O dia em que a gente jogou a leitora no meio do tiroteio

Ricardo Freire
por Ricardo Freire

Intercontinenal em São Conrado, RJ

No começo do mês, a Zuzu entrou num post sobre o Rio para perguntar: qual o hotel mais indicado para um corredor da Meia-Maratona que aconteceria dia 22? O ideal seria ficar o mais próximo possível da largada.

Sem resposta na manga, repassei a pergunta aos viajonautas, colando a dúvida no alto do Perguntódromo daquela semana. Foi um sucesso: um pequeno concílio de cariocas, corredores e cariocas corredores se reuniu instantaneamente, e o veredicto foi: Intercontinental, sem dúvida! A Meia-Maratona sai em frente!

Pois bem. Nossa Zuzu foi e o que aconteceu está em todos os jornais -- um tiroteio entre traficantes e policiais, com tomada de reféns e tudo. Felizmente a Zuzu nada sofreu, fora o trauma. Hoje de manhã ela passou aqui no site para contar como a sua experiência.

Chegamos ao Rio pela manha, fomos diretamente ao Monumento aos Pracinhas retirar os kits de corrida e de lá tomamos um táxi para o hotel Intercontinental.

No caminho, conversando com o taxista, ele nos contava de quão tranqüila estava a cidade, que as Unidades Pacificadoras nos morros vinham fazendo toda a diferença, etc. E não tem como não se render à beleza do Rio num dia de sol, sábado de manhã!

Chegamos ao InterContinental e estranhamos toda a movimentação (dois “caveiroes”), helicóptero, muitos policiais armados até os dentes…

Nosso taxista nos disse que uma “autoridade” estava hospedada no hotel e “vapt” -- zarpou de lá!!!

Ficamos em frente ao hotel (na rua , junto à guarita), com mais dois hóspedes, sem nenhuma informação.O hotel estava com as entradas fechadas. Então procurei um funcionário ou algum policial que pudesse nos dizer algo. Não havia funcionários . O policial (acho que era do BOPE) não me respondeu nada.

O outro hóspede me disse que um bando de traficantes estava lá dentro, que o BOPE tinha entrado , mas que a situaçao estava caótica e sem definição.

Não havia mais táxis por ali.

Fomos então (no meio dos policias, imprensa, etc) ao Fashion Mall, pois eu estava com muito medo de um tiroteio, bala perdida, etc.

Chegamos ao Fashion Mall fechado e deserto. Eles fecharam o shopping com medo.

Tentei ligar várias vezes pro próprio hotel e ninguém atendia, claro.

Liguei ao 0800 do Intercontinental e nenhuma informaçao. A atendente não quis cancelar minha reserva, pois era uma tarifa internet, não sei o que. Eu lhe explicava que não era uma situação normal, que eu não podia entrar no hotel. Ela me pediu um momento e… desligou!

Saquei meu livro do mestre "Cem praias...”, que sempre carrego em destinos de praia (quando te conheci no Toque, estava com o livrinho também, sem imaginar que voce fosse estar lá!!!) e ia começar a ligar de hotel em hotel prá tentar arrumar vaga. A cidade estava lotada, só de corredores eram 18.000 .

Mas aí, por volta de 12h40 o shopping reabriu. Me acalmei, fomos almoçar e esperar.

Depois de umas duas horas, voltei a ligar pro hotel , neste momento atenderam, mas não tinham previsão de reabertura.

Bom, ia ligando e monitorando, quando por volta das 16 horas conseguimos entrar no hotel. Não fui “passear” neste meio tempo, pois estava cansada, confusa, com medo e sem táxi!

Os funcionários estavam atônitos, uma fila enorme no balcão, a cozinha não funcionava (escutei o gerente dizer que estava tudo ao chão), só estavam servindo bebidas.

Os quartos ainda não estavam liberados.

Áreas comuns, trancadas.

Resumo da ópera: uma sensaçao estranha, parecia um “fim de festa”, por incrível que pareça. Ainda tinha gente chorando no lobby.

Bom, Riq e trips, por sorte eu cheguei durante o acontecido mas não estava dentro do hotel, tomando café, por exemplo. Os cinco  hóspedes que foram feitos reféns estavam no café.

Conversei com um funcionário que foi refém, e ele me disse que a princípio os traficantes estavam “calmos”, mas depois ele foi ameaçado, com uma arma na cabeça.

Acho que foi um fato lamentável, mas de certa forma “isolado” pela maneira como se desenrolou. Não é (ou pelo menos era) comum invasão de hotéis.

Fiquei com muito medo, e acho que a desinformação pesou. Não pude descansar quase nada pra prova.
Fiquei com medo de correr.

Mas fui (fomos) otimistas e corremos, a corrida foi linda, todo o pessoal do Vidigal nos apoiando, mas tava um clima de “ressaca”.

Voltaria ao Rio, a esta meia maratona, mas com um pouco de receio.

Não sei, no Rio tudo está muito ligado, o morro e a praia, Zona Sul e favela, turismo e tráfico. Parece muito lábil esse equilíbrio.

Entre tantos hotéis no Rio, estava lá. A indicação dos trips teria sido perfeita mesmo, mas …

Minha próxima meia maratona é em Estocolmo, dia 11/09, embarco dia 04/09, acho que lá não vou ter essa “emoção”.

Espero que o Rio e o Brasil sempre melhorem, pros turistas e pra todos.

Meu comentário: de todos os absurdos, o maior foi terem desligado na sua cara no 0800. A atendente não era refém de nada nem estava sob mira de arma.

Quanto ao Rio, reitero o que venho dizendo desde o ocorrido: a única resposta cabível do Rio é apressar as UPPs em Vidigal e Rocinha. Qualquer outra coisa é rolar lero.

Bem-vinda de volta sã e salva, Zuzu, e obrigado pelo depoimento!


53 comentários

Sylvia
SylviaPermalinkResponder

Esse título vai ser comercializado em qual jornal hem, hem ???

Sylvia
SylviaPermalinkResponder

Lamentável , o ocorrido e a forma como o hotel tratou a questão por telefone.
Na verdade , isso é o que se pode esperar por aqui de um 0800 sad

Adri Lima
Adri LimaPermalinkResponder

Fiquei nervosa só com o relato da Zuzu. Sou bem neurótica com violência urbana.

Bem que o Rio podia levar essa história com um bom "case" para os próximos anos - foi uma ocorrência na véspera de um evento esportivo - imagino que muitos atletas ficaram com desempenho comprometido com esses acontecimentos.

André L.
André L.PermalinkResponder

Então, eu não sou daqueles que exageram os problemas e riscos e nem sai de casa (já fui sozinho pro interior do interior de Rôndonia, Venezuela, e outras áreas "perigosas"). Ainda assim, embora já tenha ido ao Rio algumas vezes e não seja um lugar estritamente off-limits, é inegável que eu me assusto, incomodo e frusto com o fato da violência urbana e seus focos (favelas) estarem tão proximos e tão aparentes das áreas do meu interesse.

SP também tem sua cota de problemas, mas se vc não se aventurar lá para o Grajaú ou para a Brasilândia, o circuito Pinheiro-Jardins-Higienópolis-Moema é relativamente tranquilo (exceto pelo trânsito), vc não tem uma favela com tiroteio na porta do seu hotel e por aí vai (idem para a maioria das demais capitais, exceto Salvador).

Essa proximidade de áreas turísticas e foco de pobreza e violência nunca dá certo, certo ou tarde "shit happens" como se diz nos EUA. Por isso precisavam remover as favelas, dar moradia digna para essas pessoas lá na Zona Oeste onde sobra espaço, botar tudo no chão, apagar esse câncer urbano das favelas, e tornar os morros áreas verdes ou condomínios/áreas comerciais de altíssimo e caríssimo padrão.

Carla
CarlaPermalinkResponder

Só pra complementar: a idéia de oferecer moradia na Zona Oeste só vai dar certo no dia em que houver transporte de massa de qualidade no Rio de Janeiro. Não adianta pensar em metrô, porque o solo do Rio não é adequado para a construção de uma malha decente - o solo é rochoso, só se constrói metrô explodindo tudo. Precisamos de transporte ferroviário decente, não da vergonha que são os trens da Central. Enquanto a pessoa tiver que encarar 3 horas de ônibus pra sair da Zona Oeste e chegar ao trabalho e mais 3 horas pra voltar, nenhuma moradia digna vai suplantar as qualidades (diga-se, location, location, location) da favela...

Sylvia
SylviaPermalinkResponder

Isso é tão utópico quando a paz no Oriente Médio .

Carla
CarlaPermalinkResponder

Hahaha... O transporte de qualidade ou a remoção das favelas? Ou os dois?!? wink

Sylvia
SylviaPermalinkResponder

Rá !
Carlinha , estava comentando a *propaganda-eleitoral* do André :
.."botar tudo no chão, apagar esse câncer urbano das favelas, e tornar os morros áreas verdes ou condomínios/áreas comerciais de altíssimo e caríssimo padrão"
:?:

André L.
André L.PermalinkResponder

Carla, uma correção técnica-nerd: os solos do Rio estão entre os melhores para serem perfurados por metrô em cidades litorâneas. Os maciços rochosos precisam de "shields" (os "tatuzões") especiais, mas são muitíssimo mais estáveis do que solos argilosos ou arenosos. Se Amsterdam (solos moles e em processo natural de assentamento contínuo) construiu metrô, Lisboa (com todo o risco sísmico), Los Angeles (no meio de uma falha geológica), não é o Rio que não consegue.

Carla
CarlaPermalinkResponder

Em termos de estabilidade eu concordo, André - aliás, quem sou eu pra discordar, apenas repito as informações que já ouvi a respeito... wink

Mas, na prática, a construção do metrô no Rio sempre deu muita dor de cabeça à população, justamente porque não dá pra ir cavando no subsolo e só quebrar o ponto onde serão feitas as estações - a cidade tem que ser praticamente posta abaixo e reerguida! Cada novo trecho demora aaaaanos para ser construído - cada nova estação em Copacabana e Ipanema foi um parto!!!

Ainda assim, eu não sou contra o metrô - muito pelo contrário! Aliás, eu sou a favor até de se estender a malha até Niterói - afinal, se em Nova York o metrô vai até o Queens, poderia perfeitamente vir até aqui também. Apenas eu não acredito que isso vá acontecer um dia...

Acabo achando que os trens, por serem uma alternativa mais barata, seriam uma escolha mais viável para o transporte de massa...

Sylvia
SylviaPermalinkResponder

Em tempos de eleição , idéia de girico:

Um trem de superficie , ao longo de toda a orla , da Barra até o Galeão , por cima do calçadão wink
( e ainda vai beneficiar a população burguesa caminhante com sombra, ao menos no horário do almoço )

André L.
André L.PermalinkResponder

Bom, essa história de quebrar a cidade não existe mais. Isso acontecia com métodos antigos, o fatídico VCA (vala a céu aberto). Hoje se usam os tatuzões, com muito menos interferências na superfície, exceto nas estações.

Arthur | Agora Vai

Há apenas um, e somente um, problema no transporte público do estado do Rio de Janeiro: falta de intere$$e.

Arthur | Agora Vai

Aliás, esse é o mesmo problema que afeta a segurança na capitania do Rio de Janeiro.

Paula Bicudo
Paula BicudoPermalinkResponder

Quem sabe as soluções que deram certo em Nápoles não funcionam no Rio?

Rafa
RafaPermalinkResponder

A idéia de transferir as favelas para outro ponta da cidade somente transfere o problema. A zona oeste não é como antigamente, uma área imensa e desocupada, barra e recreio estão entre os bairros que mais crescem no Rio, e devem continuar neste ritmo por conta da Copa e das Olimpiadas. Como carioca concordo que existe violência no rio e que grande parte dela vem por conta do tráfico de drogas nas favelas, mas ao mesmo tempo quantas vezes não vemos estrangeiros felizes e contentes por conhecer por dentro uma realidade tão diferente? Hoje em dia favela já é sinonimo de turismo, e existem pacotes para conhecer rocinha, vidigal, entre outras.
O grande problema do Rio é falta de uma política de segurança realmente eficaz, até porque não é evitando o problema que ele é resolvido.

André L.
André L.PermalinkResponder

Eu não vejo beleza na pobreza, não. É como o Riq disse em um dos posts dele: bairros pobres em metrópoles são feios em qualquer continente, de Mumbai a Santiago.

Quanto a essa história de visitar favela, eu acho um zoológico humano de péssimo gosto, só falta colocar uma legenda no barraco pra dizer "aqui mora XXXX, que trabalha com YYYY. Se vc olhar no buraco da alvenaria mal cosntruída, pode observar a quantidade enorme de eletrodomésticos adquiridos em ABC^2 prestações, movimentando o varejo local". O Favela Tour e outros passeios do gênero para mim ficam na linha entre o mal gosto e o puramente ofensivo, ainda mais se frequentados por estrangeiros.

Mais ou menos como uns europeus que, nos meses seguintes ao Katrina em New Orleans, estavam indo de ônibus fazer um "tour da desgraça" na 9th Lower Yard entre casas abandonadas e famílias morando em trailers.

Grotesco, grotesco.

netto
nettoPermalinkResponder

A primeira im pressao parece uma boa ideia, mas quem conhece o Rio sabe q é IMPOSSIVEL ! a rOCINHA TEM 100 MIL HABITANTES ! É beeeeeeeem maior que Sao conrado. A única opção e urbaniza-la e impedir outras nascerem. Infelismente a PM nao tem 1600 novos policiais para porem na Rocinha hoje. E fazer isso de qualquer forma só vai desmoralizar o processo. Quem conhece sabe que a UPP funciona sim. Mas temos que respeitar suas condicoes.

Aline
AlinePermalinkResponder

É como diz Fernanda Abreu : "Rio 40 graus, cidade marvailha, purgatório da beleza e do caos...."
O Rio é exatamente isso!!! Quando tudo parece estar bem, algo nessa proporção acontece . Eu amo o Rio, a energia de lá é maravilhosa, lugar encantador, mas ao mesmo tempo é uma bomba-relógio!

Gabriel Dias
Gabriel DiasPermalinkResponder

Eu lembro que recomendei que ela ficasse no Leblon.

Luca
LucaPermalinkResponder

Putz, eu fui a primeira a recomendar o Intercontinental e fiquei super mal por isso, mas não tinha como advinhar. Vim na página e a pergunta já tinah saído do perguntódromo. Desculpe. sad
Espero, pelo menos, que a sua corrida tenha sido ótima.

zuzu
zuzuPermalinkResponder

Imagina Luca, ninguém é responsável por nada disso, voce ajudou e muito, se nao fosse esta situaçao teria sido perfeito.
Inclusive no meu comentário pós corrida, lá no post inicial,começo agradecendo!
Voces foram ótimos, como sempre, mas a situaçao foi "surreal".

Ricardo Freire

A indicação era a melhor possível para o caso, Luca. Foi uma fatalidade.

zuzu
zuzuPermalinkResponder

Riq e trips, obrigada pela força!!! Nem tinha visto que minha situaçao tinha merecido um post, e tinha acabado de complementar lá no post inicial que nao houve qualquer compensaçao por parte do hotel e que eu compreendia, e ainda me desculpava por erros de concordancia e um ou outro de construçao de texto, dizendo que sou interrompida a todo momento aqui no trabalho e escrevo em "doses homeopáticas".
Obrigada pessoal. Como diz minha mae: "Entre mortos e feridos salvaram-se todos"(pena que houve uma morte, mesmo do lado dos bandidos).
Gabriel, me lembro de sua recomendaçao, mas optei por ficar lá no Intercontinental por estar na largada e porque dispunha de pouco tempo.
Detalhe: moro no interior do PR, e prá chegar ao aeroporto tive que sair de casa as 3 da manha, e como tinha sido meu aniversário na sexta, dia 20, fui direto sem dormir(e sem beber, é claro!).
Por isso sabia que estaria cansadérrima!
Riq, lembrei de duas coisas relacionadas a voce: da série Rio , do mito "Turista só se ferra "(claro que continuo achando nao ser verdade isso, mas me lembrei, quando estava na frente do hotel parada, com medo de uma bala)e quando ia buscar outro hotel, nao tinha nenhuma referencia e estava com seu livro.

Gabriel Dias
Gabriel DiasPermalinkResponder

zuzu, ninguém imaginou que isso fosse acontecer. O ruim do Intercontinental é que ele é longe de tudo. Ficando em Ipanema ou Leblon você sempre estará melhor localizada. E como em finais de semana o trânsito é calmo a locomoção é fácil.

Walter F Leite

Zuzu, já sofri umas e outras parecida.Vou contar uma que passei num Hotel na cidade de Toronto - Canadá, não contar assim como você descreveu mas, do meu jeito, brincando, rindo e sem malícia, veja: http://vaconferir.blogspot.com/2010/07/fogo-no-hotel.html
Está no blog vaconferir com o título de: Fogo no hotel.
Luz prá você na próxima maratona.

Clarissa M. Comim

Lamentável. Aqui na Suíça foi capa dos principais jornais. Li até uma crítica sobre ir ou não ao Brasil nas férias Suíças.

Dionísio
DionísioPermalinkResponder

Pena que aconteceu isso, mas ótimo que nada de mais sério tenha te acontecido.

Agora, fazendo desse limão uma limonada, o hotel é bom?

Érica França

A falta de informação, muitas vezes, assusta mais ainda do que a própria situação. Uma pena mesmo. Mas tomara que não vejamos mais situações como esta. Precisamos de investimento em segurança (no Rio, em Salvador) em diversos destinos turísticos. Vamos votar conscientemente, pessoal. É responsabilidade nossa e dos nossos governantes melhorar esta situação.

zuzu
zuzuPermalinkResponder

Dionísio
O hotel é normal, tipo 5 estrelas padrao Rio.
Melhor que o Pestana, por exemplo , que achei péssimo . Os quartos do Pestana por ,teoricamente, ser um hotel de padrao alto sao terríveis, padrao 3 estrelas, no máximo.
O Intercontinental tá antigao, mas é grandalhao.O problema é que quando cheguei, pelo menos, as áreas externas ainda estavam fechadas e estava tao cansada que fui dormir.
O quarto é meio velhusco, mas confortável.As amenities sao boazinhas.
Os serviços estavam funcionando uns 50%, acho, pelos motivos óbvios.
A cozinha no sábado a tarde estava fechada, o restaurante a noite me parece que estava fechado, porque queria comer algo e o porteiro me informou que nao estava funcionando.
Acho difícil avaliar um hotel nestas condiçoes específicas, mas também nao acho que seja muito melhor em dis normais.
Daria nota 7,0 pro hotel. Fiquei lá por ser na largada mesmo, em outras condiçoes ficaria em Ipanema ou Leblon.
A diária é carinha, nao vale o custo x benefício, ainda que esse parametro , no Rio, seja difícil.

Ricardo Freire

Só pra acrescentar: o Pestana acabou de fechar vai fechar em março para reforma total.

Lu Malheiros
Lu MalheirosPermalinkResponder

Zuzu,
Lamento muito o ocorrido e é bom saber que você está, dentro do possível, bem.
Eu já presenciei um arrastão no Leblon. Nada aconteceu comigo nem com meus amigos. O "durante" foi péssimo, mas o "depois" foi muito estranho! Não só pelo emocional - eu fiquei bem apatetada - mas por ler/ouvir várias reportagens que diziam que um "suposto" arrastão havia acontecido. Peralá! Como assim, suposto? Pior, logo depois do caos geral, não se via uma patrulha policial nas ruas. E a desinformação era geral.
Concordo com o Riq, a telefonista ter desligado o telefone na sua cara foi o fim. Tá certo que ela não tem um manual dizendo "como proceder em caso de invasão do hotel por assaltantes", porém poderia ter se saído melhor.
Abs,

André L.
André L.PermalinkResponder

Por falarmos em hotelaria no Rio: será que a Barra da Tijuca, com a futura linha de metrô, que agora finalmente está em construção, agora decola como destino hoteleiro? Seria perfeito: o metrô dá fácil acesso para quem não quer usar carro aos pontos principais da Zona Sul, e a Barra tem tudo para se tornar a "Miami Beach" do Rio, até o formato da praia é parecido. Já tem shopping de primeiro mundo, uma vida noturna que só melhora, e espaço. Com acesso fácil, pode se internacionalizar, ganhar ares globalizados e atrair um público moderninho que não tá lá muito interessado em escola de samba e tal.

Márcio Cabral de Moura

André, define aí shopping de primeiro mundo. Porque os que eu vi em Orlando e Montreal são muito piores que os do Brasil.
Shoppings abertos, que muitas vezes tem que se ir de carro de uma loja para outra, e que quando têm área de circulação interna entre as lojas, em geral não são climatizadas. Só os preços é que são (muito) melhores que os daqui.
Os que eu fui em Berlim e em Ottawa são comparáveis aos do Brasil, mas ficando muito atrás dos melhores daqui.

CarlaZ
CarlaZPermalinkResponder

Não sei se vcs viram, mas no jornal aqui no Rio saiu que a única telefonista que trabalhava no momento...no meio da confusão desmaiou...e não pode dar informações a ninguém...

Ricardo Freire

As de lá de dentro eu entendo; o que eu fiquei chocado foi com a atendente do 0800...

Júlio Castro
Júlio CastroPermalinkResponder

Só no Rio q acontece.Tá bom.Td bem.Mas tdsmundo quer vir pra cá.O q aconteceu?????Nada!!!!!.Td em cana em Rondonia.Trásfico somente em sua cidade n tem.Aqui tem sim.Tiroteio tem sim.Qtos cariocas morreram?????????

CarlaZ
CarlaZPermalinkResponder

Eu fiquei super preocupada quando soube da noticia...pensando no povo que veio pra meia e ainda lembrei do monte de gringos que estao aqui a trabalho essas semanas com a gente.

Ainda bem que deu tudo certo em relaçao a meia...ja pensou se a entrega de kits fosse la...

Jô Elias
Jô EliasPermalinkResponder

riq, onde vc ouviu que o pestana acaba de fechar? A informaçao que eu tenho é de que eles fecharao em março do ano que vem (foi o que me disse o gerente um mes atras), eu estava organizando um evento internacional no rio e tinhamos escolhido o Intercontinental - depois de muita pesquisa, porque a verdade é que a Zona Sul so tem um hotel realmente bom prum evento: o Sofitel, a preços altos e pouca disponibilidade. Com o ocorrido a area de segurança da empresa recomendou mudar de cidade... Pena.

Ricardo Freire

Ops, tinha ouvido do meu clipeiro Nick, que leu no Ancelmo anteontem e me repetiu em voz alta smile Pelo jeito entendi errado a data. Vou corrigir, obrigado. Curiosidade: o evento vai continuar sendo feito no Brasil, pelo menos?

Natalie
NataliePermalinkResponder

Clipeiro foi ótEmo grin grin

Simone Lobo
Simone LoboPermalinkResponder

Zuzu, que situação! Ainda bem que tudo deu certo no final.
Conheço quase tudo no Rio, menos o Rio propriamente dito. De Paraty a Arraial do Cabo e Búzios, Ilha Grande, mas o mais próximo que passei da cidade foi atravessando a ponte Rio-Niteroi.
Estou com bebê novinho e tenho loucura para passar um feriado ou fim de semana, mas, a cada dia que passa, tenho mais medo.
Sei que não podemos viajar pensando nisso, mas com bebê pequeno a coisa muda de figura.
Mas tenho absoluta certeza de que é uma cidade maravilhosa e cheia de energia.

monica veronese

O Rio e' lindo demais, nao vamos deixar que um tiroteio como esse estrague a nossa cidade! Cidade maravilhosa, cheia de encantos mil!! Eu amo o Rio...

Cris Campos
Cris CamposPermalinkResponder

Jeez! Eu passo uns dias ausente e quando volto leio isso... preciso dizer que estou C-H-O-C-A-D-A?

E' o tipo de historia que nao sei dizer se e' melhor contar ou nao por aqui.

Jô Elias
Jô EliasPermalinkResponder

sim, riq, vamos fazer em sao paulo. Depois conto mais! Bjs

Leandro
LeandroPermalinkResponder

Eu costumo ser bastante crítico sobre minha cidade, mas este realmente pode ser chamado de "caso isolado" sem soar a ladainha de sempre dos políticos, os policiais foram atrás dos bandidos que entraram na primeira porta que viram, foi uma grande burrice dos bandidos, aparentemente um deles até comentou que entrar no hotel era uma péssima ideia, mas no "calor" de fugir das balas... Sobre o metrô, as explicações para uma estação a cada 10 anos são simples, começando com incompetência e falta de vontade.

Cristina
CristinaPermalinkResponder

Passada com o título Riq, perfeito! Zuzu, eu sou corredora pré-básica (comemoro minhas reduções de tempo nos 5 rsrs) mas parabenizo que mesmo com todo perrengue vcs cumpriram a meta com essa paisagem maravilhosa de fundo. Que fatalidade mesmo! Eu só pensava no estado dos atletas...

zuzu
zuzuPermalinkResponder

Obrigada Cristina, passado o susto, meu inimigo número 1 durante a prova foi o sol de rachar.
A prova foi ótima, nao tenho do que reclamar. Incentivo voce a começar devagarinho a aumentar as distancias...é uma superaçao!
Nao se preocupe com o tempo, por enquanto, aumente a rodagem, faça treinos intervalados até duas vezes por semana(tiros e/ou fartleks)e musculaçao voltada prá corrida, porque necessitamos de pernas fortes prá aguentar maiores distancias.
Obrigada(mais uma vez) pessoal por toda a força!!!Nem mereço tanta atençao e paparicaçao!!!!

Gabi- GPS
Gabi- GPSPermalinkResponder

E olha que eu, mais 4 amigos franceses, estamos com passagem marcada para semana que vem pro Rio...

Anna Francisca

Pode vir, Gabi, sem susto e aproveite. Foi uma fatalidade.

marcello brito

Eu adorei a definição "Hotel 5 estrelas padrão Rio".
O problema da violencia urbana não é um fato carioca mas brasileiro.
No Rio tudo fica amplificado pela proximidade com as areas nobres da cidade.
Mas tiroteio, traficante e violencia urbana existem mais ou menos na mesma proporção nos grandes centros urbanos brasileiros.
Ter medo de vir ao Rio e achar que nos Jardins se está muito bem protegido é apenas um fator psicologico.
A violencia urbana é uma realidade que atinge a todos nos brasileiros.
Particularmente e como carioca acho inadimissivel as cenas vistas em são conrado como é inadmissivel o numero de sequestros relampagos em campinas ou são paulo.
A realidade da violencia é repito brasileira e nao está restrita a uma cidade ou estado.

Fê Costta - viaggio mondo

Fato lamentável, infelizmente!

Agora Zuzu, como é que vc ainda queria entrar no hotel com aquela confusão toda lá dentro? Para mim, seria o último lugar que eu gostaria de estar...

zuzu
zuzuPermalinkResponder

Segundo meu marido, passada a fase crítica , este hotel era o mais seguro do Rio de Janeiro!E depois, cansados, sem dormir há 24 horas, com a cidade lotada e o 0800 tendo desligado na minha cara, nao tinha muita opçao.
E também a largada era ali mesmo, e a essa altura do campeonato estávamos exaustos, só queríamos dormir e correr no próximo dia.
O que mais eu senti foi medo , a princípio, e cansaço depois.
Hoje tive um pesadelo com o ocorrido, achei que já tivesse esquecido, mas pelo visto nao!!!!!
Bjo.

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