5 lugares para comer ótima carne em Buenos Aires

La Brigada, Buenos AiresComer churrasco em Buenos Aires é outra história. Não é uma questão apenas de qualidade de matéria-prima e de competência de preparo. Isso os argentinos têm de sobra, mas também pode ser encontrado nas boas churrascarias do Brasil. O que torna a parilla (diga: par-rrr-ija) especial é que tudo é diferente do nosso churrasco. As raças de gado criadas na Argentina possibilitam cortes diferentes dos que conhecemos. Junte-se a isso a tradição de usar a grelha, e não o espeto, e pronto: você tem uma experiência carnívora totalmente distinta.

Durante sua estada portenha, você vai trocar aquelas finas fatias de picanha que se derretem na boca (algo totalmente desconhecido na Argentina!) por cortes altos e suculentos (e que podem vir tão macios a ponto de serem cortados com colher). Os cortes mais famosos são ojo de bife, bife de chorizo e bife ancho, retirados do pedaço que aqui chamamos de contrafilé. Tira quer dizer “costela”. E o nosso filé mignon é o bife de lomo deles. Se quiser ao ponto, peça a punto. Mal passado? Jugoso (diga: rugôço). Mas se o seu ponto for bem passado, peça mariposa (maripôça), que o seu bife vai ser aberto para atingir este ponto de cocção.

Cabaña Villegas

Procurando uma boa parrilla em Puerto Madero? Das churrascarias da região, a Cabaña Villegas é a mais recomendada pelos portenhos, que elogiam a qualidade das carnes, o serviço atencioso e a excelente relação custo x benefício. Há um menu com empanadas de entrada, saladas, bife de chorizo, meia garrafa de vinho e sobremesa a 68 pesos. Vale a pena reservar por telefone: você aproveita para pedir uma mesa com vista para o rio (Alicia Moreau de Justo, 1050; tel. 4142-0108).

Mirasol de la Recova

A duas quadras do shopping Patio Bullrich, na esquina da avenida 9 de Julio com a calle Posadas, sob um pequeno viaduto, esconde-se o melhor enclave de restaurantes da Recoleta, La Recova. Para quem está à procura de uma parilla de qualidade, a filial da rede classuda Mirasol é um porto seguríssimo. Espere preços altos mas um serviço de primeira (Posadas, 1032; tel. 4326-7322).

La Brigada

Tradicionalíssimo — e folclórico — endereço em San Telmo, o La Brigada funciona num sobrado decorado com pôsters, bandeiras e flâmulas de futebol. A marca registrada da casa são os garçons que cortam os assados com colher. Se você quiser almoçar aqui num domingo (dia da feira na Praça Dorrego, ali perto), é bom reservar, ou ficará muito tempo na fila de espera (Estados Unidos, 465; tel. 4361-5557).

El Pobre Luis

Não é preciso atravessar o rio da Prata até Colonia del Sacramento para ter um gostinho do Uruguai. Neste restaurante (bastante informal) em Belgrano — um pouco para lá de Palermo — você pode provar a parrilla à moda uruguaia, preparada na grelha inclinada. Seja qual for a carne que você escolher no El Pobre Luis, não deixe de pedir as mollejas (timo; diga: mojêrras) de entrada (Arribeños, 2393; tel. 4780-5847).

La Cabrera Norte

As duas casas da La Cabrera — distantes a apenas um quarteirão, em Palermo Soho — são indefectíveis em qualquer lista de boas carnes de Buenos Aires. Pudera: além da qualidade dos cortes e do preparo, por ali todos os pratos são servidos com uma infinidade de pequenos acompanhamentos (legumes, pastinhas, batatas, picles) que fogem do trivial carne + batata frita. (Se bem que as batatas à provençal também são uma delícia.) La Cabrera Norte é especialmente indicada para quem quer provar os inacreditáveis bifes de Kobe, a carne mais macia do mundo, agora produzida também na Argentina. Reserve ou espere muito (Cabrera 5099; tel. 4831-7002).

 

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71 comentários

Vou a Buenos Aires em média três vezes ao ano e para mim, sem sombra de duvidas, a melhor carne da capital portenha é do El Mirasol de la Recova. O bife de lomo de lá é inigualável. Gosto bastante também do assado de tira. Depois indico o Don Julio ( que já teve melhores dias) e o Calden del Soho. Cabanas Villegas da ultima vez que fui ( em set/16) estava abaixo da crítica.

Os melhores restaurantes de parrilla q comemos chorizo e ojo de bife foram na seguinte ordem:
– Don Julio (o melhor na minha opiniao)
– La cabrera norte
– Cabaña las lilas (sentei na parte de fora com a linda vista para o rio e a ponte de la mujer) eh mt bom mas custa o dobro dos q citei acima.

Olá! Sugiro o El Carbón (Reconquista, 875). Gente, que carne! Acho que não é muito frequentado por turistas (e sim por executivos locais) e quando fomos (almoço em dia de semana), tivemos que ficar “escondidinhos” porque estávamos de bermuda. Mas valeu a pena. Marta

Tirando a La Brigada, que não conheço, todas as outras citadas são bem para turistas. Tive uma péssima experiência na La Cabrera. Só porque era inverno, os caras estavam com o ar desligado. Fazia 18 do lado de fora. Nem tão frio. Lá dentro, mais de 30. Nem comemos. Gostei muito da Estilo Criollo, na Serrano, 1458 entre Villa Crespo e Palermo. Relativamente pequena, garçons atenciosos, ótima carne e empanadas na brasa maravilhosas.

La cabrera – 24/05/2015 – Nós do RS comemos muita carne, e de qualidade. Eu esperava mais da carne tão badalada na internet. Pedimos uma pamplona de ternera ($248,00) que estava seca na parte grelhada. E um bife de chorizo com roqueford ($232,00) em que 1/4 do pedaço era graxa não comível. Os acompanhamentos eram deliciosos e um prato por pessoa, mais os acompanhamentos e o cubierto, são suficientes.
Foi pago $32,00 de cubierto – obrigatório, por pessoa, e incluía só pão, manteiga e pate de azeitonas.
O atendimento dos garçons é algo a parte: Péssimo! Ao chegar haviam 2 garçons, um atendendo enlouquecidamente 2 ou 3 mesas ao mesmo tempo, e um polindo taças ao nosso lado. Depois de se falarem e fazerem sinal, o das taças veio nos atender, sinceramente acho que ele deveria ter estado de folga naquele dia.
Pedimos os pratos e por saber que eram grandes, não pedimos acompanhamentos e nem entradas. Geralmente não bebemos vinho, só espumante, então pedimos refrigerantes. Ao pedir a bebida ao bar ele foi irônico: 2 fantas pequenitas – pe-que-ni-tas!
Aceitaram reais na cotação de $ 3,00, quando o pior cambio do dia na cidade estava a $3,50.
Por causa da má vontade no atendimento, da ironia e do câmbio abusivo resolvemos não pagar o serviço, o que o fez resmungar em voz alta.
A conta saiu em R$ 104,00 ($624 pesos) por pessoa com carne e refri (incríveis $41,00 cada) e alguma taxa a mais que não sei o que era.
Não voltaria. Comi melhor no Piazzola.

    Olá, Carine!

    Dicas que valem para TODOS os restaurantes de Buenos Aires:

    1) Se quer pagsr em reais, pergunte ANTES se aceitam e, mais importante, qual é a cotação. Aceitar reais não é obrigatório, e cada estabelecimento faz sua taxa de acordo com sua estratégia comercial.

    2) Água, refrigerante e café são sempre caríssimos. Vinho e cerveja têm melhor relação custo x benefício.

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