“A mais feia que você jamais vai amar”

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São Paulo é a protagonista da seção “36 horas em…” do caderno de viagem do New York Times deste fim de semana.

O repórter Seth Kugel, que arranha o português e costuma fazer boas matérias sobre o Brasil, mais uma vez acerta na mosca. Como não gostar de uma matéria sobre São Paulo que abre com a frase “Esta deve ser a cidade mais feia e perigosa que você jamais vai amar”?

O roteiro do Seth começa na tarde de sexta, com a Estação da Luz, o Jardim da Luz, a Pinacoteca (nada sobre o Museu da Língua Portuguesa, entende-se…) e um chopinho no Bar Léo. De lá, jantar e música ao vivo no Bar Brahma, na esquina da Ipiranga com a São João onde alguma coisa aconteceu no coração do Caetano.

O sábado começa com um café da manhã na Galeria dos Pães da Estados Unidos, seguido de uma visita ao Masp e de um passeio pela recém-reformada rua Oscar Freire, para tomar café no Santo Grão e ver as vitrines de lojas como a Osklen.

O jantar é por ali mesmo nos Jardins, no Rodeio, a mais paulistana das churrascarias. De lá, um táxi (exageradamente calculado em 25 a 30 reais; não deve dar mais do que 15) para a Vila Madalena, para botecar no Salve Simpatia ou no Feitiço da Vila.

O domingo começa com a missa com canto gregoriano no Mosteiro de São Bento. Depois é só despencar até o Mercado Municipal para um megapastel de bacalhau no Hocca Bar (e não o mega-sanduba de mortadela do Bar do Mané, da minha foto), e pegar um táxi (aí sim, de 30 reais, digo eu) para encerrar o fim de semana com uma água-de-coco no Ibirapuera.

Em linhas gerais, um óóóótimo roteiro, absolutamente factível. E o que é melhor: sem contratempos de trânsito (principalmente se você se hospedar na região da Paulista, para os lados da Consolação).

Se me pedissem para procurar pêlo em ovo, eu tiraria o Bar Brahma (acho fraco) e o Rodeio (é bacana, mas acho que para um gringo valeria mais a pena ir a um rodízio top), e incluiria os dois mirantes mais espetaculares — e complementares — da cidade: o do Terraço Itália, na primeira noite, e o do bar Skye, do hotel Unique, na segunda. Ah, sim: e wouldn’t bother com o Ibirapuera, sobretudo num domingão em que vai haver mais gente do que árvores.

Clique aqui para ler a matéria completa, com fotos e links e tudo mais.

E olha que coincidência — eu tenho uma segunda coluneta na Época, que é publicada nas semanas em que a colunona não sai. É uma tripinha de título “6 Horas”, com sugestões para aproveitar uma janela de tempo livre numa cidade qualquer do mundo. Pois justo essa semana as minhas “6 Horas” se passam em São Paulo, e são praticamente idênticas às seis primeiras horas do roteiro do Seth, da Estação da Luz ao Bar Léo (só que incluindo o Museu da Língua Portuguesa, claro).

A propósito… só agora me dei conta de que esqueci de agradecer à Carla Portilho, que me ajudou a fazer as “6 Horas em Lima” da coluna que foi publicada na quinzena passada. Obrigadíssimo, Carlinha!

88 comentários

Eu estou lendo uma matéria de 2007 que tem um link :/ ….. Arrisquei clicar no link e o óbivo se concretizou …. Pena, queria ler a matéria do 7!!!

Eu já tinha visto todos, obrigada. É que achei esse mais o que estou procurando. Depois da “bronquinha” lá no post de Natal, estou mais cuidadosa pra não repetir perguntas e assuntos 😉

Olá Ricardo! Sou mais uma leitora assídua e calada deste delicioso blog e de todos os teus trabalhos!
Moro em Brasília e estou programando uma viagem de carrro até SP com meu marido e meu filho de 3 anos. Como não temos dia marcado para chegar por lá e dispomos de bastante tempo, gostaríamos de fazer do (longo) trajeto um passeio. Você tem dicas de lugares / hotéis bacanas “no meio do caminho” onde pudéssemos parar, ficar uma ou duas noites e curtir o local?
Agradeço se puder me ajudar!

Tem umas pousadas muito bacanas, com ofurô nos quartos e tudo em São Francisco Xavier e Santo Antonio do Pinhal. Não estou com os links aqui, mas prometo dar uma fuçada e mandar tá?

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