Airbnb: problemas em Nova York, San Francisco, Berlim, Paris e Barcelona

Ricardo Freire
por Ricardo Freire

Airbnb problemas em Nova York

Ao mesmo tempo em que se torna uma das empresas mais valiosas do mercado (atualmente avaliada em 25 bilhões de dólares; sua receita em 2015 foi de quase US$ 1 bilhão), o Airbnb enfrenta resistência redobrada em alguns dos destinos mais desejados do mapa. Atualmente o pioneiro da economia compartilhada enfrenta problemas em Nova York, San Francisco, Berlim, Paris e Barcelona.

Essas cidades alegam que o modelo do Airbnb está drenando para o mercado de locação temporária imóveis que deveriam ser usados para moradia, e com isso encarecem os aluguéis e descaracterizam bairros. O lobby do setor hoteleiro também contribui para a reação, sobretudo em Nova York. O alvo preferencial das autoridades são os investidores que compram imóveis exclusivamente para alugar para turistas.

Nova York

Neste mês o Senado do estado de Nova York votou uma lei que simplesmente proíbe a listagem de apartamentos de temporada para períodos inferiores a 30 dias -- complementando a lei, já existente, que proíbe a locação de temporada para períodos inferiores a 30 dias. Se o governador assinar a lei (ele pode vetar), o Airbnb não poderá mais aceitar anúncios de locações por menos de 30 dias em Nova York (mesmo ilegais, elas continuam anunciadas, embora em menor número do que antes).

San Francisco

Em julho entra em vigor uma lei que obriga os anfitriões do Airbnb em San Francisco a se cadastrarem junto à prefeitura. Sob essa lei, cada imóvel anunciado cujo proprietário não tenha se cadastrado pode render uma multa diária de US$ 1.000 ao Airbnb. O Airbnb resolveu entrar na Justiça contra a cidade, alegando que não pode ser processado pelo conteúdo publicado por usuários, traçando um paralelo com outros sites de conteúdo participativo, como Facebook e YouTube. Taí uma briga que eu gostaria de assistir em The Good Wife (saudades!).

Berlim

Desde 1º de maio de 2016 -- depois de um período de transição de dois anos, dado para o mercado se adaptar -- apenas apartamentos devidamente registrados junto à prefeitura de Berlim podem ser alugados para temporada. Apartamentos não-registrados que continuem a ser alugados se sujeitam a multas de até 100 mil euros; denúncias de vizinhos são estimuladas. Ou seja: não é ilegal alugar apartamento de temporada em Berlim; apenas certifique-se de que o apartamento esteja devidamente registrado.

Paris

A legislação de Paris impede que proprietários aluguem seus imóveis a terceiros por mais de 120 dias por ano. Em janeiro deste ano a prefeitura fez operação de fiscalização em apartamentos de temporada entre o 1º e o 6º arrondissements.

Barcelona

O bode de Barcelona com o Airbnb -- e com apartamentos de temporada em geral -- é mais retórico do que prático; está inserido num crescente mau humor da cidade para com o excesso de turistas. Até agora a única providência prática foi multar o Airbnb em 60 mil euros (menos do que troco de bala para a empresa). Mas é bom ficar atento para ver como as coisas de desenrolam.

O que eu acho -- e onde isso vai parar

Meus dois centavos de pitaco: o Airbnb é só um catalisador charmoso para um fenômeno que ocorreria de qualquer maneira -- a migração do mercado de locação temporária para a internet.

Esse mercado sempre existiu e sempre foi bastante informal. Proprietários cadastravam seus apartamentos em várias imobiliárias, e a que alugasse primeiro ganhava uma comissão, que o inquilino pagava adiantado. O saldo era pago em dinheiro vivo, na chegada, direto na mão proprietário, que dificilmente declarava a receita ao governo.

Quando o Airbnb surgiu -- originalmente, para alugar quartos vagos em casas e apartamentos habitados por seus donos -- esses proprietários enxergaram uma plataforma muito mais eficiente para anunciar seus imóveis de temporada. Disfarçados de moradores, esses investidores do mercado imobiliário se sentiram seguros de sair à luz.

Talvez esse mercado tivesse crescido menos se o Airbnb não fosse tão bom -- mas na minha opinião teria crescido de qualquer maneira, simplesmente pela natureza da internet.

Onde isso vai parar? Muita briga ainda vai rolar, mas no final eu acredito que aconteça uma regulamentação mais efetiva desse mercado. Proprietários vão pagar impostos e poderão ter dificuldades para registrar imóveis de temporada em algumas regiões de suas cidades. Os acordos que acabarem sendo feitos entre Airbnb e as cidades mais agressivas servirão de parâmetro mundo afora.

Por enquanto, eu evitaria alugar um Airbnb numa cidade hostil. Não por medo do governo -- mas porque a convivência com vizinhos fica complicada. Pouca gente gosta de ver gente chegando com mala de rodinha todos os dias no seu prédio; se além de fazer barulho com a sua mala, você está fora da lei, a situação fica ainda mais constrangedora.

O melhor para todos é que esse mercado seja efetivamente regulamentado. No fim das contas, as locações devem encarecer um pouco -- mas isso vai evitar que o prazer de alugar um apê e brincar de morador seja prejudicado pela sensação de ser um clandestino no prédio alheio.

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42 comentários

Carlos
CarlosPermalinkResponder

Acabei de encerrar uma hospedagem de 1 semana em NY pelo Airbnb e não notei nada de diferente (não sabia da proibição), exceto por realmente parecer que os preços estão mais elevados. Ainda assim, ficar pelo Airbnb (no Queens) saiu mais em conta que um hotel.

Anderson
AndersonPermalinkResponder

Olá Ricardo! Sabes explicar especificamente o status do AirBnB na Itália? Quando fui a Florenca, em 2012, aluguei um apto pelo Air BnB por 1 semana, e curiosamente o dono teve que emitir um recibo (onde eu assinava) no qual pagava taxas à prefeitura. Como eu nao falo italiano, nem ele era totalmente fluente in inglês, o único que consegui entender é que ele é obrigado a emitir este documento e pagar a taxa para eviar multas...

A Bóia
A BóiaPermalinkResponder

Olá, Anderson! Quem responde é a Bóia. A regulamentação desse tipo de hospedagem costuma ser local, não nacional. Ainda não captamos nenhum problema do Airbnb em território italiano.

Maria Inez
Maria InezPermalinkResponder

Nos também assinamos recibo com as taxas ...

Luiza
LuizaPermalinkResponder

A meu ver a Itália está ainda se adaptando à questão do Airbnb. Estive em Veneza agora em Julho e também houve pagamento de cerca de 2 euros por noite por taxas à prefeitura, foram feitos recibos. Além disso o proprietário alegou não poder guardar nada nosso em sua geladeira por não poder fornecer legalmente refrigeração, algo que não entendemos de maneira alguma, já que se houvesse quaisquer fiscalização não imagino como alguém poderia desmenti-lo caso ele disesse que nossas coisas eram simplesmente dele. Achamos isso muito estranho, estivemos em Airbnb em muitos lugares na Europa e nunca vimos isso. Também em Bolonha tive muita dificuldade com o proprietário de um quarto no qual iríamos passar uma noite apenas, ele alegou que eu havia feito reserva para 1 pessoa apenas (o que não era verdade) e me fez alterar a reserva no site mesmo sabendo que o valor não mudaria em nada, creio que por questões de fiscalização também.

Kaio Donadelli

Na última vez em que usamos o Airbnb em Nova york já tentamos ficar meio invisíveis quando estávamos no apartamento para evitar problemas com vizinhos grin

Liliane Inglez

Boa estratégia, Kaio!!! rsrs

Eneida
EneidaPermalinkResponder

Em Paris, já bati boca com uma senhora quando cheguei no prédio. Naquela confusão de tentar achar a porta certa, depois do pátio tal, do lado do tal elevador, a senhora veio bater boca porque quem morava naquele apartamento não era nem proprietária: era locatária. Tentei dizer que era amiga da pessoa, a senhora ficou ainda mais irritada...
De outra vez, o apartamento era bem ruim. Em Paris não recomendo mesmo não.

Mas em Veneza foi bom e em Roma também.

Dani S.
Dani S.PermalinkResponder

Eu acabei de voltar de Barcelona em um apartamento do Airbnb e dei sorte - todos os vizinhos foram muito simpáticos, puxando papo no elevador. Não notei uma cara feia (e olha que meus meninos não são exatamente silenciosos). Pra ficar com crianças, me convenci que não tem coisa melhor - espaço pra brincar em casa é tudo nessa vida, e fazer alguns lanches em casa, além de todo mundo se alimentar melhor, é mais em conta e menos bagunça. Mas que devemos ter aumentado o consumo de jamón da cidade toda, devemos! (o meu mais velho AMA jamón)

Camila
CamilaPermalinkResponder

Finalmente alguém que também amava The Good Wife!

Elisa Araujo
Elisa AraujoPermalinkResponder

Seria bom, desde que a Alicia estivesse defendendo o Airbnb, né? smile

Andre L.
Andre L.PermalinkResponder

Minha hipótese de como isso vai se resolver nas cidades grande da Europa: vão criar limites de apartamentos legalizados para aluguel por bairro/região, e vão cobrar destes taxas equiparadas aos hoteis.

Em um exercício um pouco mais longo de futurologia, acho que surgirão híbridos de apartamento e hotel - prédios inteiros, em áreas residenciais, destinados a locação por temporário, mas no sistema apartamento (sem recepção, sem restaurante, sem nada exceto talvez um zelador que fica lá para receber pessoas e conferir na saída).

Eu tenho alguns colegas que moram em prédios usados por AirBnB em Amsterdam. Ninguém é contra visitas por si, pelo que já ouvi, mas a chegada de visitantes o tempo todo deixa moradores sem saber se alguém que cruzam na escada é morador ou não, e pequenos ajustes da vida em prédios compartilhados (ex, saber como abrir a porta e não deixá-la fechar fazendo barulho) acabam ignorados.

Alexandre Breveglieri

Voltei da Islândia semana passada e disseram que lá o AirBnB é proibido justamente por causa do impacto na oferta de imóveis pros Islandeses.

Não fui atrás pra confirmar a informação, até porque nunca usei esses serviços, mas pode ser mais um país pra lista de "problemáticos com o serviço".

Guilherme Z
Guilherme ZPermalinkResponder

Tenho uma reserva de 6 noites para NY em agosto.
será posso ter problemas para entrar nos estados unidos??
Aiaiai... :s

A Bóia
A BóiaPermalinkResponder

Olá, Guilherme! A imigração só quer saber o seu endereço. Não há problema nenhum.

Clara
ClaraPermalinkResponder

Sei de problema similar ocorrendo em Vancouver.

Paula
PaulaPermalinkResponder

Passei um mês viajando pela Espanha e procurava ficar em apartamentos sempre que possível. Reservei um pelo Airbnb e três pelo Booking. Já reservei pelo Booking um quarto em uma casa de família à beira de um canal em Amsterdam também, há alguns anos. Gostei mais do esquema do Booking, em que eu pagava direto no local, como se fosse um hotel. Entao, não vejo essa graça toda no Airbnb.

Mônica Mello
Mônica MelloPermalinkResponder

Acabei de chegar de uma viagem de 50 dias à Europa e fiquei hospedada pelo Airbnb em todas as cidades. Não tive problema algum dessa natureza. Na Itália precisa-se pagar um imposto relativo a turismo. Quando a gente chega o proprietário te cobra e emite um recibo. Passei por 7 cidades da Itália. Nos outros lugares como Barcelona, Viena, Praga, Budapeste e Lisboa não me foi cobrado nada. Tudo tranquilo, por enquanto!

Augusto
AugustoPermalinkResponder

Bruxelas também tem enfrentado problemas semelhantes, com uma legislação que criou burocracias que inviabilizam o AirBNB.

Aline Aguiar
Aline AguiarPermalinkResponder

Eu tive um problema com o meu apartamento de Veneza. No meio do inverno europeu ficamos dois dias sem calefação e sem água quente, com uma bebê de 1 ano. Além do apartamento estar com vários itens quebrados. Mesmo assim ainda acho que é a melhor opção para quem viaja em família, não só pelos valores mas pelo espaço e independência.

Michele de Oliveira Capiotti

Estou morando em Dublin e vi os dois lados da moeda. Me hospedei em 3 AirBnBs diferentes logo que cheguei e foi ótimo porque aqui existem poucos hotéis, o que eleva os preços. Porém foi difícil encontrar apartamentos para alugar, tem mais demanda que oferta, segundo a opinião pública em geral, isto se deve a crise e ao aluguel por temporada. Dublin é sem dúvida uma cidade onde ter um AirBnB é um bom negócio. Eu mesma pensei em alugar um quarto. Abraços smile

Gustavo - Viajar e Pensar

Serei advogado do Diabo
Acho o crescimento do AirBnb e outros como o aluguel de temporada uma grande armadilha ao turismo de qualidade.
Explico:
Minha cidade Florianópolis, não possui uma melhora significativa no turismo, por que ela na alta temporada é explorada através do aluguel de imóveis de particulares e não por empresas e grupos turísticos. Este tipo de turismo é horrível para cidade, gerando pouco empregos e impostos ( o dono do imóvel paga IPTU somente) e utiliza com finalidade comercial, um imóvel residencial.
Não temos como propagar para o mundo venha para Florianópolis, por que não temos uma rede hoteleira Internacional, elas estudam o mercado e veem a bagunça da concorrência e desistem.
Acho este tipo de imóveis muito interessante mas acho que deveriam ter maiores regras, e sofrer tarifações adequadas, além de limitações.
Entendo perfeitamente o desagrado de um morador de NY, Paris pelo inconveniente de um vizinho de temporada.
@GusBelli

Ricardo Freire

Tem duas coisas aí, Gâs! A primeira é que não foi o Airbnb que inventou o aluguel de temporada, ele só facilitou -- e mesmo se não existisse, a internet se encarregaria sozinha de facilitar as coisas para esse mercado. A segunda é que Floripa tem a questão da sazonalidade, não apenas por razões climáticas, mas também por comportamento dos clientes mais freqüentes -- sulistas dos três estados e hermanos que têm o hábito do veraneio, ficando duas, até quatro semanas numa mesma praia. Nessa configuração de mercado, um empreendimento imobiliário é mais negócio que um hotel: uma casa ou apartamento em condomínio tem custos baixos de manutenção ao longo do ano e alguma liquidez, enquanto um hotel de lazer tem altíssimos custos para se manter na baixa temporada e é um negócio muito difícil de passar adiante. Floripa precisa se espelhar em Balneário Camboriú e Gramado e criar atrações e eventos que atraiam turistas o ano inteiro -- se isso acontecesse, novos hotéis iam aparecer.

No fim do ano passado eu comprei um apartamentozinho no Rio num edifício que está cheio de Airbnb. Todo dia tem um grupo com malas na portaria esperando alguém chegar com a chave. Apesar de não morar lá o tempo todo, eu não coloquei o meu apartamento no Airbnb. Mas não tenho nada contra, pelo contrário: no caso específico do nosso prédio, que não é nada de luxo, é melhor ter condôminos adimplentes, que paguem o condomínio em dia, do que apartamentos vazios que acabem prejudicando o caixa do prédio...

Gustavo - Viajar e Pensar

Sim sim e não não smile
Abraço Comandante !
@GusBelli

Perla Lisboa
Perla LisboaPermalinkResponder

Estive neste mês em Paris por 8 dias e aluguei apartamento pelo airbnb, no Marais. Não tive problemas. Encontrei vizinhos no elevador e todos foram muito educados. De qualquer modo, sempre tenho muito cuidado, respeitando horários de silêncio e regras do condomínio, como a disposição do lixo, por exemplo. Já é minha quinta experiência com o airbnb no exterior e sempre foi muito bom. Se fosse me hospedar em um hotel, dificilmente conseguiria ficar tão bem localizada, em razão dos preços. Mas sim, acho que vale a pena seguir a dica do Riq e evitar cidades complicadas, pelo menos por enquanto.

Raphael
RaphaelPermalinkResponder

Costumo viajar para uma feira na cidade de Basileia, na Suíça. É um evento gigantesco e não há opções de hospedagem, pelo período da feira por, pasmem, menos que R$ 14 mil. Ficamos obrigados a buscar apartamentos no AirBnB, o que deixa a situação muito pior. Os donos dos apartamentos/casas colocam o imóvel para locação, mas no momento que você solicita a reserva, ela é cancelada e eles enviam uma mensagem para você para fazer toda a hospedagem "por fora", pagando quatro, cinco vezes mais que o anunciado no site, com estadia mínima de 8 noites. Os que sobram são bem ruins. Estive em dois. O primeiro estava muito empoeirado e tive que dormir sobre dúzias de pacotes de camisinhas que estavam sob a cama, o segundo o apartamento estava caindo aos pedaços quando entrei e, na saída, a dona quis cobrar o que não havíamos quebrado, além de reclamar que deixamos o lixo separado em sacos plásticos dentro do apartamento antes da saída - sendo que ela cobrou uma taxa de limpeza quatro vezes mais cara do que uma diária de uma faxineira na Europa. Por senso comum, deixamos de avaliar os dois imóveis com comentários negativos no AirBnB.

Andrade
AndradePermalinkResponder

Aqui no BRASIL a sonegação nesse setor de aluguel de temporada é muito alto ,alem de pegarmos caro uma locação em cidades turísticas o setor hoteleiro acaba sendo prejudicado

Rosane bravo
Rosane bravoPermalinkResponder

Tive um problema com o filtro do airbnb agora em jun/16.
Aluguei um apto em Santiago, Chile e filtrei para o bairro de Providencia.
Chegando la o bairro era San Miguel, bem distante de onde eu queria ficar.
A culpa nao foi do anfitriao e sim do site.
Acabei ficando la mesmo pq nao havia como procurar outro naquele momento.
Reportei o problema ao site e eles ainda não me responderam.

Paula
PaulaPermalinkResponder

Já utilizei o Airbnb várias vezes na Europa e uma vez no Brasil e não tive um problema sequer. Os apartamentos foram muito bons e os anfitriões também, tudo deu sempre certo, mesmo em Paris e Berlim. Eu virei fã desde a primeira vez e sei que consegui viajar muitas vezes por causa do custo mais baixo de estadia. É uma pena toda essa confusão... E ter que evitar Airbnb em NY é de doer o coração!! Hotel em Manhattan é um a$$alto (saudades do Ipanema Chalet!) e hotéis fora dessa área ainda ficam mais caros do que alugar o quarto. Afff, que dureza!!

Henrique
HenriquePermalinkResponder

Alguém sabe informar como anda a situação em Toronto/Canadá? Estou numa dúvida enorme!!!!!

A Bóia
A BóiaPermalinkResponder

Olá, Henrique! Googlando toronto airbnb problems não vem nada cabeludo:

https://www.google.com.br/search?q=toronto+airbnb+problems&ie=UTF-8&oe=UTF-8&hl=pt-br&client=safari

Henrique
HenriquePermalinkResponder

Muito Obrigado!!!!!

Antonio Henrique

Sim. Também não me incomoda a movimentação do Airbnb no prédio onde eu não moro....

Luiza
LuizaPermalinkResponder

Estivemos em Barcelona em Junho e alugamos um quarto de um apartamento no Airbnb. O proprietário pediu para dizer que éramos seus amigos, caso algum vizinho perguntasse algo a respeito. Em Paris utilizei ano passado e nenhum problema, aliás como era um flat, parecia que o prédio inteiro eram turistas Airbnb style. A questão é ser bom hóspede, tratar o local como se fosse sua casa, respeitar horários de silêncios, regras em geral e etc.

manoela
manoelaPermalinkResponder

olá!

alguém sabe como está atualmente em Nova Iorque? Alugamos por 13 dias em janeiro/17 e agora bateu o pavor....

A Bóia
A BóiaPermalinkResponder

Olá, Manoela! Verifique as resenhas recentes do apartamento. Se tem muitas resenhas e se os hóspedes não mencionam problemas, é porque os vizinhos não estão incomodados.

ANDREA LEITE
ANDREA LEITEPermalinkResponder

Vou para NY em Março/2017. Achei um quarto pelo Airbnb bem em conta no Brooklyn. Acham que terei problemas com a imigração? O anfitrião disse que, a nova lei é válida para quem tem mais de um quarto na casa para hospedagem ou num mesmo prédio mais de 1 apartamento. Agora já não não sei que faço. Hotéis são caros demais em NY e arredores. Obrigada!

A Bóia
A BóiaPermalinkResponder

Olá, Andrea! Nunca haverá problemas com a imigração por causa de hospedagem. Eles só querem saber o seu endereço. Além do mais, se você alugou um quarto numa casa habitada pelo anfitrião, a sua hospedagem é legal perante a nova lei nova-iorquina.

Karoline
KarolinePermalinkResponder

Olá.
Vou para NYC em setembro com minha família. Somos em 6 pessoas, então decidimos alugar uma casa inteira no Airbnb. Ficamos sabendo há pouco tempo sobre essa lei, mas muitas pessoas tem falado que não tiveram problema. Estamos receosos, porém não podemos pagar hotel para 6 hóspedes, fica muito pesado.
Pelo que li, na imigração não teremos problema, pois eles só irão pedir o endereço que iremos ficar. Mas caso aconteça de nos denunciarem, o que acontece? Nos mandam direto de volta para o Brasil?

A Bóia
A BóiaPermalinkResponder

Olá, Karoline! Você pode ter problemas com cancelamentos em cima da hora. Mas não é um assunto para imigração.

DIEGO
DIEGOPermalinkResponder

Complicado ! Ótimo Post gostei muito

Andre
AndrePermalinkResponder

Em março de 2017 tive o desprazer de realizar um aluguel apartir do Brasil, pelo AIRBNB - ACHE UM LUGAR PARA FICAR AIRBNB BRASIL SERVICOS E CADASTRO DE HOSPEDAGEM LTDA, para Munique, Alemanha, .

A anfitriã não me forneceu uma declaração de que eu estava hospedado alí. Inventou uma desculpa não prevista na legislação alemã de que não poderia me fornecer, pois isso "diminuiria seu desconto materno". Tive a confirmação pela própria Embaixada do Brasil em Munique de que a informação não procedia e repassei ao AIRBNB - ACHE UM LUGAR PARA FICAR AIRBNB BRASIL SERVICOS E CADASTRO DE HOSPEDAGEM LTDA Tal declaração é um requisito fundamental para o registro na cidade no prazo de 15 dias. Também sem a declaração, não seria possível solicitar o visto e permanecer durante todo o tempo da reserva (115 noites). A anfitriã não divulgou no anúncio que não fornece essa declaração, que é simples e facilmente cedida por todos os anfitriões alemães por via de regra.

Imediatamente contactei o Airbnb, que foi a intermediadora do aluguel. O AIRBNB - ACHE UM LUGAR PARA FICAR AIRBNB BRASIL SERVICOS E CADASTRO DE HOSPEDAGEM LTDA sequer ligou para sua anfitriã para tentar mediar a situação. A empresa apenas me empurrou a resolver o problema sozinho e aguardar indefinidamente uma resposta (mesmo havendo um prazo da prefeitura). Criou-se uma situação apoiada na minha vulnerabilidade: ou eu saía, ou teria que voltar para o Brasil. Cabe destacar que, ao rejeitar os acordos verbais estabelecidos, a anfitriã decidiu me pressionar para cancelar o contrato, de forma a embolsar integralmente a multa. Assim ela poderia embolsar a multa e realugar o espaço: duplo lucro.Tal atitude foi chancelada pela AIRBNB - ACHE UM LUGAR PARA FICAR AIRBNB BRASIL SERVICOS E CADASTRO DE HOSPEDAGEM LTDA, que me penalizou integralmente com a multa na política de "longo prazo".

Fiquei totalmente desamparado e sem qualquer assistência real do AIRBNB - ACHE UM LUGAR PARA FICAR AIRBNB BRASIL SERVICOS E CADASTRO DE HOSPEDAGEM LTDA . Enquanto aguardei a resposta, a anfitriã me impediu de usar os itens básicos de casa, como cozinha e banheiro, visando a me pressionar a sair e embolsar a multa integral.

Ao questionar na justiça sobre a multa cobrada na política de "longo prazo", a juíza deferiu:

Isso porque considero a multa aplicada, apesar de prevista contratualmente, abusiva, colocando a parte mais fraca na relação, o consumidor, em situação de desvantagem exagerada. Nesse sentido, dispõe o artigo 51, IV, do Código de Defesa do Consumidor, que são nulas de pleno direito as cláusulas consideradas abusivas, devendo sua aplicação ser adequada a realidade legal. Assim, em atenção ao princípio da equidade, conforme disposto no artigo 6º, da Lei 9.099 de 1995, entendo que a aplicação de multa penal rescisória de 15% sobre os valores vincendos, em substituição a multa acima considerada abusiva, é medida justa e equânime ao caso.

Assim, todos os que pagaram a multa integral na política de "Longo Prazo" desembolsaram um valor muito maior que o legalmente permitido.

Outro problema foi impedir qualquer avaliação da anfitriã. Ao cancelar a reserva pelo AIRBNB - ACHE UM LUGAR PARA FICAR AIRBNB BRASIL SERVICOS E CADASTRO DE HOSPEDAGEM LTDA , a fim de que eu não pudesse relatar qualquer um dos fatos, o site me impediu imediatamente de realizar a avaliação da hospedagem da anfitriã.

Recentemente contactei o AIRBNB - ACHE UM LUGAR PARA FICAR AIRBNB BRASIL SERVICOS E CADASTRO DE HOSPEDAGEM LTDA para solicitar que a avaliação da hospedagem fosse de fato aberta, ao qual a empresa tão somente afirmou que passou o prazo de 10 dias. Tal período nunca foi cumprido. Ao cancelar a reserva, o espaço para avaliação do tempo que fiquei na casa da anfriã foi imediatamente bloqueado.

Após não interceder para resolver o problema, a empresa se limitou a ressarcir uma ínfima parte da multa, no valor de R$ 745,00.

Por não confiar na postura da empresa, solicitei que meus dados fossem apagados em definitivo e que eu pudesse fazer a avaliação da hospedagem, bem como narrar a forma como o AIRBNB - ACHE UM LUGAR PARA FICAR AIRBNB BRASIL SERVICOS E CADASTRO DE HOSPEDAGEM LTDA conduziu o caso.

A partir desta solicitação, a empresa me encaminhou um acordo de silêncio. Como pode ser conferido, o objetivo seria não divulgar informações sobre o caso.

O valor do acordo complementar proposto pelo AIRBNB - ACHE UM LUGAR PARA FICAR AIRBNB BRASIL SERVICOS E CADASTRO DE HOSPEDAGEM LTDA não cobre os custos a maior do novo aluguel que fui obrigado a fazer, o custo de transporte do novo endereço mais distante nem a mudança. Ao apresentar uma contrproposta justa, a empresa voltou a se eximir de responsabilidade e apresentar ilações.

Assim, estou divulgando a forma como esta empresa lida com as questões de hospedagem. Aos lesados pela política de longo prazo" e demais querelas, deixo as seguintes dicas:

a) o número do processo que determinou que a política de "longo prazo" do AIRBNB - ACHE UM LUGAR PARA FICAR AIRBNB BRASIL SERVICOS E CADASTRO DE HOSPEDAGEM LTDA é considerada abusiva é 9063604.71.2017.813.0024;

b) A argumentação para contrapor os juros abusivos cobrados está acima;

c) O processo deve ser endereçado ao escritório brasileiro do AIRBNB - ACHE UM LUGAR PARA FICAR AIRBNB BRASIL SERVICOS E CADASTRO DE HOSPEDAGEM LTDA:
CNPJ: 14.546.674/0001-09
Endereço:R Aspicuelta, 422, Andar 5 Conj 51-A 52-A E 53-A Cond Mix 422, Vila Madalena, Sao Paulo, SP, CEP 05433-010, Brasil.

d) Não use o endereço da empresa na Irlanda.

Aos interessados, basta me encaminhar um email para infinitoalp@bol.com.br que disponibilizarei a defesa do AIRBNB - ACHE UM LUGAR PARA FICAR AIRBNB BRASIL SERVICOS E CADASTRO DE HOSPEDAGEM LTDA, para melhor redação do termo judicial dos lesados.

Corra atrás dos seus direitos!

Atenção: Os comentários são moderados. Relatos e opiniões serão publicados. Perguntas serão selecionadas para publicação e resposta. Entenda os critérios clicando aqui.
Bóia offline! Vamos continuar aprovando comentários, mas a Bóia só volta a responder perguntas que forem feitas depois de 10 de abril de 2017. Obrigado pela compreensão.
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