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Enquete: qual foi seu maior erro ao planejar uma viagem?

Erro de planejamento de viagem: não ficar mais tempo em Rothenburg

“Na teoria, a prática é outra”, já diria o antigo ditado. Você seguiu a cartilha e fez a lição de casa: pesquisou bastante, leu os posts aqui do Viaje na Viagem, pediu dicas para o amigo que acabou de voltar de viagem e soltou uma pergunta para os seus contatos no Facebook. Mesmo assim, voltou com a sensação de que faria alguma coisa diferente no seu próprio roteiro? Você não está sozinho.

Google Maps e planilhas de excel geralmente costumam aceitar todas as nossas ideias por mais malucas e corridas que possam parecer. Somente ao chegar no destino, percebemos que comemos bola e isso é mais normal do que imaginamos, como a caixa de comentários da enquete “Tempo demais, tempo de menos” nos mostrou.

Agora é hora de abrir o coração e contar seu segredo: qual foi o maior erro que você já cometeu ao planejar uma viagem?


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Eu começo: alugar um carro para conhecer Washington e não usar o sistema de transporte público + bicicleta + táxi + caminhadas (me deem um desconto, era muito novinha e quase sem experiência de viagem). Montar bases equivocadas na Rota Romântica também entrou recentemente para o hall das escolhas erradas. E por fim, outro deslize que consegui me livrar recentemente seguindo o bom conselho do comandante, foi parar de reservar aqueles voos promocionais que sempre partem nos horários mais impossíveis da madrugada.

Se você pudesse voltar no tempo, qual erro de planejamento de viagem tentaria evitar?

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225 comentários

Toda viagem eu erro alguma(s) coisa(s), mas não me incomodo muito com isso porque é aprendizado, e os “riscos” que eu eventualmente corro podem render também momentos ótimos.

Meu erro mais recente (talvez um dos piores), foi numa viagem para o Canadá, com a família, no inverno. Não tomei cuidado suficiente no transfer Montreal-Mont-Tremblant, planejei um esquema meio “roots”, indo de ônibus, depois de ler vários relatos em blogs. Era só pegar o ônibus, descer numa determinada parada, e de lá pegar outro que iria até o resort propriamente dito. Expectativa de ser tranquilo.

Na prática: carregar um monte de malas até a rodoviária de Montreal. Levar quase 3 horas de ônibus pra chegar na parada intermediária (por causa de um caminhão que bloqueou a pista), que no final das contas era apenas um posto de gasolina no meio do nada, com um pequeno ponto de ônibus regular, cercado por uma mureta de 60cm de altura, de neve. Descemos do primeiro ônibus debaixo de neve, vento forte e temperatura de -20ºC, arrastamos um monte de malas para perto do outro ponto de ônibus e esperamos. Pegamos o segundo ônibus, de linha, e levamos mais uns 45 minutos pra chegar “na porta” do resort de Mont-Tremblant. Do ponto onde o ônibus nos deixou até o hotel tinha mais uma subida, à pé, com um monte de malas, e neve, e vento, e -20ºC.

Não que eu tivesse achado que mandei bem, mas o olhar fulminante dos meus companheiros de viagem deixou bem claro que NUNCA mais eu aprontasse algo desse tipo. Voltamos de taxi 😀

Meu maior erro que cometi foi quando programei um Reveillon em Mar del plata e tive a “brilhante ” idéia de contratar um transfer de Buenos Aires para Mar del plata de carro , pois de avião me obrigaria ficar 5 horas aguardando a escala.
Esqueci que esse percurso no dia 30 de dezembro é como fazer fazer Rio/Búzios nessa mesma época!
Resultado? Foram 10 horas de carro !!!
Ficamos tanto tempo no carro que o motorista já estava, no melhor estilo argentino , me chamando de gordo e se despediu me dando um beijo!
Agora é engraçado mas na hora é desesperador !

O mais comum para mim é planejar a viagem sem levar em conta o cansaço das atividades. Faço tudo, ou quase tudo, mas as últimas atividades da viagem são feitas bem mal e porcamente. Costumo ficar muitos dias nos destinos, aí quero fazer tuuuuudo. Não dá para fazer tudo, um dia eu aprendo.

Mas a pior foi escolher um hostel no interior do Amazonas que estragou a viagem toda. Não sou do tipo que fica em hostel, só fiquei uma vez, e em quarto privativo. Nas minhas pesquisas esse hostel parecia a melhor opção da cidade. Chegando lá vi que o lugar era um pesadelo, a história é enorme. Não fiquei lá, mas a viagem foi estragada mesmo assim. O dono perseguia a gente pela cidade para saber porque não ficamos lá (imagina o que iria acontecer se eu tivesse ficado) haha Na primeira semana eu não consegui dormir, tanto por pensar no que aconteceria se estivéssemos lá quanto preocupada em o cara descobrir onde a gente estava. Ainda não tive que escolher hotel depois dessa viagem (nas viagens subsequentes fiquei na casa de amigos), mas estou planejando uma viagem e estou bem mais criteriosa.

Acredito que 2 erros:

1) Fazer a viagem entre Genebra e Veneza de trem. Antes da viagem imaginava que seria um programa interessante, sentado no vagão restaurante antes de dormir, bom sono, etc. A realidade foi outra: o trem tinha Roma como destino final e a parada em Milão (para minha baldeação) era curta e poucos minutos antes das 6h da manhã. Ou seja, dormi mal, muito tenso, com medo de perder a parada. Para piorar o stress, logo após a partida um dos tripulantes levou meu passaporte e não mais o encontrei. Só me devolveu de manhã, pouco antes da parada em Milão. Também não havia vagão restaurante. Cheguei antes das 7h da manhã em Veneza, cansado e o não pude fazer check in antes das 15h.

2) Chegar em Napa em uma sexta feira à noite, com um grupo grande e sem reserva de hotéis. Tentamos em Napa e Sonoma, sem sucesso. Conseguimos um hotel péssimo perto de Napa, dividindo o grupo em 2: um quarto para 4 homens e um quarto para 4 mulheres.

junho de 2012, viagem Alemanha 10 dias, Paris 5 dias e Londres 5 dias.

(Transporte) Fiz a viagem Berlim – Paris com o trem noturno, classe econômica, querendo economizar 1 pernoite. Péssima viagem, cabine só com 3 pessoas (cabem 6!) mas muito ruim para dormir. Cheguei toda torta de manhã, e sem dormir (lado bom, terminei a Tormenta das Espadas no kindle – sempre tenha um kindle por perto).

(Comunicações) Em Paris alugamos um apartamento. Já mal humorada acima, era para ligar para a imobiliária quando chegássemos. Pelo nome da imobiliária, achei o endereço na internet e queria ir direto lá, era do lado do apartamento. A imobiliária não era onde estava indicado no google. Não queria gastar 20 euros em cartão de telefone e fui procurar um café perto do apartamento para achar um wi-fi e usar skype. Consegui falar com o cara da imobiliária que me mandou as instruções por email. Foi assim, não vi a cara de ninguém e tudo foi feito com fechaduras eletrônicas. Resultado: siga as instruções de email, pague para se comunicar e não invente moda. A perda de tempo não paga o que se economiza.

(Parecido acima, só dica): 5h30 horas da manhã eu e marido chegamos em Jerusalém. A porta da pousada estava fechada e não tinha ninguém lá. Frio, na escada e com malas, 7 horas o primeiro hóspede saiu, entramos e ficamos dormindo no sofá até alguém aparecer, umas 9 horas.
Na porta da pousada tinha uma tranca eletrônica, e a senha estava no email de confirmação da reserva – mas não lemos até o final do email. Nhé, nhé.

– Chegar em Luang Prabang -Laos às 8hs da noite sem reserva de hotel. A cidade é pequena e em tese daria pra escolher na hora sem problemas. Mas 8hs da noite a cidade já está bem morta, e teria sido melhor reservar.
– Ficar num hotel meio afastado em Siem Riep – Camboja. No mapa nem era tão longe assim, mas como a cidade é muito concentrada parecia que estávamos no fim do mundo e acabamos não gostando muito.Além disto, fazer Bangkok – Siem Riep por terra. Erro imperdoável, péssima ideia. Melhor economizar dinheiro de outro jeito. Mas neste caso, valeu a experiência.
– Usar uma agência recomendada em um blog pra organizar passeios no Peru, porque éramos 10 pessoas e ficamos com medo de comprar na hora. Como na blogosfera brasileira não tinha muita recomendação de agências acho que esta acabou ficando sobrecarregada e não entregou um serviço assim tão bom. Poderia ter procurado outras.
– A pior pra mim foi uma viagem a Europa com a família. Começamos bem, 7 dias em Londres e 7 em Paris. Mas como tenho um ritmo bem acelerado, acabei fazendo um roteiro de muita caminhada, que pra minha mãe percebi que acabou sendo demais.Tivemos que ir adaptando ao longo dos dias. Como sempre planejo só pra mim e meu marido acabei não me dando conta do ritmo diferente de fazer viagem com mais gente (éramos 6…rsrs).
Parece muita gafe, mas na verdade a maior parte sempre foi de acertos, ainda bem!!

Este ano fui à Indonésia. Na Internet não encontrava muita info, porque basicamente é tudo sobre Bali. Optei por ir na mesma e fui a pensar “chegando lá, logo se vê!” e com convicções do tipo “depois da Índia, Irão ou Peru; a Indonésia vai ser fácil, fácil”.
Pois, não podia estar mais enaganda. A minha viagem era de (apenas) um mês e dei por mim a perder dias, porque estava pendente do horários dos (poucos) transportes ou a ter que gastar um dinheirão em táxis. Há poucos transportes públicos, quase todos têm carro ou mota e foi a viagem em que mais senti que deveria ter planeado as coisas melhor.
Mas foi bom na mesma 🙂

Meu pior erro foi escolher hostels fora do centro em cidades da Europa para economizar poucos Euros. Você acaba gastando mais em transporte e perde um tempo precioso (mas considere que eu também era novinha, inexperiente e muito dura!).
Outro erro gravíssimo foi a escolha de um companheiro para a viagem. Planejei a viagem por mais de 1 ano e a imagem que ficou foi a da companhia desagradável! =/

Sem dúvida, foi não deixar alguns dias de “lastro” pro destino final e quase perder o vôo de volta, por imprevistos no caminho…
Hoje em dia, sempre deixo um ou dois dias de folga entre a data do vôo de volta e a chegada na cidade onde fica o aeroporto que vou viajar. E aproveito esses dias pra passear na cidade!

Ter insistido em ir à França menos de um mês depois do atentado ao escritório do Charlie Hebdo. Cidade muito mexida, povo ainda mais arredio… devia ter permanecido em Barcelona.

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