A segunda viagem à Europa

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A Wanessa voltou agorinha de uma viagem à Europa — a segunda da sua vida, e a primeira planejada com o povo aqui do blog. Ela fez um ótimo relatório de viagem, que merece ser lido também por quem não é freqüentador do post-novela (já com 1.335 capítulos, digo, comentários) da viagem de trem na Europa. Passo o microfone à Wanessa.

Acabei de voltar da minha segunda viagem à Europa, que teve cara de primeira. Explico: como na primeira vez viajei acompanhada de pessoas que já tinham ido muitas vezes, não fiz os típicos lerês… Bom, como o blog me ajudou MUITO, resolvi deixar aqui a minha contribuição:

1) Meu roteiro incluiu Londres, Bruxelas, Amsterdam, Paris e Lisboa. Lisboa foi incluída inesperadamente, só porque eu tinha uma conexão na cidade (voando TAP), mas os três dias que passei lá foram excelentes. Acho que acertei na ordem das cidades: começando por Londres, a mais cara de todas, acabei ficando com a impressão de que a Europa do euro é barata, e terminei por Lisboa, que é mesmo uma cidade mais barata;

2) Dinheiro: levei apenas algumas libras (porque chegaria por Londres) e euros. A maior parte da viagem, resolvi com o Visa Travel Money. Só é preciso ter cuidado porque alguns lugares só passam no cartão compras a partir de 20 euros. A taxa para sacar dinheiro em moeda local era de 2,50 euros;

3) Deslocamentos: para quem mora no Nordeste, como é o meu caso, a TAP é uma opção muito atraente para voar para a Europa, porque nos poupa de ir até São Paulo (a viagem Recife-Lisboa dura 7 horas, quase a mesma duração de João Pessoa-Porto Alegre, que foi minha ponte aérea durante uns 3 anos). Já na Europa, fiz Londres (Heathrow)-Bruxelas de avião, pela British, e Paris (Orly)-Lisboa, pela TAP. Os demais trechos, fiz de trem, pela Thalys. Comprei os bilhetes na própria estação, alguns dias antes da viagem. Não encontrei promoções, mas paguei o mesmo preço que tinha encontrado na internet, antes de embarcar. Nada extorsivo e, considerando as vantagens do trem para os deslocamentos mais curtos (não tem espera, as estações são bem centrais), valeu a pena.

4) Trânsfer: o único lugar que seria mais complicado para mim era Londres, pois, nos demais, chegaria de trem, ou o aeroporto não era muito distante da cidade. Acabei usando o Heathrow Express e foi bem simples. Foi uma forma interessante de começar, já me adaptando ao estilo europeu de viajar (estou acostumada a sempre pegar táxi na saída do aeroporto sem pensar duas vezes aqui no Brasil).

5) Hotéis: segui as dicas da Sylvia para escolha de hotéis pela internet, e, como não podia deixar de ser, deu tudo muito certo. Todos os hotéis em que fiquei eram bastante simples, mas limpos e bem localizados. Os comentários do Trip Advisor eram extremamente fiéis à realidade. Enfim, não tive surpresas negativas, pois já sabiam quais eram os “defeitos” de cada hotel. Fiz as reservas pelo Venere, pelo Booking e pelo site da rede Accor.

6) tTansporte nas cidades: comprei passes para utilizar os transportes públicos durante um número de dias fixo. Dá para encontrar essas informações na internet e já sair daqui sabendo a melhor opção em cada lugar. Em Paris, nao deu para comprar a Carte Orange, mais barata, porque cheguei no meio da semana, mas o Paris Visite já ajudou muito.

7) Passeios: bom, saber o que fazer em cada cidade, é fácil descobrir a partir da internet e dos guias de viagem, mas eu fiz algumas coisas diferentes… Acabei não fazendo nenhum passeio do tipo bate-e-volta. Eu adorei cada uma das cidades que visitei e simplesmente não quis ir a outros lugares! Em Londres, troquei a visita à London Tower, que eu achei excessivamente lerê, por uma caminhada pela City. Foi maravilhoso observar a arquitetura do prédios, o contraste entre as construções super modernas e as mais antigas. Completei com uma tarde na Tate Modern. Saudades… De Paris, também tinha pensado em ir a Versailles, mas desisti porque estava chovendo muito, e eu não gosto de ficar na rua com o tempo ruim. Claro que, em Paris, não me faltaram opções. Até mesmo em Bruxelas, onde fiquei 3 noites (todo mundo acha demais para a cidade), e tinha planejado ir a Bruges e Gent em um dos dias, acabei mudando de idéia. No dia escolhido, troquei o bate-e-volta por um passeio pelos bairros de Ixelles e Saint-Gilles, cheios de construções em estilo art-nouveau (mais uma vez, eu adoro arquitetura) e pela avenida Louise e arredores. Não me arrependi de jeito nenhum.

8 ) Incidentes: chegando a Bruxelas, dei a “sorte” de a minha mala ter ficado em Londres. Poderia ser um transtorno, mas para mim foi uma vantagem, porque tudo o que era essencial para a sobrevivência estava na bagagem de mão, e a mala estava pesadíssima! Depois, eles entregaram no hotel.

9) Viajar sozinha: de início, eu não estava muito animada a viajar só. Nunca tinha feito isso antes, e tinha receio de não curtir, perder tempo e dinheiro. Mas foi este blog que me fez decidir ir (pelo que serei eternamente grata ao Riq e à tripulação!). Planejei tudo (também com as informações que encontrei aqui e no livro Viaje Sozinha) e acho que essa é a chave para a gente fazer uma excelente viagem (o que é excelente, claro, varia de pessoa para pessoa).

Viajar sozinha não foi pior nem melhor do que viajar acompanhada, foi só diferente. Por exemplo: a maior parte dos meus programas era diurna, porque não gosto de sair só à noite, mas, no final do dia, eu estava mesmo tão cansada que não sentia falta de balada; a gastronomia também não foi um ponto forte da viagem, e, quando me dava vontade, escolhia um lugar para almoçar melhor; tive toda a liberdade para alterar os meus planos originais, sem correr o risco de chatear ninguém; transformei a câmara fotográfica numa grande companheira de viagem (fiz muuitas fotos); acabei conhecendo várias pessoas interessantes no caminho e dediquei a esses encontros o tempo que me deu vontade, porque sempre podia refazer meus planos; escolhi hotéis em áreas centrais, evitando lugares que pudessem ser perigosos se eu quisesse voltar sozinha à noite (segurança tem de ser uma preocupação para quem está só, já que ninguém vai dar pela nossa falta muito rapidamente); escolhi destinos “seguros” para me adaptar à nova forma de viajar (convenhamos: quase todo lugar na Europa é mais seguro do que as grandes cidades do Brasil); habilitei o meu celular para funcionar no exterior. O preço das ligações para o Brasil era proibitivo, mas dava segurança (também para a minha família) ter um celular comigo, e eu podia trocar torpedos por um preço razoável. Em resumo, eu AMEI a minha viagem e agora, sabendo que a eventual falta de companhia não é um problema, já estou pensando na próxima…

Wanessa

27 comentários

Ah, Michelle, tinha esquecido de outra possibilidade no Caribe. É a República Dominicana. Mas tem que ser pra Punta Cana, que é a praia mais bonita. Lá os resorts são all-inclusive — não há gastos extras com comida ou bebida, então você sabe direitinho quanto vai sair a brincadeira.

Se você for para lá, procure um pacote via Panamá, com vôo direto a Punta Cana (até há pouco, era preciso descer em Santo Domingo e viajar mais 3 horas pela estrada, ou então ir por Miami).

Michele, os pacotes mais baratos para o Caribe têm preço parecido com o dos pacotes para resorts do Nordeste de primeira linha. A diferença são os extras; gasta-se mais para comer e beber em Aruba, Curaçao ou St. Maarten do que no Brasil.

O México tem preços de alimentação semelhantes ao Brasil. Você pode estudar os pacotes para Cancún ou Riviera Maya. Eu sou fã de Playa del Carmen, que é a Búzios da Riviera Maya.
http://viajenaviagem.wordpress.com/2007/07/10/cancun-ou-playa/

Cartagena deve ter preços ainda melhores. Mas não espere aquele mar do Caribe na praia da cidade; para encontrar aquele marzão das fotos, você vai precisar fazer passeios para ilhas próximas. (Atenção: falo de orelhada. Já fui a todos os lugares de que falei acima, mas a Cartagena, não.)

San Andrés é um lugar mais alternativo; deve ter bons preços mas não sei se corresponde ao que você espera quando diz que não quer destino de “desbravador”. A Meilin esteve lá agora, mas ela foi mergulhar:
http://pergaminhoeletronico.wordpress.com/2007/10/13/glub-glub-san-andresglub-glub/

Tanto Serra Gaúcha quanto Buenos Aires são perfeitas para lua de mel.

Michele, ao contrário do que você imagina, é muito fácil passar uma semana super-romântica em Buenos Aires. É só fazer tudo por conta própria (ou seja: não fazer nenhum passeio de grupo), jantar bem todas as noites (pela metade do preço do Brasil), fazer um curso de tango…

Este post aqui serve com índice para tudo o que temos sobre Buenos Aires no blog.
http://viajenaviagem.wordpress.com/2007/07/16/buenos-aires-pra-carol/

Caro Ric!

Descobri este precioso endereço procurando relatos sobre St Marteen. Desculpe pelo coment “nada-a-ver-com-o-assunto”, mas gostei do teu estilo e já vou chorar as mágoas.

Caso-me no final de abril de 2008 e procuro um destino para aquela que será a nossa primeira viagem – e de lua-de-mel. Um agente havia sugerido St. Marteen após eu perguntar – e muito – sobre algum destino caribenho mais em conta (imagine quanto custa casar hoje em dia). O que li aqui sobre este destino foi praticamente como viajar até lá, rs. Desistimos em função dos valores.

Queremos uma viagem romântica e animada, mas não daquelas inerentes aos “desbravadores”, buscamos comodidade. Pensamos em duas possibilidades:

– Serra Gaúcha hospedados no Hotel Serrano em Gramado com inúmeros passeios inclusos (já temendo a pancinha na volta – pareceu turismo “comilômico”)

– Buenos Aires, pq todo mundo fala que é O LUGAR pra se passar lua-de-mel. Ainda estamos perdidérrimos quanto ao que programar e como pra fazer uma viagem proveitosa em se tratando de tempo, nos dois sentidos. O tal agente sugeriu o Suites Catalinas, o Waldorf e o Sheltown, sendo este último o que pareceu mais agradável. Procurei muito algo que esclarecesse sobre o que acontece numa lua-de-mel em BsAs, mas pra minha infelicidade achei de um tudo, menos o que me esclarecesse. Percebi que tem de tudo pros aventureiros, mas buscamos um tour mais charmosinho e super romantiquinho por lá.

Quem me ajuda???

O detalhe pior é que ainda me imagino no sul do Caribe… Talvez Cartagena e St. Andres? Seriam mais baratos que Marteen? Alguém me dá uma luz pro Caribe???

Em tempo: show de endereço, viciei…

Valeuzão à quinta potência…

Ih, sou do contra tb – eu já fui aos EUA quatro vezes e nunca fui a Disney! Mas já fui a Miami 2 vezes – sempre esticando uma viagem de trabalho. Tô esperando ter filhos como o Giramundo! 🙂

Wanessa, meus parabéns! Adorei seu relato, viajei com ele. Após 9 viagens sozinha à Europa, fruto da falta de companhia da primeira vez, de necessidade de trabalho nas 7 seguintes e na vontade de ir sozinha na última rsrs, eu te digo – daqui a pouco vc andará o dia todo e ainda arrumará essas companhias maravilhosas que te levarão a um bar, um pub e até um night club latino em Berlin rsrs

Riq, estou no mesmo barco que a Carla :p . Essa será a minha primeira viagem aos EUA e nem vou passar perto da Florida.

Por isso mesmo já estou prevendo uma dose extra de planejamento para que possa conhecer tudo que estou querendo e aproveitar ao máximo o passeio.

😆 Ih, acho que eu sou do contra mesmo… Minha primeira viagem aos EUA foi meio como a primeira viagem à Europa de todo mundo: várias cidades em 1 mês! E, pasmem, não fui à Flórida!!! 😛

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