Antigo pra k7 (minha crônica no Divirta-se do Estadão)

Ricardo Freire
por Ricardo Freire
Perdi meu celular longe daqui, num táxi. Comprei outro. Fui fazer a tal da sincronização de dados com o computador. E então precisei mais uma vez enfrentar a verdade incômoda. Os únicos dados que tenho para sincronizar são números de telefone e endereços de email. Não possuo uma música sequer no computador para passar para o celular.
Tenho vergonha de ser tão jurássico. Logo eu, que praticamente vivo por instrumentos. Minha casa é onde a internet funcionar. Carrego uma memória externa com 500 gigas de fotos para onde eu for. Mas musicalmente estacionei no CD.




Na verdade, suspiro pela dupla LP + fita cassete. Devoto aos vinis e sobretudo às cassetes o amor táctil de que Caetano Veloso fala na canção “Livros” (composta muito antes de pensarem no Kindl ou no iPad).
Gravar fitas era um dos hobbies da minha geração – ou, pelo menos, da minha turma. Nelas a gente criava aquilo que hoje o povo da noite chama de “set list”. A diferença estava no tempo: com 30 ou 45 minutos de cada lado, era preciso concisão e elegância. Você gravava para a posteridade. Uma fita era para sempre – ou pelo menos enquanto desse para ser ouvida.
Não dava para errar. Fita regravada não prestava: os agudos sumiam. Nas mais vagabundas dava para ouvir por baixo o som da música anterior. Então a gente investia. Enterrei uma grana pretíssima (BTNs, ORTNs e cruzados novos) em fitas TDK metal. E ao sair da casa dos meus pais, consegui levar comigo o tape deck Gradiente.
Um belo dia (que nada: um feio dia) toda a minha refinada técnica de soltar o vinil e a tecla pause do tape deck no mesmo micronésimo de segundo tornou-se repentinamente inútil. Entre o advento do CD e a chegada do laptop com queimador de CD-ROM (lembra?) passaram-se anos sem que pessoas comuns pudessem fazer com CDs o que faziam com as cassetes. Perdi um passatempo.
A invenção do mp3 me pegou totalmente desinteressado no assunto. Hoje eu olho para a minha estante de CDs e me dá uma preguiça tecnológica invencível de converter tudo em bytes. Mas algo me diz que não, não vão inventar um iPodzinho que leia a minha estante toda por Bluetooth.
Alguém aí ainda sabe o que é “rewind”?

(sim, é da minha estante)

Perdi meu celular longe daqui, num táxi. Comprei outro. Fui fazer a tal da sincronização de dados com o computador. E então precisei mais uma vez enfrentar a verdade incômoda. Os únicos dados que tenho para sincronizar são números de telefone e endereços de email. Não possuo uma música sequer no computador para passar para o celular.

Tenho vergonha de ser tão jurássico. Logo eu, que praticamente vivo por instrumentos. Minha casa é onde a internet funcionar. Carrego uma memória externa com 500 gigas de fotos para onde eu for. Mas musicalmente estacionei no CD.

Na verdade, suspiro pela dupla LP + fita cassete. Devoto aos vinis e sobretudo às cassetes o amor táctil de que Caetano Veloso fala na canção “Livros” (composta muito antes de pensarem no Kindl ou no iPad).

Gravar fitas era um dos hobbies da minha geração – ou, pelo menos, da minha turma. Nelas a gente criava aquilo que hoje o povo da noite chama de “set list”. A diferença estava no tempo: com 30 ou 45 minutos de cada lado, era preciso concisão e elegância. Você gravava para a posteridade. Uma fita era para sempre – ou pelo menos enquanto desse para ser ouvida.

Era proibido errar. Fita regravada não prestava: os agudos sumiam. Nas mais vagabundas dava para ouvir por baixo o som da música anterior. Então a gente investia. Enterrei uma grana pretíssima (BTNs, ORTNs e cruzados novos) em fitas TDK metal. E ao sair da casa dos meus pais, consegui levar comigo o tape deck Gradiente.

Um belo dia (que nada: um feio dia) toda a minha refinada técnica de soltar o vinil e a tecla pause do tape deck no mesmo micronésimo de segundo tornou-se repentinamente inútil. Entre o advento do CD e a chegada do laptop com queimador de CD-ROM (lembra?) passaram-se anos sem que pessoas comuns pudessem fazer com CDs o que faziam com as cassetes. Perdi um passatempo.

A invenção do mp3 me pegou totalmente desinteressado no assunto. Hoje eu olho para a minha estante de CDs e me dá uma preguiça tecnológica invencível de converter tudo em bytes. Mas algo me diz que não, não vão inventar um iPodzinho que leia a minha estante toda por Bluetooth.

Alguém aí ainda sabe o que é “rewind”?

Leia também:
Mais crônicas no Dirvirta-se

Visite o VnV no Facebook - Viaje na Viagem
Siga o Ricardo Freire no Twitter - @riqfreire


39 comentários

Wellington Soares

A gente sabe que o mundo tá mudando rápido demais quando, com 18 anos, já tem uma porção de coisas para sentir saudades.
Eu lembro das fitas. E também curtia gravá-las e andar por aí com meu walkman me sentindo o maior espertão. E olhar os negativos dos filmes fotográficos! Passava horas olhando contra a luz aqueles borrões, tentando identificar alguma figura.
Caralho. O mundo tá muito rápido mesmo.

JB
JBPermalinkResponder

Riq,

Concordo com tudo o que vc disse, e me pego ás vezes saudosista também.

Existe, contudo, um argumento imbatível para a imediata conversão ao mp3, para aversão dos puristas: a economia de espaço ao aposentar os LPs e fita cassetes (ou mesmo os CDs) é libertador!!!

Silvia Maria
Silvia MariaPermalinkResponder

Não é do meu tempo... ; ) (Mentira: que saudade. Penso igualzinho. Esta semana, olhei para a minha seleção em k-7 também. As músicas que mais gostavam, aquela que ninguém ouvia no lado B, as de dançar... Os discos de vinil, hoje, repousam - tenho poucos, menos de 200, creio - em uma enorme caixa de tevê, daquelas mais resistentes, sob a escada, como 'parede' do cantinho de Raja, minha pet tamanho família. Bem conservados mas...mudos.
Já há o 'tocador' de vinil que passa tudo para MP-3; porém, nada se compara ao que é descrito na crônica. Excelente! Gostei muito de lembrar junto com você e com quem mais venha aqui dar o testemunho). Ótimo dia, Riqfreire!

Beto
BetoPermalinkResponder

Rewind é o subtema da crônica? :cool:

Denise Mustafa

ihh, eu tinha uma gaveta lotada de fita K7. tb estranhei muito qnd chegou o cd. mas hj não vivo mais sem meu Iphone com to-das as minhas músicas!

Katy
KatyPermalinkResponder

Fita k7, filme k7!
As locadoras de filmes cobravam um taxa extra a quem devolvesse o filme sem "rebobinar" a fita. rsrs

Marcie
MarciePermalinkResponder

Já que é pra confessar: eu ainda tenho um monte de vinis. Já as fitas, acho que ficaram em alguma mudança...!

Mari Campos
Mari CamposPermalinkResponder

Sabe que há pouco tempo cometi o sacrilégio de jogar todos meus K7s fora? Já estavam velhissimos e eu não ouvia há mais de uma década, no mínimo - aliás, nem teria onde ouvir, a bem da verdade. Não sou viciada em música, não. Minha casa também é onde há internet e também carrego um dos HDs externos que tenho sempre comigo com fotos. Mas aprendi a levar meu iPod junto comigo por aí, com algumas (poucas) músicas - até porque, com a versão touch, ouvir música é apenas uma das mil coisas que se pode fazer wink

Ila Fox
Ila FoxPermalinkResponder

Ahh Ric, também morro de preguiça de Cds, tanto que já vendi todos para algum sebo (na época ainda tive o apego de converter alguns em mp3).

Mas vou te dizer que hoje nem os mp3 tenho paciência de escutar, fico só na base das radios on line mesmo. wink

Aliás, deve ter gente que não sabe nem o que é uma FITA! hehe

No ano passado fiz um post sobre a saga das fitas cassetes, quem quiser ler -
http://www.ilafox.com/2010/11/saga-das-fitas-cassetes.html

Gustavo - Viajar e Pensar

O pior mesmo era gravar uma música da Rádio e bem na hora do refrão entrava uma vinheta. Era todo o trabalho pro espaço, fora os minutos de estar esperando a música ir para o ar ser perdido.
Nóis era feliz e não sabia.
smile

Dionísio
DionísioPermalinkResponder

Gravar fita da rádio era um hobby muito legal. Tinha uma rádio aqui em Porto Alegre que dizia antes qual seria a lista de músicas executadas a seguir, o que permitia que a gurizada se preparasse para gravar. Mas, realmente, quando a vinheta da rádio entrava em cima era uma decepção total.

E sou do tempo também em que se instalava um programa no computador com fita K7 via gravador. A cada 10 tentativas, 9 davam errado...

Quem gosta dessas coisas anos 80 pode dar uma olhada neste site, muito bacana: http://www.boysdontcry.com.br/

Ana Claudia
Ana ClaudiaPermalinkResponder

Isso mesmo...

Edson Maiero
Edson MaieroPermalinkResponder

Nossa, este texto é uma verdadeira viagem no tempo. Não vou mentir que sinto saudades de gravar fitas K7, afinal sempre fui um desastre neste processo, mas que eram bons tempos, isto é verdade, especialmente usar um lapis ou caneta para rebobinar a fita.

Abraço,

Edson Maiero

Philipp
PhilippPermalinkResponder

Excelente. O mesmo se aplica a livros, minha esposa ainda nao consegue ler num iPad ou Kindle, como nos ultimos 6 anos morei em 3 paises distintos e em 4 cidades, sei o quao dificil (e caro) e' mudar e quanto uma biblioteca pessoal "pesa" neste processo, assim gosto da ideia de ter varios livros em um dispositivo relativamente pequeno e com possibilidade de "cloud comptuting".

Estou digitalizando uma colecao enorme que tenho de CDs classicos, e com o iTunes nao da tanto trabalho, mas perde-se um bom tempo. Minha colecao de LPs (que esta no Brasil) e' que me da uma agonia, hoje em dia nem a agulha adequada eu consigo mais comprar.

Mariana Laudeauser

Rewind = Rebobinar!! hahahahahahaha

Ana Claudia
Ana ClaudiaPermalinkResponder

Riq, tambem sou jurassica, amava a dupla LP + fitak7 e passava horas esperando minha musica preferida tocar na FM para gravar. E quando eu gostava muito de determinada musica, gravava 2 vezes, assim nao tinha que rewind!!!

Luciana Ferreira

Luciana Ferreira

<< Rew.. No tempo dessas coisas, a gente usava máquina de escrever, que não sumiria com o texto que tava aqui!

Luciana Ferreira

O que eu tinha escrito é que também gravei de rádio, fiquei craque em não deixar espaço entre músicas, ainda tenho um bocado de vinil, uma agulha que conservo como jóia da coroa e pilhas de cd. Mas adoro essa maravilha que é deixar todas as músicas numa caixinha que cabe no bolso e telefona e tira foto e .... Prá caminhar, malhar e dirigir, nada melhor. Não vejo a hora disso tudo ficar num brinco, num piercing FF>>

Pedro Progresso

Adorei o texto. É o terceiro que leio ESSA SEMANA falando sobre a essa não adaptação a esse futuro digital. Formamos um grupo, acho.

ps: nossa pilhagem tem semelhanças - as Bethânias ao fundo, Henri, Luciana Souza, Suzano, "Cantar" da Gal, um Maricotinha no canto...

Maria Helena
Maria HelenaPermalinkResponder

Nunca tive paciência p/ gravar as fitas mix, mas ganhei várias de presente. Outro dia fui procurar uma coisa e, sem querer, minha mão derrubou duas cujas caixas se espatifaram no chão! Pensei: desapego, não é? Não tenho nem onde tocá-las então foi tudo p/ o lixo...Agora, como a pregui de colocar os cds preferidos no computador é grande, acabo ouvindo rádio on-line. Adorei a crônica por me fazer viajar até a época em q ficava esperando os presentes dos amigos na forma de k7. Valeu, Ricardo.

Helena Wester
Helena WesterPermalinkResponder

Memória afetiva era comprar um vinil e escutar na vitrola, com a capa e as letras das músicas na mão o tempo todo. Todas às vezes que ouvia um disco era obrigatório ficar com capa e o encarte com às letras grandes. Hoje, quem pega o encarte do CD com aquelas letras minúsculas? Dá uma preguiça.... Concordam?

Gabi Righetto
Gabi RighettoPermalinkResponder

Nao tenho ipod, nem mp3, nem musica no celular... Ainda escuto CDs, me sinto um ET.... e tb tenho saudades das K7!!!! Ups, caiu o RG por aqui, rsrsrs.

Sandrissima
SandrissimaPermalinkResponder

Legal era a preparação da festa de sábado à noite e a briga com Zoca (amigo-irmão que me apelidou com o íssima, infelizmente falecido numa... festa!) para a sequencia das músicas ou o tema central da festa. Não, não era "balada" era festa! A gente ia para a festa "de fulano". O som Marantz e as fitas numeradas para serem tocadas na ordem... Fomos muuuito felizes e os vizinhos no bairro da Graça, mais ou menos...

Lucia Malla
Lucia MallaPermalinkResponder

Num período de inverno rigoroso na Coréia, aproveitei os meses de frio exagerado para passar todos os meus cds antigos para mp3. Hj, toda minha coleção está digitalizada, organizada por gênero musical/ artista, e carrego comigo onde vou. Até as fitas, eu dei um jeito de digitalizar (não ficaram tão boas, mas enfim, fiz o q deu). Adoro, é bem mais prático carregar só um drive e fazer backup de todas suas saudades musicais.

Pat Véras
Pat VérasPermalinkResponder

Riq, vivo à procura de alguém para "ripar" meus cds. Já deve ter esse serviço disponível por ai, não é possível!!!! Continuo procurando, se achar te conto.

E ter vinil agora é chiq, vintage, então não joga fora os seus não wink Compra uma vitrola mudernosa que se liga via usb ao tocador de mp3.

Pros k7s é que acho que não tem remédio mesmo...

[]´s

Fernando Piracicaba

Não posso deixar de ser saudosista, mas já imaginou a loucura que seria vc rewind seu MP3???

Carol França
Carol FrançaPermalinkResponder

Adore! mas "set list" ainda é moderno, eu fazia fitas "coletânia" mesmo! haha. E algumas tinha esperar tocar no rádio pra apertar o "rec" no tempo errado e ainda gravar a voz do locutor no meio da música. delícia!

Laila Guilherme dos Santos

adorei sua crônica (em geral eu as amo), principalmente pq eu também fazia as minhas fitas, selecionando as faixas de que mais gostava de discos meus e emprestados. Tenho muitas até hoje, e bem audíveis. Também não aderi ao MP3 (aliás, nem ao Twitter, por isso escrevo por aqui) e ouço muito meus CDs e uns poucos LPs que me restaram. Você certamente vai gostar da peça da Companhia Sutil, "Trilhas Sonoras de Amor Perdidas", em cartaz no Sesc Belenzinho até dia 31. Fala exatamente dessas fitas montadas por/para variações de humor e das histórias por trás de cada uma delas.

Até poucos meses atrás (quando enfim encontrei um gravador de DVD que também grava em HD) eu usava fitas de videocassete pra registrar filmes/programas da TV e assisti-los naqueles momentos em que não se tem nada pra ver. Resultado: tenho ainda fitas com muitos filmes para ver e, claro, arquivos em HD. Pra MUITOS momentos de lazer!

Naila Soares
Naila SoaresPermalinkResponder

Só tem quarentão por aqui...a começar por mim! rs

Naila Soares
Naila SoaresPermalinkResponder

Ah, o trocadilho do título tá muito bom. Um trocadalho do carilho...copmo se dizia!

Alexandre Giesbrecht

Apesar de eu estar ligeiramente mais próximo dos 40 do que dos 30, uns 95% da minha coleção de CDs já foi parar no computador, em forma de MP3. Inclusive, agora há pouco eu ripei o CD do Chickenfoot que estava em cima da minha escrivaninha há tempos. Mas, ao contrário do que se pode imaginar, eu não me livrei da coleção de CDs, que continua aqui ao meu lado, em prateleiras especiais para CDs. Devo ter uns trezentos. Como só fui me interessar mais por música quando eu já estava na faculdade, eu pouco aproveitei a época dos LPs, embora eu tivesse alguns poucos. Guardei um ou outro, mas sabendo que dificilmente eles seriam colocados em uma vitrola novamente.

Com os cassetes eu tive uma relação um pouco mais sólida. Eu até tinha algumas fitas antes de começar a dirigir, mas dificilmente as escutava. A única exceção foi no intercâmbio que fiz do segundo para o terceiro colegial, quando quase gastei as fitas que levei. Com um toca-fitas no carro, passei a escutar muito mais, mas não durou tanto assim, pois um ano depois de eu começar a dirigir comprei um toca-CDs para o carro. Mais tarde, voltei a dirigir um que tinha toca-fitas, então elas voltaram à minha parada, mas foram aposentadas quando comprei um daquele aparelhos que se podia ligar no discman e acoplar ao toca-fitas.

As fitas que eu gravava para o carro eram cuidadosamente gravadas para haver o mínimo de desperdício em cada lado. "Ripar" as músicas a partir de CDs ajudava, pois eles quase sempre tinham a duração da música facilmente encontrável. Quando comprei um gravador de CDs, ainda fiz uns, digamos, artesanais para ouvir no carro. Também havia que se preocupar com a duração das músicas, mas não duas vezes, como no caso do CD.

O passo seguinte foi um toca-CDs que lia CDs com MP3. O curioso é que, mesmo com espaço para cerca de 150 músicas, sempre faltava alguma. O rádio atual — rádio?! Eu quase não escutou mais rádio, a não ser jogo de futebol quando estou em trânsito — é um com entrada USB, para a qual comprei um memory key bem pequenininho no eBay. Não há mais preocupações com duração, e os 4 GB dele são suficientes para todas as músicas que para mim têm nota 5 para cima. Mesmo assim, coloquei só as que estão marcadas com cinco estrelas no iTunes.

O mais legal de tudo? O Willi já sabe cantar diversas músicas junto comigo, especialmente as do AC/DC (mas sabe também The Cure, Muse, Pearl Jam e até Green Jellÿ). Como são razoavelmente poucas as que ele sempre pede para ouvir, eu estaria muito bem hoje com um toca-fitas e uma única fita cassete. Só seria um problema quando ele quisesse escutar uma música específica ou repetir uma música.

Kristen
KristenPermalinkResponder

Contrata um personal nerd p/ ripar os CDs p/ vc, existe por aí a figura do "personal i-poder" que supostamente deixa o seu i-pod nos trinques. A maravilha que é pensar numa música antiga e querida e poder acessá-la direto do seu i-phone a qualquer momento... pra quem gosta muito de música isso nem se compara com os antigos vinis e k7's. Eu ripei todos os meus cds assim que comprei meu primeiro i-pod há mais de seis anos, deu trabalho mas eu fiz por etapas, cada dia ripava uns 10. Hj eles estão entulhando alguma prateleira do meu armário, mas ainda não tive coragem de dar/vender/jogar fora.

Léa Penteado
Léa PenteadoPermalinkResponder

querido

já imaginou se pudéssemos fazer rewind na vida ??
compartilho com vc da preguiça que tenho com tantos cds...
beijos saudades

Milton Lucio
Milton LucioPermalinkResponder

Se lembram quando a reservas das passagens nas agencias de viagem era feita via .... TELEX ?

CarlaZ
CarlaZPermalinkResponder

Apesar de não ser muito saudosista, lembro tanto de gravar fitas K7. Esperar hora do tal programa de radio e ficar com raiva das vinhetas! Fazer seleção de musicas pro walkman...
Mas depois chegou CD, que tive pouquíssimos e mp3 que nunca nunca baixei uma música!
No meu iPhone não tem musicas, acho que por isso só entrei 2 vezes no iTunes.
Acabei descobrindo, não ligo pra música...

Cristina
CristinaPermalinkResponder

Eu adoro ouvir as músicas que o destino me traz no rádio, ou nos CDs que meu amigo Marcelo que é DJ me dá. Mas eu ainda tenho as fitas k7 na casa da minha mãe, Riq. Ouvi outro dia (sim, lá tem tocador de k7 ainda), o som não é o mesmo, mas o valor sentimental...

Celina
CelinaPermalinkResponder

Era um programa da minha turma, se reunir e gravar fitas, para ouvir no carro, quando íamos para as discotecas. Pronto, entreguei a antiguidade! meus 2 celulares também, tem muito pouca música. Ainda bem que tem rádio! hehehe!

Leticia
LeticiaPermalinkResponder

Recebi esta crônica de uma pessoa que sabe como eu gostava de gravar fita K-7.
Sei como você se sente. Eu geralmente achava mais tempo e paciência, por incrível que pareça, já que computadores vieram para tornar tudo mais fácil, de gravar um K-7 do que pegar um cd para converter em mp3. O desafio era bem maior e eu criava capas para as caixinhas, colocava o nome das músicas....
Eu tenho muitas músicas no meu celular mas não porque eu baixei, mas porque baixaram pra mim. Ainda tenho muitos cds com músicas que eu gravaria numa fita porém que não tive coragem de jogar para o computador.

Atenção: Os comentários são moderados. Relatos e opiniões serão publicados. Perguntas serão selecionadas para publicação e resposta. Entenda os critérios clicando aqui.
Bóia offline! Vamos continuar aprovando comentários, mas a Bóia só volta a responder perguntas que forem feitas depois de 10 de abril de 2017. Obrigado pela compreensão.
Cancelar