7 dicas para viajar depois dos 60 (ou levar os mais velhos para viajar)

Mariana Amaral
por Mariana Amaral

Mona Lisa

Nunca é tarde para visitar a Gioconda

Colaborou | Ricardo Freire

Todos os dias a caixa de comentários do blog recebe perguntas sobre como viajar para este ou aquele lugar com parentes mais velhos. Às vezes o pedido de dicas é do próprio viajante, que se revela sessentão (ou um mero cinqüentão!) e pergunta se pode ir para o destino x ou y, e quais cuidados extras precisa tomar.

Epa: vamos combinar que limitações físicas ou questões de saúde não são exclusividade dos maduros. Tem muito jovem por aí com problemas na coluna ou no joelho que não deixa de viajar por causa disso.

O que a maioria dos que perguntam (sejam jovens ou mais velhos) não parece atinar é que viajar é uma atividade perfeita para os anos de maturidade. Nos Estados Unidos, as pessoas passam suas décadas mais produtivas tirando férias curtas e juntando dinheiro para poder viajar a valer depois de se aposentar (e isso lá não acontece antes dos 60/65 anos). A indústria do turismo está perfeitamente adaptada para o viajante mais velho. O que são os tours organizados, senão passeios desenhados para que o passageiro visite as atrações com o mínimo esforço possível?

Idade certa para viajar é qualquer idade, e que maravilha poder aproveitar a renda disponível (agora que você não é mais patrocinador dos filhos) ou o tempo livre (agora que você se aposentou) para visitar novos lugares e realizar sonhos de uma vida inteira.

E que ótimo que você, jovenzito, trintão ou quarentão (ou cinqüentão!), está pensando em proporcionar essa experiência para seus pais ou avós.

Saibam que é bem mais fácil do que vocês imaginam. O segredo de uma boa viagem nos anos maduros é simplesmente não incorrer nos erros básicos que a gente insiste em cometer nas nossas primeiras viagens, abusando dos trajetos longos, dos deslocamentos em horários impróprios, das noites maldormidas e do excesso de escalas. Viajar na companhia de parentes mais velhos pode ser uma bênção para sua viagem: ao tomar os cuidados para não cansar a mamãe ou o vovô, você terá finalmente planejado uma viagem redondinha e com o mínimo de stress.

A seguir, listamos 7 dicas para quem está planejando uma viagem para levar seus pais, avós, tios ou amigos mais velhos. São como os bons conselhos que costumávamos escutar deles quando éramos mais jovens. E servem também para você, cinqüentão, sessentão ou setentão, que estava se achando velho demais para viajar por conta própria:

1 | Vá com calma, menino

O corre-corre de um roteiro com muitas trocas de hotel e de cidade é desgastante em qualquer idade. Eleja bases espertas que permitam passeios bate-volta. Assim, não é preciso fazer mala (nem carregar mala, nem despachar mala) para conhecer um novo destino.

2 | Veja lá onde vai dormir

Na maturidade, alguns itens a que não damos muita bola quando somos mais novos se tornam cruciais na escolha de um hotel. Nem todo hotel de Paris ou Amsterdã tem elevador, nem todo hotel de Santiago tem ar-condicionado nos quartos. Se decidir por um bed & breakfast, confira se os banheiros são privativos ou compartilhados. Em redes de hospedagem econômica, pode fazer falta um frigobar no quarto.

Use os filtros dos sites de reserva de hotéis para buscar pelos serviços e comodidades de que precisa. No Booking você consegue selecionar hotéis com instalações para pessoas com mobilidade reduzida, restaurante próprio, quartos que acomodem toda a família ou que tenham cozinha compacta.

Use o TripAdvisor para espiar fotos do quarto tiradas por ex-hóspedes. Banheiros sem box, em que o chuveiro fica dentro da banheira, podem ser uma armadilha e tanto para os mais velhos.

Invista em hotéis bem localizados, perto de centros comerciais, restaurantes e praças. É sempre gostoso poder sair a pé pelos arredores.

Em tempo: pernoitar em trem é desconfortável em qualquer idade.

3 | Não fique até tarde na rua

Na programação do dia, programe o principal passeio como primeira atividade, logo de manhã, aproveitando o pique de energia matinal. Quando deixamos o mais importante para o fim, costumamos chegar cansados e com pouco tempo disponível. Fazendo a atividade mais importante mais cedo, dá até para voltar para descansar no hotel se for necessário.

E quanto às atrações noturnas? Na Broadway, em Las Vegas, ou no West End londrino, shows e musicais muitas vezes são apresentados em matinês nos finais de semana, ou em dois horários em um mesmo dia. Escolher a sessão mais cedo não atrapalha o jantar (esse negócio de jantar depois do espetáculo é um atalho para uma noite maldormida com problemas digestivos).

Para o jantar, sempre vale a pena reservar, para não correr o risco de ficar dando voltas à procura de um restaurante com mesa disponível. Use sites como o OpenTable, ligue para reservar ou peça ajuda na recepção do hotel.

4 | Coma direitinho

A alimentação é um dos principais gastos de uma viagem, e onde muita gente corta despesas sem dó. Mas, se na juventude somos imunes aos efeitos de férias inteiras à base de junk food, com o passar dos anos uma refeição ruim pode causar mal-estar durante dias e dias de viagem.

O seu orçamento só dá para fast food? Pois uma voltinha atenta pelas imediações do hotel costuma revelar supermercados, delis ou padarias que vendem refeições prontas e frescas, e muitas cidades grandes não têm apenas grandes cadeias de fast food barateiras, mas de comida saudável bem em conta também (já ouviu falar da cadeia britânica Pret?).

5 | Não vá se esquecer dos remédios (e do seguro-saúde)

Não saia de casa sem uma farmacinha na bagagem de mão e sem um seguro-saúde contratado. Para a montar a farmacinha, peça a ajuda do médico. É bom levar na bolsa remédios para os males mais comuns -- dor de cabeça, febre, dor de barriga, prisão de ventre, gripe, azia, dor muscular -- e não esquecer daqueles que são usados regularmente.

O seguro-saúde é absolutamente indispensável. A gente não viaja para ter dor de dente ou torcer o pé, mas imprevistos assim podem acontecer em qualquer lugar, e atendimento médico custa uma pequena fortuna no exterior. Prefira seguros que prestem assistência em português, como a Mondial, para que fique mais fácil explicar os sintomas em caso de necessidade.

6 | Nada de dar bola para estranhos

Sobretudo na Europa, há quadrilhas especializadas em aplicar golpes em turistas. São oportunistas que se aproveitam da boa vontade e da atenção alheia para sumir com carteiras e bolsas em um piscar de olhos. Puxam conversa, pedem assinaturas para alguma petição, avisam sobre um suposto anel perdido, e quando a pessoa abordada se dá conta, já é tarde demais.

É preciso ter atenção redobrada em locais muito turísticos e no transporte público, que são os lugares preferidos dos batedores de carteira e malandros bons de papo nesse tipo de ação.

É importante também escolher bolsas que dificultem a ação de espertinhos. Muitas senhoras usam apenas aquele modelo de bolsa que se carrega no ombro. É mais seguro usar uma bolsa transversal, com zíper, e carregar na frente do corpo.

Carteira em bolso de calça também é altamente não-recomendável, e lugar de passaporte é no cofre do hotel. (Para sair com uma identidade, leve seu RG mesmo.)

7 | Não faça apenas as suas vontades

Viagens em família pedem generosidade e paciência de todas as partes. Se você está acostumado a viajar de maneira independente e desempacotada, e agora vai acompanhar seus pais ou avós, pense que organizar um roteiro 100% por conta própria, para eles, pode ser algo completamente novo e desafiador.

Em vez de se conformar a acompanhar a turma nas excursões da "melhor idade", desenhe um roteiro independente que inclua aqui e ali passeios organizados, como os do catálogo da Viator. Um giro pelas padarias de Paris, uma aula de tango num salão tradicional de Buenos Aires ou um tour pelo Douro com degustação de vinhos são passeios que não sufocam quem não gosta de excursão enquanto também ajudam a organizar o tempo e o roteiro de quem não tem hábito de determinar seu próprio itinerário. Além de serem uma bela oportunidade de se conhecer gente nova, de todas as idades.

Agora queremos saber de você, que já viajou com mais velhos: quais foram as suas melhores experiências? Conta pra gente!

92 comentários

Terezinha Almeida

A idosa aqui em casa sou eu (67) , meu marido vai completar 60 e acabou de se aposentar e nossa filha tem 23. Adoramos viajar pelo Brasil que é lindo mas também pelo exterior. A pesquisa fica por minha conta mas minha filha sempre ajuda na escolha dos hotéis. Em 2015 fomos à Paris e Londres e foi muito bom.
Por intuição tomo praticamente todos os cuidados mencionados acima e até agora tudo deu certo. Pretendo continuar viajando por um bom tempo.

alba
albaPermalinkResponder

Eu, com 67 anos é que organizo as viagens para o exterior! Viajamos sempre com minha filha e, desta vez vamos em mais pessoas. faço um roteiro de modo que todos fiquem satisfeitos! Qdo os passeios são mais cansativos ou de dia inteiro, programo só para os mais jovens e meu marido e eu fazemos algo mais light! E´muito bom!!!

Cidinha Paiva
Cidinha PaivaPermalinkResponder

Sim. Temos que ter paciência. Já viajei com senhora e temos que pensar em paradas com bancos para os mais velhos sentarem em passeios a pé. Também comer em lugares que a comida não tenham muito condimento e uma sopa de vez em quando. Eles tem a digestão mais problemática que os mais jovens e facilmente podem ter problemas.

Silvia W
Silvia WPermalinkResponder

Viajei com meu pai, 83 e sua namorada, 70, recentemente para Santiago e Mendoza. Em Santiago ficamos no Bairro Lastarria, e pegamos uma operadora para Valparaíso e Vina, mas para a Concha Y Toro fomos de metrô (eu já havia ido e sabia como chegar). Aproveitamos as dicas do Viaje na Viagem e fomos de Santiago a Mendoza de ônibus, meu pai não dormiu nem um segundo encantado com as paisagens. Em Mendoza alugamos um apartamento super gostos e central pelo ABnB. Curtimos muito Mendoza! Super recomendo como destino para levar idosos. A cidade é pequena e segura, mas movimentadinha e é uma delícia para passear, tem cassinos, ótimos restaurantes, excelentes vinhos, passeios às vinícolas e às Termas de Cacheuta. Contratamos um remis para visitar as vinícolas e um tour de um dia para ir para Termas, numa operadora local, sem nenhum problema. Em ambos lugares, quando estavam cansados, pegamos táxi. Foi muito divertido!

EUCLIDES DE ALMEIDA NETO

Aqui, eu sou o velho, não velho, mas sexalescente, então depois de muita pesquisa aqui no viaje na viagem, programamos a seguinte viagem junto com minha esposa, meu filho com nora e neto de 2 anos, doeis extremos. voo vitoria es a sacramento california eua, uma bela escala em Atlanta, tranquila, com auxilio dos carregadores do aeroporto, bom café da manha, em Sacramento ja tinhamos uma van alugada, meu filho foi dirigindo, pela belissima paisagem de inverno, 2 horas, até South Lake Tahoe, nos hospedamos em um hotel cassino no lado de Nevada, 3 noites, depois, Sao Francisco, 4 noites, Carmel 2 noites, depois pelo litoral pacifico ate Santa Barbara 1 dia, Los Angeles 3 noites, encerrando em Las Vegas 4 noites, retornamos sem problemas , progama excelente com velhos e criança.

Jairo Ferreira da Silva

Um fator muito importante em relacao a este tipo de viajem com certa é o tempo que deve ser reservado para as locomocoes, porque um jovem tem uma velocidade e mais energia pra se deslocar de um ponto da cidade para outro, ou mesmo para pegar um transporte público, ou chegar no horário certo para um show, concerto, passei programado, etc. Voce sempre tem que imaginar um gasto maior de tempo para fazer as mesmas coisas acompanhando uma pessoa que já nao tem muita facilidade em se locomover. Um exemplo, se voce gasta 10 minutos pra ir do seu hotel ao ponto do onibus, provavélmente vai gastar 15 ou 20 se estiver acompanhado de pessoas que andam mais devagar, seja qual for o motivo. Achei as dicas aqui no site, como sempre, excelentes !

Heloisa
HeloisaPermalinkResponder

Eu, marido e meus dois filhos sempre viajamos com meus pais (ambos hoje com mais de 60). Já viajamos juntos pra Portugal (road trip com meu pai dirigindo!), Londres, Istambul, Roma e Holanda (onde eu moro). Nós mesmos escolhemos o destino, os programas, fechamos passagens, hotel, seguro, tudo. É sempre muito bom e o fato de viajarmos em 3 gerações só traz benefícios, um ensinando e também aprendendo com o outro...Eu recomendo!

Carmen Teresa Gama

Independente do destino, verifique se o chuveiro fica em banheiras e se tem alças de segurança. Um perigo para idosos e transtorno para pessoas com mobilidade reduzida!

Ute Rasp
Ute RaspPermalinkResponder

Concordo com tudo e incluiria um alerta sobre bagagem. Os mais jovens precisam saber que, dependendo da idade e condição do idoso, pode acabar tendo que carregar a sua mala também. É importante que essa mala seja enxuta. Lembrar também que em alguns destinos existem muitas escadas e escadarias...tem que levar calçado adequado e confortável para não ter problemas de esgotamento e eventuais ferimentos e bolhas (isso é o fim pra muitas viagens). Por fim, em locais quentes, tem que hidratar bem e isso implica em uso de sanitário como sequência. Planeje considerando que uma pessoa idosa usa muito sanitário. Ah, calcule passeios com pausas para pequenos descansos dos mais idosos!!!?

Anni Sieglitz
Anni SieglitzPermalinkResponder

Meu pai tem 83 anos e mora na Alemanha. Eu e meu marido costumamos ir lá passear e nem sempre vamos para a cidade onde ele vive, que não tem nada para fazer. Ele sempre faz questão de se deslocar pra ir encontrar com a gente. Há uns três anos, ele saiu cedo em um dia e foi nos encontrar em Berlim (3 horas dirigindo), chegou no hotel quando ainda estávamos acordando, nos levou até Potsdam (mais uma hora de viagem e não deixou meu marido dirigir por causa do seguro), voltamos pra Berlim, nos deixou no hotel e voltou pra cidade dele. Tudo no mesmo dia e dirigindo sem óculos ainda por cima rsrs. Em dezembro agora fomos passar o natal em Rothenburg ob der Tauber e visitamos cidades próximas. Voltamos no fim da tarde pro hotel e perguntamos se ele queria descansar, e ele disse "de jeito nenhum", queria sair pra beber a cerveja dele hahaha. Nem nós conseguimos acompanhá-lo direito, ele sobe e desce todas as escadas e sempre vai andando na nossa frente, ele que puxa o ritmo... meu pai vai longe ainda. Definitivamente há idosos e idosos..rsrs

Regina tikles
Regina tiklesPermalinkResponder

Moro na Suíça e no ano passado convidei minha família para um tour europeu. Tinhamos um bebê de 1 ano e meio e uma idosa de 80 anos nessa viagem. Fizemos uma maratona entre Paris, Roma e Suica. Aproveitamos muito mas a partir dessa viagem, com idosos e bebe, compreendi que devemos reduzir o ritmo, visitar menos atracoes e deixar a vida nos levar, sem pressa. Eles definiram o roteiro...eu simplesmente os segui, pois ja conhecia todos, mas nao me arrependi. Tudo vale a pena quando a alma nao eh pequena! Ótimas dicas! Obrigada! ?

Marcelo Jesus
Marcelo JesusPermalinkResponder

Quase sempre viajo com filhos (hoje em dia 15 e 13) e sogros (80 e 75 atualmente), já há alguns anos. Acho a experiência extremamente prazerosa!
Intuitivamente já cuidava de planejar a "principal" atividade do dia para o período da manhã e, no máximo, mais uma para o período da tarde.
Outro cuidado que buscamos observar é fazer as refeições com calma, comendo comida de verdade, sentados em algum restaurante (de preferência tomando vinho...), sem correrias.
Em razão disso já deixamos de ver algumas coisas "imperdíveis" em várias viagens, mas, aquelas que visitamos, o fizemos com calma, no nosso ritmo e aproveitando bastante. Além de, eventualmente, termos "motivos" para retornar a algum local onde já estivemos.
Logicamente a ótima condição de saúde dos nossos "terceira idade" ajuda muito. Desde subir em um trem com mochila às costas em Nápoles e caminhar em Pompeia, dirigir na Provance, encarar uma montanha-russa em Orlando, chacoalhar em um barco em Ushuaia, caminhar em Machu Picchu...
A oportunidade de netos e avôs conviverem mais proximamente, descobrindo novas coisas, lugares, sabores e sentidos é algo impagável!

Eliana
ElianaPermalinkResponder

Eu com 65 e meu marido José com 70 somos viajantes compulsivos. Antes viajavamos de carro pelo Brasil. Desde 2010, aposentados e filhos independentes, investimos em viagens internacionais. Já conhecemos 28 países em viagens na América do Sul, Europa e África. Em todas as viagens fomos sozinhos, sem excursão.
Nossa estratégia é o planejamento bem elaborado. Nós pesquisamos tudo com antecedência na internet e programamos todos os passeios, deslocamentos, etc... Montamos os roteiros, copiamos mapas das cidades e metrô, comidas típicas, compras... Sempre que possível, saímos do Brasil com os vouchers em mãos e hotéis reservados.
As confusões em que nos metemos (imprevistos acontecem em viagens) viram histórias das quais rimos muito depois!!!
Temos o cuidado de seguir todas as dicas acima. "Melhor prevenir do que remediar"...

Sergio Garrido

Viajei uma vez com minha mãe de 73 anos à época... demorei para entender que ela gostava mais dos mercados de Paris do que dos museus... preferia os jardins aos próprios palácios de Versalles e Schönbrunn... na segunda metade da viagem reduzi o ritmo e ela adorou...

Ana Paula
Ana PaulaPermalinkResponder

Muito legal levantarem essa pauta e mais legal ainda ver tanta gente se identificando nos comentários anteriores. Tenho 44 anos, ja viajei bastante e tambem sempre levo amigos mais velhos e, principalmente, meus pais de 84/73 anos. Mas mesmo com esta pouca idade que tenho ja começo a sentir algumas diferenças... por exemplo: ja nao sei se ainda topo uma viagem longa, ou pro exterior, sozinha, como ja fiz antes...

Rodrigo Freitas

Recentemente fui com minha família (filho com 5 anos), meus pais (83 e 77 anos) e meu irmão com sua família, para a África do Sul. Deslocamentos internos de avião, aluguel de carro confortável, ritmo mais lento nos passeios e menos atrações ao dia foram o segredo do sucesso dessa bela e inesquecível trip, que incluiu 3 dias de safari no Kruger Park. Todo mundo voltou encantado e feliz, e a viagem serviu para nos aproximar ai da mais. Semana que vem vamos todos ao Uruguai no mesmo esquema, e já pensando na próxima.

MJ
MJPermalinkResponder

Eu fui com meus pais de 65 anos para Atacama e Salar Uyni!
Uma das partes mais engraçadas (agora), mas que deu um medinho, foi quando estávamos na fronteira do Chile e Bolívia e só tinha mochileiro de 20 anos na fila. Nessa hora, pensamos que poderia ter sido loucura fazer essa viagem...
Na Bolívia, Fizemos um tour privado e ficamos em ótimos hotéis (Luna Salada e Ojos de Perdiz). Nos hotéis, as coisas se inverteram e eu era a mais novinha de lá!!! A grande maioria do hóspedes era europeu, no Brasil ainda temos preconceito com esse destino.
Fomos com todo cuidado que se deve ter, e no fim, quem passou suuuuper mal com a altitude fui eu ?

Rebeca Markus
Rebeca MarkusPermalinkResponder

Esse ano faço 62. Viajo sempre sozinha , no Brasil e exterior, adoro! Planejo tudo com antecedencia e paciencia e ate hoje funcionou perfeitamente!

Neusa
NeusaPermalinkResponder

Temos 62 anos, eu e meu marido. Agora mesmo estamos em Berlim. Já tomamos esses cuidados. Amo o viajenaviagem . Aproveito sempre todas as dicas.

Adriano
AdrianoPermalinkResponder

Perfeito!!
Os itens 1, 3 e 7 são os mais úteis...
Organizo as viagens da família e estes itens são os que tenho seguido mais à risca.
Planejo os roteiros com andamento que permita caminhadas e descolamentos tranquilos, pondo uma atração principal por dia e no restante curtindo a cidade é sempre lembrando que há outros interesses. Além disso, como o dia é longo, podemos ter roteiros paralelos para os "mais jovens" do grupo.
Aliás, este post tb se aplica a viagem com crianças.

marcia
marciaPermalinkResponder

Fiz minha primeira viagem internacional c 3 adolescentes e 1tia de 70 anos, 16 dias entre NYC e Parques da Disney em Orlando, alguns estresses no percurso, porém muitas lembranças divertidas e cooperação e interação entre as diferentes idades... resumindo, se tiver paciência, vale a pena, ninguém jamais esquecerá!!!

Sergio Garrido

Viajei a Paris com minha mãe de 73 anos... só depois de um tempo percebi uma coisa: ela ficava cansada em museus, mas toda contente nos mercados... mudei o foco da viagem: excursões para pontos turísticos básicos, como torre Eiffel, e a maior parte do tempo dedicada a atividades de dia a dia, como passeios breves a pé, visitas a mercados e até supermercados, lojas de alimentos étnicos... ela adorou!!!

Margherita Duarte

Viajo há muitos anos. Meu marido (83) e eu (78) usamos as dicas do Ricardo Freire sempre, fazemos nossos roteiros e aplicamos regras sobre deslocamentos, hospedagem, farmácia e seguro saúde, dentre outras, que foram dadas nessa matéria. Fiz duas viagens maravilhosas com minha neta Julia Andrade(Nova Iorque e Curacao) e soesar da diferença de idade (ela tem apenas 20 anos) foram dias maravilhosos.

Silvana
SilvanaPermalinkResponder

Levei minha mãe de 93 anos à Suíça e França em 2015 e esse ano iremos à Croácia e Itália. Fazemos tudo com calma, paradas para descanso e usamos táxi em longas distâncias. Lanchinhos na bolsa, água e muita diversão.

Conceição
ConceiçãoPermalinkResponder

Viajei pra Europa em julho de 2017. Fui pra Suíça, França, Inglaterra e Itália. As dicas que encontrei aqui me ajudaram muito. Tenho 61 anos e era a viagem dos meus sonhos, então tomei todas as precauções pra que tudo desse certo. E deu. Tomei cuidado com estranhos, fiz o seguro assistência, fiquei em hotéis centralizados e tudo mais.Foi ótimo!! Já estou planejando a próxima viagem e a farei sozinha. Grata pelas dicas do site e de outros viajantes.

EDUARDO TAKEO MAEKAWA

ótimas dicas, sigo sempre a maioria delas pois meu companheiro tem 66 e eu 41, mas por incrível que pareça, ele sempre tem muito mais disposição que eu, que sou o mais preguiçoso

Elisamaria D.Costa

Tenho 67 anos e meu marido 66.
Viajamos muito pelo Brasil e pelo exterior. Eu mesma organizo tudo e nunca tivemos problemas maiores. No entanto a partir da descoberta e tratamento constante para diabetes eu tenho encontrado dificuldades na minha alimentação durante as viagens, principalmente nos hotéis que não se preparam para oferecer um café da manhã condizente para os diabéticos. Yogurtes , pães, muitos bolos, leites integral . Tudo voltado somente para os que podem comer açúcar. Isso sem falar nas sobremesas. Só doces, tortas, pudins tudo feito com muito açúcar. Doces "zero açúcar" nem pensar.
Eu, nas minhas viagens sempre deixo essa recomendação nos hotéis através dos funcionários ou nos formulários de avaliação que recebemos.
Acredito que precisamos de uma campanha forte pelas agências de viagens, e as entidades que tratam e pesquisam a diabetes.

Cristiana Ferreira Velloso

Minha mãe de 75 anos eh a melhor companheira de viagens, eu, meu marido e meus filhos já adultos sempre temos o maior prazer em tê-la como companhia em viagens pelo mundo. Ela organiza tudo, reserva passagens, hotéis e passeios pelos sites de viagem, eximo já viajou e ainda viaja muito e conhece tudo sugere roteiros ei passeios imperdíveis! Sonho em chegar adiada dela com essa disposição!

Andrea
AndreaPermalinkResponder

Viajo todo ano com minha mãe (71 anos) e ela é mais animada do que eu. Ainda não fomos para o exterior, mas já viajomos quase pelo Nordeste inteiro. Ela é mais animada do que eu - mês que vem vamos voltar a Natal e ela está empolgadissima para andar de buggy de novo... só tenho que tomar cuidado com o hotel: há alguns anos fomos a Itacaré e ela me disse para escolher uma pousada simples, porque passamos o dia todo fora; fiz isso e ela odiou a experiência, fala mal da pousada e de Itacaré até hoje!

Adriana Pasello

Post mega bacanaaaaa. =)
Adorei a forma de colocar as dicas. Vale para todos nós, sempre.

Vânia Lúcia Oliveira Fernandes

Eu e meu marido de 67 e 68 anos viajamos muito.
Planejamos sempre as cidades que vamos e utilizamos bem os trens da Europa.
Quando necessário alugamos carro, Toscana e Provence. Mas a dificuldade para estacionamento nas cidades antigas é um dificultador.
Nas cidades andamos sempre com um mapa e caminhamos muito sem muito planejamento.
Assim temos encontrado bons restaurantes e pessoas interessantes para conversar.

Paula Carvalho

Olá! Quanto à dica de deixar passaporte no hotel e andar com um RG, por exemplo, me ficou a dúvida se não será necessário apresentar o passaporte nas atrações que conferem desconto aos idosos, para comprovar a idade e o direito ao desconto.
Para esse tipo de benefício na Europa, costuma-se aceitar outras identidades estrangeiras que não o passaporte do idoso?

A Bóia
A BóiaPermalinkResponder

Olá, Paula! Identificação com foto serve.

Rui Aparecido Tavares da Costa

Muito importante, ao reservar passeios, é ter consciência das condições físicas do turista, de qualquer idade, para enfrentar as dificuldades. Como: escadarias, morros, longas caminhadas, enjoôs em barcos, etc.

Atenção: Os comentários são moderados. Relatos e opiniões serão publicados. Perguntas serão selecionadas para publicação e resposta. Entenda os critérios clicando aqui.
Bóia offline! Vamos continuar aprovando comentários, mas a Bóia só volta a responder perguntas que forem feitas depois de 10 de abril de 2017. Obrigado pela compreensão.
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