Enquete | Qual foi o trambolho que você se arrependeu de comprar numa viagem?

Natalie Soares
por Natalie Soares

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Você jurou que não ia comprar nadica durante aquela viagem, mas não resistiu, acabou dando uma espiadinha e, quando menos percebeu, já era o mais novo e, aparentemente, feliz dono de um tapete persa ou de uma enorme luminária típica das feiras regionais do Marrocos.

Naquela hora, tudo parece uma ótima ideia, afinal o tapete vai ficar lindo na sala de TV, a luz vai dar um toque especial ao quarto, aquelas taças de cristal farão um baita sucesso. Até que a ficha começa a cair: como carregar esse trambolho de volta ao Brasil? Ou, em outras palavras, por que mesmo eu resolvi comprar esse trem?

No longínquo 2007, o comandante fez uma enquete perguntando: quais foram seus piores berimbaus de viagem? Não está familiarizado com esse termo? Pois bem, numa definição livre ele diz que eles são “qualquer coisa que você compra no impulso e depois se revela um trambolho para carregar durante toda a viagem”.

Fiquei pensando por aqui quais foram meus maiores berimbaus de viagem e a maioria era relacionada à comida: um isopor cheio de queijos da Serra da Canastra; 12 garrafas de vinhos chilenos cuidadosamente empacotados na mala e, por fim, um monte de cacarecos para cozinha vindos de Montreal, além de uma máquina de café e uma frigideira vindos de San Francisco.

Então vamos reviver essa enquete? Conta pra gente qual foi o berimbau de viagem que você mais se arrependeu de ter comprado e qual peça não comprou e, ao voltar para casa, se arrependeu de não ter trazido.

Na caixa de comentários vale tudo: desde urso de pelúcia gigante, até batedeiras de 12 quilos. Aos comentários!

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84 comentários

Mário
MárioPermalinkResponder

Certa vez, voltando de uma viagem, eu vinha trazendo um monte de vibradores na mala. Foi extremamente constrangedor quando me obrigaram a abrir a mala para ver do que se tratava. E um deles ainda acendeu uma luzinha na hora. Nunca mais eu faço isso.

Cristina Prado

Eu morava em São Bernardo do Campo e viajei para Vitória com uma amiga. Eu comprei três panelas para fazer moqueca: uma para a minha avó, outra para minha madrinha e outra para minha mãe. E a Malu,minha amiga, mais duas.
Detalhe: fomos de ônibus e descemos na Rodoviária do Tietê, cada uma com a mochila nas costas e duas sacolas pesadíssimas. E voltamos de metrô e ônibus, com direito a baldeação na estação Sé.
Eu tinha 18 anos. Já tenho 43, e até hoje a minha mãe tem a panela.

Beto viajador
Beto viajadorPermalinkResponder

Há alguns antraz fizemos uma viagem de na,vio saindo de Atenas e visitamos um ateliês que esculpia uma Vênus de milus em alabastro que são sobras de mármore...pedimos para ele concluir e que pegaríamos no retorno do cruzeiro.realmente estava pronta e compramos. Na alfândega foi recusado e após muita discussão passamos por outro policial mais liberal. A estátua tem uns 50 cm e foi um trambolho até chegar a Cuiabá...

Rafael
RafaelPermalinkResponder

Vinhos! Não que eu me arrependa. Mas todas as vezes em que fui para Argentina, Chile e Uruguai, trouxe garrafas e garrafas. Sempre um perrengue para embalar e transportar o peso, mas valia a pena. Jogava nas malas despachadas até chegar no limite de peso, colocava o resto nas costas para levar na cabine. Mas na última, foi a primeira vez que voltei do Uruguai, e depois de toda uma engenharia para distribuir nas minhas malas, da minha esposa e da minha sogra, tudo calculado em termos de peso para cabine e despachadas, descobri que no Uruguai não te deixam levar garrafas de vinho na cabine. Resultado, remaneja tudo nas bagagens despachadas, despacha malas de mão rezando para as garrafas não quebraram, paga um caminhão de bagagem extra e aguenta a cara feia da esposa...

Yara Xavier
Yara XavierPermalinkResponder

Em Roma, primeira cidade de uma viajem de um mês pela Itália, comprei um livro de receitas lindo, papel bíblia, todo ilustrado a bico de pena. Pesa uns 7 kilos. Detalhe: não leio uma palavra em italiano.

selma soares manhaes

Me arrependi de ter comprado umas prateleiras de parede no IKEA em Bruxelas. Fiquei tão deslumbrada com a loja que acabei trazendo prateleiras que acabei não colocando na parede!?

rosane henriques pereira

Foi um sombreiro que comprei no início de uma viagem de 28 dias que começava no México e terminava nos EUA. Arrastei esse maldito sombreiro gigante a viagem inteira e o pior que não podia desfazer dele porque era um pedido do meu irmão.

Paula
PaulaPermalinkResponder

Em uma viagem de 20 dias pela Espanha, no segundo dia fomos para Toledo e meu marido comprou um par de espadas. foi um trambolho carregar aquilo por toda viagem e a cada trem tínhamos que abrir as malas e mostrar as notas das tais espadas. Até hoje damos risada dos perrengues das espadas, mas ficaram lindas em um suporte na minha sala ?

A. L.
A. L.PermalinkResponder

Aprendi cedo, ainda adolescente saí carregando um daquelas artes com barcos montados dentro de garrafas de vidro. Foi um perrengue sem fim, o barco ficou na estante de casa e depois foi encaixotado em uma mudança e nunca mais saiu de lá. Mas valeu pela lição: eu nunca fui muito interessado em souvenirs, essa lição aos 20 anos me poupou de problemas mais tarde.

Tempos depois aprendi que pior que o trambolho que você traz para você é o trambolho que você se compromete a trazer para amigo, parente, colega de trabalho. Hoje, quem me conhece sabe que as possibilidades de eu aceitar pedidos para ficar trazendo encomendas e afins é mínima.

Andréa
AndréaPermalinkResponder

O melhor é guardar segredo sobre a viagem...

MARCUS BARROCAS

Meu sobrinho encomendou pela internet, um telescopio no Best Buy e me mandou um email com o nome da loja para eu retirar e trazer para o Brasil, mas que eu podia ficar tranquilo porque ja estava pago. Era so pegar e trazer. Simples assim.

Angela
AngelaPermalinkResponder

Acho que um sino de ferro fundido para pregar na porta de entrada da minha casa encabeça a lista.

Cristina Prado

Esta enquete parece ter inspirado outros sites:

https://www.buzzfeed.com/raphaelevangelista/vezes-em-que-voce-foi-vencido-por-uma-lembrancinha-de-via?utm_term=.yjQZQ0wB#.aaMMzpQ9

http://viagem.uol.com.br/noticias/2016/05/09/de-berimbau-a-tampinha-veja-lista-de-souvenires-mais-estranhos-de-viagem.htm

Eu, como a carregadora de panela de moqueca, me senti copiada...

Marcia
MarciaPermalinkResponder

Também sou vítima das panelas. Na estrada na Itália paramos em um posto e na loja de conveniência tinha uma panela em formato de tomate L-I-N-D-A. Eu fiquei 20min sentada na frente da estante em pose de índio, cotovelo no joelho, mão no queixo, olhando a panela e pensando no sufoco que ela daria (era o segundo dia de um mês zanzando) e determinada a levar, virei e disse pra colega de viagem "tô saindo, tu paga a conta, que se eu pegar na carteira eu vou levar aquilo". Até hoje sonho com a dita cuja hahaha

Eduardo Menezes

Em 2003, como equipamentos eletrônicos eram caros e ruins no Brasil, trouxe um home theater dos Estados Unidos. Deus me livre, que canseira...

Nathalia Senra

Um easy-to-bake oven (para a minha sobrinha) em NY, sendo que ainda iria para um congresso em Boston! Depois daquilo só pequenos mimos e de preferência no último ponto rs

Pio Vicente
Pio VicentePermalinkResponder

Comprei um panetone gigante na Itália que vinha em uma para , passamos a viagem toda carregando essa lata que não cabia nem no bagageiro

Andréa
AndréaPermalinkResponder

Um cruzeiro da Barbie, em Orlando, um berimbau e um pau de chuva, na Bahia (é claro)

Eda
EdaPermalinkResponder

Hahahaha Muito boa a enquente, morrendo de rir com as historias! grin

Eu e meu marido, que eh britânico, passamos 3 anos e meio fazendo "ponte-aerea" entre os dois países para poder nos vermos quando tive que morar um tempo no Brasil a trabalho. Nao sou muito de comprar trambolho para mim mas nao conseguia dizer nao quando os amigos pediam coisas, a ponto de ter que deixar de trazer/levar roupas ou coisas pra mim pra ter espaço nas malas pra levar todas as encomendas do povo!

Ja trouxe de um tudo: maquiagem, produtos de cabelo, perfume, roupas, vinhos, temperos, tranqueira de cozinha etc mas o pedido mais esotérico foi de um amigo que com a cara mais seria do mundo me pediu pra trazer da Inglaterra (uma viagem com 3 escalas aereas e que levava 24 horas de porta a porta), pasmem, UMA BICICLETA ELETRICA! Na hora ate pensei que ele estava me zoando mas quando vi a cara seria dele nao me contive e cai na gargalhada (i know, i know) mas o pedido era tao absurdo que chegou a ser engracado, ate hoje faco hora com ele por causa disso e ele sempre retruca: "A bicicleta nem eh tao pesada assim, ta?", o que me faz rir mais ainda rsrs

Ah! Lembrei que tenho um trambolho pra chamar de meu sim haha Eh um elefante de madeira de lei, de 30 cm de altura e q deve pesar uns 5 quilos que trouxemos da Tailandia. Meu marido carregou o bicho na mochila durante a viagem de volta toda, chegou com as costas acabadas mas o elefante ficou lindo ao lado da lareira, valeu o sacrificio :p

James Gorham
James GorhamPermalinkResponder

Duas caixas enormes compradas na Williams e Sonoma em NYC, com geleias, molhos e outros temperos, um peso enorme !

Vanessa
VanessaPermalinkResponder

Mas moqueca na panela de barro é outra coisa né kkkkkkk

Sonia ferrari
Sonia ferrariPermalinkResponder

Um trambolho que comprei em Paris:um guarda chuva enorme era novidade.Entrei no aviào cutucando todo mundo.Após alguns meses estava sendo vendido numa das esquinas de S.Paulo por 20 reais....quase morri...Outro trambolho foi um trem para meu neto Caixa enorme O problema foi que sai de Milão para Paris num trem noturno .Foi difícil acomodar na cabine O fiscal do trem ficou espantado....kkkkMas ainda faço algumas loucuras ..Sai da Rússia com 26 pacotes de balas para criançada Fui comprando...Mas valeu eles amaram Lotei a mala de bordo

Thereza
TherezaPermalinkResponder

O meu maior trambolho foi um guarda chuva Rosa q ganhei de " brinde" numa loja em NYC e uma caixa de costura COMPLETA. Nossa !! Não cabia em lugar nenhum. Meu marido teve que trazer na mochila de mão.
Até hj tenho as linhas.kkkkkk

Marcia
MarciaPermalinkResponder

Sempre que me pedem conselho de viagem respondo: atilho, durex e plástico bolha.
Alguns riem, mas a verdade é que ninguém dá valor até comprar porcelana, cristal murano, ou cachaça artesanal (aham, veio isso tudo já, inteiro e bem, obrigada).
Meia mala minha já vai cheia de plástico bolha, daqueles que vem de encomendas.
O que não ocupo eu vendo pros colegas desesperados, hahaha

Mesmo bem precavida e comedida fui vítima dos pedidos do meu pai. Ele adora um chocolate alemão específico branco com amendoas. Indo a Berlim a regra era trazer meia dúzia. Pois na galeria Kaufhof tem um mercado e tinha um compartimento na prateleira cheio. Não tive dúvidas, passei a mão na prateleira inteira pensando na alegria do véio. Cheguei no caixa foram 36 chocolates. A cara do rapaz na fila na minha frente não tinha preço.
No aeroporto fui rezando da entrada do aero ao checkin, e a mala deu 31,3kg. Dessa eu escapei.

Tô indo a Toledo mês que vem e ainda bem que li as histórias das espadas aqui =)

Simone
SimonePermalinkResponder

Quando morei em Londres comprei um conjunto completo de louça inglesa rosa (12 peças de cada). Ainda bem que era bem jovem e sempre aparecia alguém para ajudar a carregar durante a viagem de volta. Teve que vir no avião comigo, não dava para despachar. Hoje seria impossível. Tenho até hoje o conjunto (cada dia fica mais lindo) e uso sempre em ocasiões especiais.

ALINE
ALINEPermalinkResponder

Em 2014, quando começou a subir, estava de férias em Nova Iorque. Vi aquela batedeira da KitchenAid linda, vermelha, super potente, mas custava o olho da cara no Brasil! Não resisti e foi difícil acomodar aquele peso e volume dentro da mala, mas valeu muito a pena! Nessa mesma viagem, vi vários "cacarecos" na Bed Bath & Beyond e levei até um ralo de pia que não deixa passar restos de comida. O que a gente não faz por uma pechincha/achado ?!

arieti
arietiPermalinkResponder

Viagem ao Chile...me apaixonei pelo pisco..e nada maia normal que comprar um MO A...o duro foi carregar a garrafa ainda passando na argentina e depois Brasil. Mas ainda o tenho...lindo meu moa

Inalda Regina Paz

Vou contar uma que deu certo, para variar. Fui a Mendoza este ano, para fazer degustação de vinhos. Já saí daqui pensando nos vinhos que iria comprar. Fomos com uma só mala grande, para mim e meu marido. Depois de comprar 12 garrafas de vinhos excelentes, mandamos acondicionar tudo em uma caixa especial, à venda em diversas lojas de vinho da cidade. No check in do aeroporto fomos orientados a embalar a caixa naqueles stands que plastificam malas. O rapaz ainda fez uma alça para carregarmos. Veio como bagagem normal, dentro do peso e da cota. Perfeito.

Mario Almeida
Mario AlmeidaPermalinkResponder

2 bicicletas, uma para cada filho, de Boston a Vitória, ES, de avião...

Orlando Rodrigues

Uma vez, numa viagem a Belém, me disseram que o município vizinho de Ananindeua era famoso pelas cerâmicas indígenas. Resolvi conferir e, ao invés de comprar algo pequeno e fácil de carregar, decidi ficar com a maior peça, de uns 70 cm de altura, que parecia ser boa para apoiar uma samambaia em cima. O problema não foi só andar com aquele trambolho até o hotel e o aeroporto, mas também transportar no avião e táxi até em casa. O pior de tudo foi descobrir que aquela coisa pesada no canto da sala servia como urna mortuária em tempos pré-colombianos. Lá ficou por uns dez anos, até que a empregada a quebrou por acidende. Ou talvez de propósito!

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