Rio: Teatro Rival reabre com shows grátis, quitutes do Aconchego e DJ na calçada

Ricardo Freire
por Ricardo Freire

Teatro Rival: Pretinho da Serrinha

Meu lugar favorito para assistir a shows no Rio de Janeiro, o Teatro Rival (R. Álvaro Alvim, 33, tel. 21/2240-4469), ficou dois meses fechado para um lifting e reabriu com muitas novidades. Em sua nova fase, o Rival, que fica na Cinelândia, meio que incorpora o espírito da vizinha Lapa: deixa de ser um mero teatro para tornar-se uma casa noturna com atrações musicais.

Rejuvenescido, o Teatro Rival agora é tocado por Leandra Leal e seu marido Alê Youssef, que sucedem Ângela Leal, que reergueu a casa (que sempre pertenceu à família) nos anos 90. Os dois trouxeram Katia Barbosa, do Aconchego Carioca (e sua filha, Bianca) para tomar conta da cozinha e do bar.

Agora, nas noites de 4ª, 5ª e 6ª, os shows não têm cobrança de ingresso. Você chega, entra, se acomoda nas meses que estiverem vagas (ou fica de pé na área do bar) e assiste, sem sequer consumação obrigatória.

Teatro Rival: quitutes do Aconchego Carioca

Nem tente, porém, resistir ao cardápio de quitutes do Aconchego Carioca. Os quitutes consagradíssimos de Katia Barbosa estão todos lá: os bolinhos de feijoada (R$ 30, 4 unidades), as almofadinhas de tapioca (de queijo ou camarão, R$ 33, 6 unidades), os croquetes de rabada (R$ 33, 6 unidades). Querendo jantar, o cardápio tem uma dúzia de sugestões, como o baião de dois (R$ 78 para duas pessoas), o filé à Osvaldo Aranha (R$ 39) e o spaghetti de pupunha (R$ 32). A carta de vinhos está irreconhecível (no Rival antigo só tinha Santa Helena). E o novo bar, além de boas caipirinhas e caipivodkas, prepara um Aperol Spritz nos trinques.

Teatro Rival: Pretinho da Serrinha

Até agora, a 6ª feira vem tendo uma atração fixa: a roda de samba do Pretinho da Serrinha, que está superbombando. Marcada para as 19h30, tem começado depois das 20h -- e pode se estender até perto da meia-noite. Se você quiser lugar sentado, chegue até as 18h30. (Se bem que, durante a roda de samba, o pessoal todo levanta.)

Teatro Rival: programação de junho 2016

Consulte a programação na página do Teatro Rival no Facebook. (Na foto, a programação de junho/2016.)

No sábado, o show é pago, com atrações de peso. E no domingo, a partir do meio-dia, tem feijoada, com receita e supervisão de Katia Barbosa, acompanhada por roda de choro (R$ 50 o ingresso antecipado; R$ 60 comprado na hora -- ambos incluem a feijoada; bebida é à parte).

Rivalzinho: festa na calçada do Teatro Rival

Teatro Rival: Rivalzinho

O antigo Café Rival também foi repaginado, e virou o Rivalzinho, um bar com mesas na calçada, cerveja de 600ml e os quitutes do Aconchego. Não tem serviço de garçom: você tira a ficha e pega no bar. De 5ª a sábado, o Rivalzinho tem festa na calçada, com DJs convidados (esta semana, por exemplo, teve Marcelo da Lua com sua Mundo da Lua na 5ª, hoje tem Bloc Party com Yuri Almeida e amanhã, Beco do Robin com Gigante César.

O espaço é um achado: como a rua Álvaro Alvim é um calçadão, dá para beber na rua sem receio dos carros. (E o metrô Cinelândia está a uma quadra.)

Teatro Rival: o novo x o antigo

Não vou dizer que não sinto falta do Teatro Rival de 10, 20 anos atrás, quando os medalhões da MPB faziam temporadas de até três semanas, com preços super-encaráveis. Ali eu vi João Bosco, Elza Soares, Nana Caymmi, Adriana Calcanhotto, Rosa Passos, Zélia Duncan, Alcione, Martinho da Vila, João Nogueira, Djavan, Os Cariocas, Quarteto em Cy, Leny Andrade, Luiz Melodia, Alceu Valença, Zizi Possi, Rita Ribeiro. No início dos anos 90 eu ia quase todo fim de semana ao Rio, e sempre batia ponto por lá.

Nos últimos tempos esses nomes andavam cada vez mais raros (em janeiro vi um show maravilhoso da Mart'nália), e as temporadas, cada vez mais rápidas. Uma pena, porque a curta distância do palco e o calor da platéia (que está ali para curtir, não para ostentar, como em casas de shows mais caras) fazem do Teatro Rival o lugar mais gostoso para assistir a um show de música no Rio.

Mas os tempos estão bicudos, e os medalhões se apresentam cada vez menos, com ingressos cada vez mais caros. A mudança faz sentido e dá espaço a novos artistas.

Já viu o Pretinho da Serrinha? É um fenômeno, e está de graça toda 6ª smile

Colaborou | Mariana Amaral

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2 comentários

Sylvia
SylviaPermalinkResponder

Riq, e nos encontramos lá ao acaso antes de fechar, ouvimos Luis Melodia wink

Valeria
ValeriaPermalinkResponder

Adorei as dicas.

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