ATM: caixinha de surpresas?

 

Quem acompanhou a enquete do dinheiro sabe que eu sou fã de tirar dinheiro em caixa automático (em gringuês, ATM: automatic teller machine) no exterior. Acho prático, seguro e, na ponta do lápis, vantajoso.

Agora em dezembro, em Miami, no finzinho da minha maratona do Caribe, eu levei um pequeno susto: tive dificuldade de tirar dinheiro na véspera de voltar. Eu ia precisar de dinheiro vivo no outro dia cedinho, pra pegar o táxi pro aeroporto. Várias máquinas diziam que não conseguiam “entrar em contato com o seu banco”. Até que, lá pelas tantas, consegui, e fui dormir tranqüilo.

Aquele acontecimento foi tão excepcional (no sentido de exceção, povo…) no meu histórico (e, de todo modo, com final feliz), que eu acabei deletando o episódio do meu HD.

Mas ontem à noite recebi esse email do meu chapa André Galhardo, amigo das antigas e tripulante silencioso do blog. O André comprou uma dessas passagens bacanas pra Europa com escala em Nova York. Quando ele estava pesquisando a parte da Europa, ficou espantado que toda hora que googlava, aparecia direto o Viaje na Viagem. (Parênteses: preciso botar esses Google Ads rapidinho…) Pois olha só o que aconteceu com ele:

Putz, estou passando um belo sufoco aqui em NY… pousei sem um tostão no bolso e, para minha surpresa, ao tentar sacar grana com meu cartão Personnalité, apareceu a mensagem “sorry, we couldn’t… contact your financial institution”.

Pô, funcionou perfeitamente no ano passado!

E que bacana… depois de segunda tentativa o cartão é automaticamente bloqueado, por “atividade suspeita”.

Pra chegar no hotel o jeito foi “comprar” 100 dólares pagando 11 pra Western Union do aeroporto… e depois perder 2 horas no telefone com a central do cartão. (10 minutos confirmando RG, endereço, uma compra do mês anterior, nome do pai…)

Aí consegui sacar no dia seguinte.

Só que hoje… não consegui de novo! Essas chateações tiram a viagem de qualquer viagem.

Googlei pra ver se achava alguma coisa e… caí na sua enquete de cartões de 22/01!

Só dá Viaje na Viagem – obrigado, já fiquei menos p*to… 🙂

Êxitos googlais à parte… Quando aconteceu comigo, em Miami, com o mesmo cartão, não houve o bloqueio. Se tivessem bloqueado, eu teria passado pelo mesmo sufoco.

Pergunta à tripulação: já aconteceu com vocês? Ou com alguém que vocês conheçam?

Para dependentes de caixa eletrônico, como eu — gente que faz tudo para não precisar trocar travelers ou andar com notas de 100 dólares que ninguém quer aceitar –, a solução para esses casos emergenciais é saber a senha dos outros cartões, para sacar dinheiro na função crédito. (Não como procedimento comum, claro; só em panes totais como essa do André.)

Atualização:

O André acaba de me contar algo que eu não sabia: se você não tem a senha do seu cartão de crédito, pode ir a um banco que trabalhe com a bandeira (ele foi ao Chase Manhattan, que trabalha com Visa) e sacar, na boca do caixa, com débito no cartão, usando o passaporte como prova de que o cartão é seu.

Bom saber
🙂

(now, back to lerê)

65 comentários

Viajar com um pocuo de $$$ é sempre bom. De qualquer maneira. é bom saber: este tipo de sitaução pode ser indenizada. Tire uma foto da tela, guarde o comprovante impresso da atm, se houver, que dependendo do transtorno, voce pode ser indenizado.

Que bonitinho, Arnaldo! 🙂

Majô, tive uma idéia!!! rs
Na Convenção Universal do VNV, aquela patrocinada pelo Diogo, se o Arnaldo não quiser mesmo gastar os 300 dele, ele dá pra gente dar cabo em chocolates e perfumes no free shop.
Pecado voltar com eles sobrando.. 🙂

Cartões são bons quando funcionam, se der um problema perde-se horas com o tecle 1, 2, 3…. sem se conseguir falar com um humano. Nisso o Personallité tem sido imbatível.. Como o Rodrigo, tenho saudades do Banco de Boston….. mas isso acho que dá um outro post

Levo dinheiro local para taxi, metrô, mercados pequenos. Uns $200 para eventual necessidade e como a Mô, na volta vai todo no Free Shop. O resto todo pago com cartões de crédito, o problema é quando chega a fatura…..

Jorge:
Como vai a nossa mascote?
Envia uma foto pra quando a gente cruzar com ela numa
viagem poder reconhecer a primeira nascida no blog .

Eu gosto de viajar com algum dinheiro vivo que procuro sempre trazer de volta, como diz o Arnaldo.

Não tenho paciência com o Travel Money… Tem que ir lá comprar o cartão, fechar o câmbio e na volta fazer a mesma coisa se não quiser guardar o saldo, sei lá, como nunca tive problemas com saques, nunca me preocupei com o Travel Money. Usei uma vez apenas.

Quanto aos cartões, eu acho recomendável utilizar os cartões de bancos estrangeiros, eu nunca ouvi dificuldades de ninguém que tentou sacar usando cartões do Citi por exemplo. Ou mesmo HSBC. Eu já utilizei o do Citi e do Real também, que está interligado à rede do ABN no exterior. Os bancos brasileiros fazem acordo com o Cirrus, etc para viabilizar os saques de seus clientes, mas eu acredito que às vezes acabam conflitando com as redes dos bancos locais lá de fora.
Eu gosto de utilizar o do Citi porque não é difícil encontrar uma agência do Citibank nas principais cidades do mundo ou de um dos bancos do grupo e quando se faz isso nem tarifa de saque é cobrado. Acho a taxa justa.

Riq:
Passa lá no xongas .
Arnaldo:
Confiança é a base de tudo né? E confiarmos uns nos outros aqui no
VnV é o melhor presente que podemos ter nas nossas aventuras.
( eu estava continuando a brincar com vc )

Sylvia, eu também sempre viajo com dinheiro pra toda a viagem. Desde a enquete anterior do Riq eu havia dito isso. Nem mesmo cheques de viagem carrogo mais. Eu uso os cartões para pagar gasolina, coisas pequenas e compras….mas levo dinheiro. NÃo confio em CERTOS sites, mas confio muito em vc, no Riq, Mô, Rodrigo, Gira, Diogo, Carmen, Goitacá, Arthur, Marcio…etc, etc, etc

Rodrigo, o múltiplo do Personnalité permite saques, sim. Eu sempre seleciono “retirada da conta corrente”. A conta vem no cartão, sim, mas não tem taxa nem juros…

Bender, eu sei que preciso migrar pro outro, é que eu ainda não tive tempo pra parar e fazer. Obrigadinho pelo help, se eu precisar eu grito 🙂