Devo cancelar minha viagem ao Chile?

Ricardo Freire
por Ricardo Freire

Devo cancelar minha viagem ao Chile

O Chile vive dias conturbados. As manifestações, que tiveram início dia 20 de outubro, ainda continuam acontecendo.

Devo cancelar minha viagem ao Chile?

Até a situação acalmar de vez, é recomendável hospedar-se em Santiago em bairros fora do epicentro das manifestações. Bairros nobres afastados do centro, como Vitacura e Las Condes, são os mais tranqüilos.

A cidade tende a funcionar normalmente de manhã. À tarde o comércio tem fechado as portas mais cedo, e em algumas áreas os restaurantes não abrem à noite. Informe-se sobre o funcionamento das atrações antes de sair para o passeio.

Os relatos mais recentes

A Patricia conta o que fez no dia 22 de dezembro:

Ontem passeamos por.toda a cidade naqueles ônibus se turismo que circulam pela cidade, foi ótimo, vale muito a pena, conhecemos grande parte de Santiago.

Subimos ao Cerro San Cristóbal e depois descemos em Bellavista e almocamos por lá. Voltamos de Uber para o hotel, muito tranquilo.

Passeamos à tardinha pelo bairro, sem problema algum. Hoje vamos a Valparaíso e Viña del Mar em um carro particular que arrumamos com o pessoal do hotel. Dou mais notícias à noite.

Quem estiver na dúvida, não tenha, venha! A única coisa chata foi ao chegar no aeroporto ficamos mais de uma hora e meia na fila da imigração, muito cheio e poucas pessoas para atender, acabou que o nosso trânsfer não nos esperou, tivemos que pegar um táxi, e é aquela confusão de taxistas, como em alguns lugares do Brasil.

Mas só isso foi chato, o resto está perfeito. Ah, as coisas são caras... Abraços!

O Claudio chegou à cidade no dia 20 de dezembro:

Cheguei ontem à Santiago juntamente com minha esposa. Estamos num apartamento nas proximidades da Augustinas, no Centro. O dia ensolarado trouxe um calor tão intenso quanto o vivenciado no Nordeste brasileiro (de onde venho). A cidade vive sua efervescência e todos agem naturalmente.

Corroborando aos comentários anteriormente expostos, as pichações estão por todos os lados e alguns pequenos protestos também ocorrem pela cidade, sem qualquer anormalidade.

Em verdade, para mim, vivenciar tão de perto este momento histórico beira o surrealismo, mas tal sentimento não é imputável a todos, longe disso.

Não me arrependo nenhum pouco de ter vindo. Estamos adorando a cidade. Desvendá-la será um prazeroso desafio. Ah, em relação aos protestos e ao grave incidente de hoje (atropelamento de um jovem nas proximidades de Baquedano), diante da dimensão da metrópole e do discernimento necessário em evitar aproximação com as regiões mais delicadas em determinados horários, só tomei ciência agora à noite, lendo um portal de notícias chileno.

Outra percepção é da retração do valor do real em relação ao peso chileno. O aumento na circulação da nossa moeda com o crescente número de turistas chegando ao País, tende a fazê-la perder parte da força constatada há algumas semanas. Hoje chegou a 186 pesos por real, pouco antes disso conseguimos por 188.

Ademais, nos próximos dias realizaremos os passeios que acontecem normalmente na cidade e região metropolitana. Seguindo inúmeros conselhos, de vivência e também de experiência profissional, trocamos a Concha Y Toro pela Undugarra.

Enfim, ficaremos em Santiago até dia 26, quando partiremos a Mendoza. Em breve apresentarei mais algumas narrativas de nossa estada nesta linda cidade.

O Hugo manda seu relato e considerações finais da cidade de Santiago:

Ontem (18 de dezembro) fomos à Concha y Toro, fizemos o tour Marquês (mais caro, porém com degustação de mais vinhos e queijos).

À tarde fomos à feirinha do Cerro Santa Lucía para procurar presentes, no caminho vimos uma manifestação próxima à praça Itália, do tamanho de um quarteirão aproximadamente. Tudo muito pacífico.

À noite fomos ao Costanera Center e, na volta, vimos muitos caminhões da polícia passando, mas não sabemos o que houve ou pra onde se dirigiam. Hoje andamos pelo Centro quase todo, nada de anormal.

Indo para o bairro Lastarria terminar o dia vimos muitos hippies, punks, etc. (me perdoem o julgamento, é por falta de outra palavra pra descrever o "público" do local) e deu pra ver muita gente de tapa-olhos, presumimos que são manifestantes.

Voltando ao hotel passamos pela praça Itália novamente e havia uma concentração anormal de carabineiros, todos com roupa de choque. Perguntei ao Uber se havia acontecido algo, ele me respondeu que era apenas uma "prevenção".

Enfim, concluindo (amanhã vamos a Isla Negra e depois a Viña del Mar e Valparaíso, então não voltaremos à área central mais), pelo menos meu do ponto de vista, que fiquei hospedado na Providencia, está tudo muito calmo e sem badernas, mas a população ainda está agitada, temerosa, como se um movimento ainda estivesse acontecendo.

Vários Ubers comentaram que viemos numa época meio conturbada, se estávamos achando muito ruim. Na minha opinião as pichações não estão estragando muito a cidade (que na minha opinião é naturalmente muito mais feia que Buenos Aires), tudo está abrindo quase que normalmente (algumas lojas e shoppings ainda estão fechando às 21h por questões de segurança) e nossa viagem não foi prejudicada em nada, mas há sim um sentimento de que algo vai explodir novamente a qualquer momento.

Dica 1: Não façam o passeio Concha y Toro básico, é muito corrido e sem graça. Se é uma questão de valor, façam de outra vinícola, como Undurraga por exemplo. Mas se cabe no seu bolso, façam o tour Marquês, é muito bacana: o sommelier explicar cada vinho, a origem, com o que harmoniza e degustar os vinhos com queijos maravilhosos, e ainda pode levar a tábua de madeira como lembrança.

Dica 2: no Costanera Center, brasileiro tem desconto de 19% (devolução de IVA) em todos produtos (inclusive eletrônicos), basta procurar o balcão de serviços no piso 1 com documentos.
Desejo boa viagem a vocês, espero que tenha ajudado um pouco como outros me ajudaram.

A Maira relatou seus dois primeiros dias na cidade, entre 12 e 14 de dezembro:

Cheguei em Santiago dia 12 de dezembro e ficarei até 16, depois seguirei para a região dos Lagos. Até agora 2 dias inteiros na cidade.

Dia 13 (sexta) estivemos no Museu interativo e na vinícola Cousiño Macul. À tarde fomos no funicular/teleférico, tudo funcionando normalmente e na mais perfeita ordem. Inclusive utilizando o metrô.

Quando saímos do funicular, por volta das 16h/17h, estava acontecendo uma manifestação bem grande, com uma verdadeira multidão próximo a este local, na região central da cidade (local da estação Balquedano). Fomos orientados a voltar de Uber para o hotel e assim fizemos, também sem nenhuma intercorrência. O motorista nos informou que a manifestação fica mais violenta conforme vai ficando mais tarde, e ele estava bem tranquilo, inclusive passamos próximo ao local da confusão (do outro lado do rio), dava pra ver tudo ha cerca de uns 300m de distância.

A população local, que não estava na manifestação, andava normalmente na rua e ninguém aparentava medo ou preocupação. A violência é contra o patrimônio publico e privado por parte dos manifestantes e contra os manifestantes por parte da polícia. Não é contra as pessoas em geral. A vida parece seguir seu curso normal para quem não está envolvido. Meu hotel é perto do Sky Costanera e quando saímos do centro com o Uber ainda passamos neste shopping, onde jantamos e ficamos até 21h. O plano era subir até o topo, mas fechou mais cedo.

De madrugada um grupo de manifestantes seguiu para a região do meu hotel depredando estações de metrô e pixando as paredes. Acordamos meia-noite e meia com sirenes de polícia e barulhos de tiro de bala de borracha. Na manhã seguinte vida normal novamente, pegamos o metrô e tudo seguiu conforme os planos. Não há clima de pânico e medo na cidade, e ao que parece a maioria da população aprova as manifestações. Pelo menos os motoristas de Uber que consultamos.

Não me arrependi de ter vindo. Achei até interessante participar desse momento histórico. Até agora cumprimos toda a programação (subimos ao Sky Costanera hoje).
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Algumas estações do metrô estão fechadas e sem previsão de reabertura, como a Balquedano por exemplo, que foi incendiada nos primeiros protestos, fazendo com que a gente tenha que andar mais do que o previsto pra chegar em alguns locais (recomendo que usem o Uber, que tem custo baixo aqui e um bom serviço).

Realmente a cidade tá bem pichada e com proteção nas vitrines no centro, mas não me senti insegura em nenhum momento, nem estando ao lado da confusão.

O Hugo chegou dia 14 de dezembro:

Chegamos ontem. Andamos pelo bairro Providencia, tudo muito tranquilo. Hoje estamos andando pelo Centro/Recoleta/Bella vista, nada de muito estranho. Policiamento ostensivo, muita movimentação de estudantes ao redor da academia de belas artes.

Tudo funcionando normalmente. Só a cidade bem pichada, suja e vandalizada. Pra mim, parece muito uma baderna de estudantes, muitas pichações de "aborto livre", palavrões, etc.

Agora à tarde, estávamos no Patio Bellavista quando comecou uma movimentação nas redondezas. Subitamente deu pra ver uma multidão se juntando e de repente umas sirenes e um tanque dos carabineiros que começou a jogar água. Em menos de 5 minutos a multidão dispersou e deu pra ver, só passou correndo garotos de skate e máscara, estudantes de cabelo colorido, etc. Nesse momento alguns seguranças do Patio Bellavista saíram e pronunciaram algumas palavras negativas. Parece que realmente todos cidadãos de bem estão trabalhando, vivendo suas vidas, as manifestações estão mais pra badernas.

Nos falaram aqui que na manifestação de sexta havia 2 trios elétricos enormes, porém ninguém sabe quem está pagando por eles, uma vez que querem parecer que a maioria dos manifestantes são desempregados... Enfim, com 1 dia em Santiago não acho que perdemos nada, há muita pichação e vandalismo no centro, mas o resto da cidade está linda.

Basta planejar bem.os passeios e evitar a área central. Hoje passamos por vários lugares, tiramos foto, tudo normal. É só evitar de programar a viagem toda nessa área. A cidade está cheia de turistas e não parece que ninguém está cancelando suas viagens.

A Simone ficou entre 9 e 15 de dezembro:

Estive no Chile desde 9/12 e tô indo embora agorinha... foi tudo tranquilo e lindo...

Não cancelem a viagem, venham pois o Chile é maravilhoso!!!!

O Leonardo resolveu abreviar a estada em Santiago e conseguiu passear com sucesso, sem problemas, nos Lagos Andinos:

Estive no Chile e na Argentina entre 16 de novembro a 3 dezembro. Minha viagem iria começar no dia 9, mas decidi adiar por causa das manifestações.

Cortei o tempo que ficaria em Santiago, estando na cidade somente entre 16 e 17, indo para Puerto Natales logo em seguida para fazer o circuito W em Torres del Paine.

Voltei para Santiago dia 24, dormi lá até o dia seguinte, quando peguei busão para Mendoza. Voltei dia 2 para pegar o voo de volta ao Brasil no dia seguinte.

Indo direto ao ponto: como já dito pela maioria das pessoas, fora dos grandes centros urbanos, as coisas estão normais. Em Puerto Natales e em Torres del Paine, tudo normal.

Nos poucos dias de trânsito quando fiquei em Santiago, aparentemente tudo normal. Fiquei no Ibis Estação Central, área feia da cidade, e os centros comerciais nos arredores estavam com chapas de metal nas fachadas. Nenhuma intercorrência que valha menção, mas não me arrependo de ter cortado o período na capital. Pelos eventos recentes, não estava no clima para passear pela cidade. Lugares fechando cedo, vitrines com marcas de pedradas, pichações por toda parte...

Haverá outra oportunidade para tal.

A Adriana chegou a Santiago dia 29 de novembro:

Estamos hospedados em Providencia. Percebe-se que o clima não é o normal. Vitrines protegidas, horários alterados, uma pequena movimentação dos manifestantes a caminho de algum lugar, ontem era um grupo pequeno de meninas. Mas conseguimos andar e fazer uma pequena aproximação com a cidade, jantamos no entorno e tambem fizemos uma comprinha em um pequeno mercado, nao co seguimos chegar a tempo do horario do maior. Mas tudo tranquilo.

Hoje cedo fomo fazer o primeiro passeio. Subimos ao Cerro San Cristobal pelo teleférico, descemos pelo funicular, tudo funcionando normalmente. De lá optamos por caminhar. Quanto mais nos aproximamos das áreas dos protestos, mais vimos as marcas deixadas. Bellavista está com os restaurantes abertos, idem para Lastarria, mas as pichações e as proteções aos vidros de portas e vitrines não nos deixam esquecer do que acontece.

Chegando mais perto do epicentro, já estavam iniciando uma movimentação, vimos os policiais circulando, mas não ficamos para ver. Com o imenso calor fomos nos direcionando ao metrô para voltar. Este é o primeiro dia inteiro aqui, coneçamos bem pelo lado mais crítico, muito embora ainda voltaremos para ver o que ai da não vimos.

Acho que não tendo como protelar a viagem, aqui não tem viagem perdida, dá para aproveitar, claro que com limitações nas áreas mais danificadas e que ainda são concentração. Mas a cidade é linda e grande, acho que vale ver tudo.

No dia 1º a Adriana foi passear em Valparaíso:

Hoje fomos até Valparaíso e Viña del Mar, passeio que valeu muito a pena. Tudo tranquilo.

Aqui, conversando com os chilenos, conseguimos entender mais profundamente o que acontece.

Mas não se impressionem com as notícias, a vida continua em Santiago, a rotina está diferente, sim, mas em momento algum nos sentimos inseguros.

E a Adriana continua contando sua experiência ao vivo:

Como acompanhei por aqui as notícias de quem estava no Chile, vou deixar aqui minha impressão, estando aqui em Santiago, quinto dia de viagem.

Ontem (2 de dezembro) estivemos por toda região de Providencia e arredores, nada fora do normal, shopping e ruas tranquilas.

Hoje (3 de dezembro) subimos ao Cerro Santa Lucia e de lá vimos o início da manifestação que se formava próximo à estação Universidade Católica. Nosso roteiro de hoje era o Centro, e mesmo com a manifestação, não tivemos nenhum problema.

O Centro, ao contrário do que imaginamos, está protegido, não está destruído. Os prédios públicos, museus, comércio, funcionam normalmente e não há o menor risco. O som da manifestação ouvimos o tempo inteiro. Depois de todo roteiro feito fomos até a estação Mapocho, uma estação inativa, mas maravilhosa, vale a visita. De lá voltamos de metrô, fazendo uma baldeação, em pleno final de tarde. Tudo tranquilo.

Resumindo, a área complicada de se estar é no entorno da Plaza Italia, na Av Providencia e Alameda (destacando que Lastarria é uma “ilha” nesta área, ainda é possível sentar para almoçar, passear, e vale). É impossível não se impressionar com a destruição, sujeira e com a quantidade de comércio fechado, incomoda ver.

Mas deixo aqui minha sincera opinião, não precisa cancelar a viagem, a cidade aqui continua, não há perigo, Santiago tem muita coisa bacana para se ver. Obrigada a todos aqui por terem me deixado tranquila para vir, não me arrependo. Ainda tenho dois dias. Aos que estão em dúvida, não fiquem, venham e aproveitem.

A Pamela esteve no Atacama, na Patagônia e na Bolívia, e correu tudo bem, sem intercorrências:

Acabei de voltar do Chile, mas não fui para Santiago e região!

Fui primeiro para o norte, região do Atacama, tudo super tranquilo funcionando normalmente, muitos turistas (inclusive brasileiros), todos os passeio saindo normalmente e nenhum lugar fechado! Houve greve geral há duas semana atrás, porém foi somente 1 dia onde os parques estavam fechados..

Por agora voos funcionando normalmente! Fiz também a travessia para a Bolívia, não tive problema nenhum por lá .. tudo tranquilo!

Depois segui viagem para Patagônia, tudo funcionando normal, não tive problemas no voo, nem nas estradas, tampouco nos passeios .

De volta ao Brasil, nossa CristinaVnV dá a sua recomendação:

Hospede-se em las Condes.

Vá a Valparaiso de manhã num final de semana, quando o Congresso (que é lá) fecha. Eu fui no domingo, cheguei às 11h e voltamos sem problemas -- na segunda o bicho pegou por lá.

Em Santiago: centro de manhã e vinícola a tarde. Jante no shopping Parque Arauco, onde jantei no sábado (amei o ceviche do Tanta).

Diminuiu o número de turistas na cidade, não peguei fila em nada. O cúmulo foi eu e meu marido sermos os únicos no Piso 61 do SKY Costanera às 11h da terça.

Passe longe da Plaza Italia à tarde - se bem que nós passamos em 5 pessoas do outro lado. pelo rio, e até tiramos selfie rs.

O JB, que é um dos sócios-fundadores da caixa de comentários do blog, esteve num apartamento alugado em plena Plaza Itália, olho do furacão das manifestações:

Chegamos na segunda 18/11 e nosso apartamento alugado no Airbnb era colado à Plaza Itália. Como já passava das 17h, as ruas estavam bloqueadas pelos carabineros e nosso Uber teve que nos deixar a uma quadra de casa.

Ainda conseguimos sair para fazer compras no supermercado, que funcionava normalmente, e voltamos para o apartamento que ficava no décimo segundo andar e pudemos assistir de camarote os confrontos entre manifestantes e carabineros, com bombas de gás lacrimogêneo e balas de efeito moral, além de jatos d'água usados para dispersar a multidão que incansavelmente atirava pedras na direção dos carabineros. Esse vaivém tático continuou por algum tempo até o pôr do sol, por volta das 21h, mas ficou um rastro de pedras e lixo na rua inteira. O cheiro do gás (e uma bala de efeito moral) chegou à nossa varanda.

No dia seguinte saímos para um tour pelo centro e mercado central, almoçamos em Lastarria e quando o fim de tarde se aproximava, andamos pela Costanera passando pela Providencia e indo até o shopping. Pudemos ver o pessoal chegando à Plaza Itália cuja estação de metrô (Baquedano) permaneceu fechada. O shopping funcionava normalmente, com algumas lojas fechando às 19h (não por medo dos protestos, mas para permitir que os funcionários voltassem mais cedo para casa).

Voltamos a Providência onde fomos ao Bar Liguria encontrar com alguns amigos (um deles chileno). Quando mostramos ao chileno as fotos e vídeos dos protestos do dia anterior ele deu a entender que a quantidade de pessoas era muito menor do que em protestos anteriores, ou seja, para os chilenos a situação está "melhorando". Para nós turistas, claro que ficamos assustados, mas na minha opinião é possível sim usufruir das atrações de Santiago desde que você evite as cercanias da Plaza Itália entre as 17 e as 22h.

A Denise já até trocou de hotel:

Chegamos em Santiago na segunda, dia 18/11, justamente na data em que as manifestações ganharam força por fazer 30 dias do início. No caminho do aeroporto até o hotel vimos cerca de 5 pontos com incêndios nas ruas e um caso onde os manifestantes jogaram pedras em um carro da polícia bem na nossa frente.

Nosso hotel era próximo da praça Itália e Bella Vista. Eu tinha pedido para a agência trocar, porém informaram que não tinha como cancelar, e que estaria tudo ok. Chegando ali por volta de 23h, muito gás no ar, lâmpadas da praça todas apagadas, a polícia tinha dispersado os milhares de manifestantes e então estava uma penumbra, muito lixo e pedras na rua, o carro quase não passava. Queria mudar de hotel, mas achamos até mais perigoso sair dali, passamos à noite e hoje mudamos de hotel.

Após aguardar a agência resolver, mudamos para Providencia, próximo à estação Leones, que segundo eles seria bem tranquilo. Agora às 21h teve protesto na esquina, alguns manifestantes com extintores em punho batendo nas fachadas do comércio, vieram na direção da porta do hotel, fiquei apavorada. Dispersou agora, devem ter ido para outro lugar.

Talvez Las Condes seja melhor para ficar, eu acreditei que Providencia já estaria mais tranquilo e aceitei o hotel recomendado, mas infelizmente foi mais um susto. Amanhã tenho passeio para Viña e Valparaíso e na quinta para vinícolas. Espero que consigamos aproveitar um pouco. Não vejo a hora de ir daqui para Mendoza na sexta.

Durante o dia, na rua, tudo normal, mas alguns grupos começaram a queimar lixo e fechar ruas às 15h no Centro. Tem ótimos restaurantes aqui perto, na Providêecia, tudo fechado. Costanera fechou hoje às 20h. Minha sugestão, com base na minha experiência, é aguardar para vir.

A Sara passeou pelo Centro antes do horário das manifestações:

Ontem tivemos a informação de que o Metrô estava fechando às 20h. Fomos ao Sky Costanera e ao Shopping Costanera, ambos fecharam às 20h. Passamos pela Av. Providencia, Tobalaba, Região de Providencia e Las Condes e as únicas coisas que mostravam que a situação não estavam normais eram os horários de fechamento mais e as pichações/tapumes, ficamos pela rua até umas 21h sem problemas e sem insegurança. Vimos carabineiros, mas que nos chamasse a atenção. Aparentemente vida normal.

Hoje andamos pelo centro perto das 12h (tudo a pé), aparentemente vida normal, povo almoçando nos bancos das praças, grupinho de japoneses no letreiro de Santiago na Plaza de Armas, assédio dos garçons no Mercado.

Vimos uns caminhões usados para dispersão de multidão estacionados perto do Palácio de la Moneda, todo cheio de manchas de tinta. Vimos uma pequena manifestação pacífica de umas 30 pessoas andando com cartazes na praça ao lado do cerro Santa Lucia (a igrejinha estava fechada no cerro), o Palácio de la Moneda e entorno estava com cercamento, o Museu Chileno de Arte Precolombiana fechou às 15h30.

Por volta das 19h30 havia manifestação na Plaza Itália, vimos fumaça, vimos pessoas dispersando em direção ao Bellavista com boca e nariz cobertos com lenços e óculos de segurança. Resolvemos não nos aproximar e contornamos via Av. Bella Vista sem problemas.

Nossa CristinaVnV foi de metrô e táxi à Concha y Toro:

Ontem teve emoçãozinha rs Fomos de metro até a estação Universidade Católica porque a do Cerro Santa Lúcia estava fechada. Subimos o Cerro depois caminhamos até o Mercado Central. A ideia era ir à Praça de Armas antes, mas uma manifestação de empregados da saúde em frente a um prédio do ministério nos fez desviar. Passamos depois na Plaza de Armas e pegamos a Catedral abrindo, ela ficou fechada.

De lá metrô até Vicente Valdez, trocamos a linha até Las Mercedes -- outra opção de saída é Puente Alto mas estava fechada. Um táxi de rua tentou nos dar uma volta dizendo que tinha protesto e não me deu estimativa (taxímetro desligado). Fomos então para o shopping ao lado da saída do metrô, em frente a uma loja de material de construção tem uma fila de táxi. O senhorzinho ao ser perguntando quanto daria, mostrou o taxímetro e teve que fazer um pequeno desvio antes de um protesto de jovens que começava com uma barricada sem fogo às 14h30 - daria 4.000 pesos segundo ele com o desvio deu 4.200.

Chegamos na Concha y Toro, compramos a do Marquês Casa de Concha com a recomendação do Viaje na Viagem e seguimos a dica de comer empanada chilena (foi o que deu no tempo antes do tour). Fizemos o tour tradicional e depois fomos levados para a degustação, valeu a pena.

Após uma parada na loja, andamos até o ponto de táxi e chamaram um para nós. Eram 17h45 e, ao passar no lugar de um protesto que já se dissipava, sentimos cheio de spray de pimenta. Teve manifestação na Praça Itália mas fazendo conexão em Tobalaba e sem internet eu não fiquei sabendo, só soube quando cheguei no hotel.

Jantamos no hotel por exaustão e por que o metrô estava fechado as 21hs. Hoje vamos ao SKY Costanera e almoçar com uns trips conhecidos.

A CristinaVnV também conseguiu visitar o Sky Costanera e o museu La Chascona:

No dia 19, pegamos o metrô até Tobalada e vimos muitos policiais. Subimos o SKY Costanera - às 11h eu e Rick éramos os únicos no piso 61. Em meia hora descemos com a chegada das excursões.

Demos uma volta no shopping Costanera Center. Fomos a La Chascona com um pequeno desvio, passando por um protesto que começava às 13h45.

Almoçamos com o JB e demais amigos em Lastarria e depois caminhamos pela Providencia, passando na beira do rio e vendo o protesto que aumentava - tiramos até selfie rs!

O metrô fechou às 20h todos os dias. Fomos de metrô com meu amigo chileno na última noite rumo a Providência para ir ao bar - tipo linha 2 do metrô do Rio, sentido Pavuna às 18h, mas deu tudo certo e voltamos ao Brasil ontem sem problemas.

O Keiro ficou 10 dias em Santiago:

Estamos em Santiago desde o dia 7/11 e vimos protestos todos os dias. Viajamos tranquilos por todos arredores de Santiago sem problemas, na capital também está tudo tranquilo até o início da noite.

Ontem acabamos passando a pé próximo á praça Itália e estava um caos, sentimos muito cheiro de gás lacrimogêneo e ardência nos olhos, além de muita fumaça de lixo queimado.

Aconselho a todos evitarem arredores da praça depois das 18h!!!

O resto da cidade está aparentemente tranquilo. Estávamos ontem o dia inteiro em Las Condes e tudo normal.

Minha opinião é de que quem está protestando de forma violenta e desordeira são apenas jovens baderneiros, vimos muita pedra sendo lançada conta imóveis particulares, agressões a policiais e nenhum protesto civil organizado. A dica é fiquem longe destes protestos que ocorrem após as 18h.

Quem estiver vindo, apenas tente evitar ficar em locais próximos à praça Itália como nós, que sofremos sempre para retornar ao nosso apartamento.

No mais, dá para curtir a viagem de forma tranquila, apenas vai ver uma cidade mais suja e com muitos comércios e museus fechados. Mesmo assim está valendo a pena.

A Carolina passou o feriado em Santiago:

Estive em Santiago com meus pais entre 14 e 18/11. Ficamos em Providencia, próximo à estação de metrô Pedro de Valdivia.

Seguimos a recomendação de concentrar os passeios entre o começo da manhã e o fim da tarde e tudo correu muito bem.

Que eu saiba, só houve uma manifestação, na Praça Itália, na sexta à noite, dia 15/11. Agora estão nas tratativas para a nova constituinte e, ao que parece, o país está se estabilizando.

O Fabio foi passear em Viña del Mar e Valparaíso:

Descemos ao litoral hoje. Em Viña del Mar tudo sossegado, com pouco movimento. Chegamos às 9h30 e tudo pareceu sonolento até umas 10h30, quando começamos a ver os estacionamentos e quiosques enchendo.

Almoçamos no mercado de peixe em Viña e chegamos para andar em Valpo às 3 da tarde. A cidade nos pareceu meio "fantasma". Muita bagunça, depredação e pouquíssima gente na rua. Todos os "ascensores" fora do ar. Subimos de carro para La Sebastiana, que também fechou às 15h. E vimos os helicópteros de combate à incêndio lanças bolsas de água com precisão sobre as casas atingidas pelo fogo no alto dos "cerros".

Tanto na ida quanto na volta muitos pontos de incêndio na mata ao longo da Rota 68 e bombeiros trabalhando sem descanso. Uma pena. A fumaça era sentida toda Valpo e o jeito foi voltar mais cedo pela encosta da Rota 60 e admirar um pouco o Farol dos Santos Anjos. Na chegada a Santiago, mais caractrerísticas de América Latina - pessoas querendo lavar o para-brisa nos sinais, oferecendo coisas para comprar ou fazendo malabarismos. Pouco transito e alguns acidentes típicos de domingueiros na rua.

Veja o relato do Fabio sobre o passeio dele às vinícolas:

Chegamos um pouco depois da 9 na Undurraga. 14.000 pesos por cabeça. Grupo com menos de 20 pessoas. Show! Mais degustação, mais simpatia do guia (chileno e funcionário da casa há mais de 30 anos), melhores preços na bodega, mais coisas pra ver e explicar com mais calma. Água para enxaguar as taças e biscoitos para zerar o paladar entre um vinho e outro, além de agua gelada e filtrada à vontade. Tudo de bom.

De lá fomos calmamente para a Concha y Toro por estradas secundárias e sossegadas. Comemos no restaurante anexo, mas não achamos a comida tão boa quanto os relatos que lemos aqui. A sorte foi termos escolhido uma "pizza mechada", com um sabor peculiar, a 6.500 pesos. 16.000 pesos por cabeça. Quanto ao tour, tudo inferior, desde a qualidade dos vinhos degustados até a falta de empatia do venezuelano que nos guiou. Nem água para beber foi oferecida. Preços dos vinhos na loja maiores que no supermercado Jumbo.

O noticiário hoje está priorizando os incêndios na região de Valparaíso. Casas de madeira, muito comuns por aqui entre as classes mais baixas, queimando com facilidade. 35 graus de máxima hoje.

O Fabio continuou sua agenda de passeios por Santiago:

No nosso sétimo dia no Chile, fomos ao parque Quinta Normal. Um ponto com alta concentração de museus, dentro e fora, com uma estação de metrô de mesmo nome. Lá dentro também está a faculdade de medicina da Universidade do Chile. Também pouco movimento, mas com muitas crianças brincando de se molhar nos jatos d'água saindo do chão logo na entrada (o ano letivo já acabou por causa da confusão). Há um pequeno lago com pedalinhos fechados quando estivemos.

Visitamos 3 museus em menos de 3 horas, por serem pequenos. Mas todos peculiares. Primeiro - Museu de História Natural do Chile. Não me perguntem porque, mas nos deixaram entrar junto com os funcionários às 10h, antes do horário previsto de abertura às 11h. Tivemos o museu só pra nós, o que foi também uma bela experiência. Entrada 0800. é um museu simples, com pouco acervo à mostra, mas muito didático. Poucos textos para ler e muitas imagens que se completam, com foco no Chile.

Segundo - Museu de Ciência e Tecnologia. Também muto simples, com entrada a apenas 1.000 pesos. Mas ao contrário dos museus de ciência no Rio e em Sampa, a maioria da exposição interativa funciona. Também pode ser considerado um museu de história das comunicações porque possui uma boa quantidade de equipamentos antigos.

Terceiro - Museu Ferroviário. Também apenas 1.000 pesos de entrada. Curioso porque é uma exposição de locomotivas antigas que operaram por aqui a céu aberto. Contamos mais de 15 locomotivas, todas a vapor. Passamos o Artequim, o Museu da Memória e Direitos Humanos e o Museu de Arte Contemporânea. Planetário fechado - deve abrir nos fins de semana.

Usamos 3 linhas de metrô para chegar lá, com duas baldeações. Uma sem "maquinistas", a linha 3. Tudo sossegado e, se não normal, muito próximo disso. Antes de voltar pro hotel passamos no Costanera Center. O Jumbo é mesmo um bom lugar para comprar bebidas, vinhos em particular. Voltamos pra hospedagem em Las Condes um pouco mais cedo, devido ao cansaço do bate-e-volta de ontem.

Até o momento, as pessoas que abordamos na rua, inclusive jovens brasileiros que trabalham por aqui com turismo, não reclamam de violência generalizada. Não há crimes a mão armada nas ruas e, mesmo em manifestações recentes, não se vê a polícia reagindo com armas de fogo. Esta semana os "carabineros" foram pressionados a suspender o uso de armas de fogo "não letais" nos protestos, depois que uma análise laboratorial detectou apenas 20 goma nos projéteis, quando o desejável seria mais de 60%. Muito diferente da PM no Rio que, por qualquer pretexto, saca as pistolas e dá tiros para o alto.

Amanhã e sábado serão nossos últimos dias aqui. Não faremos mais bate-e-voltas e esperamos tentar sentir um pouco mais do "clima" na capital para nós e passar aos demais viajantes também.

O Fabio dedicou seu último dia a compras:

Pela manhã, depois de abastecer o carro, fomos a Los Dominicos, estação final da linha vermelha do metrô. É um lugar simpático e interessante para observar muito artesanato, joias com o pitoresco "lapisauli", roupas em tricô e crochê, e muita escultura com madeira e pedra sabão. Há uma igreja na entrada, aparentemente bonita, mas que só abre no final da tarde. Os preços não são convidativos, mas isso já sabíamos de outros blogs. Como chegamos perto da hora de abrir, às 10h, não pagamos estacionamento. Há uma exposição temporária de imagens de cera, que deve ir até janeiro. Passamos porque achamos a entrada cara - 7.500 por cabeça.

O resto dia foi utilizado para buscar as últimas bugigangas para levar. Entramos em 3 supermercados grandes - Lider Express (Walmart), Tottus e Jumbo (Mall Alto Las Condes). A pechincha do dia foi uma frigideira de cerâmica no Jumbo que saiu na boca do caixa pela metade do preço. Voltamos correndo para comprar outra.

Calor digno de verão nos trópicos - 33ºC de máxima hoje. As roupas de frio que trouxemos para usar à noite servirão apenas para ajudar a amortecer o solavanco das garrafas na bagagem despachada. O trânsito é antagônico - se vê muito respeito ao pedestre que atravessa na faixa, mas também se vê muitos carros acelerando a seu lado quando você dá seta. Algumas obras de grande porte nas principais avenidas ajudam a tornar as coisas mais estressantes. Mas eu particularmente prefiro alugar em estadas de uma semana ou mais do que andar de táxi. Nesta viagem, somente o trânsfer de ida e volta ao aeroporto mais o bate-e-volta a Valpo/Viña pagou o aluguel com folga.

Na TV nada de destaque nas notícias sobre protestos, embora eles ainda ocorram. A prioridade esta semana para a imprensa foram os incêndios florestais. O chileno em geral é bastante receptivo e prestativo. Cruzamos pouco com gente antipática. O nosso giro pelos museus ficou um pouco prejudicado porque quase todos ficam no centro antigo e apresentaram restrição de horário.

No geral gostamos do ambiente, embora eu tenha concluído que o chile não é tão primeiro mundo quando diziam. Carne de boi quase não se consome por aqui, de tão caro. Feijão também manda lembranças. Gasolina a preço de Macaé (a mais cara do Brasil, embora seja a cidade que mais produz petróleo) e estacionamentos cobrados POR MINUTO (sem a colher de chá de descontos se fizer compras).

Amanhã tentaremos sair o mais tarde possível, porque voltamos no Emirates 246, de madrugada. Devemos passar a tarde no parque bi-centenário, que deve abrir até 20h, como o Cerro San Cristóbal. Me comprometo a fazer mais um comentário depois de chagarmos em casa. Mas aproveito a oportunidade para agradecer com toda a sinceridade ao Blog por ter destacado minhas postagens. Fiquei satisfeito e contente em poder ajudar os demais viajantes a se decidirem.

Nossa Cristina VnV também desceu a Valparaíso, com apoio de um amigo chileno.

Hoje nosso amigo nos levou a Valparaíso, que sofreu ataques violentos. Paramos em dois lugares para ver a vista e o casario, incluso o Paseo Atkins. Em Viña del Mar caminhamos mais um pouco, na orla e no parque onde acontece o Festival do Vinho em fevereiro, que é como o carnaval para eles, dura 6 dias e acontece num anfiteatro que me lembrou a Pedreira Paulo Leminski em Curitiba.

Depois fomos almoçar em Concón, logo depois de Viña, beira do mar um peixinho delicioso e fora do turismo mais caro de Valpo/Viña. Na volta, paramos na Viña Indomita, mas era tarde para um tour, degustamos taças, compramos 2 ótimos vinhos por 23 dólares, meu amigo passou pelo centro e vi umas quarenta pessoas fazendo um protesto pacífico. Tudo tranquilo. Concordo com o mestre que fica corrido mesmo os tours que param no Vale de Casablanca a caminho de Valpo.

A Síntia continua em Santiago:

No sábado dia 16 fiz um passeio ao cerro San Cristóbal e foi incrível. A vista da cidade é linda demais e o local é super organizado, com banheiros limpos e boa lanchonete para lanches rápidos, como um sorvete. Depois almocei no Costanera Center e à noite fiquei no hotel em Las Condes.

Nesses dias no Chile, como já havia dito, tenho optado por jantar no bairro em que estou hospedada por não saber se conseguirei transporte para voltar pro hotel. Todos os passeios de manhã e de tarde tenho feito com a utilização do metrô. Apesar de ter visto em alguns blogs para não utilizar o transporte público, não tenho tido qualquer problema.

Hoje, dia 17, fui ao cerro Santa Lucia, depois em Lastarria e por último em Los Dominicos, todo o passeio foi feito á pé e de metrô. Fiquei impressionada com a quantidade de "pichação", mas me senti segura ao passear pelas ruas de Santiago por todos os dias que estou aqui.

O único dia em que fiquei um pouco nervosa foi o dia que estava perto da Praça Itália por volta das 14h30 e já havia uma movimentação para o início das manifestações. Nesse dia, eu e meu marido corremos um pouco para fugir da aglomeração, pois ficamos com medo de uma situação de confronto dos manifestantes com a polícia, situação essa que poderia ser imprevisível e perigosa.

Apesar das limitações de passeios pela manhã e parte da tarde, vale a pena a visita a Santiago.

O Edson está nos Lagos Andinos:

Por causa da previsão de chuva adiamos a travessia dos lagos e permanecemos em Puerto Varas mais um dia. A cidade está mais movimentada apesar de vermos poucos turistas.

Ao sair para jantar ontem, vimos uma manifestação com um pequeno número de pessoas, de forma pacífica e só gritando palavras de ordem. Foram acompanhados por um carro da polícia mas sem nenhum incidente.

Não sentimos qualquer ameaça e passamos a pé sem nenhum problema.

Obrigadíssimo, pessoal!

Mande seu relato!

Se você mora ou está turistando em Santiago ou qualquer outro destino no Chile, pode dar uma forcinha para os seus colegas que ainda não viajaram? Por favor, conta pra gente como as coisas estão aí -- e se você manteria ou cancelaria a viagem se estivesse no Brasil. Obrigado!

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401 comentários

Ellen
EllenPermalinkResponder

Eu consegui cancelar hoje, sem custo, o hotel que havia reservado pelo booking. Em caso de cancelamento, teria que pagar uma multa de 70 tarifa, mas o hotel não cobrou.

Ana
AnaPermalinkResponder

Tb estou com esse problema...tentei cancelar hotel e translado sem sucesso. Minha viagem seria de Réveillon mas estou com medo...vou com crianças e idosos. Vcs sabem dizer como está lá agora? Iríamos ou iremos pra Santiago.,,

Natalia
NataliaPermalinkResponder

Minha viagem é para Reveillon com criança e vamos manter. Primeiro que acho que até lá vai melhorar, segundo porque acompanhando pessoas que moram lá no instagram não vejo riscos mesmo agora. Se ainda tiverem mais protestos tomaremos cuidado...

Edna
EdnaPermalinkResponder

O meu voo para Santiago sai daqui a algumas horas e eu e meus filhos decidimos por não ir.
Desde o dia 22/10 quando vi que as manifestações se intensificaram tento de todas as formas o cancelamento do vôo ou ficar em Buenos Aires, onde o nosso vôo fará escala na ida e na volta, mas sem sucesso.
A minha compra foi através de agência e a mesma diz não poder fazer nada, pois o vôo está confirmado. A empresa aérea diz que também não pode fazer nada porque eu comprei as passagens através de agência e não direto com a companhia. E nesse jogo de empurra empurra eu estou perdendo as minhas tão sonhadas férias, dinheiro e a paciência!
Estou triste e no prejuízo. Perder três passagens não é fácil, mas de forma alguma colocaria a vida dos meus filhos e a minha em rico.

Cinthia
CinthiaPermalinkResponder

Pura mentira da companhia, porque eu comprei diretamente com eles e também não querem cancelar. Estão me cobrando todas as multas e tarifas como se estivesse cancelando por livre e espontanea vontade.

Andre L.
Andre L.PermalinkResponder

O cancelamento só foi livre/sem custos durante o período em que o aeroporto em si estava sitiado. A cidade está em situação relativamente segura, o aeroporto funciona quase que normalmente.

Ou seja, as cias. aéreas conseguem sem qualquer risco adicional considerável cumprir sua obrigação, que é levar passageiros de A até B. No nível atual, protestos na cidade não criam uma obrigação da cia. de reembolsar ou permitir alteração sem custos.

Idem para passagens aéreas para o Nordeste. Talvez a situação seja diferente para pacotes turistícos em hoteis de praia, mas passagens aéreas em si não deveriam ter prerrogativas especiais porque algo no destino afetou a intenção privada e pessoal do viajante.

Régis
RégisPermalinkResponder

É difícil estar no seu lugar, ainda mais com filhos, mas acho que as pessoas estão tendo uma reação exagerada ao que está acontecendo em Santiago. Aos poucos a vida está voltando ao normal, como várias pessoas relataram, e os bairros nobres sequer foram impactados pelos protestos esse tempo todo.

Neftalí
NeftalíPermalinkResponder

Concordo! O turista que vai à Santiago pode encontrar o Centro da cidade mais deteriorado e o metrô e comércio fechando algo mais cedo. Mas daí a falar que vai arriscar a vida, sem dúvida é um exagero. Não há guerra!
Estatísticamente, é até mais arriscado permanecer no Brasil.

isabel cristina oestreich

Vamos viajara a Santiago no dia 11, com passeio para Valparaiso e Vina del Mar. Como esta o clima nesses locais??

A Bóia
A BóiaPermalinkResponder

Olá, Isabel! Valparaiso costuma ter manifestações. Informe-se localmente.

Vanessa Nunes Anselmo

Acho exagerado cancelar a viagem para Santiago..

A manifestação está acontecendo em Locais específicos..

Vou no final de Dezembro passar a virada do ano com meu marido e filha de 3 anos.. Os passeios estão acontecendo normalmente..

Iremos passear pela Santiago no período da manhã e a noite não ir em locais com manifestação.. só quer ver quem procura..

Cristina VnV
Cristina VnVPermalinkResponder

Eu não estou indo com idoso ou criança mas reservei outro hotel (sai de Bella Vista para Las Condes sem pagar a mais por que Trump não vai mais). Refiz meu roteiro para centro de manhã e vinícola a tarde. Só 2 dias pq o outro útil a programação é ir a Valpo e Viña num domingo que tende a ser mais tranquilo. Será que as vinícolas estão funcionando normalmente ?

Dhionathã Surdi

Olá amigos! Tenho viagem marcada para fim de ano com minha esposa, entre 22 a 28 de dezembro estarei no Atacama. No dia 28 retorno a Santiago onde deveria ficar até o dia 04 de janeiro quando retorno ao Brasil.
Estou pensando em cancelar a parte de Santiago, talvez locar um carro e conhecer outros lugares (próximos) que sejam legais, inclusive para passar a virada de ano.
Preciso de algumas sugestões, alguém pode me ajudar?

Adolfo
AdolfoPermalinkResponder

Retornei hoje de Santiago e o que acontece é : durante o dia a vida segue normal, com apenas algumas linhas de metrô ainda paralisadas (Uber e taxis funcionam normal). A partir das 5-6 horas da tarde é que começam os protestos, em lugares determinados. O Centro concentra estes atos e pode (normalmente há) violência e confusão. A maior parte do comércio e restaurantes estão fechando à noite. Transportes de e para o aeroporto funcionam normalmente (ontem teve protesto dos taxistas, evitando a autopista do aeroporto para a cidade), assim como os voos. A vida segue normalmente e lugares como Las Condes parece que nada acontece (apesar de protestos na frente to Costanera Center, que fecha por volta das 19 horas, dependendo do dia - é bom olhar o site deles).

Não sei como estão os pontos turísticos pois fui a trabalho, mas para mim os problemas foram mínimos (só tive que jantar no hotel mesmo). O comentário de todos os chilenos foi : EVITE o centro da cidade, especialmente à noite.

Cristina VnV
Cristina VnVPermalinkResponder

Muito obrigada Adolfo. Eu to falando direto c um amigo chileno que por hora só me recomendou mudar de hotel e ir cedo no centro

Luis Henrique Zago Pires

Olá! Vou deixar um relato breve sobre o chile. Estou em viagem por aqui, e tive a mesma duvida entre manter ou cancelar a viagem. Viajei no periodo de 01 a 06 de novembro de 2019, em meio as manifestacoes. Digo que meu roteiro em NADA foi prejudicado pelos protestos. Logico, estou hospedado em Providencia, numa regiao em que nao foi afetada pelos protestos. De manha, a cidade funciona normal, e no fim do dia a gente ve lojas fechando, mas algumas. Todos os passeios funcionando normal ( fiz concha y toro, portillo e cajon del maipo). A noite, da para sair para jantar. Fiz todos os turismos da regiao central. Vi um protesto pacifico e tirei foto com os carabineiros kkkk. Resumindo, nao aconselho cancelar, podem vir naturalmente. Aos que estao planejados se hospedaram no centro ou proximo a plaza italia, esses sim sugiro alterarem suas hospedagens para outros bairros. De resto, venham, aproveitem o Chile, e vao embora assim como eu, sem mal ter visto os protestos! Boa noite

Luis Henrique Zago Pires

Valparaiso e vina del mar tiveram e estao tendo protestos, inclusive violentos. Infelizmente, detonam a ja detonada cidade, porem muitos pontos turistiscos locais funcionam, mesmo pq esses passeiso sao feitos pela manha, e as agencias voltam mais cedo no periodo da tarde. Minha dica é: se ja comprou o passeio vina del mar, mantenha! Se ainda nao comprou, nao compre, vá para portillo ou escolha outra vinicola para conhecer!!!

Lucas Valentim

Estamos com passagens compradas há bastante tempo, para ir para Santiago do dia 16 ao dia 20 de novembro, mas estamos receosos de ir, de repente trocar de destino. Alguém tem uma dica do que fazer? Mais importante, nossas passagens são das Aerolineas Argentinas, alguém sabe sobre política de reembolso/troca de destino deles pra essa situação?? Obrigado pessoal!

LAIZA POZZEBON

Oi Lucas! Vou nesse mesmo período... conseguiram indicação de bairro mais seguro para se hospedar?

Layana
LayanaPermalinkResponder

Olá, hoje saiu no O Globo que o centro de Santiago estava fechado devido às manifestações e que varias estações de trem não estão funcionando devido a vandalismo. Minha viagem está marcada para domingo 10/11 ainda estou na luta para cancelar. Os taxistas também aderiram às manifestações com relação aos pedágios.

Edna
EdnaPermalinkResponder

Neftalí,
Peço desculpas pela expressão, mas estou tão indignada com a agência de viagens que não soube me posicionar. Só quis dizer que a minha decisão foi tomada com o único intuito de nos preservar.

Neftalí
NeftalíPermalinkResponder

Oi Edna! Por favor, não há motivo para desculpas. Se eu tivesse uma viagem marcada com meus filhos para um destino que não conheço, onde semanas antes explode uma crise social, eu estaria tão ou mais angustiado e decepcionado.
Bom, angústia e decepção é o que eu sinto agora, com entradas na mão, ao saber que o meu Mengão não mais vai jogar a final da Libertadores em Santiago. E os preços de voos à Lima dispararam!
Un gran saludo!

Fabio Scatolini

As manifestações seguem do mesmo jeito que na semana passada. Segunda feira houve uma manifestação paior, aproveitando o povo que desceu para Santiago no feriado prolongado, mas ela só ocorreu no final da tarde, assim como as outras. Hoje, quarta feira, está previsto uma maniestação grande do movimento "No + TAG" (abaixo o pedágio urbano).

As manifestações continuam porque porque o presidente Piñera está cedendo. Já se fala até assembléia nacional constituinte. Mas os protestos seguem apenas próximo à praça Itália, o equivalente à Cinelândia no Rio, e só no fim da tarde. Quando anoitece, aparentemente, oa carabineiros (PM) têm ordem de dispersar os protestos com jatos d´água, que devem gelar no corpo, já a temperatura cai para menos de 20 graus à noite.

Ainda não viajei (meu embarque é dia 14) mas acredito que haverá grandes contratempos. Tentar cancelar as reservas está dando muito trabalho. Decolar.com e airbnb não atendem o telefone. O Real já está a 190 pesos, e deve permanecer assim nos próximos dias, já foram canceladas as cúpulas do Pacífico, do Clima e a final da Libertadores

Novamente, envio o link da CNN Chile via youtube que está transmitindo ao vivo desde que as primeiras confusões começaram. Está me ajudando muito e espero que os demais.

https://www.youtube.com/watch?v=y5vvZ5gbF10&feature=youtu.be

Fabio Scatolini

Corrigindo.....

Ainda não viajei (meu embarque é dia 14) mas acredito que NÃO TEREMOS grandes contratempos.....

SERGIO
SERGIOPermalinkResponder

Bom dia, também iremos ao Chile dia 14.11, ficando no NOVOTEL SANTIAGO PROVIDENCIA, creio eu ser um local seguro, alguém confirma? Alguma recomendação sobre a situação e como me deslocar?

Neftalí
NeftalíPermalinkResponder

Oi Sergio! Esse setor de Providencia, quase no limite com Las Condes, é muito seguro e bem movimentado, você vai estar perto da estação de metrô Tobalaba e do Costanera Center. E distância caminhável de El Golf e El Bosque. É uma boa localização!
Utilize o metrô para conhecer o Centro, de preferência cedo. Caminhe bastante e use aplicativos de transporte (Uber, Didi, Beat ou Cabify).

SERGIO NERY B MAIA

Obrigado! estou vendo agora no vídeo que tem manifestação em frente ao Costanera Center...

Irei mesmo assim. Abs

Neftalí
NeftalíPermalinkResponder

Pois é, Sergio, parece foi só falar...Ontem pela primeira vez o epicentro dos protestos foi o setor nobre da cidade. Começaram no Costanera Center, fechado todo o dia, e desceram por Providencia até Baquedano, com bastante vandalismo no caminho. Houve um pouco de confusão inclusive no começo de Las Condes (El Golf e El Bosque).
Vamos torcer que não vire moda, senão a vida do turista em Santiago, que já não está normal, vai piorar.

Vânia
VâniaPermalinkResponder

Vou ainda dia 23..meu sonho conhecer o Chile..tenho ctz q Deus vai me guardar e até lá tudo estara resolvido .

Luciana
LucianaPermalinkResponder

Boa noite estou com viagem marcada para 06 de dezembro. Como está o interior desejo ir até pucon de carro. Existe problema ou perigos. Se puder informar agradeço

REnata
REnataPermalinkResponder

Olá.
Estou com viagem marcada no dia 15 de novembro e gostaria muito de mantê-la. Irei ficar em Santiago de sexta a domingo apenas e um desses dias irei para Cajon Del Maipo. Minha hospedagem é em Providencia...Confesso que tenho receio, mas não queria cancelar. Sabem me dizer como estão as cosias nessa região?

Maria Izabel
Maria IzabelPermalinkResponder

Viajamos dia 19/11/2019 para a Argentina, dia 20/11 seguimos para Santiago. Devemos mudar nossas passagens?

isabel cristina oestreich

Vamos viajar na segunda, dia 11, e ficaremos no bairro da Providencia....Como esta por ai hj??

Cristina VnV
Cristina VnVPermalinkResponder

Puxa vida Neftali eu conheço gente que estava com passagem e ticket para ir mas vc estando aí .... lamento mesmo! Eu não ia ao jogo mas vou !!!!

Bete
BetePermalinkResponder

Boa Tarde, também estou tendo muito desgaste para cancelar a passagem sem pagar uma multa bem alta. E hotel informou que não tem reembolso. iria dia 15-11 e retorno 18-11. Hospedadagem em Huerfanos, Belles Artes. Gostaria de informações sobre manifestação nessa região. Obrigada.

A Bóia
A BóiaPermalinkResponder

Olá, Bete! É Centro da cidade.

Adolfo
AdolfoPermalinkResponder

OLa Bete, estou tendo os mesmos problemas...vou nas mesmas datas que vc e no mesmo hotel inclusive, vc fechou algum passeio ?

Angela
AngelaPermalinkResponder

Irei de 17-22nov e ficarei na Huerfanos. Estou acompanhando diariamente os comentários aqui.

Tatiana
TatianaPermalinkResponder

Estou com passagem e hospedagem para Las Condes. Para o dia 13/12. Espero pela população do Chile que tudo se resolva o mais breve possível e pela minha viagem que tudo se resolva também! smile estou indo com crianças e me assusta ver hoje como está. Acompanho o blog de uma brasileira que mora lá e é triste ver as manifestações que não são pacíficas... ver a cidade pichada.. Mas com fé em Deus, tudo há de se resolver em breve!

Erika
ErikaPermalinkResponder

Irei com meu esposo e minha filha no dia 07/12 e só retornaremos dia 21/12, mas passaremos 7 dias em Puerto Varas. Como está a situação? Estou com muito receio de viajar.

Carla Moreira
Carla MoreiraPermalinkResponder

Estou em Santiago (hoje, dia 09/11/19). Estou em um hotel próximo ao aeroporto. As instruções dos chilenos aos turistas são as mesmas: ir ao centro somente pela parte da manhã. Às 16h começam os protestos. Falaram que nessa semana os protestos violentos voltaram a acontecer. Ontem, vi no noticiário local que incendiaram vários pontos da cidade e fizeram barricadas. Todos dizem a mesma coisa: a situação está complicada. Não encontramos muitos restaurantes abertos à noite. Hoje vamos pegar um vôo para Calama e voltaremos apenas no dia 12/11 para Santiago. Quem tiver a possibilidade de adiar a viagem, adie. Ou vá para outro lugar no Chile.

Erika
ErikaPermalinkResponder

Obrigada Carla, pela informação.

Carla Moreira
Carla MoreiraPermalinkResponder

Erika, pelo que me falaram aqui, não há perigo para os turistas, o grande problema é não poder curtir o passeio como deveria.

Aline
AlinePermalinkResponder

Alguém sabe a situação em San Pedro de Atacama? Alguém esteve ou está lá agora?

A Bóia
A BóiaPermalinkResponder

Olá, Aline! As manifestações são organizadas por estudantes em grandes cidades. Numa cidade pequena, onde todos dependem do turismo, não há espaço para isso (até porque não teria repercussão nenhuma, só prejudicaria os negócios).

Camila Xavier
Camila XavierPermalinkResponder

Boa tarde,

Tenho viagem para o fim do ano para Santiago. Estou querendo somente descer em Santiago e ir para outra cidade. Quais cidades estão sem os impactos do protesto? Valparaiso tem protestos e acho que nao compensa ne? Vi alguém comentando acima que vai para Cajon Del Maipo, vale a pena? Eu vou com o meu marido para o Ano Novo. O que compensa boia, posso ir para outras cidades charmosas no Chile e seguras?

A Bóia
A BóiaPermalinkResponder

Olá, Camila! Pense no Atacama ou nos Lagos Andinos.

Erika
ErikaPermalinkResponder

Oi Camila. Vou para Puerto Varas, que fica ao sul do Chile. Para descansar.

Daiane de Fátima Rodrigues

Estive no Chile, entre os dias 01/11 ao 08/11. Meus passeios foram parcialmente prejudicados, uma vez que gostaria de visitar museus e todos estavam fechados, bem como o Cerro San Cristoban. O restante, foram fora de Santiago (Rancagua, Portillo, Vina del Mar, Valparaíso) Um dia, pela manhã, dei uma volta pelo Pq Florestal e Bairro Lastarria. A noite, jantei no restaurante peruano Kechua- Bela Vista.

George
GeorgePermalinkResponder

Estou em Santiago agora 9 de novembro a 16. O aeroporto está tranquilo com a chegada de muitos estrangeiros. Estou hospedado perto do Cerro Santa Lucia, na rua Agustínas. O centro está meio deteriorado , mas as pessoas estão nas ruas e praças. Existem vários carabineiros nas ruas e o ritmo vai voltando a normalidade. A TV mostra alguns protestos em cidades do país, mas em proporções menores que Santiago. Aqui é ver juntos as agências os passeios que estão acontecendo. Também havia pensado em cancelar a viagem, mas aqui estou eu. Dá pra circular sem muitos problemas.

Erika
ErikaPermalinkResponder

Obrigada George pela informação.

Gabriela
GabrielaPermalinkResponder

Olá George! Irei para Santiago no dia 01/12 e minha hospedagem é próxima a sua. Eu e meu namorado ficamos com receio por ser próxima tanto ao centro quanto à praça onde as manifestações estão acontecendo. Você sente que continua uma região segura pra se hospedar?

George
GeorgePermalinkResponder

Gabriela, houve outra manifestação ontem dia 10. Mas estava localizada na Praça Itália. No Centro tem alguns carabineiros em algumas ruas e cercaram o Palácio la moneda. Da pra circular sem problema pelo centro. Algumas estações de metrô não funcionam, mas você pode descer em outras próximas dos lugares que quer ir.

Eduardo Santos

Olá, obrigado pelas informações, gostaria de saber qual local mais adequado e seguro para se hospedar, estou com viagem marcada para 30 novembro

A Bóia
A BóiaPermalinkResponder

Olá, Eduardo! Vitacura e Las Condes.

Renata
RenataPermalinkResponder

Olá a todos.
Irei ai Chile no final de dezembro e ficarei até janeiro. Resolvi não cancelar minha viagem devido ao relato de todos aqui. Meu hotel é em Providência, gostaria de saber se é um lugar tranquilo.

Priscila Silva

Pessoal,
Eu tenho viagem marcada para o Chile no dia 15/11 até o dia 20/11, gostaria de saber se devo cancelar ou não? O Airbnb liberou o cancelamento de reserva sem taxa após mudança na Libertadores, preciso ver com a Latam se consigo cancelar as passagem, pois acredito que seja muito mais burocrático do que Airbnb.

Fabio Scatolini

Estamos a 3 dias do embarque, e aprontando as malas. Se não der pra ver os museus, que ficam quase todos no centro da cidade, vamos fazer mais bate-e-volta´s com o carro. Mesmo que quiséssemos cancelar, o Decolar.com não deixaria, pois não atende o telefone nem deixa cancelar via site. Uma decepção, pra dizer o mínimo. 1 Real a 183 pesos chilenos hoje e previsão de tempo ensolarado até o nosso retorno, dia 24.

Agora dá alguma vontade de ir também por causa da insistência do povo em se manifestar. Incrível para um país latino-americano. Acho que nem na Venezuela vimos tanta vontade do povo em mudar as coisas, e sem liderança política. Agora está terminando uma manifestação de professores, na mais santa paz de Deus. Vou tentar portar depois que eu chegar lá.

Erika
ErikaPermalinkResponder

Ficamos no aguardo Fábio.

Carla Moreira
Carla MoreiraPermalinkResponder

Aline, estou em San Pedro do Atacama desde o dia 09/11. Está tudo normal, tudo aberto e passeios sendo realizados sem problemas.

Carla Moreira
Carla MoreiraPermalinkResponder

Priscila, a LATAM está bem irredutível no cancelamento e cobrando um absurdo para alterar a data. Amanhã acontecerá uma paralisação geral no país. Estou com medo de não conseguir ir de Calama para Santiago.

Viviane El Marghani

Tenho viagem agendada entre 14 e 23 de dezembro com uma filha de 11 anos. Estou muito insegura em viajar, cancelar ou mudar a data. O que me aconselham?

George
GeorgePermalinkResponder

Penso que não vale a pena cancelar. As agências continuam fazendo os passeios, apesar de alguns lugares fechados, como o cerro San Cristobal. O pátio Bellavista funciona durante o dia e restaurantes em Lastarria estão funcionam a noite. A circulação pelo centro mantém o ritmo de uma grande cidade.

Helder
HelderPermalinkResponder

Boa noite Carla tudo bem?

Tenho uma viagem ao Chile no dia 13/12, acredita que ainda assim faltando um mês para viajar devo cancelar?

Obrigado

Sintia Fonseca

Acabei de ver no Instagram que foi convocada uma greve geral dos aeroportuários para amanhã. Alguém sabe de alguma coisa? Meu voo é dia 13.11 e estou preocupada com mais essa questão.

Fabio Scatolini

A CNN mostra uma espécie de greve geral em Valparaíso. E algumas chamadas para manifestações e paralizações isoladas, que já meio que viraram rotina. O presidente Piñera já fala em nova constituição, mas sem assembleia nacional constituinte (sem novas eleições), e isso a oposição também não quer. Mas depois do que aocnteceu na Bolívia ontem e ante-ontem, acho que ele vai acabar cedendo nisso também. Não vejo nada sobre greve no país inteiro e, talvêz, Neftali é quem dá a melhor atualização, pois é quem mora lá.

Fabio Scatolini

Embarco dia 14, no Emirates 245.

SERGIO NERY B MAIA

Idem...até agora tudo ok.

Rachel
RachelPermalinkResponder

Providencia é seguro?. Terei que passar 2 dias em Santiago, para só então seguir para Lima.

A Bóia
A BóiaPermalinkResponder

Olá, Rachel! Vitacura e Las Condes estão mais longe das manifestações.

Carla Moreira
Carla MoreiraPermalinkResponder

Olá, Hélder. Ainda falta um tanto para sua viagem. Acredito que tudo estará melhor até lá.

George
GeorgePermalinkResponder

Na TV mostra que os voos estão normais no aeroporto de Santiago agora pela manhã. Hoje a rota 68 que vai para Valparaiso foi fechada com barricadas. Há momentos mais calmos e outros mais tensos.

Carla Moreira
Carla MoreiraPermalinkResponder

Estou em San Pedro do Atacama. Várias lojas fechadas, vários vôos que partem de Calama foram cancelados. Passeios mantidos.

Neftalí
NeftalíPermalinkResponder

Pelo menos em Las Condes/Providencia a situação até que está tranquila nos últimos dias. Inclusive hoje o Costanera Center está aberto, o que é bom sinal, pois nas últimas semanas ele só abriu quatro ou cinco vezes. Mas o comércio e restaurantes continuam fechando mais cedo, e a economia está sentindo o choque. O dólar disparou hoje ao seu máximo histórico (800 Pesos chilenos), o que pelo menos faz o Chile mais barato para brasileiros.
No Centro há bastante manifestações, infelizmente não vejo normalidade a curto prazo. Mas fora esses aborrecimentos, não há maiores riscos para o turista.
O lado positivo da atual situação, com as pessoas saindo mais cedo de seus trabalhos, é que eu nunca vi as praças de Santiago tão cheias, com muitas familias, crianças e pessoas fazendo esporte.

Fabio Scatolini

Isso é o que está me impressionando também. Existe o vandalismo, mas ele é pequeno quando comparado com o tamanho das manifestações e a sua duração - já se vão 25 dias.

A única coisa que vai impactar a minha viagem é o Cerro San Critobal. Estão relatando que ele está fechado. Vamos torcer para que reabra semana que vem.

Neftalí
NeftalíPermalinkResponder

Oi Fabio. Hoje está fechado pela greve, mas o Parque Metropolitano (Cerro San Cristobal) abriu normalmente no fim de semana.

Cristina VnV
Cristina VnVPermalinkResponder

Neftali obrigada pelas atualizações. Eu quero conhecer o Cerro San Cristobal e chego sabado final do dia vou direto para Las Condes. Vamos torcer para continuar aberto!!!

George
GeorgePermalinkResponder

Hoje greve geral. O comércio funciona parcialmente e já vai fechar. Manifestações em várias partes do país.

Débora
DéboraPermalinkResponder

Ola tudo bem? Tenho passagem marcada pro dia 14 de janeiro. Estou super insegura. Acha que devo adiar?
att,

Sintia Fonseca

Obrigada pelas informações!

Atenção: Os comentários são moderados. Relatos e opiniões serão publicados. Perguntas serão selecionadas para publicação e resposta. Entenda os critérios clicando aqui.
Bóia de férias. Só voltaremos a responder perguntas que forem postadas a partir de 3 de junho. Relatos e opinões continuarão sendo publicados.
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