Machu Picchu

Cusco e Machu Picchu: Peru decreta estado de emergência para garantir passeios

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Colaborou | Natalie Soares, de Cusco

O governo do Peru decretou, no dia 20 de julho, estado de emergência em Cusco, Ollantaytambo, Machu Picchu e Juliaca (onde está o aeroporto de Puno). Sob o estado de emergência, as manifestações públicas ficam proibidas, facilitando a intervenção das forças de segurança.

A medida foi tomada depois de um mês de manifestações intermitentes dos professores, que estão em greve por melhores salários e têm interditado estradas e sabotado a linha de trem que leva de Cusco a Machu Picchu. A situação piorou a partir de 12 de julho, quando houve uma greve geral de 48 horas (por divergências entre comunidade, governo e oposição quanto à construção do novo aeroporto), que acabou turbinando as manifestações dos professores nos dias seguintes. A estratégia dos grevistas é justamente atrapalhar o deslocamento de turistas pelo Vale Sagrado. Nos dias 12 e 13, muita gente não conseguiu subir a Machu Picchu e voltou para casa sem ter visto a cidadela perdidad os incas.

Atrasos nos trens e desvios de trajeto têm sido a tônica dos últimos dias na região — mas, segundo a nossa Natalie Soares, que está neste momento por lá com o Fred Marvila, atualizando o conteúdo do Sundaycooks, “os passeios seguem saindo normalmente. Às vezes tem atrasos, mas tudo bem”. A dupla fez um live no Facebook sobre a situação em Cusco, Machu Picchu e Vale Sagrado; veja a gravação aqui.

Com o estado de emergência, é provável que os perrengues diminuam.

Você está/esteve em Cusco e Machu Picchu por esses dias? Conta pra gente como você se virou!

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Primeira viagem ao Peru

22 comentários

Estive em Cusco do dia 19/07 até 24/07 e tivemos problemas na estrada para chegar, já que fomos de ônibus de Porto Alegre, tivemos alguns bloqueios no caminho, atrasando a nossa chegada. E na data para embarcarmos rumo a Águas Calientes, a van que sairia as 03:30 da manhã de Cusco, saiu as 01:30 para evitar bloqueios no caminho a estação de trem. Fora esses percalços, tudo correu muito bem.

Cheguei ontem do Peru e fiz os passeios seguindo o roteiro e as dicas aqui do VnV. Tudo perfeito, não tive nenhum perrengue : trens e entrada nos parques arqueológicos, incluindo Machupicchu funcionando normalmente. O peru é um país incrível e ricamente cultural. Muito seguro e com um povo amável e bastante acolhedor. Vá com a certeza de que será muito feliz e trará muitas experiências ótimas e histórias interessantes para contar. E mais uma vez pude contar com as orientações fabulosas aqui do blog e estou absolutamente agradecida pois tudo saiu redondinho. Obrigada Ricardo Freire e toda essa espetacular esquipe do VnV. Caso desejem qualquer tipo de informação terei prazer em fornecer, tudo ainda está bem ´fresquinho´ – rs !

Pelo jeito manifestações são comuns por lá. Quando fui em 2015 os taxistas daqueles carros mais simples/pequenos fecharam todas as principais ruas e avenidas de Cusco. Quase não conseguimos chegar ao aeroporto para pegar nosso voo de volta.

E como está a situação agora? Alguém sabe se já está normalizada?

    Olá, Lucas! Leitores que estão na área têm comentado, veja os comentários anteriores.

Acordamos em Ollantaytambo com uma manhã de sol radiante. O nosso hotel é rodeado de belas montanhas, água corrente abundante e com um jardim lindíssimo, bem ao lado da Fortaleza inca. Apesar de toda a tranquilidade do local, tive uma insônia braba, certamente provocada pelo excesso de energia e emoção de estar aqui. Mas levantei bem disposto, e foi uma delícia desfrutar dessa cidade inca viva na tranquilidade da manhã. As casas do centro histórico são todas construídas sobre as bases de pedras das casas incas originais, em ruazinhas estreitas com calçamento em pedra tipo pé de moleque. A população é bem indígena, e as mulheres se vestem de uma forma muito original e bonita. Usam chapéus bem variados, elegantes, coloridos, alguns tipo uma cartola alta. Tudo muito autêntico. Um acerto dormir aqui. Passeamos pelo comércio local, que produz um belo, original e irresistível artesanato. Tomamos um delicioso sorvete vegano de frutas, e paramos para almoço no Mijunapaq, Restaurante por Denis Farfan. Pollo com risotto de Quinua, version andina del tradicional risotto reemplazando ele arroz por la nutritiva quinua, acompanado con lomitos de pollo salteados al aji panca. Uma delícia leve e bem típica. Uma coisa que tem nos impressionado é a qualidade da internet 4G por todo o país. Ao chegarmos em Lima, compramos um chip da Claro por 5 soles, mais um pacote de internet de 1 GB e minutos locais por 20 soles, totalizando cerca de R$ 22,00. E a bichinha tem funcionado muito bem nos recantos mais ermos por onde passamos. Uma grata surpresa. Findo o almoço, pegamos um tuc tuc (triciclos motorizados chineses adaptados como mototaxis) até a estação ferroviária e tomamos o nosso trem da Perurail rumo a Machu Picchu. Saímos às 15h40min, numa viagem de aproximadamente 1h30min de duração. O nosso trem foi o Vistadome, com teto envidracado e serviço de bordo. Custou mais caro que a passagem aérea Lima-Arequipa, mas é monopólio e não resta opção. A cenário é lindíssimo, e a viagem transcorreu sem problemas. O desembarque em Machu Picchu Pueblo acontece no meio de uma grande confusão de barracas de vendedores de artesanato, uma coisa meio Central do Brasil. Nosso hotel, Gringo Bills, é bem perto da estação, e bastante confortável. Encontramos no hotel com o guia obrigatório que contratamos e combinamos sair do hotel com ele às 4h30min, para tentar chegar à entrada de Machu Picchu o mais cedo possível, pois o acesso é liberado a partir das 6h. Queriamos usufruir de alguns momentos de mais tranquilidade, mas a vida real parece não estar de acordo. Fomos informados por ele de que a história de haver um limite de visitantes por turno a partir de 1° de julho só vigorará, na verdade, a partir do próximo ano. Portanto, certamente encontraremos uma multidão de pessoas com a mesma intenção que nós. Pelo menos é o que indica a turba que circula animada pelo desorganizado centro do povoado. Compramos a passagem do ônibus que leva até a entrada da cidadela, outro monopólio, ao preço extorsivo de 24 dólares. O primeiro circula a partir das 5h30min, e sai um a cada 10 min. Fomos jantar uma pizza, para podermos dormir cedo e estarmos bem descansados às 2h30min, quando já estaremos de pé. A alguns momentos de realizar um desejo antigo.

Estamos em Ollantaytambo e pegaremos o trem para Águas Calientes hoje à tarde. Acho que não teremos problema. Ontem não pudemos ir a Pisac devido ao bloqueio dos professores grevistas. A situação permanece tensa na região.

    Olá Paulo, se puder contar se no fim foi tudo bem agradeço, apesar que ainda vou daqui 2 semanas.
    Aproveitando, você estava hospedado em Ollantaytambo ou veio de Cusco ? Queria saber se no parque Ollantaytambo existe algum tipo de guarda-volume para deixar malas/mochilas e quanto tempo de passeio leva no local, depois seguirei para Águas Calientes também. Abs

    Abs

    Olá, Patricia! Há guarda-volumes na estação, tanto da Inca Rail quanto da Peru Rail. Até porque não é possível embarcar com nenhum volume com mais de 5 kg.

Fomos à Machupichu no dia 11 de julho. Quando chegamos à estação de Poroy a mesma estava fechada, mas a Inka Rail tinha providenciado ônibus para nos levar até a estação de Ollantaytambo para pegarmos o trem. Na volta quando chegamos à estação de Águas Calientes às 15h, anunciaram que os trens estavam cancelados. Ninguém dava nenhuma informação, os funcionários da Inka Rail sumiram!!! Por volta das 20h soubemos que talvez nos colocassem num próximo trem junto com o pessoal que deveria ter embarcado às 14h. Este trem chegou por volta das 22h na estação, mas como as pessoas revoltadas invadiram a plataforma ele deu marcha ré. Depois de controlada a situação embarcamos no trem rumo à Poroy. Devemos ter deixado a estação por volta das 23h00. A Inka Rail nos largou em Ollantaytambo de madrugada, sem transporte à vista para Cusco. Conseguimos lugar em uma van toda estourada e chegamos em Cusco por volta das 02h30 da manhã!!!! No dia seguinte ficamos em Cusco, pois não havia transporte, os trens estavam cancelados, passeata de professores.

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