Conexão Milão

Milão é servida por dois aeroportos; os vôos internacionais chegam em Malpensa, mas alguns vôos domésticos (sobretudo das concorrentes da Alitalia) continuam saindo de Linate. E tem mais: o aeroporto usado pela RyanAir e algumas outras low-cost não fica nem em Milão, mas em Bérgamo. Mas muita gente chega e já quer fazer uma conexão de trem — neste caso, é preciso ir à Estação Central.

De Malpensa à estação central

Até 2010 só existia o ônibus Malpensa Shuttle, que com trânsito bom leva 50 minutos do Terminal 1 (ou 40 minutos do Terminal 2) à Estação Central, de onde partem trens para outros destinos italianos.

Mas desde 2010 a linha do trem Malpensa Express foi expandida para chegar até a Estação Central, e agora é possível fazer o trajeto entre 45 e 50 minutos, dependendo do horário.

De Malpensa a Linate

Existe uma linha do Malpensa Shuttle unindo os dois aeroportos — mas são só onze partidas durante o dia, algumas com intervalo de uma hora e meia entre uma e outra. A viagem custa 9 euros e leva uma hora com trânsito bom. Se você vai precisar trocar de aeroportos, leve em conta o caos aéreo brasileiro, os procedimentos de chegada e o trânsito milanês, e não aceite nenhuma conexão com intervalo menor do que cinco ou seis horas. Também dá para comprar a passagem online, com o mesmo esquema de horário elástico (partidas entre 6h e 12h, entre 12h e 18h, etc.) Em último caso, você vai ter que morrer com uns 70 euros para fazer esse trecho de táxi.

Se você resolver dar um tempinho em Milão mesmo, e precisar continuar viagem por Linate, existem ônibus que saem da Estação Central (expressos, da Starfly, 3 euros, partidas a cada meia hora) e da Praça San Babila (de linha, da ATM, 1 euro, partidas a cada 10 minutos). O ônibus da Starfly costuma levar 20 minutos; o da ATM, pelo menos o dobro.

De Malpensa a Orio al Serio (Bérgamo)

O aeroporto “de Milão” usado por algumas low-cost (entre elas a Ryanair) é Orio al Serio, que fica em Bérgamo. Não há ligação direta entre os dois aeroportos. Você precisa ir primeiro à Estação Central de Milão (veja mais acima).

Chegando à Estação Central você tem a opção entre dois ônibus. Um é operado pela Autostradale, que parte mais ou menos a cada meia hora, custa 7 euros e leva 65 minutos até o aeroporto de Bérgamo. O outro é o Orio Shuttle, que parte a cada 30 ou 60 minutos e faz o percurso em uma hora e cinco minutos, com trânsito bom. Custa 6 euros e dá para comprar online (mesmo esquema de faixa horária).

Também é possível ir de trem até a estação central de Bérgamo (saídas das estações Central ou Praça Garibaldi, levando entre 40 e 60 minutos conforme o horário escolhido, consulte aqui), e de lá pegar o ônibus Airport Express (Linea 1) da ATB Bergamo, que custa 3,50 euros.

Evite conexões no mesmo dia — voe direto ao seu destino

Se você não vai ficar em Milão, lembre-se de que o ideal é comprar a passagem até o seu primeiro destino realmente desejado na Itália — Veneza, Florença, Roma, Nápoles, Palermo. Você fará conexão no “hub” da cia. aérea escolhida na Europa.

O problema de chegar em Milão e seguir viagem no mesmo dia em low-cost ou trem é que você nunca tem como prever o intervalo necessário entre o desembarque e o próximo trecho. Você precisa levar em conta um eventual atraso do vôo, os procedimentos de imigração e retirada de malas e o deslocamento até a estação central ou o outro aeroporto. Neste caso, sugiro que você pernoite em Milão e siga viagem no outro dia.

Leia mais:

Como evitar o maior erro ao comprar passagens internacionais

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105 comentários

Zé Maria,

Bacana o restaurante, qual é preço justo ? 😉
Conhece esses hotéis na Sicilia ? 😉

Riq,

Show ! Mais detalhado impossível !! 😆 😆
A Lea lamentou ter feito hora em Malpensa, achou Linate muito melhor.
Na verdade, vamos passar dois dias viajando, sábado e domingo, chegando em Catania às 20:45h, usando a Alitalia. A Lea foi pela Meridiana.

para quem quer fugir de Milão:

Até o final do ano (até novembro) a Varig vai voltar a voar para a Itália. Mas não vai para Milão e sim para Roma.

Riq, adorei o texto, completíssimo! Amei também a comparação que vc fez entre Milão/Sampa e Frankfurt/Sampa, que foi o que também sempre pensei: as duas cidades européias são interessantes e riquíssimas em alguns aspectos, como SP também é, mas viajantes com pouco tempo podem, sim, exclui-las de seu roteiro em busca de aspectos mais “históricos” e visita-las numa segunda visita aos países, com mais calma, que foi o que eu fiz nos dois casos. Quanto ao ônibus de Malpensa/Estação Central eu também tomei o shuttle pelo mesmo motivo da Sylvia: todo mundo falava tão mal do trem que decidimos não arriscar…

Riq! Perfeito o seu texto… Muito elucidativo!

Mas o que vemos no dia-a-dia é que Linate é um aeroporto cada vez menos importante, e Malpensa um aeroporto com cada vez mais conexões, tanto na Tam quanto na Alitalia, que também alimenta os vôos da cia brasuca dentro da Itália.

Existe um release da Alitalia que mostra que 98% das conexões em Milão não necessitam de troca de aeroporto, já que a maioria das cidades são servidas pelos dois aeroportos… O que tem acontecido é que na alta temporada, os vôos de Malpensa têm lotado com mais facilidade e na última hora acaba sobrando mesmo a alternativa de Linate.

Problema maior — que não é sentido por vocês que estão nos grandes centros — são as trocas de aeroporto aqui memso no Brasil, em São Paulo, para passageiros de/para médias capitais do Brasil (Vitória, Goiania, etc) e prósperas cidades do interior (Navegantes, Londrina, Joinvile, Ribeirão Preto, etc). Com a pouquíssima oferta de vôos dessas cidades para Guarulhos e o circo que Congonhas se transformou, qualquer viagem internacional vira uma grande aventura logo na saída do Brasil. Ou pior: tormento pra quem tá chegando exaurido de uma longa viagem… Pelo menos até o Galeão se transformar num verdadeiro hub de conexões — o que caminha a passos bem lentos.

Perfeito RIQ ❗
Aqui , todas as dúvidas e alternativas estão solucionadas e listadas 🙂
A única observação que desejo acrescentar é sobre o trem de Malpensa
até a estação central de Milão : por uma razão que eu desconheço nem
os locais recomendam esta opção .
Sempre me pareceu a melhor de todas , mas desisti devido a insistencia
dos italianos que diziam ( com muitos gestos e falando alto 🙂 )
Trem não ! Vá de onibus …

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