Em Maceió, siga a Lu Malheiros

Vista do restaurante Vila Chamusca. Foto: Lu MalheirosNeste verão, a Lu Malheiros do Dividindo a Bagagem voltou à cidade onde passou muitas férias na infância: Maceió. E trouxe de lá pelo menos três dicas quentíssimas, que não costumam fazer parte dos roteiros tradicionais. Uma dessas dicas é a confirmação de que o bar Hibiscus, em Ipioca, é tão bacana quanto eu tinha achado, há dois anos. A outra é que ali perto encontra-se o complemento perfeito para a tarde no litoral norte de Maceió, com um almoço com vista no Vila Chamusca. E a terceira é uma hiperdica no departamento da baixa gastronomia, que só quem é local pode dar: o pastel autêntico d’O Pastel Chinês. Siga a Lu e se dê bem:

Maceió no Dividindo a Bagagem, por Lu Malheiros:

Pegando praia no Hibiscus, em Ipioca

Almoço com vista: Vila Chamusca, nos Altos de Ipioca

Maceió: que tal um pastel chinês original?

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Todas de Alagoas no Viaje na Viagem

164 comentários

Como toda conversa sobre Maceió, o assunto Rota Ecológica é inevitável.
Voltei hj de uma semana memorável na Aldeia Beijupirá, vc fez uma ótima escolha, Vagner.
Além dos ótimos chalés (em que vc quase não vê objetos de plástico, até os saquinhos dos cestos dos banheiros são de papel), o estabelecimento tb possui um lindo jardim e os funcionários são todos muito atenciosos. Da comida nem precisa falar, né? Aquela mistura de sabores é formidável.
Lá fiquei sabendo que irão abrir um resort na praia do Patacho, vi inclusive uns cartazes na estrada anunciando o “feito”. Mas o Joaquim, dono da pousada, não parece preocupado.
Alguém aqui teria mais detalhes desse futuro resort? Ricardo, vc tem alguma informação?
Penso em voltar prá lá antes desse negócio ficar pronto…

    Resorts costumam ser autocontidos. O problema maior sempre são loteamentos malfeitos.

    Em Santo André mesmo, que é a praia menos CVC do mundo, tem um resort controlado pela CVC que não incomoda a mínima. Pelo contrário — é bastante zen pelos padrões resórticos.

    E fora isso, o que tem de hotel anunciado que nunca rola… no lugar do Joaquim eu também não me preocupava, não.

Passamos o carnaval em Maceió, é a 4ª vez, somos apaixonados por aquele litoral. Sempre dividimos nossa estadia entre Maceió e litoral norte (Rota Ecológica). Dessa vez ficamos o carnaval em Maceió e seguimos para Barra de São Miguel, litoral sul. Maravilhoso como litoral norte, apenas com propostas diferentes. Em poucas palavras: Litoral norte=sossego, litoral sul=agito. Ficamos tristes com a sujeira das praias de Maceió, de domingo a sexta-feira não passaram uma máquina, nenhuma criatura limpando as praias, que já estavam imundas. É lamentável, ou você educa as pessoas para não sujarem ou se disponha a limpar. Nunca vi tanta sujeira acumulada, sinceramente, estava fedendo, pretendemos encaminhar e-mail para a Secretaria de Turismo, o pessoal da cidade foi curtir o carnaval no litoral e ficou tudo entregue às moscas e, tantas outras imundices, chocante. Praia do Francês, achamos que só um Tsumani para derrubar tudo e reconstruirem. Mmuvuca, farofa, cafonice, que estrago fizeram naquele paraíso… Barra de SM, felizmente, já é mais organizado e com melhor infra, tanto que lá se instalou o Kenoa. Esperamos que isso puxe tudo para cima e não estraguem Barra. O Kenoa, nós apenas visitamos, é diferente de tudo que conheçemos, lembra um castelo medieval. Fomos até Penedo, que é um lugar interessante para conhecer, muita história e meia hora de travessia do Velho Chico para ir até o outro lado carimbar o passaporte no estado de Sergipe. Vagner, dá para fazer Gunga, voltar mais cêdo e almoçar no kenoa, a piscina é só para os hóspedes e a praia em frente é mar aberto. Dá para fazer as piscinas naturais de Pajuçara pela manhã e ainda sobrar muitas horas do seu dia, é tão simples quanto bacana, 20 reais por pessoa, vale a experiência. E desejamos que tenham limpado toda a sujeira da praia, a cidade e nós turistas merecemos esse respeito.

    Rosa,
    Quando estive em Maceió dezembro passado, achei Ponta Verde com mais sujeira do que o desejável. Estivemos em Barra de São Miguel em um dia tranquilo e estava tudo limpo. Em Sonho Verde e Ipioca tudo ótimo.A praia do Francês, concordo, não tem mais jeito não. Espero que o problema que você relatou tenha sido pontual por conta do Carnaval (apesar de achar que é exatamente nessas épocas que se deve ter mais atenção).
    Eu faço parte do grupo que acredita não valer a pena fazer o passeio ao Gunga e às piscinas naturais da Pajuçara. Mas há controvérsias e tem gente que gosta de ir, nem que seja pra conferir como é! Como disse antes, eu experimentaria conhecer as piscinas naturais de Ipioca, mesmo que o passeio não seja feito na jangada tradicional.

    Sabes que estive em Maceió uns três anos atrás e também Ponta Verde muito, mas muito suja? O mar estava lindo, mas não tive vontade nem coragem de “ir à praia” ali.

    Ah, completando. Achei Carro Quebrado sensacional!

    Tive lá uma das experiências mais lindamente chocantes da minha vida: a praia vazia, selvagem, num dia perfeito, uma barraquinha simplérrima em que uma família muito humilde servia (sem eletricidade) uma cerveja mais gelada do que no melhor bar de Porto Alegre e um peixe…pescado na hora!

    Pedimos o peixe e o pai-marido-heroi saiu numa embarcação precaríssima, que mais parecia uma porta de madeira, pescar aquilo que comemos pouco tempo depois.

    Inesquecível.

    Tb adorei Carro Quebrado , mas fui num dia de semana , sem muvuca 😎

    A Ponta Verde tem dois lados: um em frente aos hotéis (Maceió Mar, Ponta Verde), outro na parte residencial do bairro, contígua a Sete Coqueiros e Pajuçara. O melhor trecho é este último.

Lu Malheiros, Ricardo e Silvana, muito obrigado pelas respostas. Não imaginei que as teria. Esse blog é muito acolhedor mesmo!
Lu Malheiros, está anotado: Bar do Pato e Akuaba
Ricardo, valeu muito pelas dicas adicionais. O que você colocaria no lugar do Gunga e Piscinas de Pajuçara? Barra de São Miguel (pelo que li no site do Kenoa, seria possível ficar lá no lounge e aproveitar a praia, estou errado?), Ponta Verde (Lopana?) e Guaxuma?
Silvana, aceito seu convite! Em breve, você terá um carioca e uma mineira chegando aí!

Abraços a todos!

Vagner

    Vagner,
    O Hibiscus tem um passeio até as piscinas naturais de Ipioca. Eu não fui, mas DIZEM, que é legal. Eu só recomendaria que você entrasse em contato com eles (tem site, é só googlar) para checar se haverá passeio no dia pretendido. Não sei como é o esquema de funcionamento desse serviço em março. Em dezembro passado, o passeio durava 2 horas e custava R$35/ pessoa.
    Eu prefiro o litoral norte ao sul.Ao invés do Gunga, sugiro que você passe um tempo em Sonho Verde, logo depois de Ipioca. Não conheço um Hibiscus equivalente para lá. A praia é mais “rústica” e nós ficamos perto de uma barraquinha (a única da praia?) básica, mas que serviu o melhor camarão frito que eu comi na viagem. E não passei mal.

Ola, Lu, Ricardo e Vagner.

Como Chef e proprierária do Vila Chamusca, fiquei duplamente feliz aqui, primeiro pelo blog generoso de Lu Malheiros, que já tive oportunidade de comentar, e agora com a dica citada na revista, que há dois anos fez uma matéria linda sobre Ipioca, mas acredito que por falta de informação local nos deixou fora naquela ocasião, mas acompanho o trabalho do Ricardo Freire e adoro sempre as matérias e dicas tão bem escritas.
Este ano, pela segunda vez o Vila Chamusca foi eleito pelos internautas, através da revista Eletrônica ESPIA o melhor restaurante da cidade, e o nosso Macarajé (acarajé da macaxeira/aipim) foi escolhido o melhor petisco. Então obrigada Lu e Ricardo, muito bacana ver o nosso trabalho reconhecido.

Vagner, infelizmente o restaurante das quedidas Irmãs Rocha encerrou as atividades há mais de um ano. Mas, se quiser um brasileiro bom proximo ao seu hotel visite o akuaba e se na ida a São Miguel dos Milagres, quiser dar uma paradinha para nos conhecer, e tirar umas fotos, teremos prazer em recebe-lo. ]
Grata, Silvana CHamusca / Vila Chamusca

Riq,
Obrigada pela lembrança!
O blog anda a passos de tartaruga com cãibra 😳 por conta do trabalho, mas assim que der volto a escrever sobre Maceió.
Zé Maria e Sylvia,
Maceió estava uma delícia! Superecomendo. Pena que só fiquei 5 dias!
Nos vemos na conVnVenção de abril.
Bjs

Ricardo, conheço seu site há algum tempo, mas nunca tinha comentado. Estou indo, agora em março para Maceió\Rota Ecológica na minha primeira viagem “by Viaje na Viagem”, enfim, uma viagem praticamente toda com base nas suas dicas. Aí, agora, com a proximidade da viagem, resolvi mandar este post na esperança de uma resposta sua, seja para sugestões, seja só pra vc saber que anda influenciando muitos leitores anônimos, além daqueles que sempre comentam no blog.
Bom, vou ficar no Ritz Lagoa das Antas, por 3 noites em Maceió (consegui um preço muito bom)e pretendo alugar carro por toda viagem. Como chegarei no hotel por volta de 13h30, pretendo passar a primeira tarde relaxando no Lounge do Kenoa e à noite fazer um programa light.
No segundo dia, pretendo ir ao Gunga (li suas matérias sobre o excesso de gente, mas como minha mulher não conhece Alagoas e eu fui lá há muitos anos, quero fazer uns “obrigatórios”. Além disso, será uma segunda feira, final de março), com parada em Massagueira na volta pra comer. À noite, Wanchako.
No terceiro dia, pretendo fazer as piscinas naturais de Pajuçara, com a noite em algum dos bons restaurantes, tipo Irmãs Rocha.
No quarto dia, acordo, arrumo as malas e vou pra Rota Ecológica, mas dou uma parada em Ipioca, pra aproveitar a praia no Hibiscus. Ficarei no Aldeia Beijupirá por quatro noites. Vou de carro pra aproveitar as praias mais próximas (e tb pq estão cobrando os olhos da cara no transfer…vale mais a pena ficar com o carro). Penso em aproveitar muito a pousada e a praia na frente, mas também quero conhecer as praias que você sempre fala: Toque (dá pra visitar a Pousada do Toque?), Tatuamunha, Patacho, Japaratinga, etc..
E aí, depois destes dias, volto pra casa.
Bom, já que a viagem foi toda inspirada no seu blog, queria dividir contigo esse fato e saber se tem alguma sugestão adicional.

Um abraço do amigo (embora vc não me conheça, quase todo dia eu bato um papo contigo),

Vagner

    Vagner,
    Licença pra dar uns palpites?
    Sugestão para comer na Massagueira: Bar do Pato. O restaurante é simples, mas a comida é boa e ele fica praticamente dentro da Lagoa de Manguaba = vista linda. Como o nome diz, no cardápio há pato, mas também peixes, frutos do mar e até uma galinha à cabidela pra quem gosta.
    Não estive nas Irmãs Rochas dessa vez, mas eu iria ao Akuaba se tivesse que escolher somente um deles. Peça o pastel de arraia com molho de maracujá de entrada. Imperdível também é o acarajé que é servido num prato aberto com os recheios à parte.
    Não consegui ir ao Wanchako, mas reza a lenda que ele está SEMPRE cheio. Se for jantar, procure chegar cedo, às 19h; o almoço é mais tranquilo. Eles não aceitam reservas.
    Boa viagem!

    Meus pitacos:
    1) O “lounge do Kenoa”, até onde eu sei, é um bar na cobertura que começa a funcionar no fim de tarde (não estava pronto quando me hospedei). A piscina é só para hóspedes. Você pode marcar um almoço ou algum tratamento no spa.
    2) Gunga e piscinas naturais da Pajuçara estão bem abaixo do padrão de qualidade da sua viagem.
    3) Irmãs Rocha não existe mais. No seu lugar há outro ótimo restaurante, o Porto Salles, do mesmo dono da barraca de praia Lopana. Domingo tem um excelente buffet de frutos do mar no almoço. A barraca Lopana faz passeios de barco a pontos de mergulho na Ponta Verde na maré baixa.
    4) Endosso o Bar do Pato recomendado pela Lu Malheiros.
    5) A idéia da Rota Ecológica é o descanso. Não é um destino recomendável para hiperativos crônicos e caçadores de “atrações”. Desligue-se da mentalidade Maceió, é contraproducente na Rota. Não há o que “conhecer”. O ziguezague por lá não faz sentido, e o melhor lugar para curtir a praia sempre é a pousada onde você está. (As praias são parecidas, e a que tem o melhor visual é justamente a da Aldeia Beijupirá). Você pode marcar almoços em outras pousadas — no Patacho que estará bem perto de onde você está, na Amendoeira, no Caju, na Côté Sud ou na Pousada do Toque — mas você não vai aproveitar a praia direito sem estar hospedado (o barato na praia do Toque são as caminhadas na maré baixa para os dois lados, até o rio e depois para as praias do sul. Mas isso tem uma ciência e um ritmo que não cabem numa visita para almoço). Como você está de carro, marque um almoço no Chez Domi, em Tatuamunha, que está no alto de um morro com uma linda vista (82/3298-6200).
    6) Se você quer visitar pousadas, ligue antes para ver se estão recebendo visitantes, ou marque um almoço. Chegando sem avisar você arrisca receber um não.

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