Enquete da semana: cursos no exterior

A enquete da vez é uma ótima sugestão do Ernesto, que está em San Francisco fazendo um curso de inglês. (A propósito: você já leu o relato dele sobre San Francisco? Então leia!)

Você já fez algum curso de idiomas no exterior? Então conte tudo pra gente: onde foi, como foi, o que você achou e que macetes você aprendeu que poderiam ser úteis a quem está pesquisando o assunto.

Nada como estudar em grupo….

117 comentários

Já fiz alguns Cursos no Exterior, desde Salamanca – antes de entrar na Universidade, a cursos de férias aos 14 anos na Inglaterra, atualização de professores em Buenos Aires e o último em Vancouver. Todos eles pela Experimento. Não tenho o que reclamar da organização nem das escolas…todas com otima estrutura e pessoal. Sempre fiquei em casa de família e nunca tive problemas, mas no proximo vou tentar as residências estudantis das escolas, que são muuuito bem localizadas e localização é tudo quando se tem pouco tempo.
Curso no Exterior não tem erro – é procurar alguma coisa especifica, dizer bem direitinho qual o seu objetivo. A internet tem muita coisa misturada, então eu sempre prefiro ir na agencia, pois la o pessoal filtra melhor as opcoes e pesquisa direitinho.
Pra mim, o minimo mesmo é 4 semanas. O tempo ideal pra curtir ferias, aprender alguma coisa e voltar pra trabalhar, pra ganhar mais dinheiro pra ir de novo!

Mari, o meu medo é exatamente o da multiplicação das tralhas… em se tratando de EUA, então, aquele paraíso do consumo!!! Já me deram a dica de mandar todos os livros que eu comprar pelo correio, para não ter que contar com eles no peso da bagagem de volta – para uma traça como eu, é uma dica e tanto! Vou seguir a dica de reduzir a bagagem de ida ao máximo – minha meta vai ser 15 kg!

Sylvia, eu tinha praticamente certeza que você viria em meu auxílio com uma receitinha já pronta!!! 😀 Menina, que estratégia perfeita! Se eu pensar nas situações possíveis, vou ter uma idéia mais clara do que posso realmente precisar – e com um kitzinho básico não vou me sentir culpada fazendo umas comprinhas… 😉 Quando eu começar a arrumar tudo ainda vou trocar umas idéias com você, Ok?

Carla, é isso mesmo que a Sylvia falou. E falo por experiência própria também. Leva o mínimo possível de coisas, só o essencial mesmo. O ideal é sair daqui sempre com menos de 20kg. Lá tem de tudo e mais um pouco e em quatro meses você não faz idéia da quantidade de itens que se adquire no dia-a-dia… 🙄
Posso usar o exemplo da minha irmã que acabou de voltar da Espanha para o Brasil, depois de quase um ano: foi com 16kg e voltou com as duas malas de 32kg….

Carla :
Vais conseguir sim !! Então pode começar a arrumar a mala 🙂
A primeira coisa a relembrar é que vais para um lugar só e onde tem
absolutamente tudo ( e muito mais 🙂 🙂 )
A primeira coisa ( e unica preocupação real ) que eu teria é com os
sapatos pois tem que ser extremamente confortáveis e apresentáveis
e muito testados , o que quer dizer usados 🙄
Não tens um problema real de peso né ? ( 2 de 32 ? )
Mas uma coisa é certa : vais comprar muito mais do que imaginas ,
então não pensa no numero de dias e sim nas situações , nos
acontecimentos possiveis e leva um kit para cada evento.
As variações vão ficar por conta dos acessorios e do que vais adquirir lá.
Kits básicos 🙁 um só de cada tipo tá? )
Para ir a aula , para fazer uma caminhada, para ir a um piquenique ,
para pegar uma praia/piscina , para assistir uma palestra/concerto ,
para ir a uma festa , para um jantar formal ,para ficar em casa .
Dois ( só dois ) casacos : um mais grosso outro de meia estação.
A farmacia básica , um kit super miniatura de necessaire só para os
primeiros dias, e se for o caso roupa de cama e toalha .
O peso disso tudo deve ficar em torno de 12 kilos, mais 3 da mala são 15.

Em relação ao espanhol, acho que eu poderia servir de consolo ou de piada para todos os que não conseguem manter um único sotaque… Estudei por um método em que as fitas eram gravadas por mexicanos e cubanos, tive uma professora argentina, um uruguaio e um chileno, e viajo bastante dentro da América do Sul, cada hora para um país diferente. Resultado: o meu sotaque é meio cantado (já me perguntaram se eu era porto-riquenha…), o vocabulário é misturado entre Chile e Argentina, eu conjugo os verbos como os argentinos, com “voseo” e morro de medo de me olharem feio no dia em que eu for à Espanha… Enfim, um desastre lingüístico – mas felizmente as pessoas me entendem… 😉

Riq, eu voltei falando “z” e “c” com a língua entre os dentes!!! Salamanca (lá venho eu fazendo propaganda de novo) é conhecida, dentre outras coisas, como o sotaque mais puro do espanhol :mrgreen:
Beto K, falo “vale”, “me encanta” e “no creo” até hoje 😆

Bom, aqui eu vou dar o meu pitaco de professora, não de aluna… Concordo 100% com a Mari e a Daniela – ir fazer um curso no exterior sem saber o básico do idioma é jogar dinheiro fora. O ideal é ir quando a pessoa já está no mínimo no nível intermediário, e pode aproveitar a oportunidade para lapidar o conhecimento que tem, aprender sutilezas e aperfeiçoar a pronúnica, e não para aprender os rudimentos. Isso, como elas disseram, se faz aqui, pagando em real!

Como aluna, minha única experiência de curso no exterior foi um curso breve de redução de sotaque que fiz em Miami, 2 semanas em janeiro de 98. Ganhei o curso como prêmio na escola de idiomas onde eu trabalhava. A única coisa que achei chata a princípio é que o curso era voltado para brasileiros – mas acabei fazendo ótimos amigos, e nem liguei para o fato de falar português boa parte do tempo. Mas eu já era professora na época, então os meus objetivos eram mesmo diferentes dos da maior parte dos estudantes… E essa viagem acabou por me transformar em uma apaixonada por Miami, pela oportunidade que tive de conhecer outros aspectos da cidade, fora do circuito básico… 8)

No ano que vem, se tudo correr bem, vou poder contar a minha experiência de 4 meses pesquisando em uma universidade da Califórnia… Nesse meio tempo, conto um segredo a vocês: estou bem confiante de que vou conseguir a bolsa, mas apavorada com a perspectiva de ter que preparar uma mala para ficar 4 meses fora!!! Como se faz isso, gente? Riq, Sylvia, alguém me dá uma luz, please? 😉

Com o Yázigi , eu fiz minha primeira viagem ao exterior pra fazer um curso de inglês em Bradenton/Sarasota na Flórida.

Preciso fazer o merchã porque a viagem foi inteiramente na faixa.
Não gastei um centavo sequer, então eles merecem a divulgação 🙂

Depois da faculdade, fiz um curso de inglês de 3 semanas na Austrália.

Minha opinião geral é que esses cursos curtos são uma ótima desculpa para quem quer viajar sozinho e ainda não tem aquela confiança. Eu nem ligaria de dividir a turma com muitos ou poucos brasileiros porque acho que você vai aprender muito mais fora da aula e isso você pode fazer sozinho sempre se quiser.

Não se pode deixar de lembrar que as aulas na escola não são muito diferentes daqui e eu acho chato que em todas essas escolas internacionais, você chega, eles fazem uma avaliação de nível e colocam você numa turma que não tem começo nem fim, porque os alunos chegam e partem a toda semana.
Não existe continuidade. Não dá pra aprender muito em aula.

Depois da fase adolescente, eu não recomendo ficar em casa de família. É muita loteria e é muito comum ficar em casa de família de 1 só pessoa…tem muitas histórias bem sucedidas como as que li acima, mas de forma geral, não recomendaria.

Fiquei surpreso com a quantidade de relatos de estudantes de espanhol… Interessante.

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