Qual foi a encomenda de viagem que te deu mais trabalho?

Ricardo Freire
por Ricardo Freire

É só um creminho pra minha avó, certeza que você acha!

Outro dia o Thiago Parente, que tá em Nova York, tuitou um desabafo sobre interromper uma viagem bacana pra ir atrás de uma encomenda. Daí a PattyBraga sugeriu: ei, será que isso não dava uma enquete?

Pois claro que dá. Conte pra gente: qual foi a encomenda que você mais se arrependeu de ter aceitado?

Vale também contar -- não precisa dar nomes! -- sobre as técnicas mais constrangedoras de pedir encomenda de que você já foi vítima.

Para fazer você entrar no clima, reproduzo aqui um capitulinho do Viaje na Viagem original, de papel:

Recusam-se encomendas

Fazer encomendas a quem viaja é um dos costumes mais antigos que existem.

E põe antigo nisso. Fazer encomenda é do tempo em que se tinha medo de avião. Do tempo em que família, a família da namorada, algumas ex-namoradas e o prédio inteiro iam se despedir de você no aeroporto — até na ponte aérea. Do tempo em que o exterior era conhecido como “o estrangeiro”. Do tempo em que produto importado era não apenas raro, como na maioria das vezes ilegal.

Hoje em dia, dependendo da natureza do pedido e do grau de relacionamento entre o pedinte e o viajante, a encomenda pode variar entre:
1) um mau costume;
2) uma total falta de educação.

Na hora de pedir — e de aceitar — uma encomenda, ninguém se dá conta do transtorno que vai ser, em algum momento da viagem, parar para pensar na encomenda, andar para comprar a encomenda, achar a encomenda, conferir as especificações da encomenda, pagar a encomenda, empacotar a encomenda, fazer a encomenda caber na mala, carregar a encomenda, passar pela alfândega com a encomenda.

A última vez que eu fiz uma encomenda, foi para uma (ex) funcionária minha que tinha acabado de pedir demissão e ia passar uma semana em Paris. Como você vê, ela merecia.

As encomendas enganam.

As que parecem fáceis demais sempre têm dois ou três modelos para você escolher (e ninguém te falou isso antes). Com as super-especificadinhas, é batata: a linha foi renovada, mudaram os nomes e as embalagens, e esqueceram de avisar a pessoa que te fez a encomenda. Outras encomendas até que fazem sentido no calor do momento, mas acabam ininteligíveis na hora que você retoma o assunto e vai comprar: o que era aquilo mesmo que ela falou?

Resista. Mude de assunto. Tenha uma vontade súbita de ir ao banheiro, e suma. Se for para perder o amigo, melhor que seja agora do que na volta (depois do trabalhão que a encomenda vai ter dado). Se você quiser lançar mão de desculpas e subterfúgios educados, aqui vão alguns.

• Alegue o bendito limite de US$ 500. Diga que você não sabe como vai conseguir passar com as suas  compras, e que com isso não pode comprar mais nem um tubinho de Crest. (A mesma coisa vale para presentes. Não existe nada mais prazeroso do que presentear — mas se começar a virar um stress, ponha a culpa no tal do limite e compre chocolatinho Lindt no free-shop da volta para quem você ama.)

• Peça o endereço da loja. Endereço completo, por favor. Se for necessário, seja acometido por uma amnésia rápida: Broadway? Como assim, Broadway? Ou mude-se mentalmente para o outro lado da cidade e prometa que, se passar por lá, vai tentar, quem sabe se tudo correr bem, achar.

• Peça por escrito. “Você me passa depois tudo direitinho por escrito?”. E não esqueça de desligar o fax.

• Se o pedinte for seu superior hierárquico ou parente mais velho: minta. Minta deslavadamente. Fale que você procurou feito um doido mas não achou. Descreva todas as coisas que você supostamente deixou de fazer só para procurar a encomenda. Misture as letras da marca encomendada, e diga que ninguém nuuunca ouviu falar desta marca lá onde você foi.

• Se você aceitar a encomenda e depois se arrepender: não traga nada. Compre mais um exemplar deste elucidativo compêndio e dê de presente — com um post-it amarelinho colado na página inicial deste capítulo. Imprima este post e deixe como não quer nada num lugar onde o encomendante possa ler.

Piores encomendas da história -- já pra caixa de comentários!

173 comentários

Cristina L
Cristina LPermalinkResponder

nem sei se dá para chamar de pior, mas uma amiga havia ido a York no ano anterior e me convenceu a conhecer a cidade na minha (quase) exclusiva estadia de 20 dias em Londres (eu sei, eu sei, mas vejam - nem consegui ir a todos os lugares desejados. eu AMO Londres).

bem, fiquei feliz pela indicação, York é uma graça mesmo. Mas e agora? Qual o pedágio: comprar a PIIII de um colar com cruz "celta" que ela havia comprado lá. E encontrar? No mesmo tamanho? E O PREÇO??? eu fazendo megaviagemmochilão, comendo apenas sanduíche, e o colar mais baratinho custava algo como 30 libras - acho que dava o almoço da semana inteira (detaçhe - era para ser presente!!!!).

Lá pelas tantas desisti de procurar em todas as lojinhas de York (e posteriormente, da Escócia). Comprei uma echarpe de 1 libra [grin] com a qual ela saiu feliz e faceira por aí.

Nunca mais!

No ano seguinte, viajei com uma amiga. Ela, com uma lista de encomendas, eu, livre, leve e solta. que maravilha a liberdade!!!!

Dani S.
Dani S.PermalinkResponder

Pior foi que eu procurei, procurei, procurei, de verdade, e nunca achei um bendito spray de água termal francesa, que a minha madrinha pediu. E quando eu voltei, tive que ouvir que uma outra fulana tinha encontrado baratinho - por que não pediu pra ela então? E aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaanos depois a peste ainda lembra da história... que eu NUNCA trouxe NADA pra ela! =(

Marcie
MarciePermalinkResponder

Haha...estava conversando ontem mesmo com o Tiago sobre isso. E eu estava tentando ensinar a Aline, esposa dele, a dizer "não"! Eles estavam me contando a quantidade de encomendas que eles tinham que levar. Nem morta, santa. Faço honrosas exceções para remédios - daqueles que não se acham aqui ou aí. Mas só.
Afinal, já não bastam as coisas loucas - pelicanos de um metro de altura, lixos cor de laranja, e outros berimbaus parecidos - que eu mesma carrego de lá pra cá?? wink wink

Carla
CarlaPermalinkResponder

Hoje em dia eu não aceito encomendas, e só dou presentinhos se esbarrar com alguma coisa que me lembre a pessoa, mas encomenda de mãe não obedece a esses princípios... wink

A minha mãe é a maior fã de Elvis Presley que eu conheço e, na primeira vez que fui aos EUA, numa viagem de 30 dias, costa a costa, me encomendou um CD do Elvis Presley cantando música country - "já que você vai entrar em todas as lojas de CD mesmo..." (Bom, é verdade que eu tinha esse hábito mesmo!) Pois bem, entrei em um zilhão de lojas nas duas costas e nada do bendito CD. Eu perguntava aos vendedores, e ninguém nunca tinha ouvido falar. Até que um dia, encontrei o tal CD em uma loja de usados em Westwood, Los Angeles, acho que na véspera de vir pra casa. Cheguei orgulhosa da façanha - e a reação foi: "Ora, e não é que existe?!?"

Acho que foi aí que eu aprendi a dizer não... mrgreen

Raquel
RaquelPermalinkResponder

Bom, como alguém que morou 3 anos na terra do Tio Sam, cada viagem de visita à família era uma epopéia. Senão vejamos: um guarda-chuva da Burberry para a amiga/comadre, que viajou comigo na mão - o mico: eu de calça de moleton, tenis e o guarda-chuva de marca;
a cadeirinha do carro para a afilhada que ia nascer (sim, para a mesma comadre! eu devo gostar muito dela!);
a bicicleta da Barbie para a sobrinha, que foi aberta, fuçada, desmontada, remontada na inspeção do aeroporto...
e ultimamente, as peças para a moto do marido, que são bem mais baratas lá. Imaginem o peso da minha bagagem! smile

Fabio NG
Fabio NGPermalinkResponder

Não saio divulgando ou oferecendo, mas trago encomendas na boa. Mas se seguirem alguns critérios: volume compacto e que não desvie meu caminho -- tipo algo que sei que vai ter em algum local que sei que vou passar.

Do lado de cá do balcão (de encomendas), se é "inevitável", faço a compra online e entrego na mão do viajante, e daí não tem crise de desvio de rota ou de especificação: é só colocar na mala e pronto. wink

Aline
AlinePermalinkResponder

Não é bem uma encomenda que deu trabalho, mas sim uma encomenda absurda. Tenho um parente que tem mania de pedir encomenda para todos que viajam (perfume, chiclete, boina, etc), o absurdo aconteceu uma vez que ele me pediu para trazer um laptop dos EUA e eu prontamente neguei e aleguei a bendita cota de 500,00 dolares; ele, como tem mania de pedir falou: "para você não perder a vigem, leve um celular que eu comprei em Miami e ligue ele quando voce chegar nos EUA, quando voce ligá-lo vai chegar uma mensagem dizendo quantos dolares em crédito eu ainda tenho neste celular, ai vc me avisa quanto eu tenho", e essa foi a encomenda mais absurda que eu já recebi, e obvio eu nem levei o celular pra viagem.

Sylvia
SylviaPermalinkResponder

Eu me ferrei quando perguntei pra um cliente se ele queria alguma coisa ( anta né ? ).
Quando me disse que adoraria uma "caixinha de aspirina tipo x " , sabes, aquela com rótulo roxo , que só tem lá ? Achas em qualquer farmácia ..
Pois não achei , passava toda hora entrando e saindo de farmácia e quando cheguei ouvi : bah .. desculpa , o rótulo é laranja :cool:

Majô
MajôPermalinkResponder

Na minha 1a viagem à Europa, recebi uma encomenda de uma amiga,uma fivela/travessa de cabelo de tartaruga " super fácil de achar, você vai encontrar em qualquer lugar ". Passei por 9 paises,e em todas as lojas de bijouteria que passava, eu entrava e não encontrei a tal fivela. Sei que ela não acreditou muito na minha versão :roll:
E quando encomendam, você paga em euros e a pessoa pergunta se quer receber em euros ou real ?

PêEsse
PêEssePermalinkResponder

Devidamente alojado em SP, minha nova e temporária morada, volto a ler o site, com dezenas de posts de atraso. Já estava com delirium tremilis causado pela síndrome de abstinência.

Não costumo ter problemas com encomendas. Sou como o Fábio NG. Não me ofereço, mas aceito, desde que não ocupe muito espaço nem me dê trabalho. E quando não dá, digo que não deu numa boa. Tempo de viagem é que eu não perco. Apesar disso, uma que deu trabalho e tomou tempo foi "uma calça Diesel cujo modelo não seja básico mas que também não choque, que seja lançamento mas que custe no máximo duzentos euros". Depois dessa, nunca mais aceitei encomendas de roupas.

Costumo trazer com muita freqüência uísques comprados no free shop de entrada no Brasil. O encomendador faz a reserva no site em meu nome e quando eu volto da viagem já está tudo pronto e separado, é só eu me identificar para algum funcionário. Eu compro e no check in de transferência despacho. Nem sei mais quantos casamentos ajudei a baratear comprando uísques dessa forma.

A meu ver, as encomendas, assim como alguns outros comportamentos típicos do brasileiro médio em viagens (compras de eletrônicos, de roupas, de bebidas) são conseqüência da carga tributária elevadíssima e das altas margens de lucro praticadas aqui. Cadê que americano traz o mundo na mala quando volta de viagem?

Dri
DriPermalinkResponder

São as UNICAS encomendas que eu aceito/faço. Depois que o duty free ofereceu a possibilidade de deixar reservado, acho que não tem stress mesmo. É chegar, pagar e sair! E fazer a alegria dos outros...

Gustavo - Viajar e Pensar

Putz, isso é f...
Pior de tudo é a cara do encomendador (mala) quando que tu trás as coisas e esculta um obrigado de bunda, que não era bem isso. Dae é dose.
Só trago agora bebida ou perfume do Dutyfree, com tudo anotado e dólar na mão.
Outra buxa cobrar, vai fazer o dólar do cartão adiciona as tarifas , e ouve a aquela "tu não deixa escapar nada".
Paciência e muita Paciência.

Zé Maria
Zé MariaPermalinkResponder

Nessa viagem que tá no Zé Maria azulzinho aí , a Eliana pediu, e eu como tinha ido sozinho, bem tranquilo, só podia e devia obedecer... que eu não sou bobo nem nada. A lista da mardita: uma cafeteira Bialetti pra 9 cafés, uma chaleira Alessi que tem um passarinho no bico que assovia quando a água ferve, 3 brincos de prata, um sapatenis pra minha filha, 2 bolsas, um moinho de sal com mecanismo de cerâmica, maquiagens pra minha filha, um treco da Armani que deixa a sobrancelha mais grossa, uma toalha de mesa, mostarda de Cremona, torrone, chás, chocolates, perfume, aventais e muitos vinhos. Fui com a mala pesando 14 kl e voltei com 2 pesando 64. Estão lá as fotos das balanças dos aeroportos que não me deixam mentir. Mas não me incomodo não, até curto, desde que eu esteja indo viajar........ sozinhosmile

Zé Maria
Zé MariaPermalinkResponder

Ah, e gravuras pra enquadrar e 2 óculos de sol.

Pedro Renato
Pedro RenatoPermalinkResponder

Bem entre amigos e desde que não comprometa a cota, o espaço na mala e não tome tempo eu tolero e peço muito raramente.

A melhor dicas para compras é a Amazon. Compra manda entregar no hotel e pega com o seu cartão mesmo. A pessoa só tem o trabalho de pegar, abrir a caixa e por na mala. Eu até oriento para se livrar das embalagens.

Rola uma brincadeira entre amigos, quando alguém vai viajar e pergunta: você quer alguma coisa?
Resposta: me traz um jogo?
Qual jogo?
Um jogo de pneus de trator

Nada como levar no bom humor. Mas o melhor é seguir a dica do VnV Old Fashioned - em papel smile

marcio nel cimatti

Olha tenho um amigo que pediu um quadro de bicicleta. Tem cada uma né?

Jurema
JuremaPermalinkResponder

Pois é, o meu marido TROUXE da Alemanha um quadro de bicicleta para o ex-mairod de uma colega de trabalho. Pode?

Lucia Malla
Lucia MallaPermalinkResponder

O Idelber publicou no ano passado um post-crônica-desabafo sobre encomendas mto bom, tb, contando alguns perrengues típicos:

http://www.idelberavelar.com/archives/2009/03/a_encomenda.php

Felizmente (depende do ponto de vista) quase sempre viajo c/ equipamento de mergulho e foto, e isso ocupa a mala quase toda. De modo q tenho a "desculpa" perfeita p/ não aceitar encomenda alguma. grin

Zé Maria
Zé MariaPermalinkResponder

E o mais importante da lista dela, que acabei de lembrar:
http://images.quebarato.com.br/photos/big/7/B/32787B_1.jpg

Thiago Parente

Aiai! Só assim me divirto com a minha desgraça. Fechamos para balanço, o que deu, deu. O que não deu, compra uma passagem e vem comprar aqui em NY, blz? Brincadeiras a parte, gosto de prestigiar as crianças. Pedidos dos sobrinhos foram (quase) todos atendidos.

Aline Lima
Aline LimaPermalinkResponder

Sou uma comissária de bordo de sorte! Não recebo encomedas - não porque não aceito, mas por falta de pedidos mesmo (se bem que ter os amigos e a família morando nos dois extremos do mundo e eu no meio sem eles por perto facilita) smile

A única encomenda que tive foi da minha prima, estudante de moda em SP. Ela me pediu um livro que custa, no Brasil, R$450 (quando encontrado) e eu paguei R$125. Usei a dica do Pedro Renato e encomendei pelo Amazon. O livro foi entregue em Londres, uma amiga trouxe para Dubai e outra levrou pra São Paulo. Claro que foi preciso duas ligações internacionais e um email para liberar o livro, mas foi por uma causa nobre.

E como o PêEsse disse, realmente gente de país de primeiro mundo não carrega muamba. Faço um voo cheio pra Sydney tranquila sabendo que os compatimentos de bagagem terão espaço para todas as malas. Já um voo pra cheio pra Londres ou Toronto (com no mínimo 75% dos passageiros de um certo país asiático em desenvolvimento) é problema de espaço na certa!

Dri - EveryWhere

Hahaha!
Esse post ficou otimo!
Eu entro no grupo que digo logo que nao!
Nao gosto de perder tempo em viagens fazendo compras nem pra mim, quanto mais pros outros...
As vezes aceito quando a encomenda foi feita pelos meus pais/irma ou uma otima amiga - alguem com que eu me sinta a vontade pra depois falar "xiiii... esqueci da sua encomenda" ou ser cara de pau logo no começo: só trago encomenda se couber na minha mala, se nao vai ficar pra tras.

As encomendas pipocam ainda mais depois que vim morar na Europa e quando vou passar ferias no Brasil vira aquela festa...!

Dri - EveryWhere

Ah! Lembrei de uma encomenda absurda (mas essa ainda foi do tempo que eu viajava com meus pais... smile
Estavamos de viagem de ferias de familia pros EUA e uma amiga Brasileira que na epoca morava na Philadelphia pediu se podia mandar uns "pertences pessoais" que ainda estava na casa da mae no Brasil mas que ela estava precisando muito nos EUA. Resultado: embarcamos com um faqueiro completo e uma banheirinha de plastico de bebe!
Isso foi na epoca que viajar "pra fora" ainda era raridade e as empresas nao estavam nem ai pro peso das malas.
Alem disso como ficamos parte da viagem hospedados na casa dela, nem deu pra negar!

Gabi de Madri
Gabi de MadriPermalinkResponder

Eu, em princípio, não aceito encomenda. Mas claro que abro exceções para meus pais e minha irmã (porque sei que posso dizer pra eles que não pude ou não tive tempo ou não estava a fim de procurar, e eles não são do tipo que fazem muitas encomendas). O que sim já aceitei fazer numa boa foi levar encomenda na minha mala pro Brasil para familiares de amigos que tambem moram fora como eu, desde que caiba na mala e não atrapalhe minha estadia no Brasil.

Eduardo Luz
Eduardo LuzPermalinkResponder

Lei número 1 e única: não aceito, portanto também não faço encomendas pra ninguém. Simples!!

Andre Lot
Andre LotPermalinkResponder

Bom, a encomenda mais estranha que já me pediram foi um injetor de nitrogênio para carro esportivo. Não era pesada, mas eu tive de sair procurando isso em Denver, na manhã antes do meu vôo.

Eu não gosto de trazer encomendas. Como já sou um exagerado natural com quantidade de malas, uso sempre a desculpa do "meu vôo interno na Europa só admite 23kg".

Roupas e coisas "sob medida" jamais aceitei, até pq sou uma negação para distinguir ocre de amarelo-ouro, e os tamanhos nunca batem.

Já recebi pedidos de levar "mala fechada" para amigos que estavam morando na Europa (ao retornar do Brasil pra cá). Posso ser meio paranoico, mas rejeito sempre. Nunca se sabe se a mãe/tia do amigo dá uma banana pras normas que proibem alimentos e aí quem se dá mal na história sou eu.

Pedidos de livros e impressos comuns em geral eu recuso com argumento do peso, e de quebra explico que já usei Amazon, B&N etc. várias vezes e nunca tive problemas, dou dicas de como a Amazon britânica vende os mesmos livros bem mais baratos que a americana e por aí vai.

PêEsse
PêEssePermalinkResponder

Epa, isso de a Amazon britânica vender os mesmos livros bem mais baratos que a Amazon americana também vale para quando a entrega é no Brasil? Notícia maravilhosa. O que tenho de fazer? Estou cheio de livros para comprar...

Carla
CarlaPermalinkResponder

Acho difícil, PêEsse - o que mata na entrega no Brasil é o frete, e o frete da Inglaterra pra cá é uma facada... sad

Dani S.
Dani S.PermalinkResponder

Depende da época, mas às vezes compensa bastante. É só verificar na Amazon.co.uk
Mas dica boa mesmo é a www.betterworld.com - tem vários livros "gentilmente usados", além de novos, por preços ótimos. A taxa de envio é de 3,97 dólares por livro, fixa. O único problema é que demooooooora pra chegar (mas talvez seja mais culpa da nossa alfândega do que eles). Mas é excelente especialmente para comprar guias de viagem baratíssimos. É só pegar o modelo do ano anterior, que costuma se achar guias por 3 ou 4 dólares (porque vamos conversar: os preços dos guias importados no Brasil é indecente).

PêEsse
PêEssePermalinkResponder

Bom, Carla, vamos aguardar o que o André Lot tem para nos dizer. Mas agora no mínimo eu vou simular a compra também no site inglês da Amazon.

Andre Lot
Andre LotPermalinkResponder

Taxas atuais para livros (em libras): 5.29 por entrega + 3.59 por livro.

Não me parece nenhuma facada não. Já comprei livro de US$ 200 por 60 libras, novo, idêntico, com a única diferença que se tratava de edição "not to be sold within USA".

Carla
CarlaPermalinkResponder

Realmente, meninos, vocês têm razão, não está nenhuma facada mesmo - acredito que isso se deva, ao menos em parte, ao fato de que a libra não está tão valorizada frente ao real... e as minhas referências eram antigas, daquela época em que a libra valia quase R$5! Eu, que uso a Amazon o tempo todo para comprar material de trabalho, também vou simular compras nos dois sites e só depois escolher! wink

Agora, concordo que dica boa mesmo é a da Dani S.! Vou experimentar! grin

Lu Malheiros
Lu MalheirosPermalinkResponder

Dicas preciosas devidamente anotadas!

PêEsse
PêEssePermalinkResponder

Bom, acabei de enfiar o pé na jaca. Comprei alguns guias para começar a planejar as possíveis próximas viagens e o site americano teve preço final cerca de 20% melhor que o site inglês (individualmente, contudo, alguns livros eram realmente mais baratos na Amazon inglesa). Além disso, o site inglês não tinha todos os guias que queria. Mas talvez para outro tipo de livro a coisa não seja bem assim e a Amazon inglesa tenha melhores preços. Não deu para seguir a dica da Dani S. porque queria que os guias fossem atualizados.

Na Amazon americana são cobrados US$ 4,99 por entrega + US$ 4,99 por livro, na versão padrão (mais lenta) de entrega. Fonte: http://www.amazon.com/gp/help/customer/display.html/ref=hp_navbox_596184_tips?nodeId=596202

Marilia Pierre

para esta próxima viagem meu pai pediu uma bicicleta dobrável da França e o meu irmão pediu um guitarra do Japão.
NÃO pros dois né!?

Ale
AlePermalinkResponder

Meu irmão também já me pediu uma bicicleta! isso que dois meses antes ele tinha viajado, mas ele próprio não trouxe pra ele... bem mais fácil fazer os outros passarem o trabalho. Obviamente eu não trouxe!

Marilia Pierre

não chega a ser uma questão de cota de alfândega, mas sim de limite de bagagem!

Juliana V. Ferreira

Eu já encomendei uma coisa uma vez: um mp3 player quando isso ainda era novidade! Mas só porque meu amigo é super geek e iria passar em todas as lojas de eletrônicos da Flórida, huahauhaua... E ainda falei pra ele escolher qq um, desde que fosse até xis valor (com dinheiro na mão). Ele escolheu um bem pequenininho e eu fiquei superfeliz. Sem estresse algum. Agora, se ele me pedir um "jogo de rodas de trator" quando eu for pros EUA, vai ser difícil dizer não, né? huahaua... Vou ter de retribuir o favor (pelo menos para ele!).

Arthur | Agora Vai

Não contemos para niguém que vamos viajar. Essa é a solução mais simples...

Ale
AlePermalinkResponder

Perfeito!!!

Edu Luz
Edu LuzPermalinkResponder

Arthur, uma variação perfeita da lei número 1.

Ricardo Freire

mrgreen
mrgreen
mrgreen

Thiago Parente

Perfeito, mas como segurar, principalmente quando viajamos na viagem?

Edu
EduPermalinkResponder

Eu estava em Paris, tinha ficado 15 dias na casa de um amigo francês, no último dia de viagem liguei pra minha mãe pra avisar que no fim da tarde eu estaria indo ao aeroporto pra pegar meu voo de volta ao Brasil. Eis que minha mãe me avisa que a irmã da minha cunhada ( olha isso! não era nem minha cunhada, era a irmã dela, legalmente nem parente minha ela é ...) pediu pra eu trazer um perfume,que no Brasil custava umas 4 vezes a mais do que na França. Pra não ficar chato ( se é que pode existir coisa mais chata do que alguém encomendar algo em viagem ) fui atrás do tal perfume. Na primeira loja tinha acabado, fui até o outro lado da cidade, pois na Sephora da Champs Elisees com certeza teria ( eu estava em Bastille, e queria arrumar minha mala com calma, último dia , etc)mas fui. Achei o tal perfume, comprei, trouxe.
Pra não levar vantagem alguma, tipo cobrar a mais, etc ( como conheço um monte de gente que faz)... guardei a nota fiscal e entreguei junto com o perfume. Pra cobrar fiz a conversão pro real arredondando a cotação do euro pra baixo.
Eis que na França as notas fiscais demonstram o valor do imposto ( TVA se não me engano, tipo um ICMS acredito), e discriminam na nota como desconto TVA ( mas não é desconto ao consumidor, é o desconto que a loja repassa ao governo, imposto, mas está separado para o consumidor saber quanto paga de imposto ao Estado)
Depois de perder meu último dia de viagem pra comprar o perfume e voltar ,entregar tudo certinho, fazer a conversão camarada,etc, a menina quis discutir o tal do desconto, que na cabeça dela eu estava embolsando!!! tipo, achando que eu estava lucrando em cima dela! Expliquei que era imposto, etc, e ainda assim ficou achando que eu queria tirar vantagem!! Inclusive minha cunhada achou que eu também estivesse querendo tirar vantagem!
Depois disso até minha relação com minha cunhada ficou ruim...
Mas a culpa foi minha, eu quis agradar, comprar e ser honesto e me ferrei! Depois disso nunca mais aceitei encomendas de ninguém, exceto pai e mãe, e sempre anoto todos os pedidos e quando volto digo na cara dura que não achei,ou estava em falta.
Afinal as pessoas não tem cara de pau pra pedir? posso ter cara de pau de dizer que não achei! E nem me sinto culpado!

Luciana Bordallo Misura

Nossa, essa foi a pior de todas sad

Clara
ClaraPermalinkResponder

Concordo, que horror!

Gustavo
GustavoPermalinkResponder

Malandro é malandro, mané é mané.

Edu
EduPermalinkResponder

Gustavo, pela sua resposta ao meu comentário vejo que você deve ser do tipo que pede pros seus amigos trazerem notebooks e eletrônicos pra voc6e revender eembolsar um lucro. Né malandrão!?

Hugo
HugoPermalinkResponder

A pior encomenda foi do orientador de mestrado da minha esposa. Ele pediu uma lista de vitaminas e produtos de farmárcia. Como era o orientador dela e o mestrado ainda estava começando, não tivemos como recusar.

Na prática tivemos que ir numas 10 farmácias diferentes pois a lista que tinha sido passada não batia com os produtos disponíveis. No final compramos alguns itens semelhantes, mas isso só aconteceu depois que já estávamos cansados de procurar.

Outra coisa que não fazemos mais é querer trazer presente para os parentes próximos. Na viagem dos EUA fizemos isso e quando fomos calcular tinhamos gasto quase 500 dólares nessa brincadeira.

Marcia
MarciaPermalinkResponder

Pois eu duvido que alguem já tenha recebido um pedido que uma amiga recebeu (e atendeu!!): uma LASANHA!!!! Acreditem, ela trouxe a tal lasanha congelada dos EUA pra cá....
Marcia

Zé Maria
Zé MariaPermalinkResponder

Hahahaha!

Andre Lot
Andre LotPermalinkResponder

Se arriscou a ser multada. Como leis sobre comidas vivem mudando, é bem fácil recusar qualquer pedido alimentício: "a Lei vive mudando e eu não sei se isso é permitido na bagagem internacional".

Rosa
RosaPermalinkResponder

Pra filha nunca digo não, ela sempre pede óculos e maquiagem que não ocupam tanto espaço e são fáceis de achar.
Tem pessoas que quando viajam sempre perguntam se quero que tragam alguma coisa, eu nunca peço para não incomodar, já que cada um tem seus familiares e amigos mais próximos, mas retribuo sempre a gentileza.
Se não fosse incomodar demais, eu adoraria que me troxessem um cheesecake de JC Clarkes ou do Junior's. Se bem que agora já posso ir no JC Clarkes em São Paulo, não sei se o cheescake é assim tão maravilhoso.

gabebritto
gabebrittoPermalinkResponder

1999, Paris, França.
Meu pai tinha ido um ano antes e comprado um espelho (daqueles redondinhos, de fazer barba) nas Galeries Lafayette. Era o xodó dele (vai entender...). Quando soube que eu iria para a capital francesa, não teve dúvidas e me pediu outro espelho, para o caso daquele primeiro vir a quebrar um dia. Como pai e mãe são os únicos que eu considero com direito de pedir encomendas, lá fui eu peregrinar pelas Lafayette atrás do maldito espelho. Foi um parto, mas nasceu.
Hoje os xodós estão lá, no banheiro dele. Intactos.

Tania P.
Tania P.PermalinkResponder

Como moro nos EUA qd tenho visita meus parentes vem com uma lista do tamanho de uma lista telefonica (cadeiras de bebe, escapamento de moto, pecas de bicicleta, vitaminas, pranchas de bodyboard e caixa de transporte de animais). Depois de muitas dores de cabeca agora minha familia pede tudo pela internet. Como moro em um apertamento em Manhattan toda vez que minha familia vem me visitar minha casa fica parecendo uma filial da Fedex com caixa pra todo lado. Mas pelo menos eles nao perdem tempo fazendo compra para os outros e eu posso aproveitar pra matar as saudades passear ao inves de ficar so entrando em lojas e farmacias. Mas ja recebi encomenda de amigo americano. Uma legitima rede brasileira!!! pq as que vendem aqui nao iguais a ques vendem na Bahia smile

Marina Gomes
Marina GomesPermalinkResponder

Na viagem de Lua de Mel ficamos 18 dias entre Paris, Cairo e Amsterdam (nesta ordem). Combinamos de encontrar um casal de amigos que estava morando na Alemanha no nosso último destino: Amsterdam. Perguntei à amiga se não estava precisando de alguma coisa, pq eu levaria. Bem, faltando poucos dias para o casamento, e consequentemente para a viagem, a mãe da amiga ligou e perguntou se eu não podia levar umas coisinhas do Brasil para eles. Falei que não teria problema, afinal pensei em pequenas coisas para eles matarem a saudade (bombom serenata??). Fiquei chocada ao receber as "coisinhas", eram dois jogos de banho completos, dois mega dicionários e mais um livro. Como assim??? E onde coloco a minha bagagem? Roupa de frio, de calor, sapatos e "toalhas"?? Para o último lugar ainda? Não pensei duas vezes, falei que infelizmente não dava para levar tudo, apenas um dicionário. Ele ainda ficou ocupando e pesando a mala por 14 dias!!! Se a pessoa teve coragem de abusar da minha boa vontade assim, não tive o menor problema em recusar. Nunca mais!!

Tita
TitaPermalinkResponder

Esse post ta otimo!! Encomenda é um saco mesmo, quem gosta? Eu so aceito porque de vez em quando aproveito pra pedir também. Mas o pior é que sempre levo muita coisa pra muita gente, e tenho que ficar andando com uma listinha antes, pra saber o que cada um pediu, e depois, pra saber quanto cada um me deve!
E tem sempre aqueles com pressa pra pedir, mas na hora de buscar levam uma eternidade, parece que a pressa some. E pra pagar entao? Sem falar naqueles que resolvem te pagar em reais, quando sua compra foi feita em euro. Ai entra a historia do cambio: qual cambio fazer??
Toda vez eu prometo que nao aceitarei mais encomendas, mas depois acabo esquecendo do que prometi!

André
AndréPermalinkResponder

Pô, gabebritto, quebra um deles. Assim se justifica a primeira compra e ainda abre uma possibilidade de nova viagem para repor o espelhinho sobressalente.

Abs!!!

Mô Gribel
Mô GribelPermalinkResponder

Eu não peço nada e trago presentinhos para todo mundo...
Quando me pedem, normalmente é coisa de free shop e meus amigos educadinhos me dão os dólares. Se é encomenda, paguem antes, já que não vou usar minha suada verba de viagem poupada por meses para comprar perfumes pros outros.
Quem mais me deu trabalho foi meu marido quando viajei no final do ano. Ele pediu um perfume que não tem no Brasil e passei 17 dias entrando em tudo que é loja. Achei na Sephora da Champs Elisées na véspera de vir embora.
Pura sorte! Mas carérrimo!!!! Agora fico atormentando ele pra economizar porque achar outro vai ser impossível!

Encomenda de viagem « Baianices

[...] de viagem Posted by baianices under Uncategorized Leave a Comment  Vale a pena ver esse post do Ricardo Freire sobre encomendas de viagem, essa instituição brasileira que causa tantos problemas de [...]

Letícia
LetíciaPermalinkResponder

Minha neurose é a alfândega. Assim, minhas restrições a encomendas vinculam-se única e exclusivamente à natureza do produto e ao valor. Nada de alimentos ou produtos caros, caso eu já esteja com minha cota comprometida.
Fora isto, encaro as encomendas numa boa.
Como normalmente tenho franquia de bagagem extendida pelo programa de viagens, não me importo com o volume da encomenda. Tão chato quanto carregar 2 malas é carregar 3... A regra vale para mim mesma. Estando dentro dos 158cm do limite de tamanho das companhias aéreas, tá valendo! Até lixeira eu já trouxe!
Apesar da minha boa disposição não recebo muitas encomendas e meus encomendantes têm um imenso senso crítico! Na última viagem, o pedido foi uma arma para Nintendo Wii, o qual, semanas antes da viagem foi cancelado pelo próprio encomendante preocupado com eventual constrangimento que eu pudesse passar por conta do brinquedo.
Outro pedido constante nos últimos anos são pomadas para neném, de uma marca diferente, com embalagem azul (a roxa não serve, pois meleca) e que não gruda na pele. Já acostumei e sempre que vejo uma farmácia dando bobeira compro todo o seu estoque (nunca encontro muitas bisnaguinhas azuis...), mesmo quando o encomendante esquece de pedir.
Desta forma, e com a ajuda de outros amigos viajantes, o encomendante conseguiu estoque suficiente para passar os primeiros dois anos de seus trigêmeos com o dedo limpo. Merecido para quem tem tripla incumbência!

Andre Lot
Andre LotPermalinkResponder

Nesses casos, sempre diga que a pessoa precisa pagar o imposto antecipadamente pq vc decalara tudo. Dissuade muita gente em economias grandes-mas-nem-tanto.

Alex melo
Alex meloPermalinkResponder

Meu irmão comprou e pediu para entregar no hotel umas compras da marikay(ou algo assim). Sem rolo, até pq não ia sair mesmo do meu caminho e já estava pago... o problema foi quando cheguei ao hotel e tinha uma caixa gigante cheia de cremes, perfumes, etc... era muito grande mesmo. Ainda bem que estávamos em 3 e pudemos dividir tudo, pq carregar aquilo o resto da viagem não foi fácil, não.

Também nessa me pediram um joguinho para PS2. Procurei em 3 lojas diferentes e não tinha em nenhuma delas, só versão mais antiga. Quando cheguei e comentei isto, a resposta foi: Ahhh podia ter comprado a mais antiga mesmo. E só agora me vem falar? affff

Mas coisa grande como notebook, este não tive coragem d etrazer não. Já veio 1 prá mim e outro prá esposa, comprar 3 ia ser demais.

Ao final, o melhor é viajar prá Bolivia, Peru, até mesmo Chile... prá esses lados quase ninguém pede nada wink

Bárbara
BárbaraPermalinkResponder

Meu pai tem um hábito pior que pedir para trazer encomendas: pedir para enviar encomendas. "Você vai pra Salvador? Pode passar na casa de Fulano e levar essa vidro de pimenta que eu mesmo deixei curtindo?". Felizmente, minha mãe consegue me salvar.

Fernando
FernandoPermalinkResponder

Serve encomenda de ida?

Em 2005, quando fomos para Paris, uma amiga da minha esposa pediu gentilmente para levar um presente para a irmã que tinha acabado de se casar com um francês e estava morando lá a mais de um ano. Já comecei achar meio esquisito (presente de casamento? Espero que não seja uma geladeira ou forno de microondas), mas como a minha esposa era super amiga desta pessoa, ficou sem jeito de recusar.

Pois bem. Eis que um dia antes da nossa viagem, chega ao nosso apartamento 3 panelas de barro gigantes nos braços do marido da amiga da minha esposa, porque obviamente, ela não conseguia carregar o maldito presente. Eu simplesmente não acreditei.

Esta pessoa já viajou pra vários lugares no mundo, como pode ser assim tão sem noção para pedir pra gente levar este trambolho? Resultado, obviamente o "presente" não cabia em nenhuma mala e ainda tinha que ser levado como bagagem de mão. Foi simplesmente uma batalha conseguir chegar com estas panelas em Paris, dá pra imaginar né?

Mas o pior ainda vem. Na imigração, sobrou pra mim levar o maldito presente. Quando me perguntaram, "você conhece alguém aqui em Paris?" eu respondi não (a amiga era da minha esposa, e eu nem a conhecia) e ele me perguntou ainda " o que é isso na sua mão?" eu respondi " 3 panelas".

Dá pra imaginar a cara do francês mal humoradíssimo da imigração né? Como assim? ele deve ter pensado. Nem quero saber as milhões de coisas que deve ter passado na cabeça dele...

No final deu tudo certo, mas desde este dia, encomendas, never more.

flor
florPermalinkResponder

boa, boa!

Cristina
CristinaPermalinkResponder

Excelente! Comigo já aconteceu o contrário. Numa das vezes que eu fui a Londres à trabalho, uma amiga me apresentou um amigo para me fazer companhia que gentilmente me pediu no dia que me conheceu para levar umas "coisinhas" para o Brasil. Uma sacola cheia de cacareco, incluso uma pedra pesadíssima! Eu ainda viajar pelo Reino Unido inteiro e depois voltar para Londres - deixei na sala de malas do hotel explicando para o Gerente a furada que eu tinha me metido. Na volta, 15 dias depois, a infeliz da pedra ainda estava lá. E o infeliz ainda teve a cara de pau de me pedir para levar algo mais - eu respondi que tinha muito material de trabalho e não ia dar!

Lorena
LorenaPermalinkResponder

Eu também não aceito encomendas e nem faço, e uso as desculpas de sempre, mas para evitar pedidos de alguns sem noção, falo que vou sair de férias p/um hotel fazenda no interior. Porém, na minha última viagem p/EUA, minha irmã boca grande falou para várias pessoas, até para minha cabeleleira, que teve a cara de pau de pedir para eu trazer uns 40 cremes da Victoria!!! Lógico que falei que não não podia e não cabia...

Elaine Rego
Elaine RegoPermalinkResponder

A BOA ALMA AQUI JÁ TROUXE DE TUDO:

3 ROLOS DE PAPEL DE PAREDE PRA CUNHADA (SUPER PESADOS)
BONECOS DE LUTA (QUE VENDIAM NO WALMART, MAS NAO TINHAM TODOS QUE O MENINO QUERIA)
CALCULADORA HP PRO GERENTE DO BANCO (GENTE BOA)
JOGO DE LENÇOL DE 300 FIOS (pra amiga)
SAPATOS CROCS (MUITO FEIOS)
MUUUUIIIITTTOOOOSSSS CREMES VICTORIA SECRETS (QUE EU DETESTO)
JOGOS DE PSP PRA SOBRINHA (QUERIDA)
CHAPEU DO ESTILO DE CARLOS GARDEL (QUE TEVE QUE VIR NA CABEÇA PRA NÃO AMASSAR)

Já pedi coisas simples tipo : miniatura da Torre Eifel (paixao) pra uma amiga, mas pq ela disse que era facil de achar (ela já tinha ido outras vezes)
e Um Guarda Chuva com a "plantinha" de Amsterdã, que a minha amiga ate usou lá e era facil de carregar na mala (era daqueles bem dobraveis)

Pedi lã de trico (de qq cor e modelo, pois minha cunhada, a mesma dos papeis de parede, tb ia trazer pra filha (minha sobrinha) que tb faz trico)

Quando pedi algo mais especifico, comprei na Amazon e mandei entregar e minha sogra, no caso foi quem trouxe dos EUA e da Europa.

Mas atualmente só aceito o que tiver no DutyFree e tb não dou garantia de trazer pois pode não dar na cota.

Mas se não der transtorno, trago na boa(Tipo Alfajor Havanna de BsAs,algo que seja facil de encontrar numa farmacia,etc..)

Maryanne  hotelcaliforniablog.wordpress.com

Ja trouxe uma peça da maquina de lavar roupa pra uma amiga, aqui custou $ 17, no Brasil custava R$ 300. Nao vou nem começar a contar a saga de todas as minhas idas pro Brasil com as encomendas pra minha familia. Como eu moro aqui e vou sempre,ninguem mais consome nada ai. Posso dizer que 90% dos brinquedos e roupas dos meus sobrinhos (3)sao levados por mim. Toda vez, absolutamente toda vez que vou tenho um ataque de "nuncamaislevonadanavidapraninguem". Dai chego no Brasil vejo els com aquelas roupas lindas (e baraterrimas) e brincando felizes com as coisas novas e mudo de ideia rapidinho.

Paula Bicudo
Paula BicudoPermalinkResponder

Eu, depois da anos de terapia, aprendi a dizer não e não trago nada de encomendas; só presentes se eu quiser, achar e estiver no meu caminho. Já me pediram desde perfumes à caderinhas vibratórias de bebê, mas eu sempre recuso.
Ano passado resolvi abrir uma exceção e trazer um Swatch para a minha cunhada de NY. Eu sabia onde era a loja da Swatch, na Times Square e tudo bem. Pedi pro meu irmão, marido da moça, me mandar por e-mail o modelo certinho e tudo mais e acabei checando rapidamente os e-mails num internet café, onde anotei o modelo certinho e esqueci de anotar a cor.
Chegando lá, tinham pelo menos 15 cores do relógio. Achei que podia escolher, escolhi a vermelha, que achei bonita e chegando aqui ela fez um bico do tamanho do mundo porque queria o dourado e tinha escrito no e-mail. Ai que saco! Fora que o dourado todo mundo tem, mas ela queria esse de qualquer jeito.
Enfim, eles ficaram com o relógio, me pagaram, mas depois fizeram o meu pai trazer um dourado de outro lugar nos EUA.
E desde então eu recuso encomendas até mesmo da família.

Paula Bicudo
Paula BicudoPermalinkResponder

Ah, e mais não aceito pedidos de Duty Free e afins porque na volta de uma viagem transcontinental estou sempre morta e sem vontade de passar no Duty Free.

henrique
henriquePermalinkResponder

fora as filas enormes do duty free em sp!

Paula Bicudo
Paula BicudoPermalinkResponder

Pois é, eu não fico nem a pau...quero táxi e casinha.

Ale
AlePermalinkResponder

Concordo 100%!

Mirella
MirellaPermalinkResponder

Eu só aceito se a encomenda for feita antecipadamente... do contrario, sem chances... e encomenda só vale para irmãos smile

Lili-CE
Lili-CEPermalinkResponder

Eu sempre trago, mas não desvio a viagem por causa de encomenda. Já trouxe dos Estados Unidos sandálias rasteirinhas de uma loja de Fortaleza - a minha amiga que mora lá ganhou e não gostou do modelo - veja só, para trocar por outro modelo e deixar na casa da mãe dela que levaria de volta.
Outra vez, fui incumbida de pegar no centro de Buenos Aires o casaco de couro da mulher do colega que havia sido levado p/o conserto por outro colega... Deve ter sido a mais estranha, mas ele é tão gente boa que eu fiz c/ o maior prazer e por incrível que possa parecer, foi super fácil.
Minha mãe já levou farinha p/ cearense radicada em Roma matar a saudade e eu, guaraná antarctica p/ uma americana amiga do meu sogro e bolacha creme cracker Fortaleza p/ o Rio!!! (Aqui, o inusitado é o destino da encomenda!)
Tem a minha tia avó que vai fazer 90 anos, que coleciona Barbies, inclusive costurava roupinhas tal e qual personagem de cinema, que quando me pede alguma, não tenho como negar. Sua coleção é maravilhosa, ela nunca teve filhos e foi quem me passou o gostinho pelas viagens. Rodou o mundo quando ninguém fazia isso e eu escuto as histórias desde bebê. Devo a descoberta desse prazer a ela!

Ermesto, o pato

Depende da viagem.

Só aceito se der para comprar no final, ou caso eu alugue carro.

A dica é pedir o pagamento antecipado, para evitar maus entendidos, evidentemnente em dólar ou euro.

O maior mico foram umas palhetas de clarinete, em Paris... deu um trablho....

Ps.... Agora eu pedi para trazerem uma Cannon reflex dos EUA, para a nova fase das migrações do Pato....

Isabel O., Portugal

Já levei encomenda para Londres (curiosamente já nem lembro quem pediu, nem a quem levei). O que recordo? Um jantar absolutamente fascinante num restaurante chinês genuíno, como sinal de reconhecimento por parte de quem recebeu.
Mais engraçada foi a encomenda para os tios do Brasil enviada pela minha sogra. Já contei por aqui essa história - Parecia uma coisa meio tráfico de droga. Levámos imenso bacalhau, muito embrulhadinho em papel de alumínio, na maior clandestinidade, sem fazermos a mínima ideia do que transportávamos (O Mário nunca o levaria se soubesse - ah como as mães conhecem os filhos!Imagino que lhe tenha dito que eram livros ou qualquer coisa inocente e não alimentar)

Atenção: Os comentários são moderados. Relatos e opiniões serão publicados. Perguntas serão selecionadas para publicação e resposta. Entenda os critérios clicando aqui.
Cancelar