De Buenos Aires a Colonia del Sacramento: como chegar

Imagine se no outro lado da Baía de Guanabara estivesse Paraty

Não foi por acaso que os portugueses fundaram sua cidade mais meridional exatamente ali: Colonia del Sacramento é o ponto mais próximo de Buenos Aires na outra margem do Rio da Prata.

A rota é operada em vários horários por barcos (buques) de três empresas.

Os horários da Buquebus

A Buquebus é a mais tradicional. Tem buques rápidos (1h de travessia) e lentos (3h) e por isso oferece mais horários; todos os buques carregam carros. Há também buques rápidos a Montevidéu (3h).

A Colonia Express é seu concorrente mais tradicional. Só opera com buques rápidos e não carrega carros. O serviço, porém, é bastante instável. A companhia costuma cancelar operações de última hora. Eu evitaria.

A Seacat é o concorrente mais novo. Tem catamarãs compactos e rápidos e não carrega carros.

Mas tem tanta gente assim que sai de Buenos Aires para visitar Colonia?

Não. Os buques a Colonia servem como principal meio de transporte ao Uruguai. Ao desembarcar, a maioria dos passageiros sobe em ônibus de conexão que continuam a Montevidéu (mais 2h30) ou Punta del Este. A passagem já é vendida até o destino final; a Buquebus tem esse nome porque é buque + bus. (Aaaaaahnnnn, intchindji.)

E por que ir de barco + ônibus para Montevidéu quando se pode ir de barco direto? Porque sai um pouco mais barato, e tem mais horários.

À diferença da maioria dos passageiros, porém, nós turistas estamos interessados em Colonia como destino. Seja num bate-volta desde Buenos Aires, seja como escala numa viagem entre os dois países do Prata.

Aqui vai o modo de usar:

Imprima seu e-ticket! (Nem que seja no cyber)

1) Entre nos sites da Buquebus, da Colonia Express e da Seacat para ver os horários e preços do dia desejado. A Colonia Express e a Seacat costumam sair um pouco mais barato, mas não têm tantos horários. (Na Buquebus, atenção: os preços mais em conta são dos buques lentos.)

2) Se você vai fazer bate-volta, clique em “Day tour”, tanto na Buquebus quanto na Colonia Express. Na Seacat dá para comprar ida e volta.

No check-in

3) Chegue com uma hora de antecedência ao terminal. (O da Buquebus e da Seacat fica no canto norte do Puerto Madero, à altura da avenida Córdoba; o da Colonia Express, no extremo oposto, bem longe.) Motivo: é preciso fazer imigração antes de embarcar.

Malas despachadas!

4) Malas grandes são despachadas. E, como o desembarque de um ferryboatão leva um certo tempo, quando você chega no saguão a bagagem já está rolando no carrossel.

Carimbo uruguaxo antes de sair da Ar-rentina!

5) Você faz duas imigrações de uma vez só. Em Buenos Aires, o oficial argentino carimba a sua saída e encaminha o seu passaporte ao oficial uruguaio, que fica ao lado e carimba a sua entrada. Acredito que a mesma coisa aconteça em Colonia — ao contrário, claro.

A caminho do barco

6) Não há poltrona marcada. Se você está em grupo e quer sentar junto, faça logo o check-in e entre na fila.

(A lanchonete tá lá na frente)

7) No Buquebus há uma boa lanchonete a bordo, que aceita pesos argentinos, pesos uruguaios e dólares. Mas o troco vem em pesos (argentinos ou uruguaios, o que você escolher).

O saguão do barcão

8 ) Depois de 10 minutos de viagem abre o free-shop, que permanece aberto até 10 minutos antes do desembarque.

Breve, um terminal hidroviário novinho

9) A rodoviária de Colonia fica ao lado do terminal hidroviário. Querendo fazer de Colonia apenas um pit stop entre Montevidéu e Buenos Aires, sem pernoite, você pode usar os lockers grátis da rodoviária. São pequenos: comportam apenas maletas ou mochilas não muito gordas. Se a sua mala for grande ou os armários estiverem lotados, você pode deixar na lanchonete.

Mas atenção: para passar o dia em Colonia e seguir a Montevidéu (ou, vindo de Montevidéu, para passar o dia em Colonia e seguir a Buenos Aires) é preciso comprar separadamente as passagens de barco e de ônibus. As passagens de ônibus podem ser compradas pela COT (veja aqui tarifas e horários).

Llegamos! (diga: Xegámo')

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654 comentários

Ric, pra visitar BsAs não precisa de passaporte, só identidade. Para ir à Colônia, basta a identidade brasileira também?

    Sim, Érica – em todos os países do Mercossul, só precisa da Carteira. Mas saiba que são chatos, e exigem carteira de identidade nova, tipo emitida nos últimos dez anos, e tem que ser a carteira emitida por Secretaria de Segurança Pública (não vale identificação profissional). Assim, dependendo da mão de obra envolvida pra renovar a CI, vale a pena tirar o passaporte…

Passar a noite em Colônia é uma experiência que vale MUITO a pena. A cidade é super simpática e a iluminação noturna dá um charme a mais.

Hummm… Aquela legendinha não é uma campanha pra varrer Niterói do mapa, é?!? 😳 Às vezes dá vontade de fazer isso, principalmente em noites de temporal como ontem – e morar em Paraty não seria má idéia…

Sobre a imigração dupla, é assim que funciona no sentido inverso também! (Fiz Bs.As.- MVD e depois Col.- Bs.As.)

Certa vez tive que ir de Buenos Aires a Montevideo. Em vez de pegar avião, resolvi ir de Buquebus rápido, para conhecer Colónia, que eu ainda não havia visitado. Fui num domingo, cheguei no final da manhã em Colónia e passei almoço e a tarde inteira passeando por lá. Achei legal que a Buquebus deixou eu pegar um ônibus a Montevideo bem mais tarde, à noite. Ou seja, não fui obrigado a fazer a conexão direta.

Lá em Colónia tem aluguel de scooter, que eles te alugam baratinho e nem perguntam se a pessoa sabe pilotar. Com a motoneta, conheci também lugares mais afastados, como Real de San Carlos (onde há uma plaza de toros) e os bairros de veraneio à beira do rio.

Acho que esta é uma dica legal para quem tem quer ir de BsAs a Mvd, mas não tem pressa para chegar: conhecer Colónia – sem conexão imediata do buque com bus – de scooter.

    Onde você deixou a mala, Dionísio? O Buquebus tem guarda-volumes?

    Não, eu deixei no guardavolumes da rodoviária, mesmo. Não lembro de ser tão pequeno como falaste. Na verdade, eu tinha uma mochilona comprida mas pouco espessa, que eu consegui guardar ali. Pode ser que tenham mudado os armários ou até que haja outro local.

    Ah, lembrei mais uma coisa: eu paguei pelo guardavolumes!

    Então deve ter mudado o sistema, porque já fazem alguns anos…

    Passei por lá em maio, usei tb e já era grátis, mas consegui o último lugar (não são muitos).
    Uma outra moça havia chegado antes, mas me cedeu o armário porque a mala dela não cabia (o espaço é pequeno, por sorte eu viajava com uma mochila bem pequena). Para a tal moça o guarda sugeriu que pedisse para deixar na lanchonete.

    Engraçado, não achei os armários tão pequenos assim. São menores que os Malex dos aeroportos brasileiros, mas consegui enfiar uma mochila de 70 litros bem cheia num deles.
    Era grátis, mas o tiozinho da chave pediu uma colaboração!

    Eu nao tive a sorte de conseguir espaco.
    Na lanchonete foi cobrado 50 pesos por mala.
    Atentar-se que a lanchonete fecha as 20.

    Eu e mihas amigas passamos um aperto considerável, mas no fim, tudo deu certo: optamos por conhecer Colonia na travessia BsAs – Montevideo. Pegamos o barco cedo em BsAs e já sabíamos que poderíamos deixar a bagagem na rodoviária em Colonia. Não contávamos, no entanto, com a recepção “acalorada” do guardinha que, antes de entregar-nos as chaves, propôs gorjetas de cada uma de nós, em um tom meio desagrádavel.

    Como nossas malas eram grandes e pesadas, não cabiam facilmente nos armários oferecidos. Precisava do famoso “jeitinho”. A esse ponto, o guardinha começou a bufar e a nos tratar com certa rispidez, falando mal dos brasileiros e tal… mas não nos abalamos, afinal não teríamos outro local onde deixar e nem pensar em passear com elas ao nosso lado!

    Com aquele jeitinho, algumas malas couberam nos armários – ufa! – e conseguimos deixar as maiores na administração do local A CUSTO ZERO! rs. Pelo desaforo do guardinha, não demos 1 centavo a ele. Só por isso. E passamos o restante do dia apreciando a beleza e suavidade de um lugar super aconchegante que é Colonia.

    Dica: faça o tour rápido à pé em Colonia. Procure a Central de Info. no Centro Histórico e vc será muito bem recebido, além de caminhar e descobrir as delícias que é aquele lugar.

Fala Rique!
Esta viagem é show.
Fiz no sentido inverso e acho que o Buque de 1 hora é o suficiente.
Já que está ai, tente experimentar, num dos restaurantes de autos, o Ravioli Negro http://www.vimeo.com/6669356

Ah sim, e se der sorte ainda encontra a batucada da meia noite.
Um olodum daí que sai no meio da noite.
Tb está neste video acima.

abvs!

É uma viagem sensacional. Aliás, o free shop do Buquebus foi o único lugar do mundo onde encontrei Stolichnaya de baunilha (muuuito melhor que a Absolut Vanilla). Comprei várias garrafas.

Dica que um grupo de amigos aprendeu depois de ter passado por uma roubada gigantesca nessa travessia: se você pretende ir e voltar no período das festas de fim de ano, garanta os bilhetes de ida e volta antes de embarcar. Esses amigos estavam em Punta e foram de carro pretendendo passar uma noite em BsAs. Quando tentaram voltar, descobriram que não havia mais passagens (claro, era 29 de dezembro e todos os argentinos estavam saindo da cidade) e tiveram que enfrentar dois dias de estrada para cruzar o rio pelas poucas pontes entre os dois países. (Já disse para eles contarem essa história na promoção do hoteis.com. Ganham certo, porque é o legítimo Férias Frustradas.)

E não deixe de checar os preços da Pluna!! Quando fomos, ficava mais barato (e rápido) ir de ponte aérea a partir do aeroporto Aeroparque em Buenos Aires para Montevideo.
Ah, os ônibus no Uruguai são ótimos, e a rodoviária de Montevideo é excelente, parece um shopping.

Grande Riq,

sem você saber, estás me dando um presente de casamento. Minha lua-de-mel, em dezembro, seguirá esse roteiro (montado com muita ajuda das vibanas, encabeçada por Carla).

Tô esperando para ver Punta.

Abraços…