4 toques para viajar em época de alta do dólar

Ricardo Freire
por Ricardo Freire

Euro e dólar

Atualizado em 7 de maio de 2018

Depois de três meses comportado, o dólar resolveu dar uma subida. Entre março e o início de maio de 2018, a moeda americana valorizou cerca de 10%, chegando a romper a barreira psicológica dos R$ 3,50 (do dólar comercial).

Relembramos aqui algumas dicas que valem para qualquer crise cambial -- incluindo as que ainda virão.

1 | Restrinja os deslocamentos

Aquela viagem cheia de escalas, que você acha que está rentabilizando ao passar em muitos lugares, na verdade é uma viagem perdulária.

Não existe deslocamento grátis. Numa viagem muito picada, você não consegue amortizar o custo de deslocamento a cada permanência curta. Resultado: o custo por dia da viagem sobe desproporcionalmente.

Programe viagem pra um lugar só de cada vez, e a viagem naturalmente vai sair mais barata.

2 | Quanto mais tempo num lugar, menos caro ele fica

Eu sempre digo isso, mesmo em tempos de paz cambial.  Quem tem pressa gasta em táxi e em excursão; quem tem tempo caminha, anda de transporte público, faz os passeios por conta própria -- isso barateia muito uma viagem.

Outra possibilidade aberta para quem se demora mais em cada lugar é alugar um apartamento. Além de ser potencialmente mais barato que hotel, você vai poder viver uma vida de bairro, que é bem mais em conta que a vida do turista -- descobrindo restaurantes abordáveis e aproveitando o supermercado pra preparar algumas refeições em casa.

3 | Garimpe a melhor relação preço x nota dos hóspedes

Nosso parceiro Booking é o melhor lugar para descobrir as melhores pechinchas de hotéis. O consolidado de opiniões é mais equilibrado do que o do TripAdvisor.

Por quê? Porque todas as resenhas no Booking são feitas por quem realmente se hospedou, por meio de um formulário enviado automaticamente depois da hospedagem. Graças a esse sistema, a resposta dos hóspedes funciona como uma amostra mais consistente de opiniões -- como num formulário de satisfação do consumidor, só que preenchido no conforto e anonimato da casa do hóspede (e não na frente do atendente da recepção). Além disso, você pode filtrar facilmente os comentários por perfil de hóspede (famílias, viajantes solo, jovens, casais).

Já o resultado do TripAdvisor pode ser distorcido por uma over-atuação de um hotel pedindo resenhas aos clientes (o que ajuda a elevar a nota do hotel) ou pelo mau humor de consumidores que só usam o TripAdvisor como se fosse um Reclame Aqui (plantando pulgas exageradas atrás da orelha de quem pesquisa).

Hospede-se com confiança em hotéis que tenham nota 8 no Booking. Se a localizão for extraordinária (ou o destino for caríssimo, ou o seu orçamento, muito minguado), considere também os de nota 7,5 ou 7. Querendo uma segunda opinião, confronte com a do TripAdvisor -- mas vai por mim: é sempre bom descartar tanto os elogios derramados muito pontuais e as críticas histéricas. Procure a opinião média e as críticas objetivas.

4 | Lembra do... Brasil?

O Brasil é menos caro do que a gente imagina. Temos a tendência de comparar sempre o preço mais alto do Brasil (de Réveillon, janeiro e Carnaval) contra o preço da baixa temporada no exterior. Continuamos dizendo que "é mais barato ir pra Miami" mesmo quando as passagens para a Flórida vão à estratosfera, em janeiro e julho.

A verdade é que, quando você compra a passagem com alguma antecedência (30, 60 dias) ou em promoções, voar pode não ser caro.

Não é só nos pacotes que você vai encontrar bons preços de hotéis. Hoje os hotéis brasileiros oferecem condições parecidas em todos os canais de distribuição, incluindo os sites de reservas convencionais. De novo, nosso parceiro Booking é um ótimo lugar para pesquisar. Não tem pegadinha: os preços vêm para duas pessoas, e em 95% dos casos, já com todos os impostos e taxas incluídos (quando tem algum ISS ou taxa de serviço excluída, a informação vem clara na página de reserva).

Além disso, o Brasil é o melhor destino para você usar suas milhas. Aquelas 50.000 a 80.000 milhas da tabela básica necessárias para uma pessoa viajar aos Estados Unidos ou à Europa podem ser transformadas em passagens para duas a quatro pessoas viajarem dentro do Brasil. E as promoções de milhas reduzidas são mais freqüentes.

E os seus planos de viagem? Foram alterados por essa nova subida do dólar? Conta pra gente!

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102 comentários

Carlos Santana

Ricardo,

Passei a desconfiar da Booking.com quando fiz críticas sobre um hotel cheio de problemas em Florianópolis. Eles não publicaram logo após a hospedagem e só fizeram após eu ameaçar fazer reclamações nos órgãos de defesa do consumidor.

Atenção: Os comentários são moderados. Relatos e opiniões serão publicados. Perguntas serão selecionadas para publicação e resposta. Entenda os critérios clicando aqui.
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