Por que eu nunca deixei de usar cartão de crédito em viagem

Ricardo Freire
por Ricardo Freire

Cartão de crédito em viagem

Na terça-feira dia 12 o dólar comercial fechou abaixo de R$ 3,30, voltando a seu valor de um ano atrás. Desde fevereiro de 2016, a moeda americana vem se desvalorizando, devagar e sempre, frente ao real.

Isso significa que, nos últimos cinco meses, quem usou cartão de crédito em suas viagens internacionais acabou experimentando uma variação cambial positiva. O que acontece nesses casos? Sempre que o dólar do dia do pagamento estiver mais barato do que o dólar do dia do fechamento da fatura, o freguês tem direito a ressarcimento da diferença na fatura seguinte. Eu, por exemplo, viajei em maio, paguei a fatura do cartão em junho e agora em julho recebi um crédito de quase R$ 500 por causa da queda do dólar.

É uma situação excepcional, claro. O "normal" -- ou pelo menos o que a gente espera e guarda na memória -- é o real desvalorizar entre o fechamento da fatura e o dia do pagamento, e ocasionar uma cobrançazinha adicional na fatura seguinte. Entre setembro de 2014 e setembro de 2015, por exemplo, não houve mês em que o real não desvalorizasse, e quem usou cartão de crédito teve que pagar um chorinho no mês seguinte. Mas mesmo quando ocorre uma bonança cambial como a desses últimos meses -- como entre dezembro de 2008 e julho de 2011, quando o dólar só fez baixar, baixar e baixar, saindo de R$ 2,30 e chegando a R$ 1,60 --, ninguém registra. O cartão de crédito internacional é a Geni dos economistas.

Não resisto a dar uma cornetada. Nesse ano, as formiguinhas (sensatas) que seguiram as indicações dos economistas, comprando dólar aos pouquinhos, acabaram pagando mais caro por suas viagens do que as cigarras (arriscadas) que deixaram seu dinheiro rendendo no banco e viajaram com cartão de crédito.

Calma no Brasil: não quero dizer que viajar com cartão de crédito seja mais barato. Aconteceu, virou manchete, não se sabe quando essa situação se repetirá. No momento em que o mercado parar de acreditar na equipe econômica, o dólar vai subir de novo. Mas eu queria aproveitar a oportunidade para lembrar mais uma vez que o cartão de crédito não é esse vilão todo -- e, principalmente, que nem sempre o dinheiro vivo é garantia de economia. E não é por causa dessa questão da valorização/desvalorização, não. Há outros fatores em jogo. Tem paciência? Vem comigo.

A supervalorização do dinheiro vivo e a vilanização do cartão

Cartão de crédito em viagem

Nada fez tão mal ao viajante brasileiro quanto a implantação desse maldito IOF de 6,38% para o cartão de crédito, estendido depois para os cartões de débito e pré-pagos. O brasileiro parece só ter olhos para esse número, 6,38%, esquecendo as outras variáveis que afetam o dinheiro, que são tão importantes quanto o IOF: as cotações de compra e venda das moedas aqui no Brasil e as cotações de compra e venda das moedas no país para onde se vai viajar.

OK, comprar euro para ir à Europa e dólar para ir aos Estados Unidos é simples. Basta dar uma pesquisada e comprar pelo menor valor. (Você faz pesquisa, certo? Por que se não fizer e comprar um dólar caro, boa parte dos 5,28% de diferença de IOF entre dinheiro vivo e cartão podem desaparecer de cara.)

Mas a coisa fica complicada mesmo quando você vai viajar para lugares onde precisa trocar esse dólar ou esse euro em casa de câmbio. Tem gente que foge dos 6,38% do IOF no Brasil, mas chega lá fora e faz câmbio no aeroporto, ou em fim de semana, por cotações 10% abaixo da cotação do cartão. Quando você vai a lugares onde tem mais turista do que gente, como Cancún, Cartagena, Atacama, pode ser que encontre cotações até 15% menores do que no centro da capital. Todo esse trabalhão que você teve de comprar dólar, levar na doleira, ir na casa de câmbio... só para perder mais dinheiro do que perderia usando cartão de crédito ou cartão pré-pago? Se o dinheiro vivo é um super-herói, então a casa de câmbio é a sua kriptonita.

A beleza dos cartões mora no fato de que sua cotação de conversão da moeda local para o dólar é uniforme. Quando você leva dólares em dinheiro vivo para a Colômbia e precisa trocar na casa de câmbio, vai encontrar uma cotação no aeroporto, outra no centro de Bogotá, outra no shopping, outra no fim de semana, outra em San Andrés; quanto mais longe do centro da capital e do horário bancário, pior a cotação. Mas se você paga com cartão, a cotação será a mesma para gastos no aeroporto, no centro de Bogotá, num shopping, no fim de semana, de madrugada ou em San Andrés.

Ou seja: se você não for ninja na hora de trocar esse dinheiro, é bem provável que a viagem com dinheiro vivo saia mais cara do que com cartão pré-pago, que não está sujeito a variação cambial -- ou mesmo mais cara do que com cartão de crédito, se não houver desvalorização do real entre a data de fechamento da fatura e a data de pagamento.

Dinheiro vivo: as pegadinhas

Cartão de crédito em viagem

Todo mundo conhece as pegadinhas do cartão de crédito: o IOF de 6,38%, o risco da variação cambial, a possibilidade de dar problema com a senha. (Eu me precavenho levando mais de um cartão, e também um pré-pago com saldo baixinho, para carregar à distância numa emergência.)

E as pegadinhas do dinheiro vivo? O pessoal só se lembra de uma: a segurança, resolvida na maioria dos casos com o uso de uma doleira por debaixo do cinto. Mas tem outras.

Que moeda levar

A primeira dessas pegadinhas é a dúvida mais freqüente na caixa de comentários do Viaje na Viagem: que moeda que eu levo? Se a gente aprovasse todas essas perguntas, não faria outra coisa senão responder que moeda levo hoje pro Chile, se vale a pena comprar coroa sueca no Brasil, o que faço se vou pra Inglaterra e pra França na mesma viagem, se devo levar reais para o México, por que não devo comprar peso colombiano no Brasil, se levo dólares ou euro pra Tailândia...

Para responder a essas perguntas são necessárias várias contas difíceis de fazer, porque envolvem conceitos contra-intuitivos (quando a gente acha que tem que usar a cotação de compra, é para usar a cotação de venda; e vice-versa); às vezes você tem que multiplicar, outras vezes, dividir; e na internet você só consegue informação da cotação interbancária entre as moedas -- não dá para descobrir quanto as casas de câmbio de Praga ou de Estocolmo ou de Bangkok estão pagando de fato pelo dólar ou pelo euro.

Muita gente já sai perdendo muito dinheiro comprando moedas fracas no Brasil (peso colombiano, peso mexicano, peso chileno, sol peruano), achando que está fazendo um ótimo negócio porque a cotação é baratinha. Não é um bom negócio. Essas moedas são vendidas entre 15% e 20% mais caras do que deveriam; deviam ser mais baratas ainda. Você perderia menos se levasse cartão de crédito.

Outros se iludem achando que, ao levar real para outros países, evitarão por completo o IOF e as perdas de fazer duplo câmbio (comprar dólar aqui e fazer novo câmbio lá fora). Outro raciocínio que só funciona no papel. O problema aí está na cotação do real lá fora. O real é tão valorizado no exterior quanto a farinha de mandioca. Comprar dólar aqui e trocar lá fora sempre vai render mais. Até para o Chile e para Buenos Aires está valendo a pena levar dólar neste momento.

Daí tem os que compram dólar para ir à Europa, porque o dólar é mais barato que o euro (e pagam a diferença, mais a comissão de um novo câmbio, ao precisar trocar de novo ao chegar). Ou compram euro para ir ao Reino Unido, seguindo o mesmo raciocínio. Ou ainda compram dólar australiano ou dólar canadense para viajar aos Estados Unidos -- afinal, dólar é dólar, não é?

Quem viaja com cartão de crédito não perde um minuto de sono com essas dúvidas. O cartão de crédito é aceito em qualquer lugar e converte a moeda local para o dólar por uma boa cotação, próxima da cotação interbancária. Eu pago de bom grado os 6,38% de IOF para não me incomodar com isso. E encaro o risco de variação cambial como um seguro contra o risco de levar a moeda errada para qualquer país.

Onde fazer o câmbio

Cartão de crédito em viagem

Muita gente compra moeda estrangeira, viaja e volta sem se dar conta de que pode ter perdido muito dinheiro ao fazer câmbio em lugares que ofereceram cotações desvantajosas. Porque a maioria das pessoas faz o câmbio onde dá, não onde é melhor fazer. E com isso, todo aquele cuidado e esforço para não pagar os 6,38% do IOF do cartão (de crédito ou pré-pago) vai pelo ralo sem que a pessoa se dê conta. Porque geral só pensa no imposto; não leva em conta a cotação.

Para jogar esse jogo direito e fazer valer a pena o perrengue de comprar, transportar e trocar dinheiro vivo, é preciso saber que se deve trocar o mínimo indispensável em casas de câmbio de aeroportos e de shopping centers. E que quanto mais turística for a cidade, pior será a cotação, mesmo para o dólar. O câmbio que preserva o seu ganho com relação ao cartão de crédito é o que é feito nas casas de câmbio dos centros das capitais.

Cartão de crédito em viagem

(Às vezes, a gente perde um tempo enorme buscando a melhor cotação, e acaba de brinde levando uma nota falsa. Foi o que aconteceu comigo em Lima, pesquisando para o blog. Ganhei essa nota falsa de 100 soles que está na parte de baixo da foto -- um prejuízo de R$ 115 reais, na época, numa troca de R$ 1.000.)

Quem viaja com cartão de crédito, de novo, não se preocupa com isso. Eu levo um pouco de dinheiro vivo para emergências e obtenho a moeda local para uso no dia a dia na chegada, fazendo um saque no caixa automático com meu cartão de conta corrente habilitado para saques internacionais.

Quando fazer o câmbio

Outra pegadinha desconhecida por muita gente que viaja com dinheiro vivo é que as cotações mudam de acordo com o horário. Durante o horário bancário, as casas de câmbio oferecem cotações mais competitivas; fora do expediente bancário e nos fins de semana, a cotação piora. Faça câmbio num fim de semana num shopping de lugar turístico, e os 6,38% do IOF dos cartões começarão a parecer um excelente negócio. Mas isso os repórteres de economia dos jornais ou os economistas que eles entrevistam não ensinam.

Daí, quando a pessoa lê aqui que isso acontece, bate o desespero. Vou chegar de madrugada em Santiago e já seguir para os Lagos, o que eu faço? Usa cartão, filho, você vai perder menos dinheiro. Socorro, chego em Buenos Aires na sexta à noite, como faço com o câmbio se as corretoras da calle Sarmiento só abrem na segunda-feira às 11h? Usa cartão, amiga, você vai ter perdas menores do que com o câmbio atual para reais do Banco Nación ou a cotação da Galerías Pacífico no fim de semana. A gente fala, mas sabe que não vai ser ouvido. Afinal, os repórteres de economia (que viajam muito pouco) e os economistas (que são teóricos) já falaram que é errado viajar com cartão de crédito. Quem vai acreditar numa Bóia?

Mas devo lembrar que quem viaja com cartão de crédito não precisa desviar um milímetro do seu roteiro para passar em casa de câmbio de centro da cidade em dia útil. Quem viaja com cartão de crédito não precisa ter uma estratégia específica para fazer as trocas de maneira a não faltar dinheiro durante a viagem. Quem viaja com cartão de crédito não precisa ficar fazendo conta para ver se a cotação desse lugar nesse momento está boa ou não. Eu simplesmente esqueço que os 6,38% são um imposto para o desgramado do governo e penso nesses 6,38% como uma taxa de conveniência para eu não esquentar a cabeça com nada disso. E, de novo, encaro o risco de desvalorização do real entre a data do fechamento da fatura e a data do pagamento como um seguro para o risco de eu perder algum passeio ou transtornar algum dia da minha viagem por causa de casa de câmbio.

Então cartão de crédito é a maneira certa de viajar?

Não estou dizendo isso! O cartão de crédito é a maneira mais cômoda de viajar. Comparando com dinheiro vivo, é uma forma mais cara de viajar aos países de moeda forte (por causa do IOF), mas pode trazer vantagens para quem viaja a países onde teria que fazer um novo câmbio (porque oferece uma boa cotação da moeda local para dólar). Sempre vai ter o risco de desvalorização do real entre o fechamento da fatura e a data do pagamento (mas se houver uma valorização do real, a diferença será creditada); quem não quiser encarar esse risco sempre pode fazer um cartão pré-pago, que congela a moeda comprada pela cotação do dia da compra.

Este não é um post patrocinado (aliás, não entendo como os cartões de crédito não movem uma palha para explicar suas vantagens, ao menos para os repórteres de economia) e, para sua informação, já tomei todas as traulitadas possíveis de cartão de crédito. A maior delas: viajei no mês da maxidesvalorização de 1999; saí com o dólar a R$ 1,20 e paguei a conta com o dólar a R$ 2,20. Este blogueiro adverte: durante campanhas eleitorais e no início de mandatos de presidentes que mexam na economia, prefira o cartão pré-pago.

Então eu não recomendo para ninguém viajar com dinheiro vivo?

Cartão de crédito em viagem

Calmaê, eu não escrevi isso.

Se você vai para a Europa ou para os Estados Unidos e não se importa de levar bolos de dinheiro, pesquise o melhor euro ou o melhor dólar que puder comprar e vá firme. (Eu pago 6,38% de bom grado para não andar com doleira -- mas cada um, cada um.)

Se você vai para países onde será preciso usar casas de câmbio e monta uma estratégia de câmbio que permita fazer trocas nos centros das capitais durante o expediente bancário, então o dinheiro vivo será a alternativa mais econômica.

Mas se você não é tão meticuloso, nem tem tempo sobrando para desviar seu roteiro para fazer o câmbio no lugar certo na hora certa, acredite: o IOF de 6,38% sairá mais barato do que a perda que você vai ter na casa de câmbio.

E se não quiser correr o risco da desvalorização cambial, simples: faça um pré-pago.

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102 comentários

Danilo
DaniloPermalinkResponder

Excelente post, deveria ser leitura obrigatória para todos os que viajam!
Não sei se tenho maturidade para viajar com cartão de crédito normal...rs, no máximo um pré-pago!

De que país é aquela moeda quadrada da foto de abertura do post?

Ricardo Freire

É de Aruba, Danilo smile

Luiz Fernando
Luiz FernandoPermalinkResponder

Eu conheço bem o sufoco de viajar sem cartão de crédito, pois, por razões profissionais, tive de viajar aos EUA na época em que os cartões de créditos brasileiros eram "valid only in Brazil". Por isto, concordo plenamente com o articulista.

henrique
henriquePermalinkResponder

Riq, e o bitcoin? tem/conhece alguém com experiência de viajar com bitcoin + cartão pré-pago pra saque no exterior (=sem IOF)?

Carla Tolosa
Carla TolosaPermalinkResponder

Excelente Riq!

Sérgio Araujo

Perfeito o post, Ricardo! Faço exatamente o que você sugere: um pouco de dinheiro para as despesas imediatas, dois cartões de crédito de bandeiras diferentes, um pré-pago com saldo baixo para emergências e saques nos caixas locais para pequenas despesas do dia-a-dia. Em 2014, passei pela França, República Tcheca, Grécia e Turquia, imagina levar ou ter que ficar cotando euro, lira turca, coroa tcheca... No fim, compensa, e de quebra (o que você não citou), as despesas no cartão de crédito (controladas durante a viagem através do internet banking) viram milhas para a próxima viagem.

Guilherme
GuilhermePermalinkResponder

Incrivel lembrar já há quantos anos eu leio posts com este conteudo aqui no VnV!
Mas, seu persistente quixotismo não consegue mesmo vencer os moinhos de vento da maioria dos turistas que acham melhor levar os bolos de dinheiro em suas viagens...
So um comentario pessoal : no meu caso, se possivel, prefiro usar o cartão pre-pago nas despesas maiores e já previstas antecipadamente de uma viagem (tipo hospedagens) por uma questão de maior controle de gastos.
Abraço e boas viagens, Riq!

Erika - Blog Próxima Trip

Achei o texto muito bom. Eu particularmente gosto de usar o cartão, já tive variaçōes para mais e para menos na hora de pagar a fatura, mas acho que a praticidade não tem preço. Com um cartão que me dá 2,2 milhas por dólar, não acho que pagar 6,38% de iof seja o fim do mundo, ainda mais porque no cartão sempre pagamos uma cotação mais próxima da oficial do que comprando em espécie. Quando falo que uso quase integralmente cartão de crédito nas viagens ao exterior, pagando em dinheiro poucas coisas, as pessoas me olham com reprovação... Depois desse texto não me sinto mais um alien rsrsrs

Julianna
JuliannaPermalinkResponder

Riq, eu te amo!!Muito feliz de ver que penso como a maior autoridade em viagens! Mordomia tem preço, nesse caso uma taxa de conveniência de 6,38%!! E ainda ajuda a acumular milhas para a próxima trip ne?!Adorei o post!

Hugo
HugoPermalinkResponder

Levo não apenas um, mas pelo menos dois cartões de crédito quando viajo.

Tenho o costume de levar também algum dinheiro vivo que vou comprando antecipadamente e serve como um amortecedor. Se o euro/dólar estão muito valorizados, economizo na viagem e tento sobreviver só com o dinheiro que levei. Mas se estão desvalorizados, guardo o dinheiro e uso mais o cartão.

Lena
LenaPermalinkResponder

Quem viajou antes do advento do cartão de crédito internacional não pode nem ouvir falar em doleira!
A propósito, na fronteira de Foz com Puerto Iguazu, trocamos reais no escritório da Carta Verde, conforme sua recomendação e foi o melhor câmbio!! Merci, comandante ?

Gustavo - Viajar e Pensar

Uma aula de finanças ao viajante!
Lembro de antes dos cartões, tinhamos que fazer Travel Cheque, que era outra tranqueira também, alguns lugares não aceitavam e bla blá.
Abraço!!
@GusBelli

Eliana
ElianaPermalinkResponder

Costumo seguir as valiosas recomendações do Riq!

Paulo Torres
Paulo TorresPermalinkResponder

Belo texto. Sou #timecartaodecredito desde que coloquei no papel o que eu pagaria, em reais, para uma viagem à África do Sul considerando os impostos e a diferentes taxas de câmbio... O cartão de crédito foi o vencedor, isso poucos meses após o aumento do imposto para 6,38%, quando o pânico dos turistas era generalizado!

Sobre os cartões pré-pagos: na minha experiência, as cotações para essa modalidade são boas para dólar/euro, mas são péssimas para moedas menores (já fiz a cotação para libra esterlina, rand sul-africano e dólar australiano, não valia a pena). Mas a cada viagem faço essa pesquisa de novo, porque no Brasil tudo pode mudar muito rapidamente...

Heloisa
HeloisaPermalinkResponder

Concordo e uso o cartão de crédito frequentemente nas viagens. Meu cartão de crédito utiliza o dólar do dia, então nunca tenho surpresas no fechamento da fatura. Nunca encontrei dificuldades para sacar moeda local da minha conta (sempre débito) e pagar restaurantes, passeios, hotéis e compras no crédito. Os pequenos entraves que tive foram causados pela operadora do cartão e não pela operação em si. Por exemplo, em fevereiro viajamos para a Colômbia e saquei moeda local nas três cidades em que estivemos (San Andrés, Bogotá e Cartagena), fiz uns 7 saques, o máximo era 700 pesos colombianos e tive que fazer vários, porém em dois deles a operação acabou saindo no crédito e não no débito, mesmo tendo selecionado débito todas as vezes. Resumindo houve uma cobrança descabida de R$156 pelo saque no cartão de crédito (que não ocorre no débito) mas no fim a operadora percebeu o erro e mesmo sem uma "reclamação" formal eles devolveram o valor em dobro e com correção cambial.
Em setembro do ano passado estivemos no Peru e como havíamos lido muitas reclamações de notas falsas, preferimos fazer tudo pelo cartão e também não tivemos problemas, no final a diferença cambial foi tão pequena que passei a usar o cartão para tudo, muito mais seguro.
Ótimo post! Mas como você mesmo disse, as pessoas ficam muito inseguras na hora de escolher que moeda levar que acabam seguindo dicas de pessoas que certamente não viajam.

Lucas Senger Jacobus

Bela postagem, Ricardo.

Acredito que em momentos de incerteza, como o que temos vivido nos últimos 3 anos, ser "formiguinha" previne sustos. Eu perdi algum dinheiro comprando dólar a R$ 3,80 e tenho Libras sobrando de uma viagem a Londres ano passado (não me arrependo, pois comprei a menos de 5 reais e durante a viagem chegou a 6,20)

Portanto, acredito que em momentos de menor volatibilidade, o cartão volta a ter valor, principalmente em países de moeda fraca.

Quanto ao IOF... é hora de pressionar seu deputado... uma hora essa palhaçada passa

Carla Boechat
Carla BoechatPermalinkResponder

Ric Freire sendo Ric Freire. Sensacional explicação!!! Tb sou adepta do cartão de crédito por puro comodismo é por não ver tanta economia assim no dinheiro vivo. E tem mais uma vantagem aqui pro cartão de crédito q vc não mencionou e q são um tesouro pros viajantes viciados: as preciosas milhas!!!!

Guga Mafra
Guga MafraPermalinkResponder

O bom é que agora todo mundo que vier me perguntar isso eu só vou mandar esse link.

Uma argumento ainda a favor: quando o dólar varia 5 centavos, isso representa 50 reais em cada 1000 que você gastar. 6,38% representa R$ 63,80 para cada mil reais. Em uma viagem curta (ainda mais para países de moeda fraca) é possível que você não gaste nem isso. Mas é fácil gastar 63 reais só em estacionamento ou taxi para ir em casas de câmbio (fora as horas de passeio que você vai perder, como o Riq já falou).

Khalil
KhalilPermalinkResponder

A análise do comandante está perfeita, com relação ao uso do cartão de crédito. Mas gostaria de acrescentar. Quando é indispensável o uso de cash local, há ATMs que convertem usando cotações "estranhas", além da cobrança da taxa de conveniência. Já fui surpreendido negativamente com uma cotação bem desfavorável no saque no exterior. Para esses casos, aconselho a utilizar casas de câmbio, é mais seguro.

Pedro
PedroPermalinkResponder

Vou gastar 34 dias no meu projeto "iá" (Polônia, Rússia, Armênia, Georgia, Ucrânia e Transnistria) e vai ser a primeira viagem que vou usar o cartão de crédito. E, justamente por ser a primeira, estou levando U$ 1500 em espécie (sei lá, né...?). Mas se no primeiro pagamento ocorrer tudo bem, vo fazer o possível para voltar com mais dólares do que levei!

smile

Anatonio Carlos Sanchez

É Ric como disse a Carla, ainda tem os pontos, nada desprezível. Mais uma aula do mestre de viagens. A única coisa que não gostei em um cartão pré pago foi que num hotel na França o cara passou o cartão sem eu colocar a senha e disse que não precisava. Daí achei um negócio inseguro, pois qualquer que tivesse o cartão poderia usá-lo. Então tenho usado o CC ou dinheiro, dependendo do lugar onde vou ou a situação do momento.

Fernando Vercosa

O problema também com o cartão quando para sacar em moeda local em caixas eletronicos você paga mais 2 taxas: a do seu banco e uma taxa de saque do banco local. No final vai dar os 6.38 mais uns 3 %.

Márcia
MárciaPermalinkResponder

Preciso registrar minha alegria/ alívio com este post! Sempre viajei com pouco dinheiro vivo é muito cartão de crédito, sempre escutando como estava "perdendo dinheiro" ... Fico feliz em saber que minha impressão do assunto não era tão errada assim.

Henrique Augusto

Li o trecho " fazendo um saque no caixa automático com meu cartão de conta corrente habilitado para saques internacionais".
Aí é que tá a charada. Raramente se ouvem jornalistas e economistas darem essa dica. Nem os bancários informam dessa opção.
Talvez por isso a mania pelas casas de câmbio.
Que tal esclarecer quais os bancos que oferecem esse serviço de saque e como são e onde são encontrados o tais "caixas automáticos " estrangeiros.

A Bóia
A BóiaPermalinkResponder

Olá, Henrique! Isso está explicado no outro post que fala das diferenças entre cada cartão e está linkado no texto.

O problema do saque, já apontado por outros leitores, são as taxas de uso do equipamento, que são altas. Combinado com o limite baixo por operação em países de moeda fraca, o resultado não costuma ser bom. Não é algo que recomendamos para custear uma viagem inteira. Vale só mesmo para ter esse dinheiro local sem entrar na fila da casa de câmbio do aeroporto. (Mas é possível que, em países de moeda fraca, a casa de câmbio do aeroporto ofereça uma cotação melhor do que o caixa automático.)

São muitos meandros e cada novo meio de pagamento abre uma divagação enorme, que dificulta o entendimento da mensagem principal do post. A gente já abordou o assunto saque em outros posts, e responde muitas perguntas sobre isso. A intenção do Ricardo Freire neste post era explicar por que o cartão de crédito 'não é esse vilão todo', como ele costuma escrever.

Yuri Torres
Yuri TorresPermalinkResponder

Minha maneira favorita era o VTM: sempre de mais de uma corretora, com diversas moedas, só era ver a melhor cotação, dava para juntar aos poucos (sempre programo minhas viagens com boa antecedência), daí aquele fatídico dezembro de 2013 onde Sra. Dilma e Guido Mantega aumentaram o IOF no meio da minha viagem, me deixando preocupado e cheio de dúvidas (aliás o VnV foi o único a escrever um artigo decente/calmante naquela ocasião).

Ainda persisti no VTM em 2015 (consegui ótimas cotações antes do dólar passar para 3 reais, sendo que viajei em junho) mas em 2016 fui somente com dinheiro e odiei: se normalmente no dia a dia já não ando com dinheiro, em viagem me sentia extremamente exposto, com medo de ser assaltado. Juro que nunca tinha pensado no cartão como uma "taxa de conveniência", o cogitarei assim em próximas viagens! smile

PS: amo meu Nubank, mas ele quase me arrancou as calças em Londres ao converter alguns preços.

Hivna
HivnaPermalinkResponder

Excelente texto, agora não me sinto mais um ET! Sempre gosto do cartão de crédito pela praticidade, comodidade e segurança! Além de receber milhas! Na próxima viagem pra Europa em setembro, levarei um pouco de dinheiro e cartões de bancos e bandeiras diferentes para não correr risco de não funcionar ( o que já me aconteceu). Aliás, a cotação do dólar do cartão de crédito é muito boa e a conversão agora ocorre no mesmo dia da compra ( pelo menos no que eu tenho), o que para mim evita emoções no fechamento da fatura. Acho que compensa muito o IOF!

Tânia
TâniaPermalinkResponder

Comprar com cartão de crédito no exterior tem um problema. Em algumas cidades o sistema é complicado, como por exemplo, liberação de compra sem a tua senha. Já aconteceu em Nyc de eu comprar uma roupa, passar o cartão e depois verificar que o preço marcado estava errado. Pedi o cancelamento, devolvi o produto e ao final quando chegou a fatura o valor estava registrado. Paguei por um produto que não levei. Outro caso me aconteceu em Madri. A maquina do cartão não deu nenhum sinal após o registro da senha. Digitei novamente e paguei em duplicidade pelo produto. Também me angustia em alguns países ver valores com numeros imensos por conta do tipo de moeda. Sempre fico em dúvida se o valor está realmente correto. Mas no geral, costumo usar CC e torcer para que tudo dê certo.

Valerie
ValeriePermalinkResponder

Parabéns pelo excelente texto. Sou super a favor do cartão de crédito, mesmo pagando os 6,38%, pela praticidade. Relembrei os tempos europeus antes do Euro em uma viagem o ano passado pela Ásia, que a mudança de país acarretava nova moeda, nova conversão e muita confusão na cabeça e no bolso.

MARIA BENINCASA VIDOTTI

Excelente post! Muitissimo esclarecedor! Parabéns!
abraço
Maria

Carol Borges
Carol BorgesPermalinkResponder

Estamos em sincronia! Acabei de voltar de viagem. Passei 3 semanas no Peru, entre Lima, Cusco, trilhas e Machu Picchu e pela primeira vez adotei essa sua dica e resolvi usar o cartão sem medo, como se estivesse no Brasil. Que delícia! Poder pedir mais um chilcano sem medo que a conta dê mais cara que o dinheiro na carteira hehe muito prático e realmente, ficar trocando dinheiro, além de ser chato, muitas vezes sai mais caro (levei alguns dólares que fui trocando por soles). Passei a viagem toda agradecendo por ter seguido a sua dica. Olhei a fatura do cartão e o custo do IOF é ínfimo se comparado à praticidade.

Marcos Msranhão

Estou com uma ida a Torres del Paine, programada para outubro, com Latan, Navimag e bus, para conseguir fechar Capilla del Marmor, Perito Moreno e PNTP.
Controlar um caixa com 4 moedas, é um certo desperdício de tempo, por isso essa matéria caiu como uma luva.
Nesse roteiro de 15 dias, com aérea GIG-SCL-P.Montt-P.Arenas, pretendo realizar o último trecho pela Navimag até P.Chacabulco e daí de bus a Chile Chico, El Calafate, P.Natales e P.Arenas, onde pego o Latan de volta para o Rio.
Sugestões serão sempre bem vindas.
Abraço e parabéns pela complexidade da matéria.

cyro
cyroPermalinkResponder

eu segui o conselho dos economistas, comprei aos poucos e perdi 400 reais no total. tivesse deixado para usar o cartao, pegaria a cotacao mais baixa e ganharia milhas...
fora que pretendo gastar uns 8 mil na viagem... 6,38% de 8 mil...huuum era melhor nao ter comprado antecipado...rsrsrs

Ludo Diniz
Ludo DinizPermalinkResponder

Importante lembrar uma grande mudança que ocorreu nos cartões da Caixa.
Agora ele usa o câmbio do dia da compra. Isso mesmo, não há mais variação cambial entre a compra e a fatura. Isso desde maio de 2015.
Como o dólar deles é o mais próximo do comercial, quando se coloca os 6,38 dá pouquíssima coisa acima do dinheiro vivo, com a segurança do cartão e as milhas para a próxima viagem.

Deb
DebPermalinkResponder

Ricardo,
Você disse tudo!
Passei uns dias na Dinamarca há pouco e nem vi a cor da coroa dinamarquesa - usei cartão de crédito direto.
O problema é que lá tem uma pegadinha: há uma taxa adicional para cartão de crédito estrangeiro. Eu só me dei conta tarde demais... mas fica a dica para quem estiver indo.
Abraço.

Alexandre Penante

Grande Ricardo ! Este é um excelente post desabafo... e eu entendo perfeitamente. Concordo com tudo que está escrito, e veja sou economista !! O que eu penso porém é o seguinte: é muito dificil convencer alguem a fazer alguma coisa diferente do que ela pensa(pratico com meu filho todo dia e nao tenho sucesso). As pessoas tem medo hoje em dia do cartão de crédito como um todo. Seja para viajar ou qualquer outro tipo de operação. Conheço várias pessoas que cortaram seus cartões so para evitar usá-los. Ë um desperdício. Minha visão é que a culpa é do nosso sistema educacional. Sim, por incrivel que pareça ! Nos somos educados para "decorar" a grande maioria das formulas que aprendemos, ao inves de entendermos pra que que servem, e como chegamos nelas. Basicamente os "por ques". Isso se reflete neste exemplo. Você simplesmente explica o raciocinio que acontece em determinadas situações e os "por ques" de usar o cartao de crédito. Mas as pessoas estão programadas a "decorarem" o uso, e usam o cartao de forma errada. Se você praticar pensar desta forma, pode ajudar em muitas horas. Quer um exemplo: muitas vezes o hotel que você quer ficar está caro (apenas um exemplo), e você decide economizar pra pegar um hotel mais distante. Ai vem o raciocínio: No final do dia, você cansado, tendo que viajar cedo no outro dia ou com algum outro motivo, quanto estaria disposto a pagar a mais para dormir no hotel próximo ? Estas perguntas precisam ter sua avaliacao no todo, e nao apenas na simplificacao das tarifas. Isso é uma garantia de viagem agradável e tranquila. Isso se aplica a vários itens, inclusive com voos com escalas versus voos diretos. O mesmo se aplica ao cartão. Quanto você está disposto a pagar para nao correr o risco de perder seu dinheiro vivo, ou ter que pagar uma fortuna numa casa de cambio escondida, ou ainda ter feito pouco cambio ou cambio desnecessário (mais do que precisava) ? Eu faço exatamente como você. Cartao habilitado para saque internacional (na moeda local) e bença. Excelente post, Grande Abraço !!

Alexandre Breveglieri

Isso que o Ricardo nem falou da vantagem de pontuar no seu cartão de crédito, somando esses pontos com as milhas da passagem aérea você já "ganha" outra viagem quando voltar.

Há anos não sei mais o que é comprar dinheiro em espécie pra viagem. Saio de casa com 2 cartões (1 de reserva) e chegando lá saco um pouco pra pequenos gastos (no primeiro ATM que achar) e tento pagar TUDO no cartão de crédito.

Não tem IOF que destrua essa comodidade, pois estou viajando e não investindo na bolsa... =)

Eliana Nolasco

Exatamente o que penso, sem me ater a tantos detalhes...?
Tento explicar mais ou menos isso, mas agora vou recomendar o post para os amigos.
Na maior parte das vezes usar dinheiro no lugar do cartão é a economia que tira o conforto, e nem é tão econômico assim...

Thais Olluk
Thais OllukPermalinkResponder

Que belo post! Digno de estar em todos os banners de sites de viagens!
Penso igual a você, viajo e gosto de usar cartão pra tudo o que foi possível. Adoro passar um cartão, sabe. Não me preocupo com essas coisas que você cita ali no texto. Além disso, acho mais tranquilo usar cartão de crédito e pago o imposto bem de boa, pois encaro ele como um valor a pagar necessário para que eu possa ganhar as milhas com as compras. Acho vantajoso pra caramba!

Eloisa
EloisaPermalinkResponder

Sempre viajei assim. Dois cartões de crédito, caso um não funcione. Pago tudo com cartão. E um cartão da conta corrente para eventuais saques. Um pouco de moeda local para pequenas despesas. Rodo a Europa todo ano, desde 2007 dessa maneira. É prático e não se perde tempo precioso de passeios!!!

Vera Lucia Vasconcellos

Olá, Riq!....Parabens, pelo post!!...Muito esclarecedor, e de enorme utilidade para quem ama viajar!...Planejo partir, em outubro, para mais uma das inumeras viagens que sempre faço....E lendo seu post, fiquei muito feliz, e agradecida pelos esclarecimentos no uso do credito!.....Porque estava justamente pensando, em adotar definitivamente o cartão. de credito, em viagens, como você. ensinou!...,Mais uma vez, parabens, pela excelencia do ensino!.... Que nos mostra um modo moderno de viajar com facilidade e praticidade !...,

Rafael
RafaelPermalinkResponder

Rico,
Concordo com tudo que você escreveu. Mas você não citou que os cartões usam uma taxa de câmbio diferente do comercial. Cada cartão utiliza uma taxa de câmbio. Exemplo: se o dólar comercial fechou 3,30 no dia da fatura, o cartão faz com taxa de 3,40. Até onde eu sei a Caixa é quem usa a taxa mais próxima do comercial. Acho que o Banco Central deveria regular isso melhor. As pessoas esquecem que o dólar na casa de câmbio já está com o iof de 6,38% "embutido" na cotação. Se os cartões utilizassem o cambio comercial com certeza eles seriam a melhor opção. Abs

Jose
JosePermalinkResponder

Parabéns pelo post. Compartilho da grande praticidade do uso do CC e do Cartão de Debito para saques em ATMs. Alem de milhas, praticidade, economia de tempo, etc, pontos cruciais devem ser considerados: taxa de cambio do cartão (mais próxima do oficial ou do turismo), mecanismo de conversão pelo dólar do dia ou final na cotação do dólar na data de vencimento do CC, etc. Infelizmente, desconheço site que mantenha um comparativo atualizado destes parâmetros e os bancos costumam mudar suas políticas do uso de cartão e taxas de conversão: p.ex o do Itau tinha a melhor taxa e ficou horrível. A Caixa eh sempre lembrada como boa taxa. Recomendo um da bandeira VISA e outro da Mastercard: existem promoções no exterior restritas a uma destas bandeiras. Sempre bom ter uma opção de CD que possibilite saques em ATMs direto da sua conta corrente. Por incrível que pareça, o Brasil eh um dos países mais seguros do mundo no uso do CC pelo chip e assinatura eletrônica. Eh horripilante ver como passa o CC no exterior sem assinatura eletrônica ou assinatura manual ou so com assinatura com caneta!!! Pareceu-me muito inseguro! Exótico usar um CC: em Israel onde so entendia a data e o valor da compra (lembrou-me de meu ensinamento paterno de não assinar nada que não compreenda?) ou na Alemanha onde o cartão recusado sai o papelzinho (correr atras de um Wi-FI pra ver a tradução da recusa). Na Argentina, após o Macri assumir a presidência, o CC voltou a ser usável com taxas compatíveis. No Chile, a insegurança da falta de assinatura eletrônica, no Uruguai a vantagem da devolução do IVA em restaurantes no próprio cartão. Nos EUA tem vários sistemas de CC: passa direto em praças de alimentação, algumas lojas pedem identidade e voce assina com caneta o papel ou no display, tem outra que exigem o PIN. Muitas vezes, a exigência de PIN leva ao CD. Quanto ao uso do CD para saque em conta corrente em moeda local, geralmente, existe uma taxa fixa do ATM para cada saque, costumo tirar o máximo possível para minimizar a taxa pela unidade de dinheiro retirada ainda no Aeroporto (Santander tem taxas boas nesta modalidade). Cabe lembrar que alem das despesas menores diárias, o dinheiro vivo serve para pagar certos lugares que não aceitam cartão.

Eduardo
EduardoPermalinkResponder

Post perfeito, Riq!. Acho que agora minha esposa vai entender e aceitar o fato de eu sempre levar 2 cartões, além de dinheiro. Isso sem contar outras vantagens do cartão como descontos em reservas de hotéis, restaurantes, locadora, passeios e seguros.

Ira paixao
Ira paixaoPermalinkResponder

Ótimo comentário, ultimamente nas minhas viagens , levo algns dólares ou euros, e faço uso em 90%, das situações, saques em caixa automático, pagando só o Iof. Até nagoranera uma otima opção, com a saída do meu banco do Brasil, terei que rever, pagamento das minhas despesas

Dayana - Blog Lolepocket

Concordo plenamente com cada palavra. Já senti na pele quase todas essas situações: de o dólar aumentar e encarecer minha fatura em época de eleições, de ficar perdendo tempo pesquisando casas de câmbio para fazer render o sacrifício do câmbio no Brasil pelo dólar, pagar mais caro porque cheguei em final de semana no meu destino... por aí vai.
Realmente, pela conveniência e não esquentação de cabeça, o cartão vira uma boa opção, com ressalvas, claro. A boa é adotar uma combinação sensata como quem anda por aqui mesmo: a gente sempre tem algum dinheiro na carteira, mas um cartão a tiracolo. wink

Larissa
LarissaPermalinkResponder

Excelente post!
Também compartilho das mesmas ideias.
E não nos esqueçamos que o cartão de crédito em uso gera milhas! ?

Yuri
YuriPermalinkResponder

Perfeito. Concordo 100%. Aproveitando mais uma vantagem por enquanto: O Cartão Cashback do Citibank (Retorna 2% do valor gasto em credito na fatura) está com um incenvito de +2%, totalizando 4% em despesas internacionais. Neste caso é como se meu "IOF fosse 2.38%". Excelente negócio!

Peterson
PetersonPermalinkResponder

O unico problema do cartão é quando o Banco insiste em bloquear seu cartão por suspeitar da transação mesmo que vc tenha feito o aviso viagem. Aconteceu comigo em san pedro de atacama e fui obrigado a sacar dinheiro a uma taxa horrível. Desde essa experiência tenho muito receio de contar com o cartão de crédito. Pq o banco bloqueia e vc que se foda. Só descobre que ta bloqueado na hora que vc precisa. Não fosse isso eu concordo com vc. Ele não é esse vilão todo não.

Cristina
CristinaPermalinkResponder

Sempre preferi o cartão de crédito que usava de vez em quando nas épocas de VTM. Hoje prefiro pela praticidade e economia de tempo além da segurança. Mas vc explicou melhor ainda comandante!

Rodrigo Coriolano

Parabéns pelo post! Concordo plenamente com a frase "Eu pago 6,38% de bom grado para não andar com doleira -- mas cada um, cada um". smile

De forma geral, só compro moeda para viagens aos EUA ou aos países da zona do Euro. Para os demais, só uso o cartão de crédito e saco a moeda local usando o cartão de débito nos caixas eletrônicos.

Em janeiro desse ano, eu e minha esposa estivemos em Cancún e escrevemos um post fazendo a conta didaticamente para comprovar que sacar pesos mexicanos era mais vantajoso que levar dólares. E olha que, naquela altura, o IOF para compra de papel moeda ainda era de 0,38%. O post pode ser lido aqui ... http://www.vamospelomundo.com.br/2016/02/cancun-qual-moeda-levar.html

Outra vantagem grande dos cartões de crédito que vc não citou aqui é o acúmulo de milhas. Então, além de ter uma segurança e praticidade maior com o uso do cartão, você já volta da viagem com milhas pra te deixar mais próximo da próxima viagem ... smile

José Costa
José CostaPermalinkResponder

A comodidade e a segurança têm seus preços. Sempre fiz viagens internacionais usando o crédito. Ultimamente tenho optado também pelo saque em espécie nos ATMs para as despesas menores. Tem valido à pena, some o risco da variação cambial e sem custos de serviços das casas de câmbio. Fazer cotações, simulações, estressar procurando um change/exchange? Tô fora... detalhe: sou gerente geral de um Banco.

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