia, dormir pouco e sair debaixo de chuva...Tudo por causa da culpa que sinto em não aproveitar "tudo ao máximo", o que sei que é uma grande bobagem! Só preciso lembrar disso...

Na última viagem que fiz, à Irlanda, saímos para conhecer a Península de Beara num dia um pouco chuvoso, já que "estava programado". Resultado: o dia chuvoso virou temporal, nosso carro quebrou numa estradinha estreita e deserta, custamos a achar uma oficina e... não vimos nada além da chuva! Foi praticamente um filme de terror!!
O melhor dessa viagem foram justamente os momentos não programados, como as conversas com os irlandeses nos vários pubs que frequentamos e o show do U2!
Espero ter aprendido mais essa lição para não cometer os mesmos erros na minha próxima viagem: Itália!

Obrigada pela reflexão!

Lisa
LisaPermalinkResponder

Ah Ricardo, isso requer uma preparação de muitas viagens.
Estou sempre tentando diminuir o ritmo e não voltar para casa mais cansada do que fui. Mas como vocë mesmo disse o maratonista precisa de meses de preparação, por isso - como uma pessoa que não quer perder nada - juntei duas viagens em uma e corro - literalmente - pelo mundo atras de maratonas. Já foi Paris, Roma, Santiago e Berlim. Literalmente corro 42 km nas cidades e conhecemos (eu e meu marido) muitas partes da cidade que não conheceria de outra forma. Além do turismo em si, a emoção de estar na cidade para uma prova dessa é magnifica! Abs

Marilia Pierre

Eu acordo cedo em viagens.

Eu durmo muito tarde em viagens.

Mas não sou maratonista.

Viajo com uma tia que acorda muito cedo, então somos sempre os primeiros a tomar o café no hotel.
Eu não durmo (sim tenho problemas de sono) por isso ficamos até de madrugada na rua.
Mas não somos maratonistas porque a terceira pessoa tem problemas nas pernas e anda vagarosamente com uma bengalinha.

Mas quando vou à praia prefiro dormir até mais tarde, mas o horário do café da manhã num hotel nunca deixa, isso eu acho um erro hoteleiro, chego a tomar café e voltar a dormir.

Marcie
MarciePermalinkResponder

Uia! Será se sou mesmo do contra? Eu sempre fui adepta de me perder em cidades, de descobrir pequenos cantos e, apesar de sempre acordar cedíssimo, passear com toda a calma do mundo. Maridão ficava histérico, porque ele chegava com o guia decorado e queria fazer tudo.
Só espero que eu não resolva, com minha avançada idade, fazer o contrário agora: maratona turística...Mas não acho, não! Acho que sentir o lugar para onde se vai é mais gostoso do que ticar ítens de uma lista .

julia Garcia
julia GarciaPermalinkResponder

Gostaria de deixar um comentário sobre a minha viagem inesquecível em Mendoza, o berço do vinho argentino. Eu tive a oportunidade de contratar os serviços da Mendoza Holidays ( http://www.mendozaholidays.com ) que foram responsáveis de tudo e mostraram-me uma fascinante Mendoza turistica.

Rossana
RossanaPermalinkResponder

E já faz 1 mes que estivemos em Mendoza. Ontem fomos na bodega Catena Zapata. Fizemos o tradicional passeio pela vinícola e acabamos com uma pequena degustação, compramos nossas duas primeiras garrafas de vinho em solo mendocino.
Almoçamos na vinícola Zuccardi (empanadas e churrasco) e logo fomos na vinícola Norton.
Sem dúvida foi uma experiência inesquecível, com certeza vocês devem provarlo. Envio o contato da empresa que monta esses passeios http://www.mendozaholidays.com.ar

alessandra
alessandraPermalinkResponder

ja fiz isso varias vezes..como sou uma curiosa nata acabo querendo ver tudo -incluindo o roteiro turistico e o alternativo - já cheguei a passar dias tomando relaxante muscular para aguentar a dor nas pernas..rsrs..agora vou a portugal por 14 dias e resolvi nao me submeter a essa versao 'corrida maluca' do turismo...ate disisti de ir a barcelona porque sei que nao conseguirei ver 1/10 da cidade...mas creio que essas escolhas dependem do nosso momento de vida..qndo somos mais jovens temos mais dificuldades de praticar o que chamo de 'contemplaçao'..ou seja,hoje minha opçao é 'vivenciar' portugal e nao apenas 'passar' por lá...adorei as dicas..principalmente o protocolo do Andre Lot. abçs

Alexia
AlexiaPermalinkResponder

pessoal...
Acho que algumas coisas têm a ver tb c/ a personalidade e estilo de vida das pessoas...qdo viajo, acordo beeeeem mais cedo do que em casa,(5 horas da manhã) pois não abro mão da minha corrida diária (11 km), depois fico c/ o dia livre... Já aconteceu de correr tipo 3 horas da manhã, por causa do fuso-horário (esqueci de acertar o relógio...uma loucura, né?)Tb tenho um filho pequeno, sempre o levo em minhas viagens, então por enquanto é esse o ritmo...

Atenção: Os comentários são moderados. Relatos e opiniões serão publicados. Perguntas serão selecionadas para publicação e resposta. Entenda os critérios clicando aqui.
Bóia de férias. Só voltaremos a responder perguntas que forem postadas a partir de 3 de junho. Relatos e opinões continuarão sendo publicados.
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