Cuidado com a síndrome do 'overplanning'

Ricardo Freire
por Ricardo Freire

Estação St. Pancras, Londres

Quem cunhou o termo foi o Ruy Mendes, um trip que comenta pouco mas comenta bem. Eu estava tentando convencer alguém a planejar com menos rigor uma temporada... na praia (!), quando ele tascou, preciso: "temos aqui vários clássicos de overplanning, doença que acomete muitos comentaristas deste blog". Bingo!

Veja bem: não é culpa sua. De uma certa forma, somos levados a planejar atividades demais por uma questão até cultural. As excursões nos ensinam a viajar assim, oferecendo a logística para uma overdose de atividades. As operadoras de pacotes nos ensinam a viajar assim, nos colocando em hotéis mal-localizados e então compensando com uma overdose de passeios. E, finalmente, a internet nos leva a viajar assim, com a overdose de informação que nos oferece.

Por isso é necessário a gente parar um pouquinho e organizar os pensamentos. Eu proponho que na sua viagem -- para qualquer lugar -- você programe aqui e ali um tempo livre para descobrir coisas, um tempo livre para mudar de idéia, um tempo livre para entender o que está vendo.

Se você tiver um tempo livre agora, leia isto que publiquei ontem na minha página Turista Profissional, que sai toda terça-feira no suplemento Viagem & Aventura do Estadão.

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É difícil evitar: quanto mais você planeja uma viagem, mais coisas surgem para fazer; mais lugares parecem imperdíveis. Na era dos blogs, dos fóruns de viajantes, do conteúdo de turismo distribuído de graça por guias e jornais na internet, quem busca informação pode acabar soterrado por uma avalanche de dicas.

Tentar encaixar todas essas descobertas no seu roteiro é fatal para qualquer viagem. Pouco do que parece factível no papel costuma resistir aos contratempos da vida real. Saiba como não acabar numa dessas categorias de turistas overplanejadores:

O turista 30 horas. Saímos de férias para descansar do trabalho - mas quando nos damos conta, estamos com uma agenda ainda mais apertada do que no escritório. Acordar várias vezes de madrugada para tomar o primeiro voo, pegar praia a 200 quilômetros de distância, cabular refeições, prever uma sequência de visitas a lugares com filas intermináveis - parece que precisamos pagar as férias com sofrimento.

Como evitar: hierarquize os passeios. Eleja um evento importante por dia; faça os outros só se der tempo e você não estiver cansado. Durma bem e pense nas paradas para almoço e jantar como programas. Evite fazer bate-voltas a lugares que fiquem a mais de uma hora e meia de distância.

O turista nunca-chega.
Muita gente encara um lugar apenas como um trampolim de onde pular a outro. Você sabe que sofre disso quando chega a Maceió e só consegue pensar em Maragogi. Roma? É uma cidade de onde se vai a Capri. O maior exemplo de nunca-cheguismo que presenciei foi durante um cruzeiro ao Prata. O navio aportou em Punta del Este durante um lindo dia de verão. Teríamos o dia inteiro para explorar o local. Mas boa parte dos passageiros optou por pegar o passeio de um dia inteiro a... Montevidéu.

Como evitar: antes de pesquisar sobre lugares próximos, abasteça-se de informações sobre o lugar onde você vai desembarcar primeiro. Parece óbvio, mas será útil em muito casos.

O turista já-que
. Variação mais popular do nunca-chega: ao descobrir que está perto de algum outro lugar interessante, arranja um jeito de passar por lá. "Já que estou do lado..." Quando percebe, o roteiro virou um pinga-pinga infernal, e metade do tempo é perdida entre check-out, deslocamento e check-in.

Como evitar: monte bases. Passe vários dias num mesmo lugar, e faça bate-voltas a lugares próximos apenas depois que der o lugar por esgotado. Transforme o já-que: "Já que estou aqui, vou descobrir coisas que eu não sabia que existiam aqui mesmo".

O turista enciclopédico. Este reverencia todos os verbetes que encontrem registro na sua memória. Viajar é "ticar" todos os lugares sobre os quais já tiver lido. Qualquer nome conhecido vira uma fixação que precisa ser conhecida tête-à-tête, mesmo que saia completamente do caminho. Toda cidade antiga vira tão importante quanto Veneza. Qualquer praia parece tão bonita quanto o Sancho ou o Espelho.

Como evitar: não se impressione tanto com os lugares dos quais você já ouviu falar. Na maioria das vezes, os lugares mais interessantes serão aqueles que não faziam parte do seu repertório. Diminua o ritmo da sua viagem, e esses locais vão aparecer bem no seu caminho.

Estude. Priorize. Relaxe. Pesquisar e planejar são essenciais ao sucesso de uma viagem -- mas é preciso saber processar os resultados para não sofrer uma overdose de informação. Apure suas escolhas: separe o realmente imperdível do meramente complementar. E deixe tempo livre na agenda: com o dever de casa feito você vai identificar com clareza a hora de mudar os planos.


219 comentários

Clara
ClaraPermalinkResponder

Valeu Andre L, era esse tipo de dica que es estava querendo...o que é possível fazer por perto....vou considerar a suegestão!
uma baraço,
Clara

Vale do Loire II + Chartres | Siamo Arrivati

[...] da quantidade de pontos que podem ser visitados. Mas cuidado, não tenha a síndrome do “já que estou do lado…“, escolha alguns e foque, pois todos são [...]

Lais a. Youssef

ADOREIIII ISSO!
Sofro desse mal e não sabia...obrigado por este importantíssimo comentário.
Vou ser mais feliz em minhas viagem depois de ter lido isso...

Nina
NinaPermalinkResponder

Já sofri do excesso de planejamento e de informação. Agora, pratico mais o "flanar", andar sem destino certo, observando as cidades. Só deixo reservado com antecedência os locais com histórico de muita fila.

Karla
KarlaPermalinkResponder

Muito boa essa dica. A idéia é a de passear e curtir. Não cumprir obrigações e mais obrigações. Afinal, é férias!!

Rotas na Europa: o planejamento da viagem

[...] nos debatíamos frequentemente com a tal síndrome do overplanning, que o Ricardo Freire explica aqui. Testar a evolução do meu inglês em Londres era algo que eu não abria mão inicialmente. A [...]

Saulo Reis Jr.

Olá, Ricardo. Post excelente, com de costume.

Mas como gerente de Operadora de Turismo, me ressenti um pouco da frase "As operadoras de pacotes nos ensinam a viajar assim, nos colocando em hotéis mal-localizados e então compensando com uma overdose de passeios."

Na verdade essa generalização é injusta e apressada. Se por um lado ainda há "agentes de viagens" que não sabem o que estão vendendo empurrando pacotes pra clientes que não sabem o que estão comprando, por outro lado há muitas de empresas e profissionais criando e oferecendo itinerários maravilhosos e equilibrados, para clientes que voltam satisfeitos e agradecidos pelas experiências ímpares e pela organização que desfrutaram em sua viagem. O papel do profissional nesse caso é adequar a oferta às necessidades e expectativas do cliente, e na indústria do turismo por sorte tem muita gente boa fazendo isso.

No mais, lembrando de viagens que fiz não pude deixar de reconhecer a mim mesmo em algumas situações ao ler os perfis de overplanners. Aposto que a maioria dos leitores se sentiu assim também.

Obrigado e até a próxima.

Sheila Silva
Sheila SilvaPermalinkResponder

Olá Saulo,

Já que mencionou ser gerente de operadora de turismo, gostaria de saber qual sua empresa e que me ajudasse com dicas sobre minha primeira viagem a Europa em 2013.

Agradeço a gentileza e atenção.

Abraços
Sheila

Eline
ElinePermalinkResponder

Ai céus, acho que vou ter que controlar minha síndrome "enciclopédica" em NY. Pois fico sempre pensando "ahhh, já ouvi falar desse lugar, tenho que ir... ahhh esse restaurante daquele filme, queria ao menos tirar uma foto na frente" razz
Li esse post a tempo. Pode ter me salvado wink

Angela
AngelaPermalinkResponder

Hahahahaha vou ter que rever o meu roteiro enciclopédico para NY...
Mas como?!? Valeu pelas dicas!!!

Monica
MonicaPermalinkResponder

Vou vooar até Londres e de lá gostaria de ir direto para Bruges,mas,quero ir de trem.Vale a pena?

A Bóia
A BóiaPermalinkResponder

Olá, Monica! Provavelmente não! Qual o itinerário da sua viagem?

Vicente Gomes
Vicente GomesPermalinkResponder

Xiii!!
Sou "doente" e não sabia!!!
Ufa!!! Muito obrigado.
Vou misturar os "turistas": (O turista 30 horas + O turista nunca-chega + O turista já-que + O turista enciclopédico / 4 = F.F. (Ferias Felizes).
Minha mulher já tinha me alertado.
Vicente Gomes
Teresopolis - RJ - Brasil

Marilia Binz
Marilia BinzPermalinkResponder

Ricardo Freire, sou sua fã, seu estilo, e tiradas inteligentíssimas praticas de viajar,adoro !!!
Vou passear pela Europa em abril, especialmente Berlim : 4 dias, Hamburgo, tb 4 dias, depois vou a Toulouse
na França. Minha duvida : o que fazer 4 dias em Hamburgo ? Vale a pena. ? Tem passeios bate - volta ? Desde já obrigada, Marilia

A Bóia
A BóiaPermalinkResponder

Olá, Marilia! O Ricardo Freire só esteve em Hamburgo por um dia, em 2006, quando estava dando um rolê pelas sedes da (futura) Copa da Alemanha, e adorou. Mas não temos conteúdo sobre a cidade no site, não.

Dê uma olhadinha no Alemanha por que não:
http://www.alemanhaporquenao.com/2012/09/series-principais-cidades-hanseaticas.html

Virgínia
VirgíniaPermalinkResponder

Adorei! Pesquisar é preciso, sofrer não é preciso!!! : )

Mauricio
MauricioPermalinkResponder

Olá Bóia,
partiremos para Florença no início de abril e ficaremos entre Toscana e Roma por 13 dias inteiros, ja descontados os dias de ida e volta. Nossa pretensão é ficar 3 dias em Florença, 5 explorando as cidadezinhas da Toscana em algum agriturismo, e 5 em Roma. O que nos preocupa são os 5 dias rodando na área rural, de ficarmos entediados. Por exemplo, nao ter nada para fazer à noite. E nós gostamos muito de dar umas voltas à noite. Então, pergunto: vale à pena ficar 5 dias em agriturismo? Qual seria a melhor base para que também possamos aproveitar a noite também, se é que é possível naquelas cidadezinhas.
Obrigado. Abraço.
Maurício.

A Bóia
A BóiaPermalinkResponder

Olá, Maurício! Vale super a pena ficar cinco dias num agriturismo, desde que você curta descansar à noite. Se você já está entediado por antecipação, fique em Siena, de onde é fácil chegar ou sair.

Mauricio
MauricioPermalinkResponder

Obrigado pela ajuda.
Mando um postal depois.
Maurício.

Roberto Campos

Maurício,

Pretendemos fazer o seguinte roteiro em 16 dias.
Lisboa-POR, Madrid-ESP, Mônaco-FRA e Veneza-ITA.

Aconselha?

Abraços,

Roberto Campos

A Bóia
A BóiaPermalinkResponder

Olá, Roberto! Para este roteiro, use o avião para os deslocamentos intra-europeus.

Leia mais:
https://www.viajenaviagem.com/2011/12/como-montar-viagem-europa/

sonia pereira
sonia pereiraPermalinkResponder

Por favor, é possível fazer o trajeto Budapest/Belgrado por barco pelo rio Danúbio?
Temos três dias para conhecer a Sérvia, valerá a pena?
Agradeço qualquer dica. Sonia

A Bóia
A BóiaPermalinkResponder

Olá, Sonia! Não existe esse trajeto.

Leia sobre a Sérvia no blog da Claudia Liechavicius:
https://www.viajenaviagem.com/2009/07/claudia-em-paz-na-servia/

Georgeana Beeck

Oi Bóia!

Finalmente vou a NYC!
Já estou sofrendo de overplanning... hehehe
Ontem comprei um guia (o da DIDI WAGNER, recomendo!) e li tudo no mesmo dia!
Gostaria de alguma dica IMPERDÍVEL pra quem vai ficar apenas 7 dias na cidade que nunca dorme...
E, se possível, dicas sobre aqueles programas que todos falam, mas é total perda de tempo e dinheiro. (tipo muita fila, caro demais...)
Ahn, vou no fim de Setembro!

Valeu!
Bjs

A Bóia
A BóiaPermalinkResponder

Olá, Georgeana! Temos dicas imperdíveis (no plural!) aqui: https://www.viajenaviagem.com/americas/nova-york-ricardo-freire/nova-york-links-e-posts/

Cristiano
CristianoPermalinkResponder

Show de bola o artigo! E pior que fazer um overplanning, só aturar os seus amigos e parentes que insistem em over-planejar sua viagem, assim que vc diz que vai a algum destino! rsrsrsrs

Embarque imediato | Viajança

[...] Ruy Mendes, um leitor do delicioso Viaje na Viagem, de Ricardo Freire, sabiamente definiu como a “Síndrome do overplanning”: a doença que leva alguns viajantes a planejar minuciosamente cada minuto de suas férias. [...]

Isis
IsisPermalinkResponder

Bom dia!!!
Eu e meu namorado estamos planejando ir para Italia passar Natal e Ano Novo este ano. Como ele ja morou lá, conhece tudo e pensamos em visitar outros paises tambem, vi um pacote da Calcos que gostei, todas as cidades legais de conhecer, mas estou insegura pela quantidade de deslocamento, que será de onibus, me digam o que acham!!
Bruxelas (2 noites) Bruges (1) Amsterdã (2) Frankfurt (2) Innsbruck (1) Veneza (1) Florença (1) Roma (3)
Será que perderemos muito tempo com deslocamento e nao conseguiremos aproveitar as cidades? Senão pegaremos um pacote somente com Italia de 12 dias......
Obrigada!!
Isis

Radoico Câmara Guimarães

Esse seu "portal" de viagens é maravilhoso, estou lendo-o por inteiro! Muito grato! Sobre planejamentos, o General Patton costumava dizer que sem eles a derrota era certa, mas na hora da batalha, eles ficavam inúteis. Assim, planejar é preciso, seguir à risca o planejado não é preciso.

Heydi
HeydiPermalinkResponder

Bom dia
eu e me marido estamos saindo de Freiburg para fazer a rota romantica na Alemanha, de carro. Quais cidades devemos visitar e permoitar? Teremos de 5 a 6 dias para este trajeto.
Desde ja agradeco

vania salles
vania sallesPermalinkResponder

Oi Ric, ótimo artigo p/ não cair na tentação do "overplanning"!! Tenho acompanhado seus artigos, já me ajudaram muito! Agora vou iniciar viajem por Praga e terminar em Budapeste(já lí que o ideal seria ao contrário!), indo 13 e voltando 28/10. Separando 4 dias p/ cada uma, sobram 6. Pela sua grande experiencia, seria melhor rechear esses dias c/ Viena, Bratislava, Cracóvia ou alguma combinação entre eles? Bate-volta de Viena p/ Bratislava é uma boa? Trem, plane? Obrigada pela ajuda, o tempo tá curto e tenho que reservar os hotéis!!
Um grande abraço!!
Vania

A Bóia
A BóiaPermalinkResponder

Olá, Vania! Trem. E o bate-volta a Bratislava é uma boa. Cracóvia é longe, se quiser chegue voando lá e depois voe a Viena.

Ronaldo Maya
Ronaldo MayaPermalinkResponder

Olá, Riq, sou um velho admirador do VnV e sempre procuro dicas e conselhos do site. Estou começando a planejar um roteiro na Europa, em 2014, julho/agosto, cerca de 16 dias e tenho uma dúvida: inicio em Budapeste, 4 dias cheios e termino em São Petesburgo, 3 dias e Moscou, 4 dias. Você acharia viável dar um pulo de dois dias em Cracóvia, partindo de Budapeste, ou seria um indício de overplanning da minha parte?
Abração,
Ronaldo.

A Bóia
A BóiaPermalinkResponder

Olá, Ronaldo! Quem responde é A Bóia.

De Budapeste a Cracóvia dá entre 10h e 11h de trem. Só vá se for de avião.

Giselle
GisellePermalinkResponder

Simplesmente amei este post! Foi um golpe e ao mesmo tempo um conforto para mim. Na verdade todo o blog é fantástico. Parabéns à equipe!

Adriana Ribeiro

Choquei! Sou uma overplanner! Minha "planilha" de viagem prevê até paradas no caminho entre uma atração e outra, nem que seja para fazer xixi. Nem queira saber das refeições: quase já sei o que vou pedir porque vi o cardápio online no site do restaurante. Triste...Parei, estava virando uma super maratona de "eu fui". E sabe, no fundo, estava ficando ligeiramente chato e acabava ficando frustrada se não ticasse algum item. Muitíssimo obrigada pela luz , flanarei mais e melhor daqui em diante.

Dorvalina Elvira Pinto Fialho

Qual o melhor roteiro para ir ao Vietnã. Sugestão de cia aérea. Gostaria de na volta passar na California ( já tenho visto).
Grata.

A Bóia
A BóiaPermalinkResponder

Olá, Dorvalina! Desculpe, não fazemos roteiros personalizados! Veja dicas do Vietnã aqui: https://www.viajenaviagem.com/2012/08/asia-de-mochila/

Débora Cruz
Débora CruzPermalinkResponder

Olá, Ricardo, sou sua fã desde que vc descobriu a Pousada do Toque, em Alagoas! Eu e meu marido vamos fazer nossa primeira viagem para a Europa e vamos começar pelo mais simples: Portugal e Espanha. Depois de ler, ler e ler...estudar, planejar e planejar mais um pouco...desisti! Peço ajuda, please. O roteiro de viagem começando por Barcelona e daí por trem para Granada/Sevilha/Córdoba(pit-stop)chegando em Madrid para depois seguir em vôo para Lisboa, de onde se retornará ao Brasil é factível, no mínimo, em quantos dias? Detalhe: eu não abro mão de Barcelona e Andaluzia. Ele quer Madrid e Lisboa. Difícil? Um abraço!

A Bóia
A BóiaPermalinkResponder

Olá, Débora! Quem responde é A Bóia. Fique quatro dias em Barcelona, voe a Granada, fique duas noites, alugue um carro, passe uma noite em Ronda, faça os Pueblos Blancos, entregue o carro em Sevilha, fique 3 noites, faça o pit-stop em Córdoba, então 4 ou 5 noites em Madri. Voe a Lisboa, fique 4 noites.

Leia:
https://www.viajenaviagem.com/2014/02/andaluzia-roteiro-7-dias/

Por favor use posts de Espanha e Portugal para continuar essa conversa, se for necessário.

Cristina
CristinaPermalinkResponder

Olá Ricardo, vamos pra França em dezembro, ficando 20 dias. Começamos por 6 dias em Paris. Vamos seguir seu conselho de ficar pelo menos 5 dias inteiros em Paris. Depois pensamos em Suíça (Genebra - Zurique) - Itália (Veneza) e finalizamos em Marselha, onde minha filha está estudando. Estou achando os destinos muito distantes. Se concentrar todos os 20 dias na França quais cidades vc sugere entre Paris e Marselha? Obrigada pelas dicas do site. Muito úteis...

A Bóia
A BóiaPermalinkResponder

Olá, Cristina!

Quem responde é A Bóia.

O inverno não é o melhor momento para Provence e Côte d'Azur. Sua filha já deve saber disso, confirme com ela.

Leia sobre Suíça:
https://www.viajenaviagem.com/2013/09/roteiros-trem-suica-swiss-pass/

Leia sobre Veneza:
https://www.viajenaviagem.com/2014/02/10-dicas-veneza/

Maira
MairaPermalinkResponder

É que as vezes o custo da passagem aérea é tão cara quer pensamos : já que ...
Eu quando fui para o Cairo obrigatoriamente do escala em Zurique e ... já que ...
Aproveitei pra conhecer Zurique e Lucern. Valeu a pena pois são cidades que não
Voltaria mais. Agora o Egito ... definitivamente fantástico

Millena
MillenaPermalinkResponder

Obrigada pelo texto.
É exatamente isso que procurava ler. Agradeço todos os sites e blogs escritos tão bem por pessoas que de fato viajam e nos doa um tempo para suprir nossas dúvidas.
Mas há tanta informações e todas as opções parecem tão imperdíveis e ótimas, tornando-se mais um roteiro a ser acrescentado à nossa lista, até pq "já que..."
Vou ficar 40 dias na Europa, estava a me torturar ou quase fazendo meu roteiro virar uma tortura, pq aprendi que preciso aproveitar "já que...".
Porém após ler o post, pude de fato deixar fluir o estilo de viajante que sou. Não quero um monte de países, quero vivência-los.
Penso até abrir mão da Torre Eifel sem dor na consciência. rs

Izabel
IzabelPermalinkResponder

Milena, desculpe me intrometer, mas não resisti ao ver seu comentário sobre a Torre Eiffel. Não deixe de visita-la, esse é um dos passeios obrigatórios e imperdíveis de Paris. Basta somente adquirir o ticket da Torre ou o Parispass on line e você não pegará nenhuma fila. Tenho certeza que não vai se arrepender e sua consciência vai agradecer. abs

Stephanny Marques

Ah meu Deus! Acho que sofro dessa síndrome!

Estou planejando a minha primeira viagem sozinha à Europa e como acabei exagerando e colocando cidades demais em pouco tempo, estou ficando meio louca no planejamento excessivo. (Não tinha ainda lido o post sobre quantidade de dias para cada viagem.)

Alexandra Aranovich

Adorei!!
Acho que sou todos estes turistas acima num só. Me esforçando para ser mais o “turista relaxe, priorize”
bjs

Claudia
ClaudiaPermalinkResponder

Eu detesto essa síndrome! Me informo muito, mas nossos roteiros são sempre super flexíveis, tanto que mudamos de ideia SEMPRE no meio do caminho! Se eu tivesse tudo planejado, hotéis reservados, ingressos comprados, me sentiria trabalhando, cheia de compromissos, sem possibilidade de mudar de ideia a qualquer momento, e não de férias! Quem viaja com crianças tem que ter muito cuidado com overplanning - depois que os filhos fazem parte da bagagem, a tendência é cada vez planejar mais, quando deveria ser o contrário! O ritmo das crianças é muito melhor...

Simone Carvalho

Muito bom! Eu tenho o hábito de planejar muito minhas viagens e fico meio frustrada quando não consigo fazer alguma coisa que estava planejada.
Vou procurar relaxar mais daqui pra frente!

HELENA
HELENAPermalinkResponder

Boia, é a 1ª vez que eu e minha família planejamos viajar fora do Basil, em especial para a Europa. tenho um plano de viagem (estadia- 7 diárias ano pela empresa RDC FÉRIAS) a qual se extende a três hotéis em Portugal: VILA GALÉ PORTO - VILA GALÉ COIMBRA - VILA GALÉ ÓPERA - LISBOA. Gostaria de conhecer parte de Portugal e ir até a Itália, se possível tbém à espanha; como poderia me programar para um passeio de 10 dias, com muitas belezas e o mínimo de gasto possível em tempo e dinheiro? Os hoteis citados dá para ser base de módulos. Quais módulos montar? Desculpe-me, mas sou marinheira de 1ª viagem e com este a ajuda deste site pretendo acertar no passeio. Obrigada

A Bóia
A BóiaPermalinkResponder

Olá, Helena! Tanto para a Espanha quanto para a Itália você precisará pegar avião e investir muitos dias. Em 10 dias, você pode ficar por Portugal mesmo. As três bases do Vila Galé são boas para isso.

Veja nossa sugstão de roteiros:
https://www.viajenaviagem.com/2012/03/roteiro-9-dias-europa

Rafaela
RafaelaPermalinkResponder

Boa noite Ricardo e Bóia! Blog maravilhoso!!! Tenho uma viagem de segunda lua de mel programada pra setembro na Itália, itinerário: Milão, Veneza, Toscana, (Costa Amalfitana??) e Roma, 18 dias ja descontados ida e volta. Minha duvida é se estou exagerando com essa Costa Amalfitana, sendo um "já que" ... Em sua opinião, seria melhor pegar esses 3 dias aproveitar mais a Toscana, que é a região que mais me encanta?

A Bóia
A BóiaPermalinkResponder

Olá, Rafaela! O ideal para a Costa Amalfitana são 5 dias: um dia em Nápoles, dois em Capri, dois em Positano.

https://www.viajenaviagem.com/destino/costa-amalfitana

RITA
RITAPermalinkResponder

Obrigada pela orientação! Muito útil.

Ana Claudia
Ana ClaudiaPermalinkResponder

Impressionante esse post! Essa era a dica que eu realmente precisava .

Adriano Luiz do Vale Soares

"fixar bases", é o mais importante.

Helena
HelenaPermalinkResponder

Muito bom! Gostei da dica de não fazer bate-volta em lugares que ficam a mais de 1h30 de distância.

Atenção: Os comentários são moderados. Relatos e opiniões serão publicados. Perguntas serão selecionadas para publicação e resposta. Entenda os critérios clicando aqui.
Bóia offline! Vamos continuar aprovando comentários, mas a Bóia só volta a responder perguntas que forem feitas depois de 10 de abril de 2017. Obrigado pela compreensão.
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