Causos de viagem: alugando carro em Bariloche

A caminho de Villa la Angostura

Como vocês sabem, eu sou o maníaco da reserva pela internet. Gosto de chegar com tudo reservadinho e, na grande maioria dos casos, acho que bater perna para tentar descolar uma boiada in loco é perda de tempo, porque o taxímetro da viagem está rodando e você está perdendo tempo fazendo shopping de preços.

Movido por curiosidade de guieiro, porém, resolvi deixar para alugar carro em Bariloche depois de chegar. Como ficaria, na primeira passada, num hotel do centrinho, seria fácil fazer o que os anglos chamam de shop around. E assim descobriria se as locadoras locais (ops) praticam tarifas muito menores que as internacionais, disponíveis na Expedia e em outros sites de reservas.

No meio da manhã de sábado, minha primeira parada foi na loja de uma das internacionais, a Hertz, que coincidentemente ficava a uma quadra do meu hotel. Perguntei quanto estava a diária do carro econômico, e o atendente me disse 220 pesos (R$ 110), com quilometragem ilimitada, já com seguro e impostos. Achei bem razoável. Perguntei até que horas a loja ficava aberta: até as 9 da noite. Oba. Dava tempo de eu tomar a temperatura de preços por lá.

As primeiras lojas de locadoras ‘locais’ por que passei não me inspiraram a mínima confiança. Pensando bem, o custo x benefício da Hertz estava ótimo. 110 reaizitos por dia com quilometragem ilimitada e seguro, e a tranqülidade de uma locadora internacional caso acontecesse algum galho com o carro longe da cidade (San Martín de los Andes, meu destino mais distante, fica a 200 km de Bariloche).

Desencanei, fiz o passeio do Circuito Chico de van, e às sete da noite (da tarde, na verdade), voltei à loja para acertar os finalmentes da locação do meu carrito. Fiquei na fila um pouquinho (havia um carro saindo, e outro sendo devolvido) e, quando chegou a minha vez… os carros econômicos já tinham sido todos alugados. O mais barato que aquela loja teria pra mim era um Fiat tipo Siena por 280 pesos — 140 reais.

Naquele momento aconteceu o que de pior pode acometer um viajante coletando preços. Baixou a síndrome do cata-tostões. De repente aqueles 30 reais de diferença por dia — 120 reais em 4 dias — pareceram uma fortuna incalculável. Fora o desaforo, claro.

Então, às sete e meia da tarde/noite de sábado, lá fui eu descolar uma barbada no centro de Bariloche. Primeiro fui até a loja da Avis, que eu tinha visto da van, na volta do passeio. Fechada. Entrei numa locadora local bem-apessoada. Todos os carros estavam alugados até domingo à noite. (Claro: fim de semana, estúpido.)

Daí, na (caidíssima) rua principal, segui um cartaz de “alquiler de coches sin chofer” que me conduziu ao interior de uma galeria suspeita. Entrei na loja. A mulher parou de fazer as unhas para me perguntar o que eu queria. Um carro, claro.

Então ela mexeu nuns papéis e disse: posso conseguir um por 180 pra você. Mas é um carro muito bom, você não sabe que bom negócio é esse. Já te falei que é em dinheiro vivo, né? Adiantado. Tem 200 km incluídos, fora isso são 40 centavos de peso por quilômetro. O seguro? Danos até 3.000 pesos, você paga. Acima disso o seguro cobre.

Saí correndo pra Hertz e consegui o último carro de 280.

82 comentários

Olá Bóia, tudo bem?

É possível alugar carro em Bariloche e devolver em San Martin de Los Andes?

Se negativo, é possível alugar vans ou micro-onibus que leve um grupo de 7 passageiros até San Martin?

Alguma indicação?

Grato.

Ricardo, decidimos e iremos para bariloche em setembro ( primeira semana) Tem algum lugar que indicaria para aluguel de carro? Que nao fosse caro? e afinal, da pra alugar ante pela net, ou eh melhor alugar la mesmo? Obrigada!

    Olá, Jaqueline! Quem responde é A Bóia.

    Recomendamos já chegar com carro alugado, veja em sites como http://www.kayak.com .

    Na cidade você vai encontrar locadoras regionais, pode até fazer um bom negócio, mas dependerá da sua capacidade de negociação.

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