uber em bruxelas

Enquete | Aplicativos de transporte e caronas compartilhadas: quais você usa?

uber em bruxelas

A popularização dos aplicativos de transporte compartilhado mudou a maneira como nos locomovemos. Mas esse assunto não fica restrito ao nosso dia a dia e aos debates sobre mobilidade urbana: os aplicativos acabam impactando também nossos deslocamentos em viagem.

A começar pelo sempre polêmico Uber, hoje já é possível encontrar diversos apps como Cabify, Willgo, 99, Easy e a BlaBlaCar com ampla atuação aqui no Brasil. Quais são as principais diferenças entre eles e como podem facilitar nossas férias?

A base de todos é a mesma: os aplicativos identificam a nossa geolocalização e avisam motoristas próximos. O primeiro motorista que aceitar a corrida será encaminhado para onde você está; o aplicativo informa o nome (e a nota) do motorista, o modelo e a placa do carro. Um cartão de crédito (ou PayPal) previamente cadastrado debitará as corridas automaticamente (alguns aplicativos aceitam também pagamento em dinheiro). Todas as informações sobre a corrida ficam registradas, o que aumenta a sua segurança — se você achar que foi enganado num deslocamento, tem como provar isso para a administração do aplicativo.

Aplicativos de transporte: os principais

Veja as características de cada um dos aplicativos que estão na praça:

Uber

  • É o app mais famoso do mercado de ‘motoristas particulares’
  • Presente nos quatro continentes
  • Informa o valor aproximado da corrida antes do embarque
  • A tarifa é dinâmica e depende das condições do trânsito e da oferta de motoristas
  • Em algumas praças, aceita dinheiro
  • Tem vários tipos de carros, dependendo da praça. No Brasil, o mais caro é o UberBlack. UberSelect é uma categoria intermediária; UberX indica carros populares. UberPool é para corridas compartilhadas, UberBag para SUVs. Em São Paulo dá para alugar até helicóptero.

Cabify

  • É o principal concorrente do Uber no Brasil (sem contar os aplicativos de táxi)
  • Informa o valor aproximado da corrida antes do embarque
  • Também trabalha com preço dinâmico
  • É fácil conseguir cupons de desconto
  • Oferece diferentes carros na frota e também aceita transportar animais

WillGo

  • Usa valores fixos de corrida
  • Informa o valor antes do embarque
  • Trabalha com diferentes modelos de carros
  • Também oferece serviços de transporte e entrega de pequenos objetos e documentos
  • É possível agendar corridas com até 48 horas de antecedência

Easy

  • Antiga EasyTaxi
  • Trabalha tanto o serviço de motoristas particulares, quanto com taxistas convencionais credenciados
  • Usa valores fixos de corrida
  • Aceita dinheiro
  • Tem parceria com alguns programas de acúmulos de pontos
  • Oferece diferentes modelos de carro, inclusive os táxis pretos executivos
  • Tem operação em diferentes países da América do Sul.

99

  • Atua em mais de 350 cidades brasileiras
  • A app de táxi agora também oferece outras três categorias de transporte, duas são mais econômicas, a 99POP e a Táxi 30% OFF, e uma mais superior, a 99TOP
  • Informa o valor aproximado da corrida antes do embarque
  • Aceita dinheiro

BlaBlaCar

  • É a maior comunidade de caronas de longa distância do mundo
  • É um misto de couchsurfing com AirBnB, muito usado por quem quer economizar nas viagens de carro, dentro e fora do Brasil
  • As viagens podem ser combinadas diretamente pelo site ou pelo aplicativo
  • As datas, ponto de encontro e rotas são combinadas previamente, assim como os custos a serem compartilhado.

Como essa tecnologia avançou rapidamente, muitos concorrentes se propagaram não apenas por aqui, mas por diversos países. Entre os mais conhecidos, estão empresas de táxis e transportes compartilhados como a Lyft, Curb, Grab, LeCab, Haxi, Gett e MyTaxi.

Na enquete de hoje, queremos saber: você já utilizou esse tipo de aplicativo em alguma viagem nacional ou internacional? Como foi sua experiência? Deu tudo certo ou passou por algum tipo de perrengue?

É a nossa vez de pegar carona nas suas dicas!

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31 comentários

Desses aplicativos sempre usei o Uber. Fora do país já usei em Buenos Aires, Lisboa e Madrid.

No Brasil uso muito, mesmo em minha cidade, quando quero sair e imagino que vá beber alguma coisa, uma multa numa blitz de lei seca paga umas 200 corridas de uber, fora o perrengue… Em SP costumo usar sempre que vou e não tive problemas.

Em Buenos Aires foi muito tranquilo usar Uber, mesmo no desembarque do Buquebus voltando de Colônia deu pra chamar usando o wi-fi do terminal, os taxistas do local ficaram olhando com cara feia mas não passou disso. Na hora de voltar para o Brasil o motorista que nos levou ao Aeroparque encerrou a corrida logo antes de entrar no estacionamento e escondeu o celular, disse que tinha havido alguns problemas com taxistas no aeroporto, mas não aconteceu nada conosco. No geral bem tranquilo, barato, conveniente e sem as dificuldades corriqueiras com taxistas de lá.

Lisboa e Madrid muito tranquilo para usar. Em Madrid dá a impressão de só haver uber black, motoristas de terno, carros muito bons, o preço vale muito a pena. Estávamos em quatro pessoas, um bilhete de metrô custaria algo como 1,20 euro e uma corrida de uber hotel-plaza mayor estava saindo entre 6-8 euro. Em duas ocasiões apanhei motoristas brasileiros, além de um peruano, um cubano e um colombiano.

Minhas experiências fora do Brasil com o Uber:

Lima: várias corridas em 2015, em todas elas muito bem atendido. Em uma delas, inclusive, o ponto que eu tinha marcado no mapa não era onde eu queria ir e o motorista foi muito solícito em me ajudar. Ótima alternativa aos táxis, que eu usei só uma vez, assim que cheguei, e combinei um preço com o motorista, mas na hora de pagar ele me veio com uma “taxa não-sei-do-que” que aumentou em uns 30% o preço final.

Cartagena: Em 2/2017 usei para ir do aeroporto até o Castillo, depois de lá para o Terminal de Cruceros. Tudo ok. Na volta, do Terminal não consegui nenhum. Chamei vários e todos cancelavam aparentemente ao perceber minha localização. Até tentei ir para um pouco longe do terminal, mas ninguém aceitou a corrida (lá é dominado por taxistas). Resultado: tive que pegar um táxi, combinei o valor da corrida (8 dólares) e perguntei se ele aceitava dólares (disse que sim), na hora de pagar, dei uma nota de cinco e três de um, ele falou que não aceitava as notas pequenas. Me fez dar dez dólares e me deu o “troco” em pesos com uma cotação péssima em um momento que eu não ia precisar mais da moeda colombiana… Reforça o estereótipo do taxista malandro em todo lugar (na América latina, pelo menos)

São Petersburgo: Usei duas vezes, em 7/2017. Do aeroporto ao hotel (tudo ok), e do hotel para a estação de trem Finlandiski. Nesta última corrida, o “uberista” tomou um caminho bem mais longo que o indicado, quando eu percebi o questionei e ele disse que o app do Uber não indica o caminho correto, que tinha uma ponte fechada, blá blá blá, resultado: a corrida ficou o dobro. E vi a tal ponte que estava fechada com muitos carros passando sobre ela. Enfim, pelo menos lá na Rússia o Uber é bem barato. Ah, e lá os carros do Uber são identificados com um grande adesivo.

Era isso!
Abs.

Usei UBER em Curitiba, foi horrível, o motorista saiu totalmente da rota e foi difícil sair do carro. UBER NUNCA MAIS.

A 1a vez que usei Uber foi em San Francisco em 2014 para ir para o aeroporto, foi tranquilo e deu tudo certo na viagem. Uso regularmente na região metropolitana de Porto Alegre e em Porto Alegre, já peguei carros bons e motoristas bons, e também carros mais velhos e sujos o Uber tem muita variação de qualidade de carro. Geralmente uso o UberX, onde mais tive problema com o Uber foi em São Paulo, já esperei mais de 1hora em Congonhas para o carro chegar (mas o motorista foi bem prestativo e me ligou informando onde estava e que ia demorar para chegar), outra vez o motorista me largou no meio de caminho e me disse que havíamos chegado, sendo que a rua que estávamos não era a rua que dizia no aplicativo como destino, mas o aplicativo mostrava que havíamos chegado, desci e fui a pé, e numa corrida de ida a Congonhas o motorista não finalizou a corrida e deu 40km de trajeto e R$ 60,00 em um trajeto de R$ 15,00.
Porém todas as vezes que deu algo errado entrei em contato via o aplicativo e eles resolveram o problema me devolvendo o valor pago ou me dando um crédito para futuras corridas.

Já usei o Blablacar de Porto Alegre a Florianópolis e retornei também.
Deu tudo certo tanto na viagem de ida como de volta, fui com um motorista e voltei com outro. Muito legal ver como o Blablacar possibilita quem tem carro a ir mais longe aproveitando para dividir os custos assim viajar fica mais acessível.
Foi interessante ver as medidas de segurança dos motoristas e dos companheiros de carona, curti muito a atmosfera de viagem do Blablacar e de ver como sempre está cheio os carros nesse trajeto Poa – Floripa.
É importante cuidar quantos passageiros o motorista está levando, o recomendado é 3 passageiros para a viagem ser mais confortável.
Pretendo usar o Blablacar seguido e espero que ele continue confiável e aumente a quantidade de usuários, procuro regularmente Poa – Passo Fundo e Caxias mas nunca tem disponível.

E espero que mais iniciativas colaborativas apareçam por aqui.

Usei Uber em Lisboa e em Recife e em ambas cidades, tudo funcionou muito bem, trazendo economia bem vinda em viagens.

usei o uber em Montevideo e foi muito prático, haviam muitos carros próximos disponíveis. Além deste conforto, o pagamento direto pelo cartão do aplicativo facilitou bastante por não ter que trocar moeda e também não me preocupar com gorjeta. Também é bem mais barato que o táxi normal, lá. Foi tão bom que saí muito mais do faria normalmente.
já em Buenos Aires, não tinha muita disponibilidade no Uber, usei o Easy ,mas,foi num dia atípico lá, em abril, não dá para avaliar, estava tendo uma paralisação enorme. mesmo assim, consegui, apesar de bastante demorado, 2 taxis numa noite conturbada, então, é uma boa experiência.

Em Porto Alegre uso o Cabify, e, eventualmente, o Uber. Já utilizei o Uber em Montevideo, para ir até a Bodegas Bouza, fora da cidade (depois tratei com o motorista para nos buscar, porquê não pegava o sinal do uber na Bouzas), e também na França, em Paris e Versailles. Em Montevideo era um carro super-compacto; na França, um Passat Iraque e uma BMW com teto solar.