Enquete: viagens depois dos 60

Mariana Amaral
por Mariana Amaral

Hairspray

| Hairspray no navio Oasis of the Seas |

Muita gente começa perguntas no site com "Já temos mais de 60 anos" (às vezes usam "mais de 50"), como se a idade fosse um restritivo para viajar. Pelo contrário! Na cultura dos países prósperos, viajar depois dos 60 é um projeto de vida. Muitos americanos poupam a vida inteira e só se permitem viajar de verdade depois de se aposentarem.


E não estamos falando só das viagens marketeadas para o seu nicho -- os cruzeiros, as excursões, as temporadas com os netos no Rio Quente (nunca foi? vá, é uma delícia!). Não há viagem que você possa fazer antes dos 30 que não dê para fazer depois dos 60.

Você que já passou dos 60 e viaja, o que pode contar para seus contemporâneos sobre as vantagens de viajar na sua idade? Para onde você tem ido, para onde planeja ir? O que se deve evitar e o que não se deve deixar de aproveitar?

E você, mais jovem, que virou pai dos seus pais, quais são as viagens em família que recomenda? Que cuidados tomar com vovôs e vovós que precisam de assistência constante?

Aos comentários!

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68 comentários

Anna Francisca

Tenho 63 e viajo com meu marido também sessentão prá cima e prá baixo: Atacama, Patagônia, apenas para citar destinos mais "aventureiros", digamos. Planejo minhas viagens com a ajuda de vocês. Faço tudo pela internet. Não domino totalmente a internet, mas não tenho medo dela. Pesquiso, compro passagens, reservo hoteis. Não acho que serei enganada ou roubada por dar o número do cartão de crédito. Vamos só, sem problemas. Tá certo que já não escalo mais o Morro da Urca, mas ando muuuuito. Sou uma andarilha. Tenho horror a excursões. Pego ônibus, metrô, táxi em lugares onde estou pela 1ª vez. Verdade é que não faço o gênero "vovó", apesar de estar louca para ser uma.

Anna Francisca

Corrigindo: lendo o relato do Vladimir sobre a subida ao Morro da Urca, acho que dá para encarar a trilha. Agora, a Pedra da Gávea...

Vladimir
VladimirPermalinkResponder

Oi, Anna!

A trilha do Morro da Urca é um passeio, bem tranquilo, para fazer sem pressa. Logicamente, não aconselho para pessoas que estão paradas e levam uma vida sedentária. Aí, não importa se ela tem 20 ou 70 anos que acho melhor ir de bondinho!!! smile
https://www.viajenaviagem.com/2013/01/rio-de-janeiro-como-e-a-trilha-do-morro-da-urca/

Já a Pedra da Gávea é uma trilha bem puxada mesmo e ainda possui uma área de risco, chamada Carrasqueira, já fui e fiquei bem cansado e vi algumas pessoas grudadas que nem lagartixa na pedra, na Carrasqueeeeiraaaaa. Não é pra qualquer um!

Tem gente que confunde a Trilha da Pedra da Gávea com a Trilha da Pedra Bonita, essa, dizem que é fácil, mas, não posso garantir, pois, nunca fui.

Obrigado,
Vladimir.

Rosa Bsb
Rosa BsbPermalinkResponder

Eu 50 e o maridão 67, viajamos muito já tem quase 20 anos e o ritmo só aumenta: temos todo tipo de viagem - Brasil e exterior: empacotada (agência, Clickon, Groupon, Peixe Urbano, Surpreenda Mastercard), desempacotada (pesquisando tudo aqui no VnV e blogs dos trips); viagens só nós dois, viagem com amigos, viagem com família; resorts (porque não??? Amamos). Atualmente, só evitamos frio extremo, achamos desconfortável, mas ainda queremos vê a neve qualquer hora; evitamos também cruzeiros (eu me acabo de tanto vomitar), mas vamos tentar algum mais moderno e o do Amazonas está na lista; evitamos hostel com banheiros compartilhados, não queremos nada menos confortável que a nossa casa. Resumindo: ofereceu, estamos aproveitando! E tudo sempre dar certo! Nossas viagens são tipo Circle de Soleil Alegria! Alegria! Esse ano tem Barra de São Miguel e Maceió no carnaval, Punta Cana, em maio, Rio, em junho, Moscou/São Peterburgo/Belgrado, em setembro, e, se couber, qualquer outra oportunidade será prontamente aproveitada. Acho que somos um casal flex... e muito feliz!

Fabiana Guida
Fabiana GuidaPermalinkResponder

Queria um botão curtir ! adorei o casal flex e feliz!!!Parabéns!

Vicente Gomes
Vicente GomesPermalinkResponder

Adorei a ideia do botão curtir!!!

Paula Palmerston

Eu também!!!! Acho que eu e meu marido vamos chegar a esta idade assim....Hehehehehe tomara!!!

Lívia-Ilhéus

Eu também....

Rosa Bsb
Rosa BsbPermalinkResponder

Há, a gente escalou o morro da Urca. Não repetimos nesse último fim de semana no Rio, porque o calor estava demias, mesmo no final da tarde.

Cristina
CristinaPermalinkResponder

Rosa Bsb - quando eu tiver a sua idade quero ser que nem vc wink

Rosa Bsb
Rosa BsbPermalinkResponder

Super obrigada, mais uma vez, ao Riq e toda a turma do VnV, aprendi muito aqui e não páro de me surpreender positivamente com todos vocês!!! Beijos com afeto a todos!!!

Rosa Bsb
Rosa BsbPermalinkResponder

Pessoal, meu marido, em 2012, substituiu a válvula aórtica e fez uma mamária. E o nosso ritmo de viagens continua a todo vapor. Quem viaja com a gente já disse que ele tem rodinas nos pés...

Marcela
MarcelaPermalinkResponder

Meus pais tem 76 e 82 anos e já estamos enfrentando dificuldades. O "turismo da 3ª idade" é muito focado na faixa etária 60 - 70 anos e a diferença daí para os 80 é muito grande.

Nossa ultima experiência foi Santiago, no Chile, desempacotados, mas comprando passeios dos receptivos locais. Eles amaram!

Quanto aos cuidados, além dos perrengues de saúde que variam de um para o outro, o fator comum é a insegurança diante do desconhecido. Eles já nao encaram mais viajar sem um dos filhos e as excursões que amavam quando estavam na casa dos 60/70 já exigem muito deles. Há dificuldade em lidar com moedas estrangeiras e o cansaço bate mais cedo. Alimentação também pode ser problemática, dependendo das eventuais restrições de dietas, limitações dos dentes, etc...

Mas todas essas dificuldades são superáveis e eles merecem continuar curtindo o que conseguem. O que idoso nenhum merece é ficar trancado em casa!

Guilherme
GuilhermePermalinkResponder

Temos menos de 30 e algumas viagens em casal feitas.
Agora estamos nos preparando para a primeira grande viagem internacional com as duas familias, em março. Tias com mais de 50, pais com mais de 60 e avó com mais de 80! Tudo totalmente desempacotado, como sempre fazemos.

Sei que o ritmo de viagem vai ser um pouco diferente e que alguns cuidados devem ser tomados, mas estamos super animados. O roteiro será Roma - Liboa - Paris, com objetivos religiosos.

Dicas são sempre bem vindas pra tornar tudo ainda mais perfeito. E que essa seja a primeira de muitas...

Nina
NinaPermalinkResponder

Sempre levo minha avozinha querida (80 anos) para viajar, faz muito bem a ela. Minha principal preocupação é acessibilidade. Ela tem algumas restrições quanto a escadas, então sempre fico atenta a isso quando escolhe hotel para viajar com ela.

Fora isso, é só manter um ritmo mais light, mantenho os horários de sono e alimentação dela. E ela ama, sempre se diverte muito.

Fernanda
FernandaPermalinkResponder

Em 2007 fomos em um feriado para Buenos Aires em 18 pessoas da família!!! Entre 11 e 80 anos, incluindo 1 casal praticamente em lua de mel!! Fizemos os passeios básicos porque era a 1a vez na cidade (aliás a primeira vez no exterior) dos 6 idosos do grupo, que não teriam coragem de ir sozinhos.

A ideia era levar um tio da minha mãe (quase 80 anos) para ver algum show de tango, já que ele é apaixonado por isso. Tivemos que fazer seguro saúde adicional para os 6 porque o tradicional do pacote não cobria.

Tentamos alugar uma van para facilitar os transportes nos horários livres dos passeios mas não conseguimos. Fizemos um city tour básico e um tour de compras que estavam incluídos no pacote mas que se fossemos sem eles provavelmente não faríamos. Para os jantares, tínhamos que achar 5 táxis pro grupo todo! E nunca deixamos os idosos sozinhos com os taxistas malandros de lá, é claro. Imaginem a confusão nos restaurantes com uma mesa de 18 pessoas e 6 deles com dificuldade para fazer o pedido! rs

Eu e minha mãe queríamos comprar muitas coisas, mas acabei comprando só um cachecol e minha mãe, um casaco de couro porque estávamos o tempo todo ajudando um dos "velhinhos". Mas já saímos daqui com esse espírito. Que a viagem era deles e que estávamos lá pra ajudar. O que conseguíssemos fazer a mais era lucro.

Até hoje essa viagem rende altas risadas na família e boas lembranças, principalmente para esse tio que sempre sonhou em ver um show de tango e chorou durante os 2 que fomos!

Sonia Costa
Sonia CostaPermalinkResponder

Fernanda......sensacional!!!

Patrícia Oliveira

Fernanda, que legal! Acho que tem que ser assim mesmo! A gente tem que retribuir da forma que podemos tudo que eles fizeram por nós. Tomara que você tenha em sua família quem faça o mesmo por você quando você estiver com a idade que sua mãe e tios tem agora.
Meus parabéns!

Fabio de Rezende

Quando eu crescer (tenho 32) quero ser igual a essas pessoas que viajam com mais de 50/60.

candida silva
candida silvaPermalinkResponder

Viajar em qualquer idade é sempre muito bom! Devemos apenas respeitar os limites de cada um.

Graziela Porto

Tenho 35, mas em 2008 fui com minha mãe para a França e 2011 com meus pais 71 anos e tia 66 anos tudo desempacotado, fiz todo o roteiro e passei para eles para aprovação. Eles adoraram, um ritmo mais light e tudo tranquilo. Pelo Brasil meus pais viajam sozinhos, mas geralmente com pacote

Tania Janin
Tania JaninPermalinkResponder

Costumo levar minha Mae, hoje com 85 anos para viajar. So eu e ela, por conta do ritmo mais lento que tudo precisa ser feito. Dou preferencia a locals que eu ja conheco para facilitar a programacao que faco totalmente desempacotada. Sempre e uma viagem que costume classificar de panoramica, porque ou alugo carro ou uso os onibus turisticos e vamos escolhendo onde descer. Os taxis tambem sao muito usados, bateu o cansaco, estico o braco e pronto. Em 2012 fomos a Maceio que ela ja conhecia de outras carnavais, epoca em que viajava com meu pai. Ficamos num hotel de frente pro mar, ela adora olhar o mar. Entao se ela quisesse ficar no hotel teria o mar para apreciar. Alugamos um carro grande por que dessa vez um dos meus filhos tambem foi com a mulher e fizemos muitos passeios. Fomos inclusive ate Porto de Galinhas, que ela tambem ja conhecia, mesmo assim ela adorou a viagem. Dormir bem, comer muito bem e ver lindas paisagens e a viagem perfeita para ela, alem de algumas comprinhas basicas, porque embora idosa adora uma novidade.
Ela quer fazer um cruzeiro, mas cruzeiro, mar pra um lado, mar pro outro, nao faz nem um pouco a minha cabeca. Nao me atrai, muito pelo contrario. To cedendo a vez!

Taysa
TaysaPermalinkResponder

Sou especialista ! Sempre viajo com meus pais ( 73 e 68 anos) e meus sogros (86 e 77)e junto minhas filhas ( 15 e 12 anos). Ou seja : tenho que agradar todos .
Cuidados básicos: listar todos os medicamentos e levar sempre na mala de mão.
Dê preferência a 01 volume , mesmo que maior . Os meus velhinhos adoram viajar com váaaarias sacolas !!! Já foi cortado ! Uma mala(para despachar) e uma mala de mão , sempre spinner .
Em viagens internacionais sempre que possível eles vão de executiva. Quando não dá todos usam meia elástica , bebem bastante líquido e caminham a cada 3 horas pelo menos !
Voos com equipe de bordo que fala portugues é um facilitador . Eles se sentem muito mais seguros até na escolha da alimentação.
Voos com o menor tempo de duração . E sempre nas conexões internacionais pelo menos 3 horas entre os voos já que tem dificuldade em passar pelo rx e são mais lentos para caminhar .
Sempre escolho os voos mais longos para a chegada . Por exemplo : ano passado fomos para a Espanha. O foco era a Andalucia. Então fizemos o primeiro trecho Brasil- Madri - GRanada.De lá pegamos um carro e fomos até Sevilha . E novamente pegamos um voo Sevilha - Madri. Ficamos alguns dias em Madri e dpois retornamos direito Madri-São Paulo.Vcs podem pensar : porque não foram de trem? Trem é díficil . Achar a plataforma , entrar no trem , levar as malas , etc ,etc . Para eles é complicado . O avião acaba facilitando um pouco ( apesar de muitas vezes levar o mesmo tempo).
Evitar transporte público. No máximo um trecho curto . Andamos de taxi ou carro.
Tomar café da manhã no hotel . É mais tranquilo e eles podem ir ao banheiro depois .
Sempre almoçar : eles sentem muita falta do almoço .É uma pausa no meio do dia !
Sempre evito muitas atividades . No máximo 1 programa por dia.
Quando vamos a algum show noturno eles descansam a tarde ou chegamos no hotel até as 16 horas .
Se eu lembrar de mais alguma coisa volto depois.

Luciana T.
Luciana T.PermalinkResponder

Sempre levo meus pais (62 e 60 anos) nas viagens. Por nao falarem ingles, eles nao tem coragem de viajar desempacotados so os dois, entao viajam sempre comigo ou com meu irmao. Inclusive ano passado fizemos nossa primeira viagem internacional os quatro juntos, pra Paris e Amsterdam, emocionante!
Os destinos sao variados, eles ja foram pra Santiago, Buenos Aires, Miami, Toronto, Montevideu... Este ano vao pra Patagonia argentina e pra Cusco.
Alem dos dois adorarem as viagens, acredito que o mais importante eh o tempo que passamos todos juntos, as risadas, as lembrancas, os apuros... enfim, todas as experiencias que fazem as viagens inesqueciveis, em especial com a nossa familia.
O que aprendi nessas diversas viagens:
- Respeitar o ritmo deles. Nao adianta querer conhecer tudo a pe se depois de meia hora eles ficarem todos esbaforidos... Intercale as caminhadas com taxi, metro ou onibus.
- Saber quais as expectativas deles em relacao a viagem, o que eles tem vontade de conhecer, o que eles consideram imperdivel. Importante pra nao ter aquela decepcao pos-viagem.
- Aprender o que fica recorrente nas viagens. Por exemplo, o meu pai adora fotografar, entao sempre deixamos um tempo extra pras fotos dele. Ja a minha mae a-d-o-r-a feirinhas de artesanato, entao sempre pesquiso os dias e locais das feiras antes de embarcarmos. Outra coisa que sempre fizemos nas viagens, e que ja eh tradicao, eh reservar um periodo pra passear no supermercado... Flanamos pelas gondolas, compramos guloseimas pra comer no hotel, experimentamos os chocolates e os queijos locais, uma delicia.
Varios amigos me dizem que seus pais nao gostam ou nao tem vontade de viajar, mas eu dou o exemplo dos meus, que tambem nao iam pra lugar nenhum, mas depois que comecei a leva-los nas viagens rapidamente viciaram... rsrsrs.... Ate sugerem os proximos destinos e pedem pra eu organizar a proxima. Quando voltamos de uma ja temos passagem pra proxima comprada!

Lucia Malla
Lucia MallaPermalinkResponder

Meu sogro de +70 anos viajou no final do inverno (!) sozinho pelos parques nacionais em Nevada e Utah, nos EUA. Adorou, fez no ritmo dele várias trilhas e passeios. E quando vem nos visitar no Hawaii, a gente sempre organiza uma visita a uma ilha vizinha, e ele sempre curte as roubadas que a gente se mete. grin

Lucia Malla
Lucia MallaPermalinkResponder

Acho que a chave para o sucesso de uma viagem com quem passou dos 60 é a mesma que temos em viagens em conjunto: respeito ao ritmo de cada um. Com isso, a probabilidade de sucesso só aumenta.

Cristina
CristinaPermalinkResponder

Fiquei emocionada com os relatos. Que carinho e cuidado com os nossos pais e avós e quanta disposição (quero chegar a essa idade como os trips que relataram aqui).

Eu fiz algumas viagens com minha mãe depois dos 60 ela (quando eu pude pagar para nós 2), mas na mais longa, que eu fiz questão de fazer com ela antes de casar (Roma-Paris-Provence) em 2011, aprendi:
- Tenho que mandar ela dar mais voltas no avião durante o vôo. Ela fez isso algumas vezes mas ainda assim, passou mal com o jet leg quando chegou a Roma (e talvez pedir a refeição especial por que ela é diabética e acho que a misturada contribuiu).
- Tenho que insistir no transporte público quando ela disser - "tá tão perto, vamos caminhando". Ela andou tanto no Vaticano e em Roma pq adora caminhar e achava tudo lindo, que em Paris ela chegou cansada. O que no entanto não foi ruim, pq ficamos 1 semana e fizemos tudo slow - até lugares que eu não tinha ido até então, deu tempo de ir com ela.
- Mesmo sendo Maio, Paris estava fria para ela. O casaco que ela usa para a mesma temperatura em Teresópolis não aquecia por conta do vento. E ela não queria usar um dos meus casacos (o que cabia nela achou pesado). A viagem ficou mais legal quando fomos na Rue Mouftard e compramos um cort-a-vent - o que deixou ela linda e se sentindo uma parisiense!

No ano passado fomos a Inhotim - foi fundamental dormir 2 noites, a da véspera e o dia da visita, em Brumadinho. Mesmo estando em BH antes na casa do primo dela, só a estradinha e o desconhecido, deixaram ela cansada. E mesmo eu repetindo que podíamos voltar no dia seguinte para ver tudo, ela não queria parar e viu todas as instalações!

Regina
ReginaPermalinkResponder

Já viajei com tios e tias acima de 70 anos e outra tia com 83. Às vezes com um ou outro e às vezes todos juntos. Nunca houve problema de saúde, nem com transporte. Já fomos a Nova York, andamos de metrô, ônibus, trem, etc. Andamos muito a pé. Também viajamos de navio com a família toda. Sempre toparam todos os passeios. Se alguém reclamou ou ficou cansado, essa fui eu.

Cris
CrisPermalinkResponder

Eu tenho 42 dois anos, sou solteira. Ou viajo sozinha, ou viajo com minha mãe, que tem 66 anos e é viúva, e com meu irmão mais moço, que também é solteiro. Mas minha mãe não aparenta essa idade não. Ela parece bem mais moça, ainda trabalha e é muito ativa.

Mas apesar de ter um espírito ativo, ainda "jovial", ela é muito dependente e extremamente ansiosa e preocupada, e não tem nem idéia nem mesmo como se faz para pegar um avião, se tiver de ir a algum lugar sozinha (e isso é sério! kkk).

Todas as viagens que ela fez depois que meu pai morreu (há 25 anos atrás), sempre foi acompanhada de amigas, e mais recentemente, ela viaja na minha companhia e na de meu irmão. Nessas viagens realmente tem momentos que eu acabou sendo "a mãe da minha mãe", tipo, até faço a mala para ela, seguro a mão dela para atravessar uma grande avenida ou entrar no trem certo no metrô, essas coisas.

Bem, como ela não gosta de viajar de excursão, porque tem horror daquele esquema de ficar viajando de cidade em cidade de ônibus, de ter de esperar pelos retardatários, etc, e também não gosta de viagens estilo cruzeiros e resorts "all-inclusive" (e como eu também herdei isso dela), nós sempre viajamos por conta própria, e é sempre eu quem planejo a viagem.

Apesar de minha mãe estar com 66 anos, eu não faço nenhum planejamento especial quando ela viaja comigo. É tranquilo, eu nem poderia dizer que minha mãe é uma "viajante de terceira idade", ela faz realmente qualquer programação que eu escolho, faz todas as visitas que eu faria se estivesse viajando sozinha. E a única coisa que ela realmente não pode fazer é subir escadarias sem fim em cúpulas e torres de igrejas, porque ela já tem de ter um cuidado especial com o sistema cardiovascular por conta de uma arritima que ela tem (controlada, mas mesmo assim, eu não arrisco a fazer ela subir tais escadarias ou a fazer correrias desnecessárias). Por isso, ela não pôde subir à cupula da Basílica de São Pedro em Roma ou na Torre Sul da Notre Dame (dois lugares que eu já subi quando viajei sozinha). Nos outros lugares que tem essas subidas com elevador, tipo Torre Eiffel, ela encara numa boa, apesar de morrer de medo de altura, hehe.

[Historinha verídica: quando fomos à Torre Eiffel em 2011, estava um dia com bastante vento e tal e eu já tinha lido em um guia que a torre dá umas balançadinhas lá em cima e tem até um sistema para amenizar o balanço. E nós lá em cima, e ela dizendo que "estava sentindo tudo balançar", e eu só dizia calmamente para ela que era apenas impressão dela, que ela estava impressionada e tal e que era para ela aproveitar a vista e não ficar colocando coisas negativas na cabeça. Só fui dizer para ela que a torre balança, sim, quando tem muito vento quando chegamos no chão novamente.. Ela quase me matou ...rs]

Para viagens longas de avião, eu tenho o cuidado de marcar lugar para ela no corredor, para facilitar que ela se levante e caminhe a cada duas horas e também confiro se ela está fazendo os exercícios de flexão dos pés a cada hora. Para a próxima viagem, eu marquei um lugar no corredor comum da classe econômica, e vou provideciar as meias de compressão (até para mim, porque as varizes estão dando sinal de que chegaram para ficar). Mas para as viagens futuras, estou pensando formas de acumular o maior número de milhas possíveis para fazer o upgrade para a classe executiva.

Também tomo os cuidados básicos que outros já falaram: todos os medicamentos com cópias das prescrições na bagagem de mão, voucher do seguro viagem sempre em lugar de fácil acesso na bolsa, em qualquer situação. E como ela tem essa dificuldade de se virar sozinha em situações novas, sempre carrega na bolsa em local acessível um roteiro com TODAS as informações da viagem e todos os contatos possíveis e imagináveis que ela possa precisar em uma situação de se perder (nisso sim, ela é bem como criança, quase precisando de uma "macacoleira"..kkkk).

Ela não tem problema com transporte público, e ela adora caminhar e por isso, é raro eu precisar de táxi quando viajo com ela. Só uso mesmo para os traslados de aeroportos/estações para o hotel e vice-versa, a não ser quando existe um transporte beeem eficiente para isso, ou quando ficamos muito perto de estações de trem (em Madrid nós usamos o serviço de ônibus expresso do aeroporto sem problemas e em Roma e em Florença os hotéis eram a uma quadra das estações de trem).

Café da manhã sempre no hotel também, mas isso eu faço mesmo quando viajo sozinha, pois acho muito complexo ter de ficar catando lugar para fazer o café da manhã logo depois de acordar morrendo de fome.

Por fim, outros cuidados que eu tenho quando ela viaja comigo: não viajo em alta estação e no verão, escolho roteiros urbanos e que não envolvam "aventuras radicais" (trilhas, mato, regiões desérticas, locais que representem problemas à segurança pessoal, locais onde eu mesma possa me complicar com a comunicação em uma primeira viagem), dou prioridade à programações culturais e passeios e caminhadas em parques (quando o clima permite). Por fim, tento, na medida do possível, já ter uma lista de restaurantes/bares/bristrôs para o almoço e o jantar, para evitar ficar rondando muito tempo até achar um quando ela está comigo.

Abs,

Cris

Pito e Mita
Pito e MitaPermalinkResponder

Após a aposentadoria e, a partir de 2010, temos viajado anualmente. Estou quase com 66 e a Mita próxima de mim. Estivemos em 2009 na Europa pela primeira vez, visitando a França, Suiça, Londres e Praga, no inverno, com sensação termica de -15º, gastamos trinta dias, sozinhos, desempacotados. Alguma dificuldade com o inglês mas estamos estudando regularmente (já estudamos francês). Em 2011, voltamos. Ficamos 42 dias: Portugal, Espanha, Itália, Eslovênia, Croácia, Londres e França. Em 2012, fomos ao Canadá e NY, em 22 dias, desta vez com um casal amigo. Programo tudo via Internet e compro ou reservo com muita antecedência. Nestes dias estou concluindo a programação deste ano. Em abril iremos à Turquia (15 dias), Londres, Paris, Orleans, Tours e Lisboa, em 35 dias. Já penso em 2013 (Áustria, Hungria, Polônia.
Utilizo vôos internos, trem, carro alugado para os deslocamentos. Nas cidades, prefirimos o metrô.
Pela minha pequena experiência digo que é possível sim viajar após os 60, sem transtornos. Fujo das excursões pelo corre-corre.
Se você já foi à Turquia, mande umas "dicas" para mim. Vou visitar Istambul, a Capadócia e fazer o roteiro de visitas nos lugares das 7 Igrejas da Ásia (de acordo com o Apocalipse).

silvia
silviaPermalinkResponder

A miha dica ( 61 anos este ano ) para viagens mais longas, como por exemplo , para asia e norte da Africa , recomendo utilizar cia aerea que pare numa cidade agradavel da Europa e ficar lá uns dois dias para descansar, melhorar a circulação das pernas, ( sempre protegidas por meias elasticas especificas e de boa qualidade ) , poder se rehidratar e se alimentar adequadamente e ir se adaptando ao fuso horario para a nova viagem aerea até o destino final.
Ja fui a India e Nepal, parando em zurique na ida e na volta com a swiss .Uma delicia chegar arriada numa cidade dessas onde tudo é sereno , silencioso e funciona ....
Para a china parei na africa do sul com a south african e fiquei uma semana , pois tinha muito o que ver e fazer.
Para Marrocos e Tunisia com parada na ida e na volta em Paris ..uma delicia!
Aproveitar a conexão é sempre uma boa pedida para conhecer e se recompor nessa idade . A viagem fica bem mais curta.
Costumo comprar um pacote para conhecer o pais do destino final ( nesses destinos mais complicados para uma mulher ) e chegar lá por conta propria, parando onde quero !
E a passagem até o destino final em geral com milhas .
Fica bem mais economico .....

beth
bethPermalinkResponder

Eu e meu marido temos 62 e ainda nao vi muita diferença nas viagens!!Viajamos por conta propria pesquisado na internet e viajamos por pacotes quando e para lugares mais complicados,tipo Russia e Egito por exemplo.Acabamos de voltar de 22 dias pela Alemanha seguindo dicas de VnV e ja estou planejando Canada pra maio!!Andamos o dia inteiro e so penso 2 vezes antes de encarar uma ladeirona ou uma escadaria enorme.E pretendo continuar assim!!Beth

RABUGENTO (@RABUGENTO)

Estou nessa faixa.

Seria bom se as cias.aéreas, como já fez a TRIP, fizessem algumas promoções para nós, velhotes.

Estando com saúde qualquer idade é boa para se viajar.

beth
bethPermalinkResponder

Otima ideia essa de promoçoes pra "os velhotes"!!Encarar classe economica e o pior de qualquer viagem de mais de 3 horas!!!Beth

r
rPermalinkResponder

A @SraRabugento gosta de viajar mas não quer ir no "reboque".

Depois que conheceu a "executiva" de aeronaves como o A330 e melhores, não quer viajar de outro jeito.

Você tem toda razão: Em viagem aérea acima de 3 horas não deveria existir "reboque".

Na econômica são todos sardinhas enlatadas.

Tina
TinaPermalinkResponder

Dá uma olhada neste site, acho que toda a viagem para a melhor idade fica mais barata:

http://www.viajamais.com.br/viajamais/

Kiss

Tina
TinaPermalinkResponder

Adorei o post, pq ainda nao me aposentei, mas faltam pouco anos, e como viajo bastante sempre fico observando como os idosos vão para todos os cantos do mundo e fico muito feliz porque quero continuar a viajar mesmo qdo tiver mais idade! Observo como já existem acessorios como bengalas/cadeirinhas, cadeiras de rodas q facilitam para viajar. E descobri que mesmo com problemas de locomoçao, artrite, dores de coluna e tudo mais q a idade avança traz, quem gosta de viajar continua a perseguir este sonho !

Kiss

Márcia MM
Márcia MMPermalinkResponder

Gostaria de ter indicação de empresas especializadas em turismo para a melhor idade. Pretendo viajar com meus pais para a Europa este ano (70 e 78 anos), mas, como não dirijo e gostaria de fazer uma ritmo bem mais tranquilo do que costumo imprimir na minha viagens, pensei que em excursão fosse mais seguro.
Obrigada !

Sylvia
SylviaPermalinkResponder

Meus pais , que hoje estao chegando
inteiríssimos aos 90 , nunca deram a
menor pelota para a idade da certidão
de nascimento.
Sempre viajaram como se tivessem 30.
Quando tinham 75 anos, pegaram os
quatro netos com idades entre 9 e 14
e foram para a Florida passar um mes.
Matricularam todos numa escola de ingles
alugaram um carro e um apê e viajaram
todos os findis ( com direito a furac?o)

Eu espero seguir o DNA familiar smile

Iara
IaraPermalinkResponder

Penso que a arte de enfrentar a passagem do tempo eh saber conviver com as possibilidades e os limites. Desde poder viajar com a mochila nas costas ate saber que short nao combina com celulite, mesmo aos 20! Kkk
Meu marido e eu , 66 e 64 anos, adoramos viajar e aprendemos, ao longo d o tempo, viajar melhor:
- evitando conexoes " muito apertadas"
- procurando, nas viagens a africa e asia, fazer um pit stop , ou camara de descompressao, como fala o Ric,
- procurando o minimo de deslocamentos fazendo uma base em lugares que permitam pequenas viagens diarias para conhecer os arredores ( provence, galicia, andalucia), beneficiando-se da tranquilidade de voltar pro mesmo quarto etc
- viajando de executiva, qdo dah pra pagar ou utilizar milhas,
- cafe da manha no hotel, com certeza,
- viajando slow e ficAndo, no minimo, 3 noites em cada lugar,
- fazendo, durante o dia, aquelas paradinhas deliciosas em varios e varios cafes, vendo a vida passar, em euro...
- viajando com todos os seguros possiveis, e com copias escaneadas de todos os documentos e cartoes, arquivadas numa pasta na caixa de email,
- agora, com ipad, ipod , skype pra estar sempre conectado, inclusive pq a cia aerea pode alterar voos,
- nunca sem reserva de hotel, preferindo os menores,
- trem so para deslocamentos que possamos fazer de mochila, pois carregar malas nos trens eh insano!
- utilizar taxis com mais frequencia. Agora mesmo, em fevereiro, vou com uma amiga para Andalucia, num festival de flamenco ( ah! Eu danco flam enco e vou ao festival em jerez de la frontera todos os anos ) . dessa vez vamos visitar Ronda e iremos num voo ate Sevilha e de la, com um taxi local ja contratado pela internet, ate Ronda. Maior conforto! Taxis sao mais baratos que no Brasil!
Concordo com um dos/das pitaqueiros/as ai de cima que existem roteiros nos quais a gente se sente mais confortavel num pacote: egito, marrocos, mas, de forma geral programamos tudo pela internet. Ano passado fomos a escandinavia e depois ficamos 10 dias em londres num apartamento lindo, em chelsea, que alugamos pela web.
Penso que nao sao viagens soh para mais velhos, e sim, viagens que todos gostariam de fazer. Nos conquistamos esse privilegio depois de, mais ou menos, 45 anos de trabalho. Todos os leit ores abaixo de 60 podem ficar sossegados: vao chegar lah! Kkkk
E assim vamos nos, vivendo e aprendendo, a cada viagem e com todos voces nestes encontros virtuais.
Abc, Iara

Shirley Moriale

Eu e meu marido temos 67 anoa.Como meu filho mora nos EUA, a cada 2 anos viajo para lá. No ano 2011 fomos a Buenos Aires ,em 2012 fomos a Portugal e Itália. Em abril, iremos a NOva York e Miami.
Nesta viagem, terei que tomar um pouco mais de cuidado pois fiz uma cirurgia no joelho com colocação de prótese. Nada disso me impede de viajar.Não gosto de grupos, por isso vamos sòzinhos com a ajuda de vocês.

zenon marques tenorio

Me aposentei aos 60 (faz ano e meio) e continuo a viajar desempacotado e faço todas as reservas pela internet, também forneço o númerto do cartão de crédito e nunga aconteceu algo errado. Ando com a minha mulher o dia inteiro, só regressando ao hotel à noite. Não vi ainda diferença e não senti cansaço além do normal. Nos locomovemos com transporte público e jamais com taxi. A língua é uma pequena barreira mas dá prá se virar usando a simpatia do brasileiro. Acompanho diariamente seu blog e outros de brasileiros mundo afora.

Lia
LiaPermalinkResponder

Minha mãe está com 64 anos e depois que ficou viúva há 3 anos virou minha parceira frequente em viagens.
A próxima será para a França, para comemorarmos o aniversário de 65 anos com um picnic aos pés da Torre Eiffel (a pedido dela).
É óbvio que alguns programas, principalmente os noturnos, deixam de ser feitos, há um cuidado maior com o horário das refeições, e tive que desacelerar um pouco. Mas pensando bem, slow travel é muito bom.
Tivemos situações em que ela deu um banho deixando a gurizada pra trás, para o espanto da guia no Canion de Colca no Peru, que pensou que ela que iria atrasar o grupo.
Alguns países dão desconto nas entradas de museus e passagens de trem aos Seniors, que pode ser a partir dos 60 ou 65 anos - depende da região, mas com excessão do Brasil, desconheço quem de prioridade a eles em filas. É bom se informar antes. Aqui em Florianópolis fui surpreendida em um restaurante com sistema de buffet por quilo que tinha desconto pra terceira idade.
Como precaução acho importante checar a saude deles antes de viajar, levar a receita de todos os medicamentos que usam, providenciar os medicamentos para os dias certos de viagem com uma margem de alguns dias para o caso de imprevistos e um seguro saúde (mas quem é jovem não deve fazer o mesmo?)
No caso de voos mais longos, não esquecer da meia elastica e estimular a movimentaçao das pernas. Vale conversar com o medico deles sobre o uso temporário de medicamentos que diminuam a coagulação.
Enfim, não vejo onde a idade possa ser considerada um impedimento para viagens, não havendo limitaçoes de locomoção (que podem impedir o acesso a alguns lugares) só precisamos respeitar o tempo deles e praticar o que é estimulado por aqui - slow travel.

SeBastian
SeBastianPermalinkResponder

Fomos, eu 71 e minha mulher 66, a Portugal para uma estada de 15 dias, que não conhecíamos ainda. Fizemos tudo via internet desde aqusição das passagens até hotéis e passagens de trem de Lisboa para o Porto. Não encontramos problemas que não pudessem ser superados. Adoramos o desfio de experimentar coisas novas, descobrir caminhos. Depois de 6 dias em Lisboa com ida a Sintra de trem, partimos para o Norte de Portugal de trem a velocidade de 260 km por hora. Uma delicia. Mais confortável que qualquer outro meio de transporte. Do Porto ainda fomos, já de carro alugado, a bela e festiva Guimarães, aquela que quando criaças estávamos acostumados a ver estapada nas latas de óleo de oliva.
De carro retornamos a Lisboa não sem antes passar pela deliciosa Coimbra, por Aveiro, a veneza portuguesa, Fátima e finalmente a medieval e não menos deliciosa Óbidos.
A culinária portuguesa nos é, em geral, familiar, mas tudo parece ter sabor especial quando se busca experimentar mesmo o que não se gista no Brasil. Assim foi com o bacalhau. Nunca havia comido prato tão saborosos de bacalhau. Foi um reaprendizado. Valeu, velho e amado Portugal.

Maria das Graças

Penso que a principal barreira para viagens é a falta de interesse. Tenho amigas da minha idade que não viajam nunca.

Eu sempre sonhei com viagens. Tenho uma enorme curiosidade em conhecer e viver em alguns lugares do mundo. Então viajamos todos os anos. Os nossos destinos preferidos são: França, Inglaterra, Italia, Argentina, Chile e Brasil. Só que o viajante independente encontra enormes dificuldades para preparar viagens no Brasil. Mas sou insistente e vou abrindo os caminhos.

No ano passado passamos uma semana em Belém, no início de julho, e foi uma viagem memorável. Este ano, na mesma época, pretendemos ir a Manaus e fazer o cruzeiro pelo Rio Negro e Solimões.

Nesse momento estou me preparando para ir pela 1ª vez à Florianópolis, no início de março. Mas como disse antes, as dificuldades para que um hotel daquela cidade responda a minha consulta de reserva está me deixando desanimada. Vou insistir.

Em Paris, para onde sempre voltamos e ficamos pelo menos um mês, alugamos apto de quarto e sala, confortável, em um bom endereço e com cozinha equipada. De lá vamos às regiões e cidades que nos interessam na França. E damos até uma esticadinha em Londres de Eurostar.

Nosso ritmo de viagem não mudou com a idade porque nunca viajamos na correria. Deixar de fazer a sesta depois de um lauto almoço? Nem pensar.

O que mudou foi a exigência em relação a conforto em hotéis, avião e trem. Preferimos hotel pequeno charmoso e com quarto espaçoso, classe executiva para os vôos longos e trem na 1ª classe. Não viajamos para o hemisfério norte no inverno.

Não temos nenhum problema de saúde. Não temos preocupação com doenças e mal estar só porque estamos mais velhos. Fazemos o seguro de saúde exigido para a nossa idade e vamos embora.

Viajamos por conta própria. E a preparação da viagem já é uma viagem. A Internet é uma mão na roda. Faço todas as reservas e uso cartão de crédito sem medo mas com cuidado. Até hoje nunca tive nenhuma chateação.

Tenho 60 e o marido 88 anos.

Maria das Graças

Correção: "exigência em relação ao conforto"

Naila Soares
Naila SoaresPermalinkResponder

Nooossaaa..esse foi um dos melhores posts deste site.
Li todos os comentários e, emocionada, fiquei com os olhos marejados.
Que bom seria se todos (uma utopia) os filhos e netos fossem tão dedicados quanto os que relataram suas experiências.
Tenho 48 e meu marido 49. Começamos a viajar há pouco tempo. Tomara que quando estivermos mais velhos,
nossos filhos nos tratem dessa maneira tão cuidadosa, paciente e principalmente amorosa.

Costa
CostaPermalinkResponder

Boas dicas q ue vcs colocam,cada um cf sua vivencia. Muito bacana.gostei dos relatos da Beth e da Silvia, pois tb ja' somos um casal sessentaaaaao, mas loucos por uma estrada......Em 2012 aproveitamos bem: Sergipe,Acre,Amapa,Para no Brasil ; Canada, Estados Unidos e encerramos o ano indo para Singapura,Maalasia e Bali na Indonesia. Neste ano a ideia E' conhecer o Chile e a Espanha.

beth
bethPermalinkResponder

Que bom que vc gostou do meu relato!!Estou planejando Canada para maio.Tem dicas???Foi "empacotado" ou por sua conta??Beth

zelia
zeliaPermalinkResponder

Emocionante, inspirador este post, fiquei encantada com os relatos todos. Parabéns aos filhos e netos que curtem a companhia de seus entes queridos em ocasiões assim. Adorei.

PêEsse
PêEssePermalinkResponder

Recentemente, li um relato muito interessante de uma viagem entre filha e pai de 76 anos pela Antártida.

http://www.ottsworld.com/blogs/father-daughter-travel-antarctica/

Lívia Tognon
Lívia TognonPermalinkResponder

Adorei esse post! Realmente tenho muitas duvidas e gostaria de dicas para viajar em família (pequena) de pai de 66 anos, mãe de 47 e filha de 18!
Eu e minha mãe sempre conseguimos curtir, porém meu pai precisa ao mesmo tempo descansar e aproveitar de um modo mais lento. Um cruzeiro pelo Caribe parece ser uma ótima opção. Ele sugeriu um tour pela Europa, mas creio que seja melhor começar com algo mais parado -- porém, divertido, principalmente em navios grandes como o Oasis of the Seas.

Cintia
CintiaPermalinkResponder

Mais uma vez parabéns pelo ótimo post. Fiquei muito contente de saber que há tantas famílias que estimam os seus idosos. O que, infelizmente, o brasileiro ainda tem muito o que aprender. Amo os meus pais e já estou planejando futuras viajens com minha mãe, sogra e tia. Eles merecem.

Vladimir
VladimirPermalinkResponder

Meus tio e minha tia viajam o mundo todo, ele tem 75 e ela 70.

São pelo menos 2 viagens de no mínimo 20 dias por ano.

Entre alguns destinos que achei diferentes e super interessantes estão:
1º - O Trem que liga o Oceano Atlântico ao Pacífico, no Canadá.
2º - De ônibus: Praga, Budapeste, Viena e Escandinávia.
3º - Países Bálticos: Polônia, Letônia, Estônia, São Petesburgo, também de ônibus. De São Petesburgo à Moscou de Avião.

Só para citar alguns que só quem é profissa de viajar faz.

Além destes, eles já fizeram Egito, China, etc... e os conhecidos de todos, como Europa, EUA e todo o Brasil.

Eles tem um agente de viagens que os auxilia e não ficam em hotéis distantes da área turística.

Não gostam muito de Navio/Cruzeiro, pois, acabam não conhecendo direito os lugares.

Eles são demaaaaaaaaais!!!

Celina
CelinaPermalinkResponder

Acho que tem que "ir treinando muito nos 50, 50 e poucos" ( eu ) e quando os 60 chegarem é só aproveitar os descontos que rolam aqui na Europa, para viajar mais e mais. Sinceramente, acho que só fica melhor, já que a gente fica cada vez mais descolada e desapegada de frescuras. No mais é viajar leve, para ficar livre e solta!

Patrícia B. Maia

Minha mãe, que faz 67 anos amanhã, foi pela primeira vez p/ Orlando em novembro. A viagem foi naquele ritmo frenético de quem não tem muito tempo e quer ir a quase todos os parques, passávamos o dia inteiro nos parques mas como estávamos desempacotados fizemos o nosso roteiro. A preocupação maior era o cansaço que ela tirou de letra, fiquei mais cansada do que ela. Alternei parques mais calmos c/ os que tinham mais atrações. A outra preocupação era o quanto ela iria aproveitar dos parques. Ela só não foi nas montanhas russas, foi a todos os simuladores, alternávamos as montanhas russas com outros brinquedos. Ela já fala em voltar smile

Fernanda
FernandaPermalinkResponder

Adorei!!! Tenho só 34, mas pretendo chegar aos 84 viajando muito, se Deus quiser!!!

Hoje viajamos com nossa filha de 2 anos, espero que daqui 50 ela me leve smile

E o mais interessante: quase todas as dicas sao as mesmas que nos seguimos com ela.

Andrea
AndreaPermalinkResponder

Meu pai tem 60 anos e é consultor agrícola para a cultura da cana de açúcar. Tem muita experiência no setor e por causa disso, começaram a surgir trabalhos fora do país. Então, embora gordinho e mais cansado, ele ainda tem pique de ir até Caracas, viajar pro interiorzão da Venezuela de carro ou "aviãozinho teco-teco" (como ele mesmo diz) , trabalhar o dia todo e enfrentar o caminho de volta. Teve uma vez que foi num domingo e voltou numa terça. Chegou no Brasil e foi direto para o escritório. Tudo bem que agora ele não pega mais trabalhos em Angola, África do Sul ou Oceania e só vai para países da América do Sul, no máximo vai pra Cuba (como foi ano passado), mas mesmo assim tem um ritmo invejável. Quero chegar lá igual a ele!

Luciana Betenson

Estive em Bento Gonçalves com minha turma de amigos "do vinho" e fiquei tocada com a cultura dos imigrantes italianos no local. Só pensava em como meu avô, filho de italianos, iria gostar daquele lugar. Só que meu avô já estava com 94 anos e, mesmo sendo um velhinho super sacudido, tinha suas limitações para viajar. Mas bolei uma viagem bem apropriada a ele - especialmente alugando uma van que nos levaria da porta do hotel à porta de todas as atrações, inclusve passando pelo Caminho das Pedras. E lá fomos nós: eu, meu avô, meus pais e três tios. Foi uma viagem deliciosa, meu avô curtiu muito, falou em dialeto italiano com alguns moradores do lugar, adorou as comidas, se divertiu nas vinícolas, se emocionou no Museu do Imigrante. Enfim, é uma viagem que guardo na memória com o maior carinho, especialmente porque meu avô se foi no ano passado, aos 99 anos de idade.

Luciana Ferreira

Na minha família sempre fomos viajantes, há gerações. Desde poucos meses até mais de 80, pé na estrada. Estamos envelhecendo viajando e continuando com as novas gerações no mesmo clima. As limitações são naturais e tem a ver não só com a idade, mas com a disposição, interesse ou preparo de cada um. Maravilha de enquete.

Lore
LorePermalinkResponder

Demais os depoimentos aqui, acredito que qualquer pessoa que viaja depois dos entas vai ter uma vida muito melhor. Eu também viajo sempre com minha de 66 anos, já temos combinado duas ou tres viagens curtas no Brasil por ano e uma para fora no máximo com intervalos de 2 anos, e quando viajo sigo basicamente o que todos recomendaram, ritmo mais lento, paradinhas estratégicas em cafés, e só curtição com mamis que ela merece.

Teresa
TeresaPermalinkResponder

Excelente este tópico, estou planejando uma viagem com minhas avós que já passaram dos 80 e minha preocupação é com o seguro viagem, já é dificil achar para quem tem essa idade, pior um que cubra pré-existencia, tipo uma crise de hipertensão.
Alguém tem uma indicação de confiança?? obrigada

Maria
MariaPermalinkResponder

Teresa, já usei o assist card que cobre essa faixa etária. Tem cobertura elevada e é um pouco mais caro.

Teresa
TeresaPermalinkResponder

obrigada Maria, vou dar uma olhada.

Malu
MaluPermalinkResponder

Como viajo solo algumas vezes, comprei um pen drive bem pequeno, de metal prateado, que coloquei em uma correntinha e uso sob a blusa (essa dica serve para qualquer idade). Escaneio passagens de avião, trem, aluguel de carro com os telefones, meu passaporte, foto para passaporte, vistos,número do seguro saúde e telefones de contato, todos os hotéis com a data que estarei hospedada, meus contatos no Brasil enfim, My Personal Data. Penduro no pescoço e vou que vou. Caso sofra algum contratempo, qualquer pessoa coloca o pen drive num computador e saberá quem é e o que fazer para ajudar. Eu sigo atualizando os dados a cada viagem e mesmo quando viajo com meu marido utilizo meu bat-pen smile Ah! , não esquecer de tirar e colocar na bandeja quando passar pela segurança no aeroporto pois esqueci na primeira vez e fui colocada em espera enquanto eles verificavam o que continha o pen drive. Depois nunca mais esqueci. Sem problema nenhum.

Cleci Maria Avanzi

Olá:
Viajamos pelo Brasil de motorhome em média 3 meses por ano, Europa todo ano para o Caminho de Santiago e sempre algum país diferente, em 2012 fizemos Eslovênia e Croácia e para 2013 em março vamos para Austrália, compraremos um motorhome e voltaremos para casa em Dezembro de 2013.
Ter 60 anos não nos tem impedido de nada por enquanto ...
Abraços
Cleci, Morro Reuter (RS)

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