Devo cancelar minha viagem ao Chile?

Ricardo Freire
por Ricardo Freire

Devo cancelar minha viagem ao Chile

O Chile vive dias conturbados. As manifestações, que tiveram início dia 20 de outubro, ainda continuam acontecendo.

Devo cancelar minha viagem ao Chile?

Até a situação acalmar de vez, é recomendável hospedar-se em Santiago em bairros fora do epicentro das manifestações. Bairros nobres afastados do centro, como Vitacura e Las Condes, são os mais tranqüilos.

A cidade tende a funcionar normalmente de manhã. À tarde o comércio tem fechado as portas mais cedo, e em algumas áreas os restaurantes não abrem à noite. Informe-se sobre o funcionamento das atrações antes de sair para o passeio.

Os relatos mais recentes

A Patricia conta o que fez no dia 22 de dezembro:

Ontem passeamos por.toda a cidade naqueles ônibus se turismo que circulam pela cidade, foi ótimo, vale muito a pena, conhecemos grande parte de Santiago.

Subimos ao Cerro San Cristóbal e depois descemos em Bellavista e almocamos por lá. Voltamos de Uber para o hotel, muito tranquilo.

Passeamos à tardinha pelo bairro, sem problema algum. Hoje vamos a Valparaíso e Viña del Mar em um carro particular que arrumamos com o pessoal do hotel. Dou mais notícias à noite.

Quem estiver na dúvida, não tenha, venha! A única coisa chata foi ao chegar no aeroporto ficamos mais de uma hora e meia na fila da imigração, muito cheio e poucas pessoas para atender, acabou que o nosso trânsfer não nos esperou, tivemos que pegar um táxi, e é aquela confusão de taxistas, como em alguns lugares do Brasil.

Mas só isso foi chato, o resto está perfeito. Ah, as coisas são caras... Abraços!

O Claudio chegou à cidade no dia 20 de dezembro:

Cheguei ontem à Santiago juntamente com minha esposa. Estamos num apartamento nas proximidades da Augustinas, no Centro. O dia ensolarado trouxe um calor tão intenso quanto o vivenciado no Nordeste brasileiro (de onde venho). A cidade vive sua efervescência e todos agem naturalmente.

Corroborando aos comentários anteriormente expostos, as pichações estão por todos os lados e alguns pequenos protestos também ocorrem pela cidade, sem qualquer anormalidade.

Em verdade, para mim, vivenciar tão de perto este momento histórico beira o surrealismo, mas tal sentimento não é imputável a todos, longe disso.

Não me arrependo nenhum pouco de ter vindo. Estamos adorando a cidade. Desvendá-la será um prazeroso desafio. Ah, em relação aos protestos e ao grave incidente de hoje (atropelamento de um jovem nas proximidades de Baquedano), diante da dimensão da metrópole e do discernimento necessário em evitar aproximação com as regiões mais delicadas em determinados horários, só tomei ciência agora à noite, lendo um portal de notícias chileno.

Outra percepção é da retração do valor do real em relação ao peso chileno. O aumento na circulação da nossa moeda com o crescente número de turistas chegando ao País, tende a fazê-la perder parte da força constatada há algumas semanas. Hoje chegou a 186 pesos por real, pouco antes disso conseguimos por 188.

Ademais, nos próximos dias realizaremos os passeios que acontecem normalmente na cidade e região metropolitana. Seguindo inúmeros conselhos, de vivência e também de experiência profissional, trocamos a Concha Y Toro pela Undugarra.

Enfim, ficaremos em Santiago até dia 26, quando partiremos a Mendoza. Em breve apresentarei mais algumas narrativas de nossa estada nesta linda cidade.

O Hugo manda seu relato e considerações finais da cidade de Santiago:

Ontem (18 de dezembro) fomos à Concha y Toro, fizemos o tour Marquês (mais caro, porém com degustação de mais vinhos e queijos).

À tarde fomos à feirinha do Cerro Santa Lucía para procurar presentes, no caminho vimos uma manifestação próxima à praça Itália, do tamanho de um quarteirão aproximadamente. Tudo muito pacífico.

À noite fomos ao Costanera Center e, na volta, vimos muitos caminhões da polícia passando, mas não sabemos o que houve ou pra onde se dirigiam. Hoje andamos pelo Centro quase todo, nada de anormal.

Indo para o bairro Lastarria terminar o dia vimos muitos hippies, punks, etc. (me perdoem o julgamento, é por falta de outra palavra pra descrever o "público" do local) e deu pra ver muita gente de tapa-olhos, presumimos que são manifestantes.

Voltando ao hotel passamos pela praça Itália novamente e havia uma concentração anormal de carabineiros, todos com roupa de choque. Perguntei ao Uber se havia acontecido algo, ele me respondeu que era apenas uma "prevenção".

Enfim, concluindo (amanhã vamos a Isla Negra e depois a Viña del Mar e Valparaíso, então não voltaremos à área central mais), pelo menos meu do ponto de vista, que fiquei hospedado na Providencia, está tudo muito calmo e sem badernas, mas a população ainda está agitada, temerosa, como se um movimento ainda estivesse acontecendo.

Vários Ubers comentaram que viemos numa época meio conturbada, se estávamos achando muito ruim. Na minha opinião as pichações não estão estragando muito a cidade (que na minha opinião é naturalmente muito mais feia que Buenos Aires), tudo está abrindo quase que normalmente (algumas lojas e shoppings ainda estão fechando às 21h por questões de segurança) e nossa viagem não foi prejudicada em nada, mas há sim um sentimento de que algo vai explodir novamente a qualquer momento.

Dica 1: Não façam o passeio Concha y Toro básico, é muito corrido e sem graça. Se é uma questão de valor, façam de outra vinícola, como Undurraga por exemplo. Mas se cabe no seu bolso, façam o tour Marquês, é muito bacana: o sommelier explicar cada vinho, a origem, com o que harmoniza e degustar os vinhos com queijos maravilhosos, e ainda pode levar a tábua de madeira como lembrança.

Dica 2: no Costanera Center, brasileiro tem desconto de 19% (devolução de IVA) em todos produtos (inclusive eletrônicos), basta procurar o balcão de serviços no piso 1 com documentos.
Desejo boa viagem a vocês, espero que tenha ajudado um pouco como outros me ajudaram.

A Maira relatou seus dois primeiros dias na cidade, entre 12 e 14 de dezembro:

Cheguei em Santiago dia 12 de dezembro e ficarei até 16, depois seguirei para a região dos Lagos. Até agora 2 dias inteiros na cidade.

Dia 13 (sexta) estivemos no Museu interativo e na vinícola Cousiño Macul. À tarde fomos no funicular/teleférico, tudo funcionando normalmente e na mais perfeita ordem. Inclusive utilizando o metrô.

Quando saímos do funicular, por volta das 16h/17h, estava acontecendo uma manifestação bem grande, com uma verdadeira multidão próximo a este local, na região central da cidade (local da estação Balquedano). Fomos orientados a voltar de Uber para o hotel e assim fizemos, também sem nenhuma intercorrência. O motorista nos informou que a manifestação fica mais violenta conforme vai ficando mais tarde, e ele estava bem tranquilo, inclusive passamos próximo ao local da confusão (do outro lado do rio), dava pra ver tudo ha cerca de uns 300m de distância.

A população local, que não estava na manifestação, andava normalmente na rua e ninguém aparentava medo ou preocupação. A violência é contra o patrimônio publico e privado por parte dos manifestantes e contra os manifestantes por parte da polícia. Não é contra as pessoas em geral. A vida parece seguir seu curso normal para quem não está envolvido. Meu hotel é perto do Sky Costanera e quando saímos do centro com o Uber ainda passamos neste shopping, onde jantamos e ficamos até 21h. O plano era subir até o topo, mas fechou mais cedo.

De madrugada um grupo de manifestantes seguiu para a região do meu hotel depredando estações de metrô e pixando as paredes. Acordamos meia-noite e meia com sirenes de polícia e barulhos de tiro de bala de borracha. Na manhã seguinte vida normal novamente, pegamos o metrô e tudo seguiu conforme os planos. Não há clima de pânico e medo na cidade, e ao que parece a maioria da população aprova as manifestações. Pelo menos os motoristas de Uber que consultamos.

Não me arrependi de ter vindo. Achei até interessante participar desse momento histórico. Até agora cumprimos toda a programação (subimos ao Sky Costanera hoje).
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Algumas estações do metrô estão fechadas e sem previsão de reabertura, como a Balquedano por exemplo, que foi incendiada nos primeiros protestos, fazendo com que a gente tenha que andar mais do que o previsto pra chegar em alguns locais (recomendo que usem o Uber, que tem custo baixo aqui e um bom serviço).

Realmente a cidade tá bem pichada e com proteção nas vitrines no centro, mas não me senti insegura em nenhum momento, nem estando ao lado da confusão.

O Hugo chegou dia 14 de dezembro:

Chegamos ontem. Andamos pelo bairro Providencia, tudo muito tranquilo. Hoje estamos andando pelo Centro/Recoleta/Bella vista, nada de muito estranho. Policiamento ostensivo, muita movimentação de estudantes ao redor da academia de belas artes.

Tudo funcionando normalmente. Só a cidade bem pichada, suja e vandalizada. Pra mim, parece muito uma baderna de estudantes, muitas pichações de "aborto livre", palavrões, etc.

Agora à tarde, estávamos no Patio Bellavista quando comecou uma movimentação nas redondezas. Subitamente deu pra ver uma multidão se juntando e de repente umas sirenes e um tanque dos carabineiros que começou a jogar água. Em menos de 5 minutos a multidão dispersou e deu pra ver, só passou correndo garotos de skate e máscara, estudantes de cabelo colorido, etc. Nesse momento alguns seguranças do Patio Bellavista saíram e pronunciaram algumas palavras negativas. Parece que realmente todos cidadãos de bem estão trabalhando, vivendo suas vidas, as manifestações estão mais pra badernas.

Nos falaram aqui que na manifestação de sexta havia 2 trios elétricos enormes, porém ninguém sabe quem está pagando por eles, uma vez que querem parecer que a maioria dos manifestantes são desempregados... Enfim, com 1 dia em Santiago não acho que perdemos nada, há muita pichação e vandalismo no centro, mas o resto da cidade está linda.

Basta planejar bem.os passeios e evitar a área central. Hoje passamos por vários lugares, tiramos foto, tudo normal. É só evitar de programar a viagem toda nessa área. A cidade está cheia de turistas e não parece que ninguém está cancelando suas viagens.

A Simone ficou entre 9 e 15 de dezembro:

Estive no Chile desde 9/12 e tô indo embora agorinha... foi tudo tranquilo e lindo...

Não cancelem a viagem, venham pois o Chile é maravilhoso!!!!

O Leonardo resolveu abreviar a estada em Santiago e conseguiu passear com sucesso, sem problemas, nos Lagos Andinos:

Estive no Chile e na Argentina entre 16 de novembro a 3 dezembro. Minha viagem iria começar no dia 9, mas decidi adiar por causa das manifestações.

Cortei o tempo que ficaria em Santiago, estando na cidade somente entre 16 e 17, indo para Puerto Natales logo em seguida para fazer o circuito W em Torres del Paine.

Voltei para Santiago dia 24, dormi lá até o dia seguinte, quando peguei busão para Mendoza. Voltei dia 2 para pegar o voo de volta ao Brasil no dia seguinte.

Indo direto ao ponto: como já dito pela maioria das pessoas, fora dos grandes centros urbanos, as coisas estão normais. Em Puerto Natales e em Torres del Paine, tudo normal.

Nos poucos dias de trânsito quando fiquei em Santiago, aparentemente tudo normal. Fiquei no Ibis Estação Central, área feia da cidade, e os centros comerciais nos arredores estavam com chapas de metal nas fachadas. Nenhuma intercorrência que valha menção, mas não me arrependo de ter cortado o período na capital. Pelos eventos recentes, não estava no clima para passear pela cidade. Lugares fechando cedo, vitrines com marcas de pedradas, pichações por toda parte...

Haverá outra oportunidade para tal.

A Adriana chegou a Santiago dia 29 de novembro:

Estamos hospedados em Providencia. Percebe-se que o clima não é o normal. Vitrines protegidas, horários alterados, uma pequena movimentação dos manifestantes a caminho de algum lugar, ontem era um grupo pequeno de meninas. Mas conseguimos andar e fazer uma pequena aproximação com a cidade, jantamos no entorno e tambem fizemos uma comprinha em um pequeno mercado, nao co seguimos chegar a tempo do horario do maior. Mas tudo tranquilo.

Hoje cedo fomo fazer o primeiro passeio. Subimos ao Cerro San Cristobal pelo teleférico, descemos pelo funicular, tudo funcionando normalmente. De lá optamos por caminhar. Quanto mais nos aproximamos das áreas dos protestos, mais vimos as marcas deixadas. Bellavista está com os restaurantes abertos, idem para Lastarria, mas as pichações e as proteções aos vidros de portas e vitrines não nos deixam esquecer do que acontece.

Chegando mais perto do epicentro, já estavam iniciando uma movimentação, vimos os policiais circulando, mas não ficamos para ver. Com o imenso calor fomos nos direcionando ao metrô para voltar. Este é o primeiro dia inteiro aqui, coneçamos bem pelo lado mais crítico, muito embora ainda voltaremos para ver o que ai da não vimos.

Acho que não tendo como protelar a viagem, aqui não tem viagem perdida, dá para aproveitar, claro que com limitações nas áreas mais danificadas e que ainda são concentração. Mas a cidade é linda e grande, acho que vale ver tudo.

No dia 1º a Adriana foi passear em Valparaíso:

Hoje fomos até Valparaíso e Viña del Mar, passeio que valeu muito a pena. Tudo tranquilo.

Aqui, conversando com os chilenos, conseguimos entender mais profundamente o que acontece.

Mas não se impressionem com as notícias, a vida continua em Santiago, a rotina está diferente, sim, mas em momento algum nos sentimos inseguros.

E a Adriana continua contando sua experiência ao vivo:

Como acompanhei por aqui as notícias de quem estava no Chile, vou deixar aqui minha impressão, estando aqui em Santiago, quinto dia de viagem.

Ontem (2 de dezembro) estivemos por toda região de Providencia e arredores, nada fora do normal, shopping e ruas tranquilas.

Hoje (3 de dezembro) subimos ao Cerro Santa Lucia e de lá vimos o início da manifestação que se formava próximo à estação Universidade Católica. Nosso roteiro de hoje era o Centro, e mesmo com a manifestação, não tivemos nenhum problema.

O Centro, ao contrário do que imaginamos, está protegido, não está destruído. Os prédios públicos, museus, comércio, funcionam normalmente e não há o menor risco. O som da manifestação ouvimos o tempo inteiro. Depois de todo roteiro feito fomos até a estação Mapocho, uma estação inativa, mas maravilhosa, vale a visita. De lá voltamos de metrô, fazendo uma baldeação, em pleno final de tarde. Tudo tranquilo.

Resumindo, a área complicada de se estar é no entorno da Plaza Italia, na Av Providencia e Alameda (destacando que Lastarria é uma “ilha” nesta área, ainda é possível sentar para almoçar, passear, e vale). É impossível não se impressionar com a destruição, sujeira e com a quantidade de comércio fechado, incomoda ver.

Mas deixo aqui minha sincera opinião, não precisa cancelar a viagem, a cidade aqui continua, não há perigo, Santiago tem muita coisa bacana para se ver. Obrigada a todos aqui por terem me deixado tranquila para vir, não me arrependo. Ainda tenho dois dias. Aos que estão em dúvida, não fiquem, venham e aproveitem.

A Pamela esteve no Atacama, na Patagônia e na Bolívia, e correu tudo bem, sem intercorrências:

Acabei de voltar do Chile, mas não fui para Santiago e região!

Fui primeiro para o norte, região do Atacama, tudo super tranquilo funcionando normalmente, muitos turistas (inclusive brasileiros), todos os passeio saindo normalmente e nenhum lugar fechado! Houve greve geral há duas semana atrás, porém foi somente 1 dia onde os parques estavam fechados..

Por agora voos funcionando normalmente! Fiz também a travessia para a Bolívia, não tive problema nenhum por lá .. tudo tranquilo!

Depois segui viagem para Patagônia, tudo funcionando normal, não tive problemas no voo, nem nas estradas, tampouco nos passeios .

De volta ao Brasil, nossa CristinaVnV dá a sua recomendação:

Hospede-se em las Condes.

Vá a Valparaiso de manhã num final de semana, quando o Congresso (que é lá) fecha. Eu fui no domingo, cheguei às 11h e voltamos sem problemas -- na segunda o bicho pegou por lá.

Em Santiago: centro de manhã e vinícola a tarde. Jante no shopping Parque Arauco, onde jantei no sábado (amei o ceviche do Tanta).

Diminuiu o número de turistas na cidade, não peguei fila em nada. O cúmulo foi eu e meu marido sermos os únicos no Piso 61 do SKY Costanera às 11h da terça.

Passe longe da Plaza Italia à tarde - se bem que nós passamos em 5 pessoas do outro lado. pelo rio, e até tiramos selfie rs.

O JB, que é um dos sócios-fundadores da caixa de comentários do blog, esteve num apartamento alugado em plena Plaza Itália, olho do furacão das manifestações:

Chegamos na segunda 18/11 e nosso apartamento alugado no Airbnb era colado à Plaza Itália. Como já passava das 17h, as ruas estavam bloqueadas pelos carabineros e nosso Uber teve que nos deixar a uma quadra de casa.

Ainda conseguimos sair para fazer compras no supermercado, que funcionava normalmente, e voltamos para o apartamento que ficava no décimo segundo andar e pudemos assistir de camarote os confrontos entre manifestantes e carabineros, com bombas de gás lacrimogêneo e balas de efeito moral, além de jatos d'água usados para dispersar a multidão que incansavelmente atirava pedras na direção dos carabineros. Esse vaivém tático continuou por algum tempo até o pôr do sol, por volta das 21h, mas ficou um rastro de pedras e lixo na rua inteira. O cheiro do gás (e uma bala de efeito moral) chegou à nossa varanda.

No dia seguinte saímos para um tour pelo centro e mercado central, almoçamos em Lastarria e quando o fim de tarde se aproximava, andamos pela Costanera passando pela Providencia e indo até o shopping. Pudemos ver o pessoal chegando à Plaza Itália cuja estação de metrô (Baquedano) permaneceu fechada. O shopping funcionava normalmente, com algumas lojas fechando às 19h (não por medo dos protestos, mas para permitir que os funcionários voltassem mais cedo para casa).

Voltamos a Providência onde fomos ao Bar Liguria encontrar com alguns amigos (um deles chileno). Quando mostramos ao chileno as fotos e vídeos dos protestos do dia anterior ele deu a entender que a quantidade de pessoas era muito menor do que em protestos anteriores, ou seja, para os chilenos a situação está "melhorando". Para nós turistas, claro que ficamos assustados, mas na minha opinião é possível sim usufruir das atrações de Santiago desde que você evite as cercanias da Plaza Itália entre as 17 e as 22h.

A Denise já até trocou de hotel:

Chegamos em Santiago na segunda, dia 18/11, justamente na data em que as manifestações ganharam força por fazer 30 dias do início. No caminho do aeroporto até o hotel vimos cerca de 5 pontos com incêndios nas ruas e um caso onde os manifestantes jogaram pedras em um carro da polícia bem na nossa frente.

Nosso hotel era próximo da praça Itália e Bella Vista. Eu tinha pedido para a agência trocar, porém informaram que não tinha como cancelar, e que estaria tudo ok. Chegando ali por volta de 23h, muito gás no ar, lâmpadas da praça todas apagadas, a polícia tinha dispersado os milhares de manifestantes e então estava uma penumbra, muito lixo e pedras na rua, o carro quase não passava. Queria mudar de hotel, mas achamos até mais perigoso sair dali, passamos à noite e hoje mudamos de hotel.

Após aguardar a agência resolver, mudamos para Providencia, próximo à estação Leones, que segundo eles seria bem tranquilo. Agora às 21h teve protesto na esquina, alguns manifestantes com extintores em punho batendo nas fachadas do comércio, vieram na direção da porta do hotel, fiquei apavorada. Dispersou agora, devem ter ido para outro lugar.

Talvez Las Condes seja melhor para ficar, eu acreditei que Providencia já estaria mais tranquilo e aceitei o hotel recomendado, mas infelizmente foi mais um susto. Amanhã tenho passeio para Viña e Valparaíso e na quinta para vinícolas. Espero que consigamos aproveitar um pouco. Não vejo a hora de ir daqui para Mendoza na sexta.

Durante o dia, na rua, tudo normal, mas alguns grupos começaram a queimar lixo e fechar ruas às 15h no Centro. Tem ótimos restaurantes aqui perto, na Providêecia, tudo fechado. Costanera fechou hoje às 20h. Minha sugestão, com base na minha experiência, é aguardar para vir.

A Sara passeou pelo Centro antes do horário das manifestações:

Ontem tivemos a informação de que o Metrô estava fechando às 20h. Fomos ao Sky Costanera e ao Shopping Costanera, ambos fecharam às 20h. Passamos pela Av. Providencia, Tobalaba, Região de Providencia e Las Condes e as únicas coisas que mostravam que a situação não estavam normais eram os horários de fechamento mais e as pichações/tapumes, ficamos pela rua até umas 21h sem problemas e sem insegurança. Vimos carabineiros, mas que nos chamasse a atenção. Aparentemente vida normal.

Hoje andamos pelo centro perto das 12h (tudo a pé), aparentemente vida normal, povo almoçando nos bancos das praças, grupinho de japoneses no letreiro de Santiago na Plaza de Armas, assédio dos garçons no Mercado.

Vimos uns caminhões usados para dispersão de multidão estacionados perto do Palácio de la Moneda, todo cheio de manchas de tinta. Vimos uma pequena manifestação pacífica de umas 30 pessoas andando com cartazes na praça ao lado do cerro Santa Lucia (a igrejinha estava fechada no cerro), o Palácio de la Moneda e entorno estava com cercamento, o Museu Chileno de Arte Precolombiana fechou às 15h30.

Por volta das 19h30 havia manifestação na Plaza Itália, vimos fumaça, vimos pessoas dispersando em direção ao Bellavista com boca e nariz cobertos com lenços e óculos de segurança. Resolvemos não nos aproximar e contornamos via Av. Bella Vista sem problemas.

Nossa CristinaVnV foi de metrô e táxi à Concha y Toro:

Ontem teve emoçãozinha rs Fomos de metro até a estação Universidade Católica porque a do Cerro Santa Lúcia estava fechada. Subimos o Cerro depois caminhamos até o Mercado Central. A ideia era ir à Praça de Armas antes, mas uma manifestação de empregados da saúde em frente a um prédio do ministério nos fez desviar. Passamos depois na Plaza de Armas e pegamos a Catedral abrindo, ela ficou fechada.

De lá metrô até Vicente Valdez, trocamos a linha até Las Mercedes -- outra opção de saída é Puente Alto mas estava fechada. Um táxi de rua tentou nos dar uma volta dizendo que tinha protesto e não me deu estimativa (taxímetro desligado). Fomos então para o shopping ao lado da saída do metrô, em frente a uma loja de material de construção tem uma fila de táxi. O senhorzinho ao ser perguntando quanto daria, mostrou o taxímetro e teve que fazer um pequeno desvio antes de um protesto de jovens que começava com uma barricada sem fogo às 14h30 - daria 4.000 pesos segundo ele com o desvio deu 4.200.

Chegamos na Concha y Toro, compramos a do Marquês Casa de Concha com a recomendação do Viaje na Viagem e seguimos a dica de comer empanada chilena (foi o que deu no tempo antes do tour). Fizemos o tour tradicional e depois fomos levados para a degustação, valeu a pena.

Após uma parada na loja, andamos até o ponto de táxi e chamaram um para nós. Eram 17h45 e, ao passar no lugar de um protesto que já se dissipava, sentimos cheio de spray de pimenta. Teve manifestação na Praça Itália mas fazendo conexão em Tobalaba e sem internet eu não fiquei sabendo, só soube quando cheguei no hotel.

Jantamos no hotel por exaustão e por que o metrô estava fechado as 21hs. Hoje vamos ao SKY Costanera e almoçar com uns trips conhecidos.

A CristinaVnV também conseguiu visitar o Sky Costanera e o museu La Chascona:

No dia 19, pegamos o metrô até Tobalada e vimos muitos policiais. Subimos o SKY Costanera - às 11h eu e Rick éramos os únicos no piso 61. Em meia hora descemos com a chegada das excursões.

Demos uma volta no shopping Costanera Center. Fomos a La Chascona com um pequeno desvio, passando por um protesto que começava às 13h45.

Almoçamos com o JB e demais amigos em Lastarria e depois caminhamos pela Providencia, passando na beira do rio e vendo o protesto que aumentava - tiramos até selfie rs!

O metrô fechou às 20h todos os dias. Fomos de metrô com meu amigo chileno na última noite rumo a Providência para ir ao bar - tipo linha 2 do metrô do Rio, sentido Pavuna às 18h, mas deu tudo certo e voltamos ao Brasil ontem sem problemas.

O Keiro ficou 10 dias em Santiago:

Estamos em Santiago desde o dia 7/11 e vimos protestos todos os dias. Viajamos tranquilos por todos arredores de Santiago sem problemas, na capital também está tudo tranquilo até o início da noite.

Ontem acabamos passando a pé próximo á praça Itália e estava um caos, sentimos muito cheiro de gás lacrimogêneo e ardência nos olhos, além de muita fumaça de lixo queimado.

Aconselho a todos evitarem arredores da praça depois das 18h!!!

O resto da cidade está aparentemente tranquilo. Estávamos ontem o dia inteiro em Las Condes e tudo normal.

Minha opinião é de que quem está protestando de forma violenta e desordeira são apenas jovens baderneiros, vimos muita pedra sendo lançada conta imóveis particulares, agressões a policiais e nenhum protesto civil organizado. A dica é fiquem longe destes protestos que ocorrem após as 18h.

Quem estiver vindo, apenas tente evitar ficar em locais próximos à praça Itália como nós, que sofremos sempre para retornar ao nosso apartamento.

No mais, dá para curtir a viagem de forma tranquila, apenas vai ver uma cidade mais suja e com muitos comércios e museus fechados. Mesmo assim está valendo a pena.

A Carolina passou o feriado em Santiago:

Estive em Santiago com meus pais entre 14 e 18/11. Ficamos em Providencia, próximo à estação de metrô Pedro de Valdivia.

Seguimos a recomendação de concentrar os passeios entre o começo da manhã e o fim da tarde e tudo correu muito bem.

Que eu saiba, só houve uma manifestação, na Praça Itália, na sexta à noite, dia 15/11. Agora estão nas tratativas para a nova constituinte e, ao que parece, o país está se estabilizando.

O Fabio foi passear em Viña del Mar e Valparaíso:

Descemos ao litoral hoje. Em Viña del Mar tudo sossegado, com pouco movimento. Chegamos às 9h30 e tudo pareceu sonolento até umas 10h30, quando começamos a ver os estacionamentos e quiosques enchendo.

Almoçamos no mercado de peixe em Viña e chegamos para andar em Valpo às 3 da tarde. A cidade nos pareceu meio "fantasma". Muita bagunça, depredação e pouquíssima gente na rua. Todos os "ascensores" fora do ar. Subimos de carro para La Sebastiana, que também fechou às 15h. E vimos os helicópteros de combate à incêndio lanças bolsas de água com precisão sobre as casas atingidas pelo fogo no alto dos "cerros".

Tanto na ida quanto na volta muitos pontos de incêndio na mata ao longo da Rota 68 e bombeiros trabalhando sem descanso. Uma pena. A fumaça era sentida toda Valpo e o jeito foi voltar mais cedo pela encosta da Rota 60 e admirar um pouco o Farol dos Santos Anjos. Na chegada a Santiago, mais caractrerísticas de América Latina - pessoas querendo lavar o para-brisa nos sinais, oferecendo coisas para comprar ou fazendo malabarismos. Pouco transito e alguns acidentes típicos de domingueiros na rua.

Veja o relato do Fabio sobre o passeio dele às vinícolas:

Chegamos um pouco depois da 9 na Undurraga. 14.000 pesos por cabeça. Grupo com menos de 20 pessoas. Show! Mais degustação, mais simpatia do guia (chileno e funcionário da casa há mais de 30 anos), melhores preços na bodega, mais coisas pra ver e explicar com mais calma. Água para enxaguar as taças e biscoitos para zerar o paladar entre um vinho e outro, além de agua gelada e filtrada à vontade. Tudo de bom.

De lá fomos calmamente para a Concha y Toro por estradas secundárias e sossegadas. Comemos no restaurante anexo, mas não achamos a comida tão boa quanto os relatos que lemos aqui. A sorte foi termos escolhido uma "pizza mechada", com um sabor peculiar, a 6.500 pesos. 16.000 pesos por cabeça. Quanto ao tour, tudo inferior, desde a qualidade dos vinhos degustados até a falta de empatia do venezuelano que nos guiou. Nem água para beber foi oferecida. Preços dos vinhos na loja maiores que no supermercado Jumbo.

O noticiário hoje está priorizando os incêndios na região de Valparaíso. Casas de madeira, muito comuns por aqui entre as classes mais baixas, queimando com facilidade. 35 graus de máxima hoje.

O Fabio continuou sua agenda de passeios por Santiago:

No nosso sétimo dia no Chile, fomos ao parque Quinta Normal. Um ponto com alta concentração de museus, dentro e fora, com uma estação de metrô de mesmo nome. Lá dentro também está a faculdade de medicina da Universidade do Chile. Também pouco movimento, mas com muitas crianças brincando de se molhar nos jatos d'água saindo do chão logo na entrada (o ano letivo já acabou por causa da confusão). Há um pequeno lago com pedalinhos fechados quando estivemos.

Visitamos 3 museus em menos de 3 horas, por serem pequenos. Mas todos peculiares. Primeiro - Museu de História Natural do Chile. Não me perguntem porque, mas nos deixaram entrar junto com os funcionários às 10h, antes do horário previsto de abertura às 11h. Tivemos o museu só pra nós, o que foi também uma bela experiência. Entrada 0800. é um museu simples, com pouco acervo à mostra, mas muito didático. Poucos textos para ler e muitas imagens que se completam, com foco no Chile.

Segundo - Museu de Ciência e Tecnologia. Também muto simples, com entrada a apenas 1.000 pesos. Mas ao contrário dos museus de ciência no Rio e em Sampa, a maioria da exposição interativa funciona. Também pode ser considerado um museu de história das comunicações porque possui uma boa quantidade de equipamentos antigos.

Terceiro - Museu Ferroviário. Também apenas 1.000 pesos de entrada. Curioso porque é uma exposição de locomotivas antigas que operaram por aqui a céu aberto. Contamos mais de 15 locomotivas, todas a vapor. Passamos o Artequim, o Museu da Memória e Direitos Humanos e o Museu de Arte Contemporânea. Planetário fechado - deve abrir nos fins de semana.

Usamos 3 linhas de metrô para chegar lá, com duas baldeações. Uma sem "maquinistas", a linha 3. Tudo sossegado e, se não normal, muito próximo disso. Antes de voltar pro hotel passamos no Costanera Center. O Jumbo é mesmo um bom lugar para comprar bebidas, vinhos em particular. Voltamos pra hospedagem em Las Condes um pouco mais cedo, devido ao cansaço do bate-e-volta de ontem.

Até o momento, as pessoas que abordamos na rua, inclusive jovens brasileiros que trabalham por aqui com turismo, não reclamam de violência generalizada. Não há crimes a mão armada nas ruas e, mesmo em manifestações recentes, não se vê a polícia reagindo com armas de fogo. Esta semana os "carabineros" foram pressionados a suspender o uso de armas de fogo "não letais" nos protestos, depois que uma análise laboratorial detectou apenas 20 goma nos projéteis, quando o desejável seria mais de 60%. Muito diferente da PM no Rio que, por qualquer pretexto, saca as pistolas e dá tiros para o alto.

Amanhã e sábado serão nossos últimos dias aqui. Não faremos mais bate-e-voltas e esperamos tentar sentir um pouco mais do "clima" na capital para nós e passar aos demais viajantes também.

O Fabio dedicou seu último dia a compras:

Pela manhã, depois de abastecer o carro, fomos a Los Dominicos, estação final da linha vermelha do metrô. É um lugar simpático e interessante para observar muito artesanato, joias com o pitoresco "lapisauli", roupas em tricô e crochê, e muita escultura com madeira e pedra sabão. Há uma igreja na entrada, aparentemente bonita, mas que só abre no final da tarde. Os preços não são convidativos, mas isso já sabíamos de outros blogs. Como chegamos perto da hora de abrir, às 10h, não pagamos estacionamento. Há uma exposição temporária de imagens de cera, que deve ir até janeiro. Passamos porque achamos a entrada cara - 7.500 por cabeça.

O resto dia foi utilizado para buscar as últimas bugigangas para levar. Entramos em 3 supermercados grandes - Lider Express (Walmart), Tottus e Jumbo (Mall Alto Las Condes). A pechincha do dia foi uma frigideira de cerâmica no Jumbo que saiu na boca do caixa pela metade do preço. Voltamos correndo para comprar outra.

Calor digno de verão nos trópicos - 33ºC de máxima hoje. As roupas de frio que trouxemos para usar à noite servirão apenas para ajudar a amortecer o solavanco das garrafas na bagagem despachada. O trânsito é antagônico - se vê muito respeito ao pedestre que atravessa na faixa, mas também se vê muitos carros acelerando a seu lado quando você dá seta. Algumas obras de grande porte nas principais avenidas ajudam a tornar as coisas mais estressantes. Mas eu particularmente prefiro alugar em estadas de uma semana ou mais do que andar de táxi. Nesta viagem, somente o trânsfer de ida e volta ao aeroporto mais o bate-e-volta a Valpo/Viña pagou o aluguel com folga.

Na TV nada de destaque nas notícias sobre protestos, embora eles ainda ocorram. A prioridade esta semana para a imprensa foram os incêndios florestais. O chileno em geral é bastante receptivo e prestativo. Cruzamos pouco com gente antipática. O nosso giro pelos museus ficou um pouco prejudicado porque quase todos ficam no centro antigo e apresentaram restrição de horário.

No geral gostamos do ambiente, embora eu tenha concluído que o chile não é tão primeiro mundo quando diziam. Carne de boi quase não se consome por aqui, de tão caro. Feijão também manda lembranças. Gasolina a preço de Macaé (a mais cara do Brasil, embora seja a cidade que mais produz petróleo) e estacionamentos cobrados POR MINUTO (sem a colher de chá de descontos se fizer compras).

Amanhã tentaremos sair o mais tarde possível, porque voltamos no Emirates 246, de madrugada. Devemos passar a tarde no parque bi-centenário, que deve abrir até 20h, como o Cerro San Cristóbal. Me comprometo a fazer mais um comentário depois de chagarmos em casa. Mas aproveito a oportunidade para agradecer com toda a sinceridade ao Blog por ter destacado minhas postagens. Fiquei satisfeito e contente em poder ajudar os demais viajantes a se decidirem.

Nossa Cristina VnV também desceu a Valparaíso, com apoio de um amigo chileno.

Hoje nosso amigo nos levou a Valparaíso, que sofreu ataques violentos. Paramos em dois lugares para ver a vista e o casario, incluso o Paseo Atkins. Em Viña del Mar caminhamos mais um pouco, na orla e no parque onde acontece o Festival do Vinho em fevereiro, que é como o carnaval para eles, dura 6 dias e acontece num anfiteatro que me lembrou a Pedreira Paulo Leminski em Curitiba.

Depois fomos almoçar em Concón, logo depois de Viña, beira do mar um peixinho delicioso e fora do turismo mais caro de Valpo/Viña. Na volta, paramos na Viña Indomita, mas era tarde para um tour, degustamos taças, compramos 2 ótimos vinhos por 23 dólares, meu amigo passou pelo centro e vi umas quarenta pessoas fazendo um protesto pacífico. Tudo tranquilo. Concordo com o mestre que fica corrido mesmo os tours que param no Vale de Casablanca a caminho de Valpo.

A Síntia continua em Santiago:

No sábado dia 16 fiz um passeio ao cerro San Cristóbal e foi incrível. A vista da cidade é linda demais e o local é super organizado, com banheiros limpos e boa lanchonete para lanches rápidos, como um sorvete. Depois almocei no Costanera Center e à noite fiquei no hotel em Las Condes.

Nesses dias no Chile, como já havia dito, tenho optado por jantar no bairro em que estou hospedada por não saber se conseguirei transporte para voltar pro hotel. Todos os passeios de manhã e de tarde tenho feito com a utilização do metrô. Apesar de ter visto em alguns blogs para não utilizar o transporte público, não tenho tido qualquer problema.

Hoje, dia 17, fui ao cerro Santa Lucia, depois em Lastarria e por último em Los Dominicos, todo o passeio foi feito á pé e de metrô. Fiquei impressionada com a quantidade de "pichação", mas me senti segura ao passear pelas ruas de Santiago por todos os dias que estou aqui.

O único dia em que fiquei um pouco nervosa foi o dia que estava perto da Praça Itália por volta das 14h30 e já havia uma movimentação para o início das manifestações. Nesse dia, eu e meu marido corremos um pouco para fugir da aglomeração, pois ficamos com medo de uma situação de confronto dos manifestantes com a polícia, situação essa que poderia ser imprevisível e perigosa.

Apesar das limitações de passeios pela manhã e parte da tarde, vale a pena a visita a Santiago.

O Edson está nos Lagos Andinos:

Por causa da previsão de chuva adiamos a travessia dos lagos e permanecemos em Puerto Varas mais um dia. A cidade está mais movimentada apesar de vermos poucos turistas.

Ao sair para jantar ontem, vimos uma manifestação com um pequeno número de pessoas, de forma pacífica e só gritando palavras de ordem. Foram acompanhados por um carro da polícia mas sem nenhum incidente.

Não sentimos qualquer ameaça e passamos a pé sem nenhum problema.

Obrigadíssimo, pessoal!

Mande seu relato!

Se você mora ou está turistando em Santiago ou qualquer outro destino no Chile, pode dar uma forcinha para os seus colegas que ainda não viajaram? Por favor, conta pra gente como as coisas estão aí -- e se você manteria ou cancelaria a viagem se estivesse no Brasil. Obrigado!

Leia mais:

401 comentários

Maria de Fátima

Temos uma viagem para o Chile , no dia 27 próximo e pretendo ir para Mendoza na manhã do dia 28! Gostaria de saber sobre a fronteira Chile-Argentina. Será que está nas mesmas condições ou algo mudou?!?

A Bóia
A BóiaPermalinkResponder

Olá, Maria de Fátima! Se não houver bloqueio de estrada, não haverá problema nenhum.

Adriana Mota
Adriana MotaPermalinkResponder

Parabéns Ricardo pela matéria! Sem ela os turistas brasileiros não poderiam avaliar o contexto de uma viagem nas condições atuais do país. Evidente que ninguém quer colocar sua segurança e a de sua família em risco, contudo, com informações genuínas como as que você veicula, podemos considerar manter as programações turísticas com pequenas alterações e com isso evitar um caos maior ainda na economia chilena, caso haja uma debandada geral de turistas.

Sara Amorim
Sara AmorimPermalinkResponder

Chegamos hoje em Santiago, perto das 15h, em voo da Latam saindo de Guarulhos. Aeroporto normal. Vindo para o hotel, passamos pela Av. Santa Maria, que margeia o rio Mapocho no lado oposto aos parques e praça Itália, vimos movimento, mas era de gente curtindo os parques. Av. Providencia com muitas pichações de palavras de ordem, lojas envidraçadas cobertas com tapume, fechadas (mas era 17h de domingo), carros rodando com frases pintadas nos vidros em referência às manifestações. Mas o clima está bem calmo.

Cristina VnV
Cristina VnVPermalinkResponder

Adorei a Cristina VnV, da ‘Diretoria’ smile Hoje meu amigo nos levou à Valparaíso, que sofreu ataques violentos, paramos em dois lugares para ver a vista e o casario, incluso o Paseo Atkins e a Viña del Mar onde caminhamos mais um pouco, na orla e no Parque onde há o Festival do Vinho em Fevereiro que é como o carnaval para eles dura 6 dias e é num anfiteatro que me lembrou a Pedreira Paulo Leminsk em Curitiba. Depois fomos almoçar em Concón, logo depois de Viña, beira do mar um peixinho delicioso e fora do turismo mais caro de Valpo/Viña. Na volta, paramos na Viña Indomita, mas era tarde para um tour, degustamos taças, compramos 2 ótimos vinhos por 23 dólares, meu amigo passou pelo centro e vi umas quarenta pessoas fazendo um protesto pacífico. Tudo tranquilo. Concordo com o mestre que fica corrido mesmo os tours que param no Vale de Casablanca a caminho de Valpo.

Sintia Fonseca

No sábado dia 16.11 fiz um passeio no cerro San Cristóbal e foi incrível. A vista da cidade é linda demais e o local é super organizado com banheiros limpos e boa lanchonete para lanches rápidos, como um sorvete. Após, almocei no costanera center e à noite fiquei no hotel em las condes. Nesses dias no chile como já havia dito tenho optado por jantar no bairro em que estou hospedada por não saber se conseguirei transporte para voltar pro hotel. Todos os passeios de manhã e de tarde tenho feito com a utilização do metrô. Apesar de ter visto em alguns blogs para nao utilizar o transporte público, nao tenho tido qualquer problema. Hoje, dia 17, fui ao cerro Santa Lúcia, após em lastarria e por último em Los dominicos, todo o passeio foi feito á pé e de metrô. Fiquei impressionada com a quantidade de ",pixação", mas me senti segura ao passear pelas ruas de santiago por todos os dias que estou aqui. O único dia que fiquei um pouco nervosa foi o dia que estava perto da Praça Itália por volta das 14:30 e já havia uma movimentação para o início das manifestações. Nesse dia, eu e meu marido corremos um pouco para fugir da aglomeração, pois ficamos com medo de uma situação de confronto dos manifestantes com a polícia, sitaucao essa que poderia ser imprevisível e perigosa. Apesar das limitações de passeios pela manhã e parte da tarde, vale a pena a visita a Santiago.

Rodrigo
RodrigoPermalinkResponder

Boa noite pessoal!! Estava com muita vontade de ir ao chile em fevereiro. Meu roteito é 3 dias em santiago, vina del mar, valparaiso e atacama. Goararia da opniao e vocês

Fabio Scatolini

Dia 03 - Descemos ao litoral hoje. Em Viña del Mar tudo sossegado, com pouco movimento. chegamos às 9:30 e tudo pareceu sonolento até umas 10 e meia, quando começamos a ver os estacionamentos e quiosques enchendo.

Almoçamos no mercado de peixe em Viña e Valpo e chegamos para andar em Valpo às 3 da tarde. A cidade nos pareceu meio "fantasma". Muita bagunça, depredação e pouquíssima gente na rua. Todos os "ascensores" fora do ar. Subimos de carro para La Sebastiana, que também fechou às 3. E vimos os helicópteros de combate à incêndio lanças bolsas de água com precisão sobre as casas atingidas pelo fogo no alto dos "cerros".

Tanto na ida quanto na volta muitos pontos de incêndio na mata ao longo da Rota 68 e bombeiros trabalhando sem descanso. Uma pena. A fumaça era sentida toda Valpo e o jeito foi voltar mais cedo pela encosta da Rota 60 e admirar um pouco o Farol dos Santos Anjos. Na chegada a Santiago, mais caractrerísticas de América Latina - pessoas querendo lavar o para-brisa nos sinais, oferecendo coisas para comprar ou fazendo malabarismos. Pouco transito e aluns acidentes típicos de domingueiros na rua.

Beatriz
BeatrizPermalinkResponder

Tenho passagem p Santiago p o dia 27 de dezembro e venho acompanhando a situação pelo seu blog. Como vou sozinha estava bastante apreensiva mas, graças ao seu blog estou mais tranquila pois me pareceu q os ânimos arrefeceram um pouco. Tb tem me deixado mais segura sabendo da real situação no país, q continuarei acompanhando pelo seu blog até a data da viagem. Agradeço a todos por manterem-me bem informada.

Fabio Scatolini

Dia 04 - Vinículas. Aqui fomos marinheiros de primeira viagem. Chegamos um pouco depois da 9 na Undurraga. 14.000 pesos por cabeça. Grupo com menos de 20 pessoas. Show !! Mais degustação, mais simpatia do guia (chileno e funcionário da casa ha mais de 30 anos), melhores preços na bodega, mais coisas pra ver e explicar com mais calma. Água para enxaguar as taças e biscoitos para zerar o paladar entre um vinho e outro, além de agua gelada e filtrada à vontade. Tudo de bom.

De lá fomos calmamente para a Concha y Toro por estradas secundárias e sossegadas. Comemos no restaurante anexo, mas não achamos a comida tão boa quanto os relatos que lemos aqui. A sorte foi termos escolhido uma "pizza mechada", com um sabor peculiar, a 6.500 pesos. 16.000 pesos por cabeça. Quanto ao tour, tudo inferior, desde a qualidade dos vinhos degustados até a falta de empatia do venezuelano que nos guiou. Nem água para beber foi oferecida. Preços dos vinhos na loja maiores que no supermercado Jumbo.

O noticiário hoje está priorizando os incêndios na região de Valparaíso. Casas de madeira, muito comuns por aqui entre as classes mais baixas, queimando com facilidade. 35 graus de máxima hoje.

Carolina
CarolinaPermalinkResponder

Estive em Santiago com meus pais entre 14.11 e 18.11. Ficamos em Providência, próximo à estação de metro Pedro Valdivia. Seguimos a recomendação de concentrar os passeios entre o começo da manhã e o fim da tarde e tudo correu muito bem. Que eu saiba, só houve uma manifestação, na Praça Itália, na sexta a noite, dia 15.11. Agora estão nas tratativas para a nova constituinte e, ao que parece, o país está se estabilizando.

Cristina VnV
Cristina VnVPermalinkResponder

Riq, ontem cheguei tarde não deu para dar a atualização diária rs Ontem teve emoçãozinha rs Fomos de metro até a estação Universidade Católica pq a do Cerro Santa Lúcia estava fechada. Subimos o Cerro depois caminhamos até o Mercado Central. A ideia era ir à Praça de Armas antes mas uma manifestação de empregados da saúde em frente a um Prédio do ministério, nos fez desviar. Passamos depois na Plaza de Armas e pegamos a Catedral abrindo, ela ficou fechada. De lá metro até Vicente Valdez, trocamos a linha até Las Mercedes, outra opção de saída é Puente Alto mas estava fechada. Um táxi de rua tentou nos dar uma volta dizendo que tinha protesto e não me deu estimativa (taxímetro desligado. Fomos então para o Shopping ao lado da saída do metrô, em frente a uma loja de material de construção tem uma fila de táxi. O senhorzinho ao ser perguntando qdo daria, mostrou o taxímetro e teve que fazer um pequeno desvio antes de um protesto de jovens que começava com uma barricada sem fogo as 14.30 - daria 4000 pesos segundo ele com o desvio deu 4.200. Chegamos na Concha y Tour, compramos a do Marquês Casa de Concha com sua recomendação e te seguimos comendo empanada chilenas (foi o tempo antes do tour). Fizemos o tour tradicional e depois fomos levados para a degustação, valeu a pena. Após uma parada na loja, andamos até o ponto de táxi e chamaram um para nós. Eram 17.45 e ao passar no lugar do protesto que já se dissipava sentimos cheio de spray de pimenta. Teve manifestação na Praça Itália mas fazendo conexão em Tobalaba e sem internet eu não fiquei sabendo, só soube quando cheguei no hotel. Jantamos no hotel por exaustão e por que o metrô estava fechado as 21hs. Hoje vamos ao SKY Costanera e almoçar com uns trips conhecidos.

Edson Outani
Edson OutaniPermalinkResponder

Por causa da previsão de chuva adiamos a travessia dos lagos e permanecemos em Puerto Varas mais um dia. A cidade está mais movimentada apesar de vermos poucos turistas. Ao sair para jantar ontem, vimos uma manifestação com um pequeno número de pessoas, de forma pacífica e só gritando palavras de ordem. Foram acompanhados por um carro da polícia mas sem nenhum incidente. Não sentimos qualquer ameaça e passamos a pé sem nenhum problema.

Renan
RenanPermalinkResponder

Olá Ricardo! Estou no México e vou para o Chile na madrugada dessa quinta para sexta. Pelo que vi, a cidade está tranquila e apenas se atentar a partir das 18h. Ótimos relatos. Obrigado pela ajuda ???

Sara Amorim
Sara AmorimPermalinkResponder

Ontem tivemos a informação de que o Metrô estava fechando às 20h. Fomos ao Sky Costanera e ao Shopping Costanera, ambos fecharam às 20h. Passamos pela Av. Providencia, Tobalaba, Região de Providencia e Las Condes e as únicas coisas que mostravam que a situação não estavam normais eram os horários de fechamento mais e as pichações/tapumes, ficamos pela rua até umas 21h sem problemas e sem insegurança. Vimos carabineiros, mas que nos chamasse a atenção. Aparentemente vida normal.

Hoje andamos pelo centro perto das 12h (tudo a pé), aparentemente vida normal, povo almoçando nos bancos das praças, grupinho de japoneses no letreiro de Santiago na Plaza de Armas, assédio dos garçons no Mercado. Vimos uns caminhões usados para dispersão de multidão estacionados perto do Palácio de la Moneda, todo cheio de manchas de tinta. Vimos uma pequena manifestação pacífica de umas 30 pessoas andando com cartazes na praça ao lado do cerro Santa Lucia (a igrejinha estava fechada no cerro), o Palácio de la Moneda e entorno estava com cercamento, o Museu Chileno de Arte Precolombiana fechou às 15h30. Recebemos a informação de que o Cerro San Cristóbal estaria fechado e somente abriria no fim de semana, mas estranhei, para quem estiver pensando em ir vale a pena confirmar, porque os tickets do teleférico estavam à venda on line para amanhã. Por volta das 19h30 havia manifestação na Plaza Itália, vimos fumaça, vimos pessoas dispersando em direção ao Bellavista com boca e nariz cobertos com lenços e óculos de segurança. Resolvenos não nos aproximar e contornamos via Av. Bela Vista sem problemas.

Fabio Scatolini

Estamos em Santiago desde o dia 14, Sara e a informação sobre o Cerro San Cristobal é verdadeira. A empresa que administra o funicular e o teleférico é a mesma que faz passeios de ônibus "sightseen" e está num baita prejuízo. Só abre nos fins de semana.

Fabio Scatolini

Dia 05 - Descemos ao Centro de metrô para trocar dinheiro e zanzar pelos arredores. Cotação de 1 Real a 187 pesos. Subimos o Paseo Bandera até a Plaza de Armas. Catedral Metropolitana aberta. Vale entrar. Museu Histórico Nacional Fechado. Museu de Arte Pré-Colombiana Aberto. Tentamos almoçar no Mercado, mas, apesar de avisados pelo mestre Ricardo do assédio, simplesmente não deu pra gente. Acho que foi por causa do calor excessivo que fez hoje - 34 graus de máxima. Fizemos apenas um lanche rápido na esquina da San Pablo con Puente do Mercado. E voltamos para almoçar em Las Condes.

Comemos "Carne Mechada al Pobre", que parece ser o prato típico da cidade - carne de boi desfiada em porções mínimas com muuuuita batata frita e à cavalo. E terminamos o dia no Shopping Parque Arauco, que de "outlet" só tem o nome. Ainda assim é interessante ver lojas de luxo no mesmo espaço que as demais marcas, bem diferente do Brasil.

Vimos as pessoas andando na rua ainda com semblante preocupado, mas melhor do que quando chegamos. Como Buenos Aires, a maioria do comércio em geral só abre às 10 da manhã. Novamente, mais características.de América Latina, como gente pedindo esmolas ou vendendo coisas dentro dos trens do metrô, obras intermináveis em grandes avenidas, onde não há uma placa sequer dizendo o que está feito alí, e a maioria dos ônibus absolutamente "detonada". Os que usam taxi e Uber reclamam que NENHUM MOTORISTA LIGA O AR CONDICIONADO. E é também estranho pra nós perceber que lanchonetes e quiosques de comida na rua NÃO SERVEM BEBIDAS COM GELO, apesar do calor de mais de 33 graus.

Denise
DenisePermalinkResponder

Chegamos em Santiago na segunda, dia 18/11, justamente na data em que as manifestações ganharam força por fazer 30 dias do início. No caminho do aeroporto até o hotel vimos cerca de 5 pontos com incêndios nas ruas e um caso onde os manifestantes jogaram pedras em um carro da polícia bem na nossa frente. Nosso hotel era próximo da praça Itália e Bela Vista, o qual eu tinha pedido para a agência trocar, porém informaram que não tinha como cancelar, e que estaria tudo ok. Chegando ali por volta de 23 h, muito gás no ar, lâmpadas da praça todas apagadas, a polícia tinha dispersado os milhares de manifestantes e então estava uma penumbra, muito lixo e pedras na rua, o carro quase não passava. Queria mudar de hotel, mas achamos até mais perigoso sair dali, passamos à noite e hoje mudamos de hotel. Após aguardar a agência resolver, mudamos para Providência, próximo à estação Leones, que segundo eles seria bem tranquilo. Agora, às 21 horas teve protesto na esquina, alguns manifestantes com extintores em punho batendo nas fachadas do comércio, vieram na direção da porta do hotel, fiquei apavorada. Dispersou agora, devem ter ido para outro lugar. Talvez Las Condes seja melhor para ficar, eu acreditei que Providência já estaria mais tranquilo e aceitei o hotel recomendado, mas infelizmente foi mais um susto. Amanhã tenho passeio para Vina e Valparaíso e na quinta para vinícolas. Espero que consigamos aproveitar um pouco. Não vejo a hora de ir daqui para Mendoza na sexta. Durante o dia, na rua, tudo normal, mas alguns grupos começaram a queimar lixo e fechar ruas às 15 h no Centro. Tem ótimos restaurantes aqui perto, na Providência, tudo fechado. Costanera fechou hoje às 20 h. Minha sugestão, com base na minha experiência, é aguardar para vir.

Cissa Aguiar
Cissa AguiarPermalinkResponder

Planejamos nossa viagem em família para o Chile em dezembro, e estamos acompanhando a situacao. Pelo que vejo dos relatos aqui, há um caminho de paz se aproximando. Que bom, obrigado a tds q estão compartilhando suas experiências. O curioso é que tenho recebido de alguns amigos e parentes, pelas redes sociais, relatos absolutamente violentos das manifestações por lá. Como se a "Siria" estivesse acontecendo em Santiago. Vídeos horríveis com cenas de guerra, laser e depredacoes. Não sei o qto de montagem há nestes vídeos, mas em todos há um alerta no final para nos prepararmos pq um movimento assim está pra chegar no Brasil. Tendo a crer que são vídeos espalhados por um direita raivosa, a quem me parece que interessa a fabricação desse pânico.

Tatiana
TatianaPermalinkResponder

Oi Cissa... também estou indo com minha família em Dezembro... tentei trocar as passagens pela Latam mas fica muuuuuuito caro, tanto trocar como remarcar ou pedir reembolso...

JB
JBPermalinkResponder

Chegamos na segunda 18/11 e nosso apartamento alugado no Airbnb era colado à Plaza Itália. Como já passava das 17h, as ruas estavam bloqueadas pelos carabineros e nosso Uber teve que nos deixar a uma quadra de casa. Ainda conseguimos sair para fazer compras no supermercado, que funcionava normalmente, e voltamos para o apartamento que ficava no décimo segundo andar e pudemos assistir de camarote os confrontos entre manifestantes e carabineros, com bombas de gás lacrimogêneo e balas de efeito moral, além de jatos d'água usados para dispersar a multidão que incansavelmente atirava pedras na direção dos carabineros. Esse vaivém tático continuou por algum tempo até o por do sol, por volta das 21h, mas ficou um rastro de pedras e lixo na rua inteira. O cheiro do gás (e uma bala de efeito moral) chegou à nossa varanda. No dia seguinte saímos para um tour pelo centro e mercado central, almoçamos em Lastarria e quando o fim de tarde se aproximava, andamos pela Costanera passando pela Providência e indo até o shopping. Pudemos ver o pessoal chegando à Plaza Itália cuja estação de metrô (Baquedano) permaneceu fechada. O shopping funcionava normalmente, com algumas lojas fechando às 19h (não por medo dos protestos, mas para permitir que os funcionários voltassem mais cedo para casa). Voltamos à Providência onde fomos ao Bar Ligúria encontrar com alguns amigos (um deles chileno). Quando mostramos ao chileno as fotos e vídeos dos protestos do dia anterior ele deu a entender que a quantidade de pessoas era muito menor do que em protestos anteriores, ou seja, para os chilenos a situação está "melhorando". Para nós turistas, claro que ficamos assustados, mas na minha opinião é possível sim usufruir das atrações de Santiago desde que você evite as cercanias da Plaza Itália entre as 17 e as 22h.

Fabio Scatolini

Dia 06 - Cristo Redentor de Los Andes. Um passeio muito difícil de encontrar por aqui, embora Santiago esteja 60 Km mais perto de lá do que Mendonza e a estrada seja melhor e bem mais interessante. Os poucos operadores que vão pra aqueles lados param no Hotel e lago Portillo, apenas 25 Km antes. Os dias se apresentam ensolados, quentes e compridos por aqui. E por isso não vimos razão para não tentar.

Desde setembro, o controle aduaneiro Los Libertadores recebeu instalações estalando de novas, o que facilitou muuuuito o retorno. Já deve estar facilitando muito a vida de quem viaja de ônibus entre Mendonza e Santiago. O Lugar parece um aeroporto. A subida é suave, tanto no asfalto como na terra, mas é preciso disposição e certa habilidade e calma para dirigir em estradas de terra. Movimento muito pequeno na estrada e nosso Ônix mil subiu sem maiores problemas. Cansativo, mas valeu cada minuto. A cordilheira nos recebeu com agradáveis 15 graus celsius no monumento a 3500 metros de altitude. Só foi necessário usar um casaco por causa do vento ininterrupto. Na descida viemos devagar, parando em Portilho e nos principais "spots" da estrada para fotografar os "caracoles" (Curvas 17 e 19). Lindo.

Disseram para levar comida e bebida daqui, porque não encontraríamos nada aberto lá cima. Errado. O Hotel Portillo está fechado, mas o restaurante funciona no ano todo, assim como as lanchonetes em Las Cuevas, ponto de partida do caminho ao monumento pelo lado argentino. No monumento, ha instalações para 4 quiosques que, acredito, devam abrir em breve, entre dezembro e fevereiro, quando também devem fazer algo para melhorar a estrada, com máquinas de terraplanagem.

Se o mestre Ricardo quiser, posso passar mais detalhes sobre como fazer o passeio a partir de Santiago sem maiores problemas.

Fabio Scatolini

Em tempo: Embora seja possível chegar ao monumento pelo lado chileno, não recomendo fazer com um carro comum. O caminho é mais estreito e sinuoso.

Fabio Scatolini

Em tempo 2 - Como nesse esquema você não sai do país, não foi necessário pagar a exorbitância de seguro internacional na locadora, nem os controles argentino e chileno pelos quais passamos pediram.

Simone Ribeiro

Boa noite. Tenho viagem agendada para 16/12 para Santiago.
Vcs recomendariam que eu cancelasse a viagem? Irei viajar sozinha. E estou mto apreensiva e amedrontada.
Ficarei mto grata com a opinião de vcs.

Carolina Fonsêca

Oi Simone! Estou numa situação parecida com a sua. Também irei sozinha e embarco dia 19/12 para Santiago. Estou acompanhando por aqui e, até o momento, a minha viagem está mantida. Pelos relatos mais recentes, penso que poderei aproveitar mais durante o dia e me recolher à noite.

Marcia
MarciaPermalinkResponder

Carolina, também vamos no dia 19/12.. pensamos em cancelar mas a taxa é muito alta. Oremos que tudo dê certo wink

Cristina VnV
Cristina VnVPermalinkResponder

Eu não fiz post mas o JB fez smile No dia 19, pegamos o metrô até Tobalada e vimos muitos policiais. Subimos o SKY Costanera - as 11hs eu e Rick éramos os únicos no piso 61. Em meia hora descemos com a chegada das excursões. Demos uma volta no shopping. Fomos a La Chascona com um pequeno desvio passando por um protesto que começava às 13.45. Almoçamos com JB e demais amigos em Lastarria e depois caminhamos pela Providência, passando na beira do Rio e vendo o protesto que aumentava - tiramos até selfie rs! O metro fechou as 20hs todos os dias e pegamos com meu amigo chileno o último rumo a Providência para ir ao bar - tipo linha 2 sentido Pavuna as 18hs mas deu tudo certo e voltamos ontem sem problemas.

Caroline Melo
Caroline MeloPermalinkResponder

Vou acompanhar os relatos por aqui, pela dificuldade em conseguir informações sobre as condições no Chile. Tenho viagem marcada para janeiro (meu voo de volta é por Santiago) e como estou com bebê, fico bem apreensiva.
Espero que essa situação se normalize em breve.

Devanir GJ
Devanir GJPermalinkResponder

Estou planejando passar a semana entre o natal e o ano novo em Calama (Atacama). Algum relato de alguém por lá? A situação está tranquila? Há uma sensação de que haverá mais ou menos protestos no fim do ano? Grato.

Hugo
HugoPermalinkResponder

Agradeço a todos que tem feito seus relatos aqui. Tenho viagem para Santiago no meio de dezembro e estou acompanhando tudo diariamente por aqui. Obrigado pelo esforço de todos. Continuem nos ajudando por favor.

Esmenia Vaz
Esmenia VazPermalinkResponder

Viajo dia 28/12 para santiago e volto dia 05/01, por enquanto estou mantendo a viagem. Vou passar o reveillon em Valparaíso/Viña del Mar e estava pensando em ir de ônibus. Alguém fez esse trajeto de onibus por esses dias da manifestação? Sabem se esta tranquilo ou se teve trechos bloqueados? E o metro em santiago, está funcionando?

Cristine Ururahy Sales

Esmenia, bom dia. Também estou com viagem marcada para passar o réveillon em Valparaíso, sairia dia 27/12 e voltaria dia 04/01. Estou bem apreensiva, pois a viagem á com a família. Gostaria muito de ir, mas ainda estou na dúvida. A princípio alugaríamos um carro para ir para o litoral. Estou acompanhando as notícias para decidir, pois não consegui cancelar o vôo sem custos, nem o hotel da volta de Santiago. Cristine.

Fabio Scatolini

Dia 07 - Paruqe Quinta Normal. Um ponto com alta concentração de museus, dentro e fora, com uma estação de metrô de mesmo nome. Lá dentro também está a faculdade de medicina da Universidade do Chile. Também pouco movimento, mas com muitas crianças brincando de se molhar nos jatos d´água saindo do chão logo na entrada (o ano letivo já acabou por causa da confusão). Há um pequeno lago com pedalinhos fechados quando estivemos.

Visitamos 3 museus em menos de 3 horas, por serem pequenos. Mas todos peculiares. Primeiro - Museu de História Natural do Chile. Não me perguntem porque, mas nos deixaram entrar junto com os funcionários às 10h, antes do horário previsto de abertura às 11h. Tivemos o museu só pra nós, o que foi também uma bela experiência. Entrada 0-800. é um museu simples, com pouco acervo à mostra, mas muito didático. Poucos textos para ler e muitas imagens que se completam, com foco no Chile.

Segundo - Museu de Ciência e Tecnologia. Também muto simples, com entrada a apenas 1000 pesos. Mas ao contrário dos museus de ciência no Rio e em Sampa, a maioria da exposição interativa funciona. Também pode ser considerado um museu de história das comunicações porque possui uma boa quantidade de equipamentos antigos.

Terceiro - Museu Ferroviário. Também apenas 1000 pesos de entrada. Curioso porque é uma exposição de locomotivas antigas que operaram por aqui a céu aberto. Contamos mais de 15 locomotivas, todas a vapor. Passamos o Artequim, o Museu da Memória e Direitos Humanos e o Museu de Arte Contemporânea. Planetário fechado - deve abrir nos fins de semana.

Usamos 3 linhas de metrô para chegar lá, com duas baldeações. Uma sem "maquinistas", a linha 3. Tudo sossegado e, se não normal, muito próximo disso. Antes de voltar pro hotel passamos no Costanera Center. O Jumbo é mesmo um bom lugar para comprar bebidas, vinhos em particular. Voltamos pra hospedagem em Las Condes um pouco mais cedo, devido ao cansaço do bate-e-volta de ontem.

Até o momento, as pessoas que abordamos na rua, inclusive jovens brasileiros que trabalham por aqui com turismo, não reclamam de violência generalizada. Não há crimes à mão armada nas ruas e, mesmo em manifestações recentes, não se vê a polícia reagindo com armas de fogo. Esta semana os "carabineros" foram pressionados a suspender o uso de armas de fogo "não letais" nos protestos, depois que uma análise laboratorial detectou apenas 20 goma nos projéteis, quando o desejável seria mais de 60%. Muito diferente da PM no Rio que, por qualquer pretexto, saca as pistolas e dá tiros para o alto.

Amanhã e sábado serão nossos últimos dias aqui. Não faremos mais bate-e-voltas e esperamos tentar sentir um pouco mais do "clima" na capital para nós e passar aos demais viajantes também.

Cristine Ururahy Sales

Olá Fábio, muito obrigada pelas informações. Estou com viagem marcada para passar o réveillon em Valparaíso com meus filhos de 9 e 10 anos e marido, estamos bem apreensivos. Não consegui cancelar os vôos, nem um hotel de Santiago, o outro hotel de Santiago devolveu o dinheiro. Passaríamos duas noites em Santiago, antes de ir para Valparaíso dia 29, e mais duas antes de voltar ao Brasil. Pensamos em alugar um carro para chegar ao litoral, pelo que você viu do país será que é possível manter a viagem, será que vale a pena? Muito obrigada pelos relatos. Cristine.

Fabio Scatolini

Alugar um carro em Santiago para nós não gerou maiores problemas para mim e minha esposa, Cristiane. Quem está acostumado a dirigir no Rio ou São Paulo, tira de letra qualquer outro trânsito. A situação está tranquila fora dos arredores da Praça Itália, mas algumas manifestações podem ocorrer. Na nossa última noite em Santiago, por exemplo, lá pela 9 da noite um grupo de motoqueiros fechou um viaduto próximo da nossa hospedagem e começou um buzinaço. A Polícia chegou e, menos de 10 minutos depois, dispersou o bloqueio sem precisar sair do carro.

Financeiramente, alugar um carro é sempre bem melhor para 4 pessoas em qualquer lugar. Taxi dá muito trabalho quando se está com crianças. No Chile a gasolina não tem álcool (rende mais). O passe eletrônico de pedágio urbano está incluído no preço da locação. Os estacionamentos não são baratos, mas como você já economiza nos translados aeroporto-cidade e Santiago-Viña, recomendo que não economize nisso e evite deixar o carro na rua, além de preferir hoteis tenham estacionamento incluído. Eu alugo apenas com o seguro básico (CDW), o mesmo que a gente contrata por aqui, com franquia em caso de acidente e sem franquia em caso de roubo.

Se o teu lazer nos fins de semana inclui a necessidade de dirigir, alugue e divirta-se. Falam bem do fim-de-ano em Viña. Finalmente, é sempre bom lembrar que se perder enquanto dirige faz parte do show quando se é viajante, mesmo com eficiência dos navegadores. Dedique algum tempo antes da viagem para dar uma espiada nos arredores dos principais lugares onde queres ir com o google street ou google earth, se dispuseres de internet rápida. Boa vigem !!

Patrícia
PatríciaPermalinkResponder

Bom dia! Obrigada Fábio pelas informações e dicas.Viajarei dia 20 de Dezembro e devido aos relatos já estou bem mais tranquila.Bons passeios!!

Fabio Scatolini

Obrigado, Patricia. Fiquei lisongeado em ver minhas postagens destacadas. Venha e divirta-se !!

Hugo
HugoPermalinkResponder

Obrigado Fábio. Continue nos informando e dando dicas por favor.

Fabio Scatolini

De nada, Hugo. Nos dias de hoje, em que é quase impossível mudar planos de viagem sem cair no prejuízo, é uma satisfação pra mim poder ajudar. Boa viagem !!

Helena
HelenaPermalinkResponder

Gostaria de visitar o Santiago no Chile dia 29 agora de novembro. O q vc diz. Da pra passear e conhecer Santiago?

Fabio Scatolini

Tranquilamente, Helena. Tomando os devidos cuidados, é uma cidade bem próxima do normal. Se decidir viajar, boa viagem !!

Erika
ErikaPermalinkResponder

Muito obrigada a todos pelos relatos. Todos que estão com passagens marcadas para Santiago, acho que deu para sentir que as coisas estão mais calmas por lá. Portanto, daqui a duas semanas embarco e vou mais tranquila, depois dos relatos que li. Vamos aproveitar, mas sempre com zelo. E que todos tenhamos boas férias e guardemos boas memorias de Santiago. Bora ser feliz, sem medo!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! Abraço a todos.

Fabio Scatolini

Sem dúvida, Érica. O lugar é bom. As coisas por aqui não são muito baratas. Mas como dizia um velho amigo da minha esposa - "Quem sempre converte, não se diverte"

Daniel
DanielPermalinkResponder

Eu embarco com minha família pra Santiago no dia 7/12. Também estou esperando que as coisas estejam mais calmas até lá.

Fabio Scatolini

Dia 08 - Giro pelos arredores à leste do centro. Pela manhã, depois de abastecer o carro, fomos a Los Dominicos, estação final da linha vermelha do metrô. É um lugar simpático e interessante para observar muito artesanato, joias com o pitoresco "Lapisazuli", roupas em tricô e croché, e muita escultura com madeira e pedra sabão. Há uma igreja na entrada, aparentemente bonita, mas que só abre no final da tarde. Os preços não são convidativos, mas isso já sabíamos de outros blogs. Como chegamos perto da hora de abrir, às 10:00h, não pagamos estacionamento. Há uma exposição temporária de imagens de cera, que deve ir até janeiro. Passamos porque achamos a entrada cara - 7.500 por cabeça.

O resto dia foi utilizado para buscar as últimas bugigangas para levar. Entramos em 3 supermercados grandes - Lider Express (Walmart), Tottus e Jumbo (Mall Alto Las Condes). A pechincha do dia foi uma frigideira de cerâmica no Jumbo que saiu na boca do caixa pela metade do preço. Voltamos correndo para comprar outra.

Calor digno de verão nos trópicos - 33 graus celsius de máxima hoje. As roupas de frio que trouxemos para usar à noite servirão apenas para ajudar a amortecer o solavanco das garrafas na bagagem despachada. O trânsito é antagônico - se vê muito respeito ao pedestre que atravessa na faixa, mas também se vê muitos carros acelerando a seu lado quando você dá seta. Algumas obras de grande porte nas principais avenidas ajudam a tornar as coisas mais estressantes. Mas eu particularmente prefiro alugar em estadas de uma semana ou mais do que andar de táxi. Nesta viagem, somente o transfer de ida e volta ao aeroporto mais o bate-e-volta a Valpo/Viña pagou o aluguel com folga.

Na TV nada de destaque nas notícias sobre protestos, embora eles ainda ocorram. A prioridade esta semana para a imprensa foram os incêndios florestais. O chileno em geral é bastante receptivo e prestativo. Cruzamos pouco com gente antipática. O nosso giro pelos museus ficou um pouco prejudicado porque quase todos ficam no centro antigo e apresentaram restrição de horário.

No geral gostamos do ambiente, embora eu tenha concluído que o chile não é tão primeiro mundo quando diziam. Carne de boi quase não se consome por aqui, de tão caro. Feijão também manda lembranças. Gasolina a preço de Macaé (a mais cara do Brasil, embora seja a cidade que mais produz petróleo) e estacionamentos cobrados POR MINUTO (sem a colher de chá de descontos se fizer compras.

Amanhã tentaremos sair o mais tarde possível, porque voltamos no Emirates 246, de madrugada. Devemos passar a tarde no parque bi-centenário, que deve abrir até 20:00h, como o Cerro San Cristóbal. Me comprometo a fazer mais um comentário depois de chagarmos em casa. Mas aproveito a oportunidade para agradecer com toda a sinceridade ao Blog por ter destacado minhas postagens. Fiquei satisfeito e contente em poder ajudar os demais viajantes a se decidirem.

Sylvia Molina
Sylvia MolinaPermalinkResponder

Oi Fabio. Ir a Los Dominicos para comprar algo, lembrancas, nao vale a pena mesmo.Se formos aos grandes shoppings encontramos lojas ou quiosques que vendem artesanatos a preços bem menores.O parque bicentenário e lindo. Se for em janeiro tem cinema todos os dias ao ar livre. Se morar em Viatura vc paga metade do preço,se for idoso também. Os cartazes com os filmes que serão exibidos estão na frente das bilheterias e vc escolhe qual quer assistir no dia estabelecido. O parque bicentenário e lindo, limpo e o restaurante dentro do parque e uma delicia.E caro mas vale a pena.

Fabio Scatolini

Obrigado, Sylvia. Sairemos do apartamento às 3 e vamos dar uma passada lá.

Sylvia Molina
Sylvia MolinaPermalinkResponder

Oi Fabio, a carne e mesmo cara ,o pais e especialista em frutos do mar.Nos supermercados você encontra feijão, ate feijão preto.Onde pagou estacionamento por minuto?A gasolina nao e cara nao. Os chilenos antipaticos são os ricos. Mas como quase todos os brasileiros falam muito alto, isso incomoda muito o pessoal. De resto o pais e maravilhoso. Se for possível viaje pelo Chile, Deserto de Atacama, Vina del Mar, Valparaiso. Va as montanhas no verão também, so nao esquece o agasalho porque mesmo no verão la em cima e muito frio. Enfim divirta-se.

Fabio Scatolini

Estivemos no Cristo Redentor de Los Andes, quarta feira. Da próxima vez vamos tentar os Lagos Andinos. Concordo com o que disse sobre brasileiros - muito barulhentos. Um abraço.

Fabio Scatolini

Onde eu paguei estacionamento por minuto ?? Em todo o lugar em que eu estive, com raras exceções, já comentadas. Os mais caros estão na faixa de 40 pesos. Os mais baratos, 10. Está em números garrafais na entrada dos lugares.

Patrícia
PatríciaPermalinkResponder

Arrassou de novo Fábio, já pode virar blogueirooo!!!

Fabio Scatolini

Obrigado, Patrícia. Foi a primeira experiência de fazer um relato da viagem compartilhado dia-a-dia. Gostei muito, mas não sei se consigo elevar isso a meio de vida. Um abraço.

Cristina VnV
Cristina VnVPermalinkResponder

Hugo eu já voltei mas resumo assim : se hóspede em las Condes. Vá a Valparaiso de manhã num final de semana quando o Congresso que é lá fecha. Eu fui no domingo cheguei as 11hs e voltamos sem problemas, na segunda o bicho pegou por lá além do foco de incêndio por causa da secura. Centro de manhã e vinícola a tarde. Jante no Parque Arauco onde jantei no sábado (amei o Ceviche do Tanta). Cidade reduziu o número de turistas não peguei fila em nada e o cúmulo foi eu e meu marido sermos os únicos no Piso 61 do SKY Costanera as 11hs da terça. e passe longe da praça Itália a tarde - se bem que nós passamos em 5 do outro lado pelo Rio e até tiramos selfie rs

Sandra Nonato Jubeleo

Pretendo fazer uma viagem de carro até o Chile em janeiro. Estou apreensiva quanto às estradas para ir até Providência. Ficaremos uma semana em Santiago e estou acompanhando as notícias por aqui. Por enquanto a viagem está mantida. Se alguém está viajando de carro pelo Chile, por favor dê sua opinião, para nós é muito importante.

Júlia Galarza

Tenho viagem programada para o dia 29/nov. O roteiro inicial era Santiago e arredores, mas com a continuidade dos protestos alterei para a região dos lagos e mantive três dias em Santiago. No último dia 21/nov recebi email do hostel em Santiago solicitando o cancelamento da reserva. O hostel fica próximo aos Museus e a Praça Itália. O email do hostel informava que não poderiam garantir a segurança dos hóspedes. Tenho acompanhado os protestos pelo "piensa.prensa" no Twitter e os vídeos mostram extrema violência dos carabineros contra os manifestantes.
Devido a tudo isso optei por estender o período nos lagos e ficarei apenas um dia em Santiago.

Hugo
HugoPermalinkResponder

Muito obrigado pelas dicas Cristina.

CARLA COHEN
CARLA COHENPermalinkResponder

Viaje na Viagem faz um excelente trabalho permitindo esses posts colaborativos. Precisei há pouco do post sobre o óleo no Nordeste e foi muito útil. Também preciso deste do Chile, pois comprei passagem pro fim do ano (comprei antes de começarem os protestos).
Muito obrigada pelo serviço, ajuda muito a não depender da midia que costuma ser sensacionalista.
Um abraço.

Ricardo Freire

Obrigado, Carla! Eu não diria que a mídia é sensacionalista -- mas é, de fato, mal equipada para oferecer essa perspectiva individual. Aqui no blog o grande mérito é dos leitores que contribuem generosamente com seus relatos. A gente só arruma o espaço smile

Beatriz
BeatrizPermalinkResponder

Olá Como viajo mês q vem p Santiago tenho acompanhado também o câmbio e verifiquei q está em 800,1 CLP o dólar, o oficial. Num comentário neste blog fiquei sabendo q uma corrida média de táxi sai em torno de 4.200 clp. Perguntaria se alguém saberia me dizer qual o preço médio de um refrigerante ou uma cerveja e também uma refeição em um restaurante, nem mto popular mas também sem ser estrelado. Agradecerei se puderem me mandar alguma informação de alguns preços encontrados atualmente na cidade p saber quanto precisarei levar em dólar. Sei q o Chile nunca foi um país barato.

Fabio Scatolini

Comida na rua em Santigo tem preços parecidos com os do Rio e São Paulo, Beatriz. Refrigerantes e água mineral custam a mesma coisa. Mas a comida é muito diferente e vai fazer sentir saudade da nossa, se ficar uma semana ou mais. Carne do boi, só do tipo "mechada" (desfiada) e em porções mínimas. A base da alimentação é batata, e não arroz. A proteína vem na maioria da vezes de frango, peixe (merluza ou salmão) e frutos do mar. Levamos R$ 3000 para duas pessoas e 10 dias, e sobrou algum.

Como ficamos em apartamento e não em hotel, fizemos mercado para cozinhar no jantar e no desjejum. Quando você for, as coisas devem estar normais quanto aos museus e igrejas. Boa viagem.

Fabio Scatolini

Dia 09 - Parque Bicentenário. Tínhamos o dia inteiro livre, já que voo o saiu de madrugada e os museus e igrejas estavam fechados. Aproveitamos o condomínio do apartamento pela manhã e saímos às 3 da tarde. Voltamos ao Parque Metropolitano e esperamos anoitecer no Parque Bicentenário. Observamos o comportamento dos nativos que o frequentam. Apesar de ser um sábado, o ambiente parecia de um domingo no Parque do Ibirapuera ou na Quinta da Boa Vista nos Áureos tempos. Nada de lixo no chão ou música em alto volume. Cada um na sua e respeitando o próximo. Saímos junto com o sol às 20:00h.

Tivemos que chegar um pouco antes do previsto no aeroporto, para trocar os pesos chilenos que sobraram. O voo de volta é uma quase uma hora mais curto que o de ida. Um forte vento de proa na ida se transforma em vento de popa na volta e chegamos no Rio antes das seis da manhã. De certa forma, foi bom a final da libertadores ter sido em Lima. Se fosse em Santiago, voltaríamos com o voo mais cheio e mais confuso. Mesmo assim, vimos muitos torcedores dentro do avião, que não devem ter conseguido cancelar o bilhete e compraram mais uma perna Santiago-Lima para ir ao jogo.

Se as coisas melhorarem no Chile e no Brasil ano que vem, voltaremos para visitar os lagos andinos. Amanhã, a carruagem vira abóbora de novo e a vida segue em frente. Agradeço novamente a gentileza do blog em destacar nossos posts. E aos que decidirem viajar ao Chile no final do ano, boa viagem !!

A Bóia
A BóiaPermalinkResponder

Imagina, Flavio! A gente é que super agradece a sua disposição e generosidade de postar!

Edson Osiro
Edson OsiroPermalinkResponder

Olá pessoal,primeiro gostaria de agradecer esses comentários que estão me deixando mais calmo,pois tenho viagem marcada para o Chile em dezembro. Como vou para Puerto montt e Puerto Varas será que alguem sabe como está a situação por lá?
Obrigado

A Bóia
A BóiaPermalinkResponder

Olá, Edson! Você encontra um relato de Puerto Varas ao pé do post. Falta de notícias é boa notícia.

Karina Menezes

Boa noite!
Tenho viagem marcada para Valparaíso no dia 22/12, vou ficar hospedada no San Alfonso Del Mar, devo cancelar minha viagem? Alguém pode me ajudar? Por lá está tendo grandes manifestações?

Pablo
PabloPermalinkResponder

Oi Karina. Você vai esta longe de Valparaíso, já que San Alfonso del Mar está em Algarrobo, que está bem tranquilo, sem maiores manifestações.
De San Alfonso para Valparaíso é uma hora de carro.

Daniele
DanielePermalinkResponder

Olá! Estou com minha viagem marcada para 11/01/2020, porém estou bem assustada com tudo isso! Iremos com crianças ! Vcs acham q eu deveria desmarcar a viagem?!

Giana
GianaPermalinkResponder

Olá, pessoal!
Ressalto que os relatos aqui postados tem sido muito importantes para quem tem viagem marcada para o chile, sobretudo para Santiago, como é meu caso.
Todo dia acesso o site para me atualizar!
Obrigada especialmente ao Fábio, pois ter feito um verdadeiro diário de sua passagem por Santiago!
Estou bem tranquila, não vou cancelar a viagem, que será no início de janeiro, a não ser que outros eventos - protestos ou não - aconteçam e realmente inviabilizem.
Abraço.

Fabio Scatolini

Obrigado, Giana. Chegamos de lá no domingo e confesso que me senti bem em fazer o "diário" da viagem online e que ele tenha ajudado os demais viajantes. Tua viagem ainda está longe e certamente tudo estará bem melhor. Boa viagem.

Viviane
VivianePermalinkResponder

Bom dia
Estou de viagem marcada para dia 25 de dezembro para o Chile, inicialmente ficaremos em concon, depois em Santiago.
Será que em Dezembro essas manifestações já encerram ou provei que elas aumentem?

Desde já obrigada

Márcia
MárciaPermalinkResponder

Eu também vou ficar hospedada em San Afonso Del Mar no final do ano. Mas ainda está acontecendo as manifestações? Não está mais passando na tv no Brasil

Fabio Scatolini

O Geraldo, no dia 02 de novembro, postou o site de um bom jornal de lá - o "La Tercera" - https://www.latercera.com/

Eu havia colocado um link para a CNN Chile na mesma época, mas ele já não está mais disponível em sinal aberto. Como muitos aqui, fizemos as reservas com muita antecedência e pagamos pela hospedagem e o bilhete aéreo mais barato que uma viagem para Fortaleza.

Não pudemos cancelar, deixamos de fazer algumas coisas que queríamos por conta de mudança de horários das atrações, mas também não podemos dizer que a viagem não foi boa. Faz parte do show observar esse momento histórico do povo chileno, como também já disseram outros colegas aqui.

Cristina VnV
Cristina VnVPermalinkResponder

Eu almocei em Concón após visitar Valparaiso e Viña - fica logo depois de Viña - acho que não terá problemas pq segundo li os problemas tendem a ser em Valparaiso

Adriana Iwasaki

Também liguei na latam e queriam me cobrar 100 dólares por passageiro para cancelar a passagem. O caminho é acionar Juizados Especial

Atenção: Os comentários são moderados. Relatos e opiniões serão publicados. Perguntas serão selecionadas para publicação e resposta. Entenda os critérios clicando aqui.
Bóia de férias. Só voltaremos a responder perguntas que forem postadas a partir de 3 de junho. Relatos e opinões continuarão sendo publicados.
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