Brotas: as principais modalidades esportivas da cidade do turismo de aventura

Heloísa Dall'Antonia
por Heloísa Dall'Antonia

Fotos | Divulgação - Abrotur

Brotas ganhou o apelido de cidade do Turismo de Aventura por um motivo. Na verdade, vários. Diversas são as opções oferecidas pelas agências especializadas e nos parques locais para a prática de atividades. E tem pra todo mundo: de crianças a pessoas com mais idade, basta vontade para embarcar em algum passeio do tipo.

Para quem tem adrenalina como nome do meio, mas não tem certeza sobre qual modalidade é mais interessante para cada dia do passeio, selecionamos e explicamos alguns dos esportes disponíveis por lá, dando informações de quem pode fazer cada um e o que é necessário estar na sua mochila, entre outras dicas.

Conheça todos os parques de atividades de Brotas no guia da cidade.

Rafting

O que é: A modalidade número 1 de Brotas é normalmente realizada no rio Jacaré Pepira. Consiste de descer as corredeiras do rio a bordo de um bote inflável em que cabem até 6 pessoas, mais o condutor, que dá ordens como “piso”, “direita”, “esquerda”, “frente” e “ré” (que você terá aprendido o que significam em um pequeno treinamento anterior à prática). Pelo caminho, a embarcação vence ondas e pequenos redemoinhos, além de despencar em algumas quedinhas de cachoeiras. É tão bom quanto montanha-russa. O bacana é que de fato precisa existir um “trabalho de equipe” para que o percurso funcione.

Dependendo do nível da água no rio no dia há uma altura mínima exigida dos participantes. Só quando o nível está bastante alto é fundamental saber nadar. Há também rafting noturno (em lua cheia) e específico para crianças.

Quem pode participar: Qualquer pessoa com, ao menos, 1m20 de altura.

O que levar: As empresas que organizam o passeio são responsáveis pelos equipamentos de segurança. O ideal é que você esteja com roupa de banho por baixo da roupa normal (que vai molhar), uma troca de roupa e de calçado, e tênis que possam ficar encharcados sem estragar. Isso, claro, além de protetor solar e repelente. Evite jeans: a roupa fica pesada demais depois de molhada.

Quem faz: Alaya; Território Selvagem; Ecoação, entre outras.

Quanto custa: A partir de R$ 116 por pessoa.

Boia-cross

O que é: Considerado uma espécie de “avô” do rafting, o boia-cross consiste em descer – em grupo – as corredeiras do rio Jacaré Pepira em cima de uma grande boia individual. Você vai sentado, com as pernas por cima da boia, como em um parque aquático. Perto de 4km são percorridos na água, com o apoio de instrutores. O passeio todo, que inclui chegar até o ponto de saída na água, leva por volta de duas horas.

Quem pode participar: Qualquer pessoa com, ao menos, 1m50 de altura.

O que levar: As empresas que organizam o passeio são responsáveis pelos equipamentos de segurança. O ideal é que você esteja com roupa de banho por baixo da roupa normal (que vai molhar), uma troca de roupa e de calçado, e tênis que possam ficar encharcados sem estragar. Isso, claro, além de protetor solar e repelente. Evite jeans: a roupa fica pesada demais depois de molhada.

Quem faz: AlayaTerritório SelvagemEcoação, entre outras.

Quanto custa: A partir de R$ 80 por pessoa.

Arvorismo

O que é: Imagine fazer uma trilha, com diversos obstáculos a serem ultrapassados. A diferença é que você não estará no chão, e sim em percursos suspensos ligando árvores altas. O trajeto pode ter tirolesas, pontes vazadas ou feitas apenas com cordas, pequenas escaladas ou até trechos de rapel – o nível de dificuldade vai aumentando gradativamente. O tempo todo você estará com um equipamento que segura seu corpo a polias ligadas a uma estrutura que passa por cima desses obstáculos – não há como cair.

Quem pode participar: Qualquer pessoa com, ao menos, 1m20 de altura.

O que levar: As empresas que organizam o passeio são responsáveis pelos equipamentos de segurança. O ideal é que você esteja com roupas confortáveis (não se pode fazer a atividade de saia, miniblusa, top ou sem camisa) e com tênis. Isso, claro, além de protetor solar e repelente.

Quem faz: Alaya; Território Selvagem; Ecoação; Parque Aventurah!, entre outras.

Quanto custa: O arvorismo costuma ser oferecido junto de outras práticas esportivas. No sistema do Parque Aventurah!, por exemplo, você adquire um passaporte (a partir de R$ 70) e tem direito a 10 atividades selecionadas diferentes.

Verticalinha

O que é: Uma versão de arvorismo para crianças, o Verticalinha conta com nomes engraçadinhos para os obstáculos, mas eles são basicamente como o dos adultos: pontes, redes e locais a serem transpostos em copas de árvores entre 1 e 4 metros de altura.

Quem pode participar: Crianças a partir de quatro anos e com até 1m45 de altura. Os pais podem acompanhá-las no início do percurso.

O que levar: As empresas que organizam o passeio são responsáveis pelos equipamentos de segurança, inclusive para esta prática, que envolve itens em tamanhos menores. O ideal é que se esteja com roupas confortáveis e de tênis. Isso, claro, além de protetor solar e repelente.

Quem faz: Alaya

Quanto custa: A partir de R$ 45 por pessoa.

Canionismo

O que é: Um rapel que inclui também uma trilha especial que leva à cachoeira em que acontecerá a prática do esporte. No Ecoparque Cassorova, o primeiro desafio é a queda d’água de mesmo nome, de 60m de altura; depois, acontece a exploração do cânion da Cachoeira dos Quatis, de 46m, que engloba uma caminhada na água e outra descida de rapel. Já no Parque Jacaré, três cachoeiras, interligadas por trilhas, são cenários da descida. A Cachoeira da Usina tem 6m de altura, a de São Sebastião, 25m, e a do Jacaré, 38m. É possível observar animais silvestres durante a trilha.

Quem pode participar: Adultos e crianças a partir de 12 anos, com no máximo 110kg.

O que levar: As empresas que organizam o passeio são responsáveis pelos equipamentos de segurança. O ideal é que você esteja com roupa de banho por baixo da roupa normal (que vai molhar), uma troca de roupa e de calçado, e tênis que possam ficar encharcados sem estragar. Isso, claro, além de protetor solar e repelente. Evite jeans: a roupa fica pesada demais depois de molhada.

Quem faz: Ecoparque Cassorova, Território Selvagem no Parque Jacaré

Quanto custa: A partir de R$ 136 por pessoa.

Cachoeirismo

O que é: Pode se dizer que é um outro nome para o rapel: a ideia da atividade é descer uma cachoeira, devidamente equipado e no seu ritmo, aproveitando a paisagem. Na terminologia da prática, há trechos “positivos” (em que os pés encostam nas pedras) e trechos “negativos” (em que só é necessário permanecer sentado e ir soltando a corda que leva o visitante pelo percurso).

Quem pode participar: Adultos e crianças a partir de 12 anos, com no máximo 110kg. No Viva Brotas é necessário ter mais de 1m20.

O que levar: As empresas que organizam o passeio são responsáveis pelos equipamentos de segurança. O ideal é que você esteja com roupa de banho por baixo da roupa normal (que vai molhar), uma troca de roupa e de calçado, e tênis que possam ficar encharcados sem estragar. Isso, claro, além de protetor solar e repelente. Evite jeans: a roupa fica pesada demais depois de molhada.

Quem faz: Ecoparque CassorovaViva Brotas

Quanto custa: A partir de R$ 88 por pessoa.

Supertirolesa

O que é: Uma tirolesa, em que um espaço é percorrido com o corpo preso a um cabo aéreo, com o diferencial de que aqui a atividade é feita com o participante praticamente deitado, como um super-herói voando. Com a Território Selvagem, o primeiro trecho, a 150m de altura, tem 1,1km de extensão e leva um minuto e vinte segundos para ser ultrapassado. Já o segundo tem 800m e fica a 80m de altura. É possível avistar o entorno do vale do rio Pinheirinho durante a atividade. Contando com o deslocamento até cada uma das saídas, o passeio dura quase quatro horas, incluindo uma visitação à Cachoeira Cristal. O Viva Brotas oferece passeio semelhante com o nome de Supervoo.

Quem pode participar: Adultos com no mínimo 50kg e, no máximo, 110kg. No Viva Brotas, o mínimo é de 40kg e o máximo de 100kg.

O que levar: As empresas que organizam o passeio são responsáveis pelos equipamentos de segurança. O ideal, no caso do passeio que inclui a cachoeira, é que você esteja com roupa de banho por baixo da roupa normal (que vai molhar), uma troca de roupa, de calçado, tênis que possam ficar encharcados sem estragar e levar um prendedor de cabelos. Isso, claro, além de protetor solar e repelente. Evite jeans: a roupa fica pesada demais depois de molhada.

Quem faz: Território SelvagemViva Brotas

Quanto custa: A partir de R$ 98 por pessoa.

Tirolesa Mega Tour

O que é: Tirolesa com cinco trechos diferentes, a 120m de altura, que ao todo – entre caminhada e parte aérea – leva aproximadamente quatro horas para ser desbravada. O passeio inclui trekking e visitação a uma cachoeira.

Quem pode participar: Qualquer pessoa de mais de cinco anos e com peso máximo de 110kg (quem tem menos de 40 kg faz voo duplo com alguém cuja soma de peso dê, no máximo, 110kg).

O que levar: As empresas que organizam o passeio são responsáveis pelos equipamentos de segurança. O ideal é que você esteja com roupa de banho por baixo da roupa normal (que vai molhar), uma troca de roupa e de calçado, tênis que possam ficar encharcados sem estragar e levar um prendedor de cabelos. Isso, claro, além de protetor solar e repelente. Evite jeans: a roupa fica pesada demais depois de molhada.

Quem faz: A Território Selvagem.

Quanto custa: A partir de R$ 105 por pessoa.

Superbike

O que é: Parece uma tirolesa, mas na Superbike, como o nome já entrega, você vai pedalando, sentado de forma um pouco reclinada, a 70m de altura. São aproximadamente 1000m, entre ida e volta, em uma estrutura presa a cabos de aço, em que é possível apreciar a natureza na sua velocidade, literalmente.

Quem pode participar: Qualquer pessoa com, no mínimo, 1m40 e máximo de 140kg.

O que levar: As empresas que organizam o passeio são responsáveis pelos equipamentos de segurança. Vista roupas confortáveis, tênis e leve prendedor de cabelos. Não é permitido carregar câmeras e celulares, que podem cair durante o passeio.

Quem faz: O Viva Brotas.

Quanto custa: A partir de R$ 98 por pessoa, incluindo uma visita a uma cachoeira.

Queda livre

O que é: Um salto livre a partir de uma plataforma a 60m do chão, com a tecnologia quick jump, que vai reduzindo a velocidade do equipamento de segurança conforme o visitante vai se aproximando da plataforma de chegada (eis aí a grande diferença com o bungee jump). O percurso que leva até a plataforma e a atividade duram, em média, 40 minutos (não estão contabilizados aqui os minutos que você vai gastar tomando coragem pra se jogar). Para subir novamente até a base há uma espécie de elevador.

Quem pode participar: Adultos, sem problemas de coluna ou coração.

O que levar: As empresas que organizam o passeio são responsáveis pelos equipamentos de segurança. Vista roupas confortáveis, tênis e leve prendedor de cabelos. Não é permitido carregar câmeras e celulares, que podem cair durante o passeio.

Quem faz: O Viva Brotas.

Quanto custa: A partir de R$ 98 por pessoa.

Rapel

O que é: Saindo da mesma plataforma da queda livre, a atividade é ideal para iniciantes – sem a presença de água ou obstáculos, e com a possibilidade de ter a companhia de mais uma pessoa, o percurso de 25m é mais leve do que o rapel convencional. Para subir novamente até a base, há uma espécie de elevador.

Quem pode participar: Qualquer pessoa com, no mínimo, 1m20 de altura.

O que levar: As empresas que organizam o passeio são responsáveis pelos equipamentos de segurança. Vista roupas confortáveis e tênis. Não é permitido carregar câmeras e celulares, que podem cair durante o passeio.

Quem faz: O Viva Brotas.

Quanto custa: A partir de R$ 68 por pessoa.

Voo duplo

O que é: Uma tirolesa para ir em dupla.

Quem pode participar: O peso da dupla deve ser de, no máximo, 160 kg.

O que levar: As empresas que organizam o passeio são responsáveis pelos equipamentos de segurança. Vista roupas confortáveis, tênis e leve um prendedor de cabelos. Não é permitido carregar câmeras e celulares, que podem cair durante o passeio.

Quem faz: O Viva Brotas

Quanto custa: A partir de R$ 98 por pessoa.

Aquaball

O que é: Dentro de uma espécie de bola de plástico grandona, a pessoa flutua na água, tentando ficar de pé e caminhar por um lago. A atividade dura apenas 10 minutos, mas não se iluda: resistência física é muito necessária.

Quem pode participar: Qualquer pessoa com mais de três anos e peso máximo de 120kg.

O que levar: As empresas que organizam o passeio são responsáveis pelos equipamentos de segurança. O ideal é que você esteja com roupa de banho por baixo da roupa normal (que vai molhar) e uma troca de roupa, além do protetor solar.

Quem faz: O Parque Aventurah!

Quanto custa: No sistema do Parque Aventurah! você adquire um passaporte (a partir de R$ 70) e tem direito a 10 atividades selecionadas diferentes.

Paintball

O que é: Com dois campos de disputa (urbano, montado em uma área verde de 20mx50m; e selva, criado na mata aproveitando a vegetação natural como obstáculos), equipes com máscaras, marcadores, coletes e munição competem por quem conquista primeiro a bandeira do adversário. O jogo dura em média 30 minutos e dá direito a 100 bolinhas, mas recargas podem ser feitas a qualquer momento (50 bolinhas custam R$10).

Quem pode participar: Qualquer pessoa com idade mínima de dez anos.

O que levar: As empresas que organizam o passeio são responsáveis pelos equipamentos de segurança. Vista roupas confortáveis e tênis.

Quem faz: O Parque Aventurah!

Quanto? No sistema do Parque Aventurah! você adquire um passaporte (a partir de R$ 70) e tem direito a 10 atividades selecionadas diferentes. O Paintball é pago à parte, a R$ 48 por pessoa.

Passeio de quadriciclo

O que é: Passeio dirigindo um quadriciclo por dentro de percurso delimitado nas dependências do Parque Aventurah!, o que inclui conhecer as paisagens naturais do local. O passeio tem duração de 20 minutos.

Quem pode participar: Qualquer pessoa com CNH. Para ir na garupa, a idade mínima é de sete anos. A soma do peso dos passageiros do quadriciclo deve ser de, no máximo, 140kg.

O que levar: As empresas que organizam o passeio são responsáveis pelos equipamentos de segurança. Vista roupas confortáveis e tênis ou outro calçado que fique preso aos pés.

Quem faz: O Parque Aventurah!

Quanto custa: No sistema do Parque Aventurah! você adquire um passaporte (a partir de R$ 70) e tem direito a 10 atividades selecionadas diferentes. O Passeio de Quadriciclo é pago a parte, a R$ 75 por pessoa.

Stand-up

O que é: De pé, em cima de uma prancha de surf, o participante rema para se locomover sobre a água.

Quem pode participar: Qualquer pessoa com, no máximo, 130kg. Crianças devem estar sempre acompanhadas de um adulto e precisam ter, ao menos, três anos de idade e 80cm de altura.

O que levar: As empresas que organizam o passeio são responsáveis pelos equipamentos de segurança. O ideal é que você esteja com roupa de banho por baixo da roupa normal (que vai molhar) e uma troca de roupa. Isso, claro, além de protetor solar e repelente. Evite jeans: a roupa fica pesada demais depois de molhada.

Quem faz: O Parque Aventurah!

Quanto custa: No sistema do Parque Aventurah! você adquire um passaporte (a partir de R$ 70) e tem direito a 10 atividades selecionadas diferentes.

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2 comentários

Angelo Pavan
Angelo PavanPermalinkResponder

Há uns 15 anos estive em Brotas. Fiz arvorismo, caiaque, boia-cross e cachoeirismo.
Fiquei surpreso com o tanto de atividades de inventaram!
Muito legal!

Roberto Campos

Moro em Bauru, relativamente perto de Brotas, e tenho uma dica sobre o rafting: procure a empresa Vaca Náutica. Eles têm um ótimo atendimento e fazem o maior percurso com o bote no rio. É super seguro, mesmo pra quem usa óculos como eu (prenda com uma pedaço de elástico). No final, ao voltar pra cidade, compre o CD com as fotos das aventura. Só mais uma coisa: Brotas é uma cidade cara. Quem é de cidades maiores como São Paulo talvez não se estranhe mas quem é do interior se assusta com os preços.

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