Mais um golpe em Paris: o alerta da Andréia

Ricardo Freire
por Ricardo Freire

Paris: uma ponte no Sena

Pessoal, eu não fico postando essas coisas aqui por sensacionalismo, não. É para deixar patente que, à diferença do que acontece no Brasil, na Europa os perigos não estão nas ruas ermas ou nas regiões mal-encaradas. Onde o turista corre perigo é nos... lugares turísticos. O que tem de artista agindo à luz do dia não está no gibi.

(A outra razão pela qual eu gosto de publicar essas histórias é para que a gente pense duas vezes antes de pintar o Brasil pros gringos como o lugar mais inseguro do planeta. Essas ocorrências de rua normais em Buenos Aires, em Barcelona, em Roma, em Paris são virtualmnte desconhecidas por aqui.)

Com a palavra, a Andréia:

Desculpe passar aqui e registrar algo chato que me aconteceu em Paris em 30 de abril. Mais para alertar seus leitores sobre um novo golpe.

Um rapaz (sozinho) aparentando ser turista pediu pra tirarmos uma foto dele com sua câmera. Atendemos prontamente.

Foi quando apareceram dois senhores (que já estavam na esquina) e disseram que era da polícia, mostraram insígnias, disseram que precisavam nos revistar e pegaram a bolsa de meu acompanhante e mandaram tirar tudo. Mexeram no dinheiro, fizeram várias perguntas e disseram que estavam desconfiados do suposto turista ser passador de drogas.

Bom, apesar disso só revistaram uma bolsa, o tal turista ficou só olhando. Então eles pegaram nosso dinheiro, contaram e deixaram cair umas notas no chão, quando nos baixamos para pegar ele guardou imediatamente algumas notas grandes com ele (só notamos isso quando chegamos no hotel).

Logicamente sabíamos que estava acontecendo algo errado porque eu meio desconfiada comecei a andar pro meio da rua mas um deles começou a me abordar e perguntar coisas para despistar o que estava acontecendo na revista de meu acompanhante.

Fica a dica para seus leitores: não ser solícito com supostos turistas e não acreditar que policiais na rua possam te revistar. É golpe.

Conversando com alguns moradores e lendo comentários do Conexão Paris fiquei sabendo que todos os policiais de Paris andam uniformizados, ou seja, não existem policiais civis nas ruas. Se soubéssemos disso antes talvez poderíamos surpreender os falsos policiais.

Obrigado, Andréia!

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76 comentários

Célia
CéliaPermalinkResponder

Fomos em Maio. Vimos que também um outro jeito de tentar tirar dinheiro de turistas, e aconteceu tanto em Paris (nos arredores da Sacre Couer) e em Amboise (próximo à entrada dos castelos): uma pessoa, se fingindo de surdo/mudo, aparece com uma prancheta e um papel, pedindo assinatura e dinheiro. Na Sacre Couer, a Gendarmerie assim que viu, coibiu, tirando as pessoas de lá. Em Amboise, eles andavam livres e soltos, tentando arrecadar o din din dos turistas desavisados.

Arthur "Hirigóez" | Agora vai MESMO

Esse golpe dos "surdos-mudos" com prancheta é clássico, acontece muito também na Torre Eiffel. Há um outro tipo de golpe parecido com o descrito em Nice: o cara chega dizendo que é policial numa rua mais deserta, exige ver documentos e dinheiro e leva uma parte do dinheiro (ou todo o $) na cara de pau, e o turista fica sem ação.

Leandro Lima
Leandro LimaPermalinkResponder

Isso também aconteceu comigo. Eu caí na besteira de assinar (Sacre Couer) e dei uma nota de 2 euros a eles (acho) e eles pediram mais dinheiro (caras de pau)! Eu fazia sinal que não, que não, mas ela (uma das mudas) insistia em apontar para a palma da mão. Quando eu reparei, eu já estava rodeado de surdos/mudos. Pensei que fossem me bater ali mesmo ou tirar meu dinheiro à força. smile
Isso pode ate soar engraçado, mas acontece, é um golpe e é melhor mater distância!
Quando verem um surdo/mudo, faça sinal que não, saia de perto e se mantenha sempre atento com os outros!

Thiago
ThiagoPermalinkResponder

Também aconteceu comigo na Torre Eiffel. Sabia desse golpe e resolvi sacanear.

Eu estava com dinheiro e documentos muito bem escondidos em minha calça e jaqueta, fora que sou hipersensível a qualquer toque. Eu ainda que usava uma pochete fininha escondida por dentro da calça, onde eu guardava a maior parte do dinheiro e passaporte. Quando a "surda" me abordou, eu assinei e ao pedir dinheiro eu fingi que não entendi. Ela saiu indignada da vida.

Óbvio que arrisquei e não recomendo minha atitude, mas foi hilário rir dessa gente.

Fabio
FabioPermalinkResponder

Opa, esse golpe tambem eh comum aqui em Barcelona... um amigo meu que veio de visita ha uns 2 meses caiu.... na semana passada mesmo prenderam uma quadrilha de umas 12 pessoas que fizeram isso... na minha opiniao, o melhor eh desconfiar de gente que se apresenta de policial... nao ser solicito com turistas ou outras pessoas, acho que eh radical demais, e contribui para essa situacao de medo!

abs

Andre L.
Andre L.PermalinkResponder

Riq, eu acho que circunstâncias como esssas descritas no posts estão vários furos abaixo do que acontece rotineiramente no Brasil: assaltos à mão armada, tiroteio em semáforo, bala perdida que vem da favela, arrastão na praia, ônibus inteiros assaltados entre aeroporto e centro da cidade... acho que infelizmente o Brasil está em um nível muito mais violento do que outros países, principalmente da Europa, e as estatísticas de criminalidade confirmam isso.

Eu sempre faço alertas a quem pensa em viajar sozinho pelo Brasil entre meus amigos (e há uma certa fascinação pelo Brasil aqui na Holanda esses dias), digo que é perigoso e que eu mesmo tenho muito medo de certos locais e programas turísticos famosos no Brasil (Pelourinho, visitas a favelas, trilhas em prais, centro do Rio ou SP etc). Eu não quero que eles sejam assaltados com fuzis ao sair do aeroporto do Galeão, ou vítimas de um "arrastão" ao fotografarem a praça da Sé.

José Luiz - Viver a Viagem

Concordo com o André L.

Óbvio que a gente (por morar ou ter morado no Brasil) tem mais contato com as informações policiais que um turista, mas o nível da violência no Brasil está em outra dimensão...

Lembro que quando morei na Espanha, as principais notícias policiais eram violência contra mulher (violencia de genero) e chegada de imigrantes ilegais de barcos pela África (os pateras)... claro que são temas sérios, mas sinceramente, eu adoraria ler/escutar "só" essas notícias nos jornais por aqui...

De toda forma, acho ótima essas dicas para alertar os turistas independente de onde aconteçam esses delitos!

Arthur "Hirigóez" | Agora vai MESMO

Também concordo. A Europa está mais para o furto, o mão-leve, batedor de carteira e golpista. Esse tipo de "artista" ainda existia há uns 40 anos no Brasil. Hoje é arma na cara no sinal, violência pura e simples. Quase não existem mais furtos no Brasil.

Fico imaginando um ladrão de carros aposentado da velha guarda, daqueles que usavam clipe de papel para abrir o carro, fazer ligação direta e ir embora, pensando: "no meu tempo não tinha essa violência dessa garotada de hoje, este mundo está perdido, é uma vergonha"

Alessandra Fiorini

Mais uma que concorda com o André.
Prefiro mil vezes um golpe sem arma na Europa do que um armado, e até mesmo um sequestro-relâmpago, potencialmente mais perigosos para minha vida, e muito mais possíveis de acontecer aqui no Brasil.

Leandro
LeandroPermalinkResponder

Pois é.. a diferença entre "primeiro" e "terceiro" mundo está no tipo de violência também, né?

Thiago
ThiagoPermalinkResponder

Não, não. Esqueça essa de ser assaltado com armas de uso exclusivo das forças armadas. Toda cidade tem perigo, mas não desse naipe.

A melhor forma de não ter problemas é procurar se informar e ter atenção. Conhecemos muito bem essa "atenção".

Vera Lúcia
Vera LúciaPermalinkResponder

Já passamos por este golpe em Praga no ano de 2000.
Achei inusitado sermos abordados, as nove da noite por um homem com máquina fotográfica no peito e querendo saber se conhecíamos algum lugar para fazer câmbio, e imediatamente apareceram mais dois como se fossem policiais pedindo para mostrar nosso dinheiro. Achei estranha a situação e como estávamos perto do hotel,comecei a gritar e eles fugiram. Foi um grande susto.

Katy
KatyPermalinkResponder

Que horror!

E o que reação devemos ter nessa situação?
Gritar? Sair correndo?

Fernanda Paim
Fernanda PaimPermalinkResponder

Ficamos trinta dias na Europa em janeiro na nossa Lua de Mel, e percebemos que principalmente Paris foi bem afetada pela crise mundial e os confrontos raciais internos. Vale a dica sempre: bolsa a mostra chama atenção, tenha uma pequena bolsa ou uma mochila, a mais indicada, sempre! Muitas vezes saímos sem bolsa, ou mochila, dinheiro dentro do bolso,máquina fotográfica dentro dos bolsos.. nada nas mãos. Tb vale a dica!! Viajando e aprendendo!

val
valPermalinkResponder

e comer pepino tbém é perigoso! eek

Amélia
AméliaPermalinkResponder

Riq, quanto ao texto: os artistas de verdade se sentem mal ao serem comparados a bandidos, sei disto pois, um amigo meu fez um pedido formal a um apresentador de telejornal para que parasse de usar este termo no seu programa de TV.É só um toque, tá?
"O que tem de artista agindo à luz do dia não está no gibi."

Hanna
HannaPermalinkResponder

Olá!
Já tive um problema parecido em Leon na Espanha, estava conversando com um amigo italiano quando chegaram dois "policiais" a paisana, mostraram o documento e pediram para ver nossos passaportes. O Italiano mostrou o RG dele e eu a carteira do caminho de santiago que estava fazendo na epoca, entao eles reclamaram da sujeira que estava a nosso redor e se foram.
Nao tenho certeza mas parece que o passaporte brasileiro vale um dinheirao fora e eu só mostraria se estivesse uniformizado ou na delegacia.

Ernesto, o pato

Eu acho que devemos ficar espertos, mas sem perder a cortesia.

Um polcial de verdade vai deixar voce falar com um advogado, e um falso vaiter medo.

De qualquer maneira o alerta é util para ficarmos com o radar mais ligado.

Wallace
WallacePermalinkResponder

Infelizmente na maioria dos lugares do mundo, o negócio é não dar assunto pra ninguém nas ruas, fechar a cara, xingar se preciso e sair de perto. Apesar que deve ser difícil se recusar a tirar um simples foto pra alguém, é meio automático aceitar. Mas realmente concorto que não há qualquer nível de comparação com as situações que vivemos no Brasil. Quem dera as questões aqui fossem golpes (não mortais) a turistas onde os anéis vão mas os dedos ficam. Conheço caso de turista que não teve coragem de sair do aeroporto no Rio novembro passado quando a cidade estava sendo incendiada e voltou de lá mesmo. O pior é que entendo e não dá nem pra argumentar.

Alessandro A.
Alessandro A.PermalinkResponder

Vivi exatamente a mesma situação em Viena nos jardins do palácio Belvedere. A diferença é que percebi rapidamente o golpe e simplesmente ignorei os falsos policiais e saí andando, portanto não perdi nada.

Percebi que tinha algo estranho quando o falso turista me pediu para tirar uma foto dele em um muro branco em um canto mais reservado, apesar da beleza dos jardins ao lado. Além disso, a máquina era daquelas descartáveis e quando bati a foto ela não fez nada, indicando que não tinha filme nenhum (ainda não era digital). Todos eles eram indianos ou paquistaneses, portanto muito improvável que fossem policiais austríacos.

Denunciei tudo para um policial do palácio depois, mas infelizmente fui solenemente ignorado, o que indica que deve ser algo rotineiro por lá.

Sut-Mie
Sut-MiePermalinkResponder

Caramba! Elaborado o golpe, hein?! Não dá nem mais para tirar uma foto de alguém! E eu, com certeza, ia acreditar que esses caras eram policiais civis! Ainda mais em país de Primeiro Mundo, né?! A gente acha que só acontece por aqui...

Andrea Bisaggio

Passamos por um em Londres, onde um turista Italiano, perguntava se vc teria dinheiro para trocar com ele. Eu não tinha mesmo, pois estava indo pra loja trocar. Ai ele disse que estava na Semana de moda que estava acontecendo lá e que tinha uma jaqueta de couro para vender. Ele estava de carro e precisava de dinheiro pra voltar pra Itália. Ai mostou a jaqueta e ficou insistindo para a gente comprar. Vcs devem se perguntar pq esperei tanto tempo dando ouvidos ao cara. Me pergunto isso até hoje. Eu não comprei e não aconteceu nada, mas ja lí sobre este golpe, porém não me lembro do desfecho.

luis r.
luis r.PermalinkResponder

isso aconteceu comigo no mês passado, mas (juro!) no estacionamento de um supermercado em são paulo!
mesma história: italiano, dentro do carro, queria vender roupas pq precisava de dinheiro pra voltar pra itália! mostrou até uma fatura da armani de onde seriam as peças q ele tava oferecendo.
estamos definitivamente globalizados!

Debora
DeboraPermalinkResponder

Aconteceu comigo também em Paris, três anos atrás, proximo aos arcos do triunfo, um senhor muito simpático Italiano, oferecendo as jaquetas de couro, recusamos o tempo todo sem parar de andar, sou carioca e automaticamente desconfio de tudo rs...

Lincoln Lavrini

Esse "italiano" acaba de me abortar, de carro, na frente da minha casa. Tinha fatura da Armani, passaporte para voltar urgente para a itália e queria me vender ternos e casacos de antílope. Ele tem umas marcas de VITILIGO nas mãos e pescoço. 3 peças de roupas de US$.7500 deixou ou US$.4500 depois por US$.1500 e no fim aceitava qualuqer proposta minha. Quando afirmei definitivamente que não queria o cara ficou bravo comigo.

Doug
DougPermalinkResponder

Uma vez um português me abordou querendo vender jaquetas de couro. Isso aconteceu aqui no Brasil. Ele também tinha marcas de vitiligo e parecia fumar muito por causa das pontas dos dedos amareladas. Quando recusei ficou muito bravo.

luis r.
luis r.PermalinkResponder

recusar-se a tirar foto pra outro turista é o mesmo q deixar de usar "artista" em lugar de malandro pra ser politicamente correto: ñ dá.
vamos ficar espertos, vamos ser atentos, vamos deixar de ser tontos.
mas vamos viajar (e escrever) com menos neura, vai.

Andre L.
Andre L.PermalinkResponder

Em geral, eu fico mais receptivo a esse tipo de interação em lugares fechados ou então em lugares nem tão lotados ou nem tão vazios. São os extremos (onde há uma multidão, ou onde não há ninguém mais) que me deixam alerta, de cara fechada (só para fora, por dentro continuo curtindo) e disposto a usar a ficha do "I don't understand you" em várias línguas hehe.

luis r.
luis r.PermalinkResponder

smile

carrico
carricoPermalinkResponder

Andreia e Riq: Indo de trem de Bruxelas para Amsterdam, já em 2003, vendo que minha namorada cochilava ao meu lado, no banco, dois caras passaram pelo corredor e um deles derrubou várias moedas enquanto falava algo comigo. Agachei para ajudá-lo a recolhe-las, e acabou de apanhá-las, agradece e os dois desceram na estação de Haia. Poucos minutos depois, minha namorada acordou e viu que a bolsa dela (onde o passaporte não estava, graças a Deus, porque sempre usamos porta-passaporte)não estava lá. Então uma senhorinha do fundo veio dizer que um daqueles rapazes havia pegado a bolsa, enquanto o outro catava moedas comigo. Depois vim a saber que esse truque das moedas é recorrente em vários países. Olho vivo!

Viajante Oficial

Vigaristas encontramos nos cinco continentes.

Em Bogotá "quase" caí no golpe do meliante que se aproxima, conversa e diz que é policial e precisa ver o passaporte. . .

Em Lisboa quebraram o vidro do carro alugado e levaram o notebook. . .

Tem que ficar atento. Sempre. Seja em Pembas ou seja em
Trombas.

Felipe
FelipePermalinkResponder

Esse negócio de pintar o brasil como inseguro é engraçdo mesmo.

Na loja da Louis Vuitton em Dubai, o vendedor que atendia minha mulher era um romeno noivo de uma brasileira, que também trabalha no dubai mall em outra loja de grife.

Enfim, quando ele disse que iria ao brasil no final do ano com ela, avisei para ele "cuide bem de sua carteira".

Ele respondeu: "tranquilo, eu morei alguns anos em Paris".

Ficamos todos rindo. Foi inusitado; jamais esperaria uma resposta daquelas...

Ana Claudia
Ana ClaudiaPermalinkResponder

Obrigada pela dica, Riq!
Daqui 26 dias estarei ja'...

Philipp Muller

Concordo com o que disseram que na Europa o problema e' furto, enquanto que no Brasil o problema e' violencia pura.

Em 2003, fui a Paris com minha esposa (entao namorada) e em um dia chuvoso que o metro estava com problemas em varias linhas, lembro-me que ao entrar em um vagao, senti que tinham pegado minha carteira. Vi um rapaz com os bracos cruzados e logo percebi que era ele, eu fui um pouco "agressivo" tomei a carteira de volta, e empurrei o sujeito para fora do vagao. Ficaram todos olhando para mim com aquela cara de "o que esta acontecendo?". Nao havia muito dinheiro na carteira, porem havia 2 cartoes de credito e alguns documentos. No meu caso foi uma tentativa classica de "pickpocketing", mas ja fiquei sabendo de golpes bem elaborados como este dos policiais.

Ano passado estavamos indo de Moscou para Sao Petersburgo, e estavamos perdidos na estacao de trem, pois quase ninguem fala Ingles la. Um senhor foi muito solicito, com um Ingles muito bom, e ofereceu-nos ajuda, indicou onde pegar o ticke para o trem. Perguntou de onde eramos, e depois de dizer que eramos brasileiros, ele me deu um cartao profissional, que dizia ser do comite olimpico de Sochi (local dos proximos jogos Olimpicos de Inverno). Como tinhamos ainda uns 40 minutos para o trem sair, ele ofereceu um cafe e eu disse que sim desde que pagasse pela ajuda que ele nos deu. Enfim, depois de conversarmos, ele perguntou se precisavamos de dinheiro trocado, bla, bla, bla, e eu troquei uma nota com ele, apenas no dia seguinte em St Pete, que eu percebi que uma das notas que ele me deu era falsa, o prejuizo foi de cerca de 50 USD (claro que o email no cartao que ele me deu tambem). Na Russia vende-se nas ruas replicas das notas correntes, assim fica o aviso para ter muita atencao por la, com estas situacoes (inclusive em com trocos).

Juliana Milagres

Eu já quase caí num golpe desse, exatamente assim, na ponte sobre o Sena em frente à Notre Dame.
Não caí porque desconfiei do cara e fingi que não entendi o que ele me disse. Ele estava parado encontado na mureta, claramente escolhendo a quem pedir para tirar a suposta foto. Depois que passamos direto paramos de longe para sacar melhor o sujeito e ele tinha voltado a se encostar na mureta e continuava analisando os turistas.

João Paulo Nunes

cai num golpe desse em Barcelona,no parque de la Ciudadela, só que no caso, o turista pediu p ver meu guia... chegaram 2 "policiais" dizendo a mesma coisa, que o turista era investigado e suspeito de ser traficante, pediram p ver documentos e dinheiro... tb fiquei achando estranho, sabe quando algo na sua cabeça diz que aquilo não está certo? pois é... levaram uma parte do meu dinheiro e tive que encurtar minhas férias...
e quando chego em Madri, um cara pediu p eu tirar uma foto, no meio da rua, achei estranho e me fiz de doido, sei que podia não ser nada demais, mas tava traumatizado e ignorei.

Andre L.
Andre L.PermalinkResponder

Fica o recado: em nenhum país civilizado polícia anti-drogas aborda gente na rua sem farda, sem armas e começa a pedir para ver carteira ou contar grana.

Fica o recado-2: não apenas por riscos desse golpe específico, jamais leve mais grana do que vc realmente precisa. Tenho lido em um outro fórum que pessoas tem levado mais papel-moeda para "economizar no IOF". É um risco que não valhe a pena.

Irma  Costa
Irma CostaPermalinkResponder

Andréia, obrigada pelo alerta.Estou indo para Portugal e Paris!
Ficarei muito alerta!
Obrigada a todos!

Deise
DeisePermalinkResponder

Fui assaltada no metro de Paris. Uma garota com uma carinha bonitinha pegou a minha carteira de dentro da minha bolsa em frações de segundo. Mas não tinha nada na carteira, estava tudo no porta-dólar. Acho que tem que ser sempre assim- tudo no porta- dólar.

Uilson
UilsonPermalinkResponder

Sempre tomo extremo cuidado, ainda mais em viagens ao exterior, mas naquele dia de 2010 em Barcelona minha sagrada sabedoria foi se embora...Fazendo um mochilão com minhas tia e irmã não havia reservado hotel, pois havíamos adiantado a viagem então, ao chegarmos, fui tentar reservar hotel em lan house numa página de reservas que, naquele dia, não aceitou nenhum dos meus 3 cartões(?)e que, na pressa, tirei do "esconderijo" e coloquei na carteira. Minha tia ainda cisma de querer me pagar as diárias da véspera em dinheiro e ele vai parar...na carteira, tiro o cartão de guia de turismo, a carteira de estudante e o cartão de alberguista para fazer não sei o quê e adivinhem onde todos eles vão parar, e junto com minha carteira de identidade(??). Só que parece que um grupo de punguistas também adivinhou e, quando em frente à Sagrada Família minha irmã decide, como eu havia avisado para não fazer devido à muvuca de turistas na cidade, parar numa barraquinha para ver bijuterias, foi o bastante para, enquanto eu esperava e distraído por um instante olhava a catedral, um grupo de gente parecendo da América Central de repente me cercar, uma mulher com uma garrafinha jogar água no meu braço e, enquanto eu passava a outra mão para secar, ser cercado pela muvuca e a recheada carteira ser resgatada(a sem correntes, porque sempre ando com 2, outra com corrente presa a outro bolso e essa no dia estava quase vazia rs). O grupo de "turistas" sumiu em 1 segundo.
Depois disso acho que não tem jeito: quem viaja muito algum dia vai passar por algo assim, porque foi estranha a conjugação de tantos fatores que fez eu ser bem furtado naquele dia. Até o clima(muito abafado) e minha roupa (tipo turista inexperiente)levaram a isso. Felizmente não foi à mão armada e dos documentos, os que não eram inúteis foram refeitos ou cancelados (passaporte por milagre ainda estava no "esconderijo").
Só lamento ter contribuído com bons euros para a economia informal de Barcelona porque, depois disso, vimos o pouco que ainda faltava no meu roteiro de dentro de um táxi e nos mandamos para a estação. Pernoitamos em Madri e acabamos com isso ficando um dia a menos na Espanha, pois seguimos depois para Ávila, Salamanca e Portugal. Minha irmã ainda apelidou a situação de "la juntada sagrada" rsrs. Portanto caso algo assim aconteça o jeito é tentar até rir, pois é o melhor caldo que a gente pode espremer de um limão desses...

Uilson
UilsonPermalinkResponder

Aos que ficaram curiosos quanto ao "esconderijo": cuecas com bolsos com zíper (para as "meninas" também há calcinhas assim), onde $, cartões e, principalmente, passaporte, vão dentro de saquinhos do seu tamanho tipo ziplock.

Katy
KatyPermalinkResponder

Qual a necessidade de andar com passaporte nas ruas? Porque não deixar no cofre do hotel?

Vera Jordão
Vera JordãoPermalinkResponder

Eu, particularmente, tenho pavor de sair na rua de uma cidade do exterior sem o meu passaporte. Assim, uso aquelas pochetes fininhas, pra dinheiro e passaporte, sob a roupa, e saio tranquila.
Nunca houve necessidade, mas penso que se acontecer algo inusitado, um acidente, sei la, e eu estiver sem o passaporte a coisa pode se complicar.

Andre L.
Andre L.PermalinkResponder

Katy, em vários países é obrigatório a estrangeiros portarem passaporte a qualquer momento como prova da sua situação legal. Espanha, França, Holanda, Itália estão entre os países onde é obrigatório a todo mundo, estrangeiro ou nacional, portar documento de identificaçào oficial o tempo todo e no caso de estrangeiros em turismo esse doc. é o passaporte.

Na Holanda, se a polícia te parar (raro, mas já aconteceu comigo uma vez em uma praia deserta) e vc não tiver um documento de identificação na mão (felizmente eu tinha), vc pode ser multado em € 115, além de dependendo do caso ser "escoltado" até o local onde se encontra seu documento.

Paulo Gaeta
Paulo GaetaPermalinkResponder

Gostaria de dividir o que aconteceu com uma amiga minha, uma Canadense de Montreal que dividia um apartamento comigo em Berlin.
Na epoca do Natal ela arrumou um emprego na Franca por 2 semanas, comprou o bilhete e foi via Paris para a cidade no interior trabalhar. Parece que na volta ela estava passeando em Paris e numa estacao de trem, tirou seu I-phone novinho da bolsa e num piscar de olhos alguem arrancou da mao dela e saiu correndo. Ela me contou isso com lagrimas nos olhos em Berlin, alem do que ela eh meio adolescente, e para muita gente I-phone chega a ser um feitiche.
Entao a dica: cuidado com seu I-Phone em Paris!!

Nick
NickPermalinkResponder

Oi Pessoal, acabo de chegar de Paris e a melhor maneira de evitar esses golpes é realmente tentar fazer os roteiros dos passeios ainda no hotel, para evitar ficar nas ruas olhando mapas e fazendo cara de "to perdido". Também faça cara séria e diga não (em françês) para qualquer pessoa suspeita que se aproxime. Paris é uma cidade linda e a meu ver ainda um local seguro.

felipe
felipePermalinkResponder

Eu e minha esposas fomos abordados duas vezes em paris com o folpe do anel. Quanto ao golpe da assinatura, incontaveis vezes...figem ser surdo mudo e pedem contribuiçao.
A dica eh dizer nao, sem titubear.

Glauber
GlauberPermalinkResponder

Caros,
passei por um golpe parecido em Londres no último dia 18 de setembro deste ano. O golpe foi parecido com o relatado por Andréia em Paris. Estava a 30 metros do hotel, era só atravessar a rua, quando um homem pediu informação. Eu dei a informação. O "turista" abriu a carteira como se estivesse me mostrando algo. Do nada, surgiram dois homens de terno preto e gravata que se diziam policiais e estavam desconfiados que estava comprando droga do tal turista. Eles pegaram meu passaporte, pegaram minha carteira e viram os cartões, libras e euros. Exigiram que eu digitasse a senha dos cartões. Ao digitar a senha errada, eles acusaram o erro por uma espécie de iphone e headphone. Eles exigiram qu eu digitasse a senha novamente. Eles levaram os meus dois cartões e sacaram aproximadamente 1500 reais. Não levaram o dinheiro.

Renata
RenataPermalinkResponder

Oi.

Buscando ver os golpes que já tinham sido divulgados via internet, encontrei vcs.
Sou mais uma que em 3 viagens a Europa, passei bem perto de cair nos golpes.
Em Paris, o golpe do anel e dos surdo-mudos já se tornaram clássicos, não é mesmo?!
O que eu achei mais desavergonhado de todos é o da semana de moda. Em 2009, aconteceu comigo perto da Tour Eiffel: um suposto italiano, de carro, se dizia representante de uma marca famosa e que tinha ido a Paris para uma semana de moda, teria sobrado 2 sobretudos que ele nos presentearia e que em troca ele pedia apenas um pouco de dinheiro para encher o tanque do carro a fim de voltar a Itália. Bem, eu disse que não poderia ajudá-lo porque não trazia dinheiro comigo, que eu estava apenas dando uma volta. Agora em 2012, aconteceu em Roma, perto do Coloseo, a mesma coisa: uma italiano, na maior cara de pau, se disse diretor da Armani! Que era casado com uma brasileira, que nos daria uma bolsa e um sobretudo... tudo igual. Detalhe, que ambos falavam português bem compreensível. Não sei se eles estudam o comportamento de quem vão abordar, mas o primeiro depois de saber que éramos brasileiros disse ter gasto todo o dinheiro com uma noitada e o segundo disse que se ofenderia se não aceitássemos seus "presentes". Ou seja, parece que eles conhecem alguns pontos fracos dos brasileiros que são festeiros e não gostam de deixar os outros constrangidos.
Se alguém souber como termina esse golpe, se alguém já caiu nele, por favor, divulguem. É muito bom que troquemos essas informações.

Até mais.

Frantha
FranthaPermalinkResponder

No domingo, 08, deste mês, estávamos eu e minha mulher - com caras de típicos turistas - nos encaminhando ao Convento dos Capuchinhos em Roma, quando fomos abordados por um sujeito cinquentão, bastante simpático e dirigindo um carro, que me pediu informações num italiano espanholado sobre acesso à saída da cidade com destino a Milão. Ele não teve dificuldade em entender que eu lhe dizia não poder lhe ajudar, porém emendou uma conversa comprida e semelhante à essa aí de cima: que era comerciante de roupas, sendo proprietário de uma loja nas Galerias Lafayete, em Paris; que tinha um primo que morava em Curitiba; que estava participando de uma feira têxtil; que havia nos achado muito atenciosos e prestativos, mesmo enfrentando a barreira da língua; que por isso iria nos presentear com 2 belos casacos - que já foi colocando nas minhas mãos, ambos embalados em sacos plásticos transparentes, e que permitiam ver que continham também um velho folder das Galerias Lafayete -; que respondeu à minha pergunta macarrônica ("quanto costa questa cosa?") com um "assolutamente nada" e que embora cada casaco valesse pelo menos 1000 euros cada um, somente queria que quando fôssemos a Paris fôssemos visitá-lo na sua loja, mas que não deixássemos de lhe levar uma cachaça brasileira; que havia participado de uma festa na noite anterior, onde havia algumas moças e bastante champanhe (dizendo isso com risinho abafado e cara de quem me tinha como cúmplice no caso);que por conta disso estava com problema de combustível para chegar em Milão; que somente queria uma ajuda para comprar o mesmo... Ao ouvir essa última frase, caiu-me a ficha de que éramos brasileiros e que tínhamos obrigação de reconhecer que aquilo era golpe e de imediato devolvi-lhe os "presentes" pela janela do carro, dizendo-lhe que não os aceitava e peguei minha mulher pela mão e lhe dei as costas (o malandro não saiu do veículo durante toda essa converseira). Realmente não sei como termina tal golpe (tomar a carteira do turista que se proponha a aceitar lhe dar alguma grana? Ter comparsas que abordem o turista "presenteado" logo à frente, se apresentando como policiais e informando que receberam queixa de roubo de casacos por um casal de estrangeiros? Tais casacos conteriam drogas ou coisa assemelhada, que seriam resgatados logo à frente por seus cúmplices?)... Certamente não é boa coisa, mas o roteiro não deixa de ser curioso.

Dani Santos
Dani SantosPermalinkResponder

O meu ex-namorado deu assunto ao italiano. Ele diz que dará dois sobretudos de couro em troca de ajuda para o combustivel. O italiano me entregpu os sobretudos e pediu 100€ ao meu ex-namorado, que ainda foi retirar dinheiro no atm para ajudar o cara. Quando meu ex entregou o dinheiro, o italiano disse que tinha pedido 200€. Meu ex entao ja falou mais grosso e o homem foi embora. Ficamos com os sobretudos e os guardamos logo em seguida no hotel, ja que estavamos perto. Talvez o italiano tivesse saído com os sobretudos+o dinheiro se eu nao os tivesse pegado antes. Eu, que sou brasileira, disse ao meu ex, que é turco, que isso era golpe e que era pra ele ficar mais esperto.

Tambem fui abordada sozinha de outras formas e deixei de usar um colar com a badeira do Brasil pprque vi que estava atraindo golpistas.

Dani Santos
Dani SantosPermalinkResponder

Alem do golpe do italiano, tambem sofri outras tentativas de golpes:1. No Louvre, um jovem se diz turco e pede para eu tirar fotos dele mas o celular dele nem funciona e depois se oferece para tirar fotos minhas com minha camera (fingi que nao entendi e me livrei dele, que continuou la abordando outros); 2. O golpe dos surdos-mudos na Champs-Elysées; 3. A cigana que deita no chao na Champs-Elysées, chorando e fingindo que esya com fome; 4. Um homem jpvem aparentando ser indiano sentou a começpu falmesma mesa que eu no MacDonalds da Champs-Elysées e me passou altas cantadas sendo muito insistente,

Dani Santos
Dani SantosPermalinkResponder

Corrigindo... O homem aparentando ser indiano sentou-se a mesma mesa que eu no MacDo da Champs-Elysees e me passou altas cantadas, sendo muito insistente. Começou falando em ingles, dpois frances e espanhol. Fingi que nao entendi nada e saí da mesa. Alguem sabe como termina esse gplpe? É um boa noite Cinderela?

Mon
MonPermalinkResponder

Às vezes ele só naõ resistiu ao seu charme. wink

Dani Santos
Dani SantosPermalinkResponder

Kkk. Melhor desconfiar sempre! Devia ser golpe mas eu nao sei qual é... se alguem souber, poste aqui para prevenir mulheres que viajam sozinhas, como eu. Eu nao caio nessa, sou desconfiada mesmo. Sexto sentido de carioca. Mas deixo um alerta pra muljerada nao sair por aí se aventurando com essas cantadas. Isso pode ter um desfecho muito ruim. Fica a dica.

Carlos Ribeiro

Olá,

Após haver 'camelado' a pé, de ônibus, carro e metrô por várias capitais do Brasil e Europa, tenho comigo que a melhor alternativa para evitar esses golpes é atitude. Evitar contato visual desnecessário e dar respostas negativas firmes resolvem grande parte dessas situações. Passei 8 dias recentemente em Paris e embora tenha lido vários relatos de golpes (anél, falsos policiais, falso representantes comerciais, fitinhas na chegada em Sacre Couer e os tradicionais batedores de carteira em metrôs e pontos turísticos) felizmente não tive nenhum tipo de problema desse tipo. Para nós brasileiros acostumados com a criminalidade nas grandes cidades dos Brasil, alguns golpes chegam a ser rídiculos de tão primários que são. É obvio que uma carteira 'estufada' no bolso traseiro da calça chama a atenção até de quem não está mal intencionado. Agora eu pergunto alguém faz isso em um metrô lotado no Brasil ou conta dinheiro em público? Então porque fazê-lo somente por estar na Europa? Bandeirinhas do Brasil na mochila e camisas da seleção brasileira, são muito legais, mas o transformam em um alvo evidente para qualquer golpista. O sucesso desses golpistas depende muito mais de nossos descuidos, igenuidade e/ou ganância do que da engenhosidade deles. A receita é simples, tomem cuidados básicos que tomariam em qualquer lugar do Brasil, desconfiem de estranhos sem serem paranóicos e relaxem sem serem ingênuos. E sobretudo, tenham atitude, se deixar alguém falando sózinho na calçada for o preço para escapar de um golpe, que assim o seja. No mais curtam e aproveitem ao máximo esses raros momentos de fantasia, que as viagens representam para todos nós.

Nina
NinaPermalinkResponder

Eu tive problema nos trens, em Roma. Uma pessoa dentro do trem "conferia" seu bilhete, te mostrava o assento e depois pedia dinheiro! E se achasse pouco, reclamava e insistia!

Fica o alerta: não deem satisfação a ninguém em estações de trem se não estiverem uniformizados e identificados.

Giu
GiuPermalinkResponder

Gente fiquei super indignada lendo isso! Ja passei por golpe em paris, mas me livrei. Mas esse foi ridiculo! Como podem?

Vou ficar mais atenta, estou indo pra la pra um passeio de novo semana que vem! Valeu Andrea! Muito bom compartilhar SIM!

Marcelo Galvão

Já fomos abordados em vários lugares. Em Barcelona, duas vezes no metrô. Até aquele velho golpe que se via antigamente, no Rio, na Cinelândia e no Largo da Carioca, especificamente, em que abordavam a pessoa para advinhar em qual das três caixas estava a bolinha, vi em Las Ramblas. Em Atenas, furtaram um saco de balas da nossa mochila. Em Madri, fomos abordados no aeroporto e na Plaza Mayor. Fora os punguistas que observamos nas praças e fontes de Roma, mas que estão, também, nas principais cidades europeias. Como tem sido dito, devemos ter atenção e, em certos momentos, até sermos rudes, infelizmente.

Rafael Gomes
Rafael GomesPermalinkResponder

Estou começando a organizar minha viagem para a Europa e gostei muito do depoimento e das dicas de todos vocês. Obrigado! Estou com uma dúvida: é seguro deixar dinheiro e itens de valor nos cofres dos hotéis da Europa?
Obrigado! Abs

A Bóia
A BóiaPermalinkResponder

Olá, Rafael! Recomendamos deixar o passaporte no cofre. Não é boa idéia viajar com grandes somas de dinheiro. Use seu cartão de banco para fazer saques em euro. https://www.viajenaviagem.com/2012/06/cash-debito-credito-vtm/

Goiano
GoianoPermalinkResponder

Atenção para o golpe da assinatura de lista: eles estão ficando mais ousados e agressivos em Paris. Juntam-se em turma de oito, dez ou doze pessoas com a tabuleta com a lista e uma caneta na mão, te param e todos avançam sobre você para tirar o que for possível. É muito comum nos portais de acesso ao Louvre, especialmente os laterais, menos vigiados pela polícia. Se os vir, evite passar por eles, mude de caminho, dê meia-volta na cara deles e saia fora.

osvaldo
osvaldoPermalinkResponder

olá amigo! SE puder me ajudar a divulgar, agradeço!

Pesquisei na net e encontrei logo de cara seu blog e gostaria que divulgasse fato ocorrido comigo e com alguns brasileiros em orlando/miami e arredores...

Chamo-me Osvaldo, sou func publico e engenheiro, mas não caí no "golpe" que eles tramaram. E parecia ser mesmo um golpe de mestre!

Fomos à miami (dia 21 fev 2013 a dia 01 mar 2013), fazer as compras e rumamos pra orlando pra ver algum parque e também fazer compras. Em miami tudo bem! A não ser a multa que levei de estacionamento.

Ao chegar a orlando, a atendente, logo no despacho " check-in" nos enviam para um quiosque dizendo ter promoções para brasileiros, inclusive com atendente que fala bem português.

Não custava nada conferir. Encontramos a senhora que falava "enroladamente" um português (era costa-riquenha) e nos propôs um desconto no Universal studios, o desejado. De U$ 187 ficou por U$ 100, bastando para isso que participássemos de uma palestra de apresentação de um resort (Diamond internacional), de 2 horas mais ou menos e ainda poderíamos tomar um café da manhã
( por sinal eles não sabem o que é café, o deles parece mais lavagem de espingarda enferrujada com açúcar!!!). Nada pagaríamos e bastávamos que assistíssemos a apresentação. marcada para as 08h até as 10h. Depois obteríamos o ingresso impresso!

Tudo bem. Acordado e foi o que fizemos. Pra começar é tudo longe. logo de cara apareceu um brasileiro esperto que nem deixa você tomar café direito e nos pede pra apresentar a "proposta". Vai logo dizendo que não é vendedor, que recebe salário e vai é beneficiar a gente. Faz um monte de perguntar de quanto tempo viajamos por ano, quanto gastamos e depois numa apresentação simplória e sem profundura, em relação à finanças, diz que é melhor comprar o título de crédito dele. Ele diz que seremos "donos" por duas semanas por ano e que aquilo é um 'título de propriedade". Achei esquisito quando eu peguei o papel dele e ele ficou ofendido dizendo que nenhum documento poderia sair dali. parecia algo ilegal. Naquela conversa de vendedor dizendo que o ator da gobo comprou e que eu deveria fazer o mesmo, vai logo mostrando fotos dos "otários" que compraram.

Amigo. Eu tenho título da BANCORBRAS e sou satisfeito aqui no Brasil e ele se pôs a condenar esse referido título. Falou mal do hotel que ficamos só pra dizer que os dele era de melhor qualidade!

Daí ele me oferece valor de U$22.000,00 do seu título e diz que se pode pagar em "x" anos com juros de 17,5% ao ano, além de uma manutenção de U$1.000 por ano para se hospedar de graça nos hotéis conveniados. Isso nos EUA é agiotagem, afinal eles trabalham com juros de 0,5% a.a. Quando cheguei no Brasil, ouvi relatos de colegas que caíram nesse conto e quando tentaram fazer suas reservas, normalmente não conseguiram vagas!!!! Se observarmos o valor da manutenção já seria suficiente para pagar as duas semanas de hospedagem, mas as pessoas são "hipnotizadas" por ficarem em resort de luxo.

Prontamente digo a ele que tenho formação, sou engenheiro e que entendo um pouco de engenharia econômica e sei das minhas prioridades e que os valores deles não compensam o investimento alto. Que no Brasil com essa grana eu faço meu capital de giro que me dá mais vantagens! Sem contas que os preços serão em dólares e que um título de boa qualidade no Brasil o preço é bem menor e serve pro exterior!

O que mais chama a atenção é a agressividade com que eles tratam isso. Eles querem à força que você compre o tais títulos em 2 horas! Perguntei porque eles não dão tempo pra decisão e que 2 horas não é hábil pra avaliar um investimento e que eles não deixam fazer isso no Brasil. Eu questionei que nenhum negócio deveria ser decidido em 2 horas sem uma comparação com outros investimentos e outras empresas e outras oportunidades!!!

A esta altura ele já havia me mostrado os apartamentos que seriam motivo da hospedagem neste condomínio até de qualidade mesmo!!!

Quando eu disse que não queria ele fez um sinal, chamou o gerente pra assinar meu ingresso. O cara mais esperto que o primeiro, vai fazendo pergunta se você tem U$ 2.000 dolares no cartão ou se tem aquele dinheiro disponivel!Notei que a inteção era sair dali com nosso dinheiro! Mas eu não tinha falado que não queria mais????? então ele quer uma brecha pra saber o número do cartão ou pegar e dinheiro!!!

Neste momento, o sangue subiu, bati na mesa e gritei para todos os ouvintes: "Não quero a porra desse título caro e fajuta de vocês não. Não sou idiota! Todos que compraram são idiotas e voc~es são "enrolões" espertalhões!" Isso chamou a atenção dos outros possíveis "enganados", normalmente velhos estrangeiros e aposentados, das mesas vizinhas! Tomei a proposta fui até a entrada e gritei com um funcionários deles e fiz aquele escândalo. consegui sair primeiro de lá! Parecia cárcere privado, pelo desejo de conseguir desconto num reles ingresso!

Imagine só. Brasileiros que vão pra lá pra ganhar dinheiro, empurrando lixo goela abaixo de outros infelizes brasileiros! E o cara frisando que recebia salário não precisava vender!!! mentira absurda!!!Quase todos trabalham por produção!!!!

Dei uns gritos num gerente e todos ficaram quietinhos, com minha afobação, mas consegui a assinatura dos indivíduos!!! Mas voltei várias vezes ao quiosque do hotel que não parava de chegar brasileiros pra dar uns desaforos naquela velha que fazia parte do esquema! Eu queria mesmo era que alguém que fosse mandado ouvisse o que eu tinha a dizer! Fui três vezes e não a vi! Acho que eles avisaram pra ela sumir de lá, porque eu estava "possesso". Passei a noite sem dormir porque perdi a oportunidade de mandar pra PQP aqueles idiotas! Podes crer!!

Quando cheguei ao Brasil, contei meu relato no trabalho e ouvi de uns pilotos amigos meus que eles próprios haviam caído nessa armadilha e que o título é caro e não tem vantagens e que a legislação deles é muito favorável a eles. O código de defesa do consumidor daqui não serve nos EUA! Claro...Então hoje em dia contei já umas dez pessoas insatisfeitas com esse tipo de "compra" empurrada com aquela lábia mentirosa pra auferir lucro à custa da ignorância, desconhecimento de alguns! Esses amigos estão chateados porque nunca tem vagas nestes hotéis e só pode acumular as hospedagens uma única vez, portanto fica pagando pra não usar! Vejam quanta vantagem!

Se souber onde divulgar isso, agradeço! Quero dizer que não sou contra esses títulos de turismo/viagem porque tenho um que me serve ( bancorbras). sou contra essa exploração da ingenuidade de quem quer apenas conhecer o país e encontra esses engraçadinhos!

obrigado e espero resposta!

Osvaldo Araújo

Adri
AdriPermalinkResponder

Olá Osvaldo, eu também já sofri esse café da manhã + apresentação de timeshare em Orlando... lá nos idos de 1996!! Pra vc ver que não há nada de novo debaixo do sol. E foi bem como vc descreveu, o primeiro vendedor não conseguiu fechar a venda, chamou o supervisor... que era ainda mais agressivo. Até que meu marido e eu cansamos da palhaçada e resolvemos ser grosseiros, só assim para conseguir sair do local. O que nos chamou a atenção e fez com que desconfiássemos da coisa toda foi o "imediatismo" da situação: não era possível ir pra casa refletir sobre a compra e decidir outro dia, tinha que ser tudo resolvido ali na hora. Enquanto éramos abordados, várias pessoas nas outras mesas comprando (ou se comprometendo a comprar) - cada compra era anunciada com grande estardalhaço! Fico me perguntando se os compradores eram turistas mesmo como nós ou se faziam parte da equipe de venda (encenando a situação para dar uma idéia de grande sucesso de venda). Eu tinha pouca grana na época e só participei disso para obter o desconto no ingresso dos estúdios da Universal, mas ainda assim não compensou - foi uma tremenda perda de tempo.

Lucia Helena Torres

Pois eh...estivemos recentemente em Paris e ambos os golpes continuam a toda pelas ruas...Fomos abordadas tanto por uma senhora que queria nos entregar o anel, quanto pelas pessoas que portam a tal lista para literalmente tirarem o seu dinheiro...Alem disso, em frente ao metro Opera, um senhor teve sua carteira roubada em plena luz do dia...Ou seja, nao se pode andar com absolutamente NADA nos bolsos...e mais, bolsa, mochila etc NAO se desgruda...fica a dica!

Tânia Bernardes Rangel

Gostaria de relatar o que aconteceu comigo Paris.
Quando estava checando minha bagagem na esteira antes do embarque, disseram que haviam detectado algo na bagagem e ficaram revistando, depois passaram novamente nossa bagagem na esteira, disseram que não havia nada e pediram desculpas. Fomos rápidamente para o embarque pois estávamos atrasados.
Chegando em Singapura. Verifiquei que estava sem meu macbook.
Acho que aquela encenação toda foi para roubarem meu laptop.
Mandei um email para o aeroporto CDG dizendo o que aconteu e que eu estarei passando pelo aeroporto CDG dentro de alguns dias responderam que iam verificar mas não me deram nenhum retôrno.

Maria Esther
Maria EstherPermalinkResponder

Olá Tânia

Li seu relato e achei muito grave o que aconteceu!
Funcionários do CDG furtaram seu computador de dentro de sua mala ?
Isto tem que ser denunciado até mesmo às instâncias superiores. Já tive minha mala furtada - voo AirFrance - furtaram bobagem, mas estou processando a Air France por isto, afinal minha mala estava sob sua responsabilidade e a devolveram no dia seguinte de minha volta ao brasil furtada e quebrada.
Estas coisas têm que ser coibidas, denunciadas para não se perpetuarem! Só por curiosidade, sua mala chamava a atenção por ser de grife, cara ou algo similar ?

Obrigada pela atenção

Maria Esther

Regina Helena Cortopassi Pelissaro

Aconteceu exatamente o mesmo comigo e com meu marido, em Haia, na Holanda, na primeira vez que fomos à Europa,
Estávamos participando de uma excursão terrestre e recebemos instruções de colocar uma muda de roupa na mochila pois, naquela noite, as malas não seriam retiradas do ônibus, o que ocorreria somente no dia seguinte, em Amsterdan, de modo que estávamos com os nossos passaportes, os vouchers dos hotéis e a passagem aérea para voltar ao Brasil em minha bolsa.
Pra nossa sorte, o guia tinha acabado de comentar para todos tomarem cuidado, pois havia muitos roubos e falou também que um passaporte brasileiro valia cerca de € 2.500.
Quando fomos abordados pelo falso turista, meu marido ficou super alerta e, logo em seguida, fomos abordados pelos dois falsos policias pedindo nossos passaportes. Meu marido pegou rapidamente minha bolsa para segurá-la com mais firmeza do que ele achou que eu seguraria e começou a dizer para os "policiais" que nossos passaportes estavam no ônibus, que estava próximo, e começamos a nós encaminhar para lá, chamando-os para virem conosco para que mostrássemos a eles os passaportes.
Eles insistiam e nós dois insistíamos também, e continuávamos caminhando e, da mesma forma que surgiram, desapareceram.
Todas as vezes que viajamos ficamos sempre alertas, mas, mesmo assim fomos roubados em Roma, no ano passado, quando visitávamos a Boca de Lá Veritá. Houve um corre-corre e, quando percebemos, tinham roubado € 100,00 do bolso do meu marido, mas, por ser nosso último dia na Europa, tínhamos baixado a guarda.

rachel
rachelPermalinkResponder

Concordo que e melhor deixar o passaporte no quarto, mas se precisar comprar algo com cartao nao preciso de identidade? Pode ser carteira de motorista ou identidade do brasil?

A Bóia
A BóiaPermalinkResponder

Olá, Rachel! Você não precisa mostrar identidade para fazer compras com o seu cartão de crédito. Mas recomendamos ter sempre uma cópia do seu passaporte a mão. wink

Sandra
SandraPermalinkResponder

Dica: cópia dos documentos e passaporte e dinheiro trocado na carteira. Documentos originais, cartões e dinheiro maior, "malocados".
Antes viajar, sempre preparo várias cópias. às vezes, pedem o passaporte no hotel pra preencher a ficha, mostro o original, mas se precisar deixar, fica a cópia. Nem sempre por maldade, mas já ouvi um caso em que foi perdido o passaporte de um turista no hotel. Verdade ou não, um problemão.

Marcelo Fortkamp

Estou em Paris e nas estações de metro têm pessoas que se fazem de funcionários (usam uma espécie de crachá) são super solícitos e te "ajudam" a comprar o seu ticket. Na hora de pagar a passagem eles dizem que vão pagar no cartão deles e pedem pra você olhar para o lado pra não ver a senha. Nesse momento eles "fingem" imprimir o ticket e te vendem uma passagem de menor valor.

Renato
RenatoPermalinkResponder

Estou em Paris para a Páscoa e comigo aconteceu o golpe do casaco. A história e mais ou menos o que foi dito acima. Acabou que foram 50 euros nessa história. Ele falou de 100 no início e disse que não tinha. Mas a lição que ficou é não responder, ignorar mesmo e também estar mais atento! Isso no trecho entre a Torre Eifel e o Arco do Triunfo.

sand
sandPermalinkResponder

Esse foi um dos blogs que tornaram a minha estadia na Europa maravilhosa. Antes de ir li tudo sobre os furtos que acontecem em Paris e em nos outros países que eu iria conhecer. Todos eles ainda são atuais e as pessoas ainda caem porque não leem. Na frente da Galeries Lafayette, que por sinal está um perigo, no meio daquele monte de chineses que ficam parados na entrada, um homem bem vestido de meia idade tentou furtar o meu marido, eu estava atrás e vi, mas ele não havia guardado nada no bolso de trás da calça nem nos bolsos de fora do casaco, tudo foi guardado nos bolsos internos do casaco e o zíper fechado. Eu alertei o meu marido e o homem se afastou olhando para mim e reclamando em francês ele era muito ágil e esperto, meu marido nem notou nada . Quero agradecer a quem relatou os furtos aqui na internet. Em trinta dias de viagem não sofri nada . Quem for para um país estranho, carregue sempre uma bolsa com zíper fechada, transpassada e na frente. Leve o passaporte naquela bolsinha própria pendurada no pescoço por dentro da roupa, com algum dinheiro, o resto leve no bolso interno do casaco fechado, onde tiver muita gente pode estar certa que o ladrão estará lá, preste atenção na sua bolsa Chegue cedo para comprar passagens, para dar tempo de errar e consertar com tempo sobrando, agradeça a quem aparecer para te "ajudar", procure ajuda nos locais apropriados, tem em todas as estações, vc tem que falar um pouquinho da língua ou pedir licença para falar inglês. Viajei no inicio da primavera, ainda muito frio, no verão eu acho que é mais difícil.

Mauro Sergio Martins

Aconteceu comigo em Buenos Aires; De forma sutil ou acidental, alguém sujou a minha roupa, avisando sobre o estrago e começou a ajudar a limpar o local (geralmente perto dos bolsos de jaquetas) com um guardanapo ou um lenço. O larápio aproveitou e também limpou os bolsos do meu casaco e da calça.

José Castro
José CastroPermalinkResponder

Comprar o bilhete certo no metrô de Paris não é simples e os espertos se aproveitam do turista desorientado, sem que os funcionários façam qualquer esforço para reprimir ou denunciar. A polícia se satisfaz em multar turistas com bilhete irregular, sem procurar saber quem ou como a vítima foi enganada. Nunca aceite ajuda no metrô, mesmo que alguém apareça com um crachá se dizendo funcionário. Fui multado em 35 euros por andar com bilhete mais barato para crianças e tratado como infrator comum, sem que me fosse perguntado onde ou como sofri o golpe.

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