Viagens com papai: aonde ele te levava?

Ricardo Freire
por Ricardo Freire

Garopaba

| Garopaba, Santa Catarina |

Sou de uma geração que não conheceu resorts quando criança. No meu tempo a Disney era um sonho exclusivamente infantil -- os pais economizavam para mandar os filhos em excursão, não iam junto. O cardápio de destinos de férias não era baseado no anúncio de domingo da CVC, mas nas cidades onde houvesse parentes. Isso, claro, até a sua família conseguir realizar o sonho da casa de praia própria, a partir do quê todas as férias já tinham destino certo. Viagem de avião era uma ocasião: uma comitiva levava e outra buscava qualquer pessoa que fosse voar. (Ah, sim: e ver avião pousar no aeroporto era programa para levar crianças no fim de semana.)


Por todas essas razões, não tenho muitas lembranças de viagem com meu pai (a partir de agora denominado "o Pai"). Mas posso creditar a ele a inoculação do vírus viajante na minha corrente sangüínea. O Pai nasceu em Sergipe e foi casar com a minha mãe (doravante "a Mãe") em Porto Alegre. Por trabalhar no Banco do Brasil e por ser Bicho Carpinteiro no horóscopo chinês, o Pai fez a Mãe (e os cinco filhos que viriam entre 1953 e 1971) se mudar 16 vezes de cidade. Eu sou da segunda geração dos filhos, o sanduíche (dois pra lá, dois pra cá) e peguei quatro mudanças, entre os 3 e os 12 anos: de Porto Alegre para Aracaju, de Aracaju para o Rio de Janeiro, do Rio de Janeiro para Brasília e de Brasília de volta a Porto Alegre. Tenho certeza de que foi essa perambulância que me fez assim peripatético mrgreen

Me lembro de longas (e calorentas) viagens de ônibus a Aracaju. Mas me lembro também quando eu e minha maninha Beth, 6 e 5 anos, viajamos sozinhos de Electra do Rio a Porto Alegre para o casamento do meu tio (o resto da família foi no nosso Opala com banco inteiriço na frente).

Teve apenas uma viagem que eu pedi pra fazer e ele nunca me atendeu: ir ao Rio Quente, quando a gente morava em Brasília.

Em 71, quando voltamos ao Sul, pedi para ir sozinho de ônibus (36 horas pela Real Expresso; o ônibus quebrou em Uberlândia e precisou ser substituído, atrasando mais 6 horas, e eu sem conseguir avisar a família). Foi minha primeira viagem independente, aos 12 anos grin

Em Porto Alegre o Pai se aposentou, e o apartamento funcional de Brasília virou uma casa em Garopaba, Santa Catarina, na época em que a praia tinha uma igrejinha muito mais bonita do que essa que aparece na foto (aumentaram a torre, foi um crime). Mas lá pelos 15 anos troquei os longos verões catarinenses (quem passava por média no meu colégio tinha férias de 20 de novembro a 1º de março) por cursos intensivos de verão em Porto Alegre (talvez venha daí minha queda por cidade grande).

Com os filhos crescidos, o Pai e a Mãe começaram a fazer viagens longas. De dois em dois anos eles pegavam uma excursão com a Abreu. A mais esfuziante foi uma volta ao mundo, em que a Mãe voltou tão confusa que não distinguia Manila de Los Angeles. A última viagem deles foi a mais maluca: o Pai alugou um carro e cruzou a Europa em várias direções, só na adrenalina de poder correr nas auto-estradas. Não sei se a Mãe e a minha tia-avó Vó Ana (tá viva ainda! quase 100 anos!) acharam tão divertido quanto ele.

Cada viagem, claro, produzia uma quantidade ilimitada de slides, que eram baratinhos para revelar e requeriam uma sessão especial para ser vistos, no escurinho da sala de estar.

Quando é que eu poderia imaginar que aquelas sessões de slides resumiriam a minha vida dali a 35, 40 anos?

E você? Que viagens lembra de ter feito com o seu pai? Que influência ele teve no seu perfil de viajante? Conta pra gente!

Feliz dia dos pais para todos os pais e todos os filhos!

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38 comentários

Cláudia
CláudiaPermalinkResponder

Acampamento selvagem no canyon Fortaleza, Aparados da Serra, quando ninguém mais conhecia a região. E em praias desertas (totalmente) de Florianópolis. Isso existiu um dia!
Meu pai carregava o carro com TUDO que precisávamos e ficávamos um mês isolados do mundo, o lugar todo só pra nós. Café com leite condensado, pois nao existia leite longa vida, banho de rio, mar ou de água da chuva, pois a água que tinha era pra beber e cozinhar... E a cada ano ele incrementava a estrutura, com reboque, banheiro ecológico, geladeira, tanque de água...
O resultado disso? Ótimas lembranças de liberdade, prazer pela vida ao ar livre e viagens a lugares remotos, e facilidade de adaptação em viagens independente das condições... Feliz dia dos pais!!!

Fabiana guida
Fabiana guidaPermalinkResponder

Filha de pais separados os passeios com meu Pai eram sempre muito esperados , nosso destino era certo ou casa da avó no interior , que sempre nos esperava com bolinhos de chuva e café com leite a qualquer hora da madrugada pois sempre chegávamos na madrugada , ou uma casa "surpresa " na praia alugada sem as facilidades da internet ...Mas o que marcou é que o carro Sempre quebrava ... Kkkkkk e passávamos horas brincando , enquanto meu pai conserva !!!!

Márcia
MárciaPermalinkResponder

Eu também não tenho muitas lembranças, já que quase não viajávamos. O que eu me lembro realmente era que passávamos as férias inteiras de verão em um apartamento alugado por temporada em Teresópolis, já que várias pessoas da família tinham casa ou apartamento nesta cidade da serra fluminense e como nós não tínhamos, a saída era alugar apartamento por 2 meses no verão. Eu curtia muito, pois havia os primos e a cidade ficava repleta de jovens nesta época.

Diogo Avila
Diogo AvilaPermalinkResponder

Ah! O meu Super-Herói-Pai me ensinou tudo o que aprendi sobre viajar e quase que tudo sobre a vida!
Hoje se corro o mundo é por causa dele!

Ana
AnaPermalinkResponder

Lendo o post me senti praticamente retratada... Moramos em muitas cidades, pois meu pai era funcionário público e vivia sendo transferido de lá pra cá. Viagens com ele eram sempre as mesmas: para a casa dos avós paternos, em Socorro, para a dos avós maternos, em Amparo, e para as duas praias que ele achava desertas o suficiente (na época) pra gente passar uns dias em julho e/ou em janeiro: Peruíbe e Iguape. Sempre de carro, eu e meus 2 irmãos (na época, agora somos 4) brigando no banco de trás do DKW ou da Variant.
E depois, como o Riq contou, tinha a famosa sessão dos slides na sala escurinha. Tenho quilos de slides, ainda hoje. E é neles que eu encontro a história das minhas primeiras viagens!

Marcie
MarciePermalinkResponder

Eu acho que já nasci com o gene da viagem, pelo simples fato de os meus pais terem sido imigrantes. Para quem ainda não sabe esta história: meu pai, Polonês, fugiu do gueto, durante a II Guerra, via Pérsia e Japão, indo parar na China, onde conheceu e casou com minha mãe. Minha mãe, de descendência Russa, cujos pais fugiram da Rússia durante a revolução de 1917 e foram morar em Harbin, China, onde ela nasceu.
Instaurado o comunismo da China, fugiram, como apátridas para o Brasil. Passados os primeiros tempos aqui, que foram difíceis, começaram a viajar e nunca mais pararam. E nem eu.
Minha primeira viagem, sozinha com meu pai, foi para o Rio, a bordo de um Electra. Lá naquela salinha lá atrás, que ele dizia ter "alugado" só para nós.
Seguiram-se várias viagens, com ou sem minha mãe, pela América Latina ( #vibana desde cedo, eu... smile ) e algumas pelo Brasil.

Joao Lucena
Joao LucenaPermalinkResponder

Puxa, essa é uma pergunta interessante, Eu não me lembro de ter feito nenhuma viagem interessante com o meu pai. Sim, quando eu era criança, as mais interessantes foram nas redondezas de onde morávamos. Viajemos de carro e meu pai jamais foi um interessado em viagens longas. Em contra partida, os meus filhos não poderão reclamar. Sempre que possível, estamos também pegando a estrada com eles, aqui nos Estados Unidos! Muitas histórias virão pela frente, prometo!

Ana Paula
Ana PaulaPermalinkResponder

Para o Nordeste, toda a familia, nas ferias. Em feriados, Região dos Lagos!
Te amo, pai!

JB
JBPermalinkResponder

Sou temporão e não tenho muito registro de viagens com meu pai. No máximo íamos de carro de Campos dos Goytacazes, onde nasci e morei até os 16 anos (eca!), ao Rio de Janeiro, numa viagem que durava o dia inteiro, tinha a parada obrigatória no posto Esso de Araruama (o que tinha um tigre enorme!) e uma espera de mais ou menos duas horas até podermos embarcar na balsa que fazia a travessia dos carros pela baía da Guanabara.

Fora isso, nossos verões e invernos eram passados em Atafona (que sofrimento!!)uma praia completamente sem graça, sinônimo de paraíso para meu pai. As vezes conseguia escapar para BH, onde minha irmã morava, o q melhorava muito as férias (lembro de frequentar o clube Cruzeiro e ficava espantado em ver que lá havia 9 piscinas!!!).

Com certeza essa carência de viagens me motivou a ser beeeem mais curioso com o nosso planeta, buscando QUALQUER alternativa para praias amarronzadas e metrópoles interioranas (adoro BH, mas tem outra definição para a cidade?).

Cristina
CristinaPermalinkResponder

JB, o Tigre da Esso te marcou, igual para mim nas viagens que eu ia para São Paulo com minha avó e meu tio/padrinho quando era pequena. Graças a meu pai e meu padrinho, adoro uma estrada...

Fernanda
FernandaPermalinkResponder

Adorei a história! Minha primeira viagem foi com +/1 mês de vida, de volta para Manaus, onde meus pais trabalhavam na época. Minha mãe veio pra São Paulo no final da gravidez pq lá os hospitais eram péssimos (início dos anos 80). Mudamos para Campinas uns dias antes de completar 1 ano, viajei com meus avós enquanto meus pais cuidavam da mudança. Fui algumas vezes visitar meus padrinhos em Curitiba quando era criança, mas sem pais. Com pais mesmo, eram só as viagens anuais para Ubatuba - 1 semana sempre no mesmo hotel, que não lembro o nome. E claro, para o sítio do meu avô em Socorro (que ainda visito bastante até hoje). A primeira viagem internacional foi aos 12 anos, uma roadtrip pela Califórnia + Las Vegas com uma família de amigos dos meus pais - em uma época que viagem internacional ainda era super incomum. A partir dos 15 anos fui esperta, sempre viajava 1 vez por ano com amigos e 1 vez com meus pais. Não dei uma de adolescente rebelde que não quer ficar junto dos pais. Sempre curti muito nossas viagens, sempre acabavam sendo as melhores do ano pq o orçamento é maior hehehe Ainda mais que eu que escolho o destino e faço a programação. Nunca consegui fazer viagens grandes com amigos, só com família mesmo - pq orçamento, férias, desejos, etc nunca batem!

Carmem
CarmemPermalinkResponder

Meu pai foi - e ainda é - um grande viajante. Ontem mesmo falávamos sobre isso. Estreou como viajante internacional aos 49 anos e não parou mais.
Na minha infância, nos anos 50, as viagens eram para Bertioga, na colônia de férias do SESC, que não era nem de longe o que é agora.
Nos 60, as férias eram na Cidade Ocian, no apê de um tio-avô que emprestava a chave...
Depois veio a fase dos hotéis do Motel Clube Minas Gerais. E lá íamos aonde quer que houvesse vaga.
Isso tudo sempre intercalado com viagens de trem para Laranjal Paulista, a terra natal do Pai.

Mariana
MarianaPermalinkResponder

Nossa Ricardo, me identifiquei muito com você! Também vivi me mudando pois meu pai é aposentado do BB, moramos em Brasília (nasci lá), Belo Horizonte, São Paulo,... acho que é por isso que adoro viajar, ter raízes, mas conhecer tantos lugares lindos por esse mundão afora!
Nas nossas férias o destino era sempre Ribeirão Preto (cidade dos meus avós) ou Guarujá (em apê emprestado dos amigos)! Mas ô época boa, dá muitas saudades.. Ah! E fomos em Caldas Novas 1 única vez! rs..

Andrea
AndreaPermalinkResponder

Acho que minha paixão por viagens começou com o meu pai...viajei muito com ele quando criança ! Com ele conheci várias cidadizinhas do interior de Pernambuco (meu estado) ,as praias,capitais de estados do Nordeste,sempre na mala do carro (belina,Marajó ),sem cinto de segurança ! A primeira viagem de avião ,com ele tb ,foi para Fortaleza na extinta Transbrasil! Depois disso, meus pais se separaram e ele funcionário da Petrobras foi morar em várias capitais diferentes (Belém ,Aracaju, Fortaleza) e eu já adolescente ia passar as férias com ele.Depois disso,ganhamos o mundo separados,mas sempre compartilhando as nossas dicas,indicando sites e blogs,com este aqui. Hoje,eu adulta e ele beirando os 70 e infelizmente doente,voltamos a viajar juntos para seu tratamento de saúde .

Malu
MaluPermalinkResponder

Meu pai nos levava, minha mãe eu e meus dois irmãos, de Botucatu para o Guarujá nas férias de janeiro, na Colônia de Férias. Quando eu tinha 7 anos nos mudamos para Santos e então começou minha vida de viajante independente. Minha amada Avó ficou em Botucatu e todas as férias de julho, de dezembro a março e todos os feriados prolongados, meus pais me traziam de Santos para São Paulo e me colocavam no ônibus para Botucatu onde minha avó me esperava. Adorava a sensação de liberdade e o prazer em viajar para encontrar minha felicidade.

Sandra Campos
Sandra CamposPermalinkResponder

Nossa ri muito. Também sou filha de servidor público, mas só me mudei uma vez para Recife , época em que percorremos as capitais nordestinas a bordo de um fiat 147. Antes disso e depois, no Rio, a infalível casa de praia em Araruama era o destino KKKK, permeada por algumas idas a casas de amigos e parentes na serra ou angra (raro). Hotéis só em alguns raros seminários e por último , quando eu já tinha quase 18 anos uma excursão para Disney, com a família toda, com a Stella Barros (acho que fiquei traumatizada, pois nunca mais fiz uma excursão kkk), mas também acredito que meu pai foi o responsável pelo vírus da viagem, já que ouvi suas incontáveis histórias do tempo em que ele viveu na França, Guiana francesa , Amazônia e Port of spain, além das inúmeras sessões de slides dessas viagens e da viagem para Buenos Aires e Bariloche onde minha irmã foi concebida kkkk, que por coincidência foi a primeira viagem que eu fiz com o meu dinheiro, aos 21 anos rsrs.

Cristina
CristinaPermalinkResponder

No negócio que meu pai trabalhava, Dezembro era um mês ruim que ele ficava endividado, então como Julho era um mês bom, ele sempre pagava em 12 vezes com juros a família ir para um resort em Angra - bem, na minha geração não se chamava resort Riq, mas pensando bem, acho que não tenho vontade de ficar comendo hoje sem parar num all-inclusive por conta dessa época rsrs. Falando sério, quando eu quero um hotelzinho melhor dos que costumo ficar e um restaurante bom por cidade visitada, é a minha porção paterna que fala mais alto. Ele sempre falava que queria conhecer Buenos Aires e a Alemanha. Dois anos depois dele partir, levei minha mãe e irmã para a primeira e 11 anos depois, quando tive minhas primeiras férias do trabalho, fui tomar uma cerveja em Munique, sem gostar de cerveja, em homenagem a ele!

Maglu
MagluPermalinkResponder

Também filha de pais separados (por que os pais fazem isso com seus filhos? É uma dor que nao passa nunca!!!) o Pai só é uma sombra na vida, nem me lembro direito da fisionomia dele. Mas a Mae, quando eu era ainda bem pequena, para obrigar-me a comer "viajava" com a colher cheia de comida, como se fosse um aviao, por um mapa mundial que havia na parede da sala e "aterrissava" na minha boca. Provavelmente o "pouso" nao era muito suave porque, mesmo morando ma Europa há 26 anos e sendo da área de turismo, viajo relativamente pouco, tomei pavor de aviao, só entro em um quando nao há outro jeito.
Dia dos Pais? Nunca comemorei, nem sabia que é em agosto. Aqui na Alemanha é no feriado da Ascensao de Cristo. Para comemorar, os pais, às vezes os filhos, e os amigos (só homens!) se "armam" de dezenas de latas de cerveja e só voltam para casa quando estao todas vazias. Cada povo com seu costume (estranho)!

Beta Rodrigues

Morávamos em Criciúma/SC. Tínhamos a tal "casa de praia" e as férias de verão eram sempre lá. Fazíamos passeios de ônibus para Porto Alegre, na casa da Vó, numa época em que ele passava um trecho pela praia, e a maré tinha de estar baixa para ele não atolar. Isso era motivo de muito ansiedade. Era a maior aventura para nós crianças. Lembro também o dia que ele nos levou para subir a Serra do Rio Rastro, e ia contando histórias no caminho para deixar a viagem mais emocionante. Típico do meu saudoso pai. E também quando estavam construindo a BR 101 Criciuma-Floripa, que fomos de carro. Levamos um dia inteiro. Acho que foi daí que tirei meu espirito aventureiro. E o meu pai sempre tornava a viagem mais emocionante com suas historias.

Amélia
AméliaPermalinkResponder

Terceira filha, temporona, eles tinham 44 anos, quando nasci meu pai era diretor da Caixa Econômica Estadual, em São Paulo, nossas férias eram 10 dias em Campos do Jordão em julho e 10 dias no Guarujá em janeiro, nas colonias de férias, era uma festa! viajamos muito para casa das tias em Pindamonhangaba, quase todo fim de semana, mas meu pai era "o caseiro", pagava para irmos eu e minha mãe.Quando minha mãe descobriu as excursões, ah!, nossa vida era andar por este pais... e também países do Prata.Fizemos missões jesuitísticas, com foz e 7 quedas; Belem/Brasilia e depois todas as capitais do N e NE, serras gauchas, Pousada do Rio Quente, quando na década de 80 fui estudar no Rio, passei a fazer meus roteiros e mochilões com a turma, para Machu Pichu, região dos lagos, e depois de casada viagens para o Hemisfério Norte. Meus pai sempre incentivou, pagou, adorava me ver curtindo, mas não ia! Minha mãe deixou a herança...

Vladimir
VladimirPermalinkResponder

Que post agradável!!!

Meu Pai trabalhou 5 Anos na Alemanha, pela antiga NUCLEBRÁS, atualmente, INB.

Morei lá pouco mais de 3 Anos, dos 7 aos 10, de 1977 à início de 1980, com ele, minha mãe e minha irmã (1 ano mais nova). Meu irmão nasceu em Dortmund. Segundo eles contam, foi "encomendado" em Lyon - França.

Nesse tempo eu viajei toda a Europa, sempre de carro. Fomos 2 vezes até Portugal, 2 até a Itália, um réveillon na Inglaterra, destinos de esqui, etc. As vezes ele ficava trabalhando e minha mãe pegava o carro e saía rodando com a gente!!!

Na época, ainda havia a cortina de ferro e era difícil entrar em países do leste europeu! O único que fizemos foi a antiga Iugoslávia, no caminho para a Grécia, de onde voltamos pela Itália!!!

Com certeza é por isso que Amo de Paixão a Europa e a Alemanha! Pena que não tenha condições de ir todo Ano!!! Tem muita coisa que gostaria de refazer agora, já adulto!!!

Abraços e Ótima Semana,
Vladimir.

Mônica
MônicaPermalinkResponder

Adorei o post. E relembrei a minha infância e adolescência. Meu pai, médico, sempre trabalhou muito, mas isso não o impedia de viajar. Sempre tinha um congresso interessante ou uma aula para ser dada fora de São Paulo ou do Brasil. Como eram fora da época das ferias escolares só o filho que estivesse bem de nota poderia ir junto com meus pais. Como não era o meu caso, o meu irmão caçula sempre ia. Mas nas ferias meus pais nos deixavam ou no Sitio dos meus avos em Jaboticabal ou no nosso apto no Guarujá e passavamos o mês inteiro. Esporadicamente, iamos pro Rio e Campos do Jordão. Épocas maravilhosas que deixaram muitas saudades! Mas a melhor viagem que fizemos foi quando meu pai foi trabalhar e estudar nos EUA e fomos morar em Denver. Ffzemos uma viagem de 20 dias atravessando os EUA de carro. A família toda unida, cantando, brigando, conhecendo lugares lindos! Também tinhamos as sessões inesquecíveis de slides na sala de jantar. Lembro-me do entusiasmo do meu pai com todas as suas viagens e suas descobertas e tenho certeza de que foi ele, um grande curioso, que me incentivou e continua incentivando essa vontade louca de conhecer novos países, novos lugares. E até hoje viajamos juntos. E meu marido, meus filhos e eu adoramos cada minuto que passarmos com ele! Que benção ter vivido tudo isso!

Patricia B.
Patricia B.PermalinkResponder

Ótimo post. Na infância viajávamos de carro. A primeira lembrança é de uma viagem pela Rio-Santos, aos 3 anos. Quando tinha 6 anos meus pais compraram um apto no Guraruja, e então passávamos as férias inteiras de verão, o que era ótimo, mas também as de inverno (aprendi a bordar, fazer trico, pois na televisão só pegava o canal 7 em PB, e passava "Bang Bang à italiana"). No verão as vezes íamos passar o dia na Barra do Una, que era quase deserta, com direito a pic nic e banho de rio. Um feriado por ano meus pais alugavam uma casa em Campos do Jordão e era muito bom. Acho que ainda gosto de ir para lá por causa dessa época. Mas o que foi o "start" mesmo de meu gosto por viagens foi quando tinha 11 anos e minha irmã 8, meus pais decidiram nos mandar SOZINHAS de avião para passar o mes de julho em Portugal com meus avós (detalhe, foi a primeira vez que andamos de avião, e foi o máximo!). Depois disso, Disney aos 15 anos com a Stella Barros (com minha irmã e minha mãe), Bariloche aos 17 com toda a família, e não parei mais... Papi, obrigada!

Eneida
EneidaPermalinkResponder

Também adorei o post e lembrei exatamente das minhas férias na infância: morando em Niterói, as férias eram parte em Minas, na casa da avó materna, e parte em Saquarema, na casa alugada todo ano que reservava, sim, muitas surpresas, como disse alguém acima, pois alugada por telefone, sem internet... Íamos sempre com outra família (tios com primos, que variavam), e era uma festa: muitas crianças juntas, praia o dia inteiro, sorvete na pracinha de Saquarema, escapadas a outras cidades perto... Que saudade que deu!!!

Kênia Ávila
Kênia ÁvilaPermalinkResponder

Que legal sua história, Ricardo! Obrigada por compartilhá-la conosco.
Da minha parte, cresci no interior de Minas Gerais e, como vc disse, não era fácil viajar naqueles tempos. Então, invariavelmente, minhas férias escolares foram na fazenda dos meus avós, em Minas tbém. Teve um lado bom, pois as melhores memórias da minha infância são desses momentos em família na fazenda. Mas minha primeira "grande viagem" foi para a praia, aos 18 anos, Maceió. Porém, comecei a cair no mundo só depois dos 26 anos.
Acho que é por isso que hoje sou viciada em viajar, tenho uma sede de conhecer lugares diferentes... Deve ser para tirar o atraso! hahaha. Enfim, quando penso na minha vida sem viagens, fico deprimida. Até já terminei um quase-casamento porque o meu namorado implicava com minha mania de viajar. Aí não deu outra, eu tive que escolher entre as viagens e o namorado/casamento... Ops! Ainda estou solteira. rsrs

Fernando
FernandoPermalinkResponder

Meus pais são separados também, mas isso em nada afetou minha relação com meu pai. Também ex-funcionário do BB, quase um nômade, com ele viajei de carro diversas vezes de Alagoas ao Paraná, sempre com algum roteiro alternativo no caminho. Desbravamos boa parte do litoral nordestino quando as estradas, quando existiam, eram uma atração à parte pelo desafio que representavam. Quase um rally. Lembro certa vez que gastamos um dia inteiro para ir de Maceió à foz do São Francisco, com o carro literalmente deslizando na lama dos vários trechos de canaviais que atravessamos. Nunca soube poupar dinheiro para uma viagem internacional, mas além do privilégio de ter com ele conhecido alguns dos lugares mais belos do país quando ainda estavam intocados, virgens, graças ao meu Pai e nossas viagens foi formado meu gosto musical: desde quando consigo me lembrar, ouvíamos Beatles. E ouvi-los, até hoje, continua sendo uma forma de voltar a esses lugares. Hoje, eu tambem pai, sou um viciado em viagens e neste ano serão 3 para o exterior. Quero correr o mundo com meu filho!

Adriana
AdrianaPermalinkResponder

Como o meu pai era carioca, eu vivia na Dutra. Ía para o Rio direto e nas férias, íamos para Friburgo na casa de uma tia. E nas férias de julho para São Lourenço! Depois começamos a ir direto Para Campos do Jordão, quando não existia nem Baden Baden. Era bom demais!

Patricia Papp
Patricia PappPermalinkResponder

Na minha família nossos pais nos influenciaram e continuam nos influenciando, tanto que viajamos muito com eles e com nossos filhos, irmãos, cunhados.

Nós sempre fizemos muitas viagens de carro do sul até o nordeste, depois até Argentina, Chile.

Mas tarde fizemos estas road trips pela Europa, Estados Unidos....

Nossa mais recente viagem foi juntos (Agora em julho) pelo Canadá de mortrhome, um sonho que eles tinham desde a época em que acampávamos e só agora, mais de 20 anos depois, foi possível realizar!!! Comecei a fazer os posts contando semana passada!

Acho que meus filhos também vão tomar gosto pela brincadeira!!!

Maglu
MagluPermalinkResponder

O post do Ricardo, com quem já mantive muitos contatos antes deste site existir, é realmente ótimo (minha mae, como funcionária pública federal, também teve que mudar-se para Brasília)e nos fez relembrar de muitas coisas. E os outros posts também, me fizeram lembrar de tempos passados, ainda no Brasil. Também trabalhei na NUCLEN/NUCLEP que foi meu primeiro passo rumo à Alemanha. Mas bem antes mesmo, também trabalhei na Stella Barros Turismo, onde a chefe no Rio já era a Beth Barros, dona Stella (a "vovó Stella") só ia lá de visita, já estava aposentada.
Para nao dizer que nao viajo muito, em dezembro 2012 estivemos mais uma vez no Brasil (vamos a cada 2 anos). Fomos (e voltamos) do Rio a Maceió de carro. Perdoem-me os "tupiniquins de carteirinha" mas em cia. aérea brasileira eu nao entro (culpa da colher cheia de comida da minha mae rsrsrs). Entrava no tempo da Varig, agora prefiro as estradas.
Logicamente, depois de um bom tempo por aqui, conheco a Europa Ocidental toda. De carro, de trem e só duas vezes de aviao.
Queríamos viajar agora no comeco de setembro para Amsterdam, de carro, mas fomos desaconselhados por muita gente que já esteve lá. Pernoite do veículo em estacionamento pago, € 50,00, e com pouquíssima seguranca. Roubam no preco e roubam tudo que dá para desmontar, até rádio e caixa de primeiros socorros. Incrível!
Para quem gosta de fazer tudo a pé, como nós, o hotel precisa ser bem no centro. Mas lá os hotéis sao absurdamente caros (café da manha fracote paga-se por fora), velhos, sem conforto. E fama de cidade limpa, bem conservada, com boa comida, Amsterdam nao tem. Para a turma jovem, em busca de "aventuras extras" nos coffee-shops, a cidade é ideal. Mas para nós, da geracao 60+, sobram alguns passeios de barco (que já fizemos umas duas vezes em outra épocas) e só uns dois museus que valem a pena. Muito melhor esperar a primavera (marco/abril) e visitar Keukenhof, o mais belo parque de tulipas do mundo. Já fomos e vale a pena voltar. Mas só até meados de abril, depois nao há mais nada para ver. Eles tem site próprio com todas as informacoes em várias línguas, acho que até em portugues. Fica aqui a dica.

Márcia
MárciaPermalinkResponder

Olá, Maglu
Com a facilidade da compra da passagem aérea no Brasil, quase não se faz mais estas viagens de carro tipo Rio-Maceió ou correr o nordeste de carro. As estradas, saindo do eixo Rio-São Paulo, estão em péssimas condições, há risco de assaltos, principalmente á noite e poucos pontos de apoio.

TANIA JANIN
TANIA JANINPermalinkResponder

Meu pai adorava viajar e de carro, por vários motivos. Adorava dirigir, tinha medo de andar de avião que só andava a trabalho, e também porque quando eu e meu irmão éramos pequenos pagar passagem aérea pra toda a família era caro pra caramba e não tínhamos essa grana. Mas sempre viajávamos. Como ele adorava carros e dirigir sempre nas férias ele chegava em casa com um carro novo e dizia, "mulher arruma as malas que amanhã vamos viajar!" Entendam que o carro era novo pra nós crianças ( criança na minha época não tinha a menor noção do que hoje representa pai ter carro do ano, muito menos marca de carro). A aventura começava com essa novidade de viajar no carro novo e muitas vezes "sem destino", isso ele dizia, mas certamente ele tinha algo na cabeça. E íamos nós "sem destino" com o carro novo abarrotado de fruta, água, biscoito, ovo cozido e sanduiche andando de carro, para aqui, para ali, almoça ... até o sol enfraquecer quando ele começava a se organizar para dormir na cidade que estivesse mais próxima e aí começava a procura por um hotel. Tivemos alguns sucessos mas também enfrentamos alguns perrengues.
Nas férias de julho, ainda crianças, íamos muito para a fazenda de parentes distantes, em Carangola, Minas. Era muito bom, andar a cavalo, tirar leite, quer dizer, ver tirar leite de vaca, tomar banho de rio , ver fazer rapadura....
Lendo os relatos, o da Carmem cutucou a memória de uma outra fase que nem me lembrava mais, a do Motel Club Minas Gerais. E íamos aonde encontrássemos vaga, assim era escolhido o destino. Isso foi o máximo que meu pai fez em termos de viagem organizada quando éramos crianças.
Fazíamos muitas pequenas viagens de fim de semana ou mesmo o que hoje em dia chamamos de bate-volta, meu pai era antenado e eu nem sabia!Mas tudo sempre de surpresa. Como ele dizia, "as melhores viagens são de improviso", ele adorava dizer isso e se vangloriava dos feitos.
Moradores no Rio,íamos muito a Petrópolis, Teresópolis, Friburgo, Cabo Frio ...Já na adolescência, como bem lembrou o Ric, veio a realização do sonho da casa de praia. Meus pais compraram um apartamento( na planta!!!) em Araruama! Quer dizer a família quase toda comprou apto e durante muitos fins de semana e férias me banhei nas águas da lagoa e adjacências. Chegar lá era uma aventura. Nessa época ficava caro ir por terra,todo fim de semana, a opção era ir de balsa saindo da Praça XV. A fila de carros que se formava as sextas-feira, feriados e férias era enorme. O jeito era a família chegar junto e cedo, colocar o carros na fila e um dos motoristas ficava e ia andando com os carros na medida que a fila andava, os outros iam trabalhar e se revesavam como podiam.AS mulheres e filhos iam de onibus pra Praça XV a tardinha. Para nós adolescentes,o barato era ter um amigo que tivesse carro para desbravarmos praias desertas e lindas nas redondezas. Para os que não sabem Araruama já esteve na moda. Foi uma época inesquecível. Foi lá que dei o primeiro selinho e achei que era namoro, hahaha e também foi lá que roubei o carro do pai e fui pra Cabo Frio dirigindo com o carro cheio de amigos, todos menores e sem carteira. Na volta quase em Araruama, felizes com a façanha fui parada na estrada pela Polícia Rodoviária, grande susto, muita conversa e nenhuma grana mais no bolso. Outros tempos. Levei um sermão dos bons e depois de um tempo quase aos prantos fomos liberados. Meu pai nunquinha poderia imaginar que a filhinha dele fosse capaz de fazer uma coisa dessas, seria uma grande desilusão e eu tinha plena consciência disso. Valeu a pena a travessura assim como valeu a pena o sermão.
Além do meu pai, outros parentes e amigos também eram adeptos do improviso e era comum saírmos sábado a tarde em caravana pra lanchar no Restaurante do Alemão em Petrópolis, o lá do alto da serra, e muitos outros lugares. O objetivo era comer e beber alguma coisa interessante, em algum lugar um pouco mais distante e voltar. Não existia lei seca...
Depois dessa fase as viagens com meus pais foram ficando raras. Eles viajavam em excursão pelo Brasil, Paraguai, Uruguai, Argentina e só.
Já adulta e de presente pela minha formatura na universidade fiz minha última viagem com meu pai, minha mãe e meu marido, na época noivo. Esta viagem obedeceu rigorosamente aos padrões paternos,sem reservas e de carro. Saímos do Rio e fomos até o Rio Grande do Sul. Visitando todas as capitais, várias grandes cidades outras nem tanto por conta de alguns perdidos pelo caminho. Afinal se perder e conhecer lugares fazia parte da viagem! Fizemos serra, mar, e muitas vinícolas. Ele adorava vinho tinto, se esbaldou, o noivo assumia a direção nessas horas. Nessa época já tínhamos algum juízo.
Meu pai era o brasileiro mais português que conheci. Entre outras coisas como o fado, adorava vinho e bacalhau. Vivia dizendo que seu sonho era conhecer Portugal de cabo a rabo, terra dos meus avós. Não deu tempo, lamentavelmente ele se foi muito cedo aos 54 anos.
Em 2012 fui a Portugal, me emocionei muito, lamentei muito e fiz o que certamente ele faria caso tivesse ido a terrinha. Comi bacalhau de tudo que é jeito, todos os dias e nunca bebi tanto vinho na vida, pedi que cantassem o fado que ele mais cantava numa excelente casa de fados e me debulhei em lágimas,lavei a alma, além de percorrer de carro 3000 Km. Foi um prazer e uma homenagem por tudo que ele me ensinou em como viajar e por tudo que aprendi sobre o que fazer e não fazer em viagens. Matei um pouco a saudade dele, sem ele, apenas curtindo tudo que ele mais amava.

Márcia
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Tania, curioso que sou do Rio de Janeiro e não me lembro dessa estória de balsa para ir para Araruama. Só me lembro que antes da Ponte Rio-Niterói se ia por um caminho enorme pela serra via Guapimirim, Cachoeiras de Macacu, etc... ou então de barca até Niterói e lá se pegava um ônibus. Quantas recordações !!!

Maglu
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Tania, vc me fez chorar. Também por um pai que nao tive.

Jô
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Minha família não era muito de viajar. Meus pais, separados, viajavam de forma bem diferente. Minha mãe fazia excursões comigo pelo nordeste todos os anos (até eu ter uns 9 anos). Nesta época eu adorava excursão (hoje em dia, nem amarrada).
Meu pai me levava para a casa dele (São Paulo) e para a casa da minha avó (no interior do Rio). A mania do meu pai era viajar bem cedo (tipo 5 ou de da manhã) e não parar nunca. Só se fosse em Aparecida do Norte, pra agradecer pela viagem em segurança. Mas a gente não era criativo em termos de destino.
Aos 16 ano meu pai me levou a Nova Iorque, e eu cuidei mais do roteiro que ele.
Hoje em dia eu é que levo meus pais pra viajar. Eles me dizem mais ou menos o que eles querem fazer (país e "comida", "museu", "natureza") e eu arrumo o roteiro, compro as passagens e os busco sempre no aeroporto (como eu morei na Europa e agora moro nos EUA, eles normalmente me visitam pra depois a gente viajar). Pros meus pais é quase como viajar de excursão, porque eu resolvo todos os problemas. =)

TANIA JANIN
TANIA JANINPermalinkResponder

Olá!

Marcia voce não lembra talvez porque essa história de Araruama se passou por volta da década de 60 e começo da de 70. Realmente ir de barca e depois pegar o onibus era uma opção. E de carro por terra demorava muito e gastava muita gasolina. A fila da balsa ficava enorme e margeava todo a praça XV. Era um suplício.

Maglu não era essa a minha intenção! Desculpe! Mas olha, voce teve e tem pai sim. Todos nós além de nossos pais biológicos temos pais emocionais. Temos pais que escolhemos, interiorizados em nossas mentes e corações. Já disse isso de certa forma uma vez pro Ric. Hoje em dia ele é meu pai, meu guru, meu orientador, sei lá que palavra usar, em se tratando de viagens.Ocupa um lugar,uma função, dá continuidade, exerce um papel em minha vida. Tenho certeza que voce tem vários pais emocionais. E é isso que interessa, quem ocupa que lugar nas nossas vidas.

Flora
FloraPermalinkResponder

"Meu pai, viajante cuja viagem era a própria estrada, eu tive o privilégio de conviver por 41 anos e viajar minha infância toda ao seu lado. Não eram viagens turísticas não, era apenas a estrada, mas como era gostoso... Curto uma estrada até hoje."

Esta frase foi tirada da postagem de primeiro aniversário do meu blog, onde recordei as viagens da minha infância, praticamente todas feitas com meu pai. Como a descrição é um pouco longa, segue o link:

http://www.viajecomaflora.com/2011/07/primeiro-aniversario-do-blog-as-viagens.html

Fabiana Santos

A melhor herança que meu pai me deixou foi a paixão por viagens.

Viajamos muito e a maior alegria dele era ver a família toda reunida e passeando. Era muito raro ele viajar só com minha mãe e a viagem ideal para ele era se estivessem os filhos (e depois os agregados: neto, genro e nora rsrs).

Hoje, todas as vezes que viajo, sempre tem um lugar ou uma situação que me faz lembrar dele e a saudade é inevitável.

Cláudia
CláudiaPermalinkResponder

Nossa Ric, adorei o post, bateu até aquela nostalgia. Morando no interior do RS, e com o sonho da casa de praia própria realizado, íamos todos os anos para o litoral, onde ficávamos de início de janeiro a início de março, quando as aulas começam. Vinda de uma família grande, com 5 irmãos, fui acostumada a viajar com a família inteira e mais a babá, de caro é claro, pois passagem aérea para toda família seria impossível. Não sei como o meu pai e minha mãe conseguiam realizar essa proeza, mas passar o verão na praia era sagrado. Acho que o meu gosto por viagem vem daí.

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