AlessandroA no novo museu da Acrópole

Acrópole vista do novo museu (foto: Alessandro Ayres)

Dia 21 de junho Atenas inaugurou o novo Museu da Acrópole — um prédio moderno e envidraçado, com vista para o Partenon (prejudicada por dois prédios e uma casa que o governo ainda não conseguiu desapropriar e demolir).

Pois o nosso Alessandro Ayres já esteve por lá e documenta a visita no seu blog, o Wazari. Lá você encontra, em português, todas as informações práticas para marcar sua visita pela internet e chegar ao museu.

Aproveite e bookmarque a categoria Grécia do blog, porque deve ainda vir muita coisa boa por aí. Já estão no ar posts utilíssimos como o que esmiúça a chegada em Atenas (e inclui a dica para este hotel de onde se tem esta vista mais-ou-menos aí de baixo) e o que mostra o caminho das pedras para chegar às ilhas gregas de barco e avião.

Terraço do Hotel Central, Atenas (foto: Alessandro Ayres)

Efkharistó poly, Alessandro!

112 comentários

Oie Riq!
Uma ajudinha…
Vou ficar 14/12 até 21/12 na Espanha. Queria uma opnião sua de como dividir esses dias entre Madrid e Barcelona? Em qual cidade ficar mais tempo?Será que com esse tempo curto rola alguma viagem bate-volta em algua cidade próxima dessas?
Um abração
Vivi

    Vivi, o primeiro dia não dá pra contar muito, não. Fique este dia onde você desembarcar e mais três em cada cidade.

    O bom dos bate-voltas é que você só faz se já tiver dada a cidade onde está como visitada. Se achar que não dá tempo, é só não fazer — não há reservas antecipadas nem hotéis te esperando.

    Os bate-voltas mais fáceis desde Madri são Toledo e Segóvia, que ficam a meia hora de trem. Também dá pra ir a Ávila e El Escurial.

    De Barcelona, o museu Dalí em Figueras, o convento de Montserrat, a cidade romana de Tarragona, a cidade medieval de Gerona.

    Mas com apenas três dias em cada uma, eu sossegaria o facho e me concentraria em Madri e Barcelona mesmo.

Perguntinha off-topic:

alguém já fez reservas pelo site centralR.com?

Fiquei “meio assim” porque reservei um hotel por lá (pois ele estava bem mais barato neste site do que pelo Booking ou pelo Venere, embora cobrasse um adiantamento no ato da reserva), e depois mandei um e-mail diretamente para o hotel, pedindo a confirmação da reserva. O hotel me respondeu dizendo que não poderia me confirmar a reserva porque o site que utilizei não era o site do hotel…

Será que fui enganada? 😯

Ressalto que recebi um e-mail da CentralR.com com login, senha, tudo bonitinho, mas essa resposta do hotel me deixou desconfiada!

    Carol, googlando “CentraR.com” e “complaints” aparecem algumas queixas — um que reclama que deduziram um montante depois que a pessoa cancelou a reserva, outro que reclamou que a conversão de coroa islandesa para euro estava errada, e o preço que valia era o da coroa islandesa, coisas assim. Ou seja, a agência existe.

    Provavelmente o hotel não pode confirmar a reserva porque não tem mais o quarto, que foi repassado a um terceiro que está vendendo por aí e por isso apareceu tão barato nessa agência. Esse é o meu chute…

    Carol, às vezes as reservas feitas por consolidador só aparecem no hotel com o seu nome cerca de 1 semana antes da sua data reservada – mesmo em consolidadores grandes, como o Expedia, é assim. Se você estiver ainda com bastante antecedência da sua viagem, o sua reserva dificilmente aparecerá no hotel agora, o que não quer dizer que a reserva não exista.

    Hum, tá certo… Obrigada pelo esclarecimento, Carla, estou bem mais tranquila, agora! 😉

Obrigada ao Riq por essa informação importantíssima e ao AlessandroA que vai me dar muitas dicas. Falta 1 mês e pouco para chegar lá ainda que eu só tenha 2 dias livres em Atenas…

Jà tinha deixado meu comentàrio dias atràs no Blog do Alessandro..
Mas repito aqui..

Amei o estilo do museu.. super clean.. clàssico e com uma vista deslumbrante.. Isso que so o vi pelas fotos..Imagine là pessoalmente..

Quanto as peças “adquiridas”.. hummmm.. tb acharia que o certo seria devolvê-las.. mas acredito que os ingleses não “enguliriam” isso.. seria uma verdadeira ofensa..

=)

    Seria um tapa-na-cara de todos os pioneiros da arqueologia, que trabalhavam com métodos científicos para estudar, catalogar e coletar antiguidades quando elas ainda eram frequentemente usadas como material de construção por aí.

Na minha ukltima viagem a Grecia, tive algumas discussoes bem acaloradas com o pessoal do escritorio (fui a trabalho) sobre esse museu e o estado de conservacao do Partenon.
Os Gregos sao um povo de sangue bem quente, e como bons latinos (pesar de nao o serem, oficialmente…) levam essa coisa de cultura, familia e historia muito a serio.
Na epoca ouvi falar que o museu novo teria uma ala interia que ficaria vazia a espera das pecas “roubadas” pelos Britanicos, que atualmente estao no British Museum, e o governo estava organiazando um abaixo assinado, apoiado em peso pelos Gregos para reaver as pecas.
Porem aqui desse lado de cah do Canal da Mancha, o governo Ingles diz que nao roubou nada, e aliais pagou muito caro pelas pecas, que foram “resgatadas” por colecionadores internacionais na epoca da guerra…
Morri de vontade de voltar a Atenas agora, soh pra ver o museu novo!
Abs
Dri Miller

    O último andar é uma caixa envidraçada que está à espera das peças.

    Minha posição: eu acho que deveriam ser devolvidas, tenham sido elas roubadas ou adquiridas.

    Eu não tinha nenhuma posição a respeito , até o dia em que estive na Acropole de manhã e no British na tarde do mesmo dia . Fiquei indignada em rever – mas sob um outro prisma-
    os mármores de Elgin e a Cariátide no British Museum .
    Estas peças tem que voltar ao lugar de origem !

    Vou dar meu pitaco aqui. Embora considere a questão complexa, acho que há casos e casos para esses traslados de arte. No caso do Partenon, é bem documentada a retirada no mínimo consentida (arranjada seria o mais adequado) dos marmores de lá. E se assim foi no séc XIX, não tem por que o governo grego exigir agora o retorno das peças. Os ingleses também precisam superar seu complexo de colonizador e saírem em defesa das aquisições legítimas que fizeram no passado, quando antropologia era grego (desculpem o trocadilho) em boa parte do mundo, e governantes das mais variadas estirpes achavam ótimo que estrangeiros pagassem para retirar “velharias inúteis” das áreas que governavam. No caso direto de ex-Colônias, como o Egito, todos os assuntos foram resolvidos na época da independência, e fim de papo.

    Imaginem se a moda pega, como ficaria o mercado de artes. Aquele quadro caríssimo de Mirò que um magnata brasileiro possa comprar, daqui a 40, 50 anos pode ser “reivindicado” pela Espanha para voltar ao seu lugar de origem. Parece que os portugueses queriam impedir a saída de vários originais do Fernando Pessoa de Portugal, mas não conseguiram verba para bater uma turma que ia comprá-los.

    Se a compra/aquisição foi legal na época em que ocorreu, eu considero assunto acabado e encerrado 🙂 E quando aos “desfalques” do Partenon, de sarcófagos egípcios etc., paciência, fato consumado 🙂

    Uma das meninas Gregas que trabalha comigo fez a seguinte comparacao, que me convenceu imediatamente:
    “Imagina que o Corcovado foi totalmente depedrado ao longo dos seculos. Seu pais e sua cultura sao representados por tudo que ele representa. E entao todo dia vc vai pro trabalho e passa em frente ao corcovado e ve o Cristo se as maos, sem a cabeca, faltando pedacos. Ateh que um dia vc vai no British museum ou no Louvre e lah esta, a mao do Cristo, a Cabeca do Cristo… orgulhosamente exibidos para os turistas como se fosse deles”.

    Ateh entao, eu pensava como o Andre, mas depois desse dia, e depois de ver a Acropole “ao vivo”, virei casaca, e concordo com os Gregos.
    Seja lah quais foram as condicoes da “troca/compra/arranjo” eu acho que mais dia ou menos dias, as pecas deveriam ser devolvidas (ou no minimo vendidas!)

    Dri, quando eu fui lá, peguei um guia, e eles realmente fazem questão de mostrar algumas peças “falsas”, réplicas, que são feitas com uma coloração bem diferente das originais, e falam que não está lá porque foi roubado dos ingleses durante a guerra.

    Felizmente, eu fui à Grécia acompanhada de um historiador especialista em Grécia antiga, e ele me explicou melhor. Enquanto Atenas era parte da Turquia, essas coisas não foram exatamente roubadas, até foram, mas com a desculpa de que a Inglaterra teria maior expertise em conservação, e, na época, quando o governo turco não se interessava em cuidar dos monumentos, era a mais pura verdade. Depois disso, as peças foram ‘comercializadas’ para o museu britânico, dando a ele o direito de exibição, ou seja, se criaram alguns documentos que provam a posse delas por instituições britânicas.

    Não precisamos fugir tanto pra precisar entender, acontece exatamente a mesma coisa aqui, com a questão de terra e cultura indígena, por exemplo. Era de um, agora é de outro e o outro já tomou posse, usa e tem documentos que comprovam isso. E agora? Não existe certo e errado na história..

    Sinceramente, acho muito legal que partes dessas peças possam ser vistas em lugares diferentes do mundo.

Ricardo, gostei muito das dicas do Alexandre. Sempre tive vontade de conhecer a Grécia e o blog do Alexandre fez aumentar ainda mias este desejo. Parabéns.

Estou no meu momento Tommy!!! Nem acreditei quando vi esse post!

Riq, obrigado pelos elogios. Agora aumentou a minha responsabilidade e espero não decepciconar nas minhas próximas dicas da Grécia.
Obrigado.

    Nada como um momento Tommy depois de um dia difícil, é o que eu sempre digo 😉
    Alessandro, já passei por lá e comentei. O post está muito legal.
    Abraços!

visitei o blog do Alessandro
Parabens pelo blog Alessandro: Boas suas dicas da Grecia e bem praticas. Mais um blog que vou acompanhar.

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