#Linkódromo | Terrorismo e viagem: Rick Steves, Wendy Perrin e Gabe Britto mostram por que não devemos desistir de viajar

Ricardo Freire
por Ricardo Freire

Terrorismo e viagem

Os atentados desta semana -- na Jordânia, que parecia imune à violência, e na Alemanha, onde até hoje só tinha havido incidentes isolados -- somados ao assassinato do embaixador russo na Turquia (que parece trazer mais instabilidade para a região) reforçam a impressão de que não existe mais lugar seguro no mundo.

Como eu já tinha escrito neste post, viajar envolve tantas inseguranças -- de perder o vôo a faltar dinheiro a não conseguir fazer o passeio x ou y -- que incluir insegurança física no pacote pode ser a gota d'água para cancelar a viagem.

Antes de cancelar a viagem, porém, leia esses três posts que vou linkar aqui.

O primeiro é do ídolo Rick Steves, publicado logo depois do ataque ao mercado de Natal em Berlim. Está escrito em inglês, mas dá pra traduzir facinho pelo Google Translate. Logo depois de apontar a baixíssima probabilidade estatística de um turista se vir envolvido numa tragédia dessas, Steves diz que "em honra às vítimas, não devemos deixar que nos aterrorizem". Não pude não copiar a imagem do seu post, com o Portão de Brandenburgo e o slogan "Não se deixe aterrorizar". Assino embaixo.

O segundo post é da Wendy Perrin, a mais bambamboa jornalista de viagem dos Estados Unidos, e foi publicado em janeiro de 2016. Ela lembra, entre outras coisas, que a causa número 1 de mortes de viajantes americanos no exterior são acidentes rodoviários (e quase ninguém deixa de alugar carro por causa desse risco).

E finalmente, o meu, o seu, o nosso blogueiro de viagem favorito, Gabe Britto (rimou), tem um post redondão sobre como sobreviver ao noticiário e à pressão social para não viajar a qualquer lugar (conturbado ou não). O post é de 2014 -- quando ele se preparava para viajar à Jordânia e à Geórgia -- e está republicado no Sundaycooks, para onde levou todo o seu superconteúdo.

Não se deixe aterrorizar:

13 comentários

Gabriel Britto

? ? ? ? ? ? ? ? ? ?

Gabriel Britto

Eita! Coloquei um monte de emoticons de beijinhos e apareceu um monte de interrogações! =P Vamos de novo, agora no modo manual: <3 <3 <3 <3 <3 <3

Cris
CrisPermalinkResponder

Tenho passagem marcada com a Lufthansa para fevereiro (20 dias) com ida para Frankfurt e volta por Paris (com conexão em Frankfurt novamente) e meu irmão já está me incomodando demais para cancelar.

Comprei a passagem direto para Frankfurt porque a ideia seria ficar em algumas cidades ainda não definidas e que não conheço ainda na Alemanha, iniciando em Frankfurt e depois seguir por último para Paris, onde ficarei uma semana.

Estou sendo pressionada para ou não ir ou alterar o roteiro, o que me faria desperdiçar tempo e dinheiro. Pior que por essa insistência familiar até comecei a pesquisar outros lugares fora da Alemanha a partir de Frankfurt, porque não vou gastar os tubos para alterar a passagem.

É claro que eu fico com certo receio, mas estou agora, depois desse post, mais inclinada a manter a ideia do roteiro original e aproveitar a Alemanha, que é um lugar que eu adoro, mesmo no inverno.

Vou encaminhar os links para a minha família, para que pelo menos vejam a coisa toda sem a paranoia que tem surgido na grande mídia.

Em tempo, eu estava na Europa nas duas vezes em que acontecerem os atentados em Paris em 2015. Em janeiro de 2015, inclusive, eu estava em Berlim e depois iria para Paris (acabei cancelando em cima da hora a ida para Paris e alterei o roteiro para Praga já estando no meio da viagem).

Val
ValPermalinkResponder

Fui para a Bélgica em abril, logo depois dos atentados ( a viagem incluiu Amsterdam e Paris tb). Também sofri pressão para cancelar mas não cedi e foi a melhor parte da viagem...Amei a Bélgica e seu povo...reforço aqui o coro do não cancelamento!

Carla
CarlaPermalinkResponder

Eu fui passar o reveillon de 2001 nos EUA com duas amigas. Não porque já tivesse comprado passagem antes, mas porque as três, duras que nem um coco, resolveram aproveitar as promoções que surgiram. A mãe de uma das minhas amigas fez um comentário que eu guardo com carinho: "Minha filha, quando chegar a sua hora, tanto faz você estar viajando ou quietinha em casa. Então vá e divirta-se!" grin

Hugo
HugoPermalinkResponder

Se eu fosse deixar de sair de casa toda vez que lesse uma notícia de violências nos jornais mineiros, eu já teria virado um ermitão.

Por isso, não é por causa das notícias recentes que eu deixaria de viajar. Riscos sempre existiram, e sempre vão existir.

Edgard
EdgardPermalinkResponder

Estou indo para a Europa em menos de duas semanas. Planejo isso há meses. Ainda acho que aqui em SP seria mais inseguro. Cancelar tudo seria reconhecer a vitória dos terroristas.

Camila Torres
Camila TorresPermalinkResponder

Comprei passagem pra Israel e Jordânia semana passada, pra viajar em fevereiro.
Ia pro Egito, mas desisti depois de tantos atentados.
Acho que ir pro Oriente Médio é sempre essa tensão mesmo, né.

Marcie
MarciePermalinkResponder

Eu me recuso a mudar minha vida em função de ameaças de terroristas. Hello? Eu moro em New York...!
Sou da opinião, absolutamente não concordada pelo maridão, de que é melhor morrer num atentado do que em casa, sentadinha esperando a vida passar.

Pedro R.
Pedro R.PermalinkResponder

Concordo que existe uma pressão muito grande para se evitar certos destinos. Mas meu conselho é manter os planos de pé. No mundo de hoje, a gente nunca sabe onde algo pode acontecer. Teoricamente, pode ser em qualquer lugar da Europa, já que não existem mais fronteiras na maior parte do continente.

Este ano eu estava em Istambul quando dois atentados aconteceram. Fiquei impressionado com a força do povo, que levava a vida normalmente, sem se deixar impressionar demais com o ocorrido.

Além do mais, essas coisas são muito aleatórias e é até insensato deixar de ir a um lugar X pela possibilidade de um ataque terrorista. Afinal, o risco de morrer no Brasil durante um assalto ou algo pior é ainda mais alto que qualquer coisa ruim que venha a acontecer em algum desses lugares.

Paula Augot
Paula AugotPermalinkResponder

Sou outra que não desiste do destino! Exceto em áreas de guerra, eu não desisto do destino apenas porquê foi alvo de terrorismo, infelizmente esses ataques são difíceis de prever e pode acontecer em qualquer lugar.

Sou mais uma que esteve em Istambul durante algum atentado, e ainda assim me sinto mais segura lá que em países violentos por exemplo, onde a possibilidade de ser morto num assalto é real e diária.

Não sei se pode deixar link aqui (peço desculpas se não puder!) mas eu publiquei até um texto falando sobre Istambul, cidade que eu adoro e tem sido alvo de ataques terroristas. http://nomundodapaula.com/2016/04/como-e-viajar-para-istambul-apos-um-atentado-terrorista.html

Claudia
ClaudiaPermalinkResponder

Estava em duvida em agosto de 2016;Italia ou Alemanha. Optei Italia e Eslovenia onde pensei que náo eram paises alvo de atentados ,e estava em Roma durante o atentado em Berlim.O terrorista saiu d Berlim passou pela Italia onde foi caçado. Ninguem está imune a nada , porem espero em 2017 poder continuar viajando e não me render ao terrorismo.

Fabiola
FabiolaPermalinkResponder

Apenas dois países da minha wishlist são os que eu prefiro adiar a viagem: Turquia e Egito. Para os demais países, acho também que não é necessário cancelar ou adiar...

Atenção: Os comentários são moderados. Relatos e opiniões serão publicados. Perguntas serão selecionadas para publicação e resposta. Entenda os critérios clicando aqui.
Bóia offline! Vamos continuar aprovando comentários, mas a Bóia só volta a responder perguntas que forem feitas depois de 10 de abril de 2017. Obrigado pela compreensão.
Cancelar