2 países, 3 barcos, 4 ônibus: como é o Cruce de Lagos

Ricardo Freire
por Ricardo Freire

Pelo lago Todos los Santos, no Chile

O Cruce de Lagos é o jeito mais estrepitoso de viajar entre Bariloche e a região dos lagos andinos chilenos (Puerto Varas e Puerto Montt). Opera nas duas direções, leva o dia inteiro (das 7 da manhã às 7 da noite) e não é barato: custa a partir de US$ 230 (na tabela de 2016). De ônibus comum a travessia custa meros US$ 27 e leva 5 horas. Vale a pena? Primeiro eu vou contar a viagem; no final eu teço minhas considerações (e abro a caixa de comentários para as suas, claro).

Os tickets das bagagens

O ônibus passou às 7h30 (a previsão era 7h15) no nosso hotel em Bariloche, o Design Suites, a 2,5 km do centro, já a caminho de Puerto Pañuelo, de onde sairia o primeiro barco. Nossas bagagens foram etiquetadas na hora.

Amanhecer em Barilôtche

O amanhecer estava um espetáculo. (O estranho é que nesse fim de verão/princípio de outono amanhece muito tarde, tipo 7h15, e escurece muito tarde também, tipo 20h15. Acho que esse horário está errado; tinha que ter uma hora de fuso de diferença do Brasil.)

A bagagem entrando no primeiro barco

Em vinte minutos chegamos a Puerto Pañuelo, o porto em frente ao hotel Llao Llao de onde saem os passeios pelo lago Nahuel Haupi. Não precisamos nos preocupar com as malas; como em todas as etapas do périplo, elas são manipuladas pela equipe do Cruce.

Dentro do primeiro barco; o Eduardo ao microfone

Embarcamos numa lancha enorme, com janelas panorâmicas. Éramos poucos (coubemos em apenas um ônibus). Tivemos a sorte de pegar um guia talentoso, o Eduardo. (Pensei que tivesse sido o mesmo que a Carmem Silvia e a Ana pegaram, mas o delas era chileno; o meu, argentino.)  O cara não soa como um folheto de secretaria de turismo -- ele narra a viagem com informações relevantes e comentários inteligentes. Ele deve dar esse mesmo texto há anos, mas a prática parece tornar a sua apresentação mais leve e fluida (e não cansada e burocrática). A atuação desse Eduardo era tão boa que estava me fazendo rever (pre)conceitos sobre excursões guiadas em grandes grupos.

Pelo Nahuel Huapi

A primeira etapa lacustre percorre o braço menos navegado do lagão Nahuel Huapi. Os barcos que partem do Puerto Pañuelo normalmente vão para a ilha Victoria e para o Bosque de Arrayanes (não encontrei a denominação destas árvores em português -- arraiães?; o nome científico é luma apiculata), ambos para os lados de Villa La Angostura. O barco do Cruce vai por outro lado, pelo braço Blest, na direção oeste. Ao passar pela ilha Sentinela, onde estão os restos mortais de Perito Moreno (sim, o do glaciar), o capitão soa o apito.

Puerto Blest

Depois de 1h20 de travessia, desembarcamos em Puerto Blest, numa baiazinha de tons esverdeados devido às águas que vêm do verdíssimo lago Frías, pertinho dali.

Os micros entre os dois portinhos

10 minutos mais tarde subimos em dois microônibus para uma besteirinha de 10 minutos de estrada de terra até o próximo porto: Puerto Alegre.

Puerto Alegre (não, o lago não é o Guahyba)

Ali pegamos uma charmosíssima lancha de madeira para meia hora de travessia pelas verdes águas do Lago Frías. O céu deu uma nubladinha, mas o Eduardo garantiu que éramos sortudos -- ali é o ponto mais chuvoso da Argentina, e é raríssima a vez em que o cruce não passa por ali debaixo de chuva.

O novo barco

Pelo lago Frías

A descida em Puerto Frías nos reserva a primeira parte chata da viagem: a passagem pela imigração argentina. Como no nosso caso a parada é para sair do país, bastou apresentar a ficha de imigração preenchida; não foi necessário abrir mala nem nada.

Puerto Frías

Nesse momento há a troca de guarda da liderança da expedição. O guia argentino (o elogiado Eduardo) volta para a Argentina, e seguimos com um guia chileno (tivemos o azar de pegar um certo Jaime). Subimos no terceiro ônibus do trajeto, para percorrer a mais antiga passagem entre as Patagônias argentina e chilena, aberta há séculos pelos indígenas da região e posteriormente aproveitada por missionários e colonizadores.

Hasta luego, Ar-rentina

Ôla, Tchile!

O ônibus faz uma parada simbólica no exato ponto da fronteira: Parque Nahuel Huapi e Argentina de um lado, Parque Vicente Pérez Rosales e Chile do outro. Eu poderia brincar de ficar fazendo ziguezague entre os dois países -- um passo e estou no Chile, um passo e volto pra Argentina --, mas a verdade é já faz três semanas que estou fazendo ziguezague entre os dois países a sério.

O céu limpou em algum momento dos 45 minutos de viagem, e perto do fim do caminho pudemos avistar o lado chileno do Cerro Tronador, a maior das montanhas da região. Pena que a qualidade da narração tenha diminuído: o texto agora parecia decorado; era repetido sem entusiasmo ou autoridade.

Cerro Tronador

Esta etapa termina num lugar que os argentinos chamam Peúja, os chilenos, Peúia, e ambos escrevem Peulla. É, sob todos os ângulos, o ponto baixo da expedição. Primeiro, porque você fica pelo menos 45 minutos na fila da imigração chilena. Depois de pegar o carimbo no passaporte você precisa reconhecer sua bagagem (que já estará no recinto, trazida pelos carregadores do Cruce) e levar as malas à mesa de inspeção, onde todos os volumes serão abertos e tateados à procura de frutas, laticínios e carnes que possam ameçar a agropecuária chilena.

Estão fazendo a parte deles, e não temos razão nenhuma de reclamar.

Mas não é por isso que o Cruce de Lagos precisa nos obrigar a ficar mais três horas e meia nesse fim de mundo. Peúja, Peúia ou Peulla deve querer dizer, em mapuche, "lugar sem nada o que fazer e com comida muito cara". Existem dois hotéis por ali, um 3 estrelas, e outro mais metido; só o de luxo fica aberto na baixa temporada. O preço do menu do almoço? Quarenta dólares! Um assalto! (Se é pra pagar quarenta dólares para comer, fora a bebida, então fico em São Paulo mesmo, concorda?) Escolhemos dois pratinhos do cardápio mesmo, e nos foi servida a comida mais sem-graça da viagem. Comemos beeeeem devagarzinho, e mesmo assim depois do café ainda tínhamos uma hora e meia de chá de cadeira por ali. Se você é propenso à depressão e pára ali num dia chuvoso, a possibilidade de amarrar uma pedra bem pesada à perna e se atirar no lago é bastante alta.

Chá de banco: 3 horas e meia em Peúia

Sério: essa parada em Peúja-Peúia-Peulla é um pecado mortal de timing. O passageiro vem de duas sessões chatas de imigração e -- o que o Cruce de Lagos serve como compensação? Uma parada caça-níquel. Por que demora tanto? Porque a continuação do passeio é feita na companhia do povo que veio do Chile para passar a tarde nesse lugar sem nada pra fazer, e precisa de mais tempo para não fazer nada antes de voltar.

(Atenção: no inverno o Cruce é feito com pernoite em Peúja-Peúia-Peulla, porque não há luz para fazer toda a travessia num dia só. Mas pelo menos nesse caso você tem uma cama para descansar.)

Mas finalmente em algum momento o relógio deu 4 da tarde (tínhamos chegado às 11h30 na imigração chilena...) e o nosso catamaranzão partiu (com o nosso grupinho e a multidão que veio de Petrohue para não fazer nada). Naquele momento o céu estava magicamente azul, uma raridade absoluta nos lagos chilenos.

O catamarã

Podíamos ver o tom esmeralda do lago Todos los Santos (foi avistado pela primeira vez num 1º de novembro) e dava para esperar que o vulcão Osorno nos aparecesse em todo o seu esplendor. Não havia mais a narração instrutiva-divertida do Eduardo, mas tudo bem: a paisagem era linda demais.

Verde-água no Todos los Santos

Só que...

Descobri -- tarde demais -- que no fim da tarde o sol, que se põe no oeste, está iluminando o outro lado do Osorno, voltado para o lago Llanquihue. E que nós, atravessadores vespertinos do lago Todos los Santos, temos que nos conformar com a silhueta do vulcão no contraluz.

Osorno no contraluz I

Osorno no contraluz II

Osorno no contraluz III

Snif.

Essa terceira (e última) etapa de navegação dura 1h45 e nos deixa num porto em Petrohué. Ali precisamos reconhecer as malas e conduzir a bagagem até o ônibus designado para o grupo.

Último ônibus da maratona

60 km separam Petrohué de Puerto Varas. No caminho ainda estava prevista a parada para ver os Saltos de Petrohué, cachoeira que consta de toda lista de must-sees da região. A caminho de lá, porém, algo muito mais importante apareceu: o Osorno na janela de trás! Lindão e iluminado!

O OSORNO NA JANELA DO ÔNIBUS!

O OSORNO DA JANELA DO ÔNIBUS!

Mas quem disse que o ônibus parou em algum lugar para a gente registrar essa raridade? Nem te ligo. O guia, desleixado, sequer comentou a aparição ilustre. Eu estava sentado do lado errado do ônibus e quase morri do coração até conseguir um espacinho para fotografar o cabeça-branca.

Daí em diante a coisa só piorou.

Um pouco antes de chegar aos Saltos de Petrohué, o guia veio com um papinho de que "talvez" não conseguíssemos entar no parque, porque os horários tinham mudado com o fim do verão. Mas a gente iria até a entrada do parque para "averiguar". Se estivesse aberto, a gente entraria.

O ônibus parou em frente à entrada do parque onde estão os saltos, o guia desceu do ônibus, foi até o meio do caminho, fez uma pantomimazinha falando com um motorista de um carro e subiu de volta no ônibus.

"É, o parque já está fechado. Mudou o horário no dia 15, agora fecha mais cedo."

Oi? Mudou o horário no dia 15, estávamos no dia 19, o Cruce tem saídas diárias e o guia não sabia da mudança de horários? Ora, faça-me o grande favor de não mentir deslavadamente ao microfone.

Perdemos não só os Saltos -- perdemos os Saltos EMOLDURADOS PELO OSORNO VISÍVEL NUM DIA ENSOLARADO. Dá vontade de processar o Cruce de Lagos, isso sim.

(Vou mandar um email, claro. Ainda não deu tempo.)

Claro que nos outros dias o tempo permaneceu nubladaço, com o Osorno escondidíssimo, e não valia a pena fazer esse passeio de volta para nada. Hmpf.

Enfim, essa foi a minha experiência. Agora, meus pitacos.

Vai por mim: Cruce de Lagos

É indicado para: quem quer fazer os dois lados dos Lagos Andinos em pouco tempo. O Cruce concentra vários passeios lacustres num dia só, e ainda te deixa em outro país. Custa caro, é certo, mas é bem organizado (não acredito que essa falha que aconteceu no final do meu passeio aconteça em todos) e usa embarcações de qualidade. O ponto baixo mesmo é agüentar Peúja/Peúia/Peulla.

Se eu fosse você: faria no sentido Chile-Argentina, para pegar o Osorno iluminado do lado certo, pela manhã.

Eu não faria o Cruce se: estivesse viajando com tempo mais folgado (tipo: 8 ou 9 dias para os dois lados) e não tivesse aversão a andar de ônibus de linha.

Minha receita alternativa: o preço do Cruce para duas pessoas (a partir de US$ 460) rende fácil uns cinco ou seis dias de aluguel de carro. Alugando carro dos dois lados da fronteira, e cruzando a fronteira de ônibus (US$ 27 por pessoa), você pode salpicar nos seus dias passeios lacustres curtos, em embarcações menores. Dá para embarcar na hora, sem reserva (e portanto com plena noção do que esperar meteorologicamente), para pequenos passeios pela baía Mansa do lago Nahuel Huapi (com direito a Bosque de Arrayanes), em Villa La Angostura, pelo lago Lacar, em San Martín de los Andes, e em Petrohue, à beira do lago Todos los Santos do lado chileno, que está colado no Osorno. Tudo dá muito mais trabalho (dirigir, se encaixar passeio por passeio, ficar cinco horas num ônibus comum na hora de cruzar a fronteira), mas pelo menos você evita Peúja e a enrolação de um guia como esse Jaime da minha viagem.

E você? Já fez o Cruce? Deixe o seu comentário, por favor.

Viagem feita em 2010.

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123 comentários

Atenção: os comentários estão encerrados.

AndreC
AndreCPermalink

Nunca fiz o Cruce, mas ja estive em Puerto Varas e visitei os Saltos!! É realmente bonito ver os saltos namorando com o Osorno! Por esse preço, voto pelo aluguel do carro!! Abração!

Danilo
DaniloPermalink

Eu fiz no inverno com minha noiva e adoramos! Até mesmo Peulla, que realmente não tem nada p/ fazer, ficou um clima agradável. Dormimos no hotel 3 estrelas, o quarto era bacana e o chuveiro bem quente, com uma vista linda das montanhas. Não recomendo o tal passeio 4x4, é furada (visita uma "fazenda" fedida, uma cachoeira meia boca e nada mais). Tivemos 1h30 de espera na aduana argentina (fomos de Puerto Varas p/ Bariloche) mas a paisagem (apesar da garoa a viagem inteira) compensou tudo isso. Os Saltos são imperdiveis, embora no inverno seja quase impossível ver o Osorno... no geral, recomendei p/ todos o passeio!

Ermesto, o pato
Ermesto, o patoPermalink

Riq

Eu concordo com voce. Por este preço, a rota alternativa e a melhor. Para quem tem pouco tempo o cruce é uma boa experiencia.

Lembra que eu recomendei levar lanche?

Ricardo Freire
Ricardo FreirePermalink

O problema é que, vindo da Argentina, o lanche precisa ser todo empacotado -- só biscoitos e chocolates e chips. Tudo o que é orgânico é barrado na alfândega (e se você mentir, paga 200 dólares de multa no ato).

Quem leva lanche não tem muito onde ficar -- fora do hotel, não há espaços cobertos... Achei Peúja um lugar bem infernalzinho.

Ermesto, o pato
Ermesto, o patoPermalink

Riq

Eu fiz o trajeto inverso, fui do Chile para a Argentina. Asim, não me lebro de ter tido este problema, ao levar chocolate, pão e queijo.

Mesmo assim, uns enaltados quebram o galho...

Ricardo Freire
Ricardo FreirePermalink

Nesse caso dá pra levar o que quiser para consumir em Peulla. Na fronteira argentina eles podem implicar com orgânicos, mas não tem a nóia chilena (parece que já houve uma praga que devastou as exportações chilenas de frutas há alguns anos) e, de todo modo, a hora do almoço já terá passado grin

Leandro M
Leandro MPermalink

Ric, fiz o passeio do Cruce mas saindo do Chielo e indo para a Argentina no início de outubro de 2008. A chegada de avião em Puerto Montt, a estadia em Puerto Varas e o passeio até Peulla foram feitos embaixo de chuva e só quando se chega lá descobre-se que aquela é uma das regiões mais chuvosas so mundo. Mesmo com céu encoberto dava pra ver uma parte do Osorno nevado. Para mim ficar um anoite em Peulla foi o ponto baixo da viagem mesmo. Fizemos um passeio pago a parte chamado safari que serviu para passar a tarde. No dia seguinte seguiríamos para Bariloche e acordamos com um dia incrível de sol e céu azul. Os locais disseram que era raro dias como aquele e podemos fotografar o Osorno e o Tronador a vontade. No fim das contas acho valeu e com certeza foi um dos lugares mais bonitos que já visitei.

Hugo Loureiro
Hugo LoureiroPermalink

Quando estive em Puerto Varas não era plano ir para a Argentina, era só Chile mesmo. Fiquei 3 dias na região e pude pegar dois dias de céu azul. E sem dúvida a melhor opção é alugar um carro e descobrir a região por você mesmo. E o Osorno é muito bonito, melhor ainda é subir até a estação de esqui que funciona lá em cima.

Uma dica que gostaria de compartilhar é sobre o guia Copec Chiletur, o antigo TURISTEL, é um guia turístico muito bom, com mapas, informações históricas, relevo, etinia e muitas informações relevantes. O guia sugere roteiros detalhados para cada região/cidade e faz ligações entre os roteiros quando possível. São na verdade 4 guias, Sul, Centro, Norte e um só para Parques Nacionais. O guia não é como o 4 Rodas, que classifica hoteis e restaurantes, este guia chileno é sobre roteiros de viagem, como uma guia (pessoa) que lhe informa o que é aquela igreja ou que naquela praça houve determinado fato histórico.

Enfim, vejam no site: www.chileturcopec.cl

Marilia Pierre
Marilia PierrePermalink

É isso mesmo, não fiz o Cruce porque imaginei ser uma chateação ficar quase três dias de ônibus e barco. O que definiu a não opção pelo Cruce foi o preço e a pernoite no fim-de-mundo-sem-nada-pra-fazer. E a indicação de um guia Chileno que nos levou ao Osorno (alugue carro, mas por favor tenha toda a parcimônia do mundo para dirigir na neve).
Como disse, pelo lado chileno alugamos um barquinho de pescador que deu uma volta pelo lago, mostrando pontos belos e raros saltos entre as montanhas (era inverno e não tinha degelo).

Daniela
DanielaPermalink

Fiz o cruce no sentido Chile-Argentina em 2008, em 2 dias. Também não gostei de Peulla, ficamos uma tarde e uma noite lá sem nada para fazer (isso que fizemos um dos passeios opcionais, que ia até um laguinho que não lembro o nome). O tempo estava bom, com céu claro e sol. Ficamos presos foi na imigração argentina, com direito à abertura de malas, inclusive as nossas. Na época, os guias do lado argentino foram melhores que os do lado chileno, acho que é questão de sorte.

Lili-CE
Lili-CEPermalink

Bom, esse é o paradoxo: como Peulla é no fim do mundo, ficar 45 min. s/ fazer nada é certamente muito chato. Fiquei refletindo após ler o post e vi que eu não tinha odiado tanto assim pelo fato de ter passado a noite no hotel e passeado bastante pelas cercanias. Meu marido até banho no lago (gelado) tomou! O quarto era ótimo e tinha uma champanhe nos esperando. Não, eu não odiei, pior foi Puerto Varas pela 2ª vez na mesma viagem (p/ retornar a Santiago). Nessa fronteira, da rota de ônibus, os chilenos quiseram implicar c/ meus chocolates de Bariloche, imagino o que não fariam com um lanchinho perecível! Os saltos de Petrohué foram o ponto alto. Bjos, aproveite! Tem um barzinho chamado Mediterraneo na beira do lago bem legal, se puder, vá tomar um vinho lá.

Ricardo Freire
Ricardo FreirePermalink

Já tô em Santiago, Lili grin

Lili-CE
Lili-CEPermalink

ai, que pena! vá ver a Casa do Cousiño Macul. É um lindo palácio!

Lili-CE
Lili-CEPermalink

O paradoxo é em relação ao tempo, seus 45 minutos em Peulla pareceram mais chatos do que dormir lá...

Ricardo Freire
Ricardo FreirePermalink

Faz sentido, sim, porque você relaxa e entra no modo descansar. Mas se você está no pique de continuar a viagem, aquelas 3h30 (foram 3h30 depois da imigração) são intermináveis.

PG
PGPermalink

Eu tive que pernoitar em Peulla, porque fui em maio.
Eles alegam que os meses do inverno (ou próximos dele) não permitem que o passeio seja feito num dia só.
Acontece que a gente chegou ao meio-dia no hotel Peulla.
Eu pensava que iríamos sair no dia seguinte cedinho.
Mas o passeio só continuou no dia seguinte, às 14 horas.
Ou seja, passamos 26 horas presos no meio do nada (nem sinal de celular lá pega). O hotel mais parece uma casa mal-assombrada, pessimamente conservado. Os passeios são caríssimos e bobos. E a comida é um assalto.
Em protesto, deixamos pra tomar o café da manhã reforçado às 10 da manhã, só pra economizar o almoço. É, eu estava com tanta raiva que não queria deixar nem mais um peso pros caras.

Cristina L
Cristina LPermalink

sobre o amanhecer e o por-do-sol: como Bariloche está mais bem a oeste no fuso horário a que pertence, ocorre o fenômeno de amanhecer e escurecer mais tarde como você mencionou (e a diferença de +1h em relação aos mesmos fenômenos no Brasil).

é a mesma coisa que acontece com São Paulo - Porto Alegre, por exemplo (Porto Alegre sempre escurece mais tarde, mas talvez não seja tão dramaticamente diferente). lembre-se que os fusos são convenções humanas e que a Natureza não dá bulhufas pela sua existência.

Ricardo Freire
Ricardo FreirePermalink

Em Porto Alegre amanhece mais tarde no inverno, mas também escurece mais cedo. Quanto mais ao sul, os dias são mais curtos no inverno e mais longos no verão.

Durante a vigência do horário de verão, amanhece uma hora mais tarde do que deveria, mas também escurece uma hora mais tarde do que deveria.

É o que eu digo que acontece em Bariloche. O horário arbitrado está uma hora adiantado, porque não faz sentido amanhecer depois das 7 e escurecer depois das 8.

A mesma coisa acontece em João Pessoa, que está na zona equatorial e tem dias que começam às 5h da manhã e escurecem às 5h da tarde (na zona equatorial o certo é amanhecer às 6h e escurecer às 18h).

Funciona assim: no Equador o dia tem 12 horas de sol o ano inteiro, das 6 às 6. Quanto mais ao norte ou ao sul, os dias vão encurtando no inverno e diminuindo no verão, mas sempre num intervalo que faça sentido (7h às 17h, 8h às 16h, 9h às 15h -- ou 5h às 19h, 4h às 20h, etc). O intervalo 7h15-20h15 não faz sentido, certamente se deve a uma mudança intencional de horário.

Não faz sentido os lagos andinos argentinos, ou o Chile, ter o mesmo fuso horário de São Paulo... quando Campo Grande tem um fuso diferente. É só olhar no mapa para ver que os lagos andinos e o Chile estão a oeste de Campo Grande, logo, em outra zona horária.

Deve haver razões de ordem prática para isso acontecer, mas é certo que o horário está errado grin

Cristina L
Cristina LPermalink

entendo o que vc quer dizer sobre regiões mais ao sul e mais ou norte. mas Bariloche está num efeito dupli/complicado de sul/oeste em relação aos outros locais citados smile

15º na crosta terrestre é muito para ficar no mesmo horário, tudo junto... os locais mais a leste vão amanhecer às 6h, por exemplo, enquanto que os mais a oeste irão começar a ver os raios de sol apenas as 6h15 (chute de diferença). imagine no caso da Argentina, cujo território está já a 30° do leste do Brasil - o efeito é bem pronunciado mesmo.

O Chile tá no mesmo fuso da Argentina? eek A Wikipedia tem que rever seus conceitos! rsrsrs aqui tem um mapa bem biito. http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/e/e7/Timezones2008.png

jb
jbPermalink

Riq,

Os países são soberanos para arbitrar os fusos horários em seu território. Nao existe uma obrigatoriedade de fuso horario por longitude.Inclusive pode-se arbitrar fusos horários de meia hora, como ocorre na India.

Concordo que o horário em Bariloche parece estranho, mas na capital BsAs não ocorre isso. E a Argentina pode ter pensado que mais um fuso horário no país poderia complicar um pouco as coisas, por n motivos (já pensou ter o mesmo fuso do rival Chile?). smile

Ricardo Freire
Ricardo FreirePermalink

Hahaha, o fuso está o mesmo, Jotabê! Já atravessei a fronteira cinco vezes e continuo com o mesmo horário do Brasil.

Santiago e Bariloche (e provavelmente San Pedro do Atacama) estão uma hora na frente de Campo Grande.

Claro que eu sei que o horário é arbitrário e que é interessante o país manter um horário único (a China adota o horário de Pequim para um território que abrange cinco ou seis fusos diferentes!). A minha tese é a de que o horário de Bariloche é mexido, porque não faz sentido amanhecer E anoitecer muito depois das 6. (Pelo que eu entendo, se amanhece depois das 6 o anoitecer vai ser antes das 6; se amanhece antes das seis, o anoitecer deve ser depois das seis, sempre tomando o meio-dia "natural" como o momento do dia em que o sol está no ponto mais alto.)

Carmem
CarmemPermalink

Acredita que o tempo que paramos em Peulla quase não foi suficiente para os trâmites de imigração e o almoço caro e sem graça no hotel mais velho?
Quase perdemos a última jardineira para o porto. E chovia!!!!!!
E, claro, por causa dessa mesma chuva, nem percebemos que o sol se põe atrás do Osorno...
Ah, e esse "mistério" da longa parada em Peulla acho que pode ser resolvido com a informação de que os hotéis dali são de propriedade da mesma família que toca o Cruce... Empreendimento familiar, entende?

PêEsse
PêEssePermalink

Em dezembro de 2009, fiz no sentido oposto (Chile-Argentina). Nesse caso, é a imigração argentina de entrada que demora um pouquinho (mas nada demais, até porque eram quatro ônibus e a demora se justificou). Não houve verificação de bagagens, embora elas estivessem conosco (só para fins de imigração, depois a equipe da empresa pega tudo de volta). Já a imigração chilena de saída foi rapidíssima e organizadíssima. Eles tinham um esquema com a empresa e já tinham a listinha com o nome de todo mundo.

Sobre Peulla, afora umas caminhadas que me pareceram bem sem-graça e criadas apenas para justificar a parada na cidade, não há nada para fazer lá a não ser almoçar em um restaurante caro e bem fraco. Não recomendo mesmo a dormida por lá, sob pena de não se ter o que fazer. Não, não é romântico, de modo que nem esse argumento justifica. Quem for fazer a travessia dos lagos no inverno, porém e infelizmente, só vai poder fazer dormindo em Peulla, o que a meu ver reforça a indicação para que se vá no verão. Quando eu fui, os ônibus iam saindo de Peulla aos poucos, para não chegar todo mundo junto na imigração de saída do Chile. Se a empresa incluí-lo em um dos primeiros ônibus, você fica suas duas horinhas para almoçar e vai embora logo. Do contrário, é ficar esperando seu ônibus. A última leva a sair termina ficando em Peulla por umas boas três horas ou mais, sem ter muito o que fazer (a cidade é minúscula).

No Cruce de Lagos, não tive desconto nenhum por ser brasileiro e paguei exorbitantes US$ 230 por pessoa (o almoço – puro eufemismo chamar aquilo de almoço – em Peulla não estava incluído).

Eu já tinha lido sobre os saltos de Petrohué e visto que, além da passarela em si, também há umas mini-trilhas que levam a vistas bem bonitas. Por isso, mesmo sabendo que ia passar lá quando fosse fazer o Cruce de Lagos, fui antes por conta própria saindo de Puerto Varas. As quedas d'água têm um azul inimitável. A entrada nos saltos de Petrohué, que é um parque, não está incluída no preço do Cruce de Lagos e custa 1.200 pesos chilenos. Há uma passarelinha para a principal parte dos saltos e dela, em um dia bonito, tem-se uma vista lindíssima do Vulcão Osorno (se ele não resolver se esconder atrás das nuvens, o que é comum até no verão). As mini-trilhas (mini mesmo, curtinhas e fáceis também valem a pena, mas o principal mesmo está nas passarelas) também valem a pena mas o principal mesmo se vê das passarelas.

Acho que em dezembro o tempo é ainda melhor. Não só não choveu como foi sol e céu azul do começo ao fim da viagem (aliás, sol até demais – as fotos mais ou menos do meio do dia corriam o risco de ficar muito claras ou “duras”, como se diz).

Achei o Cruce de Lagos válido porque proporciona paisagens (e, consequentemente, fotografias) belíssimas, algumas de lugares onde provavelmente não se chegaria de carro nem de ônibus. Mas é algo que, a meu ver, só se justifica uma vez. Pretendo voltar à Patagônia para repetir alguns lugares e conhecer outros, mas de carro.

A partir de Puerto Varas, fui até a base do Osorno. Mas, como era verão, quase nada estava funcionando. Mas a vista é muito bonita (cheguei com um tempo bem feio, que foi melhorando depois).

P.S.: Ricardo, esse rigor na imigração/alfândega chilena você já tinha vivido no trecho El Calafate-Puerto Natales, não? Quando eu fui demorou por volta de uma hora e meia.

Thiago Parente
Thiago ParentePermalink

Riq, me fala uma coisa. O lago parece bem calminho. Como é a navegação propriamente dita? O barco e rápido, sacode, etc? A minha esposa sofre com labirintite, então tenho q perguntar logo antes de me animar a qualquer plano.

Ah, off topic, depois da uma passadinha no meu blog www.tprodrigues.wordpress.com

Thiago

Ricardo Freire
Ricardo FreirePermalink

Já fui lá! Vou linkar nos próximos dias smile

Os lagos estavam supercalminhos no cruce. Acho que só encrespam se ventar muito.

Pavan
PavanPermalink

Fiz o cruce em janeiro deste ano, sentido CL-AR, num dia perfeito de sol e céu azul smile
Muita sorte, eu sei. As paisagens são mesmo lindas, perfeitas pra um milhão de fotos, mas o preço de USD 230 (não sabia da tarifa para brasileiros, tampouco fui avisado, humpf!) torna o custo/benefício ruim, na minha opinião.
Isso porque dá pra ir até Puerto Frías num bate-e-volta a partir de Bariloche e, como disse acima a Marilia Pierra, passear no Lago Todos los Santos num barco de pescador. Dá até pra fazer um bate-e-volta até Peulla também pela própria empresa do cruce, mas aí há o inconveniente de ficar horas sem o que fazer.
Dividindo o passeio em dois sai mais barato e não há grande perda, visto que a estrada entre Peulla e Puerto Frías é bonita, mas não tão especial assim. Só recomendaria o cruce pra quem só tem um dia pra fazer tudo. Caso contrário, fazer o lado argentino num dia, viajar para Puerto Varas no outro e no dia seguinte conhecer o Lago Todos los Santos para mim parece ser a melhor alternativa.
Engraçado, falando assim parece que Peulla é o inferno, rs! Mas achei o visual do lugar e a vista do lago e das montanhas muito bacanas. O problema é a péssima comida a preços extorsivos, a falta do que fazer e, na época que eu fui, umas moscas gigantes muuuito chatas. Acho que 1h30 em Peulla tava de bom tamanho. Durante as 3 horas lá, caminhei um pouco por uma trilha até uma cachoeira tosquinha, almocei bem devagar no bandejão (USD 20 por pouca comida e ruim!) e ainda assim fiquei 1 hora esperando enquanto brigava com as moscas, kkkk.

Mari Campos
Mari CamposPermalink

Eu tambem ja estive por essas bandas de Petrohue, saltos, Puerto Varas etc, mas nao fiz o Cruce. Que paisagem lindissima! E que sorte com o tempo, nao Riq? Tirando a pataquada do guia quanto aos saltos (sacanagem!), que passeio! E, meu, que post esse!Adorei.

Ana Paula Pinheiro
Ana Paula PinheiroPermalink

Meus Deus, que paraíso!!!

Eliana
ElianaPermalink

Riq, em maio estarei indo de Puerto Varas a Bariloche e apesar de todos esses comentarios, ainda tenho dúvidas se vou de ônibus ou faço o Cruce. Sei que a paisagem é linda, mas voce achou o Cruces cansativo e muito repetitivo, pois fica vendo lago e montanhas o dia inteiro ? Se voce fosse fazer novamente pela primeira vez, o que escolheria ?

Ricardo Freire
Ricardo FreirePermalink

É o que eu disse no fim do post. Sem tempo = cruce. Com tempo (7, 8 ou 9 dias somando os dois lados) = ônibus + carro + passeios lacustres curtos.

Jorge Bernardes
Jorge BernardesPermalink

Há muitos anos fiz o roteiro inverso. Saí de Puerto Montt para Bariloche. Foi uma das viagens de 1 dia mais inesquecíveis que fizemos. As fotos (não digitais) ficaram impressionantes para um amador como eu.

Nao me lembro de ficar tanto tempo em Peulla, mas me lembro que fazia muito calor no verão lá. Também não me lembro de pagar tão caro pelo almoço, enfim, o almoço era apenas OK.

O guia chileno não cansava de dizer que não tínhamos noção do prêmio de loteria que havíamos ganhado, pois não havia nenhuma nuvem em nenhum momento da viagem. O Osorno reinava limpo durante toda a travessia, uma luz incrível mesmo.

Mas a verdade, é que durante todos os dias na região dos lagos, tanto em Bariloche, quanto em Puerto Varas, Pucon, etc, o tempo esteve muito limpo... Lembro de um dia de chuva em Puerto Montt, mas nada que me fizesse acreditar que a região fosse assim tão chuvosa.

E a fotos dos saltos com as montanhas e vulcoes ao fundo ficaram muito lindas pela manhã. Acho que o passeio dos saltos que é meio longo fica melhor no começo do dia (quando tá todo mundo empolgado) do que no final.

O guia argentino, por sua vez, dizia que do lado argentino era bem mais difícil chover... sei lá...

Não me recordo de ter que abrir malas na fronteira com a Argentina, mas lembro de ter uma burocracia meio chata entre os países e formulários e carimbos... Enfim, acho que você está certo, a viagem do Chile para a Argentina deve ser mesmo mais bonita.

Ao final, lembro do final da tarde inesquecível já chegando em Bariloche...

Do porto, fomos levados para o Design Suites, de onde vc partiu... Era bem novinho. Eu achei os quartos sensacionais.

andrea
andreaPermalink

Sou sua fã ,leio o blog diariamente...Bem,eu adorei a Cruce,fui no inverno de 2007,fui com o meu marido,achei uma viagem bem romantica ...Fiz a travessia em dois dias no sentido Puerto varas-Bariloche,gostei mais das paisagens do lado chileno,não tive problemas na aduana,a pernoite em Peulla foi ótima,não lembro da comida e dormi muito bem!!O ponto alto da viagem ,além do Osorno que apareceu lindo em boa parte do trajeto,foi a chegada em Bariloche com as gaivotas indo comer em sua mão.Nos divertimos muito!!!Tomamos muito vinho chileno no catamarã.Estava muito frio!!Achei os barcos do lado chileno melhores .Recomendo!!

Adriana
AdrianaPermalink

Olá Riq, entrei no seu bloq por sugestão da Carla Portilho, estou de viagem marcada para Santiago no dia 02/08, com destino a Puerto Varas para fazer o Cruce, e depois ficar uns 4 dias em Bariloche para esquiarmos. Estou indo com meu marido e mais um casal de amigos. Mas depois de ler todas as informações fiquei em dúvida, será que vale a pena ficar uma noite em Puerto Varas, uma noite em Peulla (pois estamos indo na época em que só pode fazer a travessia em dois dias), fazer o Cruce com destino a Bariloche. Estávamos com uma expectativa enorme quanto ao Cruce. O qe vc recomenda ? Permanecer com este roteiro ? O fazermos de uma outra maneira ?
Obrigada,
Adriana

Ricardo Freire
Ricardo FreirePermalink

O Cruce é lindo e você vai fazer na melhor direção. Acredito que a parada para valer em Peulla torne o passeio menos desgastante. O que me matou foi ficar quatro horas em trânsito, sem um quarto, sem nada para fazer. Aproveitem para descansar.

Tiago
TiagoPermalink

Olá Adriana, vou também com minha mulher em agosto/2010.
Talvez nos encontremos lá.

Abraços
Tiago

Fernando
FernandoPermalink

Olá Ricardo,

Voce poderia detalhar um pouco mais as dicas de passeio alternativo
ao Cruce do lado argentino?

1 - Baía Mansa do lago Nahuel Huapi (com direito a Bosque de Arrayanes), em Villa La Angostura --> Valor do passeio, duração, local de saída, quem procurar

2 - Pelo lago Lacar, em San Miguel de Allende --> Não consegui localizar este local na região do lago.

Ricardo Freire
Ricardo FreirePermalink

Ops: era San Martín de los Andes (San Miguel de Allende é México, me confundi). Acabei de corrigir.

Arrayanes e Bahía Mansa desde Villa La Angostura:
http://www.interpatagonia.com/paseos/bosquearrayanes/

Lago Lácar:
http://www.laninturismo.com/sanmartindelosandes/excursiones/lancha_a_hua_hum/index.html

Gabriela
GabrielaPermalink

Na minha viagem de Puerto Varas a Bariloche fui de ònibus e foi maravilhosa. Comprei a passagem um dia antes em Puerto Varas pela Crucero del Sur e custou mais ou menos 50 Reais. A viagem durou 6 horas e a parada na imigração foi bem rápida. Valeu muito a pena, pois são paisagens lindas, das cordilheiras, lagos e pampas.

flavia
flaviaPermalink

Olá Ricardo, estamos interessados neste programa de viagem, o que acha? qual sua sugestão?
Aguardo sua resposta, obrigado. Flavia

1º DIA SÃO PAULO / SANTIAGO DO CHILE
Durante a tarde passeio de meio a cidade de Santiago: Visita ao Setor colonial da cidade, Av Exercito Blanco, Parque O´Higgins, Hipodromo de Santiago, rua Republica, Av. Bernando O´Higgins, Palácio Presidencial de la Moneda ( 1786), Prefeitura de Santiago, antigo Palácio dos Tribunais de Justiça(1907), ex-Congresso Nacional(1858), Praça de Armas(1870), Catedral(1748), Correio Central(1882), centro Cultural Estação Mapocho(1905), Mercado Central(1868), Rio Mapocho, Parque Florestal, Palácio Museu de Belas Artes, Cerro Santa Lucia, local da fundação de Santiago em 12 fevereiro 1541, Biblioteca Nacional, Universidade do Chile(1863), Igreja e Convento de San Francisco bairros Paris e Londres, Club de La Unión(1917), Bolsa de Comércio(1917), Teatro Municipal(1853), Praça Baqueano com a Tumba ao Soldado
desconhecido, bairro boêmio de Bellavista famoso por seus restauranrtes, Cerro San Cristobal, Av. Costanera, Providencia, Av. Suécia, Av. El Bosque, Av. Isidora Goyenechea e borderio, centros gastronômicos de excelência, Vitacura, Av. Apoquindo e Escola Militar (3.1/2hs). Retorno ao hotel.

2º DIA - SANTIAGO - EXCURSÃO AO VALLE NEVADO
Valle Nevado Centro de Montaña (De 2,860 a 3,670 m.s.n.m.) (44 km. de Santiago).Aberto de Junho a Outubro. O trajeto cruza o bairro residencial de Las Condes até Lo Barnechea e El Arrayán onde inícia a subida a Cordilheira dos Andes. Valle Nevado, com sua infraestrutura de três hotéis, sete restaurantes, centro de convenção, cine, lojas e escola de esqui, opera desde Junho a Outubro como centro de esquí, com a maior área esquiável do hemisfério sul, total de 9000 hectáres e 37 km. de pistas, também foi eleito a única sede latinoamericana para o campeonato mundial de snowboard. No verão a Cordilheira é de uma beleza distinta gerando possibilidades para a aventura e exploração, passeios, excursões e cavalgadas. Para os amantes da natureza, a Cordilheira oferece um único espetáculo, que somente se permite ver à três mil metros de altura Durante a excursão se realizará uma parada em algum restaurante do Valle Nevado. Santiago no final da tarde.

3º DIA SANTIAGO - PUERTO MONTT / PUERTO VARAS
Traslado ao aeroporto de Santiago para embarque com destino a Puerto Montt. Recepção no aeroporto de Puerto Montt e traslado à cidade de Puerto Varas. Hospedagem no hotel.

4º DIA PUERTO MONTT - PUERTO VARAS / PETROHUÉ / PEULLA
Pela manhã saida contornando o lago Llanquihue tendo sempre como tela de fundo o imponente Vulcão Osorno, no trajeto para Petrohué. (76km, 2hs em onibus). Embarque para navegar pelo belo lago de Todos os Santos, também conhecido como Lago Esmeralda, pelo verde Azul de suas Aguas até Peulla. (20 milhas 1.40 min.) Chegada a Peulla por volta das 13:00hs. Traslado ao Hotel Peulla ou Natura.Hospedagem.

5º DIA - PEULLA / PUERTO BLEST / BARILOCHE
Saida pela manhã em onibus até Puerto Friás ( 27Km. 2horas). Desde Puerto Frías embarque em balsa para cruzar o Lago Frías até Puerto Alegre (4milhas 20min). Desde Puerto Alegre continuação em ônibus até Puerto Blest (3km. 15min). Desde Puerto Blest embarque em catamarã navegando pelo Lago Nahuel Huapi
até Puerto Pañuelo (15milhas, 1.05). Desde Puerto Pañuelo traslado em onibus até o hotel selecionado. (25km. 30min.)

6º DIA BARILOCHE
San Carlos de Bariloche é uma das mais charmosas cidades da região dos Lagos e está localizada frente a um deles. O Nahuel Huapi. Aproveite para conhecer o artesanato local, a comida reginal e os deliciosos chocolates caseiros. As noites são sempre movimentadas com as mais variadas opções: Casino, Confeitarias, Barzinhos, Discotecas, etc.

7º DIA - BARILOCHE
Passeio a Circuito Chico ( com ingresso ao cerro Campanário ) e Cerro Catedral (sem ingresso aos meios de elevação) Conhecendo a praia Bonita, Porto Moreno, Vila Campanário, Peninsula de Llao Llao, Colônia Suiça e Porto Panorâmico.

8º DIA - BARILOCHE
Dia livre.

9º DIA BARILOCHE / BUENOS AIRES
Traslado ao aeroporto. Chegada, recepção e traslado ao hotel. Dia livre.

10º DIA - BUENOS AIRES
Saída para Meio-dia de visita a cidade: Teatro Cólon, Av. Nove de Julho, Obelisco, Congresso, Plaza de Mayo casa Rosada, Catedral, Cabildo, San Telmo, La Boca, Caminito, Costanera, Aeroparque, Parque de Palermo, Hipodromo Argentino. Av. Libertador, Embaixadas. La Recoleta e Museu de Belas Artes.

11º DIA - BUENOS AIRES / SÃO PAULO

Ricardo Freire
Ricardo FreirePermalink

Menina, que aflição.
Vá uma vez para Santiago e arredores, quem sabe complementando com Mendoza OU com o Atacama.
Vá outra vez para Bariloche, com ou sem lagos andinos chilenos

Claudine
ClaudinePermalink

Oi Ricardo, pretendemos fazer o Cruce na segunda quinzena de setembro e depois de ler seu blog decidimos por fazê-lo em um dia. Onde vc conseguiu comprar o Cruce por USD 190?? Até agora só encontrei ofertas por USD 230...Abraços, Claudine.

Viaje na Viagem
Viaje na ViagemPermalink

No centro da cidade em Bariloche, na agência do Cruce, na véspera. O preço pode ter subido.

Carla
CarlaPermalink

Oi Ricardo, pretendo fazer Bariloche e arredores, com Porto Varas e arredores tbem, em Outubro, como é a melhor forma de pagamento dos passeios, dolar, reais, cartões, os parques aceitam cartões ?

Obrigado

Ricardo Freire
Ricardo FreirePermalink

Os parques só aceitam moeda nacional. Para o resto você pode usar cartão. Eu uso cartão e saco dos caixas eletrônicos em moeda local com meu cartão de banco.

Carlos Henrique Loyo
Carlos Henrique LoyoPermalink

Oi Riq, eu fiz o Cruce em minha lua de mel (fevereiro/08) no sentido Chile-Argentina e não recomendo a ninguém! Não só eu e minha esposa, mas quase todo mundo que estava fazendo não gostou!
Na minha opção passamos a noite em Peulla, mas como o hotel (o mais novo) não tinha ar-condicionado, não conseguí dormir de tanto calor. A internet que ele diz ter, quem achar sinal deveria ganhar um prêmio!
Em certo momento nos sentimos como uma boiada sendo tangida de um lugar para o outro. Agora lendo seu post, acho que pegamos os piores guias tanto da paret Chilena quanto da parte Argentina do Cruce, sem falar de ficar mais de 1 hora no posto de imigração argentino, esperando o catamarã chegar debaixo do sol!

Hoje em dia não gosto nem de me lembrar!

Vinícius
ViníciusPermalink

Eu e a minha esposa fizemos o cruce de lagos em março de 2008. Na verdade iniciamos a nossa viagem por Buenos Aires (ficamos quatro dias na cidade). De lá voamos para Bariloche onde ficamos três dias. Aliás, Bariloche nessa época do ano parece outra cidade. Um verde lindo e paisagens exuberantes. Fizemos o pagamento do cruce de lagos direto pelo site www.crucedelagos.com e não tivemos problema algum na compra. As paisagens da viagem são incríveis, principalmente de Puerto Blest. Chegamos por Peulla e também não tivemos qualquer dificuldade na imigração chilena.
Optamos por ficar em Puerto Varas e de lá visitamos Puerto Montt, Frutillar e Saltos de Petrohue. Fizemos tudo com transporte público que foi bom e barato. A cidade é bem interessante e gostosa para passar alguns dias.
De Puerto Varas fomos para Pucon (que também é fantástica nessa época do ano) e terminamos nosso giro em Santiago.

Claudio
ClaudioPermalink

Oi Ricardo, tudo bem?

Pretendo fazer uma viagem com minha esposa para o Chile com chegada em Santiago dia 15/12. Pretendemos ficar lá até dia 20/12, quando pegaremos um voo da SKY para Puerto Montt com chegada prevista para as 11:30h. Primeira dúvida: Como pegar um ônibus direto para Bariloche? Programamos ficar dias 20 e 21/12 em Bariloche no Desing Suites. No dia 22/12 fazer o passeio do Cruce AR-CH, domiremos em Puerto Varas para pegarmos voo de volta a Santiago no dia 23/12.

Gostaria de contar com a sua gentileza em nos orientar sobre como melhor aproveitar este roteiro e algumas dicas sobre empresas de transportes rodoviários locais.

Parabéns pelo Blog e um forte abraço.

Ricardo Freire
Ricardo FreirePermalink

É muito pouco tempo pra fazer isso tudo, e a logística que você bolou é levemente insana. Eu ficaria esses três dias no lado chileno mesmo; há muito o que ver. Deixe para ir a Bariloche em outra situação, ou separe (por baixo!) uma semana para fazer os dois lados.

https://www.viajenaviagem.com/2010/03/bariloche-puerto-montt-cruce-de-lagos-ou-onibus/

http://www.busescruzdelsur.cl/

https://www.viajenaviagem.com/category/bariloche

Lazara Ravaglio
Lazara RavaglioPermalink

Boa tarde Ricardo,
Vou para o Chile em 22/04, com retorno 07/05
Pretendo ficar em Santiago uma semana, na outra
semana Atacama ou Patagonia, qual das duas?

Obrigada
Lazara

Ana Carolina
Ana CarolinaPermalink

estive no Atacama em agosto/2010 e na Patagônia argentina em dezembro/2010 e amei os dois lugares. Vai depender de vc decidir pq as duas viagens são muito diferentes, mas eu começaria pelo Atacama, que tem cores próprias e me pareceu alucinantemente incomparável.

A Bóia
A BóiaPermalink

Olá, Lazara! Aqui quem fala é a Bóia! Informe-se sobre os dois destinos e veja qual deles combina mais com você! São duas idéias bastante diferentes de viagem. O Comandante não tem como escolher pelos leitores smile

Omochileiro
OmochileiroPermalink

Ricardo, pretendo alugar em carro em Santiago e descer até Puerto Varas. Se eu decidir ir para Bariloche com esse carro alugado conseguirei atravessar a fronteira sem problemas? Preciso de alguma autorização específica? O que me recomenda?

A Bóia
A BóiaPermalink

Olá, Omochileiro! Aqui quem responde é A Bóia.

Qualquer travessia de fronteira precisa ser combinada antes com a locadora. Se for possível, o carro deverá já conter toda a documentação, seguros e equipamentos necessários.

Uma pergunta: por que você não faz justiça ao seu nick e vai de ônibus? É muito tranqüilo viajar de ônibus na região!

Omochileiro
OmochileiroPermalink

O plano A é esse mesmo. smile
É que como estaremos em cinco pessoas, o aluguel do carro fica muuuito barato. Daí acho que compensa...

Sérgio
SérgioPermalink

Olá Ricardo,eu e esposa pretendemos ir ao Chile com a seguinte programação: chegada a BH-Santiago em 10/03 e Puerto Montt-Bh no dia 20/03.
Estamos programando 3-4 dias em Santiago e arredores, seguindo de avião para Puerto Montt. É viavel ir a Bariloche de catamarã, pernoitar por 2 noites e retornar de Onibus?
Obrigado,

Nelma
NelmaPermalink

Sergio
Fizemos no final do ano passado o roteiro inverso, estavamos em Bariloche, fomos de onibus até Puerto Varas, pernoitamos lá e voltamos no dia seguinte pelo Cruce de Los lagos. A viagem de onibus é bem bonita, mas não tem nada a ver com os lagos, paisagens totalmente diferentes. Gostamos de ambas. Portanto, é perfeitamente viável, inclusive voce ficar 2 dias em Bariloche. Considere que o onibus leva meio dia de viagem, e pelos lagos, um dia inteiro. Ou seja, voce vai precisar de pelo menos 4 dias.

A Bóia
A BóiaPermalink

Olá, Sérgio!

Caso você tenha tido preguicinha de ler o texto todo, concentre-se pelo menos no último tópico. É o que diz "Vai por mim: Cruce de Lagos".

Ali o Comandante resume as suas alternativas na região!

Christian
ChristianPermalink

Oi.Gostei mto do seu post. Vou para Buenos Aires passar um final de semana e no dia 11/4 irei a Bariloche. O fato é que hj me indicaram fazer um passeio pelos lagos atravessando a fronteira. Uma conhecida me indicou fazer esse passeio e disse que gasta 2 dias. Dia 14/4 volto a Buenos Aires. Só que estou achando mto corrido, talvez volte dia 15/4. Só que provavelmente qdo ela disse dois dias quis dizer os dois trajetos, ida e volta de barco ( U$ 190 x 2 ). Eu poderia ir direto de B.A. ao lado chileno e de lá fazer a travessia de barco, até pq me pouparia tempo. Será que existe essa possibilidade? Se souber me orientar, pq morro de medo de planejar e depois dar errado e eu ficar preso e me atrapalhar com ônibus e cidades.

A Bóia
A BóiaPermalink

Olá, Christian!

No verão a travessia é feita em um dia. No inverno é preciso pernoitar em Peulla. Há ônibus que fazem o trajeto Puerto Varas-Bariloche-Puerto Varas. Dá pra ir de ônibus e voltar de Cruce, mas dificilmente no mesmo dia; você teria que dormir no Chile e pegar um ônibus pela manhã.

Ir para a região de Bariloche com menos de 1 semana para ficar por lá é um pecado!

meily
meilyPermalink

Ric,
adorei o post do Cruce, era tudo o que eu precisava saber! Decidi ir de onibus de San Martin de los Andes a Pucon, gostaria de me informar sobre as opções para a viagem Pucon x Santiago.
Obrigada,

A Bóia
A BóiaPermalink

Olá, Meily!
Aqui quem responde é A Bóia.
Há ônibus de Pucón para Santiago por várias empresas -- http://www.turbus.com , http://www.pullmann.cl , http://www.jac.cl , http://www.condorbus.cl . As viagens duram 10 horas, a maioria é noturna.
O aeroporto mais próximo é o de Temuco, a 120 km. A Lan voa de Santiago para lá em 1h20.

Nadja
NadjaPermalink

Oi Ricardo! Primeira vez que comento no seu site. Aliás, o descobri há pouco.
Simplesmente adorei o seu site. A gente só sabe se um texto realmente é bom quando após ler nossas dúvidas se dissiparam e isso basicamente só aconteceu nesse site, apesar das minhas tantas buscas. Sou marinheira de primeira viagem, sabe, e tenho muitas dúvidas...
Pois bem, vc diz que a travessia custa menos para brasileiros. Como assim?
Outra: Vou agora no inverno, mais precisamente em julho, e não consegui reservar hotel em Peulla. O que fazer? Há alternativas?
Desde já agradeço a ajuda.

A Bóia
A BóiaPermalink

Olá, Nadjia! Aqui quem responde é A Bóia.
Quando o Ricardo Freire fez a travessia, em março de 2010, havia um desconto para brasileiros, dado na loja central do Cruce em Bariloche. Não é algo que o site informe e também não é algo que possamos garantir que continue valendo.

Nadja
NadjaPermalink

Bóia, e me diz uma coisa: Se eu não conseguir hospedagem em Peulla, como faço o passeio, já que por ser inverno serei obrigada a fazer a travessia em dois dias?!
Me tira desse sufoco!

A Bóia
A BóiaPermalink

Olá, Nadja!

O Ricardo Freire não recomenda perder tempo em Peulla. A melhor fórmula para visitar a região é chegar por um país, fazer os passeios lacustres, atravessar de ônibus, fazer os passeios lacustres do outro lado e voltar pelo outro país.

Amanda
AmandaPermalink

olá!

A Bóia, vou para Puerto Varas de carro (saindo de Santiago), não vou atravessar a fronteira pq devo retornar o carro em Santiago. Mesmo estando de carro ouví falar que é interessante passear de barco para ver o visual. É verdade?
Existe algum passeio que rode de barco pela região sem atravessar para a Argentina que vocÊ possa indicar? Qual a média de preços?

Obrigada

A Bóia
A BóiaPermalink

Olá, Amanda! Há vários passeios de barco na região, informe-se ao chegar para ver quais estarão funcionando na sua época.

Se você não for fazer nada no caminho entre Santiago e Puerto Varas, vale a pena ir de ônibus e alugar o carro em Puerto Montt.

Maria Lecticia
Maria LecticiaPermalink

Olá, já fechei as passagens aéreas (todos os trechos de milhas, apenas tive que comprar o de Bariloche para Buenos Aires, pois é alta estação, poucos lugares...) só estou na dúvida:
1- se permaneço com a quantidade de dias em Puerto Montt e Bariloche, ou aumento em Bariloche diminuindo em Puerto Montt.
2- Outra dúvida, se a Cruce dos lagos pode ser feita em 1 dia ou é melhor em 2 dias; e
3- É melhor ficar em Puerto Montt ou Puerto Varas?

05/07 - (terça-feira) - Recife / Santiago AVIÃO
06 - Santiago
07- Santiago
08- Santiago
09- Santiago / Atacama (Calama) AVIÃO Calama / San Pedro de Atacama ÔNIBUS
10- Atacama
11- Atacama
12- Atacama
13- San Pedro de Atacama / Calama ÔNIBUS Calama / Puerto Montt AVIÃO
14- Puerto Montt
15- Puerto Montt
16- Puerto Montt
17- Puerto Montt / Bariloche CRUCI DOS LAGOS
18- Bariloche
19- Bariloche
20- Bariloche
21- Bariloche / Buenos Aires AVIÃO
22- Buenos Aires
23- Buenos Aires
24- Buenos Aires
25 - Buenos Aires / Recife AVIÃO MILHAS

Agradeço a ajuda de vocês, tão preciosa antes de reservar os hotéis...

A Bóia
A BóiaPermalink

Olá, Maria Lecticia! No inverno o Cruce de Lagos só pode ser feito em dois dias, com pernoite obrigatório em Peulla. Está escrito no texto!

Três dias no Atacama é muito pouco tempo. Fique pelo menos cinco.

Uma viagem do Atacama a Puerto Montt vai comer um dia inteiro das suas férias.

Amós
AmósPermalink

Olá Bóia.
Acompanho e acho o máximo este espaço, onde compartilhas experiências e dicas para todos nós.
Estarei indo com minha esposa e filho de 3 anos para o Chile. Desceremos até Puerto Varas e pretendemos atravessar para Bariloche de ônibus. Li vários relatos e a maioria é que a imigração não é nada confortável. Como irei com uma crinaça de 3 anos gostaria de ouvir mais relatos para tomar uma decisão: Atravesso ou não? Outra coisa só para desencucar: Carteira de Identidade em todo o Mercosul é aceito bem né?

A Bóia
A BóiaPermalink

Olá, Amós! Demora-se entre uma hora e uma hora e meia na imigração. O melhor sempre é ir por um país e voltar pelo outro, para não precisar enfrentar tudo de novo.

Crianças precisam de passaporte, não podem viajar ao exterior com carteira de identidade.

O Ricardo Freire recomenda viajar sempre com passaporte:
https://www.viajenaviagem.com/2011/01/america-do-sul-rg-ou-passaporte/

FÁBIO
FÁBIOPermalink

Pretendo ir em Setembro, a minha idéia é chegar em Santiago e fazer conexão para Temuco, lá alugar um carro com prioridade para Vulcão Villa Rica, Termas/Parques e descer para visitar o Osorno .Depois voltar par Santiago por mais três dias. A dúvida é a seguinte é tranquilo alugar um carro e circular por Pucon, Villarica e descer até o Vulcão Osorno e fazer um passeio rápido em um dos lagos?
Esse é o melhor de longe para tirar dúvidas e explicar as viagens.

A Bóia
A BóiaPermalink

Olá, Fábio! Vamos colocar a sua pergunta no Perguntódromo e torcer para que apareça quem já tenha circulado de carro por essas bandas!

Marilia Pierre
Marilia PierrePermalink

Tranquilo em que sentido?
Seguro? Em termos de segurança acho tranquilo.
Acho que se perder hoje em dia com o gps não é mais problema.
Pegar um carro em Temuco e devolver em Santiago pode acarretar em taxa extra da locadora.
Agora, viajar da região dos lagos direto de carro até Santiago é um pouco demais, não? São mais de 12 horas de estrada.
Mais lógico seria fazer a conexão para Puerto Montt então subir para Santiago parando em Temuco [mesmo assim é volante pra mais de metro].
Não seria melhor fazer estes trechos de avião [ou ônibus mesmo] e alugar um carro para circular em cada parada?
Mas vai que o lance é uma road trip latina? Aí vai que vai!

karine
karinePermalink

Fomos e voltamos de carro de Santiago até Pucon. Na ida fomos direto, mas na volta dormimos em Chillan. As estradas eram ótimas, tranquilas (fui antes do terremoto). Circular em Pucon e por perto é fácil, mesmo porque a vila de Pucon é bem pequena. Usamos o carro só para conhecer as cachoeiras, aquas termais etc que tem ali perto.

Carlos Henrique Loyo
Carlos Henrique LoyoPermalink

Oi Fábio, em 2005 fiz uma viagem com minha família pelo Chile, fomos de avião até Temuco e alugamos um carro para fazer o passeio que você está querendo fazer agora. Naquela época não alugamos GPS e foi muito tranquilo, hoje em dia com ele, deve ser mais fácil ainda para encontrar os restaurantes e termas.

Fábio
FábioPermalink

Obrigado Carlos, já comprei passagem para Santiago e estou definindo se vou te carro ou avião para Pucon, mas o teu comentário e da Karine acima , me deixam mais tranquilo. Obrigado depois eu conto como foi...um abraço

loris bibiani
loris bibianiPermalink

Eu fiz a travessia nos anos 70. Está igualzinho. Naquela época achei bem interessante. Muito organizado e realmente a parada com direito á dormir em Peulla é um tremendo mais ou menos. Só valeu a pena por causa do meu marido, um ótimo parceiro. Em 2005 fiz duas vezes a travessia de carro. Fiz o mesmo roteiro com uma diferença de três meses. levando parentes. O que errei na primeira concertei na sesgunda. Primeira vez : Santiago - Santa Cruz: Santa Cruz- Pucon;Pucon- puerto mont; Puerto Pont- Villarica, onde deixei o carro no hotel e atravessei de ónibus a San Martin de Los Andes, uma das viagens mais engraçadas que já fiz.Três dias depois voltei e devolvi o carro no dia seguinte. A burocracia chilena é pior em relação a travessia da fronteira. Devo dizer que foi ingenuo da minha parte achar que funcionava igual na Europa.Podendo atravessar a hora que quisessse. Segunda vez aluguei o carro em Buenos Aires, só porque é mais fácil conseguir a licença para travessia. Mas o trajeto Bue- Mendonza é terrível. Não tem nada para visitar de interessante e os hoteis são horríveis, só a comida é boa. `e uma reta a estrada , não muito boa, sem nada para ver.(são 1.800 km mais ou menos) Fiz a travessia pelo famosa divisa do Cristo Rendentor. Isto foi em Outubro quando o tempo está melhor e a travessia está aberta. Em 2006 um grupo da minha família pediu para ser feito em agosto e demos sorte depois de um mes fechada ela abriu no dia da nossa passagem por poucas horas. Dirigir no Chile é muito fácil. As cidades parecem um tabuleior de damas , muito fácil . A panamericana que vai até Puerto Mont é ótima. Respeite a velociadade há muita fiscalização. O passeio nos lagos é impossivel se você tiver que atravessar com o carro.ok

loris bibiani
loris bibianiPermalink

Não é impossível mas complicado, com carro. Os dois países não se bicam. Muita burocracia para atravessar com carro aluado. Licença especial e paga.

FÁBIO
FÁBIOPermalink

Calma gente, talvez eu tenha me expressado mal, vou de avião até temuco, e lá sim alugaria um carro para ir para Pucon, Villarica, Vulcão Lanin, e descer até Puerto Varas especialmente para ver o Osorno e um passeio pelo lago seria no lado chileno apenas, não quero atravessar para a Argentina.

Alis
AlisPermalink

Fábio, vai que é tranquilo. Há um ano fiz algo parecido, peguei um voo de Santiago para Puerto Montt, aluguei um carro lá e fui subindo e parando: Puerto Varas, Osorno, Vilarica e Pucon. Depois digiri direto de Pucon para Puerto Montt onde entreguei o carro e voei para Santiago.
Fique atento a condição metereológica, pois no voo de Santiago para Puerto Montt não havia condições de pousar, o avião voltou para Santiago onde pernoitamos e no dia seguinte fomos a Puerto Montt no primeiro horário. Ou seja, a agenda não pode estar muito apertada. Deixe mais tempo para Pucon, que tem muitos passeios. No mais é só curtir!

FÁBIO
FÁBIOPermalink

Alis,
Valeu mesmo, é exatamente o que eu quero fazer, não vou mais para temuco e sim descer em puerto mont e ficar em puerto varas, depois subir para pucon. Obrigado pela dica da agenda apertada, eu sei que ficaremos reféns da condição meteorológica.No mais é so torcer. Obrigado e depois eu conto como foi, devo ir na semana na segunda semana de setembro.

Sylvia Gaspar
Sylvia GasparPermalink

Olá Boia, Ric e Navegadores!

Help: Alguém pode dizer em que ponto se tem que pegar um catamarã e como é ele exatamente?

Por acaso existe a opção de fazer os lagos por empresa sem ir até Peulla?

É uma única empresa que opera e dita o roteiro?

Thank's.

A Bóia
A BóiaPermalink

Olá, Sylvia! Você pode fazer inúmeros passeios de barco em vários tipos de embarcação em diversos pontos dos dois lados da fronteira.

A travessia, porém, é monopólio do Cruce. Mas, como está explicado no texto, você pode atravessar de ônibus ou carro e selecionar os passeios que quiser fazer em Puerto Varas, Villa La Angostura, Bariloche etc.

efigenia oliveira
efigenia oliveiraPermalink

ola Ricardo.
estamos eu e meu marido planejando fazer o Cruce em meados de setembro saindo do chile para argentina. Você saberia informar como é o clima nesta época? muito frio e chuva? Obrigada . Quando voltar conto as novidades.

A Bóia
A BóiaPermalink

Olá, Efigenia! Aqui quem responde é A Bóia.

Setembro ainda é bastante frio, lembre-se que o inverno oficialmente vai até o dia 20. Você vai pegar neve nos cerros.

efigenia oliveira
efigenia oliveiraPermalink

boa noite, Bóia.
Obrigada pela atenção. Vou me prevenir com roupas mais quentes. Alguem saberia onde comprar roupas intermediárias, não muito quentes, em Santiago e Bariloche ? As que temos para o inverno de Minas são bem fraquinhas.

A Bóia
A BóiaPermalink

Olá, Efigenia. Você não entendeu, vai estar MUITO FRIO. Setembro ainda é inverno.

Dê uma passada nos shoppings de Santiago.

Leia os comentários deste post:
https://www.viajenaviagem.com/2010/11/compras-em-santiago-do-chile-o-que-vale-a-pena/comment-page-1/#comments

Cyro
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Fizemos o Cruce dia 18/set/2011, domingo, dia da independencia do Chile. Tivemos um presentaço da Mae Terra e do Deus Inti, o Sol dos Incas, uma abobada sem nuvens, um dia de sol absoluto e, realmente, no sentido Chile Argentina, o Osorno de manha nos deu fotos dignas de revista - todos os demais picos a vista, ate o Tronador. Um frio adequado - camiseta, camisa e casaco - pronto, tudo ficou muito, muito lindo, com direito a dar biscoito na mao para as gaivotas e aguas cor de esmeralda. Melhor ainda foi Peulla. Fomos direto, mas perdemos o passeio no 4x4 que varios colegas fizeram ;( Tambem disseram que o hotel eh novissimo, quartos otimos. Recomendamos nesta epoca, pois parece que as chuvas dao uma tregua. (perdoem, este teclado nao tem acentos)

Alexandre
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Já possuo as passagens de ida Fortaleza x Puerto Montt para seguir c/ minha esposa e filho, viajem marcada p/ fevereiro 2012, vai ser uma experiência nova p/ nós pois, conhecemos bem o Chile mas Santiago e cidades próximas. O fato é que gostaria de ter orientação para seguir de Puerto Montt para Bariliche, de ônibus por ser a opção mais em conta. Quem já vez este trajeto mais recentemente? Preciso saber: qual empresa / valor / tempo de viajem / segurança / dicas para cruzar fronteira.

Agradeço.

A Bóia
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Olá, Alexandre! Era só você ter clicado na palavrinha em azul "ônibus", no item "Minha receita alternativa". A empresa é a Buses Cruz del Sur, o preço atualizado você descobre clicando, a viagem dura 5 horas e é civilizada, não se preocupe.

Carolina Pessanha
Carolina PessanhaPermalink

Olá! Estou planejando fazer esta viagem com meu marido em março. Gostaria de saber onde você comprou tickets com preço mais barato para brasileiros já que nem os mais caros são vendidos pelos site. Vou seguir seu conselho e fazer a travessia Chile-Argentina.