Onde você estava no 11 de setembro?

Ricardo Freire
por Ricardo Freire

O novo World Trade Center

[O novo World Trade Center, que estará terminado em 2014]

Hoje faz 11 anos da data mais famosa deste milênio. Dia 11 de setembro de 2001 parecia anunciar o Apocalipse -- e se não foi o fim do mundo, marcou o fim de uma era. Quando daqui a quinhentos anos as crianças estudarem História, o 11 de Setembro certamente vai marcar uma passagem de ciclo, como a Queda de Constantinopla ou a Revolução Francesa.

Não há quem não se lembre onde estava quando recebeu a notícia do primeiro jato se chocando contra uma das Torres Gêmeas.

No meu caso, o atentado interrompeu um momento de glamour. A gente estava de férias, hospedado por alguns dias na casa do meu (então) patrão e (eterno) santo de devoção Washington Olivetto, em Cap d'Antibes, na Riviera Francesa. Estávamos voltando, em dois carros (o Porschinho do W.O. era um conversivelzito de dois lugares), de um lauto almoço num restaurante estrelado em Grasse. No meu carro eu tinha sintonizado uma rádio que de repente interrompeu a música e desembestou a falar, em francês, sobre algo que estava acontecendo em Nova York.

Entendi que um aviãozinho tinha esbarrado num prédio, e só. (Me lembrei até de um fato parecido que tinha acontecido algum tempo antes.) Mas o locutor não parava de falar, num tom esquisito. Achei que era uma versão francesa da Guerra dos Mundos do Orson Welles.

Do restaurante íamos a Cannes, onde eu precisava comprar uma mala. Entramos na garagem pública do hotel Grey d'Albion, e aquela rádio que a gente estava ouvindo no meu carro estava nos alto-falantes. Subimos ao rés do chão, e a cidade estava paralisada, postada em frente aos aparelhos de TV dos cafés e bares.

Mas tudo já tinha acontecido -- o que agradeço. Não sei se gostaria de ter visto o segundo avião atingir a segunda torre ao vivo. (Também agradeço não ter visto a explosão da Challenger.)

Eu tinha estado em Nova York em fevereiro daquele ano, e só voltaria em fevereiro de 2005.

E você? O que estava fazendo quando as Torres caíram? E quanto tempo levou para voltar a considerar uma viagem a Nova York?


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92 comentários

Dri
DriPermalinkResponder

Estava chegando na faculdade, UFRJ, que estava um pouco vazia por conta da greve. Quando cheguei perto da tv, o primeiro avião já tinha batido. Tive tempo de ver o segundo bater ao vivo. Nunca tinha ido a NY e fui a primeira vez em 2006. Mas se tivesse tido oportunidade, teria ido antes.

CarlaZ
CarlaZPermalinkResponder

Eu tbm! Tinha ido na UFRJ fazer uma prova, já marcada antes da greve.
Quando saí da prova tinham várias chamadas perdidas no meu cel. Tentei ligar, o sinal era péssimo e só entendi 2 aviões bateram, NY, World Trade Center...
Fui procurar um TV , mas estava bem vazio. Achei num diretório acadêmico e fiquei lá vendo TV, assisti o segundo prédio caindo...e só mais tarde fui pra casa.
Como estava em greve continuei assistindo tudo repetidas vezes a semana toda!
A primeira vez que fui pra NY foi em 2006

Nossa Dri quantas coincidências!

Dri
DriPermalinkResponder

Só faltava vc me dizer que estava no CCS!!!

CarlaZ
CarlaZPermalinkResponder

Não, estava no Fundão também, mas no CT.

Magrineli
MagrineliPermalinkResponder

Eu estava em um lugar super zen, um mosteiro perto do meu trabalho, fazendo um curso de ISO 14000. De repente a Cristina, na época minha namorada, me liga em um intervalo contando da primeira Torre. Chamei meu xará, Alexandre Salum, que é jornalista, e ambos fomos conseguir uma tv disponível para ver o que estava acontecendo. Não lembro se vi ao vivo o segundo choque, mas tudo parou com as cenas. Não tinha feito ainda minha viagem internacional, mas fato é q eu e a Cristina posteriormente quando começamos a viajar nunca quisemos ir aos Estados Unidos. Nossos sonhos estavam na Europa. Agora com esta questão do possível fim do visto devemos ir, mas ainda não é uma prioridade para a gente. Sempre pensamos em destinos europeus...

candida silva
candida silvaPermalinkResponder

Estava na minha cidade mesmo, Belém, no carro, ouvindo rádio, mas confesso que não entendi nada... Achei tão absurda a notícia, q minha mente se recusou a compreender. Só em casa, ao ver as imagens na TV é q liguei a notícia q tinha ouvido pela rádio ao fato!

Sylvia
SylviaPermalinkResponder

Estava no litoral e recebi um telefonema do meu pai, contando o ocorrido, mas confesso que achei que era um engano.
Quando fomos almoçar e a televisão (a todo volume) mostrava as imagens, achei que era um filme de ficção, custou para cair a ficha e só fui aparecer em NY em 2010.

Vladimir
VladimirPermalinkResponder

Acreditem!!!

Foi o dia do meu embarque para a Europa em 2001.

Um amigo se casaria no dia 14 com uma Holandesa em Katwik e programei minha viagem.

Não preciso nem dizer o desespero da minha mãe, que achava que o avião seria derrubado no meio do oceano.

Acordei com as notícias e meu receio era que o mundo parasse e todos os voos fossem cancelados. Fiquei acompanhando pela TV e quando deu minha hora fui para o Galeão. Meu voo era lá pelas 16h ou a noite, não lembro!

Graças à Deus deu tudo certo e cheguei em Frankfurt em segurança!!!

Foi um casamento e uma viagem FANTÁSTICA, como todas para a Europa são!!!

Diogo Avila
Diogo AvilaPermalinkResponder

Putz, lembro que estava no último ano da faculdade.
Um colega entrou na sala dizendo: Um avião bateu no WTC.
Tempos depois veio outro esbaforido e avisou: Nossa, um avião trombou no WTC.
A coisa parecia, e ainda é tão absurda, que todos disseram algo como Tá, já sei. E ele retrucou, não, este fui um segundo avião.
O fato é que isto mudou o mundo, e como não poderia deixar de ser, a afetou a forma como viajamos hoje.
Basta lembrar que os procedimentos de segurança não eram tão rígidos; podíamos transportar líquidos com mais de 100ml; e por ai vai.

bernardette amaral

Estava chegando ao trabalho e me lembro de ter saído do metrô e visto várias pessoas em volta da televisão no Amarelinho na Cinelândia e pensei: Como tem gente desocupada nessa cidade, uma hora dessas vendo televisão, depois começaram a chegar noticias desencontradas e quando saí para almoçar todas as pessoas na rua falavam no assunto e só fui entender bem o que estava acontecendo quando estava sentada no restaurante ouvindo as noticias.
Meu visto americano havia expirado naquele ano, levei mais onze anos para tirar outro e so retornei a Nova Iorque esse ano, não sei bem porquê, talvez desencantada ...

Wanessa
WanessaPermalinkResponder

Estava em casa, porque a faculdade estava em greve, e eu aproveitava as manhas pra fazer trabalhos do estagio. Me ligaram dizendo o que tinha acontecido, e eu ainda vi a segunda torre ser atingida e tudo o mais que se seguiu.
Estrearei em Nova York somente agora (daqui a 10 dias!), mas essa demora para conhecer a cidade nao é culpa de Bin Laden, é culpa da necessidade de visto mesmo...

val
valPermalinkResponder

Trabalhava ao lado de casa, sempre com meu velho e bom radinho de pilha no AM! Corri pra casa, liguei a Tv e vi tudinho...fiquei assim o dia todo! Até hoje é dificil de acreditar...

Voltei a Nova York em 2006! E várias vezes depois e fui ao Memorial.

Ana Claudia
Ana ClaudiaPermalinkResponder

Por incrivel que pareca, estava saindo do trabalho e indo numa agencia de viagens fechar um pacote para Maceio ( naquela epoca eu viajava por operadora), e o dono me questionou: a senhora nao sabe o que esta acontecendo????? Ao saber, fiquei chocada.
Conheci por fora as torres momentos antes de sua inauguracao (1974 ou 75), onde estava morando com meus pais por um ano. Depois nunca mais voltei a NY.

Renata
RenataPermalinkResponder

Eu estava no trabalho, alguém chegou com a notícia, ninguém entendia nada e foi um corre corre para conseguir uma televisão para acompanhar aquela história bizarra.
Não consideramos NY, mas foi uma pechincha passar o reveillon na Disney com a família toda aquele ano (decidido na noite de natal).

Eunice
EunicePermalinkResponder

Tinha levado minha filha à escola e retornado para casa para esperar o horário de ir para o aeroporto, de carro, viajar para um Congresso em SP. Liguei a TV e fiquei assistindo alguma coisa- não me lembro o quê - de repente a transmissão é interrompida e as imagens do 1°avião atingindo a torre aparecem e logo a seguir, o 2°avião. Fiquei atônita. Decidi na hora não viajar mais.

Quenia Maia Lourenço

Lembro que estava na DPZ,onde eu trabalhava na época. Tínhamos uma TV no andar e meu chefe correu e ligou. Quando nós vimos a cena, não acreditamos.
Estive em NY um pouco antes do ocorrido e não voltei mais.

Arthur | Agora vai mesmo

Estava num curso, a trabalho, em Sampa. Como disse o Diogo, depois tudo ficou pior em viagens internacionais. Naquela época, viajava muito pouco. Até hoje, ainda não fui aos EUA.

Tem uma boa coluna do Jabor hoje:
http://estadao.br.msn.com/cultura/o-ocidente-caiu-com-as-torres

Hugo Loureiro
Hugo LoureiroPermalinkResponder

Estava no trabalho conversando com minha esposa ao telefone, na época minha noiva, e ela estava a caminho do Rockfeller Center para visitar uma ONG. Sei que fui eu quem a avisou do que estava acontecendo, pois enquanto a gente conversava o segundo avião bateu no WTC. O resto é história...

Cristina
CristinaPermalinkResponder

Eu estava no 1º ano do mestrado e acordei mais tarde, por que fiquei estudando de madrugada para uma prova e só tinha reunião no cliente no final da manhã, na Rua São José, no Rio de Janeiro. Quando cheguei, na fila do elevador, o boy comentou "parece que um avião bateu num prédio nos Estados Unidos". Quando cheguei na empresa, ninguém nas mesas, todos na única TV do andar. Cheguei na hora que o 2o avião bateu. Fui a NY depois em 2004 aproveitando uma passagem a trabalho para Houston, senti o clima pesado no local e depois de milhas em 2008, quando conheci a Costa Leste Americana e fiz questão de voltar lá, já senti que o vida circulava.

Naila Soares
Naila SoaresPermalinkResponder

Eu estava em casa arrumando algumas coisas no quarto com a televisão ligada. Assisti ao vivo o choque do segundo avião. Liguei para meu marido apavorada achando que finalmente havia chegado o fim do mundo...
Sensação mais que horrível.

Marcel Alcantara

Eu estava em casa e alguém ligou avisando para ligar a tv, pois estava acontecendo um atentado nos EUA. Lembro que na noite do 11 de setembro de 2001 eu fui ver o Philip Glass no Municipal aqui do Rio, eu guardo o programa do espetáculo até hoje!

Fernanda
FernandaPermalinkResponder

Fui para a faculdade (1o ano) e lá descobri que não teria aula (o prefeito de Campinas tinha sido assassinado na noite anterior - crime até hoje não resolvido). Fui para o trabalho dos meus pais pq era mais perto e alguém por lá viu a notícia na internet... Depois fui pra casa ver os canais de notícia (a internet estava completamente congestionada e todos os sites de notícia - UOL, Terra, Folha e demais estavam travados) e vi o 2o avião bater na torre...
Detalhe: nunca havia ido p/ NY mas estava usando uma camiseta escrita justamente "New York, New York"... Nunca mais tive coragem de usar a camiseta...
Meu visto venceu logo no final de 2001 (havia ido antes para a California) e só fui me preocupar com um visto novo em 2004 quando fui trabalhar em um acampamento de férias perto de Philadelphia e aproveitei um dia de folga para conhecer NY e o buraco que estava no local das torres... Esse ano voltei lá e conheci o memorial.
Até hoje "brigo" com meus pais que foram pra NY em 1996 e não me levaram, eles conheceram as torres e eu não!

yara xavier
yara xavierPermalinkResponder

Eu estava em Barcelona, mais precisamente no Museu Picasso. Comprei uma gravura para minha filha e quando fui pagar ouvi comentários. Como o ETA estava comemorando XX anos (não sei quantos), perguntei se a moça estava falando sobre algum ataque feito por eles. Ela me explicou que não: fora os árabes, nos Estados Unidos. na hora nem dei muita bola, fui almoçar, demorei para voltar ao hotel. Só então fiquei sabendo de tudo. No dia seguinte voltei para São Paulo fazendo uma conexão em Lisboa e posso dizer que a viagem foi bem tensa.

Carlos Mariz
Carlos MarizPermalinkResponder

O destino é mesmo ardiloso...Em um 11 de Setembro há 39 anos, os EUA arquitetaram, fomentaram, e apoiaram um violento golpe militar no Chile contra uma das mais promissoras experiências democráticas das Américas (com uma ajudinha do Brasil, entre outros), uma verdadeira tragédia para a sociedade chilena...eis que, há 11 anos, também em um 11 de Setembro, a sociedade estadunidense se vê vítima de uma terrível tragédia violenta e antidemocrática de enormes proporções. Realmente essa não é uma data de boa lembrança para os povos americanos.

Marcio Antonio

Eu escrevia sobre cinema para o extinto GuiaSP e estava no Espaço Unibanco de São Paulo para uma sessão para imprensa do filme "Como cães e gatos". No café da manhã antes do filme, ouvi uma jornalista comentando com a assessora de imprensa da distribuidora do filme que "parece que o World Trade Center está pegando fogo". Eu comecei a prestar atenção porque trabalhava justamente no WTC de São Paulo. A assessora respondeu "sério? Puxa vida, temos clientes lá" e a jornalista respondeu "não, não é o daqui, é o de Nova York". E fomos ver o filme tranquilamente enquanto as duas torres desabavam.

Depois do filme, passei numa loja de plastimodelismo antes de voltar pra redação e os funcionários estavam grudados no rádio. Lá eu soube que era um ataque terrorista, e não um incêndio. Quando cheguei à redação (que não era só do GuiaSP, mas de toda a igualmente finada StarMedia), ninguém estava exatamente trabalhando -- só o pessoal dos flashes noticiosos --, todos estavam só acompanhando tudo pela televisão.

Se não me engano, naquela tarde outros WTCs no mundo (especialmente na Europa) foram evacuados por medo de outros ataques. Aí o site Blue Bus deu que o WTC de São Paulo também tinha sido esvaziado, o que era mentira. Uma colega teve um diálogo surreal por e-mail com um jornalista do Blue Bus, que insistia na sua versão mesmo com a nossa confirmação, e de pessoas de outros andares do WTC, de que não havia nada...

Em 2009, quando finalmente conheci NY, havia uma exposição na Ellis Island sobre o 11 de setembro, já que a ilha serviu até de ponto de atendimento a feridos, e era um ponto privilegiado para observação do que estava acontecendo.

Gabi E.
Gabi E.PermalinkResponder

Eu trabalhava com o Marcio Antonio na Starmedia, no WTC de São Paulo. Era uma terça-feira, como hoje, dia do rodízio do meu carro. Saí de casa às 10h sem saber do que tinha acontecido (tenho o péssimo hábito de não ouvir rádio nem ligar a TV de manhã) e, quando cheguei ao escritório, todo mundo grudado em frente à TV, uma colega nossa disse "um avião bateu no WTC". E eu, com a maior ingenuidade do mundo, pensei: "nossa, mas nem vi nada quando cheguei aqui..." smile

Marcie
MarciePermalinkResponder

Eu estava sendo operada, e me falaram assim que acordei da anestesia. Fui para NY menos de um mês depois, em 02/10 (eu morava na Itália, nesta época). Jamais esquecerei, mais do que o que vi, os cheiros que senti.

Flavio
FlavioPermalinkResponder

Eu estava numa situação muito parecida com a do Freire: viajava a trabalho pelo interior do Goiás com meu chefe na época, num Golzinho 1.000 alugado pela empresa. Paramos para almoçar num restaurante de beira de estrada e ficamos estupefatos com as imagens que eram mostradas na televisão do boteco.

Fabiana Guida
Fabiana GuidaPermalinkResponder

Boa!!!!

Carmen
CarmenPermalinkResponder

Estávamos em casa. Primeiro, pensei que estava anunciando um filme de ficção científica, mas aos poucos minutos fomos mudos. As imagens de destruição foram transmitidos ao vivo em meu país ...

Luiza
LuizaPermalinkResponder

Naquele ano que estava na sétima série. Quando os ataques aconteceram eu estava na aula, mas chegando em casa para o almoço meu avô estava vidrado na televisão vendo as noticias ininterruptas dos ataques. Meu pai nos proibia de ver televisão durante a tarde, mas naquele dia abriu uma exceção. Lembro que no ano seguinte nós viajamos para Bahamas e meu pai estava com um pouco de receio que ocorrecem novos ataques e nossos voos para os eua fossem cancelados ou algo assim.

Thiago Augusto

Era estudante e estava no hospital. Tinha acabo de asistir uma cirurgia cardíaca. Estavamos na frente da TV, com imagens ao vivo, quando o segundo avião se chocou ...

anna
annaPermalinkResponder

Era meu ano de vestibular, tava no colégio. Na hora do almoço vi um burburinho, muita gente na frente da televisão. Quando vi, achei que era um filme qualquer. Voltando pro colégio, começamos a receber notícias dos professores: atentado, acidente, matou todo mundo, mas ninguém tinha informações concretas naquela hora.
Fui para a aula de Física e lembro até hoje o que o professor disse: "Não, vocês não estão dispensados. Isso pode mudar a história, mas não vai cair na prova de vestibular desta ano"... rsrsrsrsr

ana
anaPermalinkResponder

eu estava na praia, em floripa, quando parei o carro para comprar algum produto natural na loja da vizinha, que contou toda preocupada: "tu viu, jogaram uma bomba no empire state". eu não dei a mínima. só quando cheguei em casa, depois de um dia lindo de sol na praia, fui saber que não era nem bomba, nem empire state. estive lá em 95, subi no empire e no WTC. fiquei chocada. agora só volto quando cair o visto.

Maria Inês Vargas

Nós estavamos em plena lua-de-mel em Gramado, e quando vi pela TV achei que fosse algum filme. Minha melhor amiga era comissária da JAL e estaria chegando em NY neste dia. Somente depois de falar com a companhia é que consegui ficar mais tranquila. Só pensando se ela já teria chegado ao hotel ou ainda estaria no aeroporto. Para mim foi um dia de muita tristeza.

Majô
MajôPermalinkResponder

Eu estava no trabalho de frente para o computador com a página do Globo aberta e a imagem me pareceu um filme, de repente me dei conta que era real. Foi chocante, comecei a dizer para quem estava na sala "avião se chocou e entrou no prédio em NY" , como assim ? E depois outro, foi surreal a tragédia, muito triste. Muita aflição sobre os mortos e sobreviventes nos dias seguintes.
Amanheci neste dia com uma enxaqueca absurda que continuou durante o dia.

Thiago Castro
Thiago CastroPermalinkResponder

Minha faculdade estava em greve (UFF, em Niterói) e eu estava vendo qualquer coisa na TV. Do nada, entrou o plantão da Globo com aquela música que já deixa todo mundo tenso. Mostrou o WTC em chamas por causa do avião. As informações ainda eram meio desencontradas, mas ficou mais claro quando o segundo avião entrou na segunda torre ao vivo!!!! Foi tenso demais!

Quando estive em NY em 2010 o Memorial ainda não estava pronto, mas tinha um PRE-Memorial numa lojinha do lado. Entramos (minha esposa e eu) e o clima era super tenso. Uma musiquinha funebre tocando e relatos de sobreviventes e parentes dos mortos passando num telão.

Mas, assim, só fui em 2010 pq foi quando eu consegui. Se pudesse, teria ido antes. Imagino que no primeiro ano após os atentados, as pessoas possam ter aberto mão de NY por causa da tensão, ok, mas após isso, acho que as coisas voltaram ao normal. Não entendi a galera aí em cima falando que não quis tirar visto, que não quis voltar lá e tal...

Francisco
FranciscoPermalinkResponder

A faculdade estava em greve, então, logo que acordei e liguei a TV já tinha acontecido o primeiro choque. Chamei o pessoal de casa e todos vimos juntos o choque do segundo avião. Parecia coisa de cinema mesmo. Passei esse dia todo na frente da TV acompanhando os acontecimentos.

Porém, fui para NY apenas para o Reveillon de 2009/2010, mas uma das coisas mais impressionantes dessa minha visita foi a ida a capela que fica próximo ao local onde ficavam as Torres Gêmeas e que serviu de abrigo às equipes de resgate naquele e nos dias seguintes...

Wallace
WallacePermalinkResponder

Estava no trabalho e alguém viu a noticia na internet. Depois disso o dia de trabalho acabou com todas as conversas sobre o provável apocalipse / 3ª guerra esperados então.
No fim do mesmo dia já havia cadernos especiais sendo vendidos nos jornais. Antes do ocorrido eu já estava com passagem marcada para o ano novo com amigos no Estado de Nova York. Várias pessoas perguntavam se eu ia mesmo e por que não cancelava.
Na chegada estava esperando um interrogatório. Coincidência ou não, lembro que foi a única vez que o oficial da imigração respondeu ao meu bom dia com cara amistosa e não foi intimidador. Acho que rolou até um how are you today com um sorriso. Tive a mesma impressão de cordialidade pela cidade.
Em dezembro já havia um deck de observação com uma fila no ground zero. O cheiro, mais que tudo, ainda era assustador.

Livia Mochileira

7ª série, estava na escola! Até hoje não fui a NY e nem tenho planos de ir por agora! =)

Ila Fox
Ila FoxPermalinkResponder

Interessante ver o que cada pessoa fazia num momento tão trágico...

Bom, eu tinha meus 17 anos e estava assistindo desenho animado na TV, de repente pulou um aviso de plantão num close de algo que parecia ser um prédio enorme com muita fumaça. Não fiz mais nada naquele dia. Acompanhei ao vivo o avião atingindo a segunda torre e a queda. Foi muito triste...

Só estive em NY uma unica vez em 2010. Visitei o Ground Zero, e mesmo depois de tantos anos o lugar dá arrepios.

bruna louise
bruna louisePermalinkResponder

Estranho como esquecemos de muitos dias da nossa vida, mas esse todo mundo tem uma história para contar. Um marco na história.
Lembro até que aula tive naquela manhã de terça, só fiquei sabendo do acontecido quando cheguei da escola na hora do almoço, eu tinha 13 anos, e demorou para cair a ficha para eu entender o tamanho de tudo aquilo....

Sandríssima
SandríssimaPermalinkResponder

Estava de férias e um amigo argentino, que é navegador e sai sempre pelo mundo afora num veleiro, me chamou para circunavegar a ilha de Itaparica, sem dia nem hora para voltar. Depois de várias paradas, após a ponte do Funil, fundeamos em Caxa Prego para passar a noite. Pela manhã fomos em terra para comprar mantimentos e achei estranho que algumas pessoas debruçavam nas janelas das casas da vila vendo algo na TV. AO chegar na mercearia, vi uma das cenas do choque dos aviões e perguntei que programa era aquele. A senhora respondeu: "Não, está acontecendo agora nos Estados Unidos!" Fiquei passada, pensando em um gigante de pés de barro e como, após a distante Pearl Harbor, eles sentiam na pele um bombardeio em suas terras...
Logo depois conheci o JC, que morou nos EUA, voltou lá depois, adora NY, mas eu ainda tenho outros lugares para ir antes... Também por conta de toda esta dificuldade com visto e outras.

Neusa
NeusaPermalinkResponder

Estava cuidando da minha filha de 1 ano e meio.
Minha cunhada ligou para avisar, liguei a TV e fiquei assistindo aquilo... Quando o 2o avião bateu achei que era reprise, mas não podia ser, pois já tinha um prédio em chamas. Ai que todo mundo se tocou que era um ataque terrorista (até então achávamos que era um acidente). Minha filha só queria brincar !!!
Só fui a NY em 2008 (tinha tirado o visto em 1999, mas ainda não tinha ido..., fui com o visto quase expirando (na época 10 anos).

Fabio NG
Fabio NGPermalinkResponder

Era nossa primeira viagem pela Europa (cruzamos de Portugal à Alemanha, coisa de iniciante...) e tínhamos mesmo chegado em Paris. Estávamos aguardando um ônibus para voltar de La Défense quando uma pessoa se aproxima porque nos ouviu conversando em português -- o cara tinha morado um tempo no Brasil.

Um pouco de conversa, ele nos olha com alguma estranheza e pergunta se não estávamos sabendo do que havia ocorrido. Também não entendemos direito a princípio... Primeiro imaginei o WTC de São Paulo, depois também imaginei um avião pequeno -– mas o sujeito já comentou de outros aviões e que suspeitavam de terrorismo. Não tinha como fazer ideia de qualquer coisa assim...

Seguimos o roteiro observando pessoas apreensivas conversando à nossa volta. Depois do jantar liguei na CNN e fiquei tentando entender. Eram as duas torres, afinal? Estavam condenadas pela dimensão da coisa? Havia risco de desabamento? (As imagens só mostravam uma coluna enorme de fumaça, não dava nem pra ver que ambas já tinham caído...)

Fiquei muito mal, e aquilo de certa forma apagou muito do brilho da nossa primeira visita à cidade-luz. No dia seguinte partimos para Versailles, tentado espairecer em longas caminhadas pelos jardins.

Os jornais do dia seguinte estampavam a palavra "guerra" em letras negras enormes. De um dia pro outro tudo ficou mais complicado -- como ninguém sabia direito o que estaria por vir, havia revista para entrar em loja de discos, detector de metais na entrada da torre Eiffel, quase perdi um canivete que estava na bagagem de mão, e no aeroporto de Lisboa só entrava no prédio quem tinha passagem na mão.

Só fomos conhecer Nova York em 2003, já com um enorme buraco no lugar das torres gêmeas.

Claudia Matoso

Eu trabalhava em casa nesta época e acessei a internet para abrir o email. Vi na página do provedor a notícia de um avião que havia batido em um prédio em NY. Ok, isso já tinha acontecido antes, com o Empire States, se não me engano. Daí a pouco minha irmã ligou: "Liga a TV!" À partir daí passei o resto da manhã e praticamente o dia todo na frente da TV. As coisas iam acontecendo e eu ligava pra ela contando. Com a queda da 1ª torre veio minha decisão de cancelar minha primeira viagem a NY, que aconteceria no dia 08 de outubro. Hoje mesmo lembramos da minha frase pra ela, ao telefone: "Andréa, eu não vou não! O prédio caiu!".
Este dia ficou ainda mais na memória pois à noite faleceu uma tia que estava doente à bastante tempo.
Depois disso, por motivos diversos, levei 5 anos para conhecer a cidade, em outubro de 2006.

Fernando
FernandoPermalinkResponder

Faculdade (Mackenzie-Sp). Intervalo de uma aula pra outra quando um amigo entrou na sala correndo e ligou a TV.

"O mundo acabando e vocês aí.."

Thyago Portela

Estava dormindo (greve na UFPB) e minha mãe me acordou pra ver a Globo noticiando a batida do 1º avião.

Estive em NY em 2009, 2010 e agora em agosto/2012, aproveitei pra conhecer o 9/11 Memorial.

Andrea/RJ
Andrea/RJPermalinkResponder

Eu estava no trabalho e meu marido me ligou para dar a notícia, gritando no telefone "a torre caiu!". Eu não conseguia entender, "que torre?", perguntei, e ele dizia "a nossa torre!". Morei em NYC por três anos, antes deste dia fatal, e o nosso primeiro apartamento era em Tribeca, dava para ver as torres da porta de casa. Até hoje me emociono quando vejo as imagens na TV.
Depois disso, só retornei a NYC em 2010.

Mô Gribel
Mô GribelPermalinkResponder

Eu estava em casa, me arrumando para ir para o escritório. Minha tv fica ligada 24 horas por dia e lembro que vi assim que entrou no ar na globo. Acompanhei tudo, sentada na beirada da cama, atônita, chocada, paralisada.
Vi o 2o avião bater, daí liguei pro escritório e avisei que iria me atrasar e contei o que estava acontecendo. Ninguém sabia...
Eu me lembro bem da sensação de tristeza que me bateu quando a 1a torre caiu. Morri de dó de todas aquelas pessoas. A 2a acabou com meu dia...
Saí pra trabalhar inconsolável...

Mô Gribel
Mô GribelPermalinkResponder

Ah, e ainda não conheço NY. Já programei duas vezes de ir e mudei de destino. Se vacilar, meu visto vence de novo e não conheci....

Mirella (@mikix10)

Na época, nós morávamos em Ottawa e eu estava estudando inglês. Naquela manhã, depois do intervalo, a professora veio avisar sobre o ocorrido e ninguém na verdade entendeu nada, foi tudo tão confuso.
Quando cheguei em casa o Kiko ligou desesperado, dizendo que estava tentando me encontrar etc e tal e me comunicou tim tim por tim tim o que tinha acontecido e qual a gravidade do fato. Ele, num tom Kikal total, me pediu para ir ao supermercado comprar enlatados, muita agua e abastecer o carro totalmente, pois aqueles atentados poderiam continuar e chegar no Canadá, sei lá... Ottawa é ali do lado, né?
Tudo parece engraçado, mas na verdade foi horrível. Dois dias antes do atentado, nossos amigos, que estavam nos visitando estavam em NYC e visitaram as torres (foram embora um dia antes do acontecido). Um amigo do trabalho do Kiko tinha um primo que trabalhava nas torres e ficou uns 15 dias sem dar notícias, ele foi hospitalizado e tinha perdido a consciencia... e tantas outras histórias que depois a gente veio saber!
Simplesmente lamentável... tudo muito triste mesmo...

Rogerio Silveira

Eu estava, como bom paulistano, comendo um pão na chapa e tomando uma média em uma padaria próxima à minha casa. Vi pela televisão estupefato, assim como todos os outros clientes, o choque do segundo avião. Lembro-me muito bem como a apresentadora da tv achou que fosse reprise e ficou quase histérica quando descobriu que era um novo ataque. Foi uma manhã única.

RABUGENTO (@RABUGENTO)

Eu estava na Via dos Imigrantes rumo a Santos.
Tinha saído cedo de Barão Geraldo e ouvia no rádio do carro a notícia do assassinato do Toninho prefeito de Campinas, nosso conhecido.

De repente o noticiário sobre o Toninho foi cortado com a notícia de que um avião tinha se chocado com um dos prédios de NY.

Continuamos viagem ouvindo as notícias e como era tudo muito conuso, ao chegr em Santos passei pelo Sindicato onde era filiado para ver na TV.

Cheguei justamente na hora do impacto na segunda torre com as imagens transmitidas pela CNN.

Até hoje desconfio muito de como aconteceu assim como também desconfio da chegada do homem à lua em uma época em que a tecnologia não era a de hoje...

Natalie
NataliePermalinkResponder

O prefeito de Campinas tinha sido assassinado na noite anterior e todas as aulas estavam suspensas nas escolas da região por conta do luto. Estava em casa assistindo TV quando começou a transmissão ao vivo.

Atenção: Os comentários são moderados. Relatos e opiniões serão publicados. Perguntas serão selecionadas para publicação e resposta. Entenda os critérios clicando aqui.
Bóia de férias. Só voltaremos a responder perguntas que forem postadas a partir de 3 de junho. Relatos e opinões continuarão sendo publicados.
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