Enquete | Milhas: como você tem usado?

Ricardo Freire
por Ricardo Freire

Milhas Rio de Janeiro
Sabe gente velha, que não sabe falar de nada sem começar a frase com "No meu tempo...". Eu sou assim com milhas. No meu tempo (também conhecido como anos 90), milhas eram como golfe -- um esporte com pouco apelo popular. Os cartões de crédito, principais ferramentas para turbinar as milhagens, só começaram a ter utilidade no dia a dia depois da estabilização da moeda, em 1994. Quando escrevi o Viaje na Viagem de papel, em 1998, ainda dava para contar nos dedos os cartões que creditavam milhas.

Naquela época (no meu tempo!) eu usava milhas basicamente para pegar upgrade de executiva em vôo internacional. Bastava comprar uma passagem econômica qualquer (inclusive a mais promocional), acrescentar 12.500 milhas e pronto: garantia um trecho business tanto na Varig quanto na American.

Essa foi a primeira de uma série de mamatas que foram sendo cortadas. A última das mamatas -- que era boa demais, e por isso mesmo, insustentável -- era poder emitir passagem doméstica na TAM por 10.000 pontos em qualquer vôo com assentos disponíveis (valia no avião inteiro, não era só para um lote de assentos, não). Passei muito Réveillon em Alagoas voando a 10.000 pontos em vôos que custavam R$ 1.200 ou R$ 1.400.

O estágio atual dos vários programas de milhagem acabou com essa discrepância de valores entre as passagens compradas com dinheiro e as compradas com milhas. Hoje em dia, os dois preços costumam ser equivalentes. Passagens baratas em dinheiro, reservadas com antecedência ou em promoções, tendem a ser baratas em milhas, também. Da mesma maneira, passagens compradas de última hora serão caríssimas tanto com reais quanto com milhas.

Nos últimos meses, os programas de milhagem das cias. aéreas brasileiras apresentaram várias novidades. O Fidelidade TAM passou a emitir passagens apenas pelo site da Multiplus. A Avianca entrou para a Star Alliance, conectando o programa Amigo à maior aliança mundial. O Smiles da Gol criou um acelerador de milhas, o Club Smiles, que injeta 1.000 milhas por mês e oferece algumas outras vantagens por uma mensalidade de R$ 35; além disso, a Gol expandiu o seu leque de parcerias, a ponto de parecer que faz parte de uma aliança. Já a Azul também tem seu acelerador de milhas, o Clube TudoAzul.

Com a maior número de assentos ociosos nos vôos internacionais, parece que está mais fácil emitir passagens com milhas para o exterior. Digo "parece" porque não tenho experiência própria: desde há muito tempo uso minhas milhas só para vôos domésticos (sempre aproveitando tarifas de milhas reduzidas). Ao mesmo tempo, a alta do dólar faz com que menos milhas sejam creditadas via cartão de crédito.

Por isso que gostaria que você contasse pra gente como tem feito com suas milhas. Você junta para fazer vôos internacionais ou tem usado para vôos domésticos? Tem conseguido fazer as viagens que planejou com milhas ou na hora de emitir só tem se frustrado? Já experimentou trocar suas milhas por outros produtos dos catálogos dos programas, como diárias de hotéis e carros?

Milhas pra que te quero! À caixa de comentários, puvafô!

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132 comentários

Gisele Maria Fernandes

Tenho viajado quase quase na totalidade com milhas, tanto nacional ou internacional. Mas procuro acumular tudo em uma única instituição financeira, com cartões adicionais para familia, e assim vou não só acumulando como participando das promoções da instituição que as vezes triplica meus pontos e só transfiro para o programa de fidelidade quando a promoção for muito interessante, de 50% a mais para cima. No caso de vôos nacionais como sou do interior procuro transferir para o programa onde a cia aérea tem melhores vôos e para vôos internacionais onde pretendo viajar também transfiro para outras , na verdade tenho milhas nos 4 principais, da Azul. Latam, Avianca e Gol.Planejo a viagem com bastante antecedência para encontrar as passagens com menores milhas e assim viajo sempre e geralmente com milhas.

Rogério Macri

Meu principal programa é o da Latam. Já foi melhor e com uma série de técnicas conseguia acumular milhas tanto pra o nacional como internacional. Atrelo o multiplus ao programa Le Club Accor Hotels resgatando diárias no Ibis e Mercure. Uso também em diárias na Movida. Última viagem foi para a Itália com Tam/ British. Hoje ainda vale a pena mas tem que saber usar técnicas ou gastar muito no cartão e viagens

sandra regina de oliveira

Só utilizo minhas milhas em viagens à Europa. Acumulo milhas por 2 anos no cartão e transfiro para Programa Multiplos, onde tbm tem mais 2 anos para expirarem. Procuro fazer essa transferência em períodos promocionais. Só lamento que o volume de milhas para tais viagens tem subido assustadoramente. Em 2009 e 2011 com 80.000 pontos fui pra Europa (40 mil por viagem) ano passado já foram 60.000. Para este ano 65.000 (mas no verão, agosto) nos meses que eu gosto (abril e setembro) impraticável: 110.000.

Juliana
JulianaPermalinkResponder

Faço exatamente o mesmo. Passagens para Europa a cada 2-3 anos. Viajar por milhas para EUA em geral não vale a pena.
Só transfiro do cartão com a viagem marcada, depois de pesquisar qual companhia tem o vôo mais barato nas datas que eu desejo. Ou, excepcionalmente, sem viagem marcada, quando há promoção de bônus de 50-100% na transferência de milhas.

Luiz Alberto
Luiz AlbertoPermalinkResponder

Riq, no "nosso tempo" além de fazer ipgrade com milhas na Varig, ainda gerava milhas! Agora, uso quase que exclusivamente para vôos internacionais. Concentro tudo no Smiles, que sempre tem alternativas de cias. Aéreas e primoçõez. Há muito tempo abandonei a $TAM$$/LATAM$$

Simone Alvarenga de Carvalho

Entrei no programa de milhas logo no início. Lembro da sala VIP da VARIG no galeão. Um luxo. Naquela época eu viajava muito pela empresa e nas férias usava as milhas que tinha acumulado (era mais fácil, hoje você tem que ser profissional). Há mais de 10 anos que não compro passagem e viajo para exterior pelo menos 2 vezes por ano e muitas vezes de executiva. Sou viciada em programa de milhagem (sei tudo). Estou adorando a promoção dos hotéis, além de ganhar milhas, você pode pagar parcelado e sem o IOF. Usei nas minhas últimas viagem e ganhei muitas milhas. Assim vou garantindo minhas próximas viagens.
Dica: fico administrando as milhas no cartão de crédito e só transfiro quando tem uma excelente promoção (tipo 100%).

Antonio Cordeiro

Uso minhas milhas preponderantemente para emitir bilhetes de voos internacionais. Exceto no programa Smiles que cobra muito mais pontos para todos os voos e tem um sistema de resgate pelo site que é muito sofrível. Para o Smiles aguardo promoções em voos nacionais. Não utilizo milhas para compras de outros produtos.
Gostaria de usar para upgrades más cortaram essa possibilidade

Lucia Simoes
Lucia SimoesPermalinkResponder

Meu cartão pemite passar direto para Programa Vitória da TAP. Mesmo período pelo Smiles. 135.000 milhas para voar TAP. Direto TAP. 70
.000 milhas. Porto Alegre/ Lisboa ia e volta

Juliana
JulianaPermalinkResponder

Eu dificilmente uso pra voos nacionais, a não ser que seja uma promo. Acho caro viajar pro Nordeste com mais de 10 mil milhas. Já fui varias vezes a Buenos Aires por 12 mil milhas ida e volta. Minhas milhas estão concentradas na Smiles. Já foi melhor, já viajei de executiva pros Estados Unidos algumas vezes e custava um pouco mais do que a economica. Este ano tinha uma promo pro Canada pela Air Canada e fui e voltei de executiva com milhas+ dinheiro. A diferença também era pequena, valeu muito a pena! Você precisa se programar, se vem alguma promoção fico pesquisando as melhores datas. Eu sempre coloco na calculadora pra ver se vale a pena comprar ou usar milhas. Considero um valor caso eu tivesse que vender, que antigamente era em torno de R$ 300,00 a cada 10 mil milhas. Aí busco em sites de busca pra ver quanto custa o trecho nas mesmas datas e comparo. Outra coisa que sempre vale a pena, guardar milhas no cartão e transferir ganhando bônus. Já ganhei 80% de bonus, o que reduz quase pela metade o valor em milhas das passagens.

Camila
CamilaPermalinkResponder

Eu uso os pontos tanto para viagens nacionais como internacionais, principalmente as da Azul e Latam, que são as únicas que operam na minha cidade. Transfiro os pontos do cartão quando tem promoção com bônus, no Múltiplos, o máximo de bônus que já vi foi de 50%, recentemente já transferi para o Tudo Azul com 90% de bônus. Além disso, também faço parte do Clube Múltiplos e Clube Azul pois compensa por causa das promoções e sempre que tem promoção de compra de pontos com 70 ou 80%, também compro pontos para usar em vôos internacionais, que para a Europa valem à pena. Como moro no interior, prefiro comprar os vôos internacionais desde a minha cidade, para não ter problemas com perda de conexões e com os pontos eu tenho mais liberdade para emitir trechos de ida e volta de locais diferentes. Já emiti um trecho de ida para Frankfurt por 30.000 pontos, volta de Paris por 39.000 pontos (Latam) e ida para Lisboa por 35.000 pontos (Azul). Para os Estados Unidos, como as passagens são mais baratas que para a Europa, compensa comprar as passagens, para acumular os pontos.

Bruno
BrunoPermalinkResponder

Atualmente assino Clube Livelo e transfiro para os programas das cias aéreas. Já assinei os clube Smiles, Multiplus e TudoAzul, hoje não vejo valor neles.
Internacionais principalmente com a TAP e parceiras e nacionais principalmente com a Multiplus, de vez em quando no Amigo.
Azul mantenho poucos pontos para uma emergência. Smiles estou passando tudo pra Accor, o programa não vale mais a pena, só vou deixar um pouco de milhas pra eventual oportunidade.
Dotz, se conseguir me livro antes de vencer e nunca mais uso. Km de Vantagens uso as vezes pra alugar carro na Movida ou comprar gasolina com desconto.

Oscar | www.viajoteca.com

Em relação as milhas... Para mim vale aquela máxima.. Milha boa é milha gasta!! Infelizmente anda cada vez mais difícil para o leisure traveller acumular milhas voando. Só o Cartão de Credito salva para ter milhas suficientes para viajar. E pior não está só dificil acumular milhas, gastar milhas de forma inteligente também tem sido cada vez mais complicado. Na Star Alliance sempre procurei concentrar minhas milhas no programa Krisflyer da SQ, ultimamente anda tão difícil fazer o redemption que nas ultimas 2 x acabei fazendo com bastante antecedência o redemption na Business Class por cerca de 30-40% a mais de milhas que voando econômica na tabela normal. O programa de milhagem da CX na One World é ótimo para resgates na CX e também nas cias aéreas parceiras

Isadora
IsadoraPermalinkResponder

Viajamos em 2015 de São Paulo a Salvador e depois Salvador Natal com milhas. Na época estavam baratas e foram emitidas dois meses antes da viagem. Esse ano, como eu já tinha passagem pro Chile, meu marido pegou passagens a Santiago agora em setembro a 40 mil milhas. Achei puxado...

Mara de fatima

Acúmulo as milhas para viagem internacional.trabalho somente com American airlines . Marco minhas viagens com antecedência e não tive problema até agora.

Kelly
KellyPermalinkResponder

Eu e meu marido Concentramos todas as minhas compras do dia-a-dia no cartão de crédito que oferece mais milhas por dólar. Deixo acumulando no cartão de crédito até que haja promoção do programa de milhagem, com bônus acima de 50%. Temos o hábito de programar as viagens com antecedência, o que nos permite adquirir as passagens mais baratas. Na verdade, é bastante planejamento. Com isso, pelo menos uma vez por ano conseguimos passagens para destinos nacionais. Já adquirimos também para Republica Dominicana e Estados Unidos. Sempre, com muita antecedência.

Cinthia
CinthiaPermalinkResponder

Desde 2010, só pagamos 2 viagens internacionais apenas em bugs, 1 da United e outro da Delta. Todas as demais viagens da nossa família foram com milhas aereas, somos 3 e viajamos, em média, 03 vezes ao ano!
Acompanho um monte de site que ensina como maximizar o uso das milhas, como duplicar e tudo o mais que for possível. Só assim para conhecer os mais de 30 países que já fomos ao longo desses 07 anos!

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