Enquete: viagens depois dos 60

Hairspray

| Hairspray no navio Oasis of the Seas |

Muita gente começa perguntas no site com “Já temos mais de 60 anos” (às vezes usam “mais de 50”), como se a idade fosse um restritivo para viajar. Pelo contrário! Na cultura dos países prósperos, viajar depois dos 60 é um projeto de vida. Muitos americanos poupam a vida inteira e só se permitem viajar de verdade depois de se aposentarem.

E não estamos falando só das viagens marketeadas para o seu nicho — os cruzeiros, as excursões, as temporadas com os netos no Rio Quente (nunca foi? vá, é uma delícia!). Não há viagem que você possa fazer antes dos 30 que não dê para fazer depois dos 60.

Você que já passou dos 60 e viaja, o que pode contar para seus contemporâneos sobre as vantagens de viajar na sua idade? Para onde você tem ido, para onde planeja ir? O que se deve evitar e o que não se deve deixar de aproveitar?

E você, mais jovem, que virou pai dos seus pais, quais são as viagens em família que recomenda? Que cuidados tomar com vovôs e vovós que precisam de assistência constante?

Aos comentários!

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68 comentários

Olá:
Viajamos pelo Brasil de motorhome em média 3 meses por ano, Europa todo ano para o Caminho de Santiago e sempre algum país diferente, em 2012 fizemos Eslovênia e Croácia e para 2013 em março vamos para Austrália, compraremos um motorhome e voltaremos para casa em Dezembro de 2013.
Ter 60 anos não nos tem impedido de nada por enquanto …
Abraços
Cleci, Morro Reuter (RS)

Como viajo solo algumas vezes, comprei um pen drive bem pequeno, de metal prateado, que coloquei em uma correntinha e uso sob a blusa (essa dica serve para qualquer idade). Escaneio passagens de avião, trem, aluguel de carro com os telefones, meu passaporte, foto para passaporte, vistos,número do seguro saúde e telefones de contato, todos os hotéis com a data que estarei hospedada, meus contatos no Brasil enfim, My Personal Data. Penduro no pescoço e vou que vou. Caso sofra algum contratempo, qualquer pessoa coloca o pen drive num computador e saberá quem é e o que fazer para ajudar. Eu sigo atualizando os dados a cada viagem e mesmo quando viajo com meu marido utilizo meu bat-pen 🙂 Ah! , não esquecer de tirar e colocar na bandeja quando passar pela segurança no aeroporto pois esqueci na primeira vez e fui colocada em espera enquanto eles verificavam o que continha o pen drive. Depois nunca mais esqueci. Sem problema nenhum.

Excelente este tópico, estou planejando uma viagem com minhas avós que já passaram dos 80 e minha preocupação é com o seguro viagem, já é dificil achar para quem tem essa idade, pior um que cubra pré-existencia, tipo uma crise de hipertensão.
Alguém tem uma indicação de confiança?? obrigada

Demais os depoimentos aqui, acredito que qualquer pessoa que viaja depois dos entas vai ter uma vida muito melhor. Eu também viajo sempre com minha de 66 anos, já temos combinado duas ou tres viagens curtas no Brasil por ano e uma para fora no máximo com intervalos de 2 anos, e quando viajo sigo basicamente o que todos recomendaram, ritmo mais lento, paradinhas estratégicas em cafés, e só curtição com mamis que ela merece.

Na minha família sempre fomos viajantes, há gerações. Desde poucos meses até mais de 80, pé na estrada. Estamos envelhecendo viajando e continuando com as novas gerações no mesmo clima. As limitações são naturais e tem a ver não só com a idade, mas com a disposição, interesse ou preparo de cada um. Maravilha de enquete.

Estive em Bento Gonçalves com minha turma de amigos “do vinho” e fiquei tocada com a cultura dos imigrantes italianos no local. Só pensava em como meu avô, filho de italianos, iria gostar daquele lugar. Só que meu avô já estava com 94 anos e, mesmo sendo um velhinho super sacudido, tinha suas limitações para viajar. Mas bolei uma viagem bem apropriada a ele – especialmente alugando uma van que nos levaria da porta do hotel à porta de todas as atrações, inclusve passando pelo Caminho das Pedras. E lá fomos nós: eu, meu avô, meus pais e três tios. Foi uma viagem deliciosa, meu avô curtiu muito, falou em dialeto italiano com alguns moradores do lugar, adorou as comidas, se divertiu nas vinícolas, se emocionou no Museu do Imigrante. Enfim, é uma viagem que guardo na memória com o maior carinho, especialmente porque meu avô se foi no ano passado, aos 99 anos de idade.

Meu pai tem 60 anos e é consultor agrícola para a cultura da cana de açúcar. Tem muita experiência no setor e por causa disso, começaram a surgir trabalhos fora do país. Então, embora gordinho e mais cansado, ele ainda tem pique de ir até Caracas, viajar pro interiorzão da Venezuela de carro ou “aviãozinho teco-teco” (como ele mesmo diz) , trabalhar o dia todo e enfrentar o caminho de volta. Teve uma vez que foi num domingo e voltou numa terça. Chegou no Brasil e foi direto para o escritório. Tudo bem que agora ele não pega mais trabalhos em Angola, África do Sul ou Oceania e só vai para países da América do Sul, no máximo vai pra Cuba (como foi ano passado), mas mesmo assim tem um ritmo invejável. Quero chegar lá igual a ele!

Adorei!!! Tenho só 34, mas pretendo chegar aos 84 viajando muito, se Deus quiser!!!

Hoje viajamos com nossa filha de 2 anos, espero que daqui 50 ela me leve 🙂

E o mais interessante: quase todas as dicas sao as mesmas que nos seguimos com ela.

Minha mãe, que faz 67 anos amanhã, foi pela primeira vez p/ Orlando em novembro. A viagem foi naquele ritmo frenético de quem não tem muito tempo e quer ir a quase todos os parques, passávamos o dia inteiro nos parques mas como estávamos desempacotados fizemos o nosso roteiro. A preocupação maior era o cansaço que ela tirou de letra, fiquei mais cansada do que ela. Alternei parques mais calmos c/ os que tinham mais atrações. A outra preocupação era o quanto ela iria aproveitar dos parques. Ela só não foi nas montanhas russas, foi a todos os simuladores, alternávamos as montanhas russas com outros brinquedos. Ela já fala em voltar 🙂

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