Cusco e Machu Picchu: Peru decreta estado de emergência para garantir passeios

Ricardo Freire
por Ricardo Freire

Machu Picchu

Colaborou | Natalie Soares, de Cusco

O governo do Peru decretou, no dia 20 de julho, estado de emergência em Cusco, Ollantaytambo, Machu Picchu e Juliaca (onde está o aeroporto de Puno). Sob o estado de emergência, as manifestações públicas ficam proibidas, facilitando a intervenção das forças de segurança.

A medida foi tomada depois de um mês de manifestações intermitentes dos professores, que estão em greve por melhores salários e têm interditado estradas e sabotado a linha de trem que leva de Cusco a Machu Picchu. A situação piorou a partir de 12 de julho, quando houve uma greve geral de 48 horas (por divergências entre comunidade, governo e oposição quanto à construção do novo aeroporto), que acabou turbinando as manifestações dos professores nos dias seguintes. A estratégia dos grevistas é justamente atrapalhar o deslocamento de turistas pelo Vale Sagrado. Nos dias 12 e 13, muita gente não conseguiu subir a Machu Picchu e voltou para casa sem ter visto a cidadela perdidad os incas.

Atrasos nos trens e desvios de trajeto têm sido a tônica dos últimos dias na região -- mas, segundo a nossa Natalie Soares, que está neste momento por lá com o Fred Marvila, atualizando o conteúdo do Sundaycooks, "os passeios seguem saindo normalmente. Às vezes tem atrasos, mas tudo bem". A dupla fez um live no Facebook sobre a situação em Cusco, Machu Picchu e Vale Sagrado; veja a gravação aqui.

Com o estado de emergência, é provável que os perrengues diminuam.

Você está/esteve em Cusco e Machu Picchu por esses dias? Conta pra gente como você se virou!

Leia mais:

22 comentários

Fernando
FernandoPermalinkResponder

Olá, pessoal.
Saí de Cusco para Ollantaytambo no dia 12/7 em uma van. O motorista teve que pegar estradas de terra para desviar dos manifestantes, que colocavam pedras no asfalto. Ainda assim, passamos momentos de medo, pois tivemos relatos de vans apedrejadas e com pneus furados.
Em Ollantaytambo tivemos um atraso de 3 horas no trem para Águas Calientes. Mas conseguimos chegar lá e também a Machu Picchu.
Na volta, nosso trem de Águas Calientes a Ollantaytmbo sairia ás 15h48. Às 19h o trem ainda não havia chegado e ninguém da Peru rail era capaz de dar qualquer previsão. Por fim, sensibilizada com o fato de estarmos com crianças, e depois de muita lábia de minha parte, uma funcionárias nos embarcou em um outro trem para Ollantaytambo.
Agora quero requerer Peru Rail a restituição de parte do (alto) valor pago, pois comprei tickets do Vista Dome, não tive vista nenhuma e viajei em um trem de categoria bem inferior para poder deixar Águas Calientes.
Vocês t~em o e-mail da Peru Rail que responde a esta finalidade? No site há um canal de comunicação mas eles não respondem.
Obrigado!

cynthia
cynthiaPermalinkResponder

Olá gente, passei coisa pior! No dia 11/7 estava em Ollanta e não nos deixaram embarcar, ficamos esperando trem de 18 as 23 horas...tivemos de procurar van para voltar para Cusco, sem Hotel reservado, foi péssimo.
Alguém saberia dizer como posso processar a Peru Rail? Alguém mais está querendo processar? Grata.

Nathalia
NathaliaPermalinkResponder

Estava em Cusco do dia 02 ao dia 07, aliás muito obrigada pela dicas aqui no blog!! Foram muito úteis!!! No dia 03 a plaza das Armas estava tomada pelas manifestações mas não imaginamos que isso poderia nos atrapalhar de alguma forma.. no dia 04 pela manhã pegamos uma van com destino a Ollayatambo, sorte que fomos cedo e nosso trem era apenas as 16hrs.. depois de mais de duas horas parados dentro da van, por conta de manifestações na saída de Cusco, o motorista falou que seria mais fácil nos atravessarmos a manifestação a pé e tentar encontrar uma van do outro lado que não estava conseguindo entrar em Cusco e estaria retornando pra Ollayatambo.. sem muita opção fizemos isso.. por sorte encontramos do outro lado uma van e conseguimos chegar a tempo para nosso trem... mas ficamos bem apreensivos de perder nosso ticket! Para voltar depois não tivemos problema algum..

Renata
RenataPermalinkResponder

Olá pessoal!!
Estava semana passada em Cusco e no meu planejamento os dias da greve geral (12 e 13/7) seriam justamente os dias q iríamos para o Vale Sagrado. No dia 12/7 não consegui transporte para sair de Cusco e a situação estava bem complicada por lá (encontramos um grupo de brasileiros q relatou q logo de manhã cedo tiveram q se esconder em uma loja q fechou as portas logo em seguida porque os manifestantes estavam usando de violência). Nesse dia ficamos andando por Cusco e por fim encontramos um taxista já no alto de San Blas que nos levou a Sacsayhuaman (caso contrário iríamos a pé, mas é meio longe, subida e tem o agravante do soroche...).
No dia 13/7 conseguimos após o almoço um outro taxista, indicado pelo hotel, que nos levou a Chinchero (estava totalmente vazio), salineira de Maras e nos deixou em Ollantaytambo no fim da tarde (tínhamos hotel reservado e passagem de trem comprada para o dia 14/7). No caminho ele teve que pegar desvios pois nos deparamos com pneus queimados e barreiras de pedras nas estradas, porém nada que nos causasse sensação de insegurança não.
Em Ollantaytambo muita confusão na estação de trem, muito lotada e com atraso de 3 a 4 horas na saída do trem. Mas conseguimos chegar a Aguas Calientes por volta de 18:30h. Fomos a Machu Picchu no dia 15/7 e foi tudo normal.
Na volta mesma coisa: estação de trem lotada, confusa e atraso de cerca de 4 horas na saída do trem. Nosso trem deveria nos levar até Poroy, porém a estação estava interditada devido à ação dos manifestantes. O trem só conseguiu chegar até Ollantaytambo, de onde a IncaRail fretou vários ônibus para nos levar até Cusco, deixando-nos na praça de Wanchaq, no meio da rua, às 0:30h!! Por sorte era bem próximo ao nosso hotel e na chegada dos ônibus havia vários taxistas aguardando. Mas na confusão, exausta e morrendo de sono, acabei esquecendo uma sacola no ônibus com alguns souvenirs que eu havia comprado...

Barbara Guizzo Melo

Quando fui à Machu Pichu em maio de 2015, tivemos complicações, devido as manifestações. Nosso trem que voltaria a Cusco, nos deixou em Ollanta, pois manifestantes estariam apedrejando os trens. Seguimos viagem de onibus, com atraso, que foi parado diversas vezes por manifestantes que exigiam proprina. Grandes pedras na estrada sinuosa, deixadas propositalmente, aumentou o risco de acidentes na pista, e passamos por momentos de medo.

Chegamos ao Hotel à 1 da manha, e nosso voo saia as 04h. Foi tenso.

Fico triste, que até hoje a situação esteja parecida.

Na época, enviei um email à peru rail e fui ressarcida com a diferença da passagem de trem entre Ollanta e Cusco, o trajeto que fizemos de onibus, ao inves de trem.

Conceição Aparecida Silva

Oi Fernando .Eu estava em Ollantaytambo no dia 12 e tb não consegui ir até Machu Pichu . Fretamos uma Van pra voltar de madrugada pra Cusco furando os bloqueios . Enviei email pra Peru Rail, pro Governo do Peru epra Consettur tentando reembolso. A Peru Raul mandou um email dizendo que irá devolver o dinheiro ( já mandei o email seguindo a orientação deles é até agora nada ) , agora o Governo Peruano foi curto e grosso : Não há política de devolução . Não interessa pra eles se ficamos sitiados sem qualquer tipo de informação ( o pron o ema é nosso ) e a Consentur nem respondeu . Acho que temos que nos reunir ir e pressionarmos o governo peruano juntos .Eu mandei email pra embaixada brasileira.

Emerson Oliveira

Olá tudo bem?
Estou com esposa e duas crianças e apesar de haver manifestações em Cusco chegamos a Machu Picchu normalmente. No vale sagrado nem sinal de problemas e aqui em Machu Picchu Pueblo esta policiado e não está havendo nada.

Rosana Hidalgo

Olá, estive em Cusco e Machu Picchu por 10 dias, bem no auge da manifestação. Eles paralisam tudo pela manhã, mas à tarde, normal. Tive sorte, pois consegui fazer tudo e sem atrasos ou qualquer prejuízo. Estive de 10 a 21 de julho. Amei

Ana Paula
Ana PaulaPermalinkResponder

Chegamos em Cusco dia 11/07. Fizemos parte do Vale Sagrado no dia 12 e no dia 13 iriamos para Ollanta para pegar o trem para MP. Mas os trens estavam parados. Fizemos Cusco-MP em van, de madrugada. Viagem tensa e cansativa. Passamos por alguns precipícios em uma estradinha estreita, de terra. A viagem durou 7 horas. Ninguém dormiu. Às 6 da manhã descemos numa hidrelétrica e caminhamos 8Km, pelos trilhos do trem, até MP. Foi cansativo mas a paisagem maravilhosa. No dia seguinte subimos a MP e a tarde voltamos em trem. Pena não poder ver o caminho durante a volta pois os trens estavam atrasados e já era noite. Por sorte não perdemos a cidadela. Mas valeu muito!!!!!! Com emoção!!!!!! Amei.

Paulo Cesar Nunes dos Santos

Estamos parados há 4h na estrada que liga Puno a Cuzco, devido ao bloqueio dos grevistas. Sem nenhuma previsão de liberação. São 4:18 da madrugada e nos trancados no ônibus. Tenso!

José Fernández

Melhor ficar dentro do ônibus, naquela região (Carretera Puno -
Cuzco) pode alcançar os -20ºC nesta época do ano.

Lean Franco
Lean FrancoPermalinkResponder

Fomos à Machupichu no dia 11 de julho. Quando chegamos à estação de Poroy a mesma estava fechada, mas a Inka Rail tinha providenciado ônibus para nos levar até a estação de Ollantaytambo para pegarmos o trem. Na volta quando chegamos à estação de Águas Calientes às 15h, anunciaram que os trens estavam cancelados. Ninguém dava nenhuma informação, os funcionários da Inka Rail sumiram!!! Por volta das 20h soubemos que talvez nos colocassem num próximo trem junto com o pessoal que deveria ter embarcado às 14h. Este trem chegou por volta das 22h na estação, mas como as pessoas revoltadas invadiram a plataforma ele deu marcha ré. Depois de controlada a situação embarcamos no trem rumo à Poroy. Devemos ter deixado a estação por volta das 23h00. A Inka Rail nos largou em Ollantaytambo de madrugada, sem transporte à vista para Cusco. Conseguimos lugar em uma van toda estourada e chegamos em Cusco por volta das 02h30 da manhã!!!! No dia seguinte ficamos em Cusco, pois não havia transporte, os trens estavam cancelados, passeata de professores.

Paulo Cesar Nunes dos Santos

Estamos em Ollantaytambo e pegaremos o trem para Águas Calientes hoje à tarde. Acho que não teremos problema. Ontem não pudemos ir a Pisac devido ao bloqueio dos professores grevistas. A situação permanece tensa na região.

Patricia
PatriciaPermalinkResponder

Olá Paulo, se puder contar se no fim foi tudo bem agradeço, apesar que ainda vou daqui 2 semanas.
Aproveitando, você estava hospedado em Ollantaytambo ou veio de Cusco ? Queria saber se no parque Ollantaytambo existe algum tipo de guarda-volume para deixar malas/mochilas e quanto tempo de passeio leva no local, depois seguirei para Águas Calientes também. Abs

Abs

A Bóia
A BóiaPermalinkResponder

Olá, Patricia! Há guarda-volumes na estação, tanto da Inca Rail quanto da Peru Rail. Até porque não é possível embarcar com nenhum volume com mais de 5 kg.

Paulo Cesar Nunes dos Santos

Acordamos em Ollantaytambo com uma manhã de sol radiante. O nosso hotel é rodeado de belas montanhas, água corrente abundante e com um jardim lindíssimo, bem ao lado da Fortaleza inca. Apesar de toda a tranquilidade do local, tive uma insônia braba, certamente provocada pelo excesso de energia e emoção de estar aqui. Mas levantei bem disposto, e foi uma delícia desfrutar dessa cidade inca viva na tranquilidade da manhã. As casas do centro histórico são todas construídas sobre as bases de pedras das casas incas originais, em ruazinhas estreitas com calçamento em pedra tipo pé de moleque. A população é bem indígena, e as mulheres se vestem de uma forma muito original e bonita. Usam chapéus bem variados, elegantes, coloridos, alguns tipo uma cartola alta. Tudo muito autêntico. Um acerto dormir aqui. Passeamos pelo comércio local, que produz um belo, original e irresistível artesanato. Tomamos um delicioso sorvete vegano de frutas, e paramos para almoço no Mijunapaq, Restaurante por Denis Farfan. Pollo com risotto de Quinua, version andina del tradicional risotto reemplazando ele arroz por la nutritiva quinua, acompanado con lomitos de pollo salteados al aji panca. Uma delícia leve e bem típica. Uma coisa que tem nos impressionado é a qualidade da internet 4G por todo o país. Ao chegarmos em Lima, compramos um chip da Claro por 5 soles, mais um pacote de internet de 1 GB e minutos locais por 20 soles, totalizando cerca de R$ 22,00. E a bichinha tem funcionado muito bem nos recantos mais ermos por onde passamos. Uma grata surpresa. Findo o almoço, pegamos um tuc tuc (triciclos motorizados chineses adaptados como mototaxis) até a estação ferroviária e tomamos o nosso trem da Perurail rumo a Machu Picchu. Saímos às 15h40min, numa viagem de aproximadamente 1h30min de duração. O nosso trem foi o Vistadome, com teto envidracado e serviço de bordo. Custou mais caro que a passagem aérea Lima-Arequipa, mas é monopólio e não resta opção. A cenário é lindíssimo, e a viagem transcorreu sem problemas. O desembarque em Machu Picchu Pueblo acontece no meio de uma grande confusão de barracas de vendedores de artesanato, uma coisa meio Central do Brasil. Nosso hotel, Gringo Bills, é bem perto da estação, e bastante confortável. Encontramos no hotel com o guia obrigatório que contratamos e combinamos sair do hotel com ele às 4h30min, para tentar chegar à entrada de Machu Picchu o mais cedo possível, pois o acesso é liberado a partir das 6h. Queriamos usufruir de alguns momentos de mais tranquilidade, mas a vida real parece não estar de acordo. Fomos informados por ele de que a história de haver um limite de visitantes por turno a partir de 1° de julho só vigorará, na verdade, a partir do próximo ano. Portanto, certamente encontraremos uma multidão de pessoas com a mesma intenção que nós. Pelo menos é o que indica a turba que circula animada pelo desorganizado centro do povoado. Compramos a passagem do ônibus que leva até a entrada da cidadela, outro monopólio, ao preço extorsivo de 24 dólares. O primeiro circula a partir das 5h30min, e sai um a cada 10 min. Fomos jantar uma pizza, para podermos dormir cedo e estarmos bem descansados às 2h30min, quando já estaremos de pé. A alguns momentos de realizar um desejo antigo.

LUCAS MARTINS
LUCAS MARTINSPermalinkResponder

E como está a situação agora? Alguém sabe se já está normalizada?

A Bóia
A BóiaPermalinkResponder

Olá, Lucas! Leitores que estão na área têm comentado, veja os comentários anteriores.

Fabi
FabiPermalinkResponder

Pelo jeito manifestações são comuns por lá. Quando fui em 2015 os taxistas daqueles carros mais simples/pequenos fecharam todas as principais ruas e avenidas de Cusco. Quase não conseguimos chegar ao aeroporto para pegar nosso voo de volta.

Eliane
ElianePermalinkResponder

Cheguei ontem do Peru e fiz os passeios seguindo o roteiro e as dicas aqui do VnV. Tudo perfeito, não tive nenhum perrengue : trens e entrada nos parques arqueológicos, incluindo Machupicchu funcionando normalmente. O peru é um país incrível e ricamente cultural. Muito seguro e com um povo amável e bastante acolhedor. Vá com a certeza de que será muito feliz e trará muitas experiências ótimas e histórias interessantes para contar. E mais uma vez pude contar com as orientações fabulosas aqui do blog e estou absolutamente agradecida pois tudo saiu redondinho. Obrigada Ricardo Freire e toda essa espetacular esquipe do VnV. Caso desejem qualquer tipo de informação terei prazer em fornecer, tudo ainda está bem ´fresquinho´ - rs !

Daniele
DanielePermalinkResponder

Estive em Cusco do dia 19/07 até 24/07 e tivemos problemas na estrada para chegar, já que fomos de ônibus de Porto Alegre, tivemos alguns bloqueios no caminho, atrasando a nossa chegada. E na data para embarcarmos rumo a Águas Calientes, a van que sairia as 03:30 da manhã de Cusco, saiu as 01:30 para evitar bloqueios no caminho a estação de trem. Fora esses percalços, tudo correu muito bem.

Atenção: Os comentários são moderados. Relatos e opiniões serão publicados. Perguntas serão selecionadas para publicação e resposta. Entenda os critérios clicando aqui.
Bóia offline! Vamos continuar aprovando comentários, mas a Bóia só volta a responder perguntas que forem feitas depois de 10 de abril de 2017. Obrigado pela compreensão.
Cancelar