Atacama: onde você ficou? Com quem fez os passeios?

Lagunas Altiplânicas, AtacamaHá dois tipos de hospedagem no deserto do Atacama.

Os hotéis top seguem a linha inventada pelo Explora há algumas décadas, que combina muito conforto (com aparência rústica, para não destoar do ambiente). O próprio hotel oferece os passeios guiados que estão, na maioria das vezes, incluídos na diária.

Neste grupo, além do Explora, estão hotéis como o Alto Atacama, o Awasi, o Atacama Adventure e os dois hotéis que resenhamos aqui no VnV, o Tierra Atacama e o Kunza. São ótimos hotéis, que funcionam também como suas próprias operadoras de passeios, poupando o trabalho de procurar passeios para se encaixar. A contrapartida é que custam mais caro e você acaba naturalmente curtindo menos o vilarejo de San Pedro, já que a maioria inclui todas as refeições no pacote.

É possível também ficar em hotéis mais simples na cidade — e alguns são bastante charmosos também. Você economiza, mas tem que se encaixar nos passeios disponíveis na cidade (lógico que os hotéis podem dar uma mãozinha antes de você chegar).

Bem — dadas as explicações preliminares, o que a gente queria saber é: você que já foi ao Atacama, onde se hospedou? Recomenda? E como se virou com os passeios?

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108 comentários

Eu fui em setembro de 2000. Comprei um pacote em uma agência de Santiago (fiz toda a transação via Internet, o que ainda não era muito comum…), que nem sei se ainda existe, a AF Tours. O pacote compreendia o vôo Santiago / Calama / Santiago, o transporte até San Pedro de Atacama, 3 noites de hospedagem no Hotel Casa de Don Tomas (com café da manhã) e passeios ao Valle de la Luna / Valle de la Muerte, Salar de Atacama e Geisers del Tatio / Termas de Puritama, feitos pela Desert Adventure. Na época, paguei US$400 pelo pacote.

Fiquei no Hotel Altiplanico em 2008. Hotel com chalés confortáveis, café da manha muito bom e restaurante agradável. Se você tem passeios que saem de madrugada, eles fazem um lanche e deixam na recepção para o hospede pegar e levar, já que não tomará café no hotel. As recepcionistas durante o dia eram jovens universitárias trabalhando nas ferias, bi-tri lingues, já à noite, era um “nativo” que falava um espanhol incompreensivel e não entendia nada do que era perguntado, ou seja ele estava ali apenas para entregar as chaves pros hospedes!
Não me lembro do nome da empresa usada por nós nos passeios.
Lembro apenas de uma coisa que me parece muito grave: um dos meus filhos, com 19 anos passou mal após esforço físico (mal da altitude), à noite e na cidade não tinha atendimento médico nenhum!!! O único posto só funciona de dia com médicos que fazem ambulatório e voltam para Calama (100km). Ou seja, qualquer atendimento médico, você tem que arrumar condução e viajar 100km.

Estive lá em 1990. Na época não havia luz, a cerveja era guardada em tonéis com água e bebida “al natural”. As estradas para chegar lá eram de terra e os ônibus bem precários, mas o lugar já dava sinais de que se tornaria um importante destino turístico. O melhor hotel pertencia a uma australiana, já com alguma fama entre os viajantes. A vista da piscina para o Licancabur era muito linda, mas não fiquei por lá não. Fiquei em um “hostel”, que imagino não existir mais. Mas o mais impressionante para mim foram as noites, as mais estreladas da minha vida. Só isso já valeu a viagem.

Ficamos no Hotel Tombillo.

Bom, posso dizer que é honesto. O quarto e as roupas de camas eram bem limpos, e o banho bem quente. Mas bem simples. Nada de telefone, televisão no quarto. O despertador era o funcionário da recepção que vinha bater na porta no horário pedido… rsrsrs…

Mas não tenho o que reclamar da estadia (e somos muito exigentes e chato com limpeza). Foi o melhor hotel que consegui na oportunidade, pois reservei com dez dias de antecedência. O atacama não estava nos planos da viagem. A gente resolveu ir de última hora, pq tinha umas passagens com preço bom na sky airlines.

Os passeios fiz com a Desert Adventure, e recomendo muito. Os microônibus são bem novos e com ar condicionado. Os guias são bons também, um deles inclusive fala muito bem o português, o Danilo.

Fiz o traslado desde/para o aeroporto de calama com eles também. Foi tudo ótimo.

Fiquei no Kunza e recomendo muito! Não fizemos o pacotão fechado, mas um de meia pensão, o que permitiu justamente curtir a calle Caracoles e os restaurantes legais por lá no almoço. À noite, qdo é muito frio,não precisávamos sair do hotel para jantar. Ficou ótimo assim até porque estávamos com nossa filha de 5 anos.

Apesar de o hotel não ficar na vila, tinha transporte direto. Era só ligar e eles iam buscar.

Adoramos!

Mais detalhes confiram o post http://chileparacriancas.blogspot.com/2011/09/san-pedro-de-atacama-um-espetacular.html

Cinthia
@chileparacriancas

Passamos o Natal de 2006 no Atacama. Ficamos no Hotel Geiser del Tatio (www.eltatio.com/), na Caracoles. Básico, mas aconchegante. Valeu o que pagamos. Só tínhamos que lembrar o recepcionista de ligar o aquecedor para não tomarmos banho frio. A localização é excelente, ao lado do Cafe Adobe, que à noite parece uma convenção da ONU, com gente do mundo inteiro. A comida é maravilhosa! Muita quinoa e queijo de cabra.
Para os passeios utilizamos a agência Corvatsch, também numa esquina da Caracoles. (http://www.corvatschchile.cl/). Conseguimos ótimos preços e os passeios foram muuuuuito bacanas! Não vejo a hora de retornar.

Estive no Lodge Altitud em agosto de 2008 e adorei. Trata-se de uma pequena pousada com apenas 4 suítes. Na ocasião, a diária para o casal foi cerca de US$ 90 (agosto é considerado alta temporada no Atacama), com café-da-manhã caseiro e delicioso incluído. A hospedagem em San Pedro tende a ser bem cara em geral, facilmente paga-se US$ 300 por uma noite em um hotel mediano. O Lodge fica a 10 minutos à pé do centro e acho que nunca andei por ruas tão escuras em toda a minha vida! Melhor levar uma lanterna, pois não se encherga o chão. É uma aventura depois de um vinho no jantar 🙂

Logo que chegamos a Calama, percebemos que uma mala nossa havia sido extraviada pela Aerolineas del Sur. Embarcamos mesmo assim no transfer para San Pedro e, ao chegar no Lodge e comentar com os proprietários o que havia acontecido, eles mesmos se prontificaram a ligar para a sede da companhia em Santiago. Resultado: no dia seguinte, ao voltar do primeiro passeio, a mala perdida repousava tranquilamente no nosso quarto.
A dona do hotel (adoraria me lembrar o nome dela), no dia seguinte à nossa chegada, nos levou em seu próprio carro à vila e nos mostrou pessoalmente como funcionava tudo por ali, num city tour a pé, delicioso, acompanhado pelo seu cão labrador. Ela nos sugeriu uma ou outra empresa para reservar os passeios, já que a maioria têm preços parecidos. Recomendo programar a estadia toda de uma vez, em geral pode-se conseguir descontos se reservar todos os passeios com uma empresa só.
Ah! Brasileiros, LEVEM SEUS PASSAPORTES! O gran finale da minha viagem foi uma expedição à Bolívia, onde brasileiros precisam do passaporte para entrar. Deixem esse passeio para o último dia, já que é lá onde enfrentamos as maiores altitudes (cerca de 5.000 metros) e é bom já estar bem ambientado.
E o tour astronômico é imperdível, não pode se deixar de fazer. É como estar no planetário, mas a céu aberto. Chega a ser poético 😉

Fiquei hospedado no Puritama, que é meio hotel meio hostel e tem um dono bem gente fina. Inclusive deixei o carro lá (estava viajando de carro), pois não queria metê-lo no Salar de Uyuni. Fiz essa excursão com a Colque Tours, que faz vários tipos de tours diferentes para as atrações da região. Se não me engano é a maior agência de San Pedro.

Nossa, que coincidência!!! Meus próximos posts serão justamente sobre isso.
Assim como a Giovanna, fiquei no Kimal e também recomendo.
Quanto aos passeios, fiz todos pela Cumbres. Atendimento 10 e guias bem profissionais. O maior destaque fica por conta do passeio ao Salar de Tara, especialidade da agência.

Eu e meu esposo nos hospedamos no Hotel Kimal, em dezembro de 2010. Eu recomendo fortemente o Hotel, pois possui uma excelente relação custo/benefício, é bem localizado, limpo e com quartos amplos.
Sobre os passeios, contratamos todos em uma empresa na Caracoles, chamada Maxim. O atendimento foi excelente, conseguimos reduzir bastante o preço dos passeios e tivemos até alguns períodos vagos para curtir a piscina do hotel ou para fazer explorações solo de bike. Ah, e com exceção das subidas em vulcão, todos os passeios tem saídas diárias de San Pedro. Não é preciso muito exercício físico ou mental para montar um roteirinho básico.

    Ah, eu me esqueci que também ficamos em um hostel na primeira noite em SPA e quando voltamos do tour pelo Salar do Uyuni. O Hostel El Monte foi recomendado por várias pessoas no site Mochileiros. O Hostel é bem limpo, tem apenas quatro quartos, tem bwc privativo, churrasqueira, café da manhã e é bem baratinho. O único porém é que fica a mais ou menos 10 minutos de caminhada da Caracoles, em frente ao cemitério, mas nada de assustador ou cansativo.
    Foi o dono do Hostel quem indicou a Maxim para fazermos os passeios ao redor de San Pedro e desaconselhou a contratação da Colque Tours.

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