Onde você estava no 11 de setembro?

Ricardo Freire
por Ricardo Freire

O novo World Trade Center

[O novo World Trade Center, que estará terminado em 2014]

Hoje faz 11 anos da data mais famosa deste milênio. Dia 11 de setembro de 2001 parecia anunciar o Apocalipse -- e se não foi o fim do mundo, marcou o fim de uma era. Quando daqui a quinhentos anos as crianças estudarem História, o 11 de Setembro certamente vai marcar uma passagem de ciclo, como a Queda de Constantinopla ou a Revolução Francesa.

Não há quem não se lembre onde estava quando recebeu a notícia do primeiro jato se chocando contra uma das Torres Gêmeas.

No meu caso, o atentado interrompeu um momento de glamour. A gente estava de férias, hospedado por alguns dias na casa do meu (então) patrão e (eterno) santo de devoção Washington Olivetto, em Cap d'Antibes, na Riviera Francesa. Estávamos voltando, em dois carros (o Porschinho do W.O. era um conversivelzito de dois lugares), de um lauto almoço num restaurante estrelado em Grasse. No meu carro eu tinha sintonizado uma rádio que de repente interrompeu a música e desembestou a falar, em francês, sobre algo que estava acontecendo em Nova York.

Entendi que um aviãozinho tinha esbarrado num prédio, e só. (Me lembrei até de um fato parecido que tinha acontecido algum tempo antes.) Mas o locutor não parava de falar, num tom esquisito. Achei que era uma versão francesa da Guerra dos Mundos do Orson Welles.

Do restaurante íamos a Cannes, onde eu precisava comprar uma mala. Entramos na garagem pública do hotel Grey d'Albion, e aquela rádio que a gente estava ouvindo no meu carro estava nos alto-falantes. Subimos ao rés do chão, e a cidade estava paralisada, postada em frente aos aparelhos de TV dos cafés e bares.

Mas tudo já tinha acontecido -- o que agradeço. Não sei se gostaria de ter visto o segundo avião atingir a segunda torre ao vivo. (Também agradeço não ter visto a explosão da Challenger.)

Eu tinha estado em Nova York em fevereiro daquele ano, e só voltaria em fevereiro de 2005.

E você? O que estava fazendo quando as Torres caíram? E quanto tempo levou para voltar a considerar uma viagem a Nova York?


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92 comentários

Renata Queiroga

Eu estava chegando no meu trabalho aqui em Recife e na recepçao tinha um aparelho de TV onde todos estavam meio em transe sem entnder o que acontecia. Pouco depois, o segundo avião se choca...

JB
JBPermalinkResponder

Eu tb estava de férias (aliás, costumam acontecer coisas bombásticas durante minhas férias : Chernobyl, Terremoto em SF etc) em Mallorca.

Estávamos passando o dia no agradável Puerto Andratx quando transeuntes passaram dizendo que um avião havia se chocado com uma Torre Gemea. A princípio (e sem ver o que de fato havia ocorrido) tudo pareceu ser uma barbeiragem daquelas - imaginei um monomotor com um piloto bêbado. Depois, olhando na TV de um bar, vi que não só um, mas 2 aviões haviam se chocado. Só aí caiu a ficha.

Tinha ido a NY 2 anos antes e subido em uma das torres.

Ainda não voltei a NY desde então, mas este fato nada tem a ver com o ocorrido.

Jurema
JuremaPermalinkResponder

Estávamos em lua de mel na Praia do Forte! (Nova York seria nossa primeira escolha, mas acabamos mudando de idéia). Naquela hora, passeávamos no centrinho quando o vendedor de batik disse para irmos até a sorveteria ver na TV o que tinha acontecido. Chegando lá, ficamos chocados vendo a Fátima Bernardes passar as notícias ao vivo, e traduzíamos para dois mochileiros americanos (que pareciam bem menos interessados que nós).
Naquela época, não me lembro de ter TV nos quartos do Ecoresort, mas o pessoal do hotel montou uma sala de TV antes do jantar e todo mundo estava lá para assistir ao JN. Lembro até hoje do silêncio da sala, inclusive durante os comerciais. Depois, fomos jantar, e o músico que "animava" aquela noite tocou "New York, New York" diversas vezes.
O toque especialmente de terror para mim foi que no sábado seguinte meu recém-marido tinha uma viagem a serviço para a Alemanha. E ele foi! Muito stress no embarque e no desembarque, tiraram até a pilha de dentro da câmera. Tanques de guerra na pista de Frankfurt, soldados armados de metralhadoras pelo aeroporto... E uma recém-esposa desesperada em casa por quinze dias, até ele voltar são e salvo!

Gustavo Heker de Souza

Eu estava percorrendo o Caminho de Santiago com meu pai. Estavamos almoçando na cidade de Villar de Mazarife quando vimos ao vivo na TV o avião se chocar na segunda torre do World Trade Center.

Alexandre Giesbrecht

No dia 11/9/2001 eu tinha acabado de entrar de férias, aproveitando ainda o fim de semana prolongado anterior. Na segunda à noite acabei indo dormir cedo e deixei gravando o filme que passou na Globo, que nem lembro mais qual era. No dia seguinte, acordei cedo e comecei a rebobinar a fita. Antes de começar a assistir, minha mãe apareceu no meu quarto e falou que um avião tinha batido no WTC. Liguei na hora na CNN. O segundo avião ainda não tinha batido. De repente, bateu, e a emissora transmitiu ao vivo. Mas seu locutor não percebeu isso: disse que 'tinham achado imagens do "acidente"'. Mas estava claro que não era, porque no momento em que o avião bateu ja havia muita fumaça na outra torre. Logo depois liguei para o meu escritório. A notícia ainda não tinha chegado lá. A manhã de trabalho lá encerrou-se ali mesmo. Quando voltei de férias, uns vinte dias depois, não encontrei vários colegas. A empresa tinha decidido fazer cortes em face do 11/9.

Virgínia
VirgíniaPermalinkResponder

Eu estava em uma reunião com um grupo multinacional, em São Paulo, com representantes franceses, americanos e brasileiros. De repente, todos os celulares começaram a tocar ao mesmo tempo (menos o meu) e comecei a escutar expressões de espanto e indignação em várias línguas. Além do terror em si, no World Trade Center funcionava a Nybot, a principal Bolsa mundial de café, suco de laranja e açucar, produtos com os quais a empresa atuava. Naqueles dias, o mundo também ficou sem referência do preço desses produtos, paralisando as negociações das empresas.

Alex Melo
Alex MeloPermalinkResponder

No trabalho... num dia que tinha caído a internet. Assim, alguem no rádio ouviu alguma coisa sobre um aviãozinho num prédio em Nova York. Ninguém entendeu muita coisa e foi só comentários, sem saber direito o que tinha acontecido.

Quando alguém falou em queda das torres, ninguém levou muito a sério. Só pela tarde, quando finalmente consegui ver TV, fui entender o tamanho da tragédia. Na faculdade naquela noite, todo mundo estarrecido!

Minha esposa em compensação estava em frente a tv quando o segundo avião bateu. Diz que foi bem traumático.

Alex Melo
Alex MeloPermalinkResponder

Ah sim: a primeira vez que fomos a NY foi em 2008 - chegamos a ir na região do WTC e só o que havia ainda era um buraco gigantesco, tapumes de todo lado e guindates... ainda era uma grande ferida no meio da cidade.

Diogo A.
Diogo A.PermalinkResponder

Com a UnB em greve, eu estava à toa em casa e passei o dia inteiro na frente da televisão.

Beta Rodrigues

Eu estava no Banco, trabalhando, e vimos os clientes se acumulando em frente as tvs, juntamo-nos a eles e estremecemos a cada choque. Que bom que você não viu essas cenas chocantes da vida real. Choro até hoje quando vejo a cena, ou penso naquelas pessoas...

Dri
DriPermalinkResponder

Engraçado que num site de viajandões ninguém estava em NY no dia do acontecido, mas muitos estavam em greve nas universidades e lembram muito bem disso!!

Jeziel Carvalho

Sou radialista e estava trabalhando normalmente na rádio. O studio não tinha tv (só na sala da redação, mas que naquele momento estava vazia).
Foi minha mulher que ligou de um consultório dizendo que tinha acabado de ver na tv a informação de que um avião tinha batido num prédio em NY. Corri pra tv a tempo de ver o choque do segundo avião "ao vivo". E a partir daí, mudei toda a programação pra falar do evento. Era muita notícia desencontrada. Falavam em atentados à inúmeros shopping americanos simultaneamente, uma doidera.
Achei que o revide americano seria forte e cheguei a pensar num ataque nuclear.
À noite, até na pelada com a turma, o clima era sombrio. Atrasamos o início pra assistirmos o JN. E depois fomos jogar. Mas td mundo estava meio sem acreditar no que havia ocorrido.
Só tinha certeza de uma coisa: o mundo acabara de mudar. E pra pior.

PAULA BRUM!
PAULA BRUM!PermalinkResponder

E mudou, não?

Jo.
Jo.PermalinkResponder

Eu estava dirigindo na ponte Rio-Niteroi quando ouvi a notícia no rádio ! Cheguei em casa e corri p TV.

aristeu
aristeuPermalinkResponder

Estava no tabalho mas como era uma area de comunicação, acompanhamos desde o inicio. Até hoje estranho o numero de mortos pois trabalhavam no complexo 50 mil pessoas, com 200 mil visitantes por dia. Como os avioes bateram em andares altos houve a possibilidade de evacuação de quem estava na parte mais baixa, diminuindo o alcance da destruição mas, mesmo assim, o numero ainda causa espanto. Meu irmão estava em Orlando, em um parque da Disney, e logo apos o segundo avião se chocar com a torre o parque avisou que seria fechado em 15 (quinze minutos) com a evacuação total neste tempo, que, claro, aconteceu. Ele ficou 2 dias trancado em hotel, esperando as atrações voltarem a funcionar.

PAULA BRUM!
PAULA BRUM!PermalinkResponder

Tinha acabado de chegar no escritório e liguei uma pequena e arcaica TV e lá estava a noticia, bombando, de que "alguma coisa" havia atingido as Torres!! Davam a noticia, perplexos.. rapidamente houve o desenrolar e nós sem desgrudarmos os olhos da pequena tela - sabíamos que aquilo atingiria à todos! Sempre quando penso nisso, desde aquele dia, sempre me vem a mente a mesma frase: "O dia em que o Mundo perdeu a ingenuidade".

daniele
danielePermalinkResponder

Eu trabalho com turismo , estava na frente do computador acompanhando tudo pela internet, foi angustiante porque eu tinha um passageiro na cidade e só me tranquilizei quando puder embarca-lo de volta.
Mas ele assistiu tudo meio que ao vivo pois tomava o café da manhã num local bem próximo e aguardava o tempo passar para ir a uma reunião justamente no WTC.
Mas os clientes não demoraram muito para retornar a NYC não!

Amannda
AmanndaPermalinkResponder

Tinha 13 anos e fazia a 7ª série. Estava no colégio e por coincidência era aula de geografia. Um bedel passou avisando o que tinha acontecido, todo mundo ficou meio sem entender nada... a professora tentou explicar um pouco mas continuei "boiando". Chegando em casa fui ver o jornal na TV que eu entendi realmente o que havia acontecido.
Mas foi muito chocante ver aquelas imagens do avião chocando com a torre, acho que ninguém vai conseguir esquecer.
Ainda não tive oportunidade de conhecer NY, mas com certeza terei oportunidades daqui um tempo! Preferi conhecer a Europa antes do que os EUA.

Noemia
NoemiaPermalinkResponder

Eu estava em Montreal, no Canadá, como professora-visitante da McGuill University. Estava no hotel, tomando o café da manhã. Estranhei que os garçons não prestavam atenção, estavam todos em torno da TV. Eu imaginava que seria as notícias da manhã. Nesse momento, o primeiro avião havia se chocado. Jamais o repórter cogitou a possibilidade de ataque terrorista. Após veio o segundo avião e todos sabem o que aconteceu. Fui para o hospital pediátrico. Quando cheguei lá, as pessoas me olharam com "olhar de reprovação" por eu estar chegando atrasada. Eu explicava, mas as pessoas não conseguiam aceitar o que estava acontecendo, pq todos estavam no trabalho e não sabiam de nada. Logo se deram conta que as crianças da hemodiálise estavam com a TV ligada e deveriam estar assistindo tudo. Depois disso foi o caos. Todas as cirurgias foram canceladas, pq não se sabia o que aconteceria e o hospital entrou em estado de alerta. Em Montreal há muitos "árabes" e eles tentavam se comunicar. Minha sobrinha estava em Washington, num congresso e iria naquele dia para NY. Em Montreal, por vários dias, todos os voos cancelados. O mesmo em todos os USA. Eu deveria ir, em 2 dias para LA. Não havia nem previsão de quando os voos seriam liberados. Caos absoluto. Não lembro quantos dias tive de esperar. Em LA, minha prima me encontrou fora do aeroporto, pq não se tinha acesso ao aeroporto. Havia um clima de desolação e comoção por tudo. Todas as casas tinham uma bandeira americana. Comércio, restaurantes, tudo parado. Quando retornei ao Brasil, fiz escala em Chicago, a desolação no aeroporto era total. Os aviões tinham menos de 1/4 da ocupação.

ccguedes
ccguedesPermalinkResponder

Eu estava trabalhando numa empresa de telecomunicações e nosso acesso a internet era super rápido para os padrões da época. Quando o primeiro avião se chocou, ainda acreditamos inicialmente em acidente, porque seria tão absurdo um atentado destes, que não acreditamos neste primeiro momento. Quando o segundo avião se chocou, foi mesmo uma sensação de Apocalipse, porque não tinha mais como acreditar em acidente! E quando tudo veio abaixo, lembrei imediatamente de uma foto que tinha feito uns 5 anos antes, deitada num banco em frente as torres, para poder aparecer o alto dos prédios. Sensação esquisita, de "nunca mais"... Até hoje quando este assunto volta a tona vem a mesma sensação. Depois da queda dos prédios, até mesmo nossa "super" conexão não adiantava, porque os servidores dos sites de notícias travavam com tantos acessos!

Não fiquei com nenhum temor de voltar a NY, já fui aos Estados Unidos algumas vezes depois disto. Mas por uma razão ou outra, não voltei lá. De qualquer maneira, voltando acidade, não gostaria de voltar ao local das torres, acho que não vou me sentir bem.

Lucia Malla
Lucia MallaPermalinkResponder

Tenho um post do meu blog escrito em 2006, pros 5 anos do 11 de setembro. Depois republiquei-o em 2011, pros 10 anos:

http://www.luciamalla.com/blog/2011/09/11-de-setembro-de-2001.html

Conta como foi o meu 11 de setembro, eu morava em Boston na época. sad

Olívia Trindade

Como outros viajantes que aqui publicaram, eu estava em casa por causa da greve da UFRJ e assisti tudo na televisão estarrecida.

Daniela Silva
Daniela SilvaPermalinkResponder

Estava de licença maternidade curtindo meu filhote , e recebi um telefonema da minha mãe , dizendo para ligar a TV.Liguei bem na hora que o segundo avião bateu na Torre.Lembro de ficar chocada.Passei o resto do dia assistindo as notícias.Não dá para acreditar que já passou tanto tempo , meu filho já com 11 anos era um recém nascido na época.

Cristiana
CristianaPermalinkResponder

Eu estava acompanhando minha mãe numa internação hospitalar. Alguém me ligou avisando do choque do primeiro avião. A partir daí, acompanhei a CNN o dia inteiro, inclusive vendo o choque do segundo avião.
Estarrecida.
Engraçado, porque a primeira vez que estive em NYC não consegui subir no WTC por causa daquela bomba na garagem do edifício. Subi numa segunda oportunidade, em 1998.
Só retornei à cidade em 2010, com a construção da nova torre já em andamento. Mas o acontecido, mesmo que fisicamente "apagado" é muito forte, muito perceptível no entorno.

Marilia Boos Gomes

Eu e um amigo estávamos passeando em Cartagena das Índias. Tomamos nosso café no hotel e saímos para caminhar. Sentimos que havia um clima estranho, muito estranho nas ruas e que não sabíamos definir; um "peso" no ar; pessoas passavam por nós com semblante entristecido; taxistas ouviam o rádio de seus carros enfileirados, em silêncio total. A cenário era de desolação. Sabíamos que algo acontecia de muito grave, mas não sabíamos exatamente do que se tratava. Em determinado momento entramos em uma cafeteria de um hotel e a TV estava ligada. Como não sabíamos até então o que se passava, as imagens no monitor nos pareciam ser de um filme. Só tomamos conhecimento da tragédia quando prestei atenção aos comentários que faziam ao nosso redor. Ficamos estáticos, pensativos e também passamos a fazer parte daquele silêncio nas ruas. Repentinamente, me fic uma pergunta:e agora? Estamos na Colômbia! Imaginamos que alguns obstáculos pudessem nos atingir em função deste ato terrorista, mas, felizmente, conseguimos embarcar no dia seguinte para o Brasil sem nenhum inconveniente.

Gabi HP
Gabi HPPermalinkResponder

Eu estava morando nos EUA... mais exatamente em Torrence, que fica bem perto de Los Angeles. Naquela manhã, fui acordada com o telefonema da minha mãe pedindo que eu ligasse a tv porque algo muito sério estava acontecendo. Dizia ela "estão destruindo NY"...Foi um susto enorme!

Lembro daquele tempo como se fosse hoje, pois havia a ameaça dos aviões estarem a caminho do LAX - Aeroporto de Los Angeles. Foi uma época que senti medo só de ouvir algum barulho de avião no ar. Havia um clima enorme de solidariedade e o povo americano sentiu a tragédia muito fortemente. Se abraçavam, iam para as esquinas com cartazes e bandeiras. Entre nós, os brasucas da área, só queríamos permanecer juntos até que aquela tensão passasse.

Sempre que o assunto volta à tona, o sentimento é o mesmo...

Ludmila
LudmilaPermalinkResponder

Eu trabalhava no setor de eventos do Hotel Transamérica aqui em São Paulo, lembro que os telefones pararam de tocar e colocamos uma TV na nossa sala para acompanharmos o que estava acontecendo. No final do mesmo mês meu namorado (atual marido) foi a New York a trabalho e o retorno dele ao Brasil foi no mesmo dia que os Estados Unidos invadiram o Afeganistão (não lembro exatamente da data mas pelo que li aqui na internet foi em 07/10/2001). Vários rumores de aeroportos fechados e toda aquela tensão de não saber se ele iria conseguir embarcar, no final das contas ele embarcou normalmente. Ele tirou várias fotos dos escombros, um registro histórico muito triste. Eu nunca tinho ido a New York e só fui visitar a cidade em 2005, ano em que moramos nos Estados Unidos por seis meses.

Tiza
TizaPermalinkResponder

Tava no trabalho. De repente o nosso chefe saiu avisando que um avião tinha se chocado com uma das torres gemeas e o WTC tava pegando fogo. Fomos todos pra sala dele. Assistimos a segunda colisão juntos, atônitos. Foi horrível. Depois as torres desmoronando... Mesmo tendo presenciado, foi difícil acreditar. Aí começaram as notícias do ataque ao Pentagono, dos aviões que explodiram... Inacreditável - os EUA estavam sendo atacados!!!Sinceramente, achei que estavamos ferrados.
O lado engraçado da história é que todas as vezes que tentei subir no WTC as filas eram gigantescas e eu acabava deixando próxima...

Diana
DianaPermalinkResponder

Também era uma estudante de uma universidade em greve... Em casa, zapeando a tv, acabei assistindo ao vivo o choque do segundo avião, o apresentador (acho que era o Carlos Nascimento) no início estava achando que era um "replay"...

Diana
DianaPermalinkResponder

Ah, sim, eu tinha ido a NY em 1997, conheci, inclusive, o WTC. E voltei em 2008, mas a demora não teve nada a ver com o ataque não, foi falta de oportunidade mesmo... De qualquer forma, até hoje não gosto de voar no dia 11/09.

Marcia Palhares

Eu estava trabalhando, no hospital, e vi TUDO da TV de um paciente. Não parecia real, só acreditei mesmo quando vi a outra torre sendo atingida. Foi horrível, nunca esqueci daquele dia. Já tinha ido duas vezes a NY e, na última subimos nas torres. Ainda tenho uma foto de lá. Não voltei mais, mas não pelos atentados, apenas outros destinos me interessaram mais. Pretendo voltar no próximo ano, mas não sei se tenho coragem de ir ao marco zero.

Ettore Belangero Preite

Eu estava chegando da escola, minha mãe estava paralisada em frente a TV e alternava momentos de choro e atenção, ela e meu pai tinha estado pela 1ª vez em NY em Fevereiro de 2000. E eu também fiquei transtornado, com muita tristeza pelas pessoas que lá trabalhavam e estavam se atirando pelas janelas. As torres gêmeas era o monumento que eu mais gostava.Elas davam muito charme para o Skyline da cidade.
A curiosidade é que como meus pais estavam lá em 2000, meu pai acabou tirando poucas fotos do WTC algumas de longe e algumas já no topo, só que tem uma foto em particular que ele pega um dos prédio pretos do centro financeiro na foto tem uma sombra de 2 prédios quando analisamos a foto com mais calma os 2 prédios eram as duas torres gêmeas, que na foto pareciam dois fantasmas, aparentou já projetar o fato de que elas não estariam mais lá. Voltamos pra NY em Jan/2009 e Jan/2011. I love NY

Cristiane Vazquez

Me lembro exatamente o que estava fazendo. Incrivel como todos que eu pergunto, se lembram também.... Esta semana falava com uma amiga sobre isso. Eu estava em casa falando ao telefone com meu ex, e de repente ouvi no rádio alguma coisa sobre isso...Desliguei o telefone, e liguei a TV, e estavam mostrando o choque do avião com a segunda torre. Nunca tinha ido a NY até essa data. Viajei pra lá em 2008.

Lívia
LíviaPermalinkResponder

Eu estava trabalhando, quando meu marido me ligou avisando. Ele trabalha numa empresa americana, e os funcionários foram avisados pela matriz. Na hora que eu soube, eu ri. Achei que era piada de mau gosto, não acreditei. Era surreal demais. Quando eu fiquei sabendo de mais detalhes, surtei. Juro, mas juro mesmo, que pensei que estava começando a 3ª Guerra Mundial. Lembro que quando cheguei em casa prá almoçar, fiquei sentada no chão do quarto, assistindo ao vivo à tv, e chorei, mas chorei muito, vendo toda aquela barbaridade que acabara de acontecer. Não era a 3ª Guerra, mas teve em mim o mesmo efeito avassalador.

Tania Janin
Tania JaninPermalinkResponder

Eu estava tomando café da manhã quando meu filho que estava em Recife me ligou e disse direto, liga rápido a televisão, um avião bateu nas torres gemeas e desligou.
Cheguei a ver o segundo avião. Fiquei em choque, não conseguia desgrudar da televisão. Não dava pra acreditar numa coisa dessa natureza e ainda por cima vendo ao vivo e a cores.Só ficava tentando imaginar o que aquelas pessoas estariam passando, familiares, amigos... Nunca fui a Nova York, sempre foi um desejo de fácil substituição. Estou com hotel marcado para outubro, acho que dessa vez não vou mudar a programação.

João Carlos
João CarlosPermalinkResponder

Estava arrumando minhas malas para um vôo que faria no início da noite (SP-Fortaleza) pela Transbrasil. Quando liguei a TV o primeiro avião já tinha batido no WTC, mas especulava-se que era um avião de pequeno porte. Vi ao vivo o segundo avião bater na outra torre. Poucas horas depois o espaço aéreo americano foi fechado. Achei que também perderia meu vôo noturno. No aeroporto de guarulhos perguntei no balcão de checkin se estava tudo bem. O funcionário respondeu que sim, e o que o meu avião, um 767, era idêntico ao do atentado. Apesar de certo receio, tudo correu bem. Foi um dos últimos vôos da querida Transbrasil, que encerrou suas atividades poucos dias depois. Ainda tenho o cartão de embarque guardado comigo.

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