Do noticiário

No caderno de Turismo da Folha de hoje (só para assinantes), o repórter conta como teve o seu laptop surrupiado da mochila durante a noite em que passou no vagão-leito da primeira classe de um trem entre Barcelona e Madri. Mais um motivo, a meu ver, para se evitar viajar à noite em trem: além de você não dormir direito (é meio claustrofóbico, gente; faz barulho, povo; chacoalha, pessoal), a sua bagagem fica de bobeira no escuro a noite inteira.

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Deu n’O Globo — mas eu só consegui linkar da Reuters — que o grupo Orient-Express comprou um terreno enorme, tombado como área de proteção ambiental, nas praias da Azeda e Azedinha, em Búzios. Toda vez que vou à Azeda (minha prainha favorita na península) penso como seria bacana que aquele casarãozinho (existe? superlativozinho?) fosse uma pousada. Só que… um hotel? Do Orient-Express? Ixe, acho esquisito. A praia é pequena e superlota no verão. Se é para deixar os hóspedes na piscina, não seria melhor construir no alto de um morro, com vista? Essa história vai dar muito pano pra manga. E quer saber? Acho que a Pousada do Corsário, que fica praticamente na areia da Praia dos Ossos, a cinco minutos de caminhada da Azeda, já está de ótimo tamanho.

Está no Panrotas: a low-cost americana Spirit inaugurou uma rota entre Fort Lauderdale (do lado de Miami) e Lima, no Peru. Entrei no site e cotei ida e volta por 500 dólares em julho. É bom lembrar que o Peru (assim como todos os países da América Latina, com exceção de Brasil, Bolívia e Cuba) não exige visto de entrada prévio a americanos. E a Anac peruana também não proíbe tarifas internacionais low-cost. Se não fosse por esse dois fatores, aposto como essa Spirit já estaria no Brasil, com benefícios para o viajante brasileiro.

E mudando de assunto: caso você também esteja enojado com os pitboys que brincaram de bater na doméstica e precise ler um texto que exprima tudo o que você está sentindo mas não consegue dizer, leia essa crônica ma-gis-tral da Cora Rónai — com direito a uma relação entre o acontecido na Barra e o que acontece no Congresso em Brasília.

23 comentários

Nem me diga Riq, eu também adoro Azeda e Azedinha e essa casa é simplesmente linda !! 🙂 Inimaginável que mexam aí. Belo como está !! Tenho certeza que o prefeito e os moradores de Búzios vão lutar para manter a casa protegida pela APP. O Orient Express vai ter um osso duro de roer pela frente.

Sobre essa barbárie da semana, a crônica da Cora foi mesmo magistral, acabei de ler. Ela sempre expressa em palavras muito claras o que pensamos. A outra crônica excelente sobre o mesmo assunto foi do Zuenir Ventura, no Globo de ontem ” De pais e filhinhos de papais “. Ele compara a declaração do pai de um desses bárbaros, com a do pai da Sirlei, Sr. Renato Carvalho que disse:” “Muitos pais estão procurando saber pouco da vida que o filho leva fora da porta da casa”. Palavras de um pedreiro que criou quatro filhos “com integridade” . ”
Lembrei além da barbárie do índio incendiado, da “brincadeira” que fizeram em trote na Universidade, onde mataram um rapaz por afogamento na piscina. Algum tempo atrás, recebi e repassei vários e-mails indignados, com nomes completos das feras, informando que estavam em liberdade, os que mataram o índio e o colega que acabava de entrar na Universidade…. Estão por aí…..

O trecho entre barcelona e Madri, de trem, é reconhecidamente um dos mais perigosos. Ah, sobre os que espancaram a pobre moça, com toda sinceridade, não me surpreendo com o comportamento dessa gente, afinal, o ser humano é uma porcaria mesmo, os bons é que são exceção. Por isso, quantro mais coneço os homens, mais gosto dos animais. Sinceramente, não me surpreende que os seres humanos sejam capazes de tantas atrocidades…

Acho que eles e os progenitores devem dividir a cela com as outras “crianças” presas na delegacia, experiência que será deveras enriquecedora para o currículo de todos (duplo sentido a cargo da imaginação de cada um, por favor).

Enojada é a palavra certa, Riq.
Não dá pra acreditar que alguém possa machucar quem quer que seja de graça e ainda querer sair impune. Esses monstros deveriam permanecer anos na cadeia.

Li o texto da Cora agora. Nao ha palavras. Ela disse todas. Nao existe recuperacao pra esse tipo de criatura.

Riq, não te parece mais provável que a casa -buzios venha a ser
o bar-de-praia do hotel ? ( como em Carneiros )

Pois é, Riq. A semana foi PUNK! 🙁 Teve também um perito policial, cujo bíceps é quase do tamanho de uma coxa, que deu uma “encostada” no aposentado na fila do caixa eletrônico… O aposentado já teve morte cerebral declarada.
Mas voltando para o primeiro assunto do post. Já que você informa uma próxima novidade hoteleira, hoje li mais uma. A JHS vai construir um resort Fasano em Punta ( http://web.infomoney.com.br//templates/news/view.asp?codigo=735864&path=/investimentos/acoes/noticias/ )

Nossa o texto da Cora deveria ser lido no Jornal Nacional, ou melhor, em todos os jornais para ver se alguém pelo menos tentar acabar com tanta impunidade.

O bom deste post aqui é que dá pra falar de hotel, de búzios, de
cia aérea, de low cost, de Miami e de violencia sem nunca fugir
do assunto 🙂
Então aproveito para dar os parabens à Cora , que falou tudo o
que a gente sente o tempo todo e lembrar que ser ( e carregar todas
as bandeiras ) contra qualquer tipo de violencia ( fisica ou verbal )
só faz bem , faz bem a quem exerce e faz bem a quem convive com os que exercem .
É possivel aprender sim, aprender a não ser invocado, aprender a controlar os impulsos mais intimos , aprender a conviver pacificamente
em sociedade.

O que me conforta com essa atrocidade é a lição de cidadania dada por Sirley.

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