Vai por mim: montar bases é mais eficiente do que pinga-pinga

Ricardo Freire
por Ricardo Freire

Foliage na Provence

Roteiro de viagem: montar bases x pinga-pinga

Ao montar um itinerário de viagem, nosso primeiro reflexo é pegar a seqüência de cidades e programar um pernoite em cada uma. A idéia é chegar, visitar, pernoitar, sair no dia seguinte, viajar, chegar, visitar, pernoitar, e assim por diante.

Sem saber, estamos emulando o esqueminha das excursões de ônibus. Eu não gosto nadinha de excursões de ônibus, mas preciso admitir que nisso elas são insuperáveis: o timing é todo azeitado. O motorista e o guia sabem exatamente a que hora precisam partir, onde vão parar, onde fica o hotel, em que lado do palácio fica o portão, qual restaurante vai estar aberto às 21h30.

Já quando tentamos fazer roteiros parecidos para viajar de carro, sem nunca ter passado antes pelo lugar, tudo tudo tudo leva invariavelmente mais tempo do que imaginamos. É natural. Os tempos de deslocamento que simulamos são líquidos. Não estão previstas distrações, paradas, engarrafamentos, bobeiras, obras, desentendimentos com o GPS, curiosidades que aparecem pelo caminho, dificuldade de estacionamento, fila no check-out ou no check-in.

O deslocamento acaba tomando cada vez mais tempo proporcional do nosso dia, e vai ficando menos agradável -- porque existe o compromisso de chegar no próximo destino ainda naquele dia (e às vezes ainda tendo que conseguir achar um restaurante aberto, já que talvez não tenha dado tempo de comer direito durante o dia).

O abre-mala/fecha-mala vai ficando cada vez mais chato, e a gente sai de cada cidade em que dormiu sem ter conseguido aprender a se orientar.

Como alternativa a isso, eu proponho -- e pratico grin -- o sistema de bases.

Sistema de bases: como funciona

Sempre que possível, programo três noites (ou pelo menos duas) num mesmo lugar. De uma tacada só, reduzo o abre-mala/fecha-mala, e o tempo perdido em achar o hotel, fazer check-in e depois check-out todos os dias. De bônus, ganho uma certa intimidade com uma cidade que vai me acolher todos os dias depois de passear por aí. Na terceira noite, vou me sentir quase como voltando para casa.

Nos três dias (ou dois, ou quatro, ou quantos forem) em que fico baseado por ali, programo passeios, primeiro dentro da cidade, depois às redondezas. Quando dá, tento fazer esses passeios às redondezas de um modo circular, indo por um caminho e voltando por outro (claro que nem sempre será possível).

Para mim, a maior vantagem do sistema de bases é que ele permite uma readequação de ambições e expectativas. Porque no papel tudo é perto, tudo é fácil, tudo é igualmente importante. Na vida real a gente logo percebe que não é assim. Que vale  mais a pena ver menos com calma do que ver mais com pressa. Que ir atrás de algo que a gente não sabia que existia na maioria das vezes é mais divertido do que cumprir exatamente o roteiro original.

Outra sintonia fina que o esquema de bases proporciona é o da seleção de passeios conforme a meteorologia se apresenta -- ou de acordo com imprevistos (um evento do qual você não tinha informação, um feriado local). Quem está no itinerário linear não pode se dar a esse luxo.

Experimente implementar bases na sua próxima viagem. Mesmo que você ainda não tenha percebido os defeitos do itinerário linear, aposto que você vai curtir a diferença mrgreen

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284 comentários

Mari Campos
Mari CamposPermalinkResponder

Também sou super favorável ao sistema de bases. Primeiro, porque a coisa mais chata de uma viagem pra mim são malas (fazer, desfazer, abrir, fechar, transportar de lá pra cá etc). E, segundo, porque a sensação de voltar no final do dia pra um lugar já conhecido a partir do segundo dia é muito, muito gostosa wink

Flavia (@ladyrasta)

Meu pai sempre fez isso em viagens de carro, e sempre deu certo. É mais tranquilo mesmo.

Alessandro Salvador

Fiz isso na Bélgica, tendo como base antuérpia e pude visitar Brugges, Ghent, Bruxelas e a própria Antuérpia sem me preocupar com malas, e o melhor, sem ter que alugar um carrão que coubessem as malas. Pro outro país fui de trem, e fiz o mesmo: Aluguei um carro para conhecer as cidades vizinhas. As bases sempre funcionaram e acredito também, serem a melhor escolha, principalmente quando aquele seu passeio ao ar livre programado numa viagem linear cai num dia que chove. Aí a gente vê como montar uma base nos faz bem.
Abraçoooo

Margareth
MargarethPermalinkResponder

Assino embaixo! Mesmo sem carro, passeando de trem ou ônibus, ainda é uma boa estratégia.

Claudia Pimenta

adoro o sistema de bases! já fiz na itália e na frança... e sempre repito em portugal! é impressionante a diferença - aproveitamos mt mais cada destino... e fazemos/carregamos menos malas!!! ótimo post, riq, como sempre! smile

Agostinho Couto

Ric, este post é muito útil. Eu mesmo fiz recentemente uma viagem a Portugal e Espanha e utilizei esse método de deslocamento, permanecendo várias noites, por exemplo, no Porto, conhecendo as cidades ao redor. A tranquilidade é muito maior.

Renata R.
Renata R.PermalinkResponder

Somos 100% adeptos ao sistema de bases. Ainda mais com criancas a tiracolo!

ana
anaPermalinkResponder

Muito bom o post! Sou totalmente a favor de bases. Mas deixo uma sujestão: Um perguntódromo sobre boas bases para se conhecer determinada região. Como por exemplo, uma ou mais boas bases para se conhecer a Provence, bases para se conhecer a Toscana, a Rota Romantica na Alemanha, a Normandia, o Vale do Loir e por aí vai...
Abraços!

Cristina
CristinaPermalinkResponder

Depois dos 30, diria que montar bases é fundamental. Até na Provence - se eu tivesse ficado só em Aix, não teria adorado ficar em Avignon. wink

Oscar | MauOscar.com

Ainda acho que depende um pouco do destino e do tipo da viagem... 
Mas por exemplo em nossa ultima viagem não fixamos base em nenhum lugar e foi perfeito..se tivesse 30 dias de ferias ate gostaria de ficar mais tempo só curtindo um ou outro lugar pelo caminho por mais tempo.. 
Quando planejei esta viagem coloquei como meta fazer um roteiro "circular" no qual rodaríamos no máximo no máximo 200-250 Km por dia.. E foi perfeito
Quando estivemos em Yellowstone também ficamos em hotéis diferentes em áreas diferentes do parque e não faria diferente de forma alguma.. 
Acho que em viagens que tem como objetivo ver natureza e paisagens o esquema de bases não é muito legal pois não queremos repetir a mesma paisagem varias vezes.. Quando o foco é cidades e as distancias entre elas nao sao tao grandes especialmente na Europa acho que o esquema de bases funciona perfeitamente.. 
Uma coisa importante de se ter em mente quando estamos na fase de planejamento é evitar o overplanning.. E é muito fácil isso acontecer..
Na minha opinião viagens com bases fixas são viagens para viajantes
mais experimentados e quem já conhecem a região e tem mais tempo e saem o que querem rever e curtir.  Coisa que para quem tem poucos dias de ferias as vezes e impossível de realizar.. Em outras palavras viagens com bases fixas na minha opinião são as viagens ideais mas com a falta de tempo para o lazer que o mundo atual nos impõe são difíceis de acontecer. 

Andre L.
Andre L.PermalinkResponder

Oscar, acho que isso depende também do tempo que a pessoa tem de férias. Se alguém tem 30 dias em sequência de férias, fica mais fácil rearranjar roteiros. Idem para baixa temporada, onde é mais fácil reservar e cancelar sem muitas delongas com uma app no smartphone.

Eu gosto muito de viagens remotas para observar paisagens abertas. Em geral, o que faço é programar um dia de deslocamento com paradas seguido de um dia "circular" com pouco tempo na estrada. Assim, vou alternando de 2 em duas noites. Já viajei assim pela Alemanha, Itália e EUA.

karine
karinePermalinkResponder

Concordo que depende da viagem e do tempo, claro. Na Europa é mais fácil fazer bases porque as cidades são mais perto, mas em outros lugares o pinga pinga funciona melhor.
Na ilha sul da Nova Zelandia só dormimos duas noites em Queenstown, o resto foi no pinga pinga e foi muito bom, a vista nas estradas são espetaculares, e no meio do caminho sempre tem uma parada para fazer uma trilha.
O problema da mala é fácil resolver: é só ter uma mochila para três dias separada, nem precisa abrir a mala, aliás pode até deixar a mala no carro (se for seguro). Troca o conteúdo numa parada com mais tempo. Na Costa Rica deixei a mala na casa de uma amiga e fui de carro para outros lugares, 4 dias, só com uma mochila pequena.

Sylvia
SylviaPermalinkResponder

Mala no carro é ótimo ! Fazemos isso em viagens de carro pelo cone sul .Tira o que precisa ,coloca numa sacola pequena e o check in-out fica facinho .
Um lugar em que o pinga pinga funciona bem é na India : basta alugar um carro que o motorista vem de brinde , e não é preciso pensar em nada ,basta ter paciencia para precorrer 200km em 4 horas .

Ricardo Freire

Oscar, na questão do overplanning eu acho exatamente o oposto. Ao montar bases consegue-se ver na prática que o excesso de planejamento não vai dar certo, e pode-se readequar os programas sem prejuízo.

Já na viagem linear, o overplanning acaba fazendo com que se fique o tempo todo na estrada, sem chance de mudar os planos.

Este post foi feito basicamente para a Bóia poder oferecer uma resposta a perguntas como esta:

https://www.viajenaviagem.com/europa/roma-ricardo-freire/comment-page-8/#comment-169928

Claudio
ClaudioPermalinkResponder

Como sempre mais uma discussão interessante que ajuda nos planejamentos. Só discordo um pouco quando diz que para o tipo de viagem "pinga-pinga' as excursões são imbatíves...

Acho que só o fato de você poder mudar de idéia e , num roteiro onde iria ficar menos tempo numa cidade e mais na outra , você poder mudar os planos e resolver o contrário ,por achar imperdível ficar uma noite a mais naquela cidade que você adorou, já é uma vantagem grande.

Mas é óbvio que em algumas situações a excursão acaba levando vantagem.

Outras questão das "bases" é que , apesar de bem interessante , é preciso ser usada com cuidado e bastante estudo dos pontos de interesse , e considerando a distâncias a serem percorridas , pois é decepcionante você programar sua ida num bate volta a uma determinada cidade, à partir de uma base e descobrir que a cidade visitada , e não a base, era o melhor lugar do roteiro e onde você deveria passar a noite num jantar em lugar com visual maravilhoso. E aí pensar que não dá tempo de você voltar à base
para buscar as coisas e retornar novamente para este lugar que achou fantástico.

É também preciso , evitar que a idéia da "base" leve à tentação de fazer uma programação lotada de "bate volta" ,onde se chega nos destinos apena para tirar fotos e voltar. Este é o pior dos mundos, e por isso o melhor mesmo ao meu ver, é prosseguir viagem, mas com um mínimo de tempo para curtir cada lugar .

Enfim...discussão super-válida.

Um abraço,
Cláudio.

Reinaldo Junior

Estou programando uma viagem a Europa em Julho do ano que vem, na qual pretendo fazer Roma, Florença, Paris, Londres.

A idéia de ficar em Florença é fazer dela uma base pra conhecer a Toscana.. Pisa, Assis.. Enfim.
Alguém saberia me dizer se é uma boa escolha? Ando pesquisando, mas roteiros na Toscana não tenho visto muitos...

No total pretendo ficar 22 a 23 dias.. Acredito ser um bom tempo

Um abraço e obrigado a qualquer ajuda!

A Bóia
A BóiaPermalinkResponder

Olá, Reinaldo! Na volta da atual viagem à Europa o Ricardo Freire vai publicar posts de itinerários na Toscana, onde ele acabou de passar.

Florença é uma ótima base para fazer a FlorençaToscana de trem. Não é uma boa base para fazer a Florença de carro, porque entrar e sair todo dia da cidade é chato e arranjar estacionamento é caro.

Leia sobre quantos dias em cada cidade neste post:
https://www.viajenaviagem.com/2010/07/europa-quantos-dias-em-cada-lugar/

Andre L.
Andre L.PermalinkResponder

Boia, acho que vc repetiu Firenze onde se lê Toscana.

Carlos Henrique Loyo

Olá Bóia. Este fim de ano vamos passar na Toscana e, uma das bases que montamos será justamente Florença. Mas para evitar esses problemas com o carro que alugamos e você bem mencionou, reservei um hotel (Hilton Florence Metropole) que não se encontra no "centrão" de Florença, o que facilita a chegada e saída para outras cidades, tem estacionamento privado no próprio hotel, e ainda disponibiliza um shuttle para o centro histórico de Florença que nos desobriga a ir de carro quando quisermos conhecer a cidade. Se cumpre o que promete, só posso lhe dizer quando chegar, mas que parece ser uma mão na roda, isso parece!

Andre L.
Andre L.PermalinkResponder

Carlos, essa é uma boa opção: hotel nos arredores da cidade, com serviço fácil para chegar ao centro (seja um shuttle, seja uma linha de tram, seja um metrô).

OFS
OFSPermalinkResponder

É uma boa desde que você não fique no centro da cidade, caso vá usar carro. Do contrário, poderá ter desagradáveis surpresas quanto a multas por circulação proibida, em face da terrível sinalização de em quais ruas são possíveis circula dentro de Florença.

Para ir de trem/ônibus é uma boa, altamente recomendável.

Philipp
PhilippPermalinkResponder

Pq vc nao faz algumas bases?

Por exemplo:
Perugia: Perugia e Assisi (que na verdade estao na Umbria)
Firenze: Firenze, Arezzo, Sienna, San Gimignano, e outros
Lucca: Lucca, Pisa, Carrara (na parte noroeste da Toscana)

Claro que ha outras cidades e vilas que podem entrar nos planos, mas como na Toscana (e na Italia) praticamente tudo é incrivelmente bonito e cheio de historia, eu recomendaria algumas bases e nao somente uma. Assisi é relativamente distante de Firenze por exemplo, Lucca é uma cidade que vale muito a pena (eu ainda nao fui mas minha esposa "morou" por um mes na regiao.

Normalmente é o que faço quando possível, monto bases, nao apenas 1 base. O tempo em cada lugar depende de interesses pessoais, época do ano, etc.

Philipp
PhilippPermalinkResponder

Reinaldo

Eu montaria algumas bases e nao somente uma, por exemplo:

Perugia: Perugia, Assisi, etc (que na verdade estao na Umbria)
Firenze: Firenze, Siena, Arezzo, San Gimignano, etc.
Lucca: Lucca, Pisa, Carrara, etc

Para os que gostam de vinhos Sienna pode ser tambem uma boa base para explorar Montalcino, Montepulciano, e regiao.

Claro que as cidades/vilas dependem de interesse pessoal, bem como a quantidade de dias/noites.

Reinaldo Junior

Olá Philipp!

Obrigado pela ajuda e as dicas mencionadas. Hoje mesmo estive em uma agência de viagens para me informar um pouco mais sobre a viabilidade de transportes na região da Toscana.
Tenho pouco tempo pra ficar lá, aproximadamente 6 ou 7 noites no máximo, por isso tenho a intenção de evitar ficar mudando de cidades e hotéis.
Você acha que em 6 dias, fazer 6 cidades diferentes escolhidas a dedo, indo pela manhã e voltando a noite, é inviável?

Meu interesse é conhecer Florença em si, Perugia, Pisa, Siena, Firenze...
De fato, Itália precisa de pelo menos um mês só nela... é muita coisa pra se ver!

Um abraço e obrigado!

Andre L.
Andre L.PermalinkResponder

Reinaldo, eu acho que se vc tem só 7 noites, deve aproveitar sua semana ao invés de querer abraçar tudo como vc mesmo reconheceu.

Se por "viável" vc entende possível em termos de tempo, sim. Se fosse uma viagem a trabalho, seria plenamente possível - acordar muito cedo, pegar a estrada, ficar o dia todo fora, correr, voltar.

Mas não faça isso, não, pois vc acaba não aproveitando o que são férias e nào conhece nada. Se você tem 6 dias inteiros, isto é, dias em que vai acordar e dormir na Itália, eu me dividiria entre 2 bases, uma próxima a Siena, outra perto de Perugia, ficando 3 noites em cada.

Reinaldo Junior

Philipp e André,
Obrigado pelas respostas.
Nunca fiz uma viagem a Europa, somente conheço os EUA, Chile, Argentina...além do nosso país.

Estou estudando alguns roteiros... mas a minha grande dúvida é: Tenho aproximadamente 20 a 25 dias para fazer todos os lugares que desejo, sendo eles, Roma, Paris, Londres e Toscana.
Já considerei pegar um pacote, mas não queria ficar dentro de ônibus a viagem toda... embora, por outro lado, a viagem seja melhor aproveitada e mais bem estruturada.
Sei falar bem inglês, mas Italiano ou Francês...nem de longe.

Uma pergunta pessoal, a primeira viagem de vocês à Europa foi com pacote ou na cara e na coragem?

Obrigado e um abraço!

Philipp
PhilippPermalinkResponder

Cara e coragem. Eu somente vou de pacote em situacoes onde acredito que transporte, seguranca, e lingua realmente sejam uma grande barreira, fiz pacotes no Marrocos e Egito por exemplo.

Como minha esposa e eu gostamos de museus, pacotes nao funcionam pois geralmente apenas passam por museus, como exemplo, na primeira vez em Paris, ficamos um dia inteiro no Louvre (cerca de 10 horas) e nao vimos tudo que queriamos. Alem disso, gostamos de ter liberdado de num dia chuvoso ir nos museus e nos dias de sol em atividades "outdoor", poder ficar um tempo mais em uma praca, desviar o caminho para um vilarejo, ou até mesmo desistir de algo pré-planejado.

Como exemplo, na primera vez que estivemos em Paris, queriamos ir ao Vale do Loire. No dia que podiamos o tempo estaria ruim lá, mas ótimo em Brugge, mudamos nosso roteiro e fomos passar um dia na deslumbrante Brugge. Numa segunda visita fomos ao Loire, e fizemos de forma melhor, ao invés de somente um dia ficamos 3 noites e vimos muito mais coisas.

Novamente, tudo depende de interesses, disponibilidade, etc. Seu plano é bem extenso (e intenso) mas acredito se possível, mas tenha em mente que certamente vc vai ficar com a sensacao de querer voltar para ver algo melhor, isto é meio que inevitavel.

Reinaldo Junior

Pois é... é intenso, essa é a Palavra. Veja só... tenho 21 anos e meu pai 65.
Sempre viajamos juntos, mas eu corro atrás de tudo.
Provavelmente vou pegar um pacote que entre por Roma e Saia por Paris, assim posso chegar antes do início e ir embora após o final da parte terrestre contratada.
Um MIX de pacote com viagem cara e coragem. Espero que dê certo. heehhehe...

Obrigado pela atenção e um abraço!

Philipp
PhilippPermalinkResponder

Concordo com o André

Com 7 noites, talvez eu dividiria assim (sem ordem especifica):
1 noite em Perugia, para "conhecer" Perugia e Assisi
2 noites em Sienna, para conhecer Sienna e Sam Gimignano (pesquise esta vila, vale muito a pena). Talvez formir em San Gimignano seria inclusive mais autentico e melhor posicionado, mas depende de transporte, planos, interesses, etc.
4 noites em Firenze para visitar Firenze, Lucca e Pisa. Uma pesquisa rapida no Google maps, mostra que Lucca esta a 2 horas de trem de Firenze, Pisa a 1 hora de trem de Lucca e de Pisa a 1:40 de Firenze, daria para "tickar" Pisa e Lucca em 1 dia. Nao recomendo ficar o dia todo em Pisa. Como vc vai no verao os dias sao bem longos, daria para sair bem cedo e voltar umas 9 horas quando esta comecando a escurecer.

Julie
JuliePermalinkResponder

Eu fiquei no centro histórico de Florença e aluguei um carro para conhecer a Toscana. Não tivemos maiores problemas em relação a estacionamentos pois o dono do apartamento que alugamos nos deu dicas preciosas, e uma delas era um estacionamento pertinho do apartamanento que não era tão caro assim... Dirigir lá pode parecer meio doido no primeiro dia, mas você acaba acostumando, e eu acho que as estradas da Toscana são tão lindas que merecem um passeio de carro...

Carmen
CarmenPermalinkResponder

Gosto de ficar em um lugar por 2 0 3 dias para poder conhecer melhor a região e desfrutar as acomodações. Eu sempre tento ficar em algum lugar com um certo tipo de charme (pelo própio alojamento, pelas "vistas", na vizinhança, etc). Issa opção sempre é mais confortável...

Amelia
AmeliaPermalinkResponder

Em PAris como alugamos um apartamento e dava para ficar 10 dias pudemos fazer bate e volta super bem, mas no Sul Italia com tempo mais curto, 6 dias, saimos com as malas pelas estradinhas dormindo nas cidades maiores (Napoles, Benevento, Roma).Foram 2 experiências legais.

Nick
NickPermalinkResponder

Concordo plenamento com o sistema de bases. Nas minhas viagens nunca fico menos que 3 noites em uma cidade.

Carla
CarlaPermalinkResponder

Queria reforçar a sugestão da Ana: que tal um perguntódromo com uma discussão sobre o melhor esquema de bases para cada região? É claro que, no link sobre quantos dias ficar em cada cidade da Europa, já dá para deduzir um pouco que bases seriam as mais adequadas. Mas acho que lá os transportes, que são fundamentais para montar as bases, ficam em aberto, para cada um pesquisar. Pode-se ainda diversificar, pensando qual a melhor base dependendo do tranporte que você pretende usar. Um exemplo: eu tenho receio de dirigir sozinha fora da minha cidade (Rio), prefiro ônibus!! Pode ser maluquice, mas... Neste caso, qual seria a melhor base na Toscana? Sugiro, só para começar as discussões, a própria Toscana e a Andaluzia. Grande abraço.

Stefano
StefanoPermalinkResponder

Curti, Carla!

Isso meio que já existe: o "Daqui Pra Onde", só que nem todas as cidades tem páginas próprias, o Riq é um só ehehehhe Seria muito legal mesmo!

Nesta viagem que farei agora, terei umas 6/7 bases, para 34 dias de viagem! Muitas vezes, lendo aqui sobre esse esquema, descubro cidades que eu nem imaginaria serem tão simpáticas e acessíveis!

Me lembro que, para a Toscana, Firenze é boa como base pois é bem servida de trens. Para andar de carro, algo mais contral como Siena. Li aqui no blog ou no 100 dicas, do Riq.

Ricardo Freire

Pessoal, um dos objetivos desta viagem é abrir uma seção de Itinerários. Vai rolar assim que eu voltar.

Stefano
StefanoPermalinkResponder

=D

Já to vendo o futuro: um app da Bóia!

Vc coloca quantos dias, que região, que interesses (vinhos, paisagens, praias, vida noturna) e o app sugere o traçado, o meio, os dias em cada lugar =p

Se o povo entender que é uma "sugestão" e sujeito às variações de gosto de cada um, ia ser interessante..

Ok, viajei demais na viagem aqui.

Melhor voltar aos estudos =p

Silvânia
SilvâniaPermalinkResponder

Em 2009 utilizei o esquema de base ( Florença ). Foram 04 dias, seguindo a sugestão do Rique. Foi perfeito, saíamos de trem pela manhã ( Pisa / Siena ) e retornavamos no final do dia, o jantar era sempre em Florença. Agora estou planejando ir em 2012 para o Leste Europeu, aceito sugestão de número dias para roteiro com 16 noites, o que acham ?
Roma - 02 noites ( entramos - já estive em Roma )
Budapeste - 02 noites
Viena - 02 noites
Praga - 03 noites
Berlim - 04 noites
Paris - 02 ou 03 noites ( saimos para o Brasil - já estive é só para matar saudade)
Agradeço desde já os palpites.

Eunice
EunicePermalinkResponder

Silvânia. Como já falei, não gosto de ir a muitos lugares em uma única viagem, então provalvemente não sou um bom parâmetro. Então, se a viagem fosse minha, eu escolheria uma das 3 cidades ( Roma, Berlim, Paris ). Sendo minha a viagem, escolheria Paris para o fim e excluiria Roma e Berlim. Iria direto para Budapeste (TAP ), depois Viena e Praga. 4 dias em cada. Sinceramente, para o meu gosto, 4 cidades grandes em 16 dias já tá um pouquinho demais. Pensamos nesse roteiro para o próximo ano e desistimos.

Silvânia
SilvâniaPermalinkResponder

Eunice obrigado pelo retorno. Realmente ficaram muitos destinos para uma viagem de 18 dias ( 16 noites ), mas se nós continuarmos com a idéia deste roteiro, gostaria de saber se a distribuição dos dias de acordo com as cidades, o que achas? Budapeste é mais interessante que Viena? Pelo o que tenho lido Praga é exuberante e Berlim precisa de no mínimo 04 dias. Apesar de ter colocado diversas cidades, nós não temos ansiedade para conhecer "tudo".

Andre L.
Andre L.PermalinkResponder

Silvânia, não dá pra comparar cidades dessa forma como "Budapest é melhor que Wien?". São cidades diferentes, cada uma com sua vibe, atrações e experiÊncias diferentes a oferecer.

Viajar é escolher, as vezes entre dois ou mais lugares igualmente visitáveis e interessantes.

Eunice
EunicePermalinkResponder

Silvânia. Acho que esse conceito de cidade A ser mais interessante que cidade B depende mais do viajante ( história, gostos, cultura ) que da cidade em si. Minha sugestão seria você ler bastante sobre os destinos que quer visitar e ver os que lhe atraem mais. Uma amiga querida ( e sócia ) fez recentemente uma viagem de 7 dias a Budapeste ( combinou com 7 dias em Florença ). Saiu de Budapeste com a sensação de querer ficar mais. E de Florença, que ela adora, saiu cansada e infeliz, porque fez muitos bate-volta. Então, tudo depende.

Maria Clara
Maria ClaraPermalinkResponder

Boa noite pessoas...
Estou planejando uma viagem à Itália(9 dias) e França (9 dias)e busco sugestões de roteiros, já que estou tonta e perdida de tanto que já li...Na França já estive em Paris(um pouco),Vale do Loire e Carcassonne...a época será março/abril...
Grata desde já...

SONIA MARIA
SONIA MARIAPermalinkResponder

Já estamos fazendo isto. Da ultima vez fizemos a base em Frankfurt. Nos hospedamos perto da estação de trem Bainhof (mais ou menos isto). De lá fomos para Colonia. Voltamos, dormimos. Deixamos as malas no hotel, pegamos o trem e fomos para Praga onde passamos 5 dias (por sinal, fantástica cidade). Voltamos para Frankfurt e de lá voltamos para o Brasil. Recomendo.

Eunice
EunicePermalinkResponder

Sou adepta fiel de montar base. Odeio o pinga-pinga, cada noite em um hotel. Perdi a ansiedade de conhecer lugares. Já cheguei a conclusão que nunca conhecerei o mundo todo, como sonhei um dia. Quero ao menos "sentir" um pouco alguns lugares. Cada dia gosto mais das viagens "pizza" ( conheci o conceito em um livro do Riq, lá atrás ). Só "passar" por um lugar não me serve mais. Seria a idade? eek)

ana atala
ana atalaPermalinkResponder

Eunice,
s/comentario ``bateu` no que penso .Nao podemos ver tudo neste tao vasto mundo (``como sonhamos um dia``) Podemos ser mais seletivos e querer ver o
que se pode e interessa e sorver tudo ateh mais intensamente. Acho sim,que tem a ver c/idade e maturidade. O menos pode ser muito mais e ateh inesquecivel.
Montar bases facilita e organiza qquer viagem. Pode-se aproveitar (e economizar) mais nos deslocamentos.
Sds

Silvânia
SilvâniaPermalinkResponder

Gostaria de de saber o que são viagens "pizza"? Em qual livro tem este conceito?

Eunice
EunicePermalinkResponder

A viagem de um só destino.

Stefano
StefanoPermalinkResponder

Não entendi a relação de pizza com um só destino =p

Até pq existe pizza metade/metade! =)

Me explica, Eunice?

Beijos

Eunice
EunicePermalinkResponder

Pizza seria uma metáfora para "prato único" = "destino único". Riq tem algumas frases que me marcaram: " toda viagem é uma extravagância". Então, se me dou o direito de ser extravagante, vou sê-lo em algo que realmente me faça feliz. Tem a ver com "se conhecer" antes de conhecer o destino. Acho muito difícil que qualquer destino não tenha muita coisa interessante, desde que tenhamos olhos para ver.

Stefano
StefanoPermalinkResponder

Obrigado =)

Prato único pra mim não é uma extravagância que eu possa fazer...

Mas não abro mão do viajar slow... Melhor coisa do mundo!

Abaixo o maraturismo!

E não adianta... Você VAI voltar. Seja lá quando, mas vai! E as cidades não devem sair do lugar aonde elas estão...

Marcela Mourão

Tenho um amigo que costuma dizer: - É preciso "cheirar" a cidade, sentir o ambiente. Nada melhor do que andar à pé tranquilamente, conversando com os moradores do lugar. Adoro! O pinga-pinga não permite essa percepção. Muito bom o post!

Maria Mc Kenzie

O sistema de base é ótimo! Vale lembrar, no entanto, que os famosos "bate-e-volta" devem respeitar um limite de distancia para evitar passar a maior parte do dia na estrada/nos trilhos. Geralmente, planejo passeios em um raio de até 100-120 km da base,no máximo.

Stefano
StefanoPermalinkResponder

O pitstop é uma ótima também! Fiz isso em Bruges. E ainda bem, pq achei meio exagerados os elogios à cidade. É linda, comi muito bem mas... Calma lá.

A Bóia até já me respondeu em outro post que Dresden e Nuremberg são boas para pitstop. Creio que Salzburg seja também!

Ricardo Freire

Salzburg é um bom bate-volta de Munique.

Stefano
StefanoPermalinkResponder

Opa comandante, que honra!

Minha idéia inicial era fazer como fiz em Bruges: sair cedo da base anterior, passar o dia lá deixando as malas na estação e seguir pra próxima base. Não acha uma boa?

O problema é que a próxima base seria ou Viena ou Veneza.
Fico em dúvida se vou para Viena e passo uns 3 noites ou se já começo minha viagem pela Itália e deixo Viena para uma próxima...

A princípio a primeira cidade na Itália seria Veneza mesmo, mas ela é longe de trem de Munique (e que o diga de Viena!). Penso até em descartar Viena, se não rolar nada de low cost... E com malas, sei não... =(

Vcs recomendam alguma outra cidade interessante antes de chegar em Veneza, entre Munique e ela ou entre Viena e ela?

Seria como parar em Bruxelas entre Paris e Amsterdam =)

Abraços e obrigado,
Stéfano

Marcelo | Alemanha! Por que não?

Olá Stefano,

Dresden, como Nuremberg ou Salzburg, tem mais a oferecer do que é possível de se ver em um bate-volta ou um pit-stop, como todas as cidades que não sejam muito pequenas.

Mas, pela sua localização, perto de cidades bem maiores (no caso Berlim e Munique), realmente faz com que uma visita de um dia seja o mais comum.

É importante pesquisar sobre estas cidades com antecedência, e escolher o que se quer visitar, e ter consciência do que vai ser deixado de lado para uma próxima vez. Não adiante tentar ver tudo de uma só vez.

Quanto à sua pergunta, sobre que cidade visitar entre Munique e Veneza, se você puder disponibilizar dois dias eu sugeriria Innsbruck e Verona. Dois pit-stops seguidos fica um pouco cansativo, mas talvez não tanto quanto uma longa viagem de trem sem paradas.

tiza
tizaPermalinkResponder

Oi Stefano, tem Innsbruck. Mas não muda muito. Veneza continua longe.

Stefano
StefanoPermalinkResponder

Oi Tiza e Marcelo (do glorioso Alemanha pq não =D)!

Innsbruck... A ser incluído na rota então.

Verona vou avaliar também... Pensar nisso dos 2 pitstops... Trens, etc...

Em Veneza pretendo ficar umas 2/3 noites... Então vale esse sacrifício aí no meio (em 34 dias de viagem, um ou 2 dias corridos não vão matar o garotão =p)

Obrigado!

Gabriela
GabrielaPermalinkResponder

Nunca montei base, nem nunca viajei de carro no exterior... pretendemos fazer isso na nossa lua de mel na França! Temos 4 noites, estava pensando em fazer a rota da Provence.... qual seria o melhor lugar para montar base (vou sair de Paris de trem)? E qual caminho circular para fazer vocês sugerem nessa região? O período será em abril/2012. Desde já aceito todas as sugestões possíveis!

Ricardo Freire

Gabriela, vai ter um post com itinerários sugeridos para Côte d'Azur e Provence.

Stefano
StefanoPermalinkResponder

Maravilha!!! Esse é para imprimir e guardar para a próxima viagem!!! Vai competir com leste europeu!

Por enquanto, só o sonho, pq vai demorar muito...

E calma para evitar o maraturismo!!!

Gabriela
GabrielaPermalinkResponder

Maravilha mesmo! Era com isso que eu estava sonhando!!!!!

Carla
CarlaPermalinkResponder

Gabriela, na nossa lua-de-mel nós ficamos uma semana em Paris e quatro dias na Borgonha. A Borgonha é menos famosinha que a Provence, mas se você gosta de vinho, boa comida, cidades lindas é uma ótima pedida. E você vai na primavera (nós fomos no inverno, pegamos muito frio).

Nós não fomos de carro, porque eu tinha medo de dirigir na neve. Então pegamos o TGV de Paris para Dijon, ficamos um dia em Dijon (para ser muito honesta, foi a cidade que nós menos conhecemos), um dia fomos a Beaune (vá de sábado, a feira é sensacional), um dia a Nuits-St. Georges (que tem uma espécie de museu-da-língua-portuguesa sobre vinhos, chamado Imaginarium) e no outro dia fomos a uma festa de São Vicente em Corgoloin (uma vilinha onde eu passei o maior frio da minha vida). Tudo isso de trem. Ficamos num hotel na frente da estação de trem em Dijon, então era só atravessar a rua e pronto, casa (Kyriad, super recomendo, é simplesinho, mas a localização é boa, o café da manhã é bem honesto e o pagamos por quatro noites o que pagamos por uma em Paris). E olha que andamos bastante no frio, mas foi uma viagem sensacional. =)

Patricia Luck
Patricia LuckPermalinkResponder

Vou usar o sistema de bases no próximo ano, quando levarei meus três filhos todos crianças e meus sogros para a Alemanha:
4 dias em Paris (só pra apresentar às crianças e à sogra)
4 dias em Berlin
6 dias na floresta negra (2 dias em Würzburg e 4 dias em Freiburg -nessa parte alugaremos um carro)
6 dias em Munique

Muitas viagenzinhas bate-volta. smile

Marcelo | Alemanha! Por que não?

Patrícia,

Já que vc vai estar de carro na Floresta Negra, visite o Hexenlochmühle. É um antigo moinho com duas rodas d'água, que ainda estão funcionando, muito legal para mostras às crianças.

E para os adultos, o restaurante com a torta Floresta Negra original, e muitos licores espetaculares.

Fica perto de Freiburg, no caminho entre o lago Titisee e Furtwangen.

Patricia Luck
Patricia LuckPermalinkResponder

Oi Marcelo, já anotei a dica. Sou muito fã do blog da Ângela!
Obrigada!

Maria Aparecida

Bóia e Tripulantes, primeiro um elogio, este ano montei minha viagem para Madri, Paris e Barcelona, utilizando as dicas do site e dos tripulantes e foi tudo maravilhoso e olha que foi minha primeira viagem para a Europa. Quando converso com outras pessoas que foram para os mesmos destinos, posso afirmar com certeza que planejamento e especial atenção as dicas de quem já esteve no local é essencial para uma viagem perfeita, senão você só passa pela cidade e volta sem realmente conhecê-la.
Gostaria de uma ajuda para poder finalizar meu planejamento para minha próxima viagem para Portugal. Vou montar duas bases principais, seis dias em Lisboa, contando com o dia da chegada, onde pretendo fazer bate e volta para Sintra e Évora (Sintra de trem e Évora de ônibus) e cinco dias em Porto onde pretendo fazer Aveiro e Braga (ônibus ou trem?). Minha duvida principal é a seguinte: quero conhecer também Óbidos, Alcobaça, Nazaré, Mosteiro de Batalha, Fátima e Tomar. Qual seria a melhor alternativa para quem não vai alugar carro e vai depender dos tranportes públicos. Aumentar alguns dias de hospedagem em Lisboa e fazer todas essas cidades a partir de Lisboa mesmo ou montar uma base em alguma cidade das citadas, tipo Alcobaça ou Nazaré. Se os pitacos vierem acompanhados de sugestões de hospedagem e de qual melhor meio de tansporte, agradeço desde já.
Abraços a todos.

Eunice
EunicePermalinkResponder

Maria Aparecida. Caso vc não queira alugar um carro vc pode visitar Óbidos, Alcobaça, Mosteiro de Batalha e Fátima em um único dia, em um ônibus de turismo - custa em torno de 70 euros/pessoa. Várias empresas fazem esses passeios e as propagandas ficam nas recepções dos hotéis. Existem ônibus de linha também, mas aí não seria possível combinar todos esses destinos em um dia. Caso o problema não seja o custo de alugar um carro, mas o não querer dirigir, para não se preocupar com multas, estacionamentos, vinho no almoço, eu sugiro pedir na recepão de seu hotel a indicação de um motorista que faça esses passeios. Vc contrata o motorista e seu carro.Em alguns países é caro, mas em Portugal é bem conta. Sai mais caro que o aluguel de um carro ( sem motorista ) e mais barato que comprar passeios para 3 pessoas, p.ex. Eu faria 2 bases - Lisboa e Porto.

Alice
AlicePermalinkResponder

Eu gosto muito de pensatas e "vaipormins" smile

ana
anaPermalinkResponder

Ano passado circulei um pouco pela Provence. Como moro na Suiça, aproveitei para passar 4 dias na região, em uma viajem de carro para Barcelona ( era mais ou menos a metade do nosso caminho). Na volta, passei 4 dias na Côte D'Azur. Não tive pressa de conhecer toda a Provence e nem toda a Côte de uma só vez. Na ida, montamos base em Avignon, que me surpreendeu pela beleza. Adorei. É uma cidade grande, para os padrões provençais, mas a parte histórica se concentra no centro e como moro em um vilarejo, prefiro ficar em cidades maiores. Partindo de Avignon fomos à Villeneuve d'Avignon, do outro lado da ponte, de onde se tem uma vista maravilhosa de Avignon, fomos em L'Isle sur la Sorgue ( era domingo e a cidade estava animadíssima por causa do Marché Provençal), fomos à Gordes, Roussillon, Nimes e Arles e no dia que partimos à Barcelona, fizemos uma parada estratégica na Pont du Gard, que estava no nosso caminho. Em Avignon, hospedamos num Ibis que ficava fora da muralha, mas bem perto da entrada da cidade e o estacionamento, se não me engano, foi de graça. Só um porém: do outro lado da rua, junto ao muro havia umas combis paradas e eram de prostitutas. Não nos incomodou e eu só percebi pq à noite tinha umas luzes vermelhas nas combis. Mas prefiro avisar.
Na volta, ficamos em Juan Le Pain e eu adorei montar base lá. Estava super carente de praia e simplesmente achei praia pública e de areia!!! Coisa rara! Desta vez, aproveitei mais a praia e só fui à Cannes e à Antibes. Tinha planejado Nice, mas a vontade de pegar uma praia com canga na areia falou mais alto e fiquei na minha "base" feliz da vida! Neste ano voltei à Riviera Francesa, mas para conhecer Nice e fiz as corniches quase como o Ricardo falou até Mônaco. E pretendo fazer a outra parte da Provence no próximo ano, fixando base em Aix ou Marceille.
Abraços

Nestes

Julie
JuliePermalinkResponder

Sempre monto bases nas minhas viagens, mas às vezes eu sofro. Quando fui conhecer San Gimignano estava hospedada na Florença, mas amei tanto a cidade que queria muito ter passado uma noite lá! Acabei voltando um pouco frustrada pra Florença, mas não dá pra ser tudo sempre perfeito, né?

Regis
RegisPermalinkResponder

Bases de no mínimo 3 dias... grin senão continua muito igual à excursão sad

Maria Assunção

Olá Ric, olha estou sempre acompanhando seu blog e gostaria muito da sua opinião uma vez que esteve por lá recentemente. Em marco pretendo viajar a Suica .Gostaria de conhecer Zurich/Lucerna/Genebra/Zermatt /Interlaken e Montreax. Vou ficar 08 noites, em quais cidades poderia montar minha base?

A Bóia
A BóiaPermalinkResponder

Olá, Maria Assunção! Aqui quem responde é A Bóia. O Ricardo Freire ainda não acabou a série da Suíça. No final vai ter um post com sugestões de itinerários e bases.

Maria Assunção

ok, obrigado pela resposta ultra rápida.

Kely
KelyPermalinkResponder

Quando é que a viagem pela Europa termina??
hehehe to só no aguardo de posts de itinerários e tudo mais que vir hahahah

A Bóia
A BóiaPermalinkResponder

Alô, Kely! O Comandante vai rodar até dezembro! Fique de olho nas atualizações!

ana
anaPermalinkResponder

Maria Assunção, moro na Suiça e me sinto segura para opinar. A Suiça é tão pequena, que 3 bases são suficientes para conhecer todo o país. Vi que vc excluiu Berna do seu roteiro. Na minha opnião é uma cidade muito mais interessante que Zurich e ótima base para a região de Interlaken. E por ser a capital, tem opções de trens sem conexão para todo o resto com muitas opções de horários. Eu costumo viajar de carro, pelas vias secundárias para poder conhecer os vilarejos que são lindos e de carro Berna está a 1h e 15mim de Lucerna, 45mim de Interlaken (tanto de trem como de ônibus, vale parar em Thun, mas bonitinha que interlaken, que é mais famosa por causa do Jungfrau). Se vc quer conhecer Zurich, te aconselho a ficar em Zurich mesmo, por ser uma cidade maior, mas se optar por bate e volta, Berna está a 1h e 30 de lá. Para conhecer a região do Leman, Lausanne fica à 20 mim de Montreux e 45mim de Geneve. Por ser uma cidade maior, tb é melhor servida por trens, tem mais opções de horários e destinos. Agora Zermatt é mais longe das cidades que eu citei, pois é preciso atravessar os alpes, então a viagem é mais demorada, então neste caso te aconsellho a ficar por lá uma noite.

eva
evaPermalinkResponder

Eu adoro viajar sem nenhuma âncora, por isso, sempre que possível vou na baixíssima temporada. Um exemplo, na Toscana, Pienza estava planejada para passar, almoçar e seguir. Ficamos duas noites! Para facilitar, as malas sempre são mínimas e com o “kit” de roupas para cada dia embalados separados.

Stefano
StefanoPermalinkResponder

É, baixa temporada não precisa de tudo o que é hotel reservado, né?
Vc leva algumas possibilidades e na hora decide?

eva
evaPermalinkResponder

Isso! Eu pesquiso alguns hoteis antes, dou notas, levo o contato e no caminho ligo para saber das disponibilidades. Mas acontece muito da gente passar na frente de alguma "pousada" que nos encanta e ficar lá.

Livia
LiviaPermalinkResponder

adooooooooooooooooooro bases, sou super a favor. Pelo tempo poupado, promoções em hoteis por ficar mais dias, e pelo que vc falou, a possibilidade de se ambientar

Maria Assunção

Oi Ana, primeiramente gostaria de me desculpar ao nao citar no meu pedido de opinião os " tripulantes", estou aprendendo agora como se inicia no blog, esta e minha primeira aparição hehe. Sobre sua opinião, já ta decidido, começo por Bern como voce sugeriu, nem tenho vontade de ir a Zurich mesmo, apenas achei que por ser cidade grande ficaria mais fácil a chegada do Brasil, mas já ate olhei a passagem chegando por Bern. Aproveitando a sua experiência como moradora, gostaria da sua opinião numa duvida, como pretendo fazer apenas o trecho do Glaciar Express em trem especial, o restante dos deslocamentos em trem regional, voce acha que justifica a compra do Swiss Pass que fica em R$ 560,00 para oito dias, ou posso fazer estes trechos entre cidades comprando o ticket na hora. Voce sabe aproximadamente o valor destes deslocamentos que citei? Pretendo começar por Bern e terminar em Genebra, que esta na divisa com a Franca, pois de lá sigo pra Paris.

Andre L.
Andre L.PermalinkResponder

Maria Assunção, confira os preços no site das ferrovias suíças, o www.sbb.ch (tem versão em inglês, basta clicar na bandeirinha apropriada)

Maria Assunção

Valeu a dica André , muito obrigado.

ana
anaPermalinkResponder

Oi Maria Assunção!O André Lot já respondeu! Olha, eu não sei quantos deslocamentos vc pretende fazer e talvez no seu caso, nem valha à pena, mas minha irmã, que passou 20 dias aqui, comprou o cartão de meia tarifa, que custa aproximadamente 150F. Não precisa ser morador para comprar. Com isso, vc paga meia tarifa em todos os transportes públicos daqui, incluindo os barcos que fazem as cidades em torno do Léman, da região de Interlaken, Neuchatêl, Luzern etc. Uma outra coisa boa dos transportes públicos daqui, é que o bilhete vale pelo dia todo. Isso significa, que se vc compra uma passgem por exemplo de Berna para Geneve, vc pode descer do trem e conhecer os vilarejos e as cidades que estão no caminho.
Outra coisa, é que as vezes as regras mudam de acordo com o cantão. Em Fribourg, se vc compra um bilhete de 22F, vc pode passear em todo cantão, durante um dia todo.

Maria Assunção

Oi Ana! Mais uma vez obrigado pelas dicas, vou analisar o que será melhor, mas acho que vou comprar este com desconto também.

Maria Clara
Maria ClaraPermalinkResponder

Boa noite pessoas.
Estou planejando uma viagem à Itália/França(9 dias cada)e busco sugestões de roteiros pois já estou tonta e perdida de tanto que já li.Na última viagem fiz esse esquema de base e funcionou super bem.Na França já fui a Paris (um pouco), Vale do Loire e Carcassonne.Grata desde já.
Maria Clara.

Andre L.
Andre L.PermalinkResponder

Maria Clara, sempre há muito mais a visitar do que o tempo de uma viagem curta permite. Se você leu e está "tonta e perdida", é hora de estabelecer prioridades, e aí procurar combinar logística + destinos escolhidos

França e Itália são definições muito grandes para dar sugestão de roteiro.

Maria Clara
Maria ClaraPermalinkResponder

Oi André
Grata pelo retorno.
Um abraço,Maria Clara.

Stefano
StefanoPermalinkResponder

Oi gente!
To naquela hora de pensar nos bate-voltas que farei.. Atrasado, na verdade.
Terei uns 4 dias em Florença (Siena / Pisa / Lucca?) e uns 5 em Roma (Napoles e Pompéia!)...
Mas me digam.. Vale comprar trem com antecedencia na Trenitália ou é melhor deixar pra hora???
A liberdade de escolher em cima da hr o que quer ou não fazer pode ser uma boa...
Mas to meio apertado de grana nessa viagem! Consigo promoções comprando antes???
Bjs e abraços,
Stéfano

Andre L.
Andre L.PermalinkResponder

as passagens de trem para os bate e volta desde Firenze não tem desconto, não. As de Roma, sim, vc consegue economizar até 60%.

A Bóia
A BóiaPermalinkResponder

Alô, Stefano! Não deixe também de ver esse post: https://www.viajenaviagem.com/2011/07/vai-por-mim-trem-na-europa/
Lá estão os pormenores sobre passagens e descontos em todas as companhias ferroviárias wink

Stefano
StefanoPermalinkResponder

Grazie mille, Andre e Boia =)

Nivea Atallah
Nivea AtallahPermalinkResponder

Não consegui não pensar numa estratégia de guerra, montar bases e conquistar territórios em volta rs ... Boa !

Sandra Maria Martins

Olá pessoas maravilhosas.

Só para dizer-lhes o quanto foi (e será) útil acompanhar as discussões, dicas, roteiros, etc. Estou iniciando planejamento de minha segunda viagem para a Europa, no próximo ano, apesar de considerá-la a primeira pois a outra foi um bate volta na Inglaterra - 13 dias fazendo um curso.Não há como comparar.
Chego em Paris onde, acabo de decidir após as leituras, ficar pelo menos 6 dias. De lá, sigo para Milão onde ficarei em casa de uma amiga. Minha ideia é a de fazer esse trajeto, escolhendo e planejando algumas paradas/bases para conhecer o que for possível.E na Itália, naturalmente farei bons passeios baseados nas dicas daqui. Sou adepta da qualidade e não quantidade. Como alguém colocou no seu post - eu gosto de "cheirar" os locais onde passo. Tenho 32 dias no total e estou aceitando sugestões.
Um grande abraço
SandraMaria

Maria Assunção

Oi Stefano, fiz este roteiro em agosto , foi uma viagem bem legal! Fiquei 05 noites em Roma, depoi subi e fui pra Florença e fiquei lá por 05 noites e deu pra conhecer um pouco da região. Depois de conhecer bem Florença, comprei um pacotinho de 01 dia que vai em San Giminniano, Siena e uma vinícola, a Chiantti. No outro dia fui por minha conta mesmo a Luca e Piza, da pra ir de trem e a passagem acho que foi apenas 02 euros. E por ultimo como tinha muita vontade de conhecer a Costa Amalfitana, fiquei o5 noites em Napoli, conheci bem a cidade, e num dia fui a Sorrento que fica a uma hora de trem de Napoli e o preço foi 04 euros. Fiquei mais um dia em Napoli e depois fiz o mesmo roteiro, só que desci em Sorrento, e de lá peguei um ônibus que faz toda a costeira, por Positano , Amalfi e Ravello. Cheguei 20:30 no hotel em Napoli, mas valeu a pena, a paisagem e linda e deu ate pra pegar uma praia em cada descida, uma vez que estava um calorao.

simone
simonePermalinkResponder

sugestao de base: Girona, Catalunha. Da para conhecer toda a costa brava, ir ate a fronteira com a Franca, em cadaques, ver a paisagem rural, construcoes medievais, ir a praia, restos otimos, na volta stop em barcelona.

Eliane Fernandes

Olá Riq / Bóia / leitores

Estou indo, em maio, pela segunda vez à Europa e gostaria de saber o que acham de eu montar base em Aachen ou Colônia, na Alemanha, por 6 noites e conhecer, além dessas 2 cidades, mais Bonn, Brugges e Bruxelas. Imagino que, por serem cidades pequenas e bem próxima, será perfeitamente viável e tranquilo, mas vocês, como experientes viajantes,o que acham ?
Detalhe : o transporte será trem e não carro.

Andre L.
Andre L.PermalinkResponder

Eliane, as distâncias não são tão rápidas embora não sejam longas. Aachen - Bruxelles são quase 2h, se for até Brugge, então são 3h.

Pitaco meu: eu montaria base em Köln, até iria um dia em Bruxelles (mas não em Brugge), e não desperdiçaria a chance de visitar o vale do Reno, entre Koblenz e Wiesbaden. É uma região extremamente bonita, com lugares como St. Goar, Loreley etc. Dá para ir de trem, com alguma logística e tablea de horários bem impressa e guardada para planejar as paradas.

Se vc quer visitar outro lugar na Bélgica próximo, vá a Liège.

Eliane Fernandes

Andre,

Obrigada pela gentileza em me responder !
Vou incluir no meu roteiro a dica do Vale do Reno. Eu desconhecia essa informação.
Tenho constatado que os hoteis em Colônia estão mais em conta do que em Aachen e Bonn, então, creio que vou mesmo optar por montar base nessa cidade.

Lucia coutinho reis

Gostaria que me ajudassem a escolher um cidade da provence que eu possa fazer nossa "base". Vamos ficar uma semana nesta região. Desde já obrigada.
Lúcia Coutinho Reis

A Bóia
A BóiaPermalinkResponder

Olá, Lucia! Escolha qualquer vilarejo do Lubéron: Gordes, Bonnieux, Ménerbes, Lourmarin, Roussillon.

Atenção: Os comentários são moderados. Relatos e opiniões serão publicados. Perguntas serão selecionadas para publicação e resposta. Entenda os critérios clicando aqui.
Bóia de férias. Só voltaremos a responder perguntas que forem postadas a partir de 3 de junho. Relatos e opinões continuarão sendo publicados.
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