Charada da 6a.: estrada-instalação (veja a resposta!)

Charada de 1º de fevereiro de 2013

Que raio de quadro vazado colocaram aí? Trata-se de uma das instalações que servem como mirante ao longo desta estrada panorâmica.

Onde fica? Que estrada é essa? Ah, isso é com você.

Valendo um Troféu da Bóia e um postal da Expedição #VnVBrasil. 3, 2, 1…

ATUALIZAÇÃO:

Aleluia! Fazia muito tempo que uma charada sobrevivia incólume ao sábado. Vamos dar umas ajudinhas, então… Essa estrada marca a passagem alpina entre dois países. De um lado fala-se alemão; do outro, teoricamente, italiano. Mas nenhum desses dois países é a Suíça.

A obra de arte da foto é um “telescópio” penetrável. Pronto, entreguei!

RESPOSTA:

LUDMILA Y
LUDMILA Y

Essa foi bonita! — em todos os sentidos.

O Google Images não entregou, e os chutes foram dos mais díspares da história das charadas — de Minas à Nova Zelândia, passando por diversos pontos da Europa 🙂

As dicas extras dadas no sábado de tarde, porém, foram suficientes para a sherloque Ludmila Y geolocalizar essa belezura: trata-se da estrada turística do Timmelsjoch/Passo Rombo, entre Áustria e Itália. Vou deixar a explicação para o A.L., que enviou a foto e, como de costume, dá o serviço completo, sugerindo inclusive o melhor roteiro para encaixar essa estrada-inhotim no seu caminho:

Em um trabalho que teve excelente resultados, uma rota alpina aberta na década de 1950 já com propósitos panorâmicos-turísticos ganhou várias instalações artísticas que se mesclam com mirantes, cada um mais bonito que outro.

Essa instalação, especificamente, representa um telescópio gigante em que, ao invés do visitante usar uma lente de aumento, ele mesmo “entra” no telescópio, uma plataforma que se projeta sobre um vale com quase 1.600 metros de profundidade (sim, há um vidro de segurança lá na frente). Em um dia ensolarado, a vista é esplêndida de todo o Vale de Passiria lá embaixo

.

Há outras instalações como um cubo envidraçado, outra plataforma em que você sai de um corredor escuro e subitamente entra em um mirante com vista de 20km vale abaixo, um museu da rota – tudo novinho, construído nos últimos 10 anos para dar um upgrade na estrada em si.

Lá embaixo, no vale, há inúmeros B&Bs e outras hospedagens rurais tipicamente tirolesas. Aliás, esse é um aspecto que ajuda a tornar a região interessante: ela é historicamente alemã, mas com fortes influências italianas e desde 1919 parte integral do território italiano em si. A mistura dá bons resultados principalmente na culinária.

Para visitar a estrada panorâmica, a dica é encaixá-la em uma rota de carro entre Innbruck e qualquer destino italiano (Veneza, Verona, Trento, Milano, região dos lagos etc). O trecho panorâmico em si é pedagiado (€ 14) e só abre entre maio e fim de outubro (às vezes começo de novembro). É um típico desvio que vale a pena. Do lado austríaco, a cidade mais próxima é Sölden, uma das estações de esqui mais famosas do mundo que vem, também, diversificando sua oferta como “destino de verão” com canoagem, rafting, trekking e outras programações para agitá-la também no verão.

Como em qualquer passeio alpino, não vale a pena encarar estrada de altitude em dia com previsão de chuva e neblina certeira, e é melhor programar o passeio para ser completado com luz do sol: a estrada é bem sinalizada e cuidada, mas dirigir à noite no meio de tantas curvas é sempre um estresse desnecessário

Parabéns, Ludmila! Obrigadíssimo, AL! (Ludmila, manda o endereço pra eu enviar o postal — o do A.L. eu já tenho!) Semana que vem tem mais!

Siga o Viaje na Viagem no Twitter@viajenaviagem

Visite o VnV no FacebookViaje na Viagem

Assine o Viaje na Viagem por emailVnV por email

Siga o Ricardo Freire no Twitter@riqfreire


37 comentários