Enquete: brigas em viagem (conte a sua!)

Ricardo Freire
por Ricardo Freire

Brigas viagem

Mural de visitantes na Casa de Julieta, em Verona

Viajar em boa companhia é tudo de bom. A gente tem com quem dividir as experiências, as alegrias, as eventuais frustrações -- e, claro, as despesas.

Mas tem o outro lado da (ops) moeda. Viagens em dupla, em família ou em turma põem à prova namoros, amizades e até casamentos.

Não tem jeito: viajar junto é ter que escolher, e portanto negociar, a todo momento. Pizza ou sushi? A pé ou de táxi? Uma noite ou duas nesse lugar? Pelas placas ou pelo Waze? A dica da sua amiga ou a dica do meu amigo? Economizar ou abrir o bolso? Vamos garantir agora ou deixar para o último dia?

A diferença de personalidades e de aptidões -- que costuma temperar os melhores relacionamentos -- em território desconhecido pode ser fatal. Quando co-viajantes não levam doses iguais de espírito esportivo na bagagem, perrengues corriqueiros podem ser alçados a situações-limite.

Em viagem se faz, em viagem se paga. A pessoa que planejou a viagem inteira e executou todos os movimentos -- simplesmente porque é melhor nisso do que a outra metade da dupla -- pode ser crucificada por um errinho besta. Por outro lado, o perdedor de qualquer queda-de-braço será o primeiro a apontar o dedinho do 'Eu avisei!' quando ficar claro que tinha razão.

Às vezes, um caso de compatibilidade total de gênios fica prejudicado por uma incompatibilidade total de ritmos. A dupla mais desastrada de viagem que pode existir é formada pela sra. Nãodurmo Endólar com o sr. Nãomadrugo Nasférias. (E eles vivem viajando juntos mesmo assim.)

Sem falar que todo mundo está sujeito a acessos de mau humor que não dava para prever quando a viagem foi planejada. De TPM à perda de um campeonato, passando por dor de dente e extravio de mala, o que não falta são imprevistos que afetem apenas um dos viajantes e prejudiquem a harmonia do grupo.

E tem outra. Antigamente você podia brigar em paz durante toda a viagem. Mas hoje precisa manter as aparências no instagram. Atire o primeiro pau de selfie quem nunca deu um sorriso falso ao lado de quem queria esganar.

Mas quem é que nunca brigou com sua companhia de viagem, não é mesmo? (Se não brigou, lamento informar: um dia ainda vai brigar.)

Conte daquela sua briga em viagem

Conta pra gente: como foi a sua briga em viagem? Foi passageira (ops) ou estragou a viagem inteira? (Ou, pior, o relacionamento?) Você já viajou de novo com alguém depois de vocês terem brigado em viagem? E mais: a partir da sua experiência, que conselhos você dá para evitar brigar com quem viaja junto?

À caixa de comentários, viajantes do meu Brasil!

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42 comentários

Maria eugenia
Maria eugeniaPermalinkResponder

Uma vez viajei com uma conhecida (não era amiga) e eu não sabia que ela roncava MUITO, mas MUITO MESMO, a ponto de o protetor auricular não ajudar. Após umas noites mal dormidas eu não agüentei e acabei reclamando sobre isso com ela. Pela reação, acho que ela não tinha conhecimento de que tinha esse problema. Brigamos e eu dormi na área da piscina do hotel (daí quase de manhã começou a chover ?). Passamos o restante da viagem separadas. Nunca mais tive notícias dela ??

Andrea
AndreaPermalinkResponder

Eu amo viajar com meu marido. Mas só ele. Pois já sabemos que mesmo que der uma briga, a gente se ajeita. Afinal casamento é isso. Agora com amigo, parente ou conhecido é bem mais difícil. Difícil a gente brigar por conta da viagem em si, mas o problema sempre foi o “que deixamos pra trás”. Uma vez chegamos em Berlim, tava chovendo, já fazia muito tempo longe de casa, quando a pessoa que cuidava das minhas cachorras mandou uma foto do sofá todo comido. O estresse do lugar (chuva), com a saudade de casa e o estrago do sofá fez a gente descutir. Até pensei (por poucos minutos) que queria voltar pra casa. Mas nada com uma noite numa cama boa e acordar com uma Berlim com um lindo sol e alugarmos bikes pra passar, que o problema do sofá, ficou pequeno e para ser resolvido quando voltarmos.

Andr L.
Andr L.PermalinkResponder

Ja tive alguns problemas e aprendi lições com isso.

Viagens de carro sem destino definido - só saio pra isso se tiver conversa séria antes sobre como organizar os dias. Do contrário o motorista (em geral, eu) fica sendo o para-raios de tudo que dá errado. Principalmente coisas como passageiros amigos achar em que é tudo bem aproveitar o máximo do dia enquanto o motorista tem 250km pra dirigir no início da noite enquanto ele ou ela dormem no banco. Eu coloco uma regra básica também que ninguém reclama para mim de congestionamento, demora em achar vaga pra estacionar ou rua interditada no GPS. Faço o melhor que posso mas não controlo essas situações. Depois disso as road trips ficaram muito mais agradáveis.

Tempo pra comprar Souvenirs - esse é um fator que pessoalmente me irrita, porque eu não tenho paciência pra ficar caçando lembrancinhas e menos ainda pra acompanhar parceiro/a de viagem procurando lembrancinha para outros que nem viajando estão. Fica pior quando o lugar tem algum item típico e as pessoas não conseguem se decidir entre os 213 badaluques de vidro de cores diferentes. Eu já procuro arrumar outra coisa pra fazer. Mesmo que seja tirar foto.

Dias de atividade separada - sempre é legal em viagem longa ter um dia aqui e ali pra atividade separada da pessoa que me acompanha. Especialmente pra fazer programas que só interessam mesmo a um ou outro. Daí no fim do dia reunimos e temos até o que conversar. Nem quem é casado passa o dia inteiro grudado o tempo todo.

Brasileiro no Exterior que só quer falar português - moro fora do Brasil há um tempo e isso é um problema. Tenho amigos brasileiros e amigos locais. Alguns dos amigos brasileiros fazem questão de só falar português ou não gostam de chamar outros que vão forçar a mudança da língua do grupo para o inglês. Até mesmo pra jantar ou programas de 1 dia isso se torna um probleminha. É chato, mas as pessoas em questão dizem que só ficam a vontade mesmo se não tiver um estrangeiro junto. Tenho evitado sair ou viajar (mesmo day trip) com pessoas assim. Uma pena.

Eu tenho dois ótimos amigos que simplesmente não combinam como parceiro/a de viagem. Já sei disso e a forma de preservar a amizade é não tentar viajar junto de novo, pois quando fizemos isso deu tudo errado.

Marcelo Lemos
Marcelo LemosPermalinkResponder

Para evitar brigas durante viagens, a minha receita mágica é o equilibrio de três fatores macro: destino, pessoas e momento pessoal. Mochilão com amigos não combina se você está em uma fase introspecitiva, destino romântico não combina com relacionamento que está despedaçando, viagens culturais não combinam com amigos muambeiros.. e por ai vai. E mesmo em uma viagem com objetivos comuns e onde todo mundo "deu match", saber ceder quando necessário é primordial. smile

Giulian
GiulianPermalinkResponder

Adivinha com quem que foi? Sogra. Esposa, eu, sogra e marido dela que é meu compadre. Eu planejando os passeios em Paris a pé. Aproveitar a cidade. Tudo certo. Achavam que eu havia morado lá pois, usando alguns aplicativos, como o Google Trips, eu sabia exatamente pra onde deveríamos ir. Pois bem, no terceiro dia já queriam fazer tudo de Uber. Ah para, tchê. Vamos caminhar. Olhar tudo, tudo lindo. Ficar andando de carro... Não terá graça. Naquela noite discutimos. Eu disse que não queria ficar andando de carro e ficar gastando Uber a toa. Eles, com 60 anos, disseram que não tem o mesmo pique que nós, 31 e 33. Então se quisessem andar de carro a gente se separaria. Adivinha se aceitaram? Claro que não. Kkkk. Tava bom com o guia turístico genro. Tive que ceder pra sogra. Mas foi legal. Depois fomos a Roma e Amsterdã.

Ana Luísa
Ana LuísaPermalinkResponder

Amo viajar com a minha mãe pois sempre fazemos os passeios com a nossa cara, gastando da forma que queremos, alimentação, transporte e acomodação são bem o nosso sistema, a nossa cara. Em uma vez, uma colega me pediu para fazermos uma viagem juntas e, achando que seria legal, aceitei. O problema é que eram vários dias e a colega não ajudava na programação, só ajudava com o mínimo quando eu forçava de marcar para vermos e todas as compras ficaram nas minhas costas, hospedagem, tíquetes, a programação quase completa, passagens, compra de euro, enfim, ficou tudo para eu decidir. Já tinha dado confusão pela grosseria que ela fez porque disse que eu estava usando a organização da viagem para me beneficiar financeiramente, sendo que tudo foi feita a prestação de contas (organizo a viagem e ainda tenho que ouvir uma dessas!). Já cheguei no aeroporto estressada, depois de tanto trabalho e muitas noites perdidas para organizar tudo. Na viagem, eu que tinha que pedir informação, falar a língua, olhar mapa e isso foi um estresse só, porque isso é bem cansativo e a colega só ficava conversando, enquanto eu estava quebrando a cabeça para nos localizarmos, achar restaurante e etc. Minha mãe, com a sabedoria da vida, não se estressava, mas eu fiquei bem incomodada e amizade acabou ali. Já nos falamos depois disso, mas com certeza não é a mesma coisa e nem tenho interesse em continuar, já que não conhecia essa outra faceta dela.
A dica que eu dou para não cair em uma furada como essa é: conheçam muito bem a pessoa que vai viajar com você e, se possível, não viaje em número quebrado para fazer quarto triplo. É necessário você ter um período de descanso da pessoa, nem que seja só para dormir, acordar e tomar banho. Cada pessoa tem um ritmo diferente ou comportamentos de viagem diferentes. Eu e minha mãe mesmo temos costumes de alimentação mais normal, de comer mais tarde para aproveitar melhor o dia ou não precisar jantar diariamente ou almoçar uma bobeirinha para jantar em um restaurante mais elaborado, sei que muita gente faz isso. Dependendo, tem pessoas que têm fome toda hora, o que limita um pouco para aproveitar o dia. Ou até mesmo pessoas que não suportam determinadas comidas. Para mim, deve ser observado, porque os poucos detalhes fazem a viagem ser mais linda.
Se a pessoa coloca muito empecilho para ir a algum lugar, isso para mim já é um risco de uma companhia complicada e a viagem se tornar arriscada. Por exemplo: não gosto de praia, não gosto de sol, não gosto de frio e só quero do meu jeito (só vou se alugarmos um veículo). Não existe uma forma certa de viajar, mas se a pessoa não escuta o que tem a dizer o outro, provavelmente será uma imposição, e não uma diversão. Tudo é a forma como se fala ou escreve, então o que pode ser algo pequeno pode se tornar um problemão. Se disser: não gosto de calor, então vamos a esse local em uma outra época? ou não gostaria de comer aqui, mas podemos ir lá, você come e depois vou a outro restaurante e por aí vai. Tudo é uma forma de ajuste e ceder entre as duas partes.
Nessa viagem, infelizmente, não consegui ver o mais bonito de todos os lugares que passei pois estava magoada e, além de ter tentado fazer uma viagem para me desligar de muitas coisas chatas que tinham acontecido naquele período anterior da minha vida, eu não consegui ter a minha viagem dos sonhos e tenho planos de repeti-la de novo. Ou seja, precisarei gastar de novo, ir ao mesmo lugar de novo e tentar limpar a memória de vários lugares que fiquei mal por conta de tudo o que relatei. Ainda, poderia usar o tempo, o dinheiro e a energia para ir a algum lugar novo. E o melhor: com a minha mãe somente ou com alguma outra companhia, claro! smile

Jetro
JetroPermalinkResponder

Ja tive problemas com :
1 - a esposa, como sou eu que monta os roteiros das viagens queria comer comida marroquina no Epcot (pesquisei antes todos os restaurantes do parque) e ela quis ficar no mexicano, comi contrariado lá, acabei ficando de mal humor. rolou o stress, e depois fui comer no marroquino. Todo o problema ocorreu porque não fui claro na comunicação, ela não entendeu que eu realmente queria comer la!!! Depois disso antes de cada viagem conversamos bastante sobre o roteiro que queremos fazer na viagem, qual o tempo gastos nos locais (ainda mais agora com crianças).... e os problemas quase acabaram, sempre rola um stress na hora das compras...
2 - familia: só dá problema quando eu não explico o que vai acontecer ou quando nao dou o roteiro da viagem... como cada um vai no seu carro e como a maioria é adolescente e jovem nunca deu problema quando vamos a Orlando, a avó e as mães ficam felizes e tranquilas em um lugar seguro e vendo filhos e netos se divertirem....

Fla
FlaPermalinkResponder

Eu amo viajar de mochilão... Fiz dois mochilões seguido para a Europa sozinha e foram perfeitos. Quando fui fazer o terceiro, uma amiga minha disse que ia junto. Até então tudo bem... Mas durante a viagem de 5 em 5 minutos ela queria parar numa lojinha, seja de souvenir, seja de roupa.. e às vezes passava um tempão experimentando coisas. Fora que sempre queria pegar um ônibus ou metrô para chegar nos lugares e eu adoro andar muito e me perder nos locais. Resumindo, acabei deixando de ver zilhões de coisas que gostaria, porque o tempo ficou comprometido. Eu abstrai o assunto, para não quebrar o clima legal e atrapalhar a amizade, mas não sei se faria outro mochilão assim. Depois viajamos juntas de novo, mas para outro tipo de viagem, com todos os passeios programados e transfers reservados. Essa deu certo.
A dica suprema é: conheça seu parceiro de viagem e o ritmo dele... Isso vai te fazer escolher melhor o tipo de viagem para os dois e evita muitas confusões. Para mim tem funcionado. Eu continuo amando essa minha amiga!

Sérgio Chaves

Viagem à Europa com cunhadas, concunhado e esposa, apenas eu falando um inglês macarrônico, daí sobrou resolver todos os problemas de cinco pessoas, cartões perdidos, tíquete de metrô, mudanças de itinerário, escolha do que e onde comer, itinerário, gente que cismou em não carregar documentos em plena escalada terrorista na França, Bélgica e Holanda... Passei vinte dias sendo o chato da viagem, o babaca que lembrava a necessidade de pegar supermercado aberto, de chegar cedo à uma atração pra não morar na fila ou perder coisas legais pq alguém atrasou-se horas olhando bugigangas de rua 25 de março. Ouvi reclamações de que a sopa estava fria, que o Louvre era grande demais, a Monalisa pequena demais.
Não curtí, me sentí um lixo como guia amador, gente amiga virou o beiço pra mim.
Nunca mais....

Andrea
AndreaPermalinkResponder

Me lembrei de uma viagem em 2009, a dupla de inocentes acreditando piamente que poderiam chegar em um sábado do mês de março e encontrar hospedagem em Bombinhas sem ter reserva.
Na briga por não ter onde ficar até a calota foi arranhada, acabamos dormindo em Itapema e no outro dia fomos para Garopaba (um verdadeiro contraste na quantidade de público com a nossa primeira opção).
Hoje viajamos em família, as vezes rola um stress ao não entender o mapa e parar no lugar errado, mas nada que nos separe na próxima viagem.

Valerie
ValeriePermalinkResponder

Claro que conhecer bem as pessoas com quem viaja é prioridade número 1, mas, às vezes, mesmo conhecendo muito bem a criatura, os gostos são diferentes. É preciso muito diálogo e ceder também quanto algo é importante para a pessoa, embora não seja para você.

Elizabeth
ElizabethPermalinkResponder

Continuamos amigos de todo com os quais viajamos, mas viagens de muitos dias com amigos é bem difícil, pois no café da manhã já acordamos com compromisso de horário. E férias é relaxar no tempo, nas atividades, ou executar o que planejou e nem todo mundo entende isso, mesmo que seja falado antes. Mas tenho o privilégio de ter um marido que é um parceiro perfeito. Cuido de tudo antes e ele cuida de tudo durante. E assim viajamos sempre mais. E sempre com o VNJ, claro.

Rita Maria dos Santos

Viajei em 2015 para a Itália(detalhe: havia programado para ir sozinha)com uma amiga de mais de 40 anos de amizade; que se ofereceu para me acompanhar. Eu providenciei todo o roteiro, reservas, compras de entradas a museus etc...Como ela não usa Internet até a renovação de seu passaporte e seguro viagem fui eu quem fez.Imprimi todos os comprovantes e deixei com ele meses antes da viagem. Já na Itália que ela verificou que uma das reservas não batia o valor e me fez mudar para hotel inferior e localização pior . Fiquei muito chateada e questionei a sua não verificação aqui no Brasil, mas me segurei para não estragar.

Liliane Cristina Reis

Eu costumo viajar com a amiga que estiver disponivel no momento, e se não tem ninguem viajo sozinha. Entao planejei minhas ferias do ano passado
para ir a Colômbia sozinha. Uma amiga com q qual ja havia viajado anteriormente para o Nordeste, sem problema algum, disse q queria fazer esta viagem comigo. Onde eu fosse , ela iria. Bem como eu ja conhecia Cartagena e San Andres, escolhi Bogotá e Medellín. Detalhe ela não fala e não entende o Espanhol. Para resumir, minha amiga não tinha paciência para que eu perguntasse ou falasse com alguém para poder traduzir e explicar para ela. A cada lugar que chegarmos eu só ouvi não gostei. Fomos a Catedral do Sal, subterrânea, onde havia um concerto da Orquestra Sinfônica local, tocando músicas bem populares, inclusive bolero, maravilhoso, não gostou, muito escura em sua opinião, almoço no Restaurante André Carne de Rés, muito típico, inusitada decoração e comida excelente, a princípio não gostou, Passeio a pé pela Comuna 13, com guia local que nos explicou todo o ocorrido alí na época de Pablo Escobar, uma aula de história com explições de cada grafite , feito por artistas do mundo inteiro, que colore a favela, e conhecimento das atividades da comunidade após pacificação, não gostou. Por fim após tantos desencontros, voltamos muito aborrecidas uma com a outra. Sinceramente, se não houver muita afinidade e paciência, se as pessoas não tiverem os mesmos interesses e falarem a mesma língua, pessoas que não gostam de desbravar cidades, conhecer outra cultura o melhor é não viajarem juntas. Senti muito pois eram as minhas férias. Não nos encontramos mais, apenas pelas redes sociais. Espero de verdade que a amizade seja forte para superar.

Lucas
LucasPermalinkResponder

Carnaval de Salvador. 2007 ou 2008. Eu e uma amiga fomos a uma festa. Chegando no lugar ela disse que havia esquecido os documentos dela. Para entrar era necessário apresentar algum documento. Como eu já pressentia que ela não queria ter ido aquela festa tomei aquilo como uma ofensa pessoal. Fiz um fuzuê. Por fim ela conversou com o segurança e conseguimos entrar na festa. Hoje damos risadas da minha revolta e ela confessa que foi uma tentativa mal sucedida de escapar da tal festa. Porque veja bem, fomos ao carnaval de Salvador e ela não gostava de axé. Só fiquei sabendo disso depois.

Débora Leite
Débora LeitePermalinkResponder

Não cheguei exatamente a brigar com ninguém, mas tive algumas frustrações por não fazer algumas coisas que queria.
E eu sou a louça dos roteiros, saio pesquisando tudo antes de viajar.
Minha solução: viajar sozinha! ?
E já vou começar em fevereiro, minha primeira viagem solo!!

Fran
FranPermalinkResponder

Viajei com um grupo grande e havia dois casais, quando chegamos na casa os casais pegaram os melhores quartos e sobrou o terceiro quarto para os demais amontoados, que era o pior, claro. No decorrer do feriado a coisa só piorou. Pessoas na praia que não gostavam de praia, não havia entrosamento no grupo, os casais trancavam o quarto para que não mexessem em suas coisas... o mau humor reinava. Ficamos 36 horas nisso e conseguimos com mais 3 amigas outra casa para ficar com amigos mais bacanas. No fim, virou anedota. Mas traumatizei pra sempre com viagem em grupos. Não viajo com mais de 4 pessoas, eu incluída.
Conselhos: evitar viagens com desconhecidos, principalmente destinos que geram muita expectativa. No caso de grupos, fazer reunião para decidir alguns itens importantes como roteiro, divisão de tarefas e de ambientes. Antes de viajar, conversar sobre a liberdade de cada um e orçamento. Também sobre expectativas. Se for para algum lugar com alguém que já conhece, seja enfático em relação ao que for imprescindível para vc. Se for vc o que conhece mais, entenda que vai ter que repetir alguns pontos. Não queira ser o “dono” da viagem. É feio.

Guilherme
GuilhermePermalinkResponder

Debora, viajar sozinho é MUITO BOM!
Vc não vai querer parar mais...

Lyvia
LyviaPermalinkResponder

Sou como vc, Deborah!
Organizo tudo pra todo mundo, agora em janeiro farei minha primeira viagem sozinha e estou muito ansiosa. Espero que seja a primeira de muitas!!!!!!

ANNA FRANCISCA MORAES LOPES DA SILVA

O carro alugado é sempre motivo de conflito, seja na Toscana, Provence ou Dordogne. Eu, como co-pilota, não me entendo com o GPS. O piloto se desentende com a co-pilota. Briga na certa. Tanto que no fim de ano vamos para a Puglia, Sei que carro seria o ideal, mas já estou levantando horários de trem, ônibus entre as cidades para ver se conseguimos dispensar o carro para terminarmos a viagem sem discussões.

Patricia Ribeiro

Para evitar, viajo sozinha há 11 anos. Faço o que quero e na hora que quero...

Neftalí
NeftalíPermalinkResponder

Olha, apesar de ser meio rabugento e reclamão no dia a dia, em modo viagem eu sou a reencarnação de Gandhi e Mandela misturados com um monge budista. Fico totalmente zen, impossibilitado de qualquer briga ou discussão, com uma paciência a prova de shoppings, lojinhas de souvenirs e programas de índio.
Claro, viajar junto com alguem não significa necessariamente ser siameses. Se o sujeito(a) quer perder um dia em Paris indo de compras em um subúrbio, ou mesmo indo a Disney, boa sorte! Mas eu não vou, nos veremos mais tarde. Filas quilométricas? Eu não entro nem para tirar uma selfie com o Papa e o Obama juntos, mas você pode ficar e nos encontramos naquele bar a noite...
Se está cansado de tanto caminhar em uma cidade nova, vá descansar! Eu te deixo no metrô/táxi/uber e continuo. Se não gostou da comida, azar! Tem fast food em cada esquina, vá mas não me chame.
Enfim, pode ter tempestade, nevasca, terremoto, criança chorando ou cachorro latindo, mas sou igual a um celular em modo avião. Gasto menos bateria, recarrego mais rápido e evito um roaming caro. Paz e amor total!
Não há nada como viajar. Conhecer novos lugares, pessoas e culturas. Comer coisas diferentes. Abrir a mente. Não vamos perder tempo brigando, não?
Minha sábia avó sempre me falou: "Quando um não quer, dois não brigam."

Alessandra
AlessandraPermalinkResponder

Concordo plenamente, ninguém nasceu grudado, é bom ter a liberdade de ir e vir onde quiser durante uma viagem. Se é um programa legal pros dois, ótimo! Se não, as pessoas podem se separar por um dia, e ao reencontrar a noite ter muita história pra contar. É legal!

candida silva
candida silvaPermalinkResponder

Tento seguir essa linha. Confesso que prefiro viajar só, mas quando tenho companhia, vou me adequando... e também, me desgarro e deixo os outros se desgarrarem. Não acho que viagem em grupo tenha que ser, obrigatoriamente, todo mundo junto o tempo todo! Preciso do meu espaço e acredito que as outras pessoas tenham essa necessidade. Digo logo: os passeios que achamos interessantes, faremos juntos, aqueles que só 1 ou 2 querem fazer, sintam-se livres pra irem.

Guilherme Tell Laurino

Viajo sempre com minha esposa e temos um acordo: levamos sempre um caderninho onde anotamos temas de discussão que poderiamos ter na viagem para não esquecermos e resolvermos no retorno em casa.

Em tempo: nunca se quer abrimos o caderninho e posso garantir que ajuda muito para não estragar uma viagem planejada com muito amor.

Fernanda Cruz
Fernanda CruzPermalinkResponder

Costumo viajar sozinha, excursão é última opção, ou quando a viagem é imperdível!
Uma dessas excursões foi um cruzeiro que saiu de Dubai e terminou na Itália, passando por Omã, Jordânia e Egito.
Chegamos no Egito em plena primavera árabe. O país estava um caos, desordem, lixo pra todo lado. Mas cheguei relativamente preparada, pois tenho o hábito de me informar sobre os meus destinos turísticos antes de sair de casa. Mas confesso que a sujeira que vi no Cairo e em Alexandria foram de embrulhar o estômago.
Não fiz comentários sobre isso com os locais. Afinal, eles estavam vivendo um caos político e a pobreza ali é generalizada. E estava no país deles por vontade própria, né? Se quisesse limpeza e ordem, iria pra outro lugar.
Mas uma integrante do grupo cismou de que tinha que reclamar da sujeira com o guia local! Detalhe: o guia tinha doutorado em história e falava fluentemente cinco idiomas. Entre eles, o português, incluindo um charmoso “shifazfavoire” lusitano.
A mulher bradava sem parar: que lugar sujo! Como vcs conseguem viver no meio dessa imundície? Que absurdo, que pocilga! E por aí foi.
O guia, visivelmente constrangido, ficou quieto. Mas eu não, óbvio! Ralhei com a mulher:
- Como a senhora (era mais velha do que eu) vem para o país dele e começa a reclamar de uma coisa dessas? Não estudou o país antes de vir pra cá? Não sabia do caos que está aqui? Se não gosta do que está vendo aqui, por que diabos veio pra cá? Que falta de educação! E isso foi só o começo.
Obviamente, a perua não gostou. É do tipo que, literalmente, trocou uma visita a Karnak para visitar a lojinha de souvenires “made in China”. Só estava no Egito porque era uma viagem “chique”, pra encher currículo.
Batemos boca, eu a chamei de mal educada e ignorante. Ela me chamou de muitos nomes “bonitinhos”, e toda a discussão foi na presença de um ônibus de turismo lotado. Felizmente, ninguém deu pitaco.
Não nos falamos mais até chegarmos em Roma. Mas ri deliciosamente quando ela soltou a seguinte pérola, quando estávamos em uma fina casa de legítimos lençóis de fio egípcio da melhor qualidade:
- Não vou comprar, tem lençol mais barato é muito melhor em Orlando!
Não adianta jogar pérolas aos porcos...

Elô
ElôPermalinkResponder

É desanimador. Passei por uma experiência parecida. Organizei tudo,fiz roteiros,reservas,era guia, tradutora,fiscal dos horários, ouvia reclamações.Era a ultima a dormir e a primeira a acordar.Curto artes plásticas e só fiquei três horas dentro do Louvre pq a pessoa que ainda estava comigo não quis entrar... Não recebi nem um obrigado mais enfático.

jéssika alves andrade

Já briguei com uma amiga no reveillon e nos separamos e por isso ela encontrou o amor da vida dela =)

Cintia
CintiaPermalinkResponder

Eu estava com meu ex-namorado em Campos do Jordão (SP) e iríamos a Paraty (RJ). Pela primeira vez, estávamos com o meu carro e não com o dele. Era um carro novo e eu queria dirigir (era meu!), aí ele quem queria dirigir, mas eu não dirigia o dele; dizia que eu dirigia devagar na serra (andava a 60 km/h, que era a velocidade máxima, não passava disso) e eu não deixei ele dirigir. Ele me infernizou a viagem inteira; parei na polícia para pedir uma informação e ele nem desceu e ficou com aquela cara fechada que eu odiava. O caminho ficou tenso, porque não bastava ele me enchendo o caminho todo, peguei muita neblina na Rodovia Oswaldo Cruz, que era bem sinuosa e estava com a visibilidade muito ruim de dia. Dei graças a Deus quando ele dormiu e parou de me encher.
Chegamos em Paraty, era uma segunda-feira e deram o melhor quarto da pousada, parecia quarto com decoração de lua de mel e eu não suportava nem olhar para a cara dele de tanta raiva que eu estava. Saímos para jantar no restaurante mais próximo sem falar uma palavra. Passei o resto da semana mal conseguindo olhar para a cara dele, trocamos meia dúzia de palavras, mas fizemos os passeios juntos. Melhorou um pouco sábado na volta e eu dirigi.
Coincidência ou não, foi nossa última viagem juntos.

Luis Renato
Luis RenatoPermalinkResponder

1) Para Barra de São João no carnaval, tinha feito o planejamento com uma turma durante o ano anterior, chegou janeiro, tudo ok, fevereiro ok, mas na semana da viagem, o pessoal que iria roeram a corda. Então o cara para não ficar mal comigo, consigo reunir uma outra galera, no final, fiquei na mesma casa com 30 pessoas.

2) Fui para Búzios com um grupo de amigos para uma pousada que eu vou te contar, que pocilga! Fora que na hora de reunir para jantar, era sempre aquele sanhaço, então, a gente se separava para jantarmos onde bem queríamos.

Fora outras roubadas que se para contar aqui, vou escrever um livro. Desde então, prefiro sempre viajar somente com a minha esposa.

Flavia Tostes
Flavia TostesPermalinkResponder

Viajar é o que há de melhor pra mente! Já me frustrei com pessoas em algumas viagens, mas não briguei para não estragar o momento.E aprendi que :
Melhor viajar somente com as que temos total intimidade e liberdade para escolher. É preciso fazer valer o livre arbitreo. Não podemos tirar férias sempre, por isso abrir mão e treinar nossa resiliência nos deixará felizes e descansados. Mas se de toda forma o grupo não for o melhor rs , pense que sempre será melhor estar ali que no trabalho! Hahaha E que surpresas desagradáveis só podem acontecer quando saímos. Arriique-se e vá ser feliz! Viajar sempre!

ana
anaPermalinkResponder

Ricardo, vc se supera! "Atire o primeiro pau de selfie quem nunca deu um sorriso falso ao lado de quem queria esganar." hahaha

Bárbara
BárbaraPermalinkResponder

Me identifiquei totalmente com seus hábitos de viagem! Entretanto, a minha paciência é mais curta com as pessoas que além de tudo querem que lhes acompanhem no fast food ou naquela comida que tem em qualquer lugar do mundo, que eu deixe de explorar a cidade, que pare para comer toda hora, que não consigam apreciar a história e cultura local etc.
E grupos grandes me atordoam. No fim das contas, o marido é meu super match par! ?

Bárbara
BárbaraPermalinkResponder

??????????????
Me identifiquei totalmente! Acho que não ia me conter com essa senhora ....

Diógenes
DiógenesPermalinkResponder

Eu viajo ou só ou com meus pais (minhas melhores companhias). Temos os mesmos gostos, nossa relação é ótima e eles encaram tudo que proponho. A logística cabe a mim. Compro as passagens, reservo hotéis, compro tickets de trem e dos locais que exigem compra antecipada. Sempre voltamos relaxados. Em março/2018, foi nossa 1° vez na Ásia. Fizemos Singapura, Bangkok e Doha (aproveitando o stopover oferecido pela Qatar) e gostamos bastante da experiência. A próxima trip está no planejamento e em abril/2019 viajaremos nós 3 mais uma vez. \o/

mirna
mirnaPermalinkResponder

Essa viagem com minha tia de 91 anos para Lima nas festas deste fim de ano já estava toda marcada (com passagens pagas e apê do Airbnb quitado por ambas meio a meio) desde abril deste ano. Só tínhamos que esperar o tempo passar e, enquanto isso fui montando todo o itinerário de passeios e experiências gastronômicas nesta cidade que eu já havia conhecido pra´lá de bem no ano passado.Desta vez, porém, adaptei tudo em função da avançada idade da minha acompanhante. Com muito carinho e respeito por suas possíveis limitações físicas.Embora a ideia de irmos juntas tenha sido minha (eu só viajo sozinha desde que colecionei trocentas experiências mais do que negativas no passado), só o fiz por conhecê-la desde que nasci e por ver o quão fascinada ela tinha ficado por este destino após meus relatos do ano passado. OK, finalmente chegamos a novembro e agora, faltando tão pouco, ela chega de uma longa temporada passada em Lisboa e me avisa que uma 3a.pessoa vai se juntar a nós em nossa semana limenha (!!!). Sem sequer me consultar e não tendo jamais comentado a existência deste 3o. elemento por todo este tempo...que (agora descobri por fim), é alguém que ela conheceu em Portugal e com quem entravou um romance durante sua permanência por lá...e ainda por cima esperava que eu o aceitasse no "grupo" com total naturalidade (inclusive se alojando conosco no apartamento!). Um cara que eu nem conheço? Só podia ser piada, nénão? Neguei-me. Resultado: ela alegou problemas de saúde e desistiu da viagem.Ao que eu só pude dar graças a Deus! Vou sozinha mas acompanhada da MELHOR companheira de viagem que sempre tive nessa vida: moi même, myself, yo misma! Os outros (sejam lá quem forem) só são capazes de transformar uma viagem numa super furada e disso eu tô é FORA...

Pablo
PabloPermalinkResponder

OI Mirna, eu concordo com você de que realmente é muito chato meter um terceiro em uma viagem já planejada. Mas, convenhamos, aos 91 anos e com uma nova paixão, a sua tia merece toda a minha inveja e admiração!
Eu deixaria o "ficante" da sua tia viajar, pois nesse romance, realmente não há tempo a perder. Fora que o ceviche é meio afrodisíaco...

Eduardo Barros Leal

Em 2016 viajei com um grupo onde não conhecia ninguém, eram evangélicos, e eu não tenho igreja, o roteiro seria Emirados árabes Unidos, visitando Abu Dabi e Dubai quatro dias, nos hospedamos em Dubai, depois fomos para Jordania, um dia em Amã e seguimos de Amã para Israel por via terrestre, atravessamos toda a Jordania e entramos em Israel, nos hospedamos em Tiberíades, as margens do Mar da Galileia, no dia seguinte começamos a visitar os locais sagrados, tínhamos 8 pastores homens e duas esposas pastoras, onde pude constatar o quanto são hipṕcritas, tome orações nos locais sagrados, mas a noite, ou quando passavam em shoppings ou lojas de grifes, o esbanjamento nas compras, de eletronicos, roupas de grifes e até joias, alguns chegaram ao cúmulo de comprar quatro iphones 7 plus no lançamento deste aparelho, foi em um shopping de Dubai, e mais, eles só se relacionavam entre eles, felizmente fiquei em um quart com uma pessoa e foi a minha salvação para não ficar totalmente isolado. Mas como a viagem foi em todos os detalhes de muito boa qualidade dos serviços e os hoteis de 5 estrelas, a empresa Emirates que é top, jantares na Marina de Dubai em um barco com música ao vivo e em um restarurante giratório de Dubai, acabei engolindo o restante do grupo.
Ano passado comprei outro pacote, pela Costa Amalfitana, Roma, Veneza e Paris, mais uma vez foi um pacote com ótimas atrações e hoteis excelentes, mas desta vez os participantes do grupo conseguiram serem piores, totalmente isolados que cheguei ao ponto de dar uns gritos em alguns fanáticos religiosos, falei que comprei um pacote de viagem e que vim para conhecer dois países europeus, seus costumes, sua comida, seu povo e não para doutrinação religiosa, cheguei ao ponto de mandar uma beata para a PQP !
Resultado: NUNCA MAIS viajarei nesta empresa, vou voltar a viajar sozinho como fazia há mais de trinta anos.

mirna
mirnaPermalinkResponder

Oi, Pablo! Claro que vc tem razão no que apontou sobre viver uma paixão em idade avançada, etc. Eu não quis delongar-me muito no relato da "novela" e por esta razão omiti alguns trechos que agora te apresento: eu não me opus ao "namorado" vir junto, apenas disse a ela que não me sentiria minimamente confortável com uma pessoa a mim estranha no apartamento (afinal eu também paguei por ele e odiaria ter que ficar cheia de cerimônias na minha própria casa!) Ofereci então o apê para eles e insistentemente me disponibilizei a ficar num hotel próximo. Mas aí foi ela que veementemente me disse que esta solução era impensável e quem então ELE é quem iria para o hotel e ela ficaria comigo no apartamento. A essa altura achei que tínhamos encontrado uma solução satisfatória para o impasse mas depois de uns dias (acho que pensando melhor), ela resolveu diplomaticamente declinar tudo alegando razões de saúde. Eu ainda assim fiz de tudo para ela voltar atrás mas não houve jeito. Confesso a vc porém que mesmo que tivéssemos viajado no esquema antes concordado, prá mim ainda teria sido muito chato passar 8 dias inteiros carregando "vela" do casal, entende? Não era isso o que eu tinha escolhido prá mim.Não tenho inveja nem ciúme,fico de verdade feliz por ela estar vivendo um momento de felicidade mas..."peraí ": tô feliz e por isso saio por aí passando por cima dos outros tipo doa a quem doa??? Não é por aí, não mesmo.Achei uma baita falta de consideração da parte dela ter convidado o cara antes mesmo de me perguntar se eu tinha alguma objeção.Lá atrás quando combinamos a viagem ficou claro que eu seria a companheira dela e vice-versa. E eu passei 7 meses inteiros acreditando que iria ser assim, até que do nada ela joga a "bomba" em cima de mim! Não achei leal,me senti tipo apunhalada pelas costas e relatei tudo aqui para alertar a todos que às vezes até as pessoas que vc acha conhecer prá lá de bem podem te reservar surpresas das mais desagradáveis.Eu vou me divertir muito apesar de tudo o que aconteceu e lamento que ela vai ficar sem conhecer Lima (mas foi ela que preferiu assim...). Um abraço!

Adri Lima
Adri LimaPermalinkResponder

Eu já briguei com minha irmã numa viagem em que nós duas estávamos cheias de expectativas. Havia uns 8 meses que não nos víamos, porque ela estava na Irlanda estudando e sendo au pair. Era inverno na Europa e programamos viajar por umas 6 cidades européias (grandes, seguindo as orientações do VNV, claro) por 30 dias. Mas acho que descobrimos que temos um 'prazo de validade' parecido. Já estávamos viajando juntas, em ritmo intenso, há 20 dias. Haviam dias em que uma estava mal humorada mas a outra levava o ritmo na boa. Porém, no dia de visitar Versailles, deu ruim pras duas. Mal nos falamos o dia inteiro. Nem me lembro como resolvemos o mau-humor mútuo, mas acho que individualmente percebemos que ficarmos brigadas e estragar o dia era uma grande bobagem, voltamos as duas a ceder aqui e ali e tudo se ajeitou. No fim da viagem, foi um chororô e muitos pedidos de desculpas dos dois lados. Voltamos as duas mais unidas, no fim das contas.

Das demais vezes que me lembro de irritação e brigas, nada muito grave, foram sempre assim - no fim da viagem, perto de começar a saudade da rotina. Aprendi, então, que minhas viagens devem ficar em torno de 20 dias no máximo. Ou, se for passar disso, estar atenta para estas questões do meu 'prazo'. Tem funcionado.

Acho que viagem não é um evento em que ninguém deva se sentir obrigado a nada. Uma coisa que funciona bem é combinar tudo antes - se vai haver extravagância, se a prioridade é acordar cedo, conversar sobre como imaginam os dias. E lembrar que cada um tem um sonho ao realizar a viagem, não necessariamente compartilhado. Pra mim, é super ok se alguém quer fazer um passeio diferente do resto do grupo. Tem gente que não curte, tem que ficar todo o mundo junto, e aí se começam obrigações... grandes chances de problema...

Georgia SP
Georgia SPPermalinkResponder

Como dizia um amigo, viajar é colocar o relacionamento em uma centrífuga. Acho que só não briga quem é muito zen ou viaja sozinho. Já viajei com colegas que não conhecia bem e foi frustração geral porque a dona da casa, em Floripa, madrugava pra ir pra praia e voltar as 15h, antes do trânsito. E nós, novatas de Santa Catarina, solteiras e empolgadas, querendo ficar nas praias badaladas... peguei bode das futuras ex amigas e de Floripa, de brinde. Também concordo que em turma grande, se não tem liberdade ou renúncia, não dá certo. Já com meu marido é bem fácil viajar, mas porque ele não programa e não reclama. Mas ultimamente tenho me incomodado porque sou a única que faz e sabe o roteiro todo da viagem: ele só senta e relaxa. Já disse que queria ter uma agente de viagem personalizada como eu, pra poder aproveitar só melhor, sem ter conferido tudo previamente! kkk

Felipe
FelipePermalinkResponder

Viajar sozinho é maravilhoso!
Antes eu também sentia falta de companhia pra viajar mas você se acostuma, sempre vai encontrar pessoas na mesma situação ou dispostas a trocar experiências na viagem. Uma coisa é você ir com sua mãe, por exemplo, com quem a gente tem toda a intimidade. Porque esse negócio de levar cunhado, sogra etc. - enfim, pessoas com menos afinidades - pra ir junto na viagem é fria na certa! Se essas pessoas não forem independentes o suficiente pra fazerem seus próprios planos, não chame. Mesmo!
É aquela coisa do bom senso: se a pessoa não curte praia, não chame pra praia; se a pessoa não curte frio, não chame pra ir pra um lugar frio, e assim por diante.
E outra: deixa que EU escolho onde eu quero ficar. Na boa, se eu estivesse em Paris acompanhado de alguém que nem QUIS entrar no Louvre, eu deixaria a pessoa se virar sozinha no resto da viagem kkk... E perder uma oportunidade dessas? Lógico que não, eu hein! Quanto menos gente na sua aba, melhor.

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