Charada da 6a.: blogando da estrada

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A charada de hoje não é só uma charada: é um convite para você acompanhar o périplo de um blogueiro da comunidade que está blogando a viagem praticamente ao vivo.

(Blogar ao vivo, pessoal, editando foto e tudo, requer um investimento, calculo eu, de uma a duas horas por dia de viagem…) 

Ganha quem descobrir quem é e der o link certinho (clicável!) na caixa de comentários.

Mas quem chegar atrasado não perde a viagem: clique na resposta de quem acertar e viaje na carona do nosso (por enquanto) misterioso companheiro.

122 comentários

Vcs viram o porque de TIMBUKTU estar entre os lugares mais
desejados dos viajantes ?
Pelo nome , exótico e sonoro .. 90% das pessoas que escolheram não souberam dizer o que tem em Timbuktu 😆

Arnaldo, maiô catalina ? Essa foi do fundo do bau !!!
Adorei o discurso vencedor. A nivel de discurso e pessoa humana, não tem pra vc ! 🙂

Isabel,

Você (ou o Breno) tem toda razão! As vezes a gente “cisma” com um lugar, pelo nome, por algum fato curioso que se leu a respeito, ou o que seja, e esse lugar pode ser um nada para a maioria, aquele lugar que todos vão te dizer: “Ihh pula que não tem nada lá”. Mas acho que se cismou, tem que ir conferir. Pedir conselhos, dicas, é ótimo, mas cada viagem é individual, e cada lugar tem um significado diferente para diferentes pessoas…

Tive curiosidade de ir ver o blogue do Breno. Gostei, evidentemente, do comentário sobre Lisboa. Já leram? Isto de seguir conselhos para ir ou não ir a um sítio tem que se lhe diga… Não pode ser o único critério – e o nosso imaginário, os nossos sonhos, os nossos música, livros e filmes, onde ficam?
Eu sei que muitos concordam com isto. Ou eu já não li que tal filme ou livro despertaram a vontade de ir?

Amigos,
Cá venho eu ao boicote do tema inicial (que aliás, já variou um pouco com o tema do espectáculo), mas como este é o último post…
Nos últimos tempos têm escrito sobre temas que deveras me interessam – monumentos portugueses e a língua portuguesa. Como tenho estado ocupadíssima, não tenho podido escrever. No entanto, como algumas pessoas me interpelaram a propósito do Castelo de S. Jorge e da “Escola de Sagres”, venho deixar aqui duas notinhas.
Qto ao castelo, digo já que é imprescindível a sua vista a quem vem a Lisboa. Para lá chegar passa-se pelo Bairro de Alfama e de lá avista-se um panorama único. No entanto foi alvo de uma vastíssima obra de reconstituição nos anos 40, época em que muitos outros castelos sofreram intervenções. Quanto à “Escola”, deixo o parecer de um emérito historiador dos Descobrimentos.
Acho sempre que vale a pena ir a Sagres pelo simbolismo do local, mas ainda mais ligada aos Descobrimentos está a cidade de Lagos, uma das mais interessantes do Algarve e onde se pode ver, por ex, o 1º local que serviu de mercado de escravos africanos em Portugal.

Wikipédia – “A Escola de Sagres constitui um dos grandes mitos da história portuguesa, resultante de deficientes interpretações de crónicas antigas. Com base no pressuposto de que o infante D. Henrique convidou um cartógrafo catalão para se colocar ao seu serviço, muitos consideraram (a partir logo do século XVI, com Damião de Góis), que teria havido uma Escola Náutica em Sagres, fundada por D. Henrique, por volta de 1417, no Algarve. A escola, centro da arte náutica, teria assim formado grandes descobridores, como Vasco da Gama e Cristóvão Colombo. O mito foi depois consolidado por historiadores portugueses e ingleses, até que Luís de Albuquerque, “Dúvidas e Certezas na História dos Descobrimentos Portugueses” (Lisboa, 1990, Páginas 15 a 27), demonstrou tratar-se de um mero mito.”
Diz esse historiador que mais do que uma “escola” foi uma “técnica de navegar lenta e progressivamente conquistada pelos marinheiros quatrocentistas qundo (…) enfrentavam e tinham de resolver problemas imprevistos” , in Dicionário de História de Portugal.
Qual então o papel do Infante? – Criar a máquina operacionável que pôs estes homens pelo mar fora.
Espero n vos ter aborrecido com proventura excessiva erudição. Isabel

Concordo que no geral o público fez seu papael na abertura (exceto por alguns momentos que já comentei aqui ontem), tirando estas exceções cada um teve o que mereceu, ainda bem que vivemos num país livre e democrático. O público estimado na abertura do Pan era de 75 a 90 mil pessoas, 200 mil acho que só no Brasil X Uruguai em 1950, nos últimos anos a capacidade máxima do estádio foi reduzida, para se adequar as normas internacionais de segurança, hoje não chega a 100 mil.

Estou reunindo palavras defíceis pro meu próximo discurço: paçarela, mis, menas vez, ‘as vez, pobrema, tauba, adevogado…

Majô, só sou daquele tipo que chora e se arrepia com estas apresentações, quando aparecem as partes boas das pessoas, da nação. Agora vem você pra me fazer chorar pela segunda vez com essa história do Pan. E embora eu não tenha gostado do momento das vaias, sou obrigada – na boa – a concordar com tudo o que você me fez ver de novo, no replay da minha tela mental – sim, porque também ficou lá registrado para mim.
Dá muito orgulho sim e dá muita vontade de que consigamos ter mais coisas desse tipo, dá muita vontade de que toda essa energia boa, contagiante, possa gerar movimentos de transformação dessa nação tão amada, de povo pacífico e alegre.
Tem que entrar no sangue – que nem o bichinho viajeiro que falamos aqui – o bichinho do ser capaz, da potencialidade verdadeira e não aquele equívoco – ao menos para mim – do jeitinho brasileiro, que cheira a malandragem, a esperteza do logro.
Sim, sou brasileira com muito orgulho dessa gente criativa, produtiva, pacífica, solidária, talentosa e por aí vai… ufa! já chega, né?!

Bem, eu só posso dizer que do que eu de fato me lembro sobre a festa de abertura do PAN ontem, foram a BELEZA, ORIGINALIDADE e BOM GOSTO do espetáculo e do show de alegria e emoção que o Maraca lotado nos proporcionou.
Eu assisti desde o início, e no final me sentia absolutamente orgulhosa de ser brasileira !!!
A festa de ontem promovida pelos organizadores do PAN, aos quais devemos agradecer, como também ao prefeito que apostou no PAN sozinho em 2002, e ao povo que compareceu maciçamente e fez de um Maraca lotado, onde deveriam estar umas 200.000 pessoas, um espetáculo de alegria e vibração positiva.
Para quem assistiu a entrada da delegação brasileira que fez o povo que estava lá explodir de alegria por aqueles que lhes dão orgulho como cidadãos brasileiros, e não de vergonha.
Ouvir o povo cantando, “eu sou brasileiro com muito orgulho, com muito amor”, para mim foi emocionante. Fiquei arrepiada ! Pensei, sim o esporte nos orgulha !
Assistir ao Panamá tendo a oportunidade de desfilar, e seu presidente emocionado. Sim porque o povo brasileiro é generoso.
O espetáculo que a Rosa Magalhães preparou foi LINDO !!! Enorme bom gosto, genuinamente brasileiro e absolutamente original !! No 1o quadro os bailarinos com figurinos lindos representando a fauna e flora brasileiros, aquele jacaré imenso de Parintins foi belíssimo. No outro quadro, a Adriana Calcanhoto, sentada naquela cadeira imensa, representando a fragilidade infantil, cantando Boi da Cara Preta, do Caymmi, e o povo cantando junto foi outro momento lindo. Aqueles bonecos imensos representando o pesadelo, foi lúdico, belo. Isso ficou registrado na minha tela mental. E o 3o quadro representando o mar, a praia, os banhistas. Que bom gosto dos figurinos belamente apresentados por bailarinos da Carlota Portella e Debora Colker.
O povo cantando junto com a Daniela Mercury, Cidade Maravilhosa e Aquarela do Brasil também foi lindo !
A explosão de alegria no final quando a pira olímpica foi acesa e o show de fogos foi EMOCIONANTE !!!
Não houve naquele mundo de gente, uma briga pois todos estavam contagiados pela alegria e a vontade de torcer por nossos atletas. E como foram festejados. Os meninos e meninas do vôlei, medalhas de ouro que nos orgulham, o Gustavo Borges, o Vanderlei Cordeiro explodindo de alegria com a nossa bandeira, e os atletas contagiados pela alegria do povo, claro põe a auto-estima do povo lá em cima. E. vamos segurar essa vibração positiva gente !!!!!
Quanto às vaias, foram pontuais. Nada organizado, não se controla uma multidão de 200.000 pessoas. O Lula seria vaiado em qualquer evento público do povo, em qualquer capital do país, seja no Rio, em Vitória, Porto Alegre, São Paulo, enfim qualquer cidade onde o povo lê jornais e é bem informado. Em países democráticos, figuras públicas têm que estar preparadas para isto.
Quanto aos argentinos, eles próprios disseram que já esperavam, e consideram essa disputa saudável.
Passei hoje de manhã pela Linha Amarela, em frente à entrada da Vila do PAN, muuuita gente trabalhando, PAZ TOTAL.
Somos um país de povo pacífico e alegre, sem medo de atentados terroristas. Nota 10 !!!!!!!!! 😆 😆 😆

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