Enquete da semana: línguas

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Sexta-feira na pizzaria alguém me perguntou — acho que o Ernesto — quantos idiomas eu falava. Eu respondi que era semianalfabeto em alguns. Na verdade os meus planos poliglóticos foram por terra quando me vi nocauteado pelo alemão (o idioma, não o vencedor do Big Brother) em seis rounds, digo, semestres.

Onde eu me dou melhorzinho é no inglês, e mesmo assim, ainda fico imóvel uns bons trinta segundos sem saber o que fazer ante qualquer placa de PUSH/PULL.

Minha maior gafe lingüística, até hoje, é a mesma que costumam cometer, quando viajam, as pessoas que falam o gaúcho como primeiro idioma.

Eu tinha emigrado há pouco em São Paulo, entrei numa confeitaria e pedi ao balconista, claramente afrodescendente:

– Um negrinho, por favor.

(Brigadeiro, em gaúcho.)

😳

E  com você? Qual foi sua maior saia justa linguaruda?

86 comentários

Eu em Paris…primeira vez…sozinho. 25 anos, dolar barato, tinha acabado de me eleger vereador depois de uma campanha super pesada… Meu, q festa, foi a minha lua de mel comigo mesmo, se é q vcs me entendem. Com o guia da folha nas mãos corria tudo, o dia inteiro…metrô..o dia inteiro corricando! Sem falar nenhuma língua, NENHUMA. Tudo festa. Mas uma coisa me intrigava. A cada estação do metrô em conexão eu – preocupado em pegar o metro na estação-sentido certo, correndo, olhando o mapinha, etc, sempre via uma plaquinha: SORTIE. E eu (sempre correndo- não sei porque tanta pressa) comecei a me perguntar: deve ser uma estação muito importante (SORTIE), porque todas as estações vão a este lugar. Lá pelas tantas decidi: ao inves de virar a esquerda, subi correndo, deslumbrado, as escadas até chegar à Sortie= SAÍDA. Ri muito, sozinho, e cada vez q encontro um frances por estas bandas conto minha experiência…todos acham graça (ou pena, sei lá).

Karinissima, o problema sempre é entender a resposta!
Meu marido tem duas estratégias infalíveis: 1) quando ele pergunta onde fica um lugar, ele só presta atenção na primeira indicação (que normalmente envolve uma mão apontando). Aí, ele vai até lá e pergunta de novo. Demora um pouco pra chegar, mas é tiro e queda! 2) ele estuda o livrinho e treina a frase de maneira a que a resposta seja um sim ou não – aí é garantido entender. Eu sempre achei irritante, mas indiscutivelmente resolve o problema 😉

Pior é passar vergonha traduzindo pros outros. A gente tinha acabado de ir em uma vinícola em Mendoza, na Argentina (com explicação de como se faz o vinho, caminhão descarregando uva, demonstração das uvas varietais, etc), e passeávamos pelo mercado central deles, quando minha mãe não se conteve e queria porque queria que EU perguntasse pro moço da banca de frutas qual uva era a malbec, que ela queria provar pra ver como era. Briguei com ela mas não perguntei – tradução tem limite! (e o meu já havia sido muuuuito esticado tentando explicar, também a pedidos, o que era picanha em todos os restaurantes visitados).

Lembrei de mais uma.
O pai de uma amiga minha chegou em Miami com a família, comemorariam todos as bodas de prata na Disney.
Ele estava tão feliz, tão feliz, que sorria para tudo e para todos. A minha amiga já prevendo, disse para ele não abrir a boca e deixar que ela falaria o inglês necessário.
Ele ficou murcho, tadinho, entraram em um taxi e ele se sentou na frente.
O motorista muito do mau humorado, de bico, foi irritando ele. E ele quis então ser simpático com o moço, fazia um dia lindo, céu azul e ele lá com aquela cara horrorosa.
E solta esta pérola: the time is good, not?
O cara foi dando risada até Downtown…

Eu tava com um amigo, visitando aquela igreja famosa de Veneza.
Lá dentro tava cheio de obras e uma placa de ‘restauração’.
Daí eu caipiramente, tasquei:
Ele pessoal não perdoa nem igreja…vão abrir um ‘restaurante’ aqui dentro! rs…

Uma amiga em Buenos Aires, chegou toda metidinha na farmácia, e pediu um remédio, pois estava com mutcha fiebre.
Acho que ensaiou uma hora pra dizer isso…
Alguém sabe uma forma educada, pra descrever aqui o que é fiebre?

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