Castejano (minha crônica no Guia do Estadão)

Ricardo Freire
por Ricardo Freire

castejanoNo meu vôo para Buenos Aires, o vizinho estava com um livro tipo Aprenda Espanhol aberto numa página intitulada “Falsos amigos”. Mais do que simplesmente disseminar a desconfiança entre povos irmãos, o capítulo tinha por objetivo alertar para os “falsos cognatos” – palavras iguais às que temos no português com significados diferentes.

Depois de décadas exposto aos falsos amigos, já sei reconhecer quase todos os cognatos traiçoeiros do castelhano. Você também deve estar pelado, digo, careca de saber quais são. Mulheres embarazadas só ficam sem jeito se tiverem engravidado de quem não deveriam. Se alguém do lado de lá do tratado de Tordesilhas te extraña, é porque sente muita saudade de você.

Mas o que estou aprendendo nesta viagem são palavras que não guardam absolutamente nenhuma relação com o português. Durante um cruzeiro pela Terra do Fogo fui exposto a palavras que eu jamais compreenderia fora do contexto. Você já ouviu falar de hembras? Pois são fêmeas, coitadinhas. Como podem se referir a elas com uma palavra tão pouco feminina?

Ainda no âmbito da ciência, demorei um tempinho para entender o que seria um tal efecto invernadero – que nada mais é que o nosso efeito estufa, dublado. O problema é que o efecto invernadero acaba tendo conseqûências nefastas para o calentamiento global. Desculpem, mas a impressão que dá é que em castejano o mundo não aquece, mas entra no cio.

Algumas palavras são quase iguais – só muda a sílaba tônica. Com o acento no lugar errado, porém, parecem tiradas de algum dicionário ET. Como assim, atmósfera? O que está calentando o planeta não é o invernadeiro, mas esse acento agudo fora do lugar, apontado para a camada de ozônio dos países de língua espanhola.

Talvez a expeessão mais engraçada foi a que eu vi outro dia em Bariloche. O cardápio informava que o restaurante servia chopp de cerveza. É que chopp, em idioma maradônico, quer dizer caneca.

Só não consigo me conformar mesmo é com o fato de não haver iogurte natural em hotel nenhum da Argentina. Só yogurt de vainilla. Eles dizem “xogur de bainixa”. E é exatamente esse o gosto que tem. Uy!

55 comentários

Eneida
EneidaPermalinkResponder

Delícia começar a manhã lendo esta crônica!

Quanto ao castejano, o que me chocou no Chile recentemente foi saber que abacate não é avocado. Como assim?? De onde vem "palta"?? Por sinal, como os chilenos adoram abacate, tem até hot-dog com palta (!??!). E outra que eu adorei foi "propina", que você paga em todo restaurante sem pudor!

Carla
CarlaPermalinkResponder

"Avocado" é italiano, Eneida, e é o termo usado em inglês também - não é espanhol, não... wink

Ana
AnaPermalinkResponder

Palta é uma palavra de origem mapuche, por isso é de uso mais local.

Eneida
EneidaPermalinkResponder

Na minha cabeça, o inglês tinha tomado o termo do espanhol... (põe aquela carinha roxa de "verguenza")

Rodrigo Barneche

Até no Mcdonalds e no Burguer King de Santiago tem sanduíches com palta... deveriam tirar a estrela da bandeira do Chile e colocar um abacate no lugar smile

JB
JBPermalinkResponder

Riq,

Meus preferidos são "inversión" (investimento), "latir"(bater - só para o coração) e "enojarse" (se aborrecer).

Eneida, existe sim "aguacate" em espanol, mas acho que o mais usado é mesmo "palta". Ocorre o mesmo com "banana", só que o mais popular é "plátano".

Como não sou especialista em frutas, tendo a achar que são espécies distintas mas muito parecidas, assim como no Brasil temos pinha e fruta do conde, abacaxi e ananás e por aí vai.

Carla
CarlaPermalinkResponder

Sobre o abacate, JB, eu acho que é uma questão de variação de vocabulário entre países diversos - no México, por exemplo, só se usa "aguacate", nunca "palta", assim como só se diz "fresa" em vez de "frutilla"... Quem se acostuma com os termos usados no Cone Sul estranha (mas não necessariamente sente saudades... mrgreen ) um bocado o vocabulário usado mais ao norte!

Majô
MajôPermalinkResponder

Ai que saudades do mojito de fresa wink

Carla
CarlaPermalinkResponder

Já eu me divirto com aquelas palavras que parecem estar erradas, como "propio", "rabia", "gaviota"... E adoro aquelas que tem uma sonoridade engraçada, tipo "remolacha" (eu nunca pensaria em beterraba vendo essa palavra - "remolacha" pra mim teria que ser uma mulata rebolativa... lol )

JB
JBPermalinkResponder

"Cocodrilo", "preguntar" entre outras.

Algumas conversões para o espanhol são muito mais poéticas. "Zanahoria" não é muito mais bonita que cenoura? smile

Por falar nisto,lembro que na minha prova oral para o Diploma do espanhol, que era sobre comida, não conseguia me lembrar como se dizia pepino em espanhol e fiquei ansioso para chegar em casa e ver no dicionário.
Pepino em espanhol é ... "pepino"!!!

Mas acho que minha palavra favorita em espanhol é "sahumerio" (incenso). smile

Carla
CarlaPermalinkResponder

O que eu mais curto na "zanahoria" é o significado do lunfardo, de uma pessoa boba, tonta... Tem coisa mais engraçada que dizer "qué pedazo de zanahoria!", quando uma pessoa é daquelas completamente sem noção?!? wink

Sylvia
SylviaPermalinkResponder

Carlinha, pra mim remolacha sempre soa como uma bolacha mole ..ergh wink

Mari Campos
Mari CamposPermalinkResponder

Sabe que, por muitos anos, odiei espanhol? Hoje sou completamente apaixonada pela lingua - embora, apesar de adorar a Argentina, continue nao gostando desse sotaque argentino de "paedja", "cadje"; curto mesmo o jeito de falar na Espanha, no Mexico e no Chile (e vivo usando num pais expressoes de outro, bah). Acho fascinante pensar nas origens de palavras e expressoes em qualquer lingua wink

JB
JBPermalinkResponder

Concordo Mari,

Tinha uma implicância com o espanhol até a década passada, mas passei a gostar muito depois que estudei. Acho que era um pouco de preconceito. A música feita nos países "hispanohablantes" é muito interessante e isso me ajuda a fixar e gostar cada vez mais do idioma (talvez por isso, tenha demorado mais para engrenar no alemão - a música pop/rock de lá é sofrível!!!).

Já em relação ao sotaque porteño, acho um barato. Minha tese é de somente seremos fluentes se entendermos a língua falada por todos. Entender um mexicano ou espanhol é muito fácil. Por isso tento sempre calibrar o ouvido para os sotaques mais difíceis. Vc já ouviu o sotaque Geordie (dos ingleses da região de Newcastle)? Parece outra língua...

Também acho interessante a linguagem mais coloquial, como o "lunfardo" e o "cockney".

Carla
CarlaPermalinkResponder

Tou adorando esse papo lingüistico... Já eu sou uma apaixonada pelo sotaque argentino - mas sempre estudei espanhol da América Latina, tive professores argentinos, chilenos e uruguaios. E concordo que a música ajuda muito! (Será que foi por isso que comecei a estudar alemão 4 vezes e abandonei? shock E será também por isso que é fácil engrenar no francês?)

Eu acho importante entender bem vários sotaques - e os professores que preparam os certificados internacionais devem achar também, porque a quantidade de sotaques diferentes (inclusive estrangeiros) nas provas de compreensão (seja de inglês, francês ou o que for) é impressionante... Mas sou contra a mania de alguns (muitos dos meus alunos e ex-alunos) de forçar um sotaque regional - sotaques são adquiridos naturalmente, são parte da trajetória de cada um com aquele idioma. Forçar a barra pode levar alguém a copiar um sotaque londrino com gírias texanas, o que dá um resultado completamente bizarro... lol

Agora, para estrangeiros que falam espanhol é quase impossível acertar sempre qual palavra se usa em cada país, porque a variação de vocabulário é enorme! Eu sempre dei mancada...

Majô
MajôPermalinkResponder

Pois eu gostava do espanhol ex: calle e não do sotaque argentino, cadje e agora curto os dois. E se você falar devagar o português eles entendem e gostam.

Paulo Torres
Paulo TorresPermalinkResponder

Me gusta muchíssimo esse X portenho. Sempre é divertido caminhar pela "CaXe LavaXe", ou entrar na internet pra fazer uma busca no "Xahoo!". Mas já me disseram que é uma caracteristica de Buenos Aires, não da Argentina toda.

Carla
CarlaPermalinkResponder

É fato, Paulo - no resto da Argentina esse "X" portenho soa como "J". (Aliás, é como falam também os mais velhos em Buenos Aires; o "X" é típico das gerações mais jovens.) A "CaXe LavaXe" soa, no resto da Argentina, como "CaJe LavaJe"...

Ana
AnaPermalinkResponder

Eu adoro as compras feitas em prestações sem juros: "cuotas sin interés". Para mim soa como se não estivessem interessados no meu dinheiro!

Ermesto, o pato

Eu acho o "encantado" muito simpatico.

Rodrigo Barneche

Muy amable ;o)

Marcie
MarciePermalinkResponder

Já eu gosto mais do castellano da Argentina do que do espanhol da Espanha. Gosto do som mais cantado.

A.L.
A.L.PermalinkResponder

O sotaque argentino é 'italianado', mais fácil de entender, principalmente em estados de forte colonização italiana como SP e RS. Já os espanhóis da Espanha falam como se tivessem um quilo de catarro nos pulmões. Dá nojo.
Quanto às comidas, não entendo porque no Peru o milho é 'Maíz' e na Argentina é 'Choclo'.

Majô
MajôPermalinkResponder

A.L. No Perú só ouvia choclo=milho.

JB
JBPermalinkResponder

A.L.

Acho que "maíz" se refere a milho de uma forma geral, por exemplo Este bolo é de "maíz", ou Detesto qualquer coisa que tenha "maíz".

Agora, "choclo" se refere ao produto "milho-cozido-na-água-e-sal", por exemplo, Vamos comprar um "choclo" naquela carrocinha?

Majô
MajôPermalinkResponder

JB, era o milho-cozido, por sinal espigas imensas.

Dionísio
DionísioPermalinkResponder

Para mim, uma expressão espanhola muito bancana é "antojos", que significa desejo intenso e passageiro por alguma coisa. Tem uma confeitaria da Recoleta que se chama "Antojos". Legal, né?

Uma expressão que acho engraçada é "paraguas", ou seja, guarda-chuva.

E, como gaúcho, adoro descobrir na Argentina expressões que também são usadas no Rio Grande do Sul com o mesmo significado atribuído pelos hermanos. Entre elas, "macanudo" (bacana), "buenas" (para bom dia, boa tarde, boa noite...), "pila" (dinheiro), "boliche" (bar), "dale" (vamos lá, é isso aí!), "quilombo" (confusão), "morocha" (morena), "china" (mulher), entre outras tantas.

Sylvia
SylviaPermalinkResponder

Dionisio, tô aprendendo : quilombo,e morocha eu nunca ouví não...

Rodrigo Barneche

galleta, carpin, algareada, gris, entchufe, tiflado, guacho... pra quem tem mãe e esposa de Livramento, são palavras cotidianas smile

Fernanda Leitão

Dionísio paraguas acho legal , em francês é parapluie, não sei porque me português virou guarda-chuvas..

Alex
AlexPermalinkResponder

Muito boa esta crônica! No carvanal eu e minha mulher fomos para Buenos Aires. Um dia fomos almoçar num restaurante qualquer na região dos outlet da Av. Córdoba, depois da compras, e a garçonete que nos atendeu disse que o prato do dia era uma tal de "machoneza" de frango. Perguntamos que prato era, mas ela não conseguia explicar. Como estávamos com muita fome e na outra mesa tinha um grupo com uns dez brasileiros, com o único cardápio em português, falei para minha mulher - Vamos pedir isso mesmo porque é o prato do dia e vem rápido.
Quando ela trouxe a comida, era umas batatas mal-cozidas cortadas, misturadas com um pouco de frango desfiado e maionese industrializada. Uma coisa intragável. A nossa conhecida maionese de frango, só que mal preparada.
Se tivesse lido o cardápio em espanhol veria que maiosene se escreve mayonesa!

Rodrigo Barneche

By the way, a foto que ilustra o post foi tirada na Argentina. Se fosse no Chile, estaria escrito 'lomo de toro'.... só muda o animal smile

kel
kelPermalinkResponder

e aqui na Colômbia isso seria um " policia acostado"...

Teté
TetéPermalinkResponder

aguacate na Espanha, palta na America Latina... como várias outras palavras - coche na Espanha, auto na American Latina, conducir na Espanha, manejar na America Latina e por aí vai.

Riq - adoro cronicas de "lost in translation"
bjo

Ronaldo Lisboa

Minha favorita:delantal(avental).Não é um espetáculo?

Meilin
MeilinPermalinkResponder

É curioso também o uso do pronome vós pelos hermanos, e só por eles. Lá pras bandas da Colômbia ninguém usa esse "vós", como nós usamos o você...

JB
JBPermalinkResponder

Meilin,

O "voseo" ( em contraposição ao "tuteo", usado pela maioria dos hispanohablantes) é utilizado somente pelos argentinos, uruguayos e parte do Paraguay. Embora possa parecer uma aberração gramatical, é defendido com unhas e dentes pelos seus usuários. É mais ou menos como a gente, que usa o você ( antigo "vosmecê", portanto 2a. pessoa do plural) concordando com a 3a. pessoa do singular.

Acho legal a forma imperativa do "voseo". Simplesmente se tira o "r" final da forma original do verbo e voilá... Pará, Pará!!
Mais simples impossível smile

Carla
CarlaPermalinkResponder

JB, posso fazer um aparte para esclarecimentos lingüísticos? Tanto o "você" quanto o "vosmecê" tem a mesma origem, que é o "vossa mercê" - embora apareça a palavra "vossa", é 3a.p. do singular mesmo, e não 2a.p. do plural. O curioso, no caso do português do Brasil, é que conjugamos os verbos referentes a você na 3a.p. do singular, mas usamos o pronome com valor de 2a.p. do singular - aquela COM quem se fala, e não aquela DE QUEM se fala... Daí os imperativos "errados": dizemos "vai!" e continuamos a frase usando "você" em vez de "tu", e por aí afora...

Carla
CarlaPermalinkResponder

Mas o "vos" portenho, Meilin, não tem o valor do "vós" em português, não... Ele seria mesmo mais parecido com o "você". O nosso "vós" equivale ao "vosotros" espanhol, que acho que não é usado em nenhum país da América Latina...

Dionísio
DionísioPermalinkResponder

Verdade! Em Bogotá uma pessoa me perguntou de que parte do Brasil eu era. Ao ouvir que eu era do sul, ela respondeu: "é por isso que falas como argentino". É que no espanhol uso "vos", embora no português utilize "tu".

Eduardo Luz
Eduardo LuzPermalinkResponder

Lá vamos nós: nada como um bom exemplar de Xongas!!
E hermoso é bem hermoso, né não?

Eneida 2
Eneida 2PermalinkResponder

Tenho uma xara aqui! Raridade!
O nosso pessego que vemos traduzido nas embalagens do mercosul como durazno, na Espanha vira melocoton!
Mais divertido, apesar da facil deducao de significado foi ver no chile o sanduiche virar emparedado de queso, sapateiro como sanatorio de sapatos, no Paraguai, escalera mecanica para escada rolante.Desculpem a falta de acentos mas ainda nao aprendi a usa-los no teclado americano.

Lena
LenaPermalinkResponder

E mini falda??? Não é djimais!! lol

Alex melo
Alex meloPermalinkResponder

Lembrei agora de um prato que vi no Uruguai uma vez. Era um "Lomo Desgraciado"
Um colega meu comeu só por causa do nome... que ao final nada mais era que o Lomo sem Gordura (grasa em espanhol).

Juliana Amorim

Numa visita a um amigo em Buenos Aires, ele me recebeu soridente e feliz dizendo :" Hoy mama nos ha preparado un estofado!" Fiquei olhando pra cara dele, meio sem graça, querendo dizer que eu não comia sofás!! Passeiparte da noite tensa e quando serviram o jantar eis que suge uma carne assada de panela deliciosa! Cai na gargalhada de alivio. que falta de educação a minha, desde daquele dia a mãe dele sempre me oferece raviolis ao sugo!!! kakakakaka

Rodrigo
RodrigoPermalinkResponder

: ) rs...

Roberta Ristori

Li essa crônica deliciosa no Guia do Estadão e me acabei de rir. Riq, como sempre vc. pegou o espírito da coisa como ninguém e botou no papel meu sentimento em relação ao "catejano"! rsrs

André Peres
André PeresPermalinkResponder

Aguacate se usa muito. Acho que é só no Chile ou na Argentina que se fala assim. Falaram do ''Vós'', se usa na Colombia sim, em Cali eles usam. Na Argentina e no Uruguay também. Na Espanha eles usam sempre ''Vosotros'', ao invés de ''Ustedes'' como se usam na maioria dos paises da America Latina. Eles usam o ''Ustedes'' quando se dirigem para as pessoas de idade ou quem nao conhece, mas é muito raro ver.
Outra diferença tambem na Espanha é na conjugacao. Eles falam assim: ''Ayer he ido al cine con mis padres ...'' Ao inves de dizer ''Ayer fui al cine con mis padres''.
Eles usam muito o verbo no participio. Uma coisa legal deles, é que eles nao traduzem as palavras para o ingles.
Uma coisa que eu sempre quis saber, porque os espanhois usam aquele som de Z como se fosse um S do Lula falando. Aquele som de lingua presa.
Morei 2 anos na Espanha, e minha mae é colombiana. Fiquei 3 meses na Colombia. Na costa da Colombia eles tem um sotaque muito engraçado.
Outra curiosidade na Espanha é como falam no sul, em Andaluzia.
Eles nao pronunciam a letra S. E uma palavra que tenha a S antes do T, fica bem diferente, como: ''Acostumbrado'', ''Estoy'' .... Eles falam '' Acotumbrado'' e ''Etoy'', sempre enfatìzando a letra T.
Pra quem quer aprender espanhol, o mais facil pra entender é o do Mexico, Peru, Colombia. Pelo menos pra mim.

jAH
jAHPermalinkResponder

O avocado não é o nosso abacate; ele é bem menor e mais duro, e mais apropriado a acompanhamento de saladas, ou na deliciosa guaca mole. O plátano também não é exatamente a nossa banana, ou melhor, se assemelha mais à variedade da banana da terra, que é imprópria para comer crua, mas é uma delícia frita com açúcar e canela. E também em um daiquiri de plátano em alguma praia do caribe mexicano...

Vanderlena
VanderlenaPermalinkResponder

Gostaria de saber qual a pronúncia correta de "zanahoria". Qual é a sílaba tônica desta palavra?

Vanderlena
VanderlenaPermalinkResponder

Gostaria de saber a pronúncia correta de "Zanahoria". Qual a sílaba tônica?

A Bóia
A BóiaPermalinkResponder

Olá, Vanderlena! É çanaôria! O "ô" é o tônico! Se fosse "çanaoría" haveria acento no "i"!

Douglas
DouglasPermalinkResponder

Gostei do post e também dos comentários! Ainda aprenderei corretamente esse idioma. Apesar de ter um bom espanhol, sempre acho que estou falando errado. Pelo menos os hermanos me entendem. Abraço!

debora roseli martins

Ahhhh... eu amoooo “xogur de bainixa”
hahahah!! assim como esse sotaque também! smile

Neftalí
NeftalíPermalinkResponder

Muito bacana ese post. Algumas palabras em espanhol realmente são divertidas, como gaviota ou cocodrilo. Geralmente “mayor” e “menor” são usados para idade, para tamanho se fala “más grande” ou “más pequeño”. Um “adulto mayor” não é um gigante, e sim uma pessoa de terceira idade.
Mesmo entre países de língua castelhana se produzem confusões. Na Espanha “polla” é o órgão sexual masculino, e no Chile a lotería oficial se chama “Polla de Beneficencia”, lugar de esperança para espanholas solteironas..
Os ônibus tem nomes variados dependendo do país, pode ser colectivos, buses, micros, guaguas…Na Venezuela, ainda tenho uma foto esperando em um “paradero de buzetas (ponto de micro-ônibus)” que nunca chegou…
Não existe o verbo “feder”, geralmente se fala que algo cheira mal (huele mal). São engraçados os nomes das federações de produtores de carne, frutas, etc… Fedefruta, Fedecarne... Chulé é “olor a pata”, cecê é “olor a ala (asa)”.
A Granja Comary da seleção chilena de futebol tem o nome de Juan Pinto Durán. E na América do Sul não existe alpinista, pois os Alpes estão bem longe, a palabra é “andinista”. As letras "v" e "b" se pronuncian igual no espanhol, é normal errar ao escrever Volívia ou Benezuela, por exemplo.
A nossa Xuxa teve grandes dificuldades no seu começo de carreira no Chile, pois “Chucha” é uma feia maneira de designar o órgão sexual feminino. E os narradores de futebol se divertiam quando Kaká (cocô) e Elano (O ânus) jogavam juntos na seleção brasileira. ¡Brasil ataca con todo, y Kaká pasa por Elano!!!
Enfim, concordo que os países que falam melhor o espanhol são a Colômbia e o Peru. No Chile grande parte das empregadas domésticas são peruanas, que tem um vocabulario melhor que seus patrões.
¡Saludos!

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